domingo, 18 de julho de 2010

Entrevista




Arbitragem no futebol: Um mercado que desperta o interesse das mulheres

20% dos interessados em curso de arbitragem são mulheres


O que leva uma pessoa a querer ser árbitro ou juiz de futebol? Por que alguém escolheria uma profissão na qual teria de conviver com enorme pressão, suspeita, insultos e ainda assim ter que agilidade de raciocínio, julgamento e ação. Não bastassem esses aspectos, além do conhecimento da regra e preparo físico adequado, um árbitro de futebol precisa ter preparo psicológico para manter o desempenho digno para acompanhar os grandes clássicos do futebol brasileiro. O processo de superação é diário nessa que é uma das atividades mais questionadas no país do futebol.

Um ditado popular reza que o árbitro de futebol seria um atleta que não deu certo, mas que conseguiu, de outra forma, permanecer dentro das quatro linhas (termo usado para designar um campo de futebol).
O árbitro de futebol é o indivíduo responsável por fazer cumprir as regras, o regulamento e o espírito do jogo além de intervir quando uma regra é violada ou algo incomum acontece.
A figura do árbitro está prevista na regra número cinco das leis do jogo sendo que uma partida de futebol conta com mais dois árbitros assistentes, também conhecidos como bandeirinhas, e com um quarto árbitro ou árbitro reserva.

O jornalista Flávio Iazzetti (foto) ajudou a criar a Escola de Arbitragem na década de 40

O futebol é considerado o esporte mais popular do mundo entre os homens e, como era de se esperar, a partir de 1990, com a criação de campeonatos oficiais internacionais para mulheres, o esporte se popularizou também entre o público feminino.

A reação em cadeia foi imediata e, com o aprimoramento da técnica por parte das atletas, algumas mulheres decidiram encarar também a empreitada de comandarem uma partida oficial. O público feminino se interessou por cursos de arbitragem e em pouco tempo a carioca Márcia Guedes se tornou a primeira mulher a atuar como árbitra principal na decisão do terceiro lugar no Mundial da China entre Alemanha e Suécia. Este fato aconteceu em 1991. Márcia também foi a única árbitra da América do Sul convocada para a Olimpíada de Atlanta (EUA) em 1996.

A boa performance da arbitragem feminina motivou muitas mulheres e o interesse pelo tema só aumentou. Em pouco tempo, o futebol brasileiro viu desfilar em campo a ex-árbitra Silvia Regina de Oliveira que é diretora da escola de árbitros da Federação Paulista de Futebol (FPF), e a assistente Ana Paula Oliveira, que se formou também em jornalismo mas que atualmente está investindo mais na carreira artística. Outras “musas” como a professora de educação física Maria Eliza Correia Barboza e a administradora de empresas Aline Lopes Lambert também decidiram encarar os marmanjos e os palavrões disparados pelos torcedores na busca por um espaço maior no mundo do futebol que, até há pouco tempo era estritamente masculino.

Um dos problemas enfrentados por árbitras e assistentes foi com relação ao preconceito masculino. Se por um lado, o respeito era total ao atuarem em partidas de futebol feminino, por outro lado, alguns jogadores famosos ou técnicos renomados entendiam que poderiam intimidar o trio de arbitragem ,especialmente se um dos componentes do trio fosse uma mulher.

A diretora da escola de árbitros da FPF, Silvia Regina, conta que o interesse feminino surgiu mesmo a partir de 2003, mas que em 1985 ela era a única mulher durante o curso. De acordo com a diretora, atualmente 20% dos interessados em cursos para árbitros são mulheres e no curso atual 14 mulheres estão se formando.
Escolinha

