Site: Justiça Deportiva
O futebol evoluiu e o dia da arbitragem virtual está mais próximo do que se possa imaginar
Valdir Bicudo
Nestes dias em que a arbitragem está no “olho do furacão”, após os recentes episódios envolvendo a arbitragem na Copa do Mundo da África do Sul, onde equívocos dos homens do apito contribuíram para a mudança de rumos de alguns jogos e ganha corpo em âmbito mundial a campanha para que a Fifa adote o uso de vídeos nas partidas de futebol com a finalidade de auxiliar a arbitragem a dirimir os lances polêmicos, lembrei-me de um recente estudo da Fifa, que aponta que a implantação da tecnologia é inviável na maioria das competições em escala planetária, em função do seu alto custo econômico, da universalidade do futebol, já que a Fifa quer que o futebol seja praticado sempre com as mesmas regras e equipamentos em todos os níveis, e, por último, segundo o estudo, apenas três competições teriam estofo financeiro para bancar o custo da tecnologia: a Copa do Mundo, a Liga dos Campeões da Europa e a Eurocopa. Diante do exposto, como implementar a tecnologia no futebol?
Então pensei com meus botões: enquanto não vem a tecnologia, que tal adotarmos as orientações do ex-árbitro Rubens Maranho/PR (in memorian), uma das maiores autoridades que conheci em termos de arbitragem no Brasil, para melhorar o nível do árbitro brasileiro? Maranho afirmava nas suas preleções que o cidadão que pretende exercer a atividade de árbitro de futebol tem que ter chamamento, predestinação, talento e aptidão. Resumindo: tem que ter vocação. Ele citava como exemplo de pessoas vocacionadas Tom Jobim, Silvio Santos, Nelson Gonçalves, Adib Jatene, Nietzche, Eisntein e Pelé e Santos Dumont.
Mas o professor enfatizava que ser vocacionado era um “pedigree” importante, porém, o indivíduo para ser árbitro precisa ser submetido ao menos uma vez por mês a um questionário com perguntas que abordem o caráter do sujeito, a calma, a descontração, o dinamismo, a preocupação, a empolgação, o autoritarismo e, por derradeiro, a paciência. Maranho, nas suas avaliações, estabelecia que as respostas aos questionamentos formulados aos árbitros tinham que ter conteúdo de uma pessoa confiante, um iniciador auto-suficiente com impulso competitivo, iniciativa e senso de urgência.
Mas Maranho já nos deixou e hoje em razão da enérgica evolução do mundo a sua tese inteligente está ultrapassada, embora esteja à frente da Fifa de Blatter. O futebol evoluiu e o dia da arbitragem virtual está mais próximo do que se possa imaginar e isto é uma exigência do progresso técnico que a humanidade sente, lembrando-se que hoje seria um absurdo o árbitro dirigir uma partida de futebol de calça comprida com o faziam os árbitros nos primórdios do futebol.
Tenho a certeza absoluta que a continuar da forma como está a arbitragem no Brasil e, por extensão, em várias partes do mundo, sendo dirigida por pessoas “estranhas” ao meio, em curto espaço de tempo, a eletrônica vai assumir o comando das Regras do Jogo para tirar de cena o árbitro, os assistentes e seus equívocos.
Esta mensagem é para Joseph Blatter ler antes de dormir: “O futebol virtual vêm chegando aí”!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Em Portugal, empresa investe três milhões de euros na arbitragem

A imobiliária ERA renovou o contrato com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional para patrocinar com exclusividade os árbitros de todas as competições profissionais.
O contrato teve um investimento de três milhões de euros e entrará em vigor esta época e durará até à temporada 2012/2013. Segundo um comunicado emitido pela empresa, o contrato inclui também uma presença corporativa nas transmissões televisivas da Sport TV nos jogos da primeira Liga Portuguesa de Futebol e da Taça de Portugal. O diretor-geral da ERA Portugal, Miguel Poisson afirmou, através do mesmo comunicado, que "esta é uma forma da marca reforçar a sua identidade, através da associação a grandes projetos e eventos de dimensão nacional, sempre com uma mensagem de rigor, de profissionalismo e de entidade eticamente responsável".
