segunda-feira, 18 de março de 2013

Só a tecnologia não basta



Na semana que passou, falei do conservadorismo da Fifa e do International Board, já que ambas têm se mostrado refratárias a mudanças nas Regras de Futebol, e sobretudo na implementação da tecnologia como forma de ajudar a arbitragem a dirimir lances que fujam do seu campo visual.

Diante disso, fui questionado a responder que outras tecnologias poderiam ser introduzidas como forma de ajudar a arbitragem a equacionar lances polêmicos, e, evitar os inúmeros transtornos a que são submetidos os árbitros quando lances dessa natureza acontecem.

A primeira, poderia ser o tira-teima, que consiste numa foto instantânea no momento da chegada de dois ou mais atletas, como aconteceu no Mundial de Osaka, no Japão, quando três atletas cruzaram a linha de chegada ao mesmo tempo, e os árbitros da prova tiveram que mudar duas vezes o nome da vencedora. Na ocasião, a jamaicana Verônica Campbell cruzou a linha de chegada três milésimos de segundos antes da americana Lauryn Willians e a decisão definitiva ocorreu após a análise de uma foto de instante final.

A segunda tecnologia vem do tênis, que desde 2006 utiliza um conjunto de câmeras ligadas a computadores que mostra o local exato onde abola quicou, tirando qualquer dúvida.

Outro exemplo, pode vir do automobilismo, onde sensores do diâmetro de um maço de cigarros emitem sinais que são captados por antenas instaladas no piso ao longo da pista, e determinam quem será o pole-position de um Grande Prêmio, como na Turquia, quando Felipe Massa fez uma volta mais rápida que o inglês Lewis Hamilton em 44 segundos.

Entendo que a tecnologia se usada de maneira ordenada, é de fundamental importância à arbitragem, mas não é a solução para equacionar os equívocos nas tomadas de decisões dos homens de preto, no campo de jogo.

Além da tecnologia, há mecanismos que poderiam ser de grande valia para melhorar as decisões do árbitro assim que a bola rola, como a profissionalização que caminha a passos lentos no Congresso Nacional, e, dificilmente terá um desdobramento que atenda os anseios da comunidade do apito.

Enquanto o acima escrito não acontece, resta aguardar que a Escola Brasileira de Árbitros de Futebol, agora sob a regência de Sérgio Corrêa da Silva, dê ênfase no aprimoramento da confraria dos homens da latinha, com instrutores de arbitragem de primeira linha e promova em caráter emergencial uma atualização dos árbitros que irão laborar nas competições da CBF nesta temporada.

PS: Em que pese o estado lastimável do gramado e a ausência de um projeto de requalificação do quadro de árbitros da Federação Parananense de Futebol, o desempenho do árbitro Fabio Filipus, no prélio Paraná Clube 2 x 2 Atlético/PR, foi ótimo.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Escolhido por exclusão


Evandro Rogério Romam, optou pela política a frente da secretaria Especial de Esportes do governo do Paraná. Heber Roberto Lopes, incompreendido e sem apoio da Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol (FPF), puxou o carro e foi apitar em Santa Catarina. Lá obteve novamente o reconhecimento de extraordinário árbitro que sempre foi, e, também recuperou sua vaga no processo pré-seletivo para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Tanto é verdade que, desde que anunciou sua saída da Federação Paranaense de Futebol, o indigitado árbitro é constantemente escalado pela Comissão de Arbitragem da Conmebol. No próximo dia 4 de abril, Heber participa de mais um Curso de Alto Nível da Fifa, em Assunção.
Curso que terá a presença da elite da arbitragem mundial, como Massimo Bussaca, o preparador técnico dos homens de preto da Fifa, do PhD do apito, Carlos Alarcón, o mais longevo membro do Comitê de Arbitragem da entidade que controla o futebol no planeta e presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol. Já Roberto Braatz, o melhor assistente brasileiro ao lado de Altemir Hausmann, parou por ter atingindo a idade limite de 45 anos imposta pela Fifa.
Sem Romam, Heber e Braatz, e sem um projeto de renovação no quadro de árbitros da FPF nos últimos anos, a Comissão de Arbitragem da Casa Gêneris Calvo, no ano em curso vem fazendo das tripas o coração, para equacionar a epidemia mortal de incompetência, que atinge o setor de arbitragem do Paraná e acredito deve estar contando os dias que faltam para terminar o atual campeonato paranaense.
Como Afonso Vitor de Oliveira não conseguiu revelar um único árbitro desde que assumiu o comando da confraria do apito paranaense, e não conseguiu indicar um único árbitro para o processo pré-seletivo de Asp/Fifa da CBF, em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013, não me surpreendi com a indicação de Fabio Filippus, para dirigir o clássico do domingo na Vila Capanema, entre Paraná Clube x Atlético/PR.
Sobretudo, após os lamentáveis episódios ocorridos na partida Londrina 0 x 1 Coritiba, na decisão do primeiro turno do atual campeonato, quando a arbitragem foi o centro das atenções e os erros crassos de interpretação e aplicação das Regras de Futebol, foram o foco da mídia esportiva paranaense e, por conseguinte, da nacional.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Nenhum árbitro é infalível

