domingo, 28 de julho de 2013

Projetos dormem no Congresso: Árbitros

 Foto: Anaf


Anunciada pela Anaf – Associação Nacional de Árbitros de futebol, com pompa e com a ”boa vontade” do ministro do Trabalho e  Emprego, a profissionalização do árbitro de futebol no Brasil, empacou de vez, em Brasília.
Para o leitor entender o imbróglio, em 1990, o então deputado federal Nelson Jobim, apresentou o Projeto de Lei 5.578, que recebeu em 1993, apenso do deputado José Tomaz Nonô de nº 4.252. Ambos os projetos tiveram como mote a regulamentação da profissão do árbitro de futebol, no entanto, por falta de representatividade e de interesse dos árbitros foram arquivados.
Em 2000, os projetos foram desarquivados, mas como os representantes da categoria dos homens de preto não se manifestaram sobre o assunto, a situação ficou no mesmo lugar. No ano de 2001, o Senado Federal apresentou um novo projeto, que, posteriormente, tomou corpo como Projeto de Lei 6405/2002 na Câmara dos Deputados, que se somou ao Projeto de Lei nº 6.212/2005, apresentado pelo deputado Fernando Sabino, com breve justificativa que tratava do reconhecimento legal da profissão do árbitro de futebol.
De lá para cá, aqueles que estiveram a frente do comando da Anaf, pouco ou nada fizeram no sentido de dar provimento na votação definitiva de um projeto, que a nosso ver, seria de fundamental importância ao futebol. Se aprovada, a profissionalização proporcionaria ao profissional do apito se dedicar exclusivamente a arbitragem e aprimorar diariamente os quesitos técnicos, táticos, físicos e psicológicos, e com isso minimizar os erros nas tomadas de decisões no campo de jogo - (interpretação e aplicação das Regras de Futebol).
PS: Entendo que o árbitro de futebol deveria ser profissional como são os atletas, os técnicos, os preparadores físicos e outros membros que laboram no esporte das multidões. E, como contribuição à comunidade do apito brasileiro, sugiro que antes de qualquer iniciativa na profissionalização do árbitro de futebol em nosso País, a Anaf e seus representantes façam uma consulta a International Board, organismo sob a jurisdição do Reino Unido, que é contrária a profissionalização do árbitro de futebol. 

domingo, 21 de julho de 2013

Notícias do apito

Plano alinhado

O plano de trabalho elaborado pelo árbitro, assistentes e quarto árbitro é um dos aspectos mais importantes para o sucesso de uma ótima arbitragem. E isso deve ocorrer com antecedência de duas horas antes do início do jogo, no vestiário, quando o árbitro e sua equipe definem os procedimentos, a dinâmica e sinais que serão utilizados pela arbitragem durante a partida, de maneira a prevenir incidentes e evitar marcações confusas e divergentes entre os membros do apito.


Gostei de ver

Criciúma/SC 2 x 1 Grêmio/RS, no sábado que passou,  foi a primeira vez neste Brasileirão, que observei um plano de trabalho sincronizado entre o quarteto de arbitragem. Felipe Gomes da Silva (Asp/Fifa/RJ) e os assistentes Bruno Boschilia e Luiz Henrique Renesto, ambos da Federação Paranaense de Futebol, exibiram uma sintonia nas tomadas de decisões (interpretação e aplicação nas Regras de Futebol), sem deixar um mínimo de resquício para qualquer contestação de nenhuma equipe.


Trabalho conjugado

Plano de trabalho que teve seu ápice confirmado, na brilhante participação do assistente Bruno Boschilia (Asp/Fifa/PR), no lance que originou a expulsão do atacante Vargas, do Grêmio, que desferiu um pontapé nas costas do  atleta Amaral, do Criciúma, aos oito minutos da etapa final -  (conduta violenta, que aconteceu com a bola fora de jogo e fugiu do campo visual do árbitro central).


Comunicação perfeita

Assim que vislumbrou o lance em tela, Boschilia não se omitiu e acionou Felipe Gomes, via ponto eletrônico e também da bandeira eletrônica (sinal bip), que é um sinal complementar que só deve ser usado pelo assistente, quando necessário, para atrair a atenção do árbitro, nos impedimentos, (faltas que escapem do campo visual do árbitro), arremessos laterais, tiros de canto e de meta em situações difíceis. Foi a melhor arbitragem exibida até o momento neste Brasileirão. Nota, 10.


Emerson vai longe

Outra arbitragem que me chamou a atenção, foi a de Emerson de Almeida Ferreira/MG, no prélio, Paraná Clube/PR 4 x 0 América/RN. Em que pese o estado do gramado totalmente encharcado e o placar dilatado, o indigitado árbitro não diminuiu o ímpeto e manteve a mesma toada do primeiro ao último minuto.   


Estudos profundos

Me perguntaram há poucos dias, os motivos do sucesso da arbitragem na Premier League, na Inglaterra. Fui buscar informações a respeito do assunto e me deparei com vários programas de formação e aprimoramento, que são desenvolvidas pela The FA e a Premier League. Um dos projetos abre espaço para adolescentes aos 14 anos idade, iniciarem seus conhecimentos sobre as Regras de Futebol e logo a seguir passam por várias etapas até se tornarem árbitros profissionais. 


Um projeto a ser copiado

Imagine você leitor, se um projeto dessa magnitude fosse desenvolvido pela CBF em parceria com as federações estaduais, as secretarias municipais e estaduais de esporte, quantos adolescentes/jovens deixariam de ser aliciados pelo crime organizado? Quantas vidas seriam poupadas? Já imaginaram o universo de famílias, que não seriam destruídas pelo álcool, maconha e pelo crack?


