quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Definida a pauta da 127ª Assembleia da IFAB

(Fifa.com)

Definida a pauta da 127ª Assembleia da IFAB
© Foto-net
A 127ª Assembleia Geral Anual da International Football Association Board (IFAB) será realizada no próximo dia 2 de março, em Edimburgo, na Escócia, sob a presidência da Federação Escocesa de Futebol.
Entre os itens da pauta, estará um esclarecimento sobre a interpretação da Regra 11 – Impedimento, após propostas do Departamento de Arbitragem da Fifa e do subcomitê técnico da própria Board. Este subcomitê é composto pelos respectivos diretores de arbitragem e/ou por especialistas da Fifa e das quatro federações de futebol do Reino Unido.
Outros assuntos em discussão serão o uso de sistemas eletrônicos de monitoramento de desempenho; a bola ao chão (Regra 8 – Início e reinício de jogo), após um pedido enviado pela Federação Dinamarquesa de Futebol; e um relatório de atualização sobre a Tecnologia na Linha do Gol, depois da implantação de dois sistemas na Copa do Mundo de Clubes da Fifa em dezembro de 2012, no Japão.
A IFAB também tratará de seus futuros processos de consulta e tomada de decisões, além de sua futura estrutura. A autorreforma da instituição foi uma proposta derivada da concordância da Fifa com alterações significativas em sua governança, apresentadas ao Comitê Executivo da entidade no fim de março de 2012 e, subsequentemente, no Congresso da Fifa em Budapeste, em maio do ano passado.
PS: Muito embora haja uma pressão muito forte da comunidade futebolística mundial, para que os membros do International Board promovam alterações nas Regras do Jogo de Futebol, Joseph Blatter, o presidente da Fifa já anunciou que para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, não haverá nenhuma alteração significativa. A única implementação com viabilidade  de ser utilizada na Copa, que será realizada em território brasileiro, será a bola com chip e nada mais.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Notícias do apito

Allan Costa Pinto
Héber Roberto Lopes deixou a Federação Paranaense de Futebol no ano passado.
Fifa indica árbitros A partir desta semana, os árbitros e assistentes que estão pré-selecionados para laborar na Copa das Confederações, entrarão no "olho do furacão". A Fifa destacou um contingente de observadores de arbitragem em diferentes partes do planeta, com a missão precípua de analisar os árbitros que estão inseridos no processo. Cada passo, cada palavra, bem como as tomadas de decisões no campo de jogo, por árbitros e assistentes, serão minuciosamente interpretadas, objetivando selecionar os melhores apitos em todos os quesitos. Traduzindo: A Fifa quer evitar "surpresas" desagradáveis, a exemplo do que aconteceu na África do Sul.
Quesitos exigidos (1)
Os quesitos exigidos de um árbitro de futebol pela Fifa são: o técnico, que versa sobre o conhecimento do árbitro em relação as Regras do Jogo de Futebol - (interpretação e aplicação correta). O físico, que mede a capacidade do árbitro de se deslocar durante a partida em baixa, média e alta velocidade e os inúmeros movimentos abruptos que são realizados O Psicológico, exibe o equilíbrio do árbitro nas tomadas de decisões nas diferentes situações que acontecem num jogo de futebol, incluindo as reclamações dos atletas, do banco de reservas, as insurreições dos técnicos na área técnica e, sobretudo, as milhares de vozes que ecoam das arquibancadas.
Quesitos exigidos (2)
Já o quesito tático, expõe o posicionamento do árbitro no campo de jogo. (Ex: a Fifa determina que para o árbitro ter a jogada e o assistente mais próximo do seu campo visual, ele deverá posicionar-se à esquerda da jogada e da bola). Ou seja, utilizar o sistema diagonal. Porém, quando sentir que a partida está tomando um norte diferenciado, deverá sair da posição original e como se apregoa nas entranhas dos homens de preto, ir buscar a jogada com forte presença física, com o intuíto de não perder as "rédeas" do prélio.
Quesitos exigidos (3)
Finalizando, a última exigência da entidade que controla o futebol no planeta é a vida social do árbitro, que inclui o seu dia a dia. Qual é a sua profissão, como é a sua convivência no local de trabalho, como se relaciona com a família, que tipos de ambiente ele frequenta, como se relaciona com a imprensa, os dirigentes, atletas, torcedores, que tipo de convivência tem com a federação de onde é originário, e, principalmente, como é o seu grau de relacionamento com os demais colegas de arbitragem.
Teste definitivo
O último teste determinado pela Fifa a confraria do apito no que tange a Copa das Confederações, que tem seu início no próximo mês de junho, no Brasil, acontecerá no mês de abril, em Assunção (Paraguai). Lá serão realizados os derradeiros testes físicos, técnicos, táticos, psicológicos e o exigente teste de inglês. Explico: (as súmulas serão preenchidas em inglês na Copa das Confederações). Quem não falar fluentemente, escrever e ler o idioma mais falado do planeta, mesmo aprovado nos demais testes será desligado.
Quem decide é a Fifa (1)
Dado a repercussão na coluna anterior sobre a possível redução da idade do árbitro de 45 anos para 42 na Copa da Rússia, informo que quem decide é a Fifa. A entidade já baixou de 50 para 45 e há quem defenda em Zurique onde é a sede da Fifa, reduzir para 42 anos.
Quem decide é a Fifa (2)
A decisão da Fifa está amparada em estudos científicos, que apontam que o envelhecimento das células, tecidos, fibras, neurônios, e, sobretudo, a visão do ser humano, tem início a partir dos 30 anos. E, a cada temporada, em função do modelo de vida que vive a humanidade nos tempo atuais, esse processo acentua-se ano após anos. Daí estar coberto de razão a CA/CBF, no processo de renovação que vêm sendo implementado no quadro nacional.
Quinteto de ouro
Embora a Fifa não admita publicamente, os árbitros Cuneyt Cakir (Turquia), Howard Webb (Inglaterra), Pedro Proença (Portugal), Ravshan Irmatov (Uzbequistão), Stephane Lannoy (França) e Wilmar Roldan (Colômbia), são considerados pela entidade internacional como o sexteto de ouro, não tanto para a Copa das Confederações, mas, principalmente para o Mundial de 2014. Acontece que Lannoy foi vitimado há poucos dias por uma contusão na panturrilha direita, quando dirigia Bordeaux x Paris Saint Germam e dependendo da gravidade da lesão, poderá frustrar o desejo dos homens que dirigem o futebol em âmbito planetário.
Quem será o apito do Brasil na Copa?
A resposta a esta pergunta deve surgir apenas no ano que vem, já que é norma da Fifa não indicar árbitros do País onde é realizada a Copa das Confederações. Mas, pelo andar da situação, a trempe, Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS) e Sandro Meira Ricci (Fifa/PE), vai disputar a cada partida que dirigirem a indicação para o mais importante torneio de futebol do mundo.
Catarinenses têm um mega-árbitro
Ao optar pela Federação Catarinense de Futebol para continuar sua carreira de árbitro Fifa, Heber Roberto Lopes, deu uma guinada de 360 graus na sua vida profissional. Digo isto porque, uma semana após anunciar o seu desligamento da Federação Paranaense de Futebol, foi convocado pela Fifa para voltar a fazer parte do processo pré-seletivo dos homens do apito, com vistas a Copa do Mundo. Logo a seguir, foi escalado pela Conmebol e suas atuações têm sido coroadas de êxito. Na última quinta-feira, dirigiu Olímpia (Paraguai) 2 x 0 Defensor (Uruguai), pela Libertadores e confesso que foi muito bom vê-lo com um corpo esguio, longelíneo e curvelíneo como manda a Fifa. A brilhante performance do indigitado árbitro tem a marca da sua esposa e do presidente da FCF, Delfim de Pádua Peixoto. Ao mudar de ares, o indigitado apito expôs o quanto a arrogância, a incompetência e o atraso que vicejam no futebol paranaense o atrapalharam.
PS: Antes de encerar esta coluna falei ao telefone com o maior árbitro do futebol brasileiro de todos os tempos, Carlos Eugênio Simon, hoje comentarista da Fox Sports. Perguntei ao gaúcho Simon, quem será o árbitro brasileiro na Copa. Simon, não tergiversou. Vuaden, Heber ou Sandro. Não tem outro, finalizou.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Árbitros assumem destaque em Roma