Na FPF, o processo de criação de uma Escola de Arbitragem teve início na década de 40, quando o professor Leopoldo Santana e o jornalista Flávio Iazzetti ministravam cursos para árbitros de futebol. Em 1949, em Assembléia Geral da entidade, foi oficialmente criada a escola de árbitros e o primeiro curso regular se iniciou em 1953.
Atualmente o curso tem duração de 2 anos e, ao término do período de aulas teóricas e práticas, o aluno faz um estágio supervisionado de 1 ano atuando em partidas das categorias de base, especialmente Sub-11 e Sub-13. Atualmente está em andamento um curso de arbitragem que se iniciou em abril de 2009 e que deve terminar em abril do ano que vem. A idade mínima para freqüentar o curso é de 18 anos para estagiários e árbitros regionais e a máxima é de 45 anos, limite estipulado pela Fédération Internacionale de Football Association (Fifa). Segundo a diretora da escola de árbitros da FPF, Silvia Regina, a Federação Paulista detém o recorde de alunos por turma num total de 120. Ela conta que o acompanhamento de cada aluno é individual e que os instrutores passam por treinamento feito sob supervisão da própria Fifa.

Silvia Regina observa ainda que uma grande novidade implantada em maio deste ano foi a unificação de um currículo mínimo básico. “O Encontro Nacional de Escolas de Arbitragem realizado pela FPF trará um padrão na formação dos árbitros de futebol”, completou a diretora.

O EPTV.Com entrevistou a assistente de arbitragem Aline Lambert e você confere agora os principais trechos desta entrevista. Ponto.Com - Como você se interessou pela arbitragem?
Aline Lambert - Iniciei mesmo procurando um ganho extra para ajudar a custear meus estudos. Como estudante de Educação Física e estagiaria num banco, precisava entrar na área e ao mesmo tempo

ganhar um pouco por isso. Ponto.Com - Você é assistente Fifa? Quais os requisitos para ser uma assistente Fifa?
Aline - Não, ainda não sou assistente Fifa. Funciona assim: é uma hierarquia; você inicia no quadro básico do Estado, precisa ser relacionado para o quadro nacional Confederação Brasileira de Futebol (CBF) preencher uma série de requisitos e depois ser indicado pela CBF ao quadro internacional Fifa.
Ponto.Com - A quais testes físicos você teve de ser submetida?
Aline - O teste físico é padrão Fifa e são separados conforme sua função, arbitro central ou arbitro assistente, feminino ou masculino.Os meus testes (árbitro assistente feminino) são divididos em duas etapas, a primeira são 6 tiros (piques) de 40 metros que devem ser feitos no tempo 6,6 segundos e a segunda são 20 tiros de 150 metros, que devem ser completados em 35 segundos, com um intervalo para recuperação de 50 segundos.
Ponto.Com - Que outra atividade profissional você desempenha?
Aline - Sou bancária, formada em Educação Física e em Administração de Empresas.
Ponto.Com - Como sua família reagiu quando você chegou em casa e disse que pretendia trabalhar no futebol?
Aline - Minha mãe agiu normalmente, afinal eu estaria inicialmente fazendo um curso de arbitragem de um ano. Meu pai demorou um pouco pra saber. Acho que ninguém imaginou que eu chegaria tão longe!
Ponto.Com - Trabalhando no meio de tantos homens, rola algum preconceito?
Aline - O preconceito existe e sempre vai existir, mas já foi bem pior. Entre os próprios árbitros inclusive já tive experiências, mas hoje o respeito é maior.
Ponto.Com - E as famosas cantadas, Aline, você se prepara para encarar isso ou elas não acontecem?
Aline - Sempre tem. Levamos de maneira natural e dentro do limite levamos na brincadeira. Tive experiências engraçadíssimas, e acabam fazendo parte de toda essa história.
Ponto.Com - O jogador respeita uma assistente mulher mais do que a um assistente homem?
Aline - São dois extremos. Ou respeita muito mais, ou somos testadas durante todo jogo ate conquistarmos confiança. Mas quando eles percebem que não estamos para brincadeira, que o trabalho e sério tudo muda. Um erro de uma mulher pode ser totalmente ignorado ou extremamente valorizado simplesmente por ser mulher!
Ponto.Com - Na arbitragem, do que você tem mais medo ou o que mais preocupa você antes de uma clássico, por exemplo Palmeiras x Corinthians?
Aline - Já trabalhei em todos clássicos de São Paulo e em muitos outros pelo Brasil e posso te garantir que nunca tive medo. A preocupação maior é desempenhar um bom trabalho sem interferir no resultado do jogo. Quando informada das escalas vem primeiro um sentimento de cobrança pessoal e da responsabilidade, a sensação de orgulho e felicidade só vem depois do jogo.