Trabalho de grandeza

O outro projeto, é o Programa Nacional de Desenvolvimento do árbitro, criado em 2011, para jovens apitos na faixa etária de 18 a 25 anos, onde o árbitro é submetido a diferentes processos de progressão e seu desenvolvimento é  acompanhando por especialistas sobre as Regras de Futebol. Quando então,  aqueles que atingem o cume desse projeto, são designados para atuarem na Premier League e ato contínuo, indicados para o  teste seletivo da Fifa.


Publicidade selecionada

No dia 30 de novembro de 2001, a Fifa anunciou que os árbitros de futebol de todo o planeta, a partir daquela data poderiam exibir publicidade em suas camisas. A propaganda só poderia ser mostrada nas mangas das camisas, não sendo permitidos anúncios de cigarros, álcool, cassino ou materiais racistas ou imorais. Na mesma circular a Fifa informou, que o montante financeiro obtido com a publicidade na camisa dos apitadores, deveria ser revertido no aprimoramento e desenvolvimento da qualidade da arbitragem e, se possível, na  profissionalização dos árbitros.


Ingleses sabem o que fazer  

Na Inglaterra, o contrato celebrado  com  a empresa que cede a indumentária dos homens de preto e o patrocínio que é estampado na manga das camisas, é revertido na sua totalidade para a confraria do apito. Na Itália, a multinacional que exibe sua logomarca na manga da camisa do quarteto de arbitragem, cede uniforme completo, meia, bermuda, camisa, chuteira, tênis, agasalho e inclusive terno para o dia do jogo. E, por último, uma verba para cursos de requalificação da arbitragem. Mais recentemente, os árbitros portugueses celebraram um contrato milionário em dinheiro vivo, uniforme completo e já se fala por lá na construção de um Centro de Treinamento para os apitos lusitanos.     


Qual seria o custo?

Diante do exposto, pergunto: Qual é o valor do contrato da logomarca que é postada na manga da camisa dos árbitros que apitam a Copa do Brasil e as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro da CBF? Qual é a quantia  celebrada no contrato que é repassada para o aprimoramento da arbitragem nacional? Quem fiscaliza o contrato e o repasse do dinheiro arrecadado? Quanto é pago pela empresa que exibe sua logomarca nas meias, nas bermudas e nas camisas dos apitos brasileiros, que laboram nos campeonatos da CBF?  Com a palavra a Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol.
Divulgação
 PS (1): Em 1938, o International Football Association Board (IFAB) - formatou as 17 Regras de Futebol e desde então, já recebeu milhares de proposições para   diminuir ou aumentar o número das leis que regem o futebol dentro das quatro linhas. Porém, o Board, tem permitido alguns ajustes nas regras, mas tem se mostrado reticente em  extinguir ou criar novas regras no esporte das multidões.  

 PS (2): Atlético/PR 1 x 1 Corinthians, na Vila Capanema, com um gramado em péssima condições, teve vários lances que geraram discussões. De acordo com as Regras de Futebol, houve dois penaltis não assinalados. Um em favor da equipe do Parque São Jorge, quando o meia Ibson foi empurrado dentro da área penal. O outro, em favor do rubro-negro da Baixada, quando o zagueiro Paulo André do Corinthians, movimenta sua mão na direção da bola. Disciplinarmente, dado a forte chuva e as condições lastimáveis do campo de jogo, o árbitro foi bem. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Notícias do apito

Perto do impossível
                             
                             Foto: Divulgação
São tantos jogos por semana no futebol brasileiro, que é praticamente impossível a CA/CBF analisar o desempenho da arbitragem nas diferentes competições da entidade. Se fosse observada a seqüencia de erros nas tomadas de decisões da arbitragem, sobretudo dos árbitros e assistentes, certamente muitos deles ficariam um bom período sem atuar. Mas não é isso que ocorre, pois mesmo cometendo equívocos repetitivos, às vezes primários, na semana seguinte, aqueles que afrontaram as Regras de Futebol são colocados no sorteio, o que é um "prestigiamento" equivocado da Comissão de Arbitragem e principalmente um prêmio à impunidade. Essa é mais uma das inúmeras causas do fraquíssimo nível demonstrado pelos nossos apitos, no Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e demais torneios patrocinados pela CBF. Some-se ao aqui exposto, a baixíssima qualidade das pessoas que compõe as comissões de arbitragem das federações estaduais, e, a presença de alguns assessores de arbitragem que nunca apitaram uma partida de futebol de pelada, mas, com a maior cara de pau ostentam com "galhardia" carteirinha da CBF, e inclusive, ocupam locais privilegiados nos estádios de futebol, o que "apequena" uma função tão importante, daquele que tem a missão de avaliar a arbitragem de acordo as Regras de Futebol.

Ensinando e ganhando cachê
A oitava rodada do Campeonato Brasileiro, traz as presenças de Afonso Vitor de Oliveira, ex-árbitro e atual presidente da comissão de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, de Antonio Pereira da Silva, ex-árbitro da Fifa e neste momento presidente da CA/CBF, de Sérgio Corrêa da Silva, ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol e agora investido como diretor da escola de árbitros da CBF e de Jose Mocelin, ex-árbitro da Federação Gaúcha de Futebol, instrutor da CBF e da Conmebol, como assessores de arbitragem. O quarteto em tela, além de possuir notório conhecimento sobre as Regras de Futebol, dada a trajetória brilhante de cada qual como árbitro, enobrecem a importantíssima função de assessor de arbitragem, e nos dá a certeza de que as avaliações que realizarão, serão justas, equilibradas e tecnicamente corretas, o que constitui elevado ponto de estímulo aos membros da arbitragem que foram escalados nessa rodada.

