segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quarteto reprovado



   Foto: Apito do Bicudo
   Dr. Carlos Alarcón, de óculos ao lado de Silvia Regina
Se existir um mínimo de decência, de prudência e, sobretudo de respeito para com o futebol brasileiro, a Comissão de Arbitragem da CBF não irá inserir nos próximos sorteios das suas competições, os árbitros Francisco Carlos Nascimento (Fifa/Al), Guilherme Ceretta de Lima (Asp/Fifa/SP), Marcio Chagas da Siva (Asp/Fifa/RS) e Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP).
O quarteto nominado, submetido aos testes físicos da entidade internacional na semana que passou, em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, sob os olhares imutáveis de Christian Rosen, instrutor físico da Fifa e do instrutor técnico/Fifa, Jorge Larrionda, foram reprovados.
No caso de Seneme, a situação é humilhante, já que o árbitro em tela, foi o nome indicado pela CBF, para ser o representante da arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 2104. Em duas oportunidades, quando testado fisicamente pela entidade que controla o futebol no planeta, foi reprovado, o que resultou no seu desligamento da Copa. Posteriormente, reprovou no mesmo teste aqui no Brasil e nesta semana repetiu o fiasco, perante instrutores internacionais.

A reprovação dos homens de preto mencionados não me surpreende. O processo de degeneração qualitativa da arbitragem brasileira em todos os aspectos, remonta há duas décadas atrás e não há nenhuma luz no final do túnel que direcione a um porto seguro. Pelo contrário: Ao invés de buscar mecanismos que propiciem um projeto de excelência de curto, médio e longo prazo e com isso, qualificar ao menos uma vez por mês como determina a Fifa, aquele que tem a dificílima missão de interpretar e aplicar as Regras de Futebol, e dar credibilidade nas suas tomadas de decisões no campo de jogo, as deficiências são empurradas para debaixo do tapete.

E para que nossas críticas não sejam interpretadas como sistemáticas, informo que quem teve a felicidade de privar de raros momentos ao lado de Massimo Busacca, o chefe de arbitragem da Fifa, antes da Copa das Confederações recém findada no Brasil, teve a certeza da sua total desaprovação do modelo de arbitragem empregado pela confraria do apito brasileiro, nas rodadas iniciais do Brasileirão, e em algumas partidas disputadas na América do Sul.

Diante do acontecido nesta semana e dos episódios de reprovação nos testes físicos de Wilson Luiz Seneme, (este recordista em reprovação), de Heber Roberto Lopes, que reprovou no mesmo teste em abril do ano em curso e de Sandro Meira Ricci e o próprio Heber que reprovaram no teste Yoyo de Busacca, em abril, é chegado o momento da CBF e sua Comissão de Arbitragem, iniciarem um processo urgente de requalificação total nos membros que compõe a RENAF – Relação Nacional de Árbitros de Futebol.

E, por derradeiro, se houver um pouquinho de seriedade na CA/CBF, Leandro Pedro Vuaden, que apitou Coritiba/PR 0 x 1 Vasco, Luis Flavio de Oliveira (Asp/Fifa/SP), que comandou Flamengo/RJ 3 x 2 Fluminense/RJ e o trio de arbitragem que atuou no prélio Internacional/RS 2 x 2 Atlético/PR, juntam-se ao quarteto referido e são submetidos a um processo de requalificação técnica, tática, física e psicológica.

A trempe aqui nominada, expôs com rara "perfeição", a incapacidade de concentração, de controle emocional, de interpretar e aplicar  adequadamente as Regras de Futebol, a ausência de firmeza nas decisões e, sobretudo, expuseram  de forma irretocável que nâo havia um mínimo de  uniformidade na marcação de faltas, de advertências, na distância dos 9,15metros, e no agarra-agarra dentro da área penal, a infração mais cometida pelos atletas no Brasileirão deste ano.