Os  árbitros estreantes tiveram a atenção merecida nos cursos de Inverno da UEFA, onde mostraram entusiasmo por se reunirem com os homólogos mais velhos e aperfeiçoarem capacidades.
por Mark Chaplin
de Roma


Árbitros assumem destaque em Roma
O árbitro francês Antony Gautier observa o treino dos árbitros assistentes adicionais em Roma©Sportsfile

NOTClick here to find out more!

Os jogadores que participam na UEFA Champions League e na UEFA Europa League podem ser o centro das atenções, mas nunca se esqueçam que existe uma terceira equipe que dá o seu melhor para realizar exibições de grande nível – a equipe de arbitragem, que engloba o árbitro principal, dois árbitros assistentes, um quarto árbitro e dois árbitros assistentes adicionais (AARs), posicionados ao longo de cada linha de baliza.
Na  semana que passou, os principais árbitros europeus tiveram a possibilidade de mostrar as suas qualidades e prepararem-se para os próximos compromissos, de clubes e de seleções, nos cursos de Inverno da UEFA, realizados em Roma,  na Itália. Foi um treino impressionante, não só para os árbitros de elite como também para os estreantes na lista internacional da FIFA. Outro marco importante aconteceu com o primeiro convite para a reunião endereçado às principais árbitras europeias, algumas das quais vão marcar presença no UEFA Women's EURO 2013, na Suécia, em Julho.
Os árbitros esforçam-se por alcançar a melhor qualidade possível no trabalho e nos treinos. Receberam conselhos valiosos do Comitê de Arbitragem da UEFA, que engloba árbitros internacionais – muitos dos quais dirigiram jogos importantes a nível mundial – e uma equipe de peritos físicos de topo, liderada pelo preparador físico, Werner Helsen.
As sessões práticas incluíram uma abordagem reveladora e fascinante para muitos árbitros, à medida que assistiram a treino específico para árbitros assistentes adicionais, o que permitiu a alguns árbitros saberem como é trabalhar com o sistema, incluído nas Leis do Jogo no pelo Boar no ano que passou, e que atualmente é utilizado nas principais competições europeias de clubes.
Para além do programa de treinos práticos, os árbitros analisaram vídeos de situações de jogo das competições europeias, trocaram opiniões em sessões de grupo, submeteram-se a testes médicos e físicos, bem como um teste visual, e também foram capazes de conviver socialmente e trocar experiências e opiniões – tudo isso pode revelar-se de valor incalculável para futuros trabalhos.
Para as árbitras, em particular, a oportunidade de se deslocarem até Roma constituiu um momento histórico. A iniciativa da UEFA foi recebida com agrado por parte de árbitros e árbitras, e sublinhou a importância que a UEFA atribui à arbitragem feminina – resultado do enorme avanço que o futebol feminino, como um todo, tem registado nos anos mais recentes.
"Penso que tem sido uma experiência fantástica e, definitivamente, positiva pelo fato de nos reunirmos e aprendermos uns com os outros", disse Paula Brady, da República da Irlanda, ao UEFA.com. O futebol feminino está a crescer muito rapidamente em termos de popularidade e prestígio, e penso ser importante que a qualidade da arbitragem cresça igualmente ao mesmo ritmo. Cursos como este fornecem essa plataforma e ajudam os árbitros a darem mais passos rumo ao mais alto nível.
O curso de Inverno tem sido uma enorme experiência, acrescentou o espanhol Carlos Del Cerro Grande. "Esta é a minha primeira vez como árbitro FIFA. Permitiu-me passar tempo com os meus colegas e aprender muitas coisas sobre arbitragem. Foi uma experiência incrível. Conhecer colegas de outros países é interessante, porque ouvimos outros pontos de vista que podem ser diferentes dos nossos."
Parte do treino em Roma demonstrou o trabalho e a preparação realizada pelos árbitros assistentes adicionais, que desempenham papel crucial na ajuda ao árbitro em relação a lances junto à linha de golo, mas também em casos que ocorrem na área, como faltas e agarrões em livres e cantos. Foi pedido aos árbitros principais para se colocarem na linha de baliza e tomarem decisões que cabem aos AARs em situações específicas – de modo a saberem o que é tomar decisões em fracções de segundo e sob pressão.
O sistema pode apoiar o árbitro principal na tomada de decisões certas, disse Del Cerro Grande. É uma boa maneira de melhorar a arbitragem. Brady acrescentou: "Antes, ao serviço da FIFA, já tinha alguma experiência como árbitra assistente, mas isto foi algo novo – e as novidades são boas."