Fonte: Especial para EPTV.com - Edison Souza - Apito Nacional

sábado, 17 de julho de 2010

Critérios de arbitragem explicados



Michel Vautrot, observador de árbitros da Uefa,conversa com a seleção inglesa de sub-19 ©sportsfilles


Antes do início da fase final do Europeu de Sub-19, os responsáveis pela arbitragem da competição, reuniram-se com as selecções finalistas, com o intuito de explicar a linha que os árbitros irão seguir na condução dos jogos.


Os responsáveis pela arbitragem no Campeonato da Europa de Sub-19, reuniram-se com as oito seleções finalistas, com o objetivo de especificar a linha que os árbitros irão seguir na condução dos encontros da fase final da prova.
As oito seleções que, ao longo das duas próximas semanas, procurarão suceder à Ucrânia como campeã da Europa da categoria estiveram reunidas com o observador de arbitragem da Uefa, na preparação para as partidas da primeira jornada da competição, marcadas para domingo, de forma a garantir que os jogadores se encontrem cientes das suas responsabilidades. "Todos falam muito da arbitragem - é inevitável", lembrou Michel Vautrot à seleção inglesa na reunião, antes do início da fase final. "Vocês são jovens e os nossos árbitros também. Tal como vocês, eles também ainda estão aprendendo. O árbitro quer o mesmo que vocês, ou seja, dar o seu melhor. Vocês ambicionam chegar ao patamar mais alto do futebol e os árbitros desejam o mesmo".
Seguiu-se uma apresentação onde foi explicada a filosofia do Comitê de Arbitragem da Uefa, denominada As Prioridades do Árbitro: Proteger a imagem do jogo. "Estamos aqui para encontrar um equilíbrio", acrescentou Vautrot. "O futebol é para os jogadores brilharem e não os árbitros; as pessoas pagam para ver os jogadores, não os juízes. Lembro que o árbitro está em campo para vos ajudar e não se trata de mais um adversário. Tem de haver respeito; o juiz da partida tem de respeitá-los e vocês também devem respeitá-los".
Esta apresentação em vídeo abordou sete áreas distintas, com exemplos para cada uma delas, sendo que Vautrot explicou em que ações os árbitros foram instruídos a agir como: faltas graves; utilização dos cotovelos; agarrões e puxões; simulações; agressões; discussões e lesões de jogadores. "A primeira missão do árbitro é proteger os jogadores", salientou.
Vautrot, que apitou a final do Campeonato da Europa de 1988 e a final da Taça dos Campeões Europeus dois anos antes, concluiu a sua intervenção destacando o significado desta fase final do Europeu de Sub-19 para os jogadores nela envolvidos. "É uma grande honra para todos vocês representarem o seu país", lembrou. "É muito importante que tenham isso em mente, e respeitem sempre o seu adversário, o árbitro e a camisa que envergam. Vocês são o futuro, nunca deixem de trabalhar e treinar o máximo que puderem, não só para que estejam aptos fisicamente, mas também mentalmente".
Fonte: Uefa
PS: Esse exemplo desenvolvido pela Uefa, através da sua Comissão de Arbitragem, orientando, interagindo, acompanhando, e mostrando o estilo de arbitragem que eles irão encontrar no campo de jogo, deveria ser implementado no futebol brasileiro, objetivando preparar os jogadores das categorias de base para quando chegarem nas equipes de ponta do nosso futebol, cheguem com um mínimo de preparo e não tragam os vícios de indisciplina que são frequentes nas categorias menores do nosso futebol, e tem atrapalhado em muito o desenvolvimento de vários atletas e prejudicado sensivelmente os clubes.