 Foto: Divulgação
A sequencia de erros grotescos protagonizados pela arbitragem nas competições da CBF, no atual campeonato paranaense, nos campeonatos estaduais que se desenvolvem pelo Brasil, e, em amplitude planetária, tem afetado sobremaneira a credibilidade do árbitro de futebol, e, colocado sob suspeita, a sua capacidade de interpretação e aplicação das Regras de Futebol.

O tema tem provocado inúmeras discussões e que mecanismos podem ser adotados no sentido de minimizar a escalada absurda de equívocos e, por extensão, diminuir a avalanche de prejuízos perpetrados a cada competição pela confraria do apito.

Muita gente tem opinado sobre as deficiências de árbitros e assistentes, mas a maioria, com raríssimas exceções, sobretudo a imprensa esportiva, é desprovida de conhecimento das regras, e, há até quem proponha soluções mirabolantes, para equacionar os problemas e as precárias qualidades dos juízes de futebol. Só que as mesmas pessoas que emitem juízo de valor a respeito da questão, não imaginam que as soluções não são tão fáceis assim, como elas pensam.

Qualquer experimento ou alteração nas Regras de Futebol, é imperativo a aprovação do International Board. Fundada em 1882, é a única entidade no planeta com poderes de autorizar experiências ou mudanças nas leis do jogo. Entidade que reúne-se uma vez por ano e é conhecida pelo seu conservadorismo. Conservadorismo, que até 1966 não permitia a substituição de atletas, mesmo em casos de contusão. Conservadorismo que provocou um dos maiores vexames numa partida de futebol no mesmo ano, na Copa do Mundo da Inglaterra, quando o árbitro alemão Rudolf Kleitlein, expulsou o meia Rattin, no prélio Argentina x Inglaterra. Naquela ocasião, o atleta platino se recusou a sair de campo, alegando questões de idioma, já que o árbitro o havia expulsado por conduta violenta.

Conservadorismo que foi rompido pela mente prodigiosa de Kenneth George Aston, professor, soldado, árbitro inglês, que mais tarde veio a se tornar presidente do Comitê de Árbitros da Fifa. Aston, que havia presenciado a lambança nominada, no itinerário de volta para sua casa no seu automóvel, ouvindo os comentários a respeito do fato, começou a elucubrar no que viu e numa idéia que solucionasse futuros imbróglios.

E sua sugestão levada ao Board e a Fifa, foi a implementação de um sistema universal que superasse as diferenças de idioma, com a feliz idéia de criar o cartão amarelo para advertência e o vermelho para expulsão, baseados nas cores do semáforo. Li e vi recente um documentário, que se Kenneth Aston o autor da proposta, não tivesse a mente magnifica que tinha e não fosse inglês, dificilmente a proposição teria sido aceita pelas entidades acima nominadas.

Quatro anos mais tarde, na Copa de 1970 no México, na abertura do Mundial entre URSS x México, aparecia pela primeira vez o cartão amarelo, pelas mãos do árbitro Kurt Tscherncher, e, posteriormente,  em outros jogos o cartão vermelho. Estava vencido o impasse do idioma e de desentendimentos, porém ficava, ainda com está até hoje, o problema do critério de aplicação dos cartões.

O Board em conjunto com a Fifa de maneira tímida, vem autorizando experimentos, inclusive admitindo a utilização da tecnologia como forma de auxílio aos árbitros, caso específico da bola com chip para saber se a pelota ultrapassou ou não a linha do gol. Tecnologia já confirmada para a Copa das Confederações em 2013, e no Mundial de 2014, no Brasil.

Porém, o futebol evoluiu estratosfericamente dentro do campo em diferentes sentidos, com os atletas atingindo uma performance extraordinária, enquanto a arbitragem parou no tempo. Pesquisa divulgada nesta semana em Cambrigde (Inglaterra), afirma que o cérebro humano demora 40 milésimos de segundos para interpretar e registrar cada nova imagem captada pelo olho. Diante do exposto, os cientistas afirmam que a presença da tecnologia no futebol como ferramenta para auxiliar a arbitragem a dirimir lances que fujam do seu campo visual, é imperativa.  