Fonte: Uefa.com

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Árbitros prontos para novos desafios

O curso de árbitros de Inverno da Uefa terminou com estes prontos para enfrentarem a segunda parte da época europeia de clubes e selecções, bem como o Uefa Women's EURO 2013, na Suécia.
por Mark Chaplin
de Roma
Árbitros prontos para novos desafios
Katalin Kulcsár (à esquerda) e Felix Brych comparam notas no curso de árbitros da UEFA, em Roma ©Sportsfile

Os principais árbitros europeus, incluindo o grupo de árbitras que vai dirigir os jogos do UEFA Women's EURO 2013, na Suécia, neste Verão, partem para a segunda metade da temporada com palavras de encorajamento – e a mensagem é que devem manter os padrões elevados que fazem dos árbitros europeus elementos respeitados por todo o mundo.
No 21º Curso Avançado para Árbitros de Topo da UEFA e no 22º Curso Introdutório para Árbitros Internacionais da UEFA, realizado em Roma esta semana, os principais árbitros tiveram a companhia dos estreantes na lista internacional da FIFA – e, pela primeira vez, participaram no curso de Inverno da UEFA árbitras de elite, reflexo da enorme evolução dada no futebol feminino nos últimos anos.
Ao longo de três dias em Itália, os árbitros foram submetidos a testes físicos e exames médicos no âmbito de um programa de treino alargado, realizando debates em grupo, assistiram a palestras dadas por membros do Comitê de Arbitragem da UEFA, participaram de sessões vídeo de análise de imagens devidamente preparadas de jogos da UEFA, da presente época e anteriores. O curso preparou os árbitros para as tarefas nas competições de clubes e selecções da UEFA que se avizinham – especialmente a aguardada fase final do Europeu Feminino, em Julho próximo.

A oportunidade para as árbitras se juntarem aos homólogos masculinos foi uma inovação recebida com agrado, ponto de vista destacado pela húngara Katalin Kulcsár, que vai estar presente no UEFA Women's EURO 2013, no Verão. "Todas nós apreciamos esta ocasião", disse ao UEFA.com. "É um novo desafio para nós estarmos aqui. É especial estar com os árbitros e partilhar experiências com eles."
Gostamos da ajuda que Werner Helsen [perito físico de árbitros da UEFA] e a sua equipa nos dão. Quando se começa a apitar, não é fácil descobrirmos por nós próprios como treinar bem – para isso é precisa a ajuda dos treinadores.
Seguem-se agora meses entusiasmantes para Kulcsár e a sua experiência em Roma, sem dúvida, vai mantê-la no bom caminho. Faço parte do grupo de árbitras escolhido para o EURO 2013, por isso o meu objetivo para este ano é estar em bom nível neste evento, disse. Aguardo com expectativa – e este foi um bom início para as preparações deste ano.
O árbitro alemão Felix Brych, elemento experiente ao mais alto nível europeu atualmente, fez eco da opinião unânime de que o curso de Inverno da UEFA foi a maneira ideal e estimulante para revisitar a primeira parte da campanha e planear as tarefas futuras. Encontramo-nos sempre a meio da época e isso fornece enorme motivação para os próximos jogos, e também refrescar os principais tópicos da arbitrage, explicou. Adoro vir aqui e reencontrar os meus colegas e também preparar os próximos jogos. É uma excelente oportunidade para partilhar experiências com árbitros do presente e do passado.
A UEFA também está a utilizar os árbitros assistentes adicionais (AARs) nas suas principais competições, após o sistema ter sido introduzido nas Regras do Jogo, no verão passado. O sistema está a provar o seu valor, com os árbitros assistentes adicionais posicionados ao longo da linha de baliza para ajudarem os árbitros principais a tomarem decisões em relação, principalmente, a incidentes registados na grande área. Uma característica fascinante das atividades em Roma foi uma sessão prática, na qual os árbitros ficaram a conhecer métodos de treino específicos que estão a ser utilizados para treinar AARs e melhorar os respectivos desempenhos.
Foi interessante estar ao lado das balizas, de modo a perceber o ponto de vista dos árbitros assistentes adicionais, disse Brych. Foi bom para mim alterar a perspectiva e ângulo de visão que tinha, e estou certo que isto me vai ajudar no decorrer dos jogos.
Nunca tinha estado nessa posição durante um jogo ou mesmo num treino – só tinha ouvido falar sobre isso, e certamente foi interessante observar o jogo a partir de um ângulo diferente, acrescentou Kulcsár.
O responsável pela arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina, desejou aos árbitros europeus o melhor dos sucessos no seu trabalho para a Primavera e o Verão. Estamos felizes por terem dado o máximo, disse. Estamos satisfeitos com as exibições das árbitras. A sua presença aqui é um marco para a UEFA.
Agora vamos enfrentar a parte mais importante da época, disse Collina aos árbitros. O vosso empenho tem sido notável. São profissionais, estão no topo do futebol. Têm que se orgulhar disso, mas também têm de ser responsáveis – e a UEFA está sempre pronta para vos apoiar.