Deputados holandeses pedem explicações sobre candidatura à Copa de 2018

Das agências internacionais
Em Bruxelas (Bélgica)



Deputados de vários partidos políticos holandeses pediram ao governo explicações sobre uma série de concessões secretas que o Estado teria oferecido à Fifa, como parte da candidatura da Holanda para sediar a Copa do Mundo de 2018. A ideia da campanha inclui a Bélgica como parceira na divisão da organização, tal como foi realizado em 2002, com a Coreia do Sul e o Japão.
A preocupação dos parlamentares se iniciou após a rede de televisão RLT mostrar um dossiê da candidatura, onde são apresentados diversos compromissos controversos. Um deles estabeleceria uma área de dois quilômetros ao redor de cada estádio onde não poderia existir nenhuma publicidade de empresa que não esteja autorizada pela Fifa. Segundo a RLT, o país daria poderes especiais para a polícia garantir essa e outras regras destinadas a proteger os interesses comerciais da organizadora da Copa.
Também de acordo com a matéria, o governo teria concordado em fornecer à Fifa uma completa isenção de impostos durante toda a estadia desta no país. A Holanda ficaria responsável pela reforma nos estádios e por todos os custos de segurança, o que pode chegar a um valor de 200 milhões de euros (460 milhões de reais).
Além da candidatura Holanda-Bélgica, Inglaterra, Rússia, Estados Unidos e outra dupla, Espanha e Portugal, também aspiram sediar a edição de 2018 da Copa. Holanda e Bélgica já trabalharam em conjunto na Eurocopa de 2000, vencida pela França.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Héber é favorável a tecnologia na arbitragem



Eleito o melhor árbitro brasileiro em 2009, o paranaense Heber Roberto Lopes tem como meta ser o representante do país na Copa do Mundo de 2014. Apontado como um dos postulantes a vaga no Mundial do Brasil, o juiz, em entrevista ao site Justicadesportiva.com.br, comentou a arbitragem na última Copa e mostrou-se favorável a implementação da tecnologia no futebol, entre outros assuntos.
Site JD – Qual sua opinião sobre a arbitragem na Copa do Mundo?
Héber Roberto Lopes – “Houve uma grande evolução nas transmissões, com ângulos diferentes, mais câmeras em campo, e isso fez com que a imprensa divulgasse mais os erros da arbitragem. Acredito que essa evolução deu uma conotação maior aos erros dos árbitros. Mas depois da Copa, o Comitê de Arbitragem da Fifa divulgou que o percentual de erros dos árbitros foi abaixo de 4%. Este é um número positivo”.
Site JD – E a questão do uso da tecnologia no futebol?
Héber Roberto Lopes – “Seria importante que nas próximas competições a Fifa adotasse o recurso eletrônico para ajudar, mas não nas situações interpretativas”.
Site JD – Você é um dos árbitros brasileiros, ao lado de Wilson Luiz Seneme, Paulo César Oliveira e Marcelo de Lima Henrique, apontado para representar o país na Copa de 2014. Você se vê como um favorito?
Héber Roberto Lopes – “Não digo favorito, até porque tenho outros companheiros que buscam o mesmo objetivo, mas não posso negar que é um sonho e que vou continuar trabalhando para isto”.