Foto: Uefa.com 

terça-feira, 12 de março de 2013

Árbitros brasileiros sofrem em teste e correm para não ficar fora da Copa

Luis Augusto Símon
Do UOL, em São Paulo

  • Ricardo Nogueira/Folhapress
    Árbitro Sandro Meira Ricci tem a chance de representar o Brasil na Copa-2014 Árbitro Sandro Meira Ricci tem a chance de representar o Brasil na Copa-2014

O Brasil, por ser país-sede, está garantido na Copa-14 sem necessidade alguma de participar de eliminatórias. Quando o assunto é arbitragem, porém, não há nenhuma certeza de que haverá um trio brasileiro entre os 32 que apitarão o Mundial.
O primeiro derrotado pelos testes físicos da Fifa foi o paulista Wilson Luiz Seneme, de 42 anos. O segundo foi o gaúcho Leandro Pedro Vuaden. A esperança e a responsabilidade estão com o mineiro Sandro Meira Ricci, da federação pernambucana, que será avaliado em abril, em Assunção, no Paraguai.
Ricci pega pesado na preparação para estar em forma na hora do teste. A participação do Brasil no quadro da arbitragem no Mundial em casa depende dele. Os próprios assistentes, que já passaram nos testes, dependem dele. Só um trio o país pode ter na Copa.
E a parte física é o que mais dificulta aos árbitros brasileiros. Mesmo entre os mais celebrados. Seneme é muito respeitado entre seus colegas.  Guilherme Ceretta de Lima, também árbitro paulista, conta que há um neologismo criado para definir o seu estilo. "Ele está sempre em cima do lance e sabe se impor aos jogadores. Quando um árbitro faz tudo certo, a gente diz que ele senemeou naquele jogo, é como se o cara tivesse gabaritado em um vestibular".
O reconhecimento é o que sobrou para Seneme, que não passou nos testes para 2014 e não terá outra oportunidade de apitar um Mundial, pois a Fifa limita a 45 anos a idade de seus árbitros. "Não tenho nada que reclamar. Sempre soube como seriam os testes e sempre soube que, se não passasse, ficaria de fora. Não houve supresas", diz, antes de lamentar a falta de profissionalização da arbitragem brasileira.
"Sou funcionário público estadual aqui em São Carlos, cuido da organização de Jogos Abertos e Jogos Regionais. Não é possível me dedicar apenas à arbitragem, não fiz uma preparação física ideal. Teria de ter começado aos 30 anos para passar agora, com 42. Pelo menos, fui reprovado na pista e não no campo", diz.
O teste não é fácil. Os árbitros precisam dar 20 tiros de 150 metros em 30 segundos cada um. Após um tiro, eles caminham mais 50 metros para o local da nova largada. Também tem 30 segundos para caminhar esses 50 metros. Então, se fazem um tiro de 150 metros em 25 segundos, passam a ter cinco segundos a mais de descanso. Independentemente de conhecimentos técnicos, Usain Bolt seria aprovado com louvor.

Veja como era e como ficou o teste físico para árbitros para Copa

  • Arte UOL
Seneme, não. No primeiro teste, realizado em setembro de 2011 em Zurique, na Suíça, ele deu apenas um tiro. "Estava sofrendo de fascite plantar, dores na sola do pé e fui reprovado. Em janeiro de 2012, em Assunção, consegui dar 12 tiros e parei. O teste é muito duro. É mais difícil do que para se manter no quadro da Fifa, que tem um descanso de 35 segundos, que ajuda muito", diz o árbitro.
Vuaden, que era o "reserva" de Seneme, também foi reprovado. Já os bandeirinhas Emerson Augusto de Carvalho e Alessandro Rocha foram aprovados. "Para mim, foi fácil. Fiz mais do que era necessário", diz Emerson Augusto de Carvalho. Ele se refere a 40 tiros de 75 metros, em 15 segundos cada um, no máximo. O descanso entre um tiro e outro é de 20 segundos.
Nem sempre os testes foram tão duros. Até 2002, os árbitros selecionados precisavam dar dois tiros de 150 metros, com 35 segundos de descanso e, em seguida, submeter-se ao teste de Cooper, correndo no mínimo 2.700 metros em 12 minutos. Em 2004, Angel Maria Villar, presidente da federação espanhola de futebol, assumiu a arbitragem da Fifa e pediu ao belga Werner Helsen que mudasse os testes. E, para as Copas de 2006 e 2010, os árbitros selecionados tiveram de dar 24 tiros de 150 metros, com um descanso de 35 segundos para caminhar os 50 metros.
Agora, em 2014, a quantidade dos tiros e de descanso diminuíram. Ao contrário do que possa parecer, ficou mais difícil. "São menos tiros, mas o descanso é bem menor. Esses cinco segundos a menos são terríveis", afirma Seneme.
A escolha dos árbitros brasileiros para a Copa não passa pela CBF. "A Fifa decide tudo, ela nem nos consulta", diz Aristeu Tavares, ex-presidente da comissão de arbitragem, que deixou o cargo no final de fevereiro de 2013, e, que, como assistente, participou da Copa de 2006.