Além do agarra-agarra, na execução de cada tiro livre direto ou indireto, ou na cobrança do tiro de canto, tenho observado uma sequência de socos e pontapés entre atletas na área penal, sob os olhares complacentes do árbitro, dos assistentes, do quarto árbitro e dos (AA) árbitros adicionais que postados atrás das metas, tudo vêem mas não tomam nenhuma decisão sobre as infrações persistentes e clarividentes. Pobre arbitragem brasileira. 
PS: A Fifa anunciou no último sábado, duas mudanças significativas na sua Comissão de Árbitros. Sai Angel Maria Villar, que era o presidente da comissão e o seu vice-presidente, Michael D' Hogge, que tinha a missão de escalar os homens de preto nas competições da entidade que controla o futebol no planeta. Jim Boyce, da Irlanda do Norte, que é vice-presidente do Comitê Executivo da Fifa e foi presidente do The International Football Association Board (IFAB), no período de 1995 a 2007, assume o comando da arbitragem. Boyce, terá a responsabilidade de definir os árbitros e assistentes que irão atuar na Copa do Mundo no ano que vem no Brasil. O mestre da arbitragem Sul-Americana, Carlos Alarcón (Paraguai), o mais longevo membro da comissão de árbitros da Fifa,  foi mantido e juntamente com Jorge Romo (Argentina), Jorge Larrionda (Uruguai) e Oscar Ruiz (Colômbia), são os representantes da América do Sul na nova Comissão de Arbitragem da entidade internacional. O Brasil, País pentacampeão de futebol, mas com um nível sofrível de dirigentes e de árbitros, não teve nenhum nome incluído na nova composição de árbitros da Fifa.  A Comissão de Arbitragem implementa e interpreta as Regras do Jogo e pode propor modificações ao Comitê Executivo. Ele também nomeia os árbitros e auxiliares para as partidas das competições organizadas pela Fifa.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dunga: "Não falo mais"

Na entrevista coletiva que concedeu ao final do Gre-nal do último domingo, o técnico Dunga do Internacional, quando questionado sobre o desempenho da arbitragem do clássico gaúcho, foi incisivo: Enquanto não mudar o sistema da arbitragem brasileira, não falo mais nada. Na segunda-feira, a entrevista do tetracampeão mundial foi repetida nas principais redes de TV do País e no diário gaúcho, Zero Hora.
Dunga tem razão. A última vez que o quadro de arbitragem nacional sofreu um processo de requalificação em todos os setores, foi por ocasião da extinta CBD - Confederação Brasileira de Desportos, que era dirigida pelo presidente João Havelange.
Posteriormente, o Cel. Áulio Nazareno (in memoriam), nas duas passagens que teve a frente do comando da extinta Cobraf – Comissão Brasileira de Arbitragem, colocou em prática projetos que à época alavancaram a qualidade do árbitro de futebol, e de lá para cá, o único dirigente que ousou implementar pequenas mudanças no sentido de melhorar a qualidade nas tomadas de decisões da arbitragem no campo de jogo, foi Sérgio Corrêa da Silva.
Enquanto a Inglaterra profissionalizou a atividade do árbitro de futebol e aprimorou o processo de profissionalização via (PGMOB) - Professional Game Match Officials Board, fundada em 2001, sendo há mais de uma década considerado paradigma a sua gestão na Premier League, e um contingente expressivo de países europeus adotaram comportamento próximo, a arbitragem no futebol brasileiro parou no tempo corroída por escândalos e pela ausência de um projeto de alto nível.
Na América do Sul, e, por extensão no Brasil, o desempenho qualitativo dos homens de preto, além de não apresentar avanços significativos nos quesitos técnico, tático, físico e psicológico, a qualidade das tomadas de decisões vem caindo vertiginosamente, e com exceção do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon e de Wilmar Roldán (Fifa/Colômbia), não há nenhum nome que se aproxime dos critérios utilizados pelos árbitros europeus nas competições nacionais, da Uefa e da Fifa.
No futebol brasileiro as causas da péssima qualidade observada no campo do apito são fáceis de serem identificadas. Aqui viceja o continuísmo anacrônico no comando das federações estaduais. É latente a indicação de alienígenas nas comissões de arbitragens dessas federações. É escancarado o número de desempregados sem a devida qualificação, que estão a frente das escolas de formação dos novos árbitros, que foram transformadas em cabide de emprego pelos prepostos dos presidentes das federações. Acrescente-se ainda, a designação de um legião de assessores de arbitragem nas competições da CBF, que nunca apitaram uma partida de futebol. E, por derradeiro, a falta de renovação na direção da CA/CBF e a ausência de um projeto de excelência para aprimorar e inserir a arbitragem brasileira no cenário internacional.