Site JD – A arbitragem brasileira está aquém das demais, principalmente a europeia e a asiática?
Héber Roberto Lopes – “Não penso assim. Na Copa do Mundo mesmo, o Simon atuou em dois grandes jogos, o Larrionda (uruguaio) é um dos principais árbitros do mundo, o Oscar Ruiz (colombiano) também é um nome forte. Não vejo os árbitros brasileiros e sul-americanos aquém dos demais. A escola sul-americana de árbitros é uma das melhores do mundo”.
Site JD – A profissionalização dos árbitros no Brasil ainda é uma utopia?
Héber Roberto Lopes – “Isto é uma situação que esbarra nas leis de cada país porque a Fifa tem mais de 170 filiados e ela que tem o poder perante a isto. Acredito que isto ainda está um pouco distante, mas o passo inicial seria dado pelas confederações, em buscar esta profissionalização”.
Site JD – Dentro do futebol, o árbitro talvez seja o mais cobrado. Como você lida com esta pressão dos clubes, jogadores, imprensa?
Héber Roberto Lopes – “Nós, árbitros, estamos mais acostumados. Mas, como falei, os erros dos árbitros hoje aparecem mais por causa da imprensa, da repercussão pós-jogo. Só que quem ser árbitro, quando faz sua primeira aula no curso, deve estar ciente dessa cobrança”.
Site JD – Quem perde sempre põe a culpa no árbitro, porque ele não deu um pênalti ou porque anulou um gol. Isto é algo cultural no Brasil?
Héber Roberto Lopes – “Isso é no mundo todo. As reclamações hoje acontecem até mesmo antes dos jogos. Isso está no contexto do futebol e toma uma dimensão muito grande, mas tudo dentro de um limite, apesar de sempre ter um ou outro que excedem isto um pouco”.
Fonte: Justiça Desportiva
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Programa de talentos da Uefa, já formou 156 árbitros




Howard Webb dirigiu as finais da Uefa Champions League de 2010 e do Campeonato do Mundo ©Getty Images

Formação de árbitros dá frutos
Howard Webb, que dirigiu a final do Mundial, esteve entre os sete árbitros presentes na África do Sul que passaram pelo programa de talentos e mentores da Uefa, que conta já com dez anos e 156 formandos.
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Na última década, a Uefa reuniu árbitros jovens e em ascensão com juízes mais experientes no programa de talentos e mentores, e o sucesso desse projeto foi evidente no Campeonato do Mundo.
O homem responsável pela final de domingo passado, Howard Webb, de 38 anos, foi o árbitro mais jovem a dirigir a derradeira partida do torneio nos últimos 72 anos. Foi igualmente um dos sete árbitros, em dez europeus, presentes na África do Sul a se beneficiar do programa de talentos e mentores desde a sua implementação, em 2000. No total, já passaram pelo projeto 156 talentos de 50 federações filiadas a Uefa, sendo que atualmente os árbitros-assistentes também são incluídos.
O último seminário que reuniu talentos e mentores ocorreu em Nyon, na Suíça, no mês de Maio. Josef Marko, do Comitê de Arbitragem da Uefa, disse em entrevista ao Uefa.com: "Os mentores trabalham a longo prazo, um ou dois anos, com os árbitros mais jovens, não apenas assistindo aos seus jogos, mas também mantendo contato regular através de e-mail ou do Skype. Os árbitros enviam aos mentores DVD's com os jogos apitados no campeonato nacional e estes respondem dando a sua opinião."
"As federações convidam mentores até ao país de origem do talento em questão, para que possam vê-lo em ação no campeonato, e estes dialogam com membros do comitê de arbitragem local, às vezes inclusive com familiares do árbitro. Isto é algo especial e, se o árbitro estiver interessado, pode desenvolver-se muito mais graças a este tipo de experiência."
Entre a atual fornada de talentos está Artyom Kuchin, que em Maio se tornou o primeiro árbitro do Cazaquistão a participar da fase final do Campeonato do Mundo de Sub-17. O árbitro, de 32 anos, que se fez acompanhar no projeto pelo árbitro-assistente Yevgeniy Belskiy, é apadrinhado pelo dinamarquês Jorn West Larsen, ex-árbitro internacional e observador da Uefa.
"Este programa vai ajudar-me a melhorar", disse Kuchin. "O nível de exigência da Uefa e da nossa federação é muito diferente, como é óbvio. "Se eu quiser tornar-me um bom árbitro vai ser bastante útil para mim e também para a federação", já que o meu mentor vai ensinar-me algumas coisas, que posteriormente podem ser utilizadas pela nossa federação. Vou até ao país dele, tal como ele virá ao meu. Isso é importante, já que a Federação de Futebol do Cazaquistão só se tornou membro da Uefa em 2002."
Kuchin segue as pisadas de alguns nomes ilustres nos últimos dez anos, e Marko explicou que a medida que o tempo passa, também o projeto de talentos e mentores evolui. "No início, os mentores davam conselhos, destacavam os aspectos positivos e tentavam corrigir os negativos", disse. "Agora têm outra função – servem de modelos a seguir. Há um ano, [o árbitro suíço] Massimo Busacca visitou-nos na qualidade de preletor e agora o programa também inclui os árbitros-assistentes."
"Atualmente não importa quem toma a decisão, o que importa é que ela seja acertada – não interessa se é o árbitro, o árbitro-assistente, o quarto árbitro ou outro assistente adicional. "Faço parte do Comitê de Arbitragem há 17 anos e é bom trabalhar com árbitros jovens". Se ouvirem os conselhos, também aprendo com eles
Se eu quiser tornar-me num bom árbitro vai ser bastante útil para mim e também para a federação, afirma
Fonte: Uefa