EX-ÁRBITRO CARLOS EUGÊNIO SIMON PASSARIA 'COM O PÉ NAS COSTAS'

  • O gaúcho Carlos Eugênio Simon foi o escolhido pela FIFA para representar a arbitragem brasileira nas últimas três Copas. E considera inadmissível uma reprovação. "Olha, eu tenho 47 anos e passo nesses testes da FIFA. Sempre passei. Se a idade permitisse eu continuava apitando e disputaria com os outros para disputar outra Copa".
    Para ele, a força de vontade é fundamental. "Eu falei com o Vuaden que teria de fazer os três últimos anos valerem 30 e conseguir a vaga. É uma coisa que vale para sempre. Não adianta dizer que foi bom, que apitou aqui e ali. O que vale é a Copa. Antes de mim, só 12 brasileiros tiveram essa chance. É algo que fica para sempre, mas tem se deixar de lado a cervejinha, o salgadinho, a fritura, não pode ser sedentário, tem de treinar todo dia, tem de amar a carreira. Eu fiz tudo isso e tem idiota que diz que sou político. Isso não adianta, a FIFA é que manda".

    Para Simon, os árbitros sul-americanos são menos determinados. "Outro dia, o Pierluigi Colina (árbitro italiano que apitou a final da Copa de 2002 e a final da Olimpíada de 1996) me disse que a taxa de reprovação na Europa é zero por cento. Só na América é que tem esse choro. O teste é duro? É, mas se você quer entrar na história, tem de trabalhar bastante".
"Não posso dizer que me sinto triste porque dois árbitros nossos já foram eliminados, porque assumi em agosto de 2012 e não posso ser responsabilizado. O que eu sei é que a partir de 2013 todo árbitro brasileiro convidado para um curso, um congresso ou um torneio fora do país só comparece se for aprovado em um simulado realizado por aqui".
Aristeu explica que, mesmo que Sandro Meira Ricci ou Heber Roberto Lopes, seu reserva, forem aprovados, não é certeza de participação brasileira. "São aprovados 54 trios, que passam por análises detalhadas em quatro competições (Mundial sub-17, Mundial sub-20, Mundial Interclubes e Copa das Confederações). Só então, são definidos. Há uma tendência de o país-sede ser contemplado, mas não há uma certeza".
Paulo Camello é designado pela CBF para acompanhar o trabalho dos árbitros. "Os árbitros selecionados pela Fifa para fazer os testes recebem um caderno de encargos para se prepararem. Há uma série de exercícios que devem fazer antes dos testes e também de competições. Não deu certo para o Seneme e para o Vuaden e eu sofri muito com eles. Fizemos de tudo, mas como não há profissionalização no Brasil, os árbitros precisam se virar, precisam buscar um tempo extra para treinar. Fica na mão deles. O Sandro Meira Ricci está seguindo tudo o que a Fifa pede e ainda contratou um profissional particular muito bom. Ele vai passar", afirmou.
Enquanto se prepara para o teste, Sandro Meira Ricci é proibido de dar entrevistas. Aristeu permitiu - antes de sair do cargo - apenas que Roberto Patu, seu preparador físico, falasse com a reportagem. "O Sandro vai passar fácil. Ele não começou seu trabalho agora, temos uma parceria que começou há três anos, quando tinha algumas lesões. Hoje, além de árbitro, ele é um atleta", afirmou Patu.

A preparação física de Sandro Meira Ricci


  • Folhapress Sandro tem 38 anos e se submete a uma dura rotina de testes. "Ele trabalha seis vezes por semana, sendo que nós consideramos um dia de jogo como dia de trabalho. O trabalho diário é feito pela manhã ou no final da tarde e visa conseguir resistência aeróbia, anaeróbia lática, anaeróbica analática, potência e agilidade", explicou  o preparador físico Roberto Patu.
    Na prática, são corridas. Cíclicas e acíclicas. "Nós alternamos tiros de 10, 30 e 50 metros com tiros rápidos de um minuto ou dois minutos. Em outros dias, ele faz uma corrida longa de 30 ou 40 minutos. Também há exercícios de salto e para aumentar a força".

    Só isso? Não, tem mais. Ricci vai à academia três vezes por semana para exercícios de musculação. Tem acompanhamento de uma nutricionista e se submete à dieta de 2500 calorias diárias. "Está tudo sobre controle. Nos últimos três anos,ele nunca teve taxa de gordura acima de 10% e a Fifa permite 12%. Ele vai arrebentar nos testes de abril", afirma Patu. Se conseguir, será o 14º Arbitro brasileiro a participar de um mundial.
  • Fonte: UOL ESPORTES

segunda-feira, 11 de março de 2013

Notícias do apito

Missão cumprida (1)
Augusto Mafuz e Carneiro Neto, os expoentes do jornalismo esportivo paranaense, o Paraná Online, a Tribuna do Paraná, a Gazeta do Povo, a turma da 98FM, Cristhian Toledo, Marcelo Ortiz, Leonardo Mendes Júnior e a maior revelação do rádio esportivo do Paraná na atualidade, o brilhante comentarista, Guilherme de Paula e este colunista, cumprimos com a nossa missão, delatando o estado de pobreza qualitativa, que grassa no quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol (FPF).