Fonte - Jornal de Negócios
NFL estuda incluir chip na bola para facilitar decisão sobre touchdows
Das agências internacionais
Em Cingapura- UOL/Esportes
* Touchdown só acontece se a bola atravessar totalmente a linha da end zone Touchdown só acontece se a bola atravessar totalmente a linha da end zone
A NFL está em discussão com a empresa alemã Cairos Technologies sobre o emprego de tecnologia para facilitar a decisão sobre touchdow, seguindo tendência de outras modalidades. De acordo com representantes da fábrica, a liga norte-americana estuda incluir chips na bola, o que tornaria mais fácil a verificação da pontuação nas partidas de futebol americano.
“Sim, nós estamos nos falando. Há uma demanda por isso no futebol americano”, afirmou o diretor de vendas da empresa, Mario Hanus.
Apesar de a NFL não se pronunciar sobre as negociações por enquanto, um porta-voz da liga confirmou que o uso de tecnologia deve ser cada mais utilizado nos jogos. Atualmente, as equipes podem usar replays das imagens para desafiar os árbitros em jogadas duvidosas duas vezes por jogo.
"Estamos sempre observando possibilidades de inovar com a tecnologia para melhorar o campeonato e fazer nossa torcida ter prazer do jogo", afirmou o porta-voz Michael Signora.
"No futebol americano a bola precisa cruzar a linha totalmente, e na maioria das vezes os jogadores estão em cima da bola, bloqueando a visão dos juízes”, explicou. Assim como a proposta feita para o futebol, o chip seria acionado caso isso acontecesse, avisando um dos árbitros.
A empresa afirma que o uso do sistema, estudado há cerca de uma década, não é tão caro como as primeiras previsões e seria mais barato que a colocação de mais dois árbitros assistentes atrás dos gols, como estuda a Fifa.
Em Cingapura- UOL/Esportes
* Touchdown só acontece se a bola atravessar totalmente a linha da end zone Touchdown só acontece se a bola atravessar totalmente a linha da end zone
A NFL está em discussão com a empresa alemã Cairos Technologies sobre o emprego de tecnologia para facilitar a decisão sobre touchdow, seguindo tendência de outras modalidades. De acordo com representantes da fábrica, a liga norte-americana estuda incluir chips na bola, o que tornaria mais fácil a verificação da pontuação nas partidas de futebol americano.
“Sim, nós estamos nos falando. Há uma demanda por isso no futebol americano”, afirmou o diretor de vendas da empresa, Mario Hanus.
Apesar de a NFL não se pronunciar sobre as negociações por enquanto, um porta-voz da liga confirmou que o uso de tecnologia deve ser cada mais utilizado nos jogos. Atualmente, as equipes podem usar replays das imagens para desafiar os árbitros em jogadas duvidosas duas vezes por jogo.
"Estamos sempre observando possibilidades de inovar com a tecnologia para melhorar o campeonato e fazer nossa torcida ter prazer do jogo", afirmou o porta-voz Michael Signora.
"No futebol americano a bola precisa cruzar a linha totalmente, e na maioria das vezes os jogadores estão em cima da bola, bloqueando a visão dos juízes”, explicou. Assim como a proposta feita para o futebol, o chip seria acionado caso isso acontecesse, avisando um dos árbitros.
A empresa afirma que o uso do sistema, estudado há cerca de uma década, não é tão caro como as primeiras previsões e seria mais barato que a colocação de mais dois árbitros assistentes atrás dos gols, como estuda a Fifa.
Simon apita sua Quarta final de Copa do Brasil
O gaúcho Carlos Simon que se aposenta no final desta temporada quebra mais um recorde, apitará a sua quarta final
A Copa do Brasil foi instituída em 1989, sendo a competição que congrega os 27 estados do Brasil.