Conmebol divulga a data dos jogos dos brasileiros na Sul-Americana



A Conmebol divulgou nesta quarta-feira, dia 14 de julho, as datas e horários dos confrontos das primeira e segunda fase da Copa Sul-Americana. A competição começa no dia 3 de agosto com Defensor/URU e Olímpia/PAR e logo no dia seguinte já há o primeiro confronto entre brasileiros: Grêmio Prudente x Atlético/MG, às 19h.


A volta deste confronto está marcada para o dia 11, às 21h50, em Sete Lagoas, já que o Mineirão está fechado para reformas, visando a Copa do Mundo de 2014.
Os confrontos entre Goiás e Grêmio acontecerão nos dias 5 e 12, às 19h30, ambos. Vitória e Palmeiras jogam pela primeira vez no dia 11, às 21h50 e a volta acontece no Parque Antarctica, dia 19, no mesmo horário.
Encerrando os confrontos brasileiros nesta primeira fase, Santos e Avaí se enfrentam nos dias 12 e 18, sempre às 21h50. Este ano, a Copa Sul-Americana classificará o campeão para a edição de 2011 da Libertadores. Nunca um time do Brasil conquistou a competição.
Fonte: Justiça Desportiva

Irmatov foi o árbitro da Copa


(Foto: Federação do Uzbequistão) - Árbitro Ravshan Irmatov (Fifa-Uzbequistão) à esquerda foi homenageado pela federação local e pelas autoridades do seu país.



Apesar dos inúmeros erros de arbitragem, juiz do Uzbequistão passou ileso no Mundial 2010

