terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Fifa abre concorrência para implantar TLG no Brasil

(Fifa.com)
FIFA abre concorrência para implantar TLG no Brasil
© Getty Images
Após a bem-sucedida implantação da Tecnologia da Linha do Gol (TLG) na Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2012 no Japão, a entidade que dirige o futebol mundial decidiu usá-la na Copa das Confederações deste ano e na Copa do Mundo no ano que vem, ambas em território brasileiro.
O objetivo é utilizá-la para ajudar os árbitros, instalando um sistema em cada um dos estádios. Após a correta instalação da mesma, serão realizados testes com a arbitragem antes dos jogos.
 Diante das diferentes tecnologias disponíveis no mercado, a FIFA abriu concorrência nesta terça-feira estabelecendo os requisitos técnicos para ambas as competições.
Estão convidados a apresentar propostas os dois fornecedores da TLG já licenciados no Programa de Qualidade da FIFA para a tecnologia e outras empresas atualmente em processo de licenciamento (que, à data de hoje, já devem ter superado os testes pertinentes).
As companhias interessadas serão chamadas a participar de uma visita de inspeção às sedes da Copa das Confederações da FIFA, marcada para meados de março. A decisão final será confirmada no início de abril.

ENTREVISTA

HEBER ROBERTO LOPES
Foto: Apito do Bicudo
Heber brilha em Santa Catarina 

Há poucos meses do final do ano de 2012, o ex-árbitro da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Heber Roberto Lopes, hoje Fifa (SC), atilado como sempre foi, reuniu-se com sua família e colocou na mesa uma discussão. Continuar laborando na arbitragem paranaense, que vivencia uma decadência sem precedentes nos seus anais há vários anos, ou então mudar de ares e vislumbrar dias melhores para sua carreira, cuja trajetória teve início em 1994.  
Naquela oportunidade, Lopes comunicou aos seus familiares que havia recebido um substancioso convite da Federação Catarinense de Futebol (FCF), via o Dr. Delfim de Pádua Peixoto, e que, uma mudança de federação iria alavancar a sua vida profissional e lhe proporcionar novas conquistas.
Colocado em discussão o tema, a decisão foi unânime pela mudança para a FCF. Ato contínuo, Lopes contatou o presidente Delfim Peixoto e confirmou via fone, que estava aceito o convite para a partir deste ano, dirigir jogos do campeonato catarinense de futebol.
Confirmada a notícia de que Heber iria atuar no futebol do estado vizinho, o efeito foi similar a de uma bomba da magnitude de Hiroshima, nos diferentes segmentos futebolísticos do Estado do Paraná, menos na Casa Gêneris Calvo, sede da Federação Paranaense de Futebol. É que além do indigitado árbitro anunciar que estava deixando a terra dos pinherais,  no ano que passou, o quadro de arbitragem da FPF sofreu duas baixas expressivas.
Evandro Rogério Romam, por motivos particulares perdeu o escudo da Fifa, e Roberto Braatz, por ter atingindo a idade limite de 45 anos imposta pela entidade internacional, também deixou o quadro de assistentes. Resumindo: Em 2012, numa tacada só o Paraná perdeu as  três vagas (dois árbitros e um assistente) no quadro da entidade que controla o futebol no planeta. É bom lembrar, que pela ausência de um planejamento responsável, o futebol do Paraná ficou sem representante no quadro da Fifa.
Feito o preambulado acima, no domingo (17) fui a Manchester catarinense, a belíssima Joinvile, observar o desempenho de um dos melhores apitos do futebol brasileiro de todos os tempos, atualmente contratado pela FCF, no emocionante clássico Joinvile 4 x 3 Criciúma.
Heber tomou cento e oitenta e oito decisões ao longo da referida partida.  Foi uma aula de cátedra sem qualquer contestação. Cinquenta minutos após o encerramento do jogo, me dirigi a uma sala da Arena Joinvile, e lá estava Heber Roberto Lopes se exercitando com vistas ao teste da CA/CBF, que está sendo realizado em Goiânia (GO) nesta semana e da Fifa, que acontecerá de 9 a 12 de abril próximo em Assunção (Paraguai). Durante quarenta minutos falamos da mudança de federação, das futuras perspectivas, de Copa do Mundo e outros assuntos inerentes à arbitragem. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Quais foram os motivos da sua saída repentina da FPF, após dezoito anos de brilhantes serviços prestados ao futebol do Paraná?
Heber Roberto Lopes – Antes de mais nada, quero deixar claro que sou grato a FPF. Porém, diante de uma série de acontecimentos que prefiro não entrar no mérito, não me sentia motivado a continuar no quadro de árbitros da entidade.

Como surgiu o convite da FCF?
Heber Lopes – Ao longo da minha carreira recebi alguns convites para atuar em outras federações, mas dado o fato de ser paranaense (Londrina), ter familiares lá e até por gratidão por tudo que consegui na arbitragem sempre recusei. Mas de repente, recebi uma proposta irrecusável do presidente da Federação Catarinense, Delfim de Pádua Peixoto. Irrecusável, porque veio com um arcabouço de valorização profissional e com um panorama que permitirá conquistas expressivas  a curto prazo.
Qual foi a receptividade que encontrou ao chegar em Santa Catarina?

Heber Lopes – Foi comovente. Fiquei surpreso com tamanha demonstração de afeto dos dirigentes, dos clubes, da imprensa, da direção da arbitragem local, dos meus colegas de apito e, sobretudo, do Dr. Delfim, que me recebeu como se eu fosse um filho.

Você está pré-selecionado para a Copa de 2014. Como está sendo o treinamento?
Heber Lopes – Estou seguindo um manual que foi prescrito por uma trempe: fisiologista, nutricionista e preparador físico. Corro em média de doze a quinze quilômetros por dia e mantenho uma alimentação equilibradíssima. Além disso, estudo diariamente inglês, espanhol e o livro Regras de Futebol, que se tornou meu companheiro inseparável.  Faço em média de dois a quatro treinamentos no campo de jogo semanalmente - (simulações de jogadas que possam ocorrer no transcurso de uma partida).

Isto basta para um árbitro que almeja  apitar Copa do Mundo?
Heber Lopes - Não. Como pretendo estar inserido entre os nomes escolhidos pela Fifa para o mundial de 2014, participo de todos os testes da FCF, da CA/CBF, da Conmebol, da Fifa e leio suas respectivas resoluções.  Não obstante o exposto, faço uma leitura de cada jogo que vejo pela TV, objetivando dirimir dúvidas. Estudo o regulamento das competições que vou apitar, dos atletas no campo de jogo e o comportamento dos membros da área técnica. E, por derradeiro, traço um planejamento com meus companheiros de trabalho a cada jogo que sou escalado. Em síntese: Procuro não cair na rotina.

Como está o seu relacionamento com a CBF  e a Comissão de Arbitragem?
Heber Lopes – Minha relação com  todas as pessoas da alta direção da entidade, sempre foi pautada no princípio da hierarquia. Sou árbitro de futebol da CBF e devo cumprir todas as suas determinações.  Sou grato ao presidente José Maria Marin, ao Dr. Marco Polo Del Nero, ao presidente da comissão de árbitros, Aristeu Tavares, o Sérgio Corrêa da Silva e ao Dr. Edson Resende.