Presidente é destaque negativo
A presença do presidente da Anaf - Associação Nacional de Árbitros de Futebol, Marco Antonio Martins, que ainda não decidiu o que é mais importante, se a entidade que preside ou alguns trocados que recebe como assessor, é o fato negativo que mais provoca questionamentos neste do momento. Explico: Martins, foi eleito presidente da Anaf, com a promessa de fazer o que os seus antecessores deixaram de fazer à categoria do apito nacional. No entanto, após deixar a arbitragem por ter atingido a idade limite de 45 anos, ao invés de cumprir o prometido quando em campanha a presidência da entidade dos homens de preto, optou em exercer de forma incompatível a direção da Anaf e a função de assessor de arbitragem, o que é no mínimo antiético.

Presidente é destaque negativo (2)
Quando escalado nas competições da CBF como assessor de arbitragem pela CA/CBF, Marco Antonio, é obrigado a relatar no seu relatório que posteriormente é repassado a Comissão de Árbitros da entidade, com objetividade e fidelidade os acontecimentos positivos e negativos envolvendo o árbitro, os assistentes, o quarto árbitro e também os árbitros adicionais que ficam postados atrás das metas. Pergunto: Como assessor, Martins, se houver equívocos da arbitragem é impelido a bancar o dedo - duro e relatar os erros. Posteriormente, se acontecer como já aconteceu de um dos membros da arbitragem ser execrado na mídia ou algo similar, a entidade que tem seu comando, sai em defesa daquele que o presidente da Anaf "espinafrou" no seu relatório. É uma situação que fere a ética na sua essência.

Juventude no jogão
Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), o árbitro de Atlético/PR x Corinthians/SP, no próximo domingo na Vila Capanema, é o mais jovem apito brasileiro a ostentar o escudo da Fifa, ressalto porém, que apesar da sua jovialidade suas atuações tem sido satisfatórias, e, cito como exemplo, a primeira partida decisiva da Recopa Sul-americana, entre São Paulo/SP x Corinthians/SP. Oxalá, Marques reprise em solo paranaense, as brilhantes atuações que vem norteando sua carreira como árbitro nacional e internacional.

Projeto fantasma
O projeto da profissionalização da arbitragem anunciado pela Anaf, pelo jeito esfriou e não se tem nenhuma notícia há vários dias de qualquer movimento na direção de que algo irá acontecer. Com o Congresso Nacional em ebulição diante da crise econômica, os parlamentares em recesso e a crescente onda de manifestações que vem acontecendo em todo o País, e com uma pauta já definida previamente até o final do ano em curso pelos parlamentares que compõe Senado Federal, os laivos apontam de que se algo vier a acontecer, acontecerá só em 2014. Aliás, o que este colunista duvida.

Simon com a bola toda
O Voz do Apito, um dos vários sites especializados em arbitragem, realizou pesquisa junto a confraria do apito brasileiro, com o objetivo de saber quem a categoria dos homens de preto gostaria de ver a frente da CA/CBF. A resposta foi: Em primeiro lugar, o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon (foto), com 28% dos votos. Em segundo lugar, o ex-arbitro e instrutor da Conmebol, Salvio Spínola Fagundes Filho. Diante da pesquisa, liguei para Simon e perguntei a ele qual era a sua posição sobre o fato. Com uma verve extraordinária e extrema humildade, o mais laureado árbitro do futebol pentacampeão do mundo me disse: Sinto-me lisonjeado com tamanha deferência, mas, no momento estou focado no projeto da Fox Sports, que me honrou com o convite para ser comentarista de arbitragem. Ao final do colóquio verbal, voltei ao assunto e perguntei a Simon se a sua posição era definitiva e ele me disse, definitivo só a morte.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Notícias do apito

Assessor punido

O internauta que nos acompanha neste espaço diariamente, é testemunha ocular das constantes inserções contrárias da nossa parte a participação de pessoas sem a devida qualificação, para exercerem a dificílima missão de assessores de arbitragem, nas competições da CBF.  Assessores que são escalados pela CA/CBF, com a missão precípua de estabelecer e difundir os métodos, critérios e pontos a serem avaliados, a fim de que haja interação dessa tarefa com a atividade dos árbitros, possibilitando a tão sonhada padronização e, por conseguinte, o aprimoramento das tomadas de decisões da arbitragem no campo de jogo.

Um absurdo

Pois bem, além de um contingente expressivo que nunca apitaram sequer pelada de menino de final de rua estarem exercendo essa função, a CBF, vem designando renitentemente como assessor de arbitragem, o presidente da Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol, Marco Antonio Martins, o que significa um dos maiores absurdos já vivenciados no futebol pentacampeão mundial. Explico: Na função de assessor, Martins, é obrigado a enumerar os erros e acertos do sexteto da arbitragem. Erros que devem ser comunicados a CA/CBF, que irá analisa-los e baseado no relatório do assessor, poderá submeter os “delatados” a uma requalificação, a um afastamento temporário ou até mesmo, remetê-los as barras da Justiça Desportiva.

Bem feito pra ele

Feita a narrativa acima, informo que a Terceira Comissão Disciplinar do (STJD) – Superior Tribunal de Justiça Desportiva, puniu Marco Antonio Martins, presidente da Anaf, na função de assessor de arbitragem, na partida Nautico/PE x Flamengo/RJ, na semana que passou, por “deslizes” cometidos naquele evento realizado em 5/6/2013.