No dia 11 de junho deste ano, quando o árbitro mais jovem da Copa do Mundo da África do Sul, Ravshan Irmatov (Fifa/Uzbequistão) – 32 anos – trilou o apito no Soccer Citty, em Joanesburgo, na partida de abertura entre África do Sul e México, a Fifa colocou em prática o mais audacioso e completo programa de treinamento já realizado com o árbitro de futebol desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai.
A pré-seleção dos homens do apito teve início em 2007, no Centro de Excelência Médica da Fifa, onde os 29 árbitros e 58 assistentes, selecionados para o Mundial, foram submetidos a rigorosas e diversificadas baterias de exames, com o objetivo de estarem aptos a percorrer o campo de jogo em toda a sua dimensão e mentalmente preparados para dirimir qualquer situação que encontrassem no retângulo verde onde a Jabulani rolou.
Lamentavelmente, em que pese a ótima infraestrutura proporcionada pela Fifa, inclusive, escalando trios de arbitragem do mesmo país, os homens do apito, a partir da segunda fase da Copa, com as partidas ganhando maior robustez técnica, não conseguiram dar resposta adequada aos lances de maior envergadura quando exigidos, interpretando e aplicando as Regras do Jogo em total descompasso com o seu texto. O posicionamento com a bola em jogo foi o grande obstáculo enfrentado pelos árbitros e seus assistentes, o que propiciou tomadas de decisões sem o devido autocontrole, nos lances de impedimento, na marcação de penalidades máximas, nas sinalizações de tiros de canto (em vários jogos, os assistentes não conseguiram detectar o toque do adversário e ao invés de assinalarem escanteio, marcavam equivocadamente tiro de meta, ou então, se abstinham da marcação e transferiam a responsabilidade para o árbitro). Será que houve alguma deficiência oftalmológica?
Porém, o mais grave dos equívocos, foi o lance em que a bola ultrapassou (33 centímetros a linha do gol), no jogo entre Inglaterra e Alemanha. Aqui há um detalhe a acrescentar: o campo visual do árbitro Jorge Larrionda (Fifa/Uruguai). Ele não tinha condições de visualizar a jogada na sua plenitude, mas o seu compatriota Maurício Espinosa, se estivesse posicionado corretamente na linha do penúltimo defensor ou da bola quando essa está mais próxima da linha de meta do que o penúltimo defensor, acredito teria visto a bola entrar. Foi um erro crasso de posicionamento do assistente uruguaio.
Algumas decisões da arbitragem em alguns jogos foram em total desacordo com a verdade dos fatos. Foram absurdas! Uma delas, o impedimento de Tevez da Argentina contra o México.
Mas nem tudo que diz respeito ao apito foi ruim nesta Copa. Na minha opinião, a arbitragem descobriu um dos melhores árbitros de futebol do planeta, Ravshan Irmatov. Ele, que ao 19 anos, após sofrer uma grave contusão no tornozelo direito, ficou impossibilitado de jogar futebol. E, por sugestão do seu genitor, que foi árbitro de futebol nos temíveis dias da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, foi convidado para apitar um campeonato Sub-13 no Uzbequistão. Ravshan foi muito bem no torneio e foi encorajado pelo pai e amigos a fazer o curso de árbitro de futebol e logo a seguir tornou-se árbitro profissional da Confederação Asiática, em 2001. Em 2003 foi guindado ao quadro da Fifa. Dali em diante, a carreira do jovem uzbeque decolou de forma estratosférica, com o nominado apitador galgando vários degraus até atingir o ápice de todo árbitro de futebol, quando foi designado em maio deste ano para atuar na Copa do Mundo, onde apitou cinco jogos – façanha que pertencia a dois árbitros em se tratando de um Mundial, casos de Benito Archúndia (México) e Horacio Elizondo (Argentina).
Diante da escassez de autocontrole nas tomadas de decisões explicitadas pela arbitragem neste Mundial, Ravshan Irmatov foi o único que passou ileso nas cinco partidas que apitou e, em assim procedendo, salvou a pele dos homens do apito nesta Copa da África do Sul.
PS: Menção honrosa para Carlos Eugênio Simon pelas duas belíssimas atuações no Mundial.

Blatter: "Erros do árbitro fazem parte"


Presidente da Fifa lembrou de encontro em outubro para debater o uso da tecnologia na linha do gol.


O presidente da Fifa, Joseph Blatter, concedeu entrevista coletiva na segunda-feira, em Johannesburgo, em que falou da organização da Copa do Mundo na África do Sul. Um dos assuntos mais abordados foi com relação à arbitragem. Ele mostrou sua preocupação pelo alto número de faltas e cartões da final entre Espanha e Holanda. "Não compete a mim fazer a análise esportiva. São os treinadores que decidem se jogam para ganhar ou para não perder. O Mundial se destacou no aspecto do fair play, mas o jogo deste domingo não foi o que esperávamos nesse aspecto", afirmou.