E na Conmebol?
Heber Lopes -  No mesmo patamar da CBF. Sempre recebi e tenho recebido da  Conmebol, que é presidida pelo Dr. Nicolas Leoz e da Comissão de Arbitragem, Dr. Carlos Alarcón, todo o apoio necessário para desenvolver minha atividade de árbitro.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Notícias do apito

 Foto: Apito do Bicudo
Árbitro afrontou as regras (1)
O melhor jogo do campeonato paranaense deste ano deveria ter uma arbitragem  em que o árbitro, além de analisar e sentir o desenvolvimento da partida, teria de intervir apenas para cumprir as regras e, sobretudo, cumprir o espírito principal da regra que é punir o infrator. Falo de J. Malucelli 2 x 2 Paraná Clube, prélio efetivado na última quarta-feira (13), no Janguitão, em Curitiba.
Árbitro afrontou as regras (2)

Mas na contramão do que preconiza a entidade que controla o futebol no planeta, o árbitro escalado, Adriano Milczvski, além de afrontar em vários lances interpretativos as leis do jogo(houve dois pênaltis em favor do Paraná ignorados pelo apitador), decidiu de uma vez por todas revelar de forma límpida, a mediocridade técnica, que está encalacrada no quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol. Há oito anos consecutivos, o “timoneiro” da incapacidade é Afonso Vitor de Oliveira.
Árbitro afrontou as regras (3)

Os equívocos técnicos (interpretação e aplicação das regras) perpetrados por Milczvski na partida, além de explicitar a fragilidade qualitativa do quadro de árbitros da (FPF), desmentem a propaganda mentirosa do “timoneiro” da incapacidade, que gaba-se de que nosso apitadores são “bons”. 
Barco à deriva (1)

O barco do quadro de árbitros da Casa Gêneris Calvo, começou a afundar no apagar das luzes de 2004, quando Afonso Vitor de Oliveira assumiu o comando dos homens de preto do quadro da entidade, e logo a seguir, de forma antiética, também a direção da Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná.
Barco à deriva (2)

De lá para cá, o “timoneiro” da incapacidade e demais membros da comissão de arbitragem da federação não tiveram a aptidão de revelar um único árbitro com vistas a substituir Evandr o Rogério Romam e Heber Roberto Lopes e nenhum assistente para a vaga de Roberto Braatz na Fifa. E o pior, as tomadas de decisões equivocadas no campo de jogo pelos juízes nas competições da federação paranaense vem atingindo níveis estratosféricos.

Barco à deriva (3)

Além do exposto, há muito tempo a FPF não consegue indicar à CA/CBF um  árbitro para o processo seletivo de Asp/Fifa. Foi assim em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013. Falo de árbitros promissores, terminologia utilizada pela Fifa para a ascensão de um candidato ao referido cargo. 
Consenso

As severas críticas anotadas acima, decorrem de um consenso geral de todos aqueles que têm interesse idôneo em relação ao futebol do Estado do Paraná. Distanciam-se essas considerações de qualquer pretensão de represália ao comando do nosso futebol, mas, as circunstâncias obrigam atestar publicamente, que estamos vivendo um momento de intolerância neste se tor, cuja renovação, deveria ser iniciada e não para o ano de 2014, quando finda a gestão atual.  Estamos torcendo que seja a última dos seus componentes, para emergir na esfera da bola em nossa terra, gente que pense e proceda de forma apta para o desempenho desses cargos e respectivas funções. Acreditamos que tudo foi dito e nada a mais é preciso destacar pelo menos neste momento.

Fifa convoca Heber
Heber Roberto Lopes (foto) continua pré-selecionado pela Fifa para a Copa de 2014. Ele foi convocado para participar de 9 a 12 de abril próximo, de mais um Seminário da entidade internacional, que ocorrerá em Assunção (Paraguai). Além de Heber, a Fifa chamou para o evento Sandro Meira Ricci e os assistentes Alessandro Rocha Matos, Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse.

Heber é o "cara" em Santa Catarina
Nesta terça-feira aqui neste espaço, publicaremos a entrevista que realizamos "in loco" com Heber no domingo que passou, após a sua brilhante atuação no clássico Joinvile 4 x 3 Criciuma. Na entevista que concedeu ao PARANAONLINE, ele faz referências elogiosas a crônica esportiva de Santa Catarina, a direção de arbitragem da entidade, dos novos colegas, de Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, Aristeu Tavares, Carlos Alarcón, o presidente da CA/Conmebol e, sobretudo, de Delfim de Pádua Peixoto, o presidente da Federação Catarinense de Futebol. E também das perspectivas de ser indicado para representar o Brasil na Copa de 2014.

Continuísmo doloroso
 A imprensa noticiou, que a direção do Paraná Clube foi a sede da Federação Paranaense de Futebol, reclamar da  afronta realizada pelo árbitro Adriano Milczvski às Regras do Jogo de Futebol. Enquanto perdurar o continuísmo de Afonso Vitor e seu grupo no setor do apito, esqueçam de melhora na qualidade da arbitragem paranaense. A tendência é piorar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O modelo de arbitragem de futebol no Brasil está falido


Basta trocar algumas palavras sobre arbitragem de futebol com Marco Antonio Martins (foto) para o interlocutor perceber que o atual presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) é um homem que domina plenamente o assunto, não apenas em relação a avaliação da conjuntura do universo do apito e das bandeiras, mas também os meandros políticos e jurídicos que o envolvem.

Com 46 anos de idade, ele atuou até os 45 como árbitro assistente da CBF e da Federação Catarinense de Futebol, mas continua militando no mundo futebolístico, como o dirigente maior da ANAF. É também presidente do licenciado do Sindicato dos Árbitros de Futebol de Santa Catarina e funcionário público federal de carreira há 28 anos (trabalha na Universidade Federal de Santa Catarina). Nesta entrevista concedida com exclusividade à assessoria de imprensa do SAFERGS em seu gabinete na UFSC, na tarde de 4 de fevereiro, Marco Antonio Martins fala sobre as batalhas do presente que dizem respeito ao futuro dos homens e das mulheres de preto, que trilando o apito ou empunhando a bandeira são, depois dos jogadores, os principais protagonistas do grande espetáculo do futebol. Confira.

A arbitragem do futebol brasileiro está em crise?
Na minha opinião o modelo de arbitragem no Brasil está falido, nós temos que mudar o vínculo dos árbitros, a forma dos árbitros atuarem. Entendo que a nova estrutura passa pela profissionalização, com organização melhor e mais apoio ao árbitro. O problema não é só de fase ou período de transição. O problema é o modelo que está desatualizado. O futebol evoluiu muito e arbitragem não acompanhou, continua da mesma forma.

 

Existe a perspectiva de que a profissionalização seja efetivada a médio ou curto prazo?

O projeto de regulamentação da profissão sofreu alteração na Câmara dos Deputados e por isto retornou ao Senado Federal. A previsão é que em breve vá para apreciação da Comissão de Assuntos Sociais e vá para o plenário do Senado ainda no primeiro semestre para a aprovação. Daí seguirá para sanção ou veto da presidente Dilma. Há também uma questão política para ser superada, que é a orientação do governo para que a base governista não aprove a criação de mais nenhuma profissão no país. Não é nenhuma restrição específica para a arbitragem, mas em relação a todo o país. É um problema que estamos tentando resolver através do convencimento político junto aos parlamentares.
 
Como está a situação do pleito para a obtenção de recursos que a ANAF encaminhou ao Ministério do Esporte?
Passamos da fase documental, e agora em março teremos uma reunião técnica com integrantes do ministério para liberação do projeto. Acredito que em meados deste mês vai estar integralmente aprovado. Partiremos então para a captação de recursos.

Como o senhor analisa a questão da formação de novos árbitros?
O que a ANAF está pleiteando é a regularização da situação das escolas de arbitragem de futebol no Brasil. O que reivindicamos é a aplicação da Lei Pelé, que é bem clara quando estabelece que a captação, a formação e a organização dos árbitros far-se-á por conta das associações e sindicatos. Neste mesmo artigo da lei, o parágrafo único diz que o vínculo empregatício não será das federações. Estão utilizando o parágrafo único para não estabelecer o vínculo, mas o caput do artigo diz que a formação, a captação, o oferecimento, o fornecimento de profissionais às federações são atribuições dos sindicatos. Isto não está sendo obedecido. A ANAF já elaborou e encaminhou para a CBF um documento com parecer jurídico apontando esta irregularidade e solicitando providências.