Escolha deve ser correta


Não sou versado no (CBJD) - Código Brasileiro de Justiça Desportiva e não vou entrar no mérito se a punição foi justa ou injusta. Vou me ater a liturgia do cargo que Marco Antonio Martins ocupa como presidente da Anaf. O termo “liturgia do cargo” foi cunhado para expressar o comportamento que se espera de ocupantes de altos postos, em especial na função pública, e assim como a ética, deveria ser um conceito natural, facilmente perceptível e de entendimento tranqüilo por quem recebe a missão de representar ou conduzir seus pares, perante  os demais cidadãos. Mais do que o apego aos rapapés e mesuras, é a consciência do significado de se ocupar uma posição de destaque, de representatividade, de mando, de responsabilidade.

Abuso de poder


Liturgia que Martins pelo andar da carruagem, ainda não aplicou no cargo de presidente da Anaf, já que, vem se submetendo a papéis secundários como assessor de arbitragem, o que é uma incongruência, culminando na sua recente punição perante o (STJD), o que avilta-o e, por consequência, desmoraliza a própria Anaf e, por extensão, a própria categoria dos homens de preto no Brasil.

A escolha deve ser certa

Resta esperar que o episódio negativo que envolveu o líder dos apitos brasileiros, conscientize-o da importante missão que lhe foi outorgada pelos árbitros, e, daqui para frente, Martins deixe o barco dos assessores  e assuma definitivamente o  comando da nau que se chama Anaf e passe a lutar pelo principal objetivo da categoria dos homens do apito, que é a profissionalização do árbitro de futebol no Brasil.

Mundialista tem que falar inglês (1)

Na segunda quinzena do mês de agosto de 1998, a Fifa enviou circular aos seus filiados, determinando que todos os árbitros indicados para o quadro da entidade internacional deveriam falar inglês. Lembro-me de que a época da notícia, o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, o único apito brasileiro a participar de três mundiais consecutivos, visando a sua provável indicação para a Copa do Mundo no Japão em 2002, o que aconteceu ao natural, imediatamente empreendeu viagem ao Canadá, objetivando aperfeiçoar o idioma mais falado do planeta.

Mundialista tem que falar inglês (2)

Faço o registro, porque uma das deficiências apresentadas pelos árbitros brasileiros pré-selecionados para o Mundial de 2014 no Brasil, exceção feita a Sandro Meira Ricci, é o domínio do inglês. Penso que é momento de a CBF investir nos árbitros que estão envolvidos no processo  do Mundial do ano que vem, permitindo que de uma só vez ou de maneira alternada, todos possam aprimorar a língua inglesa e com isso proporcionar que nossos apitos estejam em condições de igualdade com os demais árbitros que irão participar do evento. Digo isso, porque o idioma oficial da Fifa é o inglês e a entidade afirma que o árbitro que se comunica fluentemente em inglês, tem o seu trabalho facilitado nas partidas internacionais.

Relatório auspicioso (1)

Assim que retornou à Europa, Massimo Busacca, o chefe de arbitragem da Fifa, fez um relatório pormenorizado do desempenho da arbitragem na Copa das Confederações. No relato de Busacca, que não foi divulgado a grande mídia, a arbitragem praticada na competição em solo brasileiro atingiu a meta traçada pela Fifa, mas ainda terá que passar por novas lapidações, até chegar ao ponto desejado pela entidade que controla o futebol no planeta, ou seja, quando a Copa começar em junho de 2014.

Relatório auspicioso (2)
No que concerne a arbitragem Sul-americana na Copa das Confederações,  o grande destaque foi Wilmar Roldán (Foto/Fifa/Colômbia), que com seu estilo de arbitragem europeu, encantou Busacca e o presidente da Comissão de Árbitros da Fifa, Angel Maria Villar. É bom lembrar que Roldán, foi premiado pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, organismo reconhecido pela Fifa, em março deste ano, como o sexto melhor árbitro de futebol do mundo, e o melhor das Américas.

O melhor na decisão da Libertadores
Tamanho prestígio, proporcionou a Wilmar Roldán, apitar a segunda partida decisiva da Copa Libertadores da América, entre Atlético/MG x Olímpia (Paraguai), no próximo dia  24. Lembro ainda, que o indigitado árbitro apitará a segunda decisão consecutiva  da Libertadores, visto que em 2012, foi o árbitro da final de Corinthians/Brasil x Boca Junior/Argentina. 

Bela arbitragem no clássico

Em que pese os pequenos equívocos de posicionamento, de interpretação e aplicação das Regras de Futebol, Felipe Gomes da Silva (Asp-Fifa/RJ), o árbitro de Coritiba/PR 1 X 0 Atlético/PR, teve uma bela atuação.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Um erro pode ser fatal

 Foto: Divulgação
Temos de hábito quando dos grandes clássicos do futebol do Estado do Paraná, como critério habitual destinar uma mensagem ao apito designado para a sua condução.
E o fato agora se repete com a escalação do  árbitro, Felipe Gomes da Silva (foto - Asp/Fifa/RJ), que terá a dificílima missão de comandar o maior evento esportivo do futebol paranaense, no próximo domingo, no Couto Pereira, entre Coritiba x Atlético/PR.
Embora seja um profissional de regular competência, ainda está latente na mente dos torcedores do nosso futebol, os lamentáveis equívocos perpetrados pelo indigitado árbitro, na decisão do primeiro turno do Campeonato Paranaense do ano em curso. Nunca é demais trazer a memória do torcedor, que os erros de Gomes da Silva, naquela partida, Londrina x Coritiba, por muito pouco não provocaram uma tragédia fatídica no estádio do Café, na cidade de Londrina.
Dado o histórico negativo envolvendo-o em jogos das equipes paranaenses,   oportuniza-se advertir Felipe Gomes de que o Atletiba é o próprio realce do futebol da terra dos pinherais, e exige na sua direção no campo de jogo um braço forte manejando o apito.
Por isso mesmo, alerto-o novamente da necessidade de uma compenetração meditativa, a fim de que não manche o nosso maior clássico futebolístico, com uma conduta imprópria.
Fácil é afirmar que ser árbitro de futebol é uma operação problemática àqueles que se lhe agregam. Pois durante os minutos de duração de uma partida, um único erro e sua arbitragem vai para o beleléu. Estamos torcendo para que Gomes da Silva, seja vitorioso nessa sua complexa tarefa, visto que estará a frente do espetáculo dos espetáculos do nosso futebol, que em termos de arbitragem há muito tempo vivencia uma carência de apitos de excelência.  
PS: É contrário a melhor política a indicação de Marco Antonio Martins, presidente da Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol, como assessor de arbitragem, no jogo Avai/SC x Paraná Clube/PR por uma questão muito simples: Ele pelo seu cargo e função, é o homem que tem a missão de “captar” os erros que são cometidos pelo árbitro, assistentes, quarto árbitro e assistentes adicionais, durante o prélio. Posteriormente, investido na função e no cargo de presidente da Anaf, quando os mesmos árbitros que ele “caguetou” no seu relatório a CBF forem execrados publicamente, irá se metamorfosear tal qual um “camaleão” e irá avocar para si a responsabilidade de defendê-los.

domingo, 7 de julho de 2013

Homens sem categoria profissional

Correm os tempos e a situação continua sendo a mesma. A categoria que na verdade é a mais importante do futebol desde o nascimento dessa modalidade esportiva, continua sofrendo na “carne” a falta de uma solução primordial a qualquer trabalhador.

Mas o lamentável de tudo é que aqueles que poderiam evidenciar esforços no sentido de apresentar ideias, sugestões e projetos para o enigmático problema, como é a regulamentação da atividade do árbitro de futebol no Brasil, nada ou pouco fazem no sentido da sua materialização.
Foto: Divulgação
 Acredita-se que juristas e intelectuais estão a procura de uma abertura na legislação, para que esses trabalhadores tenham um ponto de apoio seguro quanto a fonte dos rendimentos pecuniários.

Constata-se que a cada semana surgem no cenário nacional, voluntários que propagam ter encontrado o caminho possível para resolver essa situação, mas, objetivamente tudo não passa de hipóteses aleatórias.

Por certo caro internauta, você já assimilou que além da estarmos falando do árbitro de futebol, vai concordar que a confraria do apito, infelizmente, nasceu para enfrentar essa situação delicada, ou seja, a  regulamentação da sua área de trabalho, por uma questão simples: Desvendar quem seja o seu empregador.

Dado um possível movimento anunciado por alguns líderes classistas de que a Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol, irá se movimentar sobre a profissionalização do árbitro de futebol, em Brasília, nos próximos dias, faremos um hiato sobre o tema e voltaremos ao assunto nas próximas crônicas.   

Apitos querem eleição

O futebol paranaense vive um dilema há muitos anos. Há uma associação de árbitros de futebol e um sindicato de árbitros de futebol. A associação foi criada em outubro de 1988, e desde então, tornou-se a entidade representativa dos árbitros do Paraná. Posteriormente, em 2003, foi fundado o sindicato, porém, com sérios problemas na sua formatação diretiva, o que não foi digerido pela classe até o presente momento.

Apitos querem eleição (2)

Nos últimos anos, várias tentativas foram realizadas na direção de equacionar o impasse e, por consequência, ter uma entidade de classe que dê respaldo em âmbito local e nacional aos árbitros da (FPF) -  Federação Paranaense de Futebol. No entanto, todas as ações não lograram êxito e o resultado pode ser observado na decadência acentuada no quadro de arbitragem da (FPF), em todos os sentidos. Há excesso de quantidade, mas baixíssima qualidade.  

 Apitos querem eleição (3)

Pensando no imbróglio, fui a campo durante a Copa das Confederações ouvir o que pensam sobre o tema os maiores interessados, no caso, os árbitros paranaenses. E a resposta foi avassaladora. Se há interesse na melhora da qualidade da arbitragem da Casa Gêneris Calvo, leia-se, Federação Paranaense de Futebol, o caminho imperioso a ser trilhado é o do entendimento entre associação e o sindicato.  A posteriori, a realização de uma  eleição sem limites de chapa. Aliás, uma nova eleição, é o que desejam 98,9% dos árbitros.

Queremos novas lideranças

Perguntei aos árbitros do Paraná, o que pensam dos atuais dirigentes da associação e do sindicato. 99,3%, responderam que é necessário gente com novas ideias e que apresente projetos objetivos em benefício da classe  e, sobretudo, com disponibilidade de tempo para trabalhar em benefício da categoria, e com presença marcante em Curitiba, onde são tomadas as principais decisões  sobre a arbitragem. Resumo da ópera: Nada vai mudar e a tendência da arbitragem paranaense é mergulhar cada vez mais no caos que está atolado.

PS: O agarra-agarra dentro da área de pênalti, foi a principal infração cometida pelos atletas na volta do Campeonato Brasileiro, principalmente na Série A, sob os olhares omissos e coniventes dos árbitros, dos assistentes e dos assistentes adicionais, que ficam atrás das metas. A impressão que ficou é que os homens da arbitragem estão inseguros, ou então, devem estar com algum problema no globo ocular.  