Missão cumprida (2)

Pauperidade, que decidiu no apito o campeão do primeiro turno do campeonato paranaense. A partir de hoje, nenhum dirigente de clube que disputa o campeonato estadual, poderá alegar desconhecimento dos lamentáveis equívocos dos homens de preto da FPF no turno que passou e, por extensão, reivindicar melhores arbitragens, porque todos se calaram, sobretudo, os que foram vítima dos erros de arbitragem.

A Fifa está com a razão (1)

Há inúmeros questionamentos no mundo esportivo, principalmente na confraria do apito, sobre a redução do limite da idade imposto pela Fifa ao árbitro de  futebol. Percebendo a perda de capacidade visual do homem do apito e substanciada por estudos científicos, a entidade internacional iniciou um processo de redução na década de 90, para 48 anos. Posteriormente para 47, e mais recentemente, 45 anos. Embora a Fifa não fale abertamente, cogita-se para 2018 na Rússia, a idade de 42, e em 2022 no Qatar, 40 anos.  

A Fifa está com a razão (2)

Por ter dado ênfase em colunas pretéritas sobre o tema, tenho recebido em média de doze a vinte e-mails semanais, e muitos me questionam os motivos de a Fifa ter reduzido drasticamente a idade do árbitro de futebol de 50 anos para 45. Alegam os internautas,  que o homem do apito atinge a maturidade aos 45 anos e é um desperdício interromper sua trajetória.   

A Fifa está com razão (3)  

Diante da celeuma criada, fui buscar informações com quem conhece do assunto. E a resposta que recebi foi: A partir dos 40 anos, o cristalino (a lente interna do olho) perde a flexibilidade necessária para ajuste do foco. Com o aumento da idade, a incidência cresce e afeta praticamente 98.8% da população do planeta. A oftalmologia tipifica esse processo de presbiopia ou vista cansada, que significa a perda natural e progressiva da capacidade do olho humano em focalizar objetos de perto ou de longe. Além do exposto, vem aí nos próximos meses um estudo que está sendo desenvolvido pela União Européia, que versa sobre a capacidade do cérebro do ser humano em processar tomadas de decisões, o que deve substanciar ainda mais a decisão da Fifa, no quesito redução de idade ao árbitro.

Precursores do tema

É bom lembrar, que os primeiros estudos científicos sobre a capacidade e os movimentos do olho humano, no que diz respeito ao árbitro numa  partida de futebol, tem como pioneiros o médico espanhol Francisco Belda e os cientistas, Liqiang Huang da Universidade de Hong Kong, Anne Treisman, da Universidade Princeton, e Harold Pashler, da Universidade da Califórnia. Há mais de uma década, o quarteto em tela estuda o assunto e nas pesquisas realizadas, ficou constatado que todos os seres humanos são possuidores de uma fraqueza e tem dificuldades para captar movimentos de dois ou mais objetos ao mesmo tempo. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Futebol paranaense, um desfortúnio

 Foto: Jornal de Londrina

Quem foi a sede da Federação Paranaense de Futebol (FPF) ou assistiu pela Ó TV, as explicações  sem nexo  do diretor da comissão de árbitros da entidade, Afonso Vitor de Oliveira, sobre "os equívocos primários" de interpretação e aplicação da Regra XIV - Tiro Penal, perpetrados pelo árbitro Felipe Gomes da Silva, na partida decisiva do primeiro turno, entre Londrina x Coritiba, no domingo que passou, compreendeu porque o futebol do Estado do Paraná está mergulhado no lodo da mediocridade há sete anos ininterruptos.

Com declarações irônicas, agressivas em alguns momentos aos profissionais da imprensa que lá estavam e o público que o via pela TV, configurado  como e fosse "professor de Deus", Afonso Vitor, personificou com rara precisão durante quarenta minutos, a falta de educação e  o porquê da epidemia mortal de incapacidade que tomou da conta da comissão de arbitragem que dirige e, por extensão, do quadro de árbitros da FPF.

Ao afirmar que o árbitro agiu corretamente ao não assinalar pênalti do meia Robinho do Coritiba, que cortou a trajetória da bola dentro da área penal, aos dez minutos da primeira fase na partida acima nominada, Afonso Vitor, tenta desesperadamente "escamotear" a verdade do fracasso retumbante da sua administração a frente do setor do apito.  Ao afrontar a regra, é digno de censura por parte da Fifa e do International Board, responsáveis pela confecção e  manutenção das mesmas. Foi um acinte raríssimas vezes presenciado na sede da FPF.  
Punir o árbitro em tela por deslizes disciplinares, e por não ter assinalado penal em Arthur do coxa aos quarenta e sete da etapa final (pênalti que aconteceu) - foi uma forma não só de desviar a atenção para o retumbante insucesso do seu modelo de gestão, mas, também para que Afonso Vitor de Oliveira, possa circular livremente pela cidade de Londrina, onde reside, e adjacências sem ser “molestado” por ninguém. 