Qual a situação atual da ANAF?
A ANAF estava sucateada. Não tinha uma folha de papel para trabalhar. Inclusive tivemos que recuperar muito da história da ANAF, porque algumas pessoas se achavam donas da entidade e ficaram com muitos documentos. O compromisso que assumi em 2011 era de organizar a casa, para ANAF voltar a ter uma sede, uma estrutura mínima para atender aos interesses dos árbitros. Este ciclo está se fechando agora em 2014. O próximo presidente da ANAF vai encontrar uma base alicerçada para daqui para a frente realizar um bom trabalho.

Por José Edi Nunes da Silva, da assessoria de imprensa do SAFERGS

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Notícias do apito

Aristeu Tavares -  Foto: Anaf
Curso em Assunção
A Fifa anuncia nos próximos dias, a relação de árbitros e assistentes, que deverão participar do Curso de Alto Nível em Assunção (Paraguai), em abril, com vistas à Copa das Confederações em junho deste ano e do Mundo no Brasil, em 2014. Há rumores nos bastidores da arbitragem, que nesse curso, apenas um árbitro brasileiro será convocado e ele deverá ser Sandro Meira Ricci. É bom lembrar, que três apitos do futebol pentacampeão estão pré-selecionados para laborar na Copa. Heber Roberto Lopes, Leandro Pedro Vuaden e Sandro Meira Ricci. 
Aprimoramento para  árbitros (1)
A Escola Nacional de Arbitragem de Futebol e a Comissão de Arbitragem da CBF, ambas sob o comando de Sérgio Corrêa da Silva e Aristeu Leonardo Tavares, convocam os árbitros e assistentes Fifa, os Asp/Fifa e do quadro Especial masculino, para avaliação física e treinamento prático, que irá ocorrer no período de 18 a 22 do mês em curso, na cidade de Goiânia (GO).
Aprimoramento para árbitros (2)
De acordo com Tavares que é o homem forte da arbitragem nacional, além do teste na capital de Goiás, a elite da arbitragem brasileira fará mais dois testes neste ano. O próximo irá acontecer em maio e o derradeiro será efetivado em setembro. A Fifa determina aos seus filiados, que  realizem três testes com os árbitros internacionais a cada temporada.
Aprimoramento para árbitros (3)
Os árbitros considerados top de linha do futebol brasileiro, serão submetidos a testes físicos (padrão Fifa), testes psicológicos, testes técnicos e prática no campo de jogo. Com um detalhe: quem reprovar no teste físico, está automaticamente afastado dos futuros sorteios nas competições da CBF.
Treinamentos para árbitros (4)
Aristeu Tavares me disse que, os resultados dos testes serão enviados à Fifa, já que há uma orientação da entidade que controla o futebol no planeta, no sentido de que isso ocorra três vezes ao ano.
Novo quadro de aspirante
No curso de avaliação que acontecerá em Goiânia, além dos árbitros e assistentes Fifa, Asp/Fifa e do quadro especial, a CA/CBF convocou um grupo de árbitros considerados promissores, e, conforme o desempenho no teste e nas partidas que irão atuar,  deverão compor o novo quadro de Asp/Fifa, a partir do mês de maio de 2013.
Pobreza dolorosa (1)
A Federação Paranaense de Futebol (FPF), a exemplo de 2009, 2010, 2011 e 2012, não indicou nenhum árbitro ao processo seletivo de Asp/Fifa/13. Explico: A CBF cumprindo determinação da Fifa, só convoca árbitros para o teste seletivo ao nominado teste, que tenham entre 28 e 33 anos, e, cumpram os requisitos fixados pela Comissão de Arbitragem da entidade.
Pobreza dolorosa (2)
A não indicação de um árbitro nato do futebol do Paraná ao processo acima mencionado, reflete com rara precisão o fracasso retumbante do modelo de gestão de Afonso Vitor de Oliveira e de seus congêneres, a frente de tão importante setor como é o da arbitragem.
Pobreza dolorosa (3)
A ausência de um projeto para o setor do apito ao longo dos últimos oito anos, acoplada a falta de representatividade do futebol paranaense na CBF, não só nos   motiva a escrever o que está se  escrevendo nas presentes notas, como também, dá razão de dizer que estamos com muitas saudades dos tempos nobres da FPF, quando eram seus presidentes José Milani, Mota Ribeiro e Haroldo Alberge.
Somos “órfãos” no apito
 Me questionam, o motivo de não comentar o desempenho da arbitragem no campeonato paranaense a cada rodada. Respondo: a única arbitragem que cumpriu o preceituado nas Regras do Jogo de Futebol até o presente momento, foi de Leonardo Zigari Zanon, no clássico Atlético/PR 0 x 1 Paraná Clube. As demais, continuam no mesmo patamar de mediocridade técnica, tática, física e psicológica do ano que passou.
Redução da idade
Como tenho recebido várias indagações a respeito do limite de idade fixado pela Fifa para o árbitro de futebol, que é de 45 anos, fui buscar informações de quando começou o processo. A partir da década de 90, a Fifa diminuiu a idade para 48, posteriormente para 47 e recentemente, 45 anos.
Estudo científico (1)
A intenção da Fifa para 2018 na Rússia e 2022 no Qatar, é reduzir  a idade do homem de preto para 42 anos.  Embora a entidade internacional não confirme, nos labirintos de Zurique  comenta-se que  ela está acompanhando as pesquisas de um grupo de cientistas da União Européia, especializado no estudo do cérebro humano, que é composto de 100 bilhões de neurônios, para daí tomar uma posição sobre o assunto.
Estudo científico (2)
Esse grupo é formado por 200 cientistas de 80 países e planeja estudar a fundo o comportamento individual dos neurônios em cada uma das regiões cerebrais.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Retrospectiva das arbitragens das decisões do Mundial

IVAN Faltando 500 dias para o início da Copa do Mundo de 2014, lembramos as finais de todos os mundiais disputados desde 1930. Em 19 edições realizadas, dois árbitros brasileiros apitaram a final: Arnaldo David Cezar Coelho, em 1982, e Romualdo Arppi Filho em 1986.
No dia 11 de julho de 1982, Itália e Alemanha decidiram a Copa do Mundo da Espanha, no estádio Santiago Bernabeu, Madrid, diante de 90 mil espectadores. O trio de arbitragem, Árbitro: Arnaldo David Cezar Coelho (Brasil), Assistentes: Abraham Klein (Israel), Vojtech Christov (Tchecoslováquia). Arnaldo aplicou cartão amarelo para Conti, Oriali, Dremmler, Littbarski, Stielike.
Arnaldo Cezar Coelho: ponto máximo da carreira foi na Copa do Mundo de 82, em Madri, na Espanha, quando apitou a final
O estádio Azteca, Cidade do México com 114.600 pagantes, foi o palco da final de 1986, entre Argentina e Alemanha, no dia  29 de junho. O Árbitro foi Romualdo Arppi Filho (Brasil) e os Assistentes: Erik Fredriksson (Suécia), Berny Ulloa Morera (Costa Rica). Cartão Amarelo: Maradona, Enrique, Pumpido, Olarticoechea, Matthaus, Briegel.
Romualdo Arppi Filho: árbitro da final do mundial vencida pela Argentina
Confira todos os jogos finais de mundiais e as respectivas arbitragens:
30 de Julho de 1930 (14:15) - URUGUAI 4:2 ARGENTINA (1:2)

Local: Estádio Centenário, Montevidéu. Público: 68.346 pagantes.
Árbitro belga Jan Langenus
URUGUAI: Ballestreros; Nasazzi e Macheroni; Andrade, Fernández e Gestido; Dorado, Héctor Scarone, Castro, Cea e Iriarte. Técnico: Alberto Supicci (Uruguai).
ARGENTINA: Botasso; Della Tore e Paternóster; Juan Evaristo, Luis Monti e Arico Suárez; Peucelle, Varallo, Stábile, Manuel Ferreyra, Mario Evaristo. Técnicos: Francisco Olazar (Argentina) e Juan Tramutola (Argentina).
Árbitro
: Jan Langenus (Bélgica), Henri Christophe (Bélgica), Ulisses Saucedo (Bolívia).
Gols: 1:0 Dorado, aos 12; 1:1 Peucelle, aos 20; 1:2 Stábile, aos 37; 2:2 Cea, aos 57; 3:2 Iriarte, aos 68; 4:2 Castro, aos 89.
10 de junho de 1934 (17:30) - ITÁLIA 2:1 TCHECOSLOVÁQUIA (0:0; 1:1) a.e.t