Fonte: Uefa.com

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Uefa recebe os novos árbitros internacionais

"Estejam empenhados, sejam responsáveis e preparem-se", disse o responsável pela arbitragem da Uefa, Pierluigi Collina, aos novos árbitros internacionais no curso de Inverno, em Roma.
por Mark Chaplin
de Roma
UEFA recebe os novos árbitros internacionais
O líder da arbitragem da Uefa, Pierluigi Collina, usa da palavra perante a plateia com os novos árbitros internacionais, em Roma ©Sportsfile
 
Agora que estão na rampa de lançamento para meritórias carreiras como internacionais, os novos árbitros habilitados para dirigir encontros das competições internacionais foram beber das sábias palavras de um homem que alguém que sabe tudo sobre o setor.
O responsável pela arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina – que apitou alguns dos mais importantes encontros de futebol na sua notável carreira, usou da palavra no curso anual de Inverno da UEFA, que está acontecendo em Roma, para dar aos recém-chegados à lista d os apitos internacionais da FIFA uma exaustiva lista de coisas a fazer e a não fazer em situações de grande pressão, agora que o jogo no continente europeu está em altíssimo nível.
Collina teve a companhia do presidente do Comitê de Arbitragem da Uefa, Angel María Villar Llona, na abertura do 22º Curso Introdutório para Árbitros Internacionais e apelou aos jovens árbitros para mostrarem responsabilidade e dedicação à profissão. Os juízes ficaram sabendo que a preparação meticulosa, a coragem e a consistência nas decisões arbitrais, o conhecimento das táticas do jogo e dos jogadores,  além da crença nas suas próprias capacidades, são elementos fundamentais de um árbitro de topo.
O curso é o primeiro que conta com a presença de homens e mulheres. Tudo isto tem uma grande importância no desenvolvimento dos árbitros de ambos os sexos, disse Villar Llona. O Comitê de Arbitragem da Uefa investiu muito em vocês. Peço-vos que agarrem a oportunidade que vos é dada e estejam conscientes da responsabilidade de representar a Uefa e o vosso país".
Pierluigi Collina desenvolveu o tópico da responsabilidade. Percebam que estão a representar a vossa federação, a Uefa e vós próprios, disse. Lembrem-se que muitas pessoas, incluindo jovens árbitros, vão estar a olhar para vocês como modelos, o que, além de ser uma honra, é, também, uma grande responsabilidade.
Estejam preparados, foram as palavras-chave de Collina aos jovens árbitros. Tendo em conta a velocidade do jogo na atualidade e o grande destaque que lhe é dado pela imprensa, os árbitros têm que estar preparados para lidar com a pressão de tomar decisões, muitas delas numa fracão de segundo. A consistência  também é fundamental, acrescentou. O objetivo último de um árbitro, disse Collina, é ser aceito – com as suas decisões a serem aceites mesmo que não se esteja de acordo com elas, ou até quando a decisão é errada. É um sinal de grande reconhecimento, quando os jogadores confiam em vocês.
Collina apelou aos juízes para protegerem os jogadores, por exemplo, nos desarmes mais agressivos que podem colocar em risco a carreira de um jogador e para não deixarem que os jogadores os rodeiem. Estes dois temas têm sido uma das principais prioridades da Uefa nos últimos anos, como parte do enorme esforço para proteger a imagem do jogo.
Para além da firmeza e coragem no tomar de cada decisão, Collina lembrou que o árbitro dos dias de hoje é um atleta  que tem de estar em forma para manter a lucidez a 100% no final de um jogo. Sobre isto, o italiano mostrou um vídeo dos últimos três minutos da final de 1999 da UEFA Champions League – um encontro por ele apitado – quando o Manchester United FC deu a volta ao marcador nesse período para derrotar o FC Bayern München. Mesmo estando cansados, temos que estar prontos para o caso de alguma coisa como esta acontecer, de modo a que se tomem as decisões corretas se necessário, disse.
Parte da preparação dos árbitros antes dos encontros, inclui o estudo das formações das equipes e o papel dos jogadores em campo. Fazer isto, é estar um passo à frente, disse Collina, pois podemos prever, saber e perceber o que poderá acontecer numa situação de jogo. Os árbitros, nunca deverão ter receio para atentar aos pequenos detalhes do seu trabalho. E por isso essencial que os árbitros, os seus assistentes/adicionais e quartos árbitros procurem interagir e serem consistentes, tendo qualidade, como equipe.
A força mental é uma obrigação se os árbitros quiserem ser bem-sucedidos. Sejam vós próprios e confiem em vós, explicou Collina. Sejam abertos à mudança... saibam os vossos pontos-fortes e também os fracos, sejam capazes de ser positivos, mesmo nas situações negativas. Aprendam com os vossos erros, porque ao fazerem-no, estarão a ficar mais fortes.
Estão no primeiro passo de uma longa escadaria, concluiu Collina. Estejam orgulhosos e felizes por fazerem parte de um pequeno grupo de árbitros de topo da Europa. É um grande privilégio para todos vós. Sejam empenhados e responsáveis. Estejam prontos!.