Entre os árbitros, o gaúcho Carlos Eugênio Simon (foto) quebra mais um recorde, pois é o único a ter atuado em quatro finais. A primeira final foi em 2000, Cruzeiro e São Paulo decidiram o titulo em duas partidas. O primeiro jogo, realizado no Morumbi, terminou em um empate sem gols. No segundo duelo, no Mineirão dirigido por Simon, o clube mineiro venceu por 2 a 1 e faturou pela terceira vez o torneio. A partida do Morumbi foi dirigida pelo goiano Antonio Pereira da Silva, o "Tonhão".
A segunda final apitada por Simon foi em 2004 entre Santo André e Flamengo. A primeira partida desta final foi disputada no parque antártica em São Paulo e terminou empatada por 2 a 2 com Wilson de Souza Mendonça no apito. Na semana seguinte no Maracanã, o Santo André surpreendentemente venceu por
2 a 0, se sagrando campeão daquele ano e calando 70 mil pessoas.
Em 2006, os personagens Flamengo e Simon estariam em campo novamente, só que desta vez a historia foi contada de forma diferente para os rubro-negros. Em uma final inédita, já que pela primeira vez na história da competição, dois clubes de um mesmo estado (Rio de Janeiro) chegavam à decisão, o Flamengo conquistou o título, ao superar o rival Vasco.
Na primeira partida apitada pelo também gaúcho Leonardo Gaciba, o Flamengo venceu por 2 a 0 a equipe do Vasco, outra vitória na semana seguinte por 1 a 0 confirmou o titulo do Flamengo.
A quarta final de Simon, será nesta quarta feira em Salvador, Vitória e Santos decidem o titulo deste ano.
Fonte: apito Nacional
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
Copa do Mundo não teve nenhum caso de doping, segundo a Fifa
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Entidade divulga nota oficial que todos os 552 exames feitos na África do Sul deram negativo
Fonte: Redação Justiça Desportiva
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A Copa do Mundo ainda é assunto para a Fifa. Nesta terça-feira, dia 3 de agosto, a entidade divulgou um comunicado, anunciando que nenhum caso de doping foi registrado na edição da África do Sul. No total, foram colhidas 552 amostras de urina e sangue dos jogadores que participaram da competição.
Durante o Mundial, representantes da Fifa visitaram as concentrações das 32 seleções e realizaram testes surpresas. Em média, oito jogadores de cada país foram sorteados para serem submetidos aos exames. Desta maneira, 256 exames ocorreram somente antes da abertura.
Com o início da Copa, os testes antidoping foram feitos após cada jogo, com dois jogadores sorteados de cada seleção. Todas as amostras colhidas foram analisadas no laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) de Bloemfontein, na África do Sul.
“Em comparação com a Copa do Mundo de 2006, a Fifa dobrou o número de exames realizados antes da competição. Os jogadores nunca foram submetidos a testes em profundidade em uma Copa do Mundo como foram este ano", explicou Jiri Dvorak, Chefe do serviço médico da Fifa.
Fifa multa Holanda e Espanha por recorde de cartões na final do Mundial
Das agências internacionais
Em Zurique (Suíça) - UOL/Esporte
Por recorde de cartões mostrados pelo árbitro inglês Howard Webb na final, Fifa pune federações Por recorde de cartões mostrados pelo árbitro inglês Howard Webb na final, Fifa pune federações
As seleções de Holanda e Espanha foram multadas pela Fifa devido à indisciplina de seus jogadores e ao mau temperamento durante a disputa da final da Copa do Mundo da África do Sul, vencida pelos espanhóis por 1 a 0 na prorrogação.
A Fifa afirmou nesta terça-feira que a Federação Holandesa terá de pagar 15 mil francos suíços após oito diferentes jogadores terem recebido cartões amarelos e o defensor John Heitinga ter sido expulso após o segundo cartão amarelo.