Local: Estádio Nazionale del Partito Nazionale Fascista, em Roma. Público: 55.000 pagantes.
Ivan Eklind
ITÁLIA: Combi; Monzeglio e Allemandi; Ferraris IV, Monti e Bertolini; Guaita, Meazza, Schiavio, Ferrari e Orsi. Técnico: Vittorio Pozzo (Itália).
TCHECOSLOVÁQUIA: Plánicka, Ženišek e Ctyroký; Kostálek, Cambal e Krcil; Junek, Svoboda, Sobotka, Nejedlý e Puc. Técnico: Karel Petru (Tchecoslováquia).
Árbitro
: Ivan Eklind (Suécia). Assistentes: Georges Baert (França), Mihaly Ivanicsic (Hungria).
Gols: 0:1 Puc, aos 71; 1:1 Orsi, aos 81; 2:1 Schiavio, aos 95.
19 de junho de 1938 (17.00) - ITÁLIA 4:2 HUNGRIA (3:1)

Local: Estádio Yves du Manoir, Colombes, Paris. Público: 45.124 pagantes.
Georges Capdeville
ITÁLIA: Olivieri; Foni e Rava; Serantoni, Andreolo e Locatelli; Biavati, Meazza, Piola, Ferrari e Colaussi. Técnico: Vitorio Pozzo.
HUNGRIA: Szabó; Polgár e Sandor Biró; Szalay, Szücs e Lázár; Sas, Vincze, Sárosi I, Zsengellér e Titkos. Técnico: Károly Dietz.
Gols: 1:0 Colaussi, aos 6; 1:1 Titkos, aos 8; 2:1 Piola, aos 16; 3:1 Colaussi, aos 35; 3:2 Sárosi, aos 70; 4:2 Piola, aos 82.
Árbitro
: Georges Capdeville (França). Assistentes: Augustin Krist (Tchecoslováquia), Hans Wüthrich (Suíça).
16 de julho de 1950 (15:00) - BRASIL 1:2 URUGUAI (0:0)

Local: Estádio Municipal do Maracanã, Rio de Janeiro. Público: 173.850 pagantes.
BRASIL: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvim e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir Menezes, Jair Rosa Pinto e Chico. Técnico: Flávio Rodrigues Costa.
George Reader
URUGUAI: Máspoli, Juan González e Tejera; Gambetta, Obdulio Varela e Victor Andrade; Ghigghia, Julio Pérez, Omar Miguez, Schiaffino e Rubén Moran. Técnico: Juan López.
Árbitro
: George Reader (Inglaterra). Assistentes: Arthur Ellis (Inglaterra), George Mitchell (Escócia).
Gols: Friaça, aos 47; Schiaffino, aos 64; Ghigghia, aos 77.
04 de julho de 1954 (17:00) - ALEMANHA 3:2 HUNGRIA

Local: Wankdorf Stadion, Berna. Público: 64.472 pagantes.
ALEMANHA: [1] Turek; [7] Posipal, [3] Kohlmeyer e [6] Eckel; [10] Liebrich e [8] Mai; [12] Rahn, [13] Morlock, [15] Ottmar Walter, [16] Fritz Walter e [20] Hans Schäfer. Técnico: Sepp Herberger.
HUNGRIA: [1] Grosics; [2] Buzánszky, [4] Lantos e [5] Bozsik; [3] Lóránt e [6] Zakariás; [11] Czibor, [8] Kocsis, [9] Hidegkuti, [10] Puskás e [20] Tóth.
Árbitro
: Bill Ling (Inglaterra). Assistentes:  Vincenzo Orlandini (Itália), Ben Griffiths (Gales).
Gols: Puskás, aos 6; Czibor, aos 9; Morlock, aos 11; Rahn, aos 18; Rahn, aos 84.
Bill Ling apitou a final de 1954
29 de Junho de 1958 (15:00) - BRASIL 5:2 SUÉCIA (2:1)
Brasil x URSS: Diante do árbitro francês Maurice Guigue, Bellini cumprimenta o capitão soviético Netto (Foto: Arquivo NetVasco)
Local: Raasunda Stadium, Solna. Público: 49.737 pagantes.
BRASIL: [3] Gilmar; [4] Djalma Santos, [2] Bellini, [15] Orlando e [12] Nilton Santos; [19] Zito e [6] Didi; [11] Garrincha, [20] Vavá, [10] Pelé, [7] Zagallo. Técnico: Vicente Feola.
SUÉCIA: [1] Svensson; [2] Bergmark, [14] Gustavsson, [6] Parling e [3] Axbom; [15] Börjesson e [4] Nils Liedholm; [7] Hamrin, [8] Gren, [9] Simonsson, [11] Skoglund. Técnico: George Raynor.
Árbitro
: Maurice Guigue (França).  Assistentes: Albert Dusch (Alemanha), Juan Gardeazábal (Espanha).
Gols: Liedholm, aos 4; Vavá, aos 9; Vavá, aos 32; Pelé, aos 55; Zagallo, aos 68; Simonsson, aos 80; Pelé, aos 90.
17 de Junho de 1962 (14:30) - BRASIL 3:1 TCHECOSLOVÁQUIA (1:1)

Local: Estádio Nacional, Santiago. Público: 69.000 pagantes.
BRASIL: [1] Gilmar; [2] Djalma Santos, [3] Mauro, [5] Zózimo E [6] Nilton Santos; [4] Zito E [8] Didi; [7] Garrincha, [19] Vavá, [20] Amarildo, [21] Zagalo. Técnico: Aymoré Moreira.
TCHECOSLOVÁQUIA: [1] Schrojf; [12] Tichý, [4] Novák, [3] Popluhár e [5] Pluskal; [6] Masopust e [8] Scherer; [17] Pospichal, [18] Kadraba, [19] Kvašnák e [11] Jelinék. Técnico: Rudolf Vytlacil.
Árbitro
: Nikolai Latichev (URSS). Assistentes: Robert Davidson (Escócia), Leo Horn (Holanda).
Gols: Masopust, aos 15; Amarildo, aos 17; Zito, aos 69; Vavá, aos 78.
30 de julho de 1966 (15:00) - INGLATERRA 4:2 ALEMANHA (1:1)

Local: Wembley Stadium, Londres. Público: 96,924 pagantes.
INGLATERRA: [1] Banks;[2] Cohen, [5] Jackie Charlton, [6] Bobby Moore e [3] Wilson; [4] Stiles e  [9] Bobby Charlton;  [16] Peters, [7] Ball,  [21] Hunt, [10] Hurst. Técnico: Alf Ramsey.
ALEMANHA: [1] Tilkowski; [2] Höttges, [5] Schulz, [6] Weber e [3] Schnellinger; [4] Beckenbauer e [12] Overath; [8] Haller, [9] Uwe Seeler, [10] Held e [11] Emmerich. Técnico: Helmut Schön.
Árbitro
: Gottfried Dienst (Suíça). Assistentes: Tofik Bachramov (URSS), Karol Galba (Tchecoslováquia).
Gols: Haller, aos 12; Hurst, aos 18; Peters,aos 78; Weber, aos 90; Hurst, aos 101; Hurst, aos 120.
21 de junho de 1970 - BRASIL 4:1 ITALIA (1:1)