PS: Ad argumentandum tantum: Quem conviveu com Braulio Zanotto, Cel. Bruno Ribas, Jaime Nuldemann, Tito Rodrigues e Rubens Maranho (in memoriam), no comando do departamento de árbitros, só resta uma expressão: Dá pena, dá dó, do setor mais importante da Federação Paranaense de Futebol. Para se concluir que Afonso Vitor de Oliveira na atualidade do nosso futebol, é um dos equívocos no seu todo administrativo. Que saudades dos tempos áureos em que José Milani, Mota Ribeiro e Haroldo Alberge, comandavam a Casa Gêneris Calvo.  

quinta-feira, 7 de março de 2013

Perguntar não ofende

 Foto: Apito do Bicudo
Afonso Vitor e Nelson Lehmkhul
No final da tarde de ontem, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), anunciou que o  diretor da Comissão de Árbitros da entidade, Afonso Vitor de Oliveira, vai conceder entrevista a imprensa esportiva nesta tarde (7), às 14h, sobre os últimos acontecimentos (erros crassos de árbitros e assistentes), que envolveram a confraria do apito da Casa Gêneris Calvo, sobretudo os do último domingo, no prélio Londrina 0 x 1 Coritiba.

Pois bem, quero elencar aqui neste espaço aos brilhantes profissionais da mídia esportiva que comparecerão a nominada entrevista, se assim desejarem, algumas perguntas para serem feitas a Afonso Vitor. No horário estipulado pela FPF, estarei laborando na minha atividade policial, o que me impede de comparecer a indigitada entrevista.

1)    Por que há oito anos ininterruptos a frente da Comissão de Arbitragem da FPF, Afonso Vitor não conseguiu implementar um projeto de renovação no quadro de árbitros da entidade?

2)    Por que não foi elaborado um projeto gradativo de formação de árbitros promissores, através da Escola de Formação de Arbitragem, já que a  FPF formou nos últimos tempos (174 novos apitos), visando as substituições de Evandro Romam, Heber Roberto Lopes e Roberto Braaatz na Fifa?  Explico:  Em 2012, o Paraná perdeu as três vagas numa única tacada, e, não há ninguém a curto e médio prazo que preencha os requisitos exigidos pela CBF.

3)    Quais os motivos que impedem há cinco anos consecutivos, o futebol paranaense de indicar árbitros para o processo pré-seletivo de Asp/Fifa na CBF?  Informo: Em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013, a CA/CBF realizou testes e a Federação Paranaense de Futebol não apresentou candidatos porque não preenchia os requisitos básicos, exigidos pela Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol.  

4)    Por que foi escalado para um jogo de tamanha relevância  (Londrina x Coritiba), o árbitro Felipe Gomes da Silva, que desconhece a nossa realidade e não tem a mínima identificação com o futebol do Paraná? Explico: Afonso é morador há mais de três décadas na cidade de Londrina, e como poucos tinha conhecimento das nuances que poderiam acontecer na citada partida.

5)    Sabedor da ausência de qualidade que tem o quadro de árbitros da FPF, o que fez Afonso Vitor de Oliveira se calar e não se posicionar abertamente, para impedir que o melhor árbitro do futebol do Paraná, Heber Roberto Lopes, que está inserido no processo seletivo da Fifa para a Copa do Mundo de 2014,  fosse apitar em Santa Catarina?  Como explicar esta perda?

6)     Por que foi abolida a educação física do meio dos árbitros da FPF, já que é sabido que nem um professor de educação física eles têem?

7)    É comum a mídia nacional noticiar a cada temporada, que as federações, sindicatos e associações de árbitros de Alagoas, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte etc.... realizaram painéis, seminários ou congressos de arbitragem, visando o aprimoramento dos seus apitos. Por que a FPF e a associação dos árbitros, entidade que Afonso presidiu no período de 2005 a 2010 e a CA/FPF, que ele dirige desde o final de 2004, nunca realizaram nenhum dos eventos aqui mencionados?