PS (2): Se a direção da (Anaf) Associação Nacional de árbitros de futebol, deseja realizar um movimento impactante com vistas a conseguir a regulamentação da atividade do árbitro de futebol no Brasil, o caminho seria uma paralisação do Campeonato Brasileiro, cujos desdobramentos atingiriam a jugular da CBF, das federações estaduais, dos clubes e da TV, já que todos os nominados faturam muita grana a cada rodada da competição, enquanto o árbitro é tratado como um ser descartável. Se tiverem um mínimo de independência junto as entidades aqui mencionadas e um mínimo de comprometimento com a confraria do apito brasileiro, Marco Antonio Martins, Arthur Alves Júnior, Salmo Valentim e demais congêneres, deixam de acreditar em Papai Noel e, por consequência, apagam a chama da ilusão que está vicejando em todas as mentes dos árbitros de futebol do Brasil.

domingo, 30 de junho de 2013

Assessor ainda é uma interrogação



Na semana que passou, afirmei aqui neste espaço, que a função do assessor de arbitragem no futebol brasileiro foi banalizada sob a chancela da CA/CBF - Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, que é presidida na atualidade pelo sr. Antonio Pereira da Silva. Também afirmei que, Edson Rezende Oliveira, Sérgio Corrêa da Silva e Aristeu Leonardo Tavares, quando estiveram a frente dessa comissão, pouco ou nada realizaram para dar um basta nessa aberração.
 
Diante da notícia acima veiculada, recebi várias correspondências  eletrônicas que afirmam serem as pessoas acima mencionadas, vítimas de um crítica injusta deste colunista e que os mesmos não tem autonomia para  equacionar essa disfunção, porque quem decide o imbróglio dos assessores de arbitragem, não são eles e sim o presidente da CBF.
 
Discordo em gênero, número e grau daqueles que saíram em defesa do indigitado quarteto, porque se for para assumir o cargo de dirigente máximo da arbitragem brasileira sem independência, inclusive para escolher sua equipe e nomear assessores de árbitros de excelência, o mínimo que todos deveriam ter feito, era não assumir e ponto final.
 
Sobretudo, porque o manual do assessor diz que: A avaliação quando bem realizada é de extrema utilidade a CA/CBF e aos árbitros. Para a comissão, porque permite conhecer melhor seus apitos e, por consequência, otimizar seu crescimento e aproveitamento. Aos árbitros, porque os orienta e possibilita o autoconhecimento, que permite aprimorar as qualidades e minimizar as deficiências.
 
A CBF afirma no manual, que escala os assessores de arbitragem, objetivando que haja interação dessa tarefa com a atividade  desenvolvida pelos árbitros, possibilitando assim, a tão sonhada padronização nas tomadas de decisões do árbitro e seus assistentes, na condução de uma partida
 
Consta ainda no manual do assessor, que a CBF incentiva-o a relatar no seu relatório, se um árbitro novo tem ou não potencial para crescer na carreira, já que, uma avaliação inadequada trará prejuízos ou benefício ao avaliado, alavancando a sua carreira ou lhe prejudicando na ascensão junto a Classificação Nacional dos Árbitros (CNA) da CBF, pág. 132, livro Regras de Futebol.
 
Diante do que se leu, pergunto: Quem nunca vestiu um uniforme de árbitro de futebol e não apitou sequer uma pelada de menino de conjunto residencial, pode exercer tão sibilina missão? E de resto, o assessor de arbitragem no futebol brasileiro, da forma como está,  é uma “implementação” absurda.
 
PS: Na sexta-feira (5) reinicia a Série (B) e no sábado (6) a Série (A) do Campeonato Brasileiro, que foi paralisado em função da Copa das Confederações. Ressalte-se que o desempenho dos homens de preto designados pela CA/CBF, nas rodadas iniciais na Copa do Brasil e no Brasileirão deste ano, com raríssimas exceções, foram sofríveis.   

terça-feira, 25 de junho de 2013

Árbitro de futebol, mesmo em cena nos 90 minutos do jogo, não recebe direito de arena

Em muitas partidas de futebol – especialmente em jogos decisivos -, a atuação do árbitro pode chamar mais a atenção do que a dos próprios atletas. Apesar de estar em campo durante todo o tempo de jogo e de aparecer na maioria dos lances, eventualmente ser xingado ou aplaudido e ter sua imagem mostrada em close quando mostra um cartão, aparta uma abriga ou alerta os jogadores, o árbitro não recebe nenhuma verba adicional por aparecer em rede nacional ou internacional de TV.
A Lei 9615/98 (Lei Pelé) introduziu, no artigo 42, o chamado "direito de arena" – que concede aos clubes a prerrogativa exclusiva de "negociar, autorizar ou proibir a captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens" do espetáculo desportivo. Dos recursos arrecadados nessa negociação, os jogadores ficam com no mínimo 5%. A parcela dos atletas é repassada aos sindicatos profissionais, que fazem o rateio em partes iguais entre os participantes do evento. Não existe, porém, nenhuma previsão de remuneração do árbitro pelo uso de sua imagem. O mesmo se aplica ao técnico, mostrado exaustivamente na beira do gramado, e a outros profissionais, como massagistas e médicos.
Em termos legais, a atividade profissional da arbitragem é de natureza autônoma. De acordo com o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), é direito do torcedor que a arbitragem "seja independente, imparcial, previamente remunerada e isenta de pressões". A remuneração do árbitro e de seus auxiliares (os "bandeirinhas") é de responsabilidade da entidade de administração do desporto ou da liga organizadora do evento – as federações estaduais, nos campeonatos estaduais, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nos campeonatos brasileiros, ou a Federação Internacional de Football Association (FIFA), numa Copa do Mundo, por exemplo. No Brasil, o valor recebido pelo árbitro por partida varia entre R$ 750 e R$ 3.300.