Local: Estádio Azteca, Cidade do México. Público: 108.000 pagantes.
BRASIL: [1] Félix; [4] Carlos Alberto, [2] Brito, [3] Wilson Piazza e [16] Everaldo; [5] Clodoaldo e [8] Gérson; [7] Jairzinho, [9] Tostão, [10] Pelé e [11] Rivellino. Técnico: Zagallo.
ITALIA: [1] Albertosi; [2] Burgnich, [5] Cera, [8] Rosato e [3] Facchetti; [10] Bertini ([18] Juliano, aos 74), De Sisti e [15] Mazzola; [13] Domenghini, [16] Boninsegna ([14] Rivera, aos 84) e [11] Riva. Técnico: Ferruccio Valcareggi.
Árbitro
: Rudolf Gloeckner (Alemanha). Assistentes: Ruedi Scheurer (Suíça), Norberto Angel Coerezza (Argentina).
Gols: Pelé, aos 18; Boninsegna, aos 37; Gérson, aos 66; Jairzinho, aos 71; Carlos Alberto, aos 87.
07 de julho de 1974 (16:00) - ALEMANHA 2:1 HOLANDA (2:1)

Local: Munchen, Olympiastadion. Público: 75.200 pagantes.
ALEMANHA OCIDENTAL: [1] Maier; [2] Vogts, [4] Schwarzenbeck, [5] Beckenbauer e [3] Breitner; [16] Bonhof, [14] Hoeness e [12] Overath; [9] Grabowski, [13]Müller e [17] Hölzenbain. Técnico: Helmut Schön.
HOLANDA: [8] Jongbloed; [20] Suurbier, [17] Rijsbergen ([7] De Jong) aos 68, [12] Krol e [2] Haan; [3] Van Hanegem e [13] Neeskens; [16] Rep [16], [15] Rensenbrink ([10] Rene Van De Kerkhof) aos 46 e [14] Cruijff. Técnico: Rinus Michels.
Árbitro
: John Taylor (Inglaterra). Auxiliares: Ruiz Ramón Barreto (Uruguai) e Alfonso Gonzalez Archundia (México).
Cartão Amarelo: Vogts , Neeskens, Van Hanegem, Cruijff.
Gols: Neeskens (pênalti), aos 2; Breitner (pênalti), aos 25; Müller, aos 43’.
25 de junho de 1978 (15:00) - ARGENTINA 3:1 HOLANDA (1:0)

Local: Estádio Monumental de Nuñez, Buenos Aires. Público: 71.843 pagantes.
ARGENTINA: [2] Fillol; [15] Olguin, [7] Galván, [19] Passarella e [20] Tarantini; [6] Gallego,  [2] Ardiles ([12] Larossa), aos 65 e [10] Kempes; [4] Bertoni, [14] Luque e [16] Ortiz ([9] Houseman), aos 74. Técnico: César Menotti.
HOLANDA: [8] Jongbloed; [2] Poortvliet, [5] Krol, [22] Brandts e [9] Haan; [6] Jansen ([20] Suurbier), aos 72, [13] Neeskens, [11] Willy Van De Kerkhof e [10] Rene Van De Kerkhof; [16] Rep ([18] Nanninga), aos 59 e [12] Rensenbrink. Técnico: Ernst Happel.
Árbitro
: Sergio Gonella (Itália). Assistentes: Ramon Ruiz Barreto (Uruguai), Erich Linemayr (Áustria).
Cartão Amarelo: Ardilles, Larossa, Krol, Suurbier, Neeskens.
Gols: Kempes, aos 38; Nanninga, aos 82; Kempes, aos 105; Bertoni, aos 115.
11 de julho de 1982  (20:00) - ITALIA 3:1 ALEMANHA (0:0)

Local: Estádio Santiago Bernabeu, Madrid. Público: 90.000 pagantes.
ITÁLIA: [1] Zoff; [6] Gentile, [7] Scirea, [5] Collovati e [4] Cabrini; [3] Bergomi; [13] Oriali e [14] Tardelli; [16] Conti, [19] Graziani ([18] Altobelli), aos 7 ([15] Causio), aos 89 e [20] Paolo Rossi. Técnico: Enzo Bearzot.
ALEMANHA: [1] Schumacher; [20] Kaltz, [4] Karl Forster, [5] Bernd Forster e [3] Breitner; [15] Stieleke, [6] Dremmler ([9] Hrubesch), aos 62, [11] Rummenigge ([10] Hansi Müller), aos 70 e [2] Briegel; [7]Littbarski e [8] Fischer. Técnico: Juup Derwall.
Árbitro
: Arnaldo David Cezar Coelho (Brasil). Assistentes: Abraham Klein (Israel), Vojtech Christov (Tchecoslováquia).
Cartão Amarelo: Conti, Oriali, Dremmler, Littbarski, Stielike.
Gols: Paolo Rossi, aos 57; Tardelli, aos 69; Altobelli, aos 81; Breitner, aos 83.
29 de junho de 1986 (12:00) - ARGENTINA 3:2 ALEMANHA (1:0)

Local: Estádio Azteca, Cidade do México. Público: 114.600 pagantes.
ARGENTINA: [18] Pumpido; [9] Cuciuffo, [5] Brown, [19] Ruggeri e [16] Olarticoechea; [2] Batista, [12] Enrique, [14] Giusti e [10] Maradona; [7] Burruchaga ([21] Trobbiani), aos 89 e  [11] Valdano. Técnico: Carlos Bilardo.
ALEMANHA: [1] Schumacher; [14] Berthold, [6] Eder, [4] Karl Forster e [3] Brehme; [2] Briegel, [17] Jakobs, [8] Matthäus e [10] Magath ([20] Hoeness), aos 62; [19] Allofs ([9] Völler), aos 46 [11] Rummenigge. Técnico: Franz Beckenbauer.
Árbitro
: Romualdo Arppi Filho (Brasil). Assistentes: Erik Fredriksson (Suécia), Berny Ulloa Morera (Costa Rica).
Cartão Amarelo: Maradona, Enrique, Pumpido, Olarticoechea, Matthaus, Briegel.
Gols: Brown, aos 23; Valdano, aos 56; Rummenige, aos 74; Völler, aos 82; Burruchaga, aos 84.
08 de julho de 1990 (20:00) - ALEMANHA 1:0 ARGENTINA (0:0)

Local: Stadio Olimpico, Roma. Público: 76.603 pagantes.
ALEMANHA: [1] Illgner; [14] Berthold ([2] Reuter), aos 73, [4] Kohler e [6] Buchwald; [5] Augenthaler, [8] Hässler, [10] Matthäus, [7] Littbarski e [3] Brehme; [18} Klinsmann, [9] Völler. Técnico: Franz Beckenbauer.
ARGENTINA: [12] Goycoechea; [4] Basualdo, [20] Simon, [13] Lorenzo e [18] Serrizuela; [19] Ruggeri ([15] Monzon), aos 46; [21] Troglio, [17] Sensini e [10] Maradona; [7] Burruchaga ([6] Calderón), aos 53 e [9] Dezotti. Técnico: Carlos Bilardo.
Árbitro
: Edgardo Codesal Méndez (Mexico). Assistentes: Armando Pérez Hoyos (Colômbia), Michal Listkiewicz (Polônia).
Cartão Amarelo: Voller, Troglio, Maradona. Cartão Vermelho: Monzon, aos 65; Dezotti, aos 87.
Gol: Brehme (pênalti), aos 85.
17 de julho de 1994 (12:30) - BRASIL (3) 0:0 (2) ITÁLIA

Local: Rose Bowl Stadium, Pasadena. Público: 94.194 pagantes.
BRASIL: [1] Taffarel; [2] Jorginho ([14] Cafu), aos 21, [13] Aldair, [15] Márcio Santos e [6] Branco; [5] Mauro Silva, [8] Dunga, [17] Mazinho, [9] Zinho ([21] Viola), aos 106; [7] Bebeto e [11] Romário. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
ITÁLIA: [1] Pagliuca; [3] Benarrivo, [8] Mussi ([2] Apolloni), aos 34, [6] Baresi e [5] Maldini; [11] Albertini, [13] Dino Baggio ([17] Evani), aos 95 [14] Berti e [16] Donadoni; [10] Baggio e [19] Massaro. Técnico: Arrigo Sacchi.
Pênaltis: Baresi (perdeu), Santos (perdeu), Albertini (1:0), Romário (1:1), Evani (2:1), Branco (2:2), Massaro (perdeu), Dunga (3:2), Roberto Baggio (perdeu).
Árbitro
: Sandor Puhl (Hungria). Assistentes: Venancio Concepio Zárate (Paraguai), Davoud Fanaei (Irlanda do Norte).
Cartão Amarelo: Mazinho, Apolloni, Albertini, Cafu.
12 de julho de 1998 (20:00) - FRANÇA 3:0 BRASIL (2:0)