Fonte: Uefa.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Estudo quer “mecanizar” arbitragem

Embora o futebol tenha apenas 17 regras, a maioria delas tem caráter interpretativo. E são esses lances, que dependem da melhor análise do árbitro, que ganham uma hiperdimensão, sobretudo, quando a TV, a maior “inimiga” dos homens de preto está presente nos jogos e, posteriormente, exibe os equívocos do árbitro e assistentes.
A sequencia de reclamações dos atletas, que em sua plenitude são leigos em termos de conhecimento sobre as Regras do Jogo de Futebol, assim como são os dirigentes e boa parte da imprensa esportiva, cai por terra se essa gente realizasse uma conta simples: o último estudo desenvolvido por Observadores de Arbitragem da Fifa, aponta que o árbitro realiza em cada partida de futebol profissional, em média, entre 140 e 160 tomadas de decisões (marcação de faltas, aplicação de cartões, sinalização de impedimentos etc...). Pergunto: é justo execrar o árbitro ou o assistente que equivocou-se em um único lance?
Entendo que é dever de todos que desempenham a dificílima atribuição de interpretar e aplicar corretamente as leis do jogo, que regem o futebol dentro do retângulo verde, aproximarem-se da perfeição, mas é de fundamental importância que todos os envolvidos no processo dêem respaldo, apoio e compreensão, quando a arbitragem se equivoca.
Mas pelo andar da carruagem os seculares problemas que envolvem os equívocos da confraria do apito na interpretação e aplicação das regras, estão com os dias contados. Pelo menos é o que afirma recente estudo divulgado pelo jornal britânico The Times. O estudo afirma que a partir de 2020, os assistentes, por exemplo, seriam substituídos por robôs programados para identificar com precisão a posição dos jogadores no campo de jogo. Por exemplo, se estão em impedimento.
Os árbitros, por sua vez, receberiam auxílio de sensores de luz para sinalizar as saídas da bola e as posições das jogadas. As medidas, de acordo com o estudo, eliminariam os erros de arbitragem. O mesmo estudo afirma que os estádios do futuro serão totalmente informatizados, o que vai alterar a maneira dos torcedores  de acompanhar os jogos. O objetivo é diminuir as diferenças entre a transmissão pela TV e a presença no estádio, com as projeções dos jogos em hologramas de três dimensões.
Já os torcedores que preferirem as arquibancadas segundo o estudo, terão em seus assentos monitores, transmitindo imagens das porfias em vários ângulos, inclusive, o replay das jogadas. Pergunto: A Fifa que tem se mostrado refratária a exibição de replays nos estádios onde se realizam  suas competições, irá ceder? Mas os avanços exibidos pelo nominado estudo, deverão afetar outras áreas do futebol, como a terapia genética – atletas contundidos passarão menos tempo em recuperação.
E finalizando, o estudo diz que a nanotecnologia, permitirá a fabricação de uniformes  mais resistentes e rentáveis para prevenir ferimentos e controlar a temperatura, já que sensores poderão alternar várias logomarcas durante o transcurso do jogo. Entendo que, embora tudo seja motivo de modernização, no futebol, como na arbitragem, a cada momento que se esteja substituindo o homem, passa-se a viver um estágio mecânico entre ele e a própria violentação do que o futebol tem na sua beleza natural.   
Foto:  Allan Costa
PS: Leonardo Zigari Zanon (foto), o árbitro do clássico Atlético/PR 0 x 1 Paraná Clube, teve excelente atuação na indigitada partida. Resta saber como irá se posicionar a comissão de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol em relação ao jovem  árbitro de 27 anos, nas próximas rodadas. O correto seria disponibilizar uma pessoa com Know how em arbitragem, para acompanhá-lo, orientá-lo e prepará-lo adequadamente, objetivando torná-lo um árbitro com perspectivas de atingir o quadro da Fifa.  

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Blatter: "Rebaixamento seria melhor punição para o racismo"

O presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, conversou com o site da entidade máxima do futebol sobre os pontos altos de 2012 e explicou por que o rebaixamento seria uma boa punição para as equipes cuja torcida comete atos de racismo. Entre outros assuntos, o dirigente também falou sobre Lionel Messi, a tecnologia da linha do gol, a manipulação de resultados, a sua paixão pelo esporte, o ano de 2013 e a importância do Mundial Sub-20 e da Copa das Confederações da FIFA.
FIFA.com: Começamos 2013 com a cerimônia de gala da Bola de Ouro FIFA. Qual é a sua opinião sobre os vencedores?
Joseph S. Blatter:
O Lionel Messi é o melhor jogador da atualidade, portanto estamos muito orgulhosos que os participantes da votação tenham tomado uma decisão tão clara. Contudo, como convidamos os três candidatos, talvez devêssemos dar três medalhas para evitar que dois voltem para casa de mãos vazias. Isso é algo que precisaríamos repensar para o futuro.
O ano também começou com um triste incidente de racismo em uma partida do Milan. A questão não é nova na sociedade e no futebol, e tampouco é fácil resolvê-la, mas quais são as soluções que o senhor tem em mente?
É um fenômeno no qual o futebol é vítima da nossa sociedade. A discriminação e o racismo estão em toda parte na sociedade. Nós do futebol não podemos ser responsabilizados pelo que acontece na sociedade. Mas em lugar nenhum do mundo se pode resolver um problema fugindo, seja na vida pessoal, nos negócios ou na política. Aprovo e apoio o movimento do Boateng — conforme já disse —, na medida em que foi um poderoso sinal de alerta. Agora cabe a nós tomarmos as medidas adequadas. Sinto que o que deveríamos fazer é instruir as federações e confederações, sobretudo os comitês disciplinares, a serem bastante firmes. Não basta dar multa. Jogar sem torcida é uma das sanções possíveis, mas o melhor seria a perda de pontos e o rebaixamento da equipe, porque finalmente o clube seria responsável pelos seus espectadores.
O ano passado foi bastante rico para o futebol. Quais foram os destaques de 2012, na sua opinião?
Sem dúvida, o destaque de 2012 para mim foi o futebol feminino. Tivemos duas competições no calendário da FIFA, a sub-20 e a sub-17. O Feminino Sub-17 foi disputado pela primeira vez em um país muçulmano, o Azerbaijão, e foi um enorme sucesso com um campeão surpreendente, a França. Tivemos o Sub-20 no Japão, e o campeão não foi uma surpresa porque as garotas dos Estados Unidos têm trabalhado duro no desenvolvimento do futebol e o país já faz isso há vários anos. O ponto alto, porém, foram os Jogos Olímpicos em Londres. Quem teria previsto — começando por mim, preciso admitir — tantos espectadores e tamanho entusiasmo pelo futebol feminino? Quem teria imaginado essa imensa euforia, finalmente, em torno do futebol feminino? Foi sensacional. Ter 80 mil pessoas para um jogo em Wembley, o templo do futebol masculino, foi realmente especial. Não foi uma surpresa que pela terceira vez seguida as americanas foram campeãs olímpicas, derrotando o Japão, de quem perderam a final da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011. Mas também tivemos o Torneio Olímpico de Futebol Masculino, que terminou com uma grande zebra, já que o México surpreendeu o Brasil. Houve outro grande evento, também, a Copa do Mundo de Futsal na Tailândia, e tivemos a mesma final dos últimos anos: Espanha contra Brasil. Os brasileiros saíram novamente vitoriosos após a prorrogação, marcando o gol nos últimos segundos de jogo. Depois tivemos um campeão surpreendente, mas um bom campeão, no Mundial de Clubes: o Corinthians, grande clube de São Paulo. Os torcedores do Corinthians mostraram ao mundo que são mais que meros torcedores. O Corinthians ganhou a partida contra o Chelsea, o campeão europeu, e houve muita empolgação nas Américas, de norte a sul, pois o continente voltou a ganhar esse título.

"Tivemos um campeão surpreendente, mas um bom campeão, no Mundial de Clubes: o Corinthians, grande clube de São Paulo. Os torcedores do Corinthians mostraram ao mundo que são mais que meros torcedores", afirmou o mandatário do futebol mundial.

A tecnologia da linha do gol foi usada pela primeira vez na Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2012. Nenhum caso específico exigiu a intervenção do sistema, mas o senhor considera a medida importante para a arbitragem?
Os árbitros disseram que é uma grande ajuda para eles. Esta é a solução para dizer se a bola entrou no gol ou não. Pelas câmeras de televisão não dá para ver, porque a bola é muito rápida, e o olho humano também não consegue. Agora temos um sistema e precisamos usá-lo. Tomei essa decisão vendo a Copa do Mundo da FIFA 2010, quando o (Frank) Lampard marcou um gol e todo mundo na televisão viu, mas não os árbitros da partida. Portanto, afirmei que, se tivermos sistemas adequados, precisamos usá-los na próxima Copa do Mundo da FIFA. Se não os utilizarmos e acontecer uma situação semelhante, de fato pareceremos tolos. Agora temos os sistemas, os utilizamos no Mundial de Clubes e usaremos um na Copa das Confederações — é um passo adiante. É só uma questão de tempo até eles serem adotados nos principais campeonatos, já que é uma grande ajuda para os árbitros e eu diria que também será o melhor juiz para dizermos se um gol foi ou não marcado.
A manipulação de resultados é outra questão em voga na atualidade. Considera que ela seja um dos inimigos do futebol?
É um dos males do futebol. Se as pessoas souberem que uma partida pode ser manipulada, não vão acreditar mais nos resultados do esporte. Estamos trabalhando junto com as autoridades políticas e com a INTERPOL. O que é necessário é a solidariedade da comunidade do futebol. Então, quando jogadores, técnicos e árbitros forem procurados por fraudadores, eles deveriam denunciar imediatamente, agindo como informantes. Só então podemos intervir de maneira efetiva. O melhor técnico do mundo, Vicente Del Bosque, falou sobre isso quando recebeu o prêmio de Treinador do Ano da FIFA no Futebol Masculino — ética e solidariedade no futebol.
Um conjunto de reformas está em andamento na FIFA. Está satisfeito com a implementação?
Sim, com certeza. Completamos dois terços das medidas que planejamos. Agora temos um Comitê de Ética independente com duas câmaras. Temos um comitê independente de auditoria e conformidade, e já tomamos algumas decisões referentes ao Estatuto — a designação da Copa do Mundo da FIFA agora será feita pelo Congresso a partir de uma lista preparada pelo Comitê Executivo. Agora estamos na última fase e a concluiremos levando ao Congresso de 2013 algumas propostas de emenda ao Estatuto. O Congresso vai se manifestar sobre a duração dos mandatos, limites de idade e temas do gênero. Estamos consultando as federações nacionais por intermédio das confederações, e na reunião de março do Comitê Executivo teremos os resultados e veremos o que precisamos mudar. Mas, honestamente, o Estatuto de hoje corresponde à realidade do futebol. O que era especialmente necessário para nós era termos o Comitê de Ética e o Comitê de Auditoria e Conformidade, mas isso só vai funcionar se eles forem implementados em todas as federações e confederações. A FIFA sozinha não pode ser o tribunal para as 300 milhões de pessoas envolvidas no futebol. Também agradecemos o Comitê Independente de Governança do Professor (Mark) Pieth, que nos aconselhou e incentivou a olharmos para dentro. Estou convencido de que concluiremos o programa de reforma no próximo Congresso da FIFA, nas Ilhas Maurício. Se você olhar para o Comitê Executivo da FIFA, até maio haverá diversas mudanças em relação aos primeiros passos que tomamos em 2011.
                            Joseph Blatter, presidente da Fifa
"Afirmei que, se tivermos sistemas adequados, precisamos usá-los na próxima Copa do Mundo da FIFA. Se não os utilizarmos e acontecer uma situação semelhante, de fato pareceremos tolos". Disse, Blatter sobre a tecnologia da linha do gol