O árbitro inglês Howard Webb também mostrou cinco cartões amarelos aos jogadores da seleção espanhola e por este motivo a Real Federação Espanhola de Futebol terá de pagar 10 mil francos suíços de multa.
O código disciplinar da Fifa tem uma cláusula sobre a condução da equipe que faz com que uma federação seja multada quando pelo menos cinco de seus jogadores são punidos em uma partida.
A partida disputada no estádio Soccer City, em Johanesburgo, bateu o recorde de indisciplina com cartões em finais de Copa do Mundo, que era de seis cartões quando a Argentina derrotou a Alemanha por 3 a 2 na decisão de 1986.
A final do Mundial também foi a partida com o maior número de punições entre as 64 disputadas na África do Sul. O jogo entre Chile e Suíça foi o mais violento da fase de grupos, com nove cartões amarelos e um vermelho.
A Fifa pagou à Espanha US$ 30 milhões como prêmio pela conquista do título mundial, enquanto a Holanda ficou com US$ 24 milhões pela segunda colocação na Copa do Mundo.
Em Zurique (Suíça) - UOL/Esporte
Por recorde de cartões mostrados pelo árbitro inglês Howard Webb na final, Fifa pune federações Por recorde de cartões mostrados pelo árbitro inglês Howard Webb na final, Fifa pune federações
As seleções de Holanda e Espanha foram multadas pela Fifa devido à indisciplina de seus jogadores e ao mau temperamento durante a disputa da final da Copa do Mundo da África do Sul, vencida pelos espanhóis por 1 a 0 na prorrogação.
A Fifa afirmou nesta terça-feira que a Federação Holandesa terá de pagar 15 mil francos suíços após oito diferentes jogadores terem recebido cartões amarelos e o defensor John Heitinga ter sido expulso após o segundo cartão amarelo.
O árbitro inglês Howard Webb também mostrou cinco cartões amarelos aos jogadores da seleção espanhola e por este motivo a Real Federação Espanhola de Futebol terá de pagar 10 mil francos suíços de multa.
O código disciplinar da Fifa tem uma cláusula sobre a condução da equipe que faz com que uma federação seja multada quando pelo menos cinco de seus jogadores são punidos em uma partida.
A partida disputada no estádio Soccer City, em Johanesburgo, bateu o recorde de indisciplina com cartões em finais de Copa do Mundo, que era de seis cartões quando a Argentina derrotou a Alemanha por 3 a 2 na decisão de 1986.
A final do Mundial também foi a partida com o maior número de punições entre as 64 disputadas na África do Sul. O jogo entre Chile e Suíça foi o mais violento da fase de grupos, com nove cartões amarelos e um vermelho.
A Fifa pagou à Espanha US$ 30 milhões como prêmio pela conquista do título mundial, enquanto a Holanda ficou com US$ 24 milhões pela segunda colocação na Copa do Mundo.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Rodada dos clássicos teve apenas um cartão vermelho
Nos duelos da 12ª rodada, apenas o zagueiro Gil, do Cruzeiro, foi expulso; média de amarelos foi de 5,1

Apesar dos clássicos regionais no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro foi a que menos teve expulsões nos dez jogos. Apenas o zagueiro cruzeirense Gil levou cartão vermelho. Em cartões amarelos, a rodada registrou um aumento em relação a anterior. A média foi de 5,1.
Os jogos com maior número de advertências aconteceram em São Paulo. No clássico, Paulo César Oliveira mostrou o amarelo dez vezes – seis para corintianos e quatro para palmeirenses. Mesmo número de cartões da vitória do Santos sobre o Grêmio Prudente. Em contrapartida, quatro partidas acabaram com dois cartões: Atlético/GO e Guarani; São Paulo e Ceará; Vitória e Botafogo; e Avaí e Goiás.
O único expulso da rodada foi Gil, do Cruzeiro, por acertar o braço no rosto de Diego Tardelli, do Atlético/MG, durante a disputa de bola. Além de cumprir a suspensão automática, o cruzeirense será denunciado pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A rodada deixou suspensos para os próximos jogos. O líder Fluminense não poderá contar com Diogo diante do Grêmio, que, por sua vez, não terá Ozeia, Hugo e Jonas. O vice-líder Corinthians terá o desfalque de Bruno César contra o Flamengo, que estará desfalcado de Correa.
Fonte: Justiça Desportiva

Apesar dos clássicos regionais no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro foi a que menos teve expulsões nos dez jogos. Apenas o zagueiro cruzeirense Gil levou cartão vermelho. Em cartões amarelos, a rodada registrou um aumento em relação a anterior. A média foi de 5,1.
Os jogos com maior número de advertências aconteceram em São Paulo. No clássico, Paulo César Oliveira mostrou o amarelo dez vezes – seis para corintianos e quatro para palmeirenses. Mesmo número de cartões da vitória do Santos sobre o Grêmio Prudente. Em contrapartida, quatro partidas acabaram com dois cartões: Atlético/GO e Guarani; São Paulo e Ceará; Vitória e Botafogo; e Avaí e Goiás.
O único expulso da rodada foi Gil, do Cruzeiro, por acertar o braço no rosto de Diego Tardelli, do Atlético/MG, durante a disputa de bola. Além de cumprir a suspensão automática, o cruzeirense será denunciado pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A rodada deixou suspensos para os próximos jogos. O líder Fluminense não poderá contar com Diogo diante do Grêmio, que, por sua vez, não terá Ozeia, Hugo e Jonas. O vice-líder Corinthians terá o desfalque de Bruno César contra o Flamengo, que estará desfalcado de Correa.
Fonte: Justiça Desportiva
Simon apita o jogo decisivo da Copa do Brasil

A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou há pouco o trio de arbitragem para a segunda partida da final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, dia 4 de agosto. Representante brasileiro na Copa do Mundo, o gaúcho Carlos Eugênio Simon será o árbitro do confronto entre Vitória e Santos, no Barradão.
O também gaúcho Altemir Hausmann, que acompanhou Simon na África do Sul e já trabalhou no primeiro duelo entre as equipes será um dos assistentes. O outro será o pernambucano Erich Bandeira. Todos os três integram o quadro da Fifa.
Depois da vitória em casa por 2 a 0, o Santos pode até perder por dois gols de diferença (desde que faça gol) para ficar com o título. Já o Vitória precisa vencer por três gols para levantar o caneco.
Fonte: Justiça Desportiva
Federação tenta criar “tribunal de exceção”
Felipe Lessa (Tribuna do Paraná)
Anderson Tozato

Paulo Schmitt: CBF buscou algo similar, mas foi barrada.
Um ato presidencial da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que concede poder de punição à entidade contra os clubes, é contestado por filiados e juristas desportivos. Apesar de ainda não ter sido utilizada, a medida oficializada em maio deste ano conflita com atribuições da justiça desportiva, que chega a ser ignorada de algumas condenações.
O documento relata a criação de uma “comissão de processo disciplinar”. Tanto os três membros efetivos quanto os três suplentes são indicados pelo presidente da FPF, Hélio Cury. Artigos polêmicos, como o 33, chegam a impedir os réus de recorrerem das decisões tomadas pelo órgão.
Notícias Relacionadas
Punições como desfiliação e suspensão de filiados também são abordadas no ato, que é criticado pelo procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt. “Mesmo em matéria administrativa interna, qualquer sanção de suspensão ou exclusão de clube tem que ser remetida para decisão da justiça desportiva. É o que diz a lei”, analisa, antes de completar: “A própria CBF já tentou criar uma comissão similar, mas foi barrada legalmente”.
De acordo com o novo presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), Peterson Muziol Morosko, o ato precisa ser investigado. “O documento pode dar a entender que ele (Hélio Cury, presidente da FPF) está utilizando o mesmo para seu bel prazer, fora do TJD. Embora eu não acredite que seja isso, iremos encaminhar a questão para análise, dentro da procuradoria, na sexta-feira”, disse.
Pela Lei Pelé, apenas advertências e multas podem ser aplicadas por federações sem passar pela justiça desportiva. De acordo com o diretor jurídico da FPF, Juliano Tetto, é o que a entidade promete cumprir. “Esse tipo de decisão deve ser submetido à confirmação do TJD”, afirma.
No entanto, o ato presidencial permite que a FPF multe os clubes se achar necessário. Como não existe o direito a recurso e a lei não prevê participação da justiça desportiva nestes casos, diretores de equipes paranaenses temem que a medida seja intimidatória para clubes amadores e profissionais. “Uma multa talvez seja irrelevante para um grande clube. Mas pode ser definitiva para que um time pequeno, amador ou profissional, permaneça com as portas abertas. Como a comissão disciplinar é nomeada pela própria federação, dá-se a entender que é uma maneira de conquistar apoio eterno dos times”, disse um presidente de clube, pedindo anonimato com medo de represálias. Algumas agremiações do Estado também se movimentam para cobrar uma posição da justiça desportiva.
Anderson Tozato

Paulo Schmitt: CBF buscou algo similar, mas foi barrada.
Um ato presidencial da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que concede poder de punição à entidade contra os clubes, é contestado por filiados e juristas desportivos. Apesar de ainda não ter sido utilizada, a medida oficializada em maio deste ano conflita com atribuições da justiça desportiva, que chega a ser ignorada de algumas condenações.
O documento relata a criação de uma “comissão de processo disciplinar”. Tanto os três membros efetivos quanto os três suplentes são indicados pelo presidente da FPF, Hélio Cury. Artigos polêmicos, como o 33, chegam a impedir os réus de recorrerem das decisões tomadas pelo órgão.
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Punições como desfiliação e suspensão de filiados também são abordadas no ato, que é criticado pelo procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt. “Mesmo em matéria administrativa interna, qualquer sanção de suspensão ou exclusão de clube tem que ser remetida para decisão da justiça desportiva. É o que diz a lei”, analisa, antes de completar: “A própria CBF já tentou criar uma comissão similar, mas foi barrada legalmente”.
De acordo com o novo presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), Peterson Muziol Morosko, o ato precisa ser investigado. “O documento pode dar a entender que ele (Hélio Cury, presidente da FPF) está utilizando o mesmo para seu bel prazer, fora do TJD. Embora eu não acredite que seja isso, iremos encaminhar a questão para análise, dentro da procuradoria, na sexta-feira”, disse.
Pela Lei Pelé, apenas advertências e multas podem ser aplicadas por federações sem passar pela justiça desportiva. De acordo com o diretor jurídico da FPF, Juliano Tetto, é o que a entidade promete cumprir. “Esse tipo de decisão deve ser submetido à confirmação do TJD”, afirma.
No entanto, o ato presidencial permite que a FPF multe os clubes se achar necessário. Como não existe o direito a recurso e a lei não prevê participação da justiça desportiva nestes casos, diretores de equipes paranaenses temem que a medida seja intimidatória para clubes amadores e profissionais. “Uma multa talvez seja irrelevante para um grande clube. Mas pode ser definitiva para que um time pequeno, amador ou profissional, permaneça com as portas abertas. Como a comissão disciplinar é nomeada pela própria federação, dá-se a entender que é uma maneira de conquistar apoio eterno dos times”, disse um presidente de clube, pedindo anonimato com medo de represálias. Algumas agremiações do Estado também se movimentam para cobrar uma posição da justiça desportiva.
Por que os árbitros erram?

É a pergunta que mais ouço em todos os lugares que vou desde o dia 27 de junho deste ano, quando em duas partidas realizadas na Copa do Mundo da África do Sul, a arbitragem falhou. A primeira pergunta ocorre quando a Inglaterra perdia pelo placar de 1x2 para a Alemanha, e o meia Lampard do English Team, desferiu um portentoso chute na bola que encobriu o goleiro Neuer, a bola bateu no travessão e transpôs em 33 centímetros a linha de meta. O mundo viu a bola entrar. Gol! Menos o árbitro Jorge Larrionda e seu assistente Maurício Espinosa ambos uruguaios.
A segunda pergunta à epígrafe acima, ocorre por ocasião da partida Argentina x México, o placar apontava 0x0, quando o meia argentino Tevez, aos 26' da primeira fase em completo impedimento, marca o primeiro gol dos platinos e provoca ingente insurreição dos atletas do México (foto)
contra o árbitro italiano Roberto Rossettti e seu compatriota Stefano Ayroldi. Após muita discussão, a arbitragem decide validar o lance ilegal em gol.
No mundo do futebol as reclamações de ingleses e mexicanos são denominadas de choro de perdedor. Mas essa é uma análise superficial. Os dois lances protagonizados num choque de gigantes, desorienta, desorganiza e desconcerta qualquer esquema tático, afirmou à época o treinador mexicano Javier Aguirre.
Por que acontecem tantos erros de arbitragem nas partidas de futebol? Respondo, de acordo com a minha filosofia. Os erros de arbitragem são decorrentes das limitações físicas naturais de percepção visual e tornam-se inevitáveis porque provêm de humanos. Mas, para subsidiar um pouco mais o leitor e os próprios árbitros, fui pesquisar o porquê dos constantes equívocos de arbitragem, e encontrei na revista News Scientists, um estudo do pesquisador Alan Nevill, da Universidade de Wolverhamptom, que afirma, que os árbitros de futebol são influenciados pelos gritos dirigidos das arquibancadas na hora de apitar e por isso erram. Não fiquei satisfeito com as explicações e continuei pesquisando. Nesta nova pesquisa, realizada pelos cientistas ingleses Sandy Wolfson e Nick Neave, da Universidade Northumbria, constatei que os gritos dos torcedores que estão no estádio têm efeito direto sobre os jogadores, mas sobretudo, sobre o desempenho da arbitragem no momento de apitar alguma falta, em especial o pênalti.
Para os pesquisadores, os árbitros gostam de posar confiantes e severos, mas, quando quarenta mil vozes gritam (bola na mão), eles começam a duvidar do que viram. É necessário entender que o árbitro é humano e não uma máquina. O problema da arbitragem é universal e a solução para a diminuição dos equívocos dos árbitros no campo de jogo, passa de forma imperiosa pela profissionalização da categoria.
Profissionalizar a arbitragem vai propiciar ao árbitro maior independência nas suas decisões e livrá-lo da pressão do submundo do futebol. Significa maior tempo para treinar, se dedicar, estudar, interpretar e aplicar de maneira mais próxima da uniformidade as leis que regem o futebol. Profissionalizar a arbitragem vai propiciar ao árbitro se preparar no mesmo patamar que os atletas para acompanhar a alta velocidade do jogo. Profissionalizar a arbitragem vai dar aos árbitros o poder de negociar diretamente com os patrocinadores as verbas publicitárias permitidas pela Fifa nos uniformes, sem a interferência de pessoas estranhas ao meio, já que, atualmente, ninguém sabe com quem são celebrados os contratos, qual é a quantia recebida, quem fica com o dinheiro e outros. A profissionalização da arbitragem vai permitir também a compra de equipamentos como o ponto eletrônico, que é um enorme aliado na comunicação do árbitro e seus assistentes, e pode ajudar a minimizar os equívocos do trio nas partidas.
Enquanto a Fifa não permite a utilização da eletrônica e não acontece a profissionalização, temos que nos adaptar a tratar erros de arbitragem como parte do jogo, como um obstáculo a mais no caminho da vitória. Porque os árbitros continuarão a equivocar-se, assim como os atacantes seguirão perdendo seus gols, os goleiros engolindo os seus frangos, e o dia a dia seguindo, com chuva, frio, sol, etc... O que não podemos aceitar é o erro por má-fé ou por prepotência.
Fonte: Apito Nacional
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