Local: Stade de France St.Denis. Público: 80.000 pagantes.
FRANÇA: [16] Barthez; [15] Thuram, [18] Leboeuf, [8] Desailly e [3] Lizarazu; [19] Karembeu ([14] Boghossian), aos 57, [7] Deschamps, [6] Djorkaeff ([4] Vieira), aos 74 e [10] Zidane; [17] Petit e [9] Guivarc’h ([21] Dugarry), aos 66. Técnico: Aimé Jacquet.
BRASIL: [1] Taffarel; [2] Cafu, [3] Aldair, [4] Júnior Baiano e [6] Roberto Carlos; [5] César Sampaio ([21] Edmundo), aos 73, [8] Dunga, [18] Leonardo ([19] Denílson), aos 46 e [10] Rivaldo; [20] Bebeto e [9] Ronaldo. Técnico: Zagallo.
Árbitro
: Said Belqola (Maroccos). Assistentes: Mark Warren (Inglaterra), Achmat Salie (África do Sul).
Cartão Amarelo: Deschamps, Karembeu, JúniorBaiano. Cartão Vermelho: Desailly, aos 68.
Gols: Zidane, aos 27; Zidane, aos 45; Petit, aos 93.
30 de junho de 2002 (20:00) - BRASIL 2:0 ALEMANHA (0:0)

Local: Yokohama Stadium, Yokoham. Público: 69.029 pagantes.
Pierluigi Colina: um dos melhores árbitros da história, apitou a final do mundial vencida pelo Brasil
BRASIL: [1] Marcos; [3] Lúcio, [4] Roque Júnior e [5] Edmílson; [2] Cafu, [8] Gilberto Silva,[15] Kleberson, [11] Ronaldinho Gaúcho depois ([19] Juninho Paulista) aos 84 e [6] Roberto Carlos; [9] Ronaldo depois ([17] Denílson) aos 89 e [10] Rivaldo. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
ALEMANHA: [1] Kahn; [2] Linke, [5] Ramelow e [21] Metzelder; [22] Frings, [19] Schneider, [8] Hamann, [16] Jeremies depois ([14] Asamoah) aos 76 e [17] Bode depois ([6] Ziege) aos 83 e [7] Neuville e [11] Klose depois ([20] Bierhoff) aos 73. Técnico: Rudi Völler.
Árbitro: Pierluigi Colina (Itália). Assistentes: Leif Lindberg (Suécia), Philip Sharp (Inglaterra).
Cartão Amarelo: Roque Júnior, Klose.
Gols: Ronaldo, aos 67; Ronaldo, aos 77.
09 de julho de 2006 (20:00) - ITÁLIA (5) 1:1 (3) FRANÇA (1:1)

Local: Olympiastadion, Berlim. Público: 69.000 pagantes.
ITÁLIA: [1] Buffon; [19] Zambrotta, [5] Cannavaro, [23] Materazzi e [3] Grosso;  [16] Camoranesi ([7] Del Piero), aos 86, [21] Pirlo, [8] Gattuso e [20] Perrotta ([15] Iaquinta), aos 61; [10] Totti ([4] De Rossi), aos 61 e [9] Luca Toni. Técnico: Marcello Lippi.
FRANÇA: [16] Barthez; [19] Sagnol, [15] Thuram, [5] Gallas e [3] Abidal; [6] Makelele, [4] Vieira ([18] Diarra), aos 56, [22] Ribéry ([20] Trezeguet), aos 100, [10] Zidane e [7] Malouda; [12] Henry ([11] Wiltord), aos 107. Técnico: Raymond Domenech.
Árbitro
: Horácio Elizondo (Argentina). Assistentes: Dario García (Argentina).
Cartão Amarelo: Zambrotta, Sagnol, Makelele, Malouda. Cartão Vermelho: Zidane, aos 110.
Gols: Zidane (pênalti), aos 7; Materazzi, aos 19.
11 de julho de 2010 (15:30) - ESPANHA 1:0 HOLANDA

Local: Soccer City Stadium, em Johannesburgo. Público: 84.490 pagantes.
ESPANHA: [1] Casillas; [15] Sergio Ramos, [3] Piqué, [5] Puyol e [11] Capdevilla; [16] Busquets, [14] Xabi Alonso ([10] Fábregas), aos 87, [8] Xavi e,[6] Iniesta; [18] Pedro ([22] Navas), aos 60 e [7] David Villa ([9] Fernando Torres), aos 106. Técnico: Vicente del Bosque.
HOLANDA: [1] Stekelenburg; [2] Van der Wiel, [4] Mathijsen, [3] Heitinga e [5] Van Bronckhorst ([15] Braafheid), aos 105; [6] Van Bommel, [8] De Jong ([23] Van der Vaart), aos 99, [7] Kuyt ([17] Elia), aos 71 e [10] Sneijder; [11] Robben e [9] Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk.
Árbitro
: Howard Webb (Inglaterra). Assistentes: Darren Cann (Inglaterra), Michael Mullarkey (Inglaterra).
Cartão Amarelo: Van der Wiel, Mathijsen, Heitinga, Van Bronckhorst, Van Bommel, De Jong, Robben, Van Persie, Sergio Ramos, Puyol, Capdevilla, Xavi e Iniesta. Cartão Vermelho: Heitinga
Gol: Iniesta, aos 116.
Fonte: site da CBF , Fotos Arquivo Alberto Helder, Futebol do Mundo e sua história

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Definida a pauta da 127ª Assembleia da IFAB

(Fifa.com)

Definida a pauta da 127ª Assembleia da IFAB
© Foto-net
A 127ª Assembleia Geral Anual da International Football Association Board (IFAB) será realizada no próximo dia 2 de março, em Edimburgo, na Escócia, sob a presidência da Federação Escocesa de Futebol.
Entre os itens da pauta, estará um esclarecimento sobre a interpretação da Regra 11 – Impedimento, após propostas do Departamento de Arbitragem da Fifa e do subcomitê técnico da própria Board. Este subcomitê é composto pelos respectivos diretores de arbitragem e/ou por especialistas da Fifa e das quatro federações de futebol do Reino Unido.
Outros assuntos em discussão serão o uso de sistemas eletrônicos de monitoramento de desempenho; a bola ao chão (Regra 8 – Início e reinício de jogo), após um pedido enviado pela Federação Dinamarquesa de Futebol; e um relatório de atualização sobre a Tecnologia na Linha do Gol, depois da implantação de dois sistemas na Copa do Mundo de Clubes da Fifa em dezembro de 2012, no Japão.
A IFAB também tratará de seus futuros processos de consulta e tomada de decisões, além de sua futura estrutura. A autorreforma da instituição foi uma proposta derivada da concordância da Fifa com alterações significativas em sua governança, apresentadas ao Comitê Executivo da entidade no fim de março de 2012 e, subsequentemente, no Congresso da Fifa em Budapeste, em maio do ano passado.
PS: Muito embora haja uma pressão muito forte da comunidade futebolística mundial, para que os membros do International Board promovam alterações nas Regras do Jogo de Futebol, Joseph Blatter, o presidente da Fifa já anunciou que para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, não haverá nenhuma alteração significativa. A única implementação com viabilidade  de ser utilizada na Copa, que será realizada em território brasileiro, será a bola com chip e nada mais.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Notícias do apito

Allan Costa Pinto
Héber Roberto Lopes deixou a Federação Paranaense de Futebol no ano passado.
Fifa indica árbitros A partir desta semana, os árbitros e assistentes que estão pré-selecionados para laborar na Copa das Confederações, entrarão no "olho do furacão". A Fifa destacou um contingente de observadores de arbitragem em diferentes partes do planeta, com a missão precípua de analisar os árbitros que estão inseridos no processo. Cada passo, cada palavra, bem como as tomadas de decisões no campo de jogo, por árbitros e assistentes, serão minuciosamente interpretadas, objetivando selecionar os melhores apitos em todos os quesitos. Traduzindo: A Fifa quer evitar "surpresas" desagradáveis, a exemplo do que aconteceu na África do Sul.
Quesitos exigidos (1)
Os quesitos exigidos de um árbitro de futebol pela Fifa são: o técnico, que versa sobre o conhecimento do árbitro em relação as Regras do Jogo de Futebol - (interpretação e aplicação correta). O físico, que mede a capacidade do árbitro de se deslocar durante a partida em baixa, média e alta velocidade e os inúmeros movimentos abruptos que são realizados O Psicológico, exibe o equilíbrio do árbitro nas tomadas de decisões nas diferentes situações que acontecem num jogo de futebol, incluindo as reclamações dos atletas, do banco de reservas, as insurreições dos técnicos na área técnica e, sobretudo, as milhares de vozes que ecoam das arquibancadas.
Quesitos exigidos (2)
Já o quesito tático, expõe o posicionamento do árbitro no campo de jogo. (Ex: a Fifa determina que para o árbitro ter a jogada e o assistente mais próximo do seu campo visual, ele deverá posicionar-se à esquerda da jogada e da bola). Ou seja, utilizar o sistema diagonal. Porém, quando sentir que a partida está tomando um norte diferenciado, deverá sair da posição original e como se apregoa nas entranhas dos homens de preto, ir buscar a jogada com forte presença física, com o intuíto de não perder as "rédeas" do prélio.
Quesitos exigidos (3)
Finalizando, a última exigência da entidade que controla o futebol no planeta é a vida social do árbitro, que inclui o seu dia a dia. Qual é a sua profissão, como é a sua convivência no local de trabalho, como se relaciona com a família, que tipos de ambiente ele frequenta, como se relaciona com a imprensa, os dirigentes, atletas, torcedores, que tipo de convivência tem com a federação de onde é originário, e, principalmente, como é o seu grau de relacionamento com os demais colegas de arbitragem.
Teste definitivo
O último teste determinado pela Fifa a confraria do apito no que tange a Copa das Confederações, que tem seu início no próximo mês de junho, no Brasil, acontecerá no mês de abril, em Assunção (Paraguai). Lá serão realizados os derradeiros testes físicos, técnicos, táticos, psicológicos e o exigente teste de inglês. Explico: (as súmulas serão preenchidas em inglês na Copa das Confederações). Quem não falar fluentemente, escrever e ler o idioma mais falado do planeta, mesmo aprovado nos demais testes será desligado.
Quem decide é a Fifa (1)
Dado a repercussão na coluna anterior sobre a possível redução da idade do árbitro de 45 anos para 42 na Copa da Rússia, informo que quem decide é a Fifa. A entidade já baixou de 50 para 45 e há quem defenda em Zurique onde é a sede da Fifa, reduzir para 42 anos.
Quem decide é a Fifa (2)
A decisão da Fifa está amparada em estudos científicos, que apontam que o envelhecimento das células, tecidos, fibras, neurônios, e, sobretudo, a visão do ser humano, tem início a partir dos 30 anos. E, a cada temporada, em função do modelo de vida que vive a humanidade nos tempo atuais, esse processo acentua-se ano após anos. Daí estar coberto de razão a CA/CBF, no processo de renovação que vêm sendo implementado no quadro nacional.
Quinteto de ouro
Embora a Fifa não admita publicamente, os árbitros Cuneyt Cakir (Turquia), Howard Webb (Inglaterra), Pedro Proença (Portugal), Ravshan Irmatov (Uzbequistão), Stephane Lannoy (França) e Wilmar Roldan (Colômbia), são considerados pela entidade internacional como o sexteto de ouro, não tanto para a Copa das Confederações, mas, principalmente para o Mundial de 2014. Acontece que Lannoy foi vitimado há poucos dias por uma contusão na panturrilha direita, quando dirigia Bordeaux x Paris Saint Germam e dependendo da gravidade da lesão, poderá frustrar o desejo dos homens que dirigem o futebol em âmbito planetário.
Quem será o apito do Brasil na Copa?
A resposta a esta pergunta deve surgir apenas no ano que vem, já que é norma da Fifa não indicar árbitros do País onde é realizada a Copa das Confederações. Mas, pelo andar da situação, a trempe, Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS) e Sandro Meira Ricci (Fifa/PE), vai disputar a cada partida que dirigirem a indicação para o mais importante torneio de futebol do mundo.
Catarinenses têm um mega-árbitro
Ao optar pela Federação Catarinense de Futebol para continuar sua carreira de árbitro Fifa, Heber Roberto Lopes, deu uma guinada de 360 graus na sua vida profissional. Digo isto porque, uma semana após anunciar o seu desligamento da Federação Paranaense de Futebol, foi convocado pela Fifa para voltar a fazer parte do processo pré-seletivo dos homens do apito, com vistas a Copa do Mundo. Logo a seguir, foi escalado pela Conmebol e suas atuações têm sido coroadas de êxito. Na última quinta-feira, dirigiu Olímpia (Paraguai) 2 x 0 Defensor (Uruguai), pela Libertadores e confesso que foi muito bom vê-lo com um corpo esguio, longelíneo e curvelíneo como manda a Fifa. A brilhante performance do indigitado árbitro tem a marca da sua esposa e do presidente da FCF, Delfim de Pádua Peixoto. Ao mudar de ares, o indigitado apito expôs o quanto a arrogância, a incompetência e o atraso que vicejam no futebol paranaense o atrapalharam.
PS: Antes de encerar esta coluna falei ao telefone com o maior árbitro do futebol brasileiro de todos os tempos, Carlos Eugênio Simon, hoje comentarista da Fox Sports. Perguntei ao gaúcho Simon, quem será o árbitro brasileiro na Copa. Simon, não tergiversou. Vuaden, Heber ou Sandro. Não tem outro, finalizou.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Árbitros assumem destaque em Roma

Os  árbitros estreantes tiveram a atenção merecida nos cursos de Inverno da UEFA, onde mostraram entusiasmo por se reunirem com os homólogos mais velhos e aperfeiçoarem capacidades.
por Mark Chaplin
de Roma


Árbitros assumem destaque em Roma
O árbitro francês Antony Gautier observa o treino dos árbitros assistentes adicionais em Roma©Sportsfile

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Os jogadores que participam na UEFA Champions League e na UEFA Europa League podem ser o centro das atenções, mas nunca se esqueçam que existe uma terceira equipe que dá o seu melhor para realizar exibições de grande nível – a equipe de arbitragem, que engloba o árbitro principal, dois árbitros assistentes, um quarto árbitro e dois árbitros assistentes adicionais (AARs), posicionados ao longo de cada linha de baliza.
Na  semana que passou, os principais árbitros europeus tiveram a possibilidade de mostrar as suas qualidades e prepararem-se para os próximos compromissos, de clubes e de seleções, nos cursos de Inverno da UEFA, realizados em Roma,  na Itália. Foi um treino impressionante, não só para os árbitros de elite como também para os estreantes na lista internacional da FIFA. Outro marco importante aconteceu com o primeiro convite para a reunião endereçado às principais árbitras europeias, algumas das quais vão marcar presença no UEFA Women's EURO 2013, na Suécia, em Julho.
Os árbitros esforçam-se por alcançar a melhor qualidade possível no trabalho e nos treinos. Receberam conselhos valiosos do Comitê de Arbitragem da UEFA, que engloba árbitros internacionais – muitos dos quais dirigiram jogos importantes a nível mundial – e uma equipe de peritos físicos de topo, liderada pelo preparador físico, Werner Helsen.
As sessões práticas incluíram uma abordagem reveladora e fascinante para muitos árbitros, à medida que assistiram a treino específico para árbitros assistentes adicionais, o que permitiu a alguns árbitros saberem como é trabalhar com o sistema, incluído nas Leis do Jogo no pelo Boar no ano que passou, e que atualmente é utilizado nas principais competições europeias de clubes.
Para além do programa de treinos práticos, os árbitros analisaram vídeos de situações de jogo das competições europeias, trocaram opiniões em sessões de grupo, submeteram-se a testes médicos e físicos, bem como um teste visual, e também foram capazes de conviver socialmente e trocar experiências e opiniões – tudo isso pode revelar-se de valor incalculável para futuros trabalhos.
Para as árbitras, em particular, a oportunidade de se deslocarem até Roma constituiu um momento histórico. A iniciativa da UEFA foi recebida com agrado por parte de árbitros e árbitras, e sublinhou a importância que a UEFA atribui à arbitragem feminina – resultado do enorme avanço que o futebol feminino, como um todo, tem registado nos anos mais recentes.
"Penso que tem sido uma experiência fantástica e, definitivamente, positiva pelo fato de nos reunirmos e aprendermos uns com os outros", disse Paula Brady, da República da Irlanda, ao UEFA.com. O futebol feminino está a crescer muito rapidamente em termos de popularidade e prestígio, e penso ser importante que a qualidade da arbitragem cresça igualmente ao mesmo ritmo. Cursos como este fornecem essa plataforma e ajudam os árbitros a darem mais passos rumo ao mais alto nível.
O curso de Inverno tem sido uma enorme experiência, acrescentou o espanhol Carlos Del Cerro Grande. "Esta é a minha primeira vez como árbitro FIFA. Permitiu-me passar tempo com os meus colegas e aprender muitas coisas sobre arbitragem. Foi uma experiência incrível. Conhecer colegas de outros países é interessante, porque ouvimos outros pontos de vista que podem ser diferentes dos nossos."
Parte do treino em Roma demonstrou o trabalho e a preparação realizada pelos árbitros assistentes adicionais, que desempenham papel crucial na ajuda ao árbitro em relação a lances junto à linha de golo, mas também em casos que ocorrem na área, como faltas e agarrões em livres e cantos. Foi pedido aos árbitros principais para se colocarem na linha de baliza e tomarem decisões que cabem aos AARs em situações específicas – de modo a saberem o que é tomar decisões em fracções de segundo e sob pressão.
O sistema pode apoiar o árbitro principal na tomada de decisões certas, disse Del Cerro Grande. É uma boa maneira de melhorar a arbitragem. Brady acrescentou: "Antes, ao serviço da FIFA, já tinha alguma experiência como árbitra assistente, mas isto foi algo novo – e as novidades são boas."

Fonte: Uefa.com

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Árbitros prontos para novos desafios

O curso de árbitros de Inverno da Uefa terminou com estes prontos para enfrentarem a segunda parte da época europeia de clubes e selecções, bem como o Uefa Women's EURO 2013, na Suécia.
por Mark Chaplin
de Roma
Árbitros prontos para novos desafios
Katalin Kulcsár (à esquerda) e Felix Brych comparam notas no curso de árbitros da UEFA, em Roma ©Sportsfile

Os principais árbitros europeus, incluindo o grupo de árbitras que vai dirigir os jogos do UEFA Women's EURO 2013, na Suécia, neste Verão, partem para a segunda metade da temporada com palavras de encorajamento – e a mensagem é que devem manter os padrões elevados que fazem dos árbitros europeus elementos respeitados por todo o mundo.
No 21º Curso Avançado para Árbitros de Topo da UEFA e no 22º Curso Introdutório para Árbitros Internacionais da UEFA, realizado em Roma esta semana, os principais árbitros tiveram a companhia dos estreantes na lista internacional da FIFA – e, pela primeira vez, participaram no curso de Inverno da UEFA árbitras de elite, reflexo da enorme evolução dada no futebol feminino nos últimos anos.
Ao longo de três dias em Itália, os árbitros foram submetidos a testes físicos e exames médicos no âmbito de um programa de treino alargado, realizando debates em grupo, assistiram a palestras dadas por membros do Comitê de Arbitragem da UEFA, participaram de sessões vídeo de análise de imagens devidamente preparadas de jogos da UEFA, da presente época e anteriores. O curso preparou os árbitros para as tarefas nas competições de clubes e selecções da UEFA que se avizinham – especialmente a aguardada fase final do Europeu Feminino, em Julho próximo.

A oportunidade para as árbitras se juntarem aos homólogos masculinos foi uma inovação recebida com agrado, ponto de vista destacado pela húngara Katalin Kulcsár, que vai estar presente no UEFA Women's EURO 2013, no Verão. "Todas nós apreciamos esta ocasião", disse ao UEFA.com. "É um novo desafio para nós estarmos aqui. É especial estar com os árbitros e partilhar experiências com eles."
Gostamos da ajuda que Werner Helsen [perito físico de árbitros da UEFA] e a sua equipa nos dão. Quando se começa a apitar, não é fácil descobrirmos por nós próprios como treinar bem – para isso é precisa a ajuda dos treinadores.
Seguem-se agora meses entusiasmantes para Kulcsár e a sua experiência em Roma, sem dúvida, vai mantê-la no bom caminho. Faço parte do grupo de árbitras escolhido para o EURO 2013, por isso o meu objetivo para este ano é estar em bom nível neste evento, disse. Aguardo com expectativa – e este foi um bom início para as preparações deste ano.
O árbitro alemão Felix Brych, elemento experiente ao mais alto nível europeu atualmente, fez eco da opinião unânime de que o curso de Inverno da UEFA foi a maneira ideal e estimulante para revisitar a primeira parte da campanha e planear as tarefas futuras. Encontramo-nos sempre a meio da época e isso fornece enorme motivação para os próximos jogos, e também refrescar os principais tópicos da arbitrage, explicou. Adoro vir aqui e reencontrar os meus colegas e também preparar os próximos jogos. É uma excelente oportunidade para partilhar experiências com árbitros do presente e do passado.
A UEFA também está a utilizar os árbitros assistentes adicionais (AARs) nas suas principais competições, após o sistema ter sido introduzido nas Regras do Jogo, no verão passado. O sistema está a provar o seu valor, com os árbitros assistentes adicionais posicionados ao longo da linha de baliza para ajudarem os árbitros principais a tomarem decisões em relação, principalmente, a incidentes registados na grande área. Uma característica fascinante das atividades em Roma foi uma sessão prática, na qual os árbitros ficaram a conhecer métodos de treino específicos que estão a ser utilizados para treinar AARs e melhorar os respectivos desempenhos.
Foi interessante estar ao lado das balizas, de modo a perceber o ponto de vista dos árbitros assistentes adicionais, disse Brych. Foi bom para mim alterar a perspectiva e ângulo de visão que tinha, e estou certo que isto me vai ajudar no decorrer dos jogos.
Nunca tinha estado nessa posição durante um jogo ou mesmo num treino – só tinha ouvido falar sobre isso, e certamente foi interessante observar o jogo a partir de um ângulo diferente, acrescentou Kulcsár.
O responsável pela arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina, desejou aos árbitros europeus o melhor dos sucessos no seu trabalho para a Primavera e o Verão. Estamos felizes por terem dado o máximo, disse. Estamos satisfeitos com as exibições das árbitras. A sua presença aqui é um marco para a UEFA.
Agora vamos enfrentar a parte mais importante da época, disse Collina aos árbitros. O vosso empenho tem sido notável. São profissionais, estão no topo do futebol. Têm que se orgulhar disso, mas também têm de ser responsáveis – e a UEFA está sempre pronta para vos apoiar.

Fonte: Uefa.com