Foto: Apito do Bicudo
 Carlos Alarcón
PS: A respeito da notícia de que Carlos Alarcón estaria deixando a presidência da Comissão de Arbitragem da Conmebol, a notícia não procede. Além do prestígio que tem junto a Confederação Sul-Americana de Futebol, onde é um dos mais importantes dirigentes, Alarcón é respeitadíssimo na Fifa já que, é o mais longevo membro da comissão de arbitragem da entidade internacional. E, por consequência, é considerado por Joseph Blatter o mestre na arbitragem das Américas.

domingo, 4 de agosto de 2013

Mike Riley dá lição de mestre



O modelo mais eficiente de arbitragem de futebol do planeta,  a (PGMOB) - Professional Game Match Officials Board, fundada em 2001, na Inglaterra, é a única no mundo onde os árbitros se dedicam exclusivamente ao labor do apito. A (PGMOB), mantém sob sua tutela profissionais que interpretam e aplicam as leis do jogo nas partidas de futebol, que atuam nas divisões A e B do futebol inglês, e tem um Ranking onde o principal método de ascensão é o merecimento.
 Dada a qualidade de excelência que é desenvolvida  pela (PGMOB) na Premier League, e sua consequente propagação em todo o globo terreste, a Confederação Asiática de Futebol, convidou os membros dessa entidade que é  presidida pelo ex-árbitro, Mike Riley, para um seminário de alto nível, aos árbitros asiáticos, realizado em Hong Kong, na semana que passou.
O evento contou com a presença de mais de duzentos árbitros e dos quarenta e sete dirigentes das entidades que compõe aquela Confederação, que com olhares imutáveis, presenciaram uma sequencia de aulas cátedra, sobre as Regras de Futebol, expostas por Mike Riley e os árbitros Anthony Taylor e Neil Swarbrick, ambos da Premier League.
Riley, que foi um dos melhores árbitros de futebol da história do futebol inglês, na sua palestra inicial disse que embora as diferentes culturas e os idiomas dos duzentos e dois filiados da Fifa, os problemas e os desafios da arbitragem são iguais em todo o mundo.
Mas que o excesso de teoria e a pouquíssima prática que é desenvolvida na didática ministrada nos cursos aos árbitros, vem prejudicando sobremaneira a qualidade do árbitro de futebol, e com isso, os equívocos nas tomadas de decisões pela arbitragem vem se acentuando.
Para o ex-árbitro inglês, o bom árbitro deve se antecipar aos problemas assim que os vislumbra no transcorrer de um prélio, com abordagens firmes objetivando demonstrar aos atletas, que ele está atento a todas as ações dos jogadores.
Perguntado como se antecipar aos problemas que podem acontecer numa partida, Riley afirmou que a linguagem corporal, o olhar, o uso do apito, a interação com os assistentes e o quatro árbitro, o diálogo de forma educada ou às vezes mais ríspido, são fatores determinantes que podem evitar cartões desnecessários e, sobretudo, a expulsão de um atleta de forma açodada, o que pode tornar o clima da porfia desfavorável à arbitragem.  Além disso, o árbitro deve estudar diariamente o manual das Regras de Futebol e se tiver dúvidas do que leu, deve imediatamente procurar auxílio para dissipar a dúvida que encontrou.  
Diante da escassez qualitativa que vivencia o homem de preto do futebol brasileiro, seria de bom alvitre que a Anaf e a CBF convidassem o mestre inglês, para proferir um seminário aos nossos apitos.
PS: Um estudo científico, divulgado pelo conceituadíssimo diário New York Times, detectou que as imagens que chegam da retina não passam de um borrão desfocado com um grande buraco no meio. E que as áreas corticais destinadas à visão humana, valendo-se principalmente de nossa experiência passada, é que vão pacientemente reconstruindo tudo de modo a criar uma interpretação coerente de tudo o que vemos. Diante do exposto, concordo com o oftalmologista espanhol, Francisco Marruenda, que recentemente pediu a Fifa que altere a Regra a Regra XI – o impedimento, objetivando facilitar o trabalho de identificação da arbitragem, se um atleta está ou não impedido.