Foto:Julio Cancellier‏


Futebol-espetáculo
Para o ministro Guilherme Caputo Bastos, do Tribunal Superior do Trabalho, todos os participantes de uma partida de futebol deveriam receber direito de arena. "Todos fazem parte do espetáculo", argumenta. Apesar disso, o TST já negou, em decisões sobre o tema, o pagamento do direito de arena, a médicos de clubes de futebol que pleitearam a parcela.
Para o ministro, a leitura do artigo 42 da Lei Pelé realmente revela que somente os atletas têm direito a esse rateio, pois o dispositivo não trata de outra categoria. Todavia, ele entende que o direito poderia ser estendido a outros profissionais envolvidos por meio de negociação coletiva. "Todos os árbitros são sindicalizados, assim como os atletas", observa.  
Assim, a negociação poderia ser aberta com a participação do sindicato dos árbitros, a entidade representante dos clubes e as emissoras de TV. "Não seria bem a negociação coletiva strictu sensu fixada pela CLT, mas é perfeitamente possível pegar o sistema da CLT, voltado para fixar condições de trabalho, e leva-lo para o lado do futebol, neste aspecto".
Independência
Para o ministro Alexandre Agra Belmonte, entretanto, os árbitros não deveriam receber o direito de arena. Para ele, o clube de futebol, que não tem contrato com o árbitro, não pode negociar por ele.  "O árbitro é vinculado às associações e federações, e não têm, portanto, vínculo com a entidade esportiva, nem pode ter", afirma. Este ponto, segundo ele, é impeditivo à concessão do direito de arena aos árbitros.
O ministro manifesta preocupação com a possibilidade de que um ajuste desse tipo vincule, de alguma forma, o árbitro à entidade de prática desportiva, sujeitando-o "aos mandos e desmandos dela". Acha, portanto, preferível que os responsáveis pela arbitragem não tenham esse direito.
Com relação aos massagistas e técnicos, o ministro Agra Belmonte lembra que a Lei Pelé tem dispositivos aplicáveis tanto à comissão técnica quanto aos massagistas, como jornada de trabalho, e exclui o direito de arena. "Então, por lei, o pagamento não pode ser concedido", observa. Todavia, como esses profissionais são vinculados aos clubes, acha que nada impediria o recebimento da parcela.
Amparo legal
O advogado trabalhista Mauricio de Figueiredo Corrêa da Veiga tem opinião semelhante. Para o especialista em direito esportivo e autor do livro "A Evolução do Futebol e das Normas que o Regulamentam", o direito de arena é uma questão não comporta maiores discussões por falta de amparo legal e pela própria natureza da atividade que o árbitro desempenha. "Sem dúvida que o árbitro é um partícipe fundamental para a realização do espetáculo, mas sempre devemos observar que árbitro bom é aquele que não aparece", afirma. "Quando o árbitro começa a aparecer é que algo está errado".
O especialista acredita que a possibilidade de estender o rateio do direito de arena ao árbitro abriria a possibilidade para que até os policiais que fazem a segurança das partidas também viessem a reivindicar o direito. Para ele, a ideia de negociação coletiva proposta pelo ministro Caputo Bastos também não seria uma boa alternativa, "inclusive para o espetáculo".
Quanto ao direito de imagem, por se tratar de um direito assegurado constitucionalmente, o advogado acha que não haveria problema algum na sua concessão, desde que não houvesse um conflito de interesses entre os patrocinadores do evento, por exemplo.
Dirceu Arcoverde/CF

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Notícias do apito

Uma palavra antiga
 
Observando o desempenho das arbitragens nesta temporada no futebol brasileiro, lembrei-me de uma palestra que assisti em 1982, proferida pelo Cel. Áulio Nazareno (in memoriam), que ocupou com muito brilhantismo o comandado da extinta Cobraf – Comissão Brasileira de Arbitragem. Nazareno, convidado pelo arauto da arbitragem do futebol do Paraná, Rubens Maranho (in memoriam) - disse naquela palestra que, o árbitro de futebol e o bandeirinha à época, assim eram denominados os hoje assistentes, deveriam se  exercitar  semanalmente de duas a três vezes por semana e o quadro de árbitros no seu todo, pelo menos uma vez  por mês.
 
Questionamentos necessários
 
Para o Cel. Áulio Nazareno, exercitar-se significava não apenas praticar atividades físicas. Mas, discutir os lances que ocorrem nas chamadas “zonas negras” do campo de jogo, sobretudo dentro da área de pênalti, onde segundo o mestre da arbitragem nacional, “morrem”  a maioria dos árbitros. Naquela mesma tarde cinzenta de 82, no prédio da Federação Paranaense de Futebol, o Cel. deixou claro que era imperativo convidar conferencistas com notório saber sobre as leis do jogo de outras regiões do Brasil e se possível do exterior, objetivando colocar o árbitro do futebol brasileiro em condições de igualdade com o árbitro europeu.  
 
Épocas não mudam
 
E, como última observação, após uma leitura pormenorizada do livro de regras, Nazareno sugeriu que fossem disponibilizados filmes, vídeos nas discussões em grupos que deveriam acontecer de maneira equilibrada e se possível já naquela época, as federações deveriam providenciar recursos para que os árbitros tivessem acesso a alguma língua estrangeira.
 