Faz 38 anos que o senhor está na FIFA. Nesse período, a entidade atravessou momentos de tranquilidade, mas também enfentou tempos difíceis. Contudo, o senhor mantém o mesmo entusiasmo. Qual é a sua fonte de motivação?
Cheguei à FIFA em fevereiro de 1975. Embarquei porque tive a oportunidade de trabalhar no futebol, que sempre foi a minha paixão. Fui jogador de futebol e ainda bato bola de vez em quando. Quando comecei a trabalhar na FIFA, imediatamente vi que o futebol é mais que um jogo, e percebi isso mais especificamente na África. Mas na verdade acontece no mundo todo. É a minha vida e ainda estou convencido de que estamos no caminho certo, porque o futebol precisa desempenhar uma função social e cultural na sociedade por meio da disciplina, do respeito e do fair play. Se conseguirmos levar disciplina, respeito e fair play para as nossas famílias, para as escolas, para a política, para a economia, para todos os aspectos da sociedade, então teremos conquistado alguma coisa. Não será fácil, porque se você tem uma família de 300 milhões de pessoas, não pode convencer todo mundo de estar no caminho certo, mas ainda assim tentamos. Uma coisa de que precisamos cuidar agora e no futuro é a saúde, porque não é bom só desenvolver o esporte e ter mais jogadores, técnicos e árbitros se não cuidarmos da saúde dos participantes.
A Copa das Confederações da FIFA, que é vista como um ensaio geral da Copa do Mundo, será realizada em 2013. São altas as suas expectativas para o torneio em termos de futebol e de organização?
Será uma espécie de ensaio geral para o Comitê Organizador Local e, principalmente, para a logística. Não há dúvida de que os estádios estarão prontos, mas queremos ver a forma como os estádios serão ocupados e desocupados, a forma como as pessoas serão transportadas e todas essas questões logísticas. Mas falar em ensaio não faz justiça ao evento, que é um verdadeiro duelo de campeões. Olhando as equipes classificadas, é extraordinário! 
Em 2013 também teremos a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA, que será disputada na Turquia. Por que o senhor é tão ligado a esse torneio?
O Mundial Sub-20 foi o primeiro que colocamos no programa quando começamos com João Havelange, o presidente da FIFA na época, que teve a ideia de que o futebol deveria ser universal — esse era o programa de desenvolvimento. Mas para desenvolver o futebol é preciso mais que os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo da FIFA. O torneio sub-19 foi lançado em 1977, com a primeira edição na Tunísia. O segundo, que já foi consideravelmente grande, aconteceu em Tóquio, e a final deu início ao legado de Maradona. A Argentina marcou três gols nos últimos dez minutos, depois de estar perdendo para a União Soviética, e dali em diante o torneio sub-20 se transformou em um palco para os astros do futuro. Em termos de importância para a FIFA, certamente é a segunda competição mais importante, atrás da Copa do Mundo.

Fonte: Fifa.com

Marcus Merk é o melhor árbitro do século XXI


A Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) considerou o alemão Markus Merk como o melhor árbitro do século XXI, numa lista divulgada hoje. Merk, que é odontólogo e já encerrou sua carreira, foi considerado por três vezes o melhor árbitro do mundo.
O primeiro árbitro português na lista é Vítor Pereira (Portugal), atual presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, ocupando o 30.º lugar da lista de melhores juízes do século.
Pouco abaixo está outro luso, Pedro Proença (que, recorde-se, foi eleito árbitro do ano de 2012), na 32.ª posição.
 

Os 10 melhores árbitros do século XXI:

1.º Markus Merk
2.º Jorge Luis Larrionda
3.º Oscar Julián Ruiz
4.º Frank De Bleeckere
5.º Howard  Webb
6.º Massimo Busacca
7.º Lubos Michel
8.º Pierluigi Collina
9.º Roberto Rosetti
10.º Kim Milton Niels

Fonte/NafGuarda e Refereetip 
PS: Nenhum árbitro do futebol brasileiro aparece entre os principais homens de preto, na lista da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Michel Platini: Árbitros podem agir contra o racismo

O Presidente da Uefa, Michel Platini, explicou como os árbitros podem agir perante situações de racismo em jogos da Uefa, podendo mesmo decretar a suspensão definitiva de um encontro.
por Mark Chaplin
de Nyon
Michel Platini: Árbitros podem agir contra o racismo
O Presidente da UEFA, Michel Platini ©AFP