domingo, 28 de julho de 2013

Projetos dormem no Congresso: Árbitros

 Foto: Anaf


Anunciada pela Anaf – Associação Nacional de Árbitros de futebol, com pompa e com a ”boa vontade” do ministro do Trabalho e  Emprego, a profissionalização do árbitro de futebol no Brasil, empacou de vez, em Brasília.
Para o leitor entender o imbróglio, em 1990, o então deputado federal Nelson Jobim, apresentou o Projeto de Lei 5.578, que recebeu em 1993, apenso do deputado José Tomaz Nonô de nº 4.252. Ambos os projetos tiveram como mote a regulamentação da profissão do árbitro de futebol, no entanto, por falta de representatividade e de interesse dos árbitros foram arquivados.
Em 2000, os projetos foram desarquivados, mas como os representantes da categoria dos homens de preto não se manifestaram sobre o assunto, a situação ficou no mesmo lugar. No ano de 2001, o Senado Federal apresentou um novo projeto, que, posteriormente, tomou corpo como Projeto de Lei 6405/2002 na Câmara dos Deputados, que se somou ao Projeto de Lei nº 6.212/2005, apresentado pelo deputado Fernando Sabino, com breve justificativa que tratava do reconhecimento legal da profissão do árbitro de futebol.
De lá para cá, aqueles que estiveram a frente do comando da Anaf, pouco ou nada fizeram no sentido de dar provimento na votação definitiva de um projeto, que a nosso ver, seria de fundamental importância ao futebol. Se aprovada, a profissionalização proporcionaria ao profissional do apito se dedicar exclusivamente a arbitragem e aprimorar diariamente os quesitos técnicos, táticos, físicos e psicológicos, e com isso minimizar os erros nas tomadas de decisões no campo de jogo - (interpretação e aplicação das Regras de Futebol).
PS: Entendo que o árbitro de futebol deveria ser profissional como são os atletas, os técnicos, os preparadores físicos e outros membros que laboram no esporte das multidões. E, como contribuição à comunidade do apito brasileiro, sugiro que antes de qualquer iniciativa na profissionalização do árbitro de futebol em nosso País, a Anaf e seus representantes façam uma consulta a International Board, organismo sob a jurisdição do Reino Unido, que é contrária a profissionalização do árbitro de futebol. 

domingo, 21 de julho de 2013

Notícias do apito

Plano alinhado

O plano de trabalho elaborado pelo árbitro, assistentes e quarto árbitro é um dos aspectos mais importantes para o sucesso de uma ótima arbitragem. E isso deve ocorrer com antecedência de duas horas antes do início do jogo, no vestiário, quando o árbitro e sua equipe definem os procedimentos, a dinâmica e sinais que serão utilizados pela arbitragem durante a partida, de maneira a prevenir incidentes e evitar marcações confusas e divergentes entre os membros do apito.


Gostei de ver

Criciúma/SC 2 x 1 Grêmio/RS, no sábado que passou,  foi a primeira vez neste Brasileirão, que observei um plano de trabalho sincronizado entre o quarteto de arbitragem. Felipe Gomes da Silva (Asp/Fifa/RJ) e os assistentes Bruno Boschilia e Luiz Henrique Renesto, ambos da Federação Paranaense de Futebol, exibiram uma sintonia nas tomadas de decisões (interpretação e aplicação nas Regras de Futebol), sem deixar um mínimo de resquício para qualquer contestação de nenhuma equipe.