Profissão não muda os erros
 
Trinta e um anos se passaram e a arbitragem brasileira com raríssimas exceções, continua a passos de cágado e a comprovação pode ser vista no desempenho sofrível das arbitragens nas competições da CBF, em pleno século 21. Os avanços nos quesitos técnico, tático, físico e psicológico foram tímidos. E para atestar a veracidade da nossa crítica, a CA/CBF designou um reteste no quesito físico para a próxima quinta-feira (27), aos árbitros, assistentes e  árbitras, que reprovaram em recente teste físico. Nesse reteste, está inserido Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP), que foi indicado para ser o representante da arbitragem brasileira na Copa de 2014, porém, foi reprovado em duas oportunidades nos testes físicos da Fifa, o que provocou o seu desligamento do Mundial.
 
Opiniões são divergentes
 
Em Santa Catarina no final de semana que passou, o presidente da CA/CBF Antonio Pereira da Silva, ministrou um curso de requalificação teórica e prática aos apitos catarinenses. O fato que aconteceu em Balneário Camboriu é elogiável, mas é insignificante dada as várias competições que tem a entidade nacional e ao ingente número de equívocos de interpretação e aplicação das Regras de Futebol, que, ocorreram nas últimas temporadas, em específico neste ano. Acrescente-se ainda, o desfile de um contingente expressivo de homens de preto, que  exibem a cada jogo da Copa do Brasil ou do Campeonato Brasileiro, uma inaceitável protuberância abdominal (índice de massa corpórea), o que avilta o personagem mais importante de uma partida, que é o árbitro.
 
Assessor foi banalizado (1)  
 
Outra situação vergonhosa que se perpetuou na CA/CBF e é uma das causas da indigência qualitativa do árbitro brasileiro, diz respeito a designação do Assessor de Arbitragem ou Observador de Árbitros como queiram.  Essa função diz a Fifa, deve ser exercida por ex-árbitros com notório conhecimento sobre as Regras de Futebol. Aqui, a função do assessor ou observador foi banalizada, já que a CA/CBF vem designando há muito tempo, pessoas sem a menor qualificação para exercerem tão importante missão. Há casos de assessores que nunca apitaram sequer uma partida de futebol de menino de conjunto residencial.
 
Assessor foi banalizado (2)
 
Edson Resende Oliveira, Sérgio Corrêa da Silva, Aristeu Leonardo Tavares e agora Antonio Pereira da Silva, todos ex-árbitros, sendo que alguns atuaram em Copa do Mundo e todos estiveram a frente da chefia do apito brasileiro nas últimas décadas. Pergunto: Quais são os motivos que obrigaram esses cidadões a concordarem com a escalação de pessoas sem identidade com as tomadas de decisões do árbitro e seus assistentes no campo de jogo?  Ao aceitarem essa situação, os senhores acima nominados, direta ou indiretamente, contribuíram e muito para que a tão sonhada padronização e, por extensão, o aprimoramento do árbitro de futebol no Brasil fosse prejudicado.
 
Copa das Confederações segue trilha antiga
Divulgação
 
A arbitragem desenvolvida na Copa das Confederações em algumas partidas, tem apresentado alguns lances que em nosso futebol diferem e muito em diferentes lances, como a marcação da faltas. Mas, também, em que pese todo o esforço de Fifa no processo seletivo e, por conseguinte, na preparação dos árbitros e assistentes, tem acontecido vários equívocos técnicos. Até o presente momento, a confraria dos homens de preto da entidade que controla o futebol no planeta, não mostrou nada de excepcional. Howard Webb (foto) é a única exceção.
 
PS: Não entendi, assim como a maioria dos apitos brasileiros não entendeu, a postura da Anaf – Associação Nacional de Árbitros, em postar no seu site que o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias é favorável a profissionalização da arbitragem. Ser favorável eu também sou. Que tal sua excelência encampar o projeto da profissionalização?  Se isso acontecer, aí a situação pode tomar um rumo. Do contrário, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. E como mensagem final à Anaf, é imperativo procurar o senador Pedro Taques e ler o regimento que norteia a comissão onde está o Projeto de Lei, que versa sobre a profissionalização do árbitro de futebol no Brasil. É o regimento da comissão que vai dizer se o projeto deve ser reapresentado pelo senador ou se o projeto não poderia ser arquivado.
Divulgação

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Spray de sinalização será usado pela primeira vez em uma competição da Fifa

(Fifa)



© Getty Images
O spray de sinalização será utilizado pela primeira vez em uma competição da FIFA. O teste será feito pela arbitragem na Copa do Mundo Sub-20 da FIFA Turquia 2013, entre os dias 21 de junho e 13 de julho.
O objetivo do produto é dar aos árbitros a possibilidade de marcar uma linha sobre a qual a equipe de defesa deverá alinhar a barreira para uma cobrança de falta. Produzido pela empresa argentina Fair Play 9.15 Limit, o spray marca uma linha branca na grama, indicando claramente qualquer tentativa de invasão por jogadores com o objetivo de reduzir o ângulo ou afetar a cobrança.
O spray é feito de uma espuma não contaminante e pode ser utilizado em campos de grama natural, gramado sintético ou terra, desaparecendo entre 45 segundos e dois minutos após a aplicação. O produto será utilizado em caráter experimental em todos os 52 jogos da Copa do Mundo Sub-20 da FIFA na Turquia.
Todos os árbitros dos jogos na Turquia fazem parte da lista de candidatos à Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, e cada um recebeu uma instrução técnica e prática durante um seminário de preparação, no mês passado, na cidade do Rio de Janeiro.  
A International Football Association Board (IFAB) aprovou o uso do spray na sua 126ª Assembleia, em Surrey, Grã-Bretanha, no dia 5 de março de 2012, e determinou que qualquer confederação, federação afiliada ou liga poderá usá-lo no futuro, se assim desejar.