8)    Qual é o futuro da arbitragem paranaense sob a regência de Afonso?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Epidemia mortal de incompetência

Felipe Gomes da Silva

Epidemia mortal de incompetência (1)
O Dicionário Aurélio define epidemia como doença que ataca ao mesmo tempo muitas pessoas da mesma terra ou região. Pensei nisso, ontem, observando o desfecho da lamentável arbitragem de Felipe Gomes da Silva (foto/Asp/Fifa/RJ), na partida decisiva do primeiro turno do campeonato paranaense, no estádio do Café, entre Londrina 0 x 1 Coritiba. A certeza que veio a mente, foi a de que os membros do quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol, estão contaminados pelo virus da incompetência.
Epidemia mortal de incompetência (2)
Incompetência que impede árbitros e assistentes de dicernir adequadamente se foi falta, não foi, se foi pênalti, não foi, se é infração para cartão amarelo ou não. Se está na mesma linha ou não, se está ou não impedido. Incompetência que está disseminada a partir da Comissão de Arbitragem da FPF, que há oito anos consecutivos não consegue revelar um árbitro ou assistente. Incompetência que tomou de assalto Afonso Vitor de Oliveira e seus congêneres, e há cinco anos consecutivos não conseguem indicar um árbitro para o processo pré-seletivo de Asp/Fifa da CBF.
Epidemia mortal de incompetência (3)
Incompetência explicitada na ausência de um projeto de formação de futuros árbitros, visando a substituição de Evandro Rogério Romam, Heber Roberto Lopes e Roberto Braatz junto a Fifa no ano que passou. Incompetência que alijou o futebol paranaense não só do quadro internacional, como também sem opções a curto e médio prazo. Traduzindo: Num único ano por incompetência e falta de planejamento, o setor do apito da FPF perdeu as três vagas no quadro de arbitragem da Fifa, o que configura num inedetismo sem precedentes no futebol brasileiro e quiçá no futebol mundial.
Epidemia mortal de incompetência (4)
Incompetência que não permitiu ao árbitro Felipe Gomes, assinalar pênalti aos dez minutos da primeira fase em desfavor do Coritiba, quando Robinho cortou a trajetória da bola dentro da área penal e o indigitado árbitro nada marcou. Incompetência que se acentuou, quando vários atletas de ambas as equipes, praticaram jogo brusco grave, o que significa utilizar de força bruta e desproporcional em alguns lances, sob os olhares omissos e coniventes de Gomes. Incompetência, acrescentada de uma "pipocada" do citado árbitro, aos quarenta e sete minutos da etapa final, quando o atacante Arthur do Coritiba, foi "trucidado" dentro da área penal e FELIPE GOMES DA SILVA (ASP/FIFA/RJ), mandou seguir o jogo como se nada tivesse acontecido.
Epidemia mortal de incompetência (5)
Incompetência incontrolável, que continuará com o continuísmo de Afonso Vitor de Oliveira a frente da direção dos homens de preto e estará a mostra a partir do próximo final de semana, quando inicia o segundo turno do campeonato paranaense. Pergunto: cadê o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF) Helio Curi, que a tudo vê e não se manifesta em defesa dos interesses dos clubes filiados a entidade que preside? Onde está Roberto Braatz, eleito presidente da Associação dos Árbitros, com o discurso da mudança e é conhecedor da decadência do futebol do Paraná e, sobretudo, do quadro de árbitros da entidade e nada diz a respeito da catastrófe que está em curso?
Observador ilustre
Pierluigi Collina, foi designado como observador de arbitragem naquele que está sendo denominado o jogo do ano na Europa. Manchester Unidet x Real Madri, na próxima quarta-feira (7 ), competição válida pela Champiosn League, no Old Trafford. Um enquete realizada no final de semana com possíveis árbitros deste choque, apontou que muitos irão transpirar frio antes de entrar no campo de jogo.
Lista definitiva da Fifa
Sites e comentaristas de arbitragens de diferentes regiões do planeta, elucubram e divulgam a cada semana que passa, diferentes listas dos prováveis árbitros e assistentes que poderão ser escolhidos pela Fifa, para a Copa de 2014 no Brasil. Questionado sobre o tema durante a 127ª reunião do International Board no último sábado (2 ), em Edimburgo (Escócia), Joseph Blatter, presidente da Fifa, afirmou: Estamos buscando e observando minuciosamente os melhores na modalidade, mas a decisão só virá em março do ano que vem. Traduzindo: Ninguém está assegurado.
Heber apita no México
Desprezado pela Federação Paranaense de Futebol, o árbitro Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), foi escalado pela Conmebol na quinta-feira (7), para apitar Toluca (México) x Barcelona (Equador), competição da Taça Libertadores da América.