Trabalho conjugado

Plano de trabalho que teve seu ápice confirmado, na brilhante participação do assistente Bruno Boschilia (Asp/Fifa/PR), no lance que originou a expulsão do atacante Vargas, do Grêmio, que desferiu um pontapé nas costas do  atleta Amaral, do Criciúma, aos oito minutos da etapa final -  (conduta violenta, que aconteceu com a bola fora de jogo e fugiu do campo visual do árbitro central).


Comunicação perfeita

Assim que vislumbrou o lance em tela, Boschilia não se omitiu e acionou Felipe Gomes, via ponto eletrônico e também da bandeira eletrônica (sinal bip), que é um sinal complementar que só deve ser usado pelo assistente, quando necessário, para atrair a atenção do árbitro, nos impedimentos, (faltas que escapem do campo visual do árbitro), arremessos laterais, tiros de canto e de meta em situações difíceis. Foi a melhor arbitragem exibida até o momento neste Brasileirão. Nota, 10.


Emerson vai longe

Outra arbitragem que me chamou a atenção, foi a de Emerson de Almeida Ferreira/MG, no prélio, Paraná Clube/PR 4 x 0 América/RN. Em que pese o estado do gramado totalmente encharcado e o placar dilatado, o indigitado árbitro não diminuiu o ímpeto e manteve a mesma toada do primeiro ao último minuto.   


Estudos profundos

Me perguntaram há poucos dias, os motivos do sucesso da arbitragem na Premier League, na Inglaterra. Fui buscar informações a respeito do assunto e me deparei com vários programas de formação e aprimoramento, que são desenvolvidas pela The FA e a Premier League. Um dos projetos abre espaço para adolescentes aos 14 anos idade, iniciarem seus conhecimentos sobre as Regras de Futebol e logo a seguir passam por várias etapas até se tornarem árbitros profissionais. 


Um projeto a ser copiado

Imagine você leitor, se um projeto dessa magnitude fosse desenvolvido pela CBF em parceria com as federações estaduais, as secretarias municipais e estaduais de esporte, quantos adolescentes/jovens deixariam de ser aliciados pelo crime organizado? Quantas vidas seriam poupadas? Já imaginaram o universo de famílias, que não seriam destruídas pelo álcool, maconha e pelo crack?


Trabalho de grandeza

O outro projeto, é o Programa Nacional de Desenvolvimento do árbitro, criado em 2011, para jovens apitos na faixa etária de 18 a 25 anos, onde o árbitro é submetido a diferentes processos de progressão e seu desenvolvimento é  acompanhando por especialistas sobre as Regras de Futebol. Quando então,  aqueles que atingem o cume desse projeto, são designados para atuarem na Premier League e ato contínuo, indicados para o  teste seletivo da Fifa.


Publicidade selecionada

No dia 30 de novembro de 2001, a Fifa anunciou que os árbitros de futebol de todo o planeta, a partir daquela data poderiam exibir publicidade em suas camisas. A propaganda só poderia ser mostrada nas mangas das camisas, não sendo permitidos anúncios de cigarros, álcool, cassino ou materiais racistas ou imorais. Na mesma circular a Fifa informou, que o montante financeiro obtido com a publicidade na camisa dos apitadores, deveria ser revertido no aprimoramento e desenvolvimento da qualidade da arbitragem e, se possível, na  profissionalização dos árbitros.


Ingleses sabem o que fazer  

Na Inglaterra, o contrato celebrado  com  a empresa que cede a indumentária dos homens de preto e o patrocínio que é estampado na manga das camisas, é revertido na sua totalidade para a confraria do apito. Na Itália, a multinacional que exibe sua logomarca na manga da camisa do quarteto de arbitragem, cede uniforme completo, meia, bermuda, camisa, chuteira, tênis, agasalho e inclusive terno para o dia do jogo. E, por último, uma verba para cursos de requalificação da arbitragem. Mais recentemente, os árbitros portugueses celebraram um contrato milionário em dinheiro vivo, uniforme completