sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Árbitro está ameaçado de perder escudo Fifa


Felipe Lessa
Allan Costa Pinto

Evandro Rogério Roman: má fase física compromete arbitragem.
O árbitro paranaense Evandro Rogério Roman, 37 anos, está ameaçado de perder o escudo Fifa. Na quarta-feira, ele não conseguiu atingir os índices físicos para aprovação em um teste realizado pela Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, em Florianópolis, Santa Catarina. “Na minha opinião, foi mais uma opção por fazer o teste no Rio de Janeiro, dia 21 de setembro, que uma reprovação”, minimizou Roman, que chegou a se lesionar durante o mês de abril. Além dele, apenas o árbitro Heber Roberto Lopes e o assistente Roberto Braatz tem o distintivo Fifa no Paraná - ambos passaram na etapa catarinense

O presidente da comissão de arbitragem no Paraná, Afonso Victor de Oliveira, disse não acreditar que Roman venha a perder o distintivo Fifa. “Recentemente ele reprovou em um teste da CBF, mas depois passou com folga”, ponderou. Para o ex-árbitro Valdir Bicudo, a arbitragem paranaense precisa de um maior suporte na parte física. “Uma necessidade específica é o fortalecimento dos núcleos de treinamento físicos para árbitros no interior”, disse.

Os testes físicos da Fifa são realizados em duas etapas. Primeiro, são seis corridas de 40 metros, que precisam ser concluídos em pelo menos 6,2 segundos. Depois, são 20 piques de 150 metros, com tempo máximo de 30 segundos. A idade limite para pertencer a quadro da Fifa é 45 anos.

Além de Romam, não atingiram os índices exigidos pela comissão nacional de árbitros da CBF, os árbitros Leonardo Gaciba da Silva (RS), os assistentes Hilton Moutinho (Fifa-RJ), Erick Bandeira de Melo (Fifa-PE) e as assistentes Katiuscia Berger (Fifa-ES) e Maria Elisa (Fifa-SP). Wilson Luís Seneme (Fifa-SP), não participou dos testes por que não atingiu os índices nos testes físicos da Fifa realizados em Assunção (Paraguai), na semana passada, onde acabou se contundindo.
Fonte: TRIBUNA DO PARANÁ

Opinião - O árbitro e a sua vida social


Poderá o árbitro frequentar lugares onde se encontram pessoas ligadas ao mundo do futebol? E se o árbitro encontrar algum diretor desportivo com quem tem boas relações pessoais? E, se “alguém” vê esse aperto de mão? E se, no futuro, esse árbitro apitar um jogo do clube desse diretor desportivo, com quem bebeu um copo socialmente naquela ocasião, e esse clube tiver ganho por causa de um fora de jogo que foi marcado por ter sido duvidoso (até para os milhares que assistiram ao jogo pela televisão) ou por uma grande penalidade que não existiu porque se provou que o jogador “sacou” bem essa falta? E se, por tudo o que aconteceu, misturando tudo numa panela de pressão, o pipo saltar, ela explodir e for levantado um processo por suspeição acusando o árbitro de ter influenciado o resultado? O que vai acontecer à nossa democracia? O que é a nossa democracia e justiça? O que é a liberdade? O que é a liberdade nos dias de hoje? Voltámos às aparências? Voltámos a ter que nos esconder? A resposta deveria ser: sim, claro, com as devidas reservas, há locais e locais, há encontros ocasionais e outros que dificilmente acontecem por simples coincidência. Ora pois, esquecemo-nos é que o país é muito pequeno, todos se conhecem, se não se conhecem já ouviram falar… e daí?
Como psicóloga, tenho que perguntar o seguinte: como é que o árbitro se sente, quando envolvido num processo deste tipo? Injustiçado? Zangado? Triste? Ansioso? A melhor pergunta seria: como se deve sentir o árbitro quando todas as semanas é alvo de suspeição? Talvez a melhor pergunta não seja para o árbitro mas para o público: como se sentiria se estivesse na pele do árbitro?
Talvez seja importante pensar nisto.

Fonte: APAF/Refereetip - (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Inacreditável!



A obra do árbitro de futebol num primeiro momento é o seu raciocínio; No segundo momento é o estado físico-atlético. Se um desses requisitos faltar a qualquer árbitro recomenda-se o seu afastamento deste tipo de atividade, pois ambos se relacionam de tal modo que se um faltar o outro morre. Neste drama estamos colocando entre outros Evandro Rogério Romam, que acaba de ser vítima de uma nota baixa, pois assim reprovado em exame físico realizado pela Comissão Nacional de Arbitragem da CBF em Florianópolis (SC), nesta quinta-feira. Possível dizer que sendo Evandro Romam um dos mais promissores árbitros do futebol brasileiro, possa ter sido, por negligência alvo de tão desastrado resultado. Romam sempre mostrou raciocínio nas suas decisões; ou está sofrendo algum problema de saúde e não o sabe ou, definitivamente, entrou em choque com a responsabilidade que é parceira número de qualquer árbitro. Diante do exposto Romam, é hora de acordar.
Em tempo (1) - Evandro Rogério Romam é um dos melhores árbitros do futebol brasileiro e neste ano, principalmente após a Copa do Mundo vem realizando ótimas atuações.Torço pela sua recuperação em função do seu caráter ilibado e porque a arbitragem paranaense e, por estensão, a arbitragem nacional irá perder muito se perdê-lo.

Em tempo (2) - Além de Romam, não atingiram os índices exigidos pela Comissão Nacional de Árbitros da CBF, os árbitros Leonardo Gaciba da Silva (RS-Especial), os assistentes Hilton Moutinho (Fifa-RJ) , Erick Bandeira de Melo (Fifa-PE) e as árbitras Katiuscia Berger (Fifa-ES) e Maria Elisa (Fifa-SP). Wilson Luís Seneme (Fifa-SP), não participou dos testes porque não atingiu os índices nos testes físicos da Fifa realizado em Assunção (Paraguai), na semana passada, onde acabou se contundindo. Resumindo: Todos serão submetidos a novos testes no próximo dia 21 na cidade do Rio de Janeiro. Quem não atingir os índices perde o escudo da Fifa.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

Marcio Chagas da Silva: talento, aptidão e sorte



O professor Rubens Maranho (in memorian), nas suas preleções aos árbitros de futebol do Paraná, quando questionado a respeito das principais características de um ótimo árbitro de futebol e como vencer na sibilina carreira, afirmava: o estado de espírito do árbitro influencia positiva e/ou negativamente o clima dentro e/ou fora de campo.

Mas os atributos de um ótimo árbitro de futebol devem ser: equilibrado, inteligente, frio, imparcial, às vezes educado e polido, dependendo das circunstâncias, porém, às vezes duro e enérgico, na condução da partida.

Além disso, três fatores devem acompanhar um ótimo árbitro, segundo Maranho. Aptidão, talento e sorte. Acrescente-se aos requisitos já nominados que ótimo árbitro, segundo o professor Rubens, deve ter pleno conhecimento das regras do jogo, pois o sucesso da arbitragem dependerá de ótimas interpretações e aplicações.

Foi desta forma que observei a arbitragem do árbitro Marcio Chagas da Silva (RS) do quadro CBF-1, na noite da quarta-feira que passou, na partida Fluminense 1 x 1 Palmeiras, no Maracanã. Suas decisões foram com confiança, independente das circunstâncias.

Chagas demonstrou através das suas tomadas de decisões que tem prazer no seu trabalho e essa sensação de prazer e divertimento esteve fortemente ligada a atitude mental positiva e a sentimentos de energia.
Uma ótima arbitragem, na minha opinião, requer trabalho intenso, dedicação e prática. Tudo isso deriva de um nível elevado de motivação, que se encontra intimamente ligado ao prazer. Se o prazer de um árbitro ao apitar uma partida diminui, faltará motivação para praticar e trabalhar intensamente a sua atividade.

Marcio Chagas da Silva (foto) com sua brilhante atuação no Maracanã, onde demonstrou talento, aptidão e sorte, exibiu aos torcedores e telespectadores que é um árbitro de alto nível e está preparado para futuras escalações de Sérgio Corrêa da Silva. E, ainda, inseriu seu nome na seleta companhia dos excelentes apitadores da Federação Gaúcha de Futebol Carlos Eugênio Simon, Leonardo Gaciba da Silva e Leandro Pedro Vuaden.Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

Técnicos elogiam Uefa por quinteto de arbitragem na Liga dos Campeões



O quinteto de árbitros recebeu elogios
Das agências internacionais
Em Nyon (Suíça)

Michel Platini (Uefa) e os principais técnicos.

Nesta quinta-feira, os técnicos dos principais clubes europeus manifestaram seu apoio à Uefa. Eles elogiaram a decisão da entidade de utilizar um quinteto de arbitragem nas partidas da Liga dos Campeões. A experiência já havia sido utilizada na última temporada em jogos da Liga Europa. A Uefa decidiu estendê-la, e agora as partidas da Liga dos Campeões também contarão com dois juízes a mais – eles ficam atrás de cada linha de fundo, perto do gol.
“É melhor termos três pares de olhos do que apenas um”, afirmou Alex Ferguson, treinador do Manchester United. Josep Guardiola, técnico do Barcelona, elogiou Michel Platini, presidente da Uefa, pela iniciativa. “Ele é um presidente muito bom”, comentou. A primeira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões será disputada nos próximos dias 14 e 15.

Fonte:
Uefa

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Uma nação centenária

Fonte: Esporte é Vida - Tudo sobre esportes no mundo!
Por Leonardo Martins


O clube que desperta todas as emoções na torcida do Brasil chega ao seu centenário nesta quarta. É o Sport Club Corinthians Paulista, clube da segunda maior torcida do País, o mais novo integrante do grupo de clubes centenários no futebol brasileiro. Pode ter todas as emoções possíveis, amor, ódio, indiferença, mas a contribuição deste clube ao futebol brasileiro é inegavelmente grande.

A fundação do time aconteceu depois de uma visita do Corinthian-Casuals, clube inglês, a São Paulo e a partir daí, nascia uma bela história de amor, para com sua torcida, e ódio, para as outras torcidas.

O primeiro jogo do Timão aconteceu dez dias depois da sua fundação ao enfrentar um time amador da cidade, o União da Lapa, a derrota veio, mas depois viria muitas vitórias e conquistas. O primeiro campeonato veio em 1914 com o primeiro dos 26 títulos paulistas conquistados pelo Alvinegro.

Na década de 20, o Corinthians viu o nascimento dos seus futuros rivais São Paulo e Palmeiras e alguns títulos vieram, assim como a torcida que começara a ser Fiel, apelido que a caracteriza até hoje. O Timão conquistou o tri-paulista em 1922/23/24.e mais títulos na década de 30.

Neste período, o Parque São Jorge foi adquirido e lá viraria o coração da Nação Corintiana. Em 1940, o Pacaembu é inaugurado e marca uma década ruim do Corinthians, onde o clube só conquistou um título, 1941. Os títulos vieram na primeira metade de década de 50, 3 títulos em 4 anos. Sendo um importante, o de Campeão do Quadrcentenário da Cidade de São Paulo conquistado em 1954 diante do rival Palmeiras.

Aí começaria uma das páginas mais sofridas da história do Timão, uma seqüência inimaginável de anos sem títulos. Nessa década, o torcedor corintiano viu nascer um dos seus principais carrascos, o Rei Pelé. O Corinthians teve 12 anos de sofrimento sem vitórias sobre o Santos até o gol de Flávio, em 1968, decretou o fim do tabu diante da equipe do Rei.

Se o Santos já fora batido, o jejum de títulos incomodava bastante a torcida corintiana. Neste período, o futebol brasileiro ganha um presente do time de Parque São Jorge, o nascimento de um craque, Rivellino, o Reizinho do Parque, como era chamado, tinha uma canhota sensacional. Rivellino, ainda jovem, foi um dos pilares do Tricampeonato Mundial conquistado por nossa Seleção em1970.

Na década de 70, o título era perseguido a todo custo, mas ele não vinha. Uma das principais chances de saída da fila aconteceu em 1974, onde o Time chegou a final do Campeonato Paulista, mas perdeu para o rival Palmeiras. A derrota foi tão traumática que o ídolo Rivellino saiu para jogar no Fluminense.

Fluminense, que protagonizou uma das histórias mais lindas da história centenária do Corinthians em 1976. As duas equipes disputavam a semifinal do Campeonato Brasileiro e se enfrentariam no Maracanã em jogo único, e a torcida corintiana, literalmente, dividiu o gigante com a torcida tricolor. Foram 70 mil corintianos na chamada “Invasão Corintiana” que deram o seu apoio ao time para derrotar o favorito Fluminense, de Rivellino, e garantir a passagem para uma inédita final do Brasileiro. Mas na final, o Corinthians sucumbiu-se diante do bicampeão Internacional, mas a fila de títulos estava por terminar.

E a fila terminou em 1977 com o título paulista. Era o dia 13 de outubro, uma quarta-feira, o Estádio do Morumbi estava lotado para soltar o grito de campeão, mas do outro lado estava a Ponte Preta, fortíssima equipe. O jogo foi sofrido até os 36 do segundo tempo, quando, após tentativas de Vaguinho e Wladimir, Basílio colocou a bola no fundo do gol da Macaca. Era o fim do jejum tão aguardado pela Nação.

E o gol de Basílio iniciou tempos de ouro no Corinthians. Na década de 80, o Corinthians, em tempos de Ditadura, instituiu a Democracia Corintiana, onde os jogadores tinham liberdades jamais vistas no futebol até então. Comandados por Sócrates e Casagrande, a Democracia ganhou o bicampeonato paulista em 82/83. Mas a Democracia acabou com a venda de alguns jogadores para o futebol europeu.

No inicio da década passada, o Corintiano se queixava da ausência do título nacional e ele veio em grande estilo. Um jogador de rara qualidade, principalmente nas cobranças de faltas, chegou para carregar o time até o título brasileiro, este era Neto, um craque-problemático. O Xodó da Fiel, como é conhecido, foi fundamental na conquista brasileira em 1990 diante do rival São Paulo. O gol do primeiro título brasileiro foi marcado por Tupãzinho.

A década de 90 foi marcada por altos e baixos, alternando campanhas boas e ruins no Paulista e no Brasileiro, o Corinthians já nas mãos de Alberto Dualib, conquistava títulos e dívidas. O ano de 1995 foi especial para o corintiano com os títulos paulista e da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores, mas o título sul-americano não veio diante do Grêmio.

Em 1997, um quase rebaixamento para a segunda divisão só fortaleceu o time. Em 1998, o embrião do timaço que levaria as maiores glorias da história do clube nasceu e com um representante da primeira conquista, Dinei, no time ao lado das estrelas Rincón, Vampeta e Marcelinho Carioca, o Time alvinegro derrotou o Cruzeiro e conquistou o segundo título brasileiro. No ano seguinte, o Timão repetiu a dose diante de outro mineiro, o Galo, e chegou ao bicampeonato seguido.

Estas duas conquistas credenciaram ao Corinthians a disputar o Mundial da Fifa, disputado em 2000 no Brasil. O Corinthians venceu o poderoso Real Madrid e chegou a final do torneio numa decisão caseira contra o Vasco. No pênalti perdido por Edmundo, o mundo era Alvinegro. Muitos torcedores rivais contestam este título mundial porque o Corinthians não ganhou a vaga como Campeão da Libertadores, mas o que vale é que o Corinthians é campeão mundial.

Mas a não-conquista da Libertadores ainda incomoda a torcida Fiel. As eliminações seguidas para o rival Palmeiras em 99 e 2000 ainda doem. Assim como as derrotas para River Plate em 2003 e 2006 em casa.

Na atual década, o Timão foi do céu ao inferno e voltou ao céu em apenas 4 anos. Em 2005, um grande time foi montado pela parceira MSI que trouxe craques como Roger, Carlos Alberto, Nilmar e os argentinos Mascherano e Tevez, este virou ídolo rapidamente. Em um campeonato conturbado pelas suspeitas de manipulação de resultados, o Timão conquistou seu quarto título brasileiro.

Mas a MSI que colocou tantos craques no Timão foi investigada por transações irregulares e os donos saíram do país e deixaram o clube numa situação financeira caótica. Resultado, o rebaixamento da equipe a Segunda Divisão após uma campanha pífia no Brasileirão em 2007. Foi um dos períodos mais tristes da história corintiana, mas que serviu para reerguer o gigante.

A Fiel não abandonou o time na segundona e o Timão montou uma equipe de Série A que levou com facilidade a equipe a Elite. Em 2009, o ano começou com uma contratação bombástica, a volta de Ronaldo, o Fenômeno, ao futebol brasileiro mostrou que o Corinthians voltava com tudo. Comandados por Mano Menezes, o Timão repetiu 1995 e conquistou o Campeonato Paulista, de forma invicta, e a Copa do Brasil. Consequentemente, a volta a Competição mais desejada pela Fiel, a Libertadores, no ano do Centenário.

Então chegou 2010 e veio outro pentacampeão mundial para tentar o título inédito, Roberto Carlos, mas o sonho acabou num duelo caseiro contra o Flamengo. Só restou a tentativa do quinto título brasileiro para salvar o ano do centenário e o time vem brigando com o Fluminense pela liderança.

Mas o Centenário marca o inicio de uma nova era com a construção do tão sonhado estádio que, provavelmente, será sede da abertura da Copa de 2014 no Brasil e um clube próspero com isto.

Esta foi a história e um pouco da paixão de uma grande nação por seu time. Um clube amado por muitos e odiado por outros muitos, mas que é um patrimônio do futebol brasileiro.

Parabéns CORINTHIANS PELO SEU ANIVERSÁRIO

Antonio Lopes pede desculpas a Altemir Hausmann




[Acordo na justiça paranaense pôs fim a queixa crime apresentada em 2009 pelo assistente FIFA contra o delegado de polícia e treinador de futebol].


Na última sexta-feira de agosto, dia 27, o 1º Juizado Especial Criminal no Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba celebrou acordo entre Altemir Haussmann (foto), assistente de arbitragem FIFA, e Antonio Lopes, delegado de polícia e técnico de futebol, atualmente treinando o Avai, pondo fim à ação que tramitava naquele juízo. Pelo acordo, Lopes se comprometeu e a fazer um pedido público de desculpas a Altemir no programa de rede nacional SportTV. A origem do processo foram os acontecimentos ocorridos no Campeonato Brasileiro do ano passado, no jogo entre Atlético-PR e Flamengo, que terminou em 0 a 0 na Arena da Baixada, em Curitiba, quando Antonio Lopes, então técnico do Furacão, afirmou ter sido agredido pelo auxiliar e deu "voz de prisão" ao mesmo, pedindo aos policiais que prendessem Altemir. O comandante do rubro-negro paranaense acabou expulso na ocasião.
Logo após os fatos, Altemir registrou Boletim de Ocorrência Policial e, no prazo que lhe faculta a lei, apresentou queixa crime que foi recebida. Na primeira audiência não houve acordo. Já nesta segunda audiência, antes da instrução, resolveram acordar, admitindo Antônio Lopes fazer um pedido público além do pagamento de uma quantia em dinheiro, a título de danos morais.

No último domingo, dia 29, após o empate do Avai em 2 a 2 com o Atlético-GO, o delegado Antônio Lopes pediu desculpas públicas pelo ocorrido.

- Quero aproveitar a oportunidade para pedir desculpas ao Altemir. Acho que os dois erraram no acontecido. Mas peço desculpas pelas minhas atitudes.

Fonte: Assessoria de Imprensa do SAFERGS com informações da Fell Advogados e do Globoesporte.com

Dois “Napoleões” do apito

Dois “Napoleões” do apito

Os árbitros Leonardo Gaciba e Sandro Meira Ricci são os ícones nesta transitoriedade do futebol brasileiro
VALDIR BICUDO

O futebol é um esporte muito importante, daí o meu respeito que vai de uma simples pelada a uma Copa do Mundo. Compareço a ambas com a mesma vontade e me julgo participante-assistente de algo sutil e magnífico. No Brasil, o futebol significa paixão. É no estádio de futebol que as pessoas de todas as origens, religiões e níveis convivem durante um determinado espaço de tempo e vivenciam as emoções de um duelo. Ali não há patrões, empregados, juízes ou réus, doutores ou estudantes, homens ou mulheres. Todos se transformam em simples torcedores. É notório que o futebol esconde a realidade, mantendo a população distante da existência real do cotidiano.
Assim sendo, o futebol é um veículo alienador que diminui a visão crítica realista, já que ocupa um grande espaço na vida do povo brasileiro. Este fenômeno acontece em função da genialidade dos meios de comunicação, que ocupam grande parte de seus noticiários exibindo gols extraordinários, vitórias conquistadas na raça, campeonatos organizados e lucrativos.
Embora seja apenas mais um esporte, o futebol preenche uma lacuna na vida dos brasileiros, até mesmo àqueles que não são adeptos ou o praticam. O esporte das multidões não se restringe apenas aos clubes, estádios e noticiários esportivos. Sua presença é observada nas lojas, nas praças, parques e nas escolas. O futebol é fonte de trabalho para milhares de pessoas e fonte de prazer para um número ainda maior. Um exemplo típico é a Copa do Mundo, quando o planeta se rende à magia do futebol. Em nenhum momento é empregada tamanha gama de tecnologia a serviço de um esporte como o futebol. São utilizados computadores, câmeras de TV, fixas e móveis, estrategicamente colocadas atrás das metas, dos assistentes e em diversos locais do campo de jogo, e ponto eletrônico no quarteto de arbitragem. Toda essa parafernália tem como objetivo proporcionar imagens instantâneas e de diferentes ângulos dos acontecimentos dentro do campo de jogo a todos os espectadores e telespectadores.
Em meio a essa gama de recursos tecnológicos, encontra-se o árbitro. Ele e a bola são os dois únicos fatores sem os quais não pode haver um jogo de futebol. Com indumentária preta na maioria das vezes, com fisionomia serena, olhar objetivo e seguro, ele se coloca na diagonal, no vértice do triângulo (árbitro-bola-assistente). Fala apenas o necessário, discreto, bem preparado física e tecnicamente e com reflexos aguçados para bem decidir. Porque o simples trilar ou não do apito muda o resultado de uma partida. Neste contexto, por amor a filosofia, por serem eles apesar de tudo que se possa dizer os requisitos principais do futebol, por gratidão pessoal a esta decorrente da coletividade esportiva homenageio nesta oportunidade os árbitros Leonardo Gaciba da Silva (RS) e Sandro Meira Ricci (DF) – a quem considero nesta transitoriedade do nosso futebol os seus verdadeiros “Napoleões”.
Em tempo: Os indigitados apitadores apresentam excelente performance no Brasileirão 2010, até o momento.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
Fonte:Justiça Desportiva

Vuvuzelas são proibidas nas competições européias



A Uefa determinou que as vuvuzelas, que se tornaram famosas durante o Campeonato do Mundo da África do Sul, não poderão ser levadas para os estádios nos jogos das competições européias.
O organismo responsável pelo futebol europeu informou as 53 federações membro que tomou esta decisão em respeito pela tradição e a cultura do futebol europeu, explicando que o ambiente dos jogos seria alterado pelo som da vuvuzela.
O Mundial de 2010 foi caracterizado pelo uso generalizado e permanente das vuvuzelas nas arquibancadas. No contexto específico da África do Sul, a vuvuzela trouxe um toque de sabor e folclore local aos jogos, mas a Uefa considera que o uso do instrumento não é adequado na Europa, onde o ruído de fundo contínuo seria ampliado.
A magia do futebol consiste na troca bidireccional de emoções entre o gramado e as arquibancadas, onde o público pode transmitir uma ampla gama de sentimentos aos jogadores. Contudo, a entidade considera que as vuvuzelas iriam alterar completamente o ambiente nos estádios, abafando as reações dos adeptos e retirando emoção dos jogos.
Para evitar o risco destes efeitos negativos nos estádios e para proteger a cultura e a tradição do futebol europeu, onde se destacam os cânticos, a Uefa decidiu, com efeito imediato, proibir a entrada de vuvuzelas nos recintos onde são disputados jogos das suas competições.
As federações nacionais foram instruídas a tomar todas as medidas necessárias e a abordarem os clubes interessados a fazerem o mesmo nas competições européias em que estejam envolvidos.
Fonte: UEFA/Refereetip

Robinho lidera transferências de última hora


©Getty Images

Robinho mudou-se para o Milan da Itália por 18 milhões de euros.

Robinho finalizou a sua transferência de 18 milhões de euros para o Milan, ocupando a vaga deixada em aberto por Klaas-Jan Huntelaar, que rumou ao Schalke. Mantenha-se ligado ao UEFA.com para acompanhar as movimentações nos clubes da UEFA Champions League.