sábado, 2 de março de 2013

Board concorda em ampliar processo de consulta


Board concorda em ampliar processo de consulta
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Sob a presidência de Campbell Ogilvie, máximo dirigente da Federação Escocesa de Futebol, a International Football Association Board (IFAB) realizou sua Assembleia Geral Anual (AGA) neste sábado, 2 de março, no Hotel Balmoral de Edimburgo.
No Congresso da FIFA de 2011, a IFAB recebeu a solicitação de realizar uma "autorreforma" como parte das propostas de alteração do processo de governança da FIFA. Após esse pedido, ocorreu uma extensa e detalhada revisão, que envolveu as quatro federações de futebol britânicas (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, fundadoras da Board) e a FIFA.
Apesar de a composição da entidade permanecer inalterada, foi acordado que é necessário um maior grau de consultas em relação ao futebol para conformar e melhorar o processo de tomada de decisões, e para proporcionar maior transparência. No último dia 26 de fevereiro, os secretários-gerais das seis confederações que formam a FIFA participaram da apresentação das propostas em Zurique (Suíça), que serão apresentadas no Congresso da FIFA de 2013, a ser realizado entre os próximos dias 30 e 31 de maio nas Ilhas Maurício.
Para ampliar o processo de consulta, a IFAB concordou com a criação de dois comitês consultivos: um Comitê Técnico, composto por especialistas em arbitragem de todo o planeta, e um Comitê de Futebol, formado por aproximadamente 20 ex-jogadores e técnicos, treinadores em atividade e diretores técnicos da FIFPro e das confederações.
Para que haja maior transparência, as propostas também incluem o apoio adicional de uma secretaria executiva, que prestará contas ao secretário-geral da FIFA. Isso significa também que a IFAB terá uma imagem distinta, com uma plataforma externa na internet que detalhe todas as atas, os cronogramas das decisões, o progresso de cada consulta ou projeto-piloto e a argumentação para a rejeição de qualquer proposta.
A IFAB também recebeu um relatório sobre o andamento do projeto da Tecnologia da Linha do Gol (TLG) desde sua histórica decisão de adotá-la em uma reunião especial no dia 5 de julho do ano passado. O encontro deste sábado também definiu que a decisão de permitir a repetição das imagens de incidentes relacionados à linha do gol nas transmissões televisivas e nos telões dos estádios será tomada de forma independente pelos organizadores de cada competição.
Ainda em relação à TLG, a IFAB determinou que os organizadores das competições devem ter autonomia para decidir se querem usar a tecnologia em jogos específicos ou em todas as partidas de um torneio.
Entre os itens da pauta estava também o uso de sistemas eletrônicos de monitoramento de desempenho. A Board se comprometeu em criar um grupo de consulta formado por médicos, técnicos, ex-jogadores e integrantes do Subcomitê Técnico da própria instituição para analisar essa questão mais a fundo.
Em relação às Regras do Jogo, a IFAB aprovou o esclarecimento da redação da Regra 11 –Impedimento e interpretação das Regras do Jogo. A Board reconheceu que a construção da frase "interfering with an opponent/gaining an advantage" ("obstruir um adversário/obter vantagem") não é suficientemente clara. A nova redação aprovada para a regra pode ser encontrada na pauta no FIFA.com (confira a página em inglês indicada abaixo).
Também foram revisados relatórios curtos sobre os árbitros assistentes adicionais e sobre a decisão do ano passado de permitir um período não obrigatório de testes do uso de véus por jogadoras muçulmanas, que diz respeito à Regra 4 – O equipamento dos jogadores. A IFAB reiterou que a decisão final sobre o tema será tomada na AGA de 2014.
Por último, a proposta de revisão da Regra 8 – Início e reinício de jogo (bola ao chão) foi adiada para a realização de consultas adicionais. Uma nova proposta será apresentada na AGA do ano que vem. Também foi acordada a criação de um grupo de trabalho para estudar por completo as Regras do Jogo, esclarecendo-as onde for necessário.
As emendas às Regras do Jogo aprovadas neste sábado pela IFAB entrarão em vigor no próximo dia 1º de julho de 2013.
A 128ª Assembleia Geral Anual da entidade será realizada em Zurique entre 28 de fevereiro e 2 de março de 2014.

sexta-feira, 1 de março de 2013

GoalControl é licenciada pela Fifa

(Fifa.com)
GoalControl é licenciada pela FIFA
A empresa alemã GoalControl GmbH, com sede na cidade de Würselen, recebeu licença da FIFA para a sua tecnologia da linha do gol "GoalControl-4D". O sistema funciona com 14 câmeras de alta velocidade dispostas pelo campo e direcionadas para cada uma das metas. A posição da bola é contínua e automaticamente registrada tridimensionalmente (coordenadas X, Y e Z), assim como as proximidades da linha do gol. Quando a bola ultrapassa completamente a linha, a unidade de análise central envia em menos de um segundo um sinal codificado para o relógio receptor do árbitro. O GoalControl-4D funciona com traves e bolas normais.

Em fevereiro de 2013, foram realizadas com sucesso baterias de testes na Düsseldorfer Esprit-Arena e na Veltins-Arena de Gelsenkirchen. Agora, a GoalControl GmbH e a FIFA fecharam contrato de licença.
A GoalControl também participará da licitação para fornecer a tecnologia da linha do gol na Copa das Confederações da FIFA 2013 e na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.