O Presidente da Uefa, Michel Platini, sublinhou as medidas que os árbitros principais estão autorizados a tomar em caso de incidentes de racismo em jogos da entidade, que podem mesmo passar pela interrupção definitiva do encontro.
Em conversa com a estação de rádio francesa RTL, Platini elogiou também a atitude de Kevin-Prince Boateng, médio ganês do AC Milan, que decidiu abandonar o terreno de jogo em resposta à conduta racista evidenciada pelos adeptos adversários numa partida amigável disputada no início deste mês. Boateng foi seguido de imediato pelos seus colegas de equipa e o jogo terminou aí.
Criamos normas para serem colocadas em prática pelos árbitros na UEFA Champions League e na UEFA Europa League, explicou Platini. A Uefa foi o primeiro organismo regulador do futebol a fornecer aos árbitros diretrizes sobre os passos a tomar em caso de ocorrência de eventos racistas durante os jogos. Em Julho de 2009, o Comitê Executivo da UEFA aprovou uma série de diretrizes que os árbitros devem seguir para lidar com incidentes relacionados com o racismo dentro dos estádios, dando mesmo aos juízes o poder de darem o encontro por terminado, nos casos mais graves.
Se um árbitro se aperceber de quaisquer comportamentos racistas sérios ou se de tal for informado por parte do quarto árbitro, deve, em primeiro lugar, parar o jogo e pedir para que seja efetuado um anúncio público através dos alto falante do estádio pedindo para que se termine de imediato com os referidos comportamentos. Caso esses comportamentos racistas não cessem com esse aviso após o retomar do encontro, o segundo passo do árbitro será a suspensão do encontro por um período razoável de tempo, por exemplo cinco ou dez minutos, pedindo as equipes que se recolham aos vestiários. É feito um novo anúncio público através do sistema sonoro do estádio.
Como terceira e última medida, em caso de persistência dos comportamentos racistas, o árbitro pode decretar, em definitivo, o fim do jogo.
Debruçando-se sobre Kevin-Prince Boateng, Michel Platini referiu que fez questão de elogiar o jogador pela sua decisão de abandonar o terreno de jogo. "Gostei muito da sua atitude. Enviei mesmo uma mensagem ao presidente do AC Milan, Adriano Galliani, a congratular-me com a situação. Achei a decisão um passo extremamente positivo."
O Presidente da UEFA reiterou a política de tolerância-zero do organismo que dirige para com o racismo. Cabe-nos a nós afastar de vez do futebol todos estes indivíduos que vão aos jogos com outros intuitos, que nada têm que ver com o desporto.
Fonte: Uefa.com

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Árbitro tem que ter vocação


O ex-árbitro de futebol da Federação Paranaense de Futebol, Rubens Maranho (in memoriam), a quem qualifico como uma das maiores autoridades no assunto arbitragem, quando dirigiu o extinto Departamento de Árbitros da entidade (1982/1985), tinha por hábito realizar reuniões semanais com o quadro de árbitros da entidade.
 
Nas reuniões, Maranho enfatizava que o indivíduo que almejasse laborar na sibilina função de árbitro de futebol, dada a complexidade de ter que interpretar e aplicar as Regras do Jogo de Futebol numa fração de segundos, sem direito a equívocos, tinha que ter tendência, talento, aptidão e, sobretudo, vocação. 
 
O preâmbulo acima me veio a mente em Buenos Aires, quando navegava na internet buscando notícias para esta coluna. Na ocasião, encontrava-me sentado na arquibancada do estádio do Boca Juniors (La Bombonera), onde estive a passeio na semana que passou. 
 
E ao abrir o sítio da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), que está sediada em Nuremberg (Alemanha), deparei-me com o recente ranking daquela entidade reconhecida pela Fifa, que versava sobre os melhores árbitros de futebol do planeta.
 
E ao desnudar a indigitada lista não encontrei nenhum árbitro do futebol brasileiro entre os vinte melhores do mundo. Não acreditei, e decidi ler, rever e trever a lista dos  melhores homens de preto, e, a decepção foi total. Não encontrei ninguém. Por que não há um único nome listado (pela IFFHS) da arbitragem nacional? Resposta: está faltando talento, aptidão e vocação àqueles indicados pelas federações estaduais a Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf) da CBF.
 
O ranking divulgado pela IFFHS é para ser meditado com muita acuidade e desvelo pela direção da Confederação Brasileira de Futebol e sua Comissão de Árbitros. A ausência de um membro do quadro nacional de árbitros da CBF na nominada lista me dá uma certeza: Ou rompe-se o modelo arcaico de formação e aprimoramento do árbitro de futebol no país pentacampeão de futebol, e, implementa-se um novo modelo de gestão, em especial aos árbitros pré-selecionados para a Copa de 2014, ou então, nossos apitos serão meros coadjuvantes no próximo Mundial. 
 
PS (1): Wilmar Roldan (Fifa/Colômbia) foi laureado como o melhor árbitro das Américas e o oitavo do mundo. Roldan apita neste meio de semana pela Copa Libertadores da América, a partida LDU/Equador x Grêmio/Brasil. Já Carlos Vera (Fifa/Equador), ficou com a décima quinta posição.

PS (2): Faço o notável registro de que  o Blog Apito do Bicudo, desde a última quinta-feira está linkado com um dos mais conceituados sítios de arbitragem do Brasil. Falo do Voz do Apito (www.vozdoapito.com.br), que tem a direção do jornalista Pedro Paulo. Outrossim, me sinto lisonjeado com a deferência do jornalista em tela, e, por extensão, continuaremos nosso trabalho em benefício do aprimoramento e da melhora da qualidade da arbitragem brasileira, que vivencia momentos  difíceis em termos qualitativos.