O presidente da Fifa evitou ainda fazer críticas ao árbitro inglês Howard Webb por sua atuação na final.

- Não foi uma tarefa nada fácil para o trio de arbitragem, não se ajudou muito o trabalho deles - disse.

- Os erros do árbitro fazem parte do futebol. É o aspecto humano do jogo. Se houvesse como controlar a partida de modo científico, não haveria o debate. É preciso aceitar os erros, tanto dos árbitros como de qualquer pessoa participa do jogo - acrescentou.

Sobre esse tema, Blatter lembrou que no próximo dia 21 haverá uma reunião da Fifa em Cardiff (País de Gales) em que será agendada uma discussão sobre o uso da tecnologia na linha do gol e suas conclusões serão examinadas pela International Board (órgão que define as regras do futebol) em outubro.

O dirigente também subiu a nota dada à organização da Copa.

- Há algum tempo dei 7,5 e causei grande decepção na África do Sul. Agora tenho que dar um 9, e só não dou a nota máxima porque não existe perfeição no mundo, e também na Copa - disse.


Tecnologia? Só na linha do gol...

Se falou pouco da Copa-2014, Joseph Blatter foi bombardeado por perguntas sobre a atuação do juiz inglês Howard Webb na final entre Espanha e Holanda. O presidente da Fifa destacou o fair-play (jogo limpo) da competição, mas deixou claro que não ficou satisfeito com a violência da decisão. Entretanto, negou qualquer possibilidade de incluir repetições para a arbitragem analisar jogadas violentas durante a partida, por exemplo.

- É o aspecto humano do futebol. Se o jogo fosse totalmente controlado, não haveria discussão, polêmica. Nós temos que conviver com os erros dos jogadores e dos árbitros - afirmou Blatter.

A única exceção aberta pela Fifa será, como o presidente gosta de dizer, "a tecnologia da linha do gol", para detectar se a bola entrou ou não. O tento anulado da Inglaterra contra a Alemanha, nas oitavas de final, ainda incomoda o dirigente. Em outubro, o tema começará a ser discutido na International Board - órgão que regulamenta as regras do jogo. Na Copa-2014, a novidade já deve estar sendo utilizada.


Fonte: Lancenet

Bola da final da Copa é leiloada em prol da Fundação Nelson Mandela


Shakira mostra a bola usada na final da Copa.
DA EFE



A Jo´bulani, bola oficial da final da Copa do Mundo da África do Sul, foi colocada a leilão, e o valor arrecadado com sua venda será destinado à Fundação Nelson Mandela.
Themba Hadebe/AP



As propostas pela bola usada na partida entre Espanha e Holanda poderão ser feitas até a próxima sexta-feira.
Além da Jobulani (mescla do nome da cidade onde a final foi realizada --Johannesburgo-- com o da bola oficial da Copa, Jabulani), os interessados em participar do leilão também poderão dar lances em outros produtos do Mundial, como quadros assinados por jogadores --Lionel Messi e David Villa, por exemplo.
Todos os itens estão disponíveis na conta da empresa de material esportivo Adidas, no site de leilões virtuais Ebay.

"Foram as horas mais difíceis de minha carreira", diz árbitro da final



Howard Webb distribuiu muitos cartões na final, mas não coibiu a violência na partida
Foto: Reuters
Howard Webb, escolhido para apitar a final da Copa do Mundo, foi muito criticado pela mídia e pelas duas equipes após a partida, por deixar o jogo correr demais e não reprimir o jogo violento que tomou a partida.
Em declaração ao jornal The Sun, Webb disse que a final foi um momento difícil, fisica e mentalmente, mas agradeceu à Fifa por todo o apoio durante a competição e após seu desempenho na decisão da Copa.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, defendeu o árbitro da final, afirmando que erros acontecem, e que preferia não ter visto tanta violência em campo, mas no fim, quem quis jogar futebol, ganhou. Esta declaração serviu para calar as reclamações holandesas depois do jogo.

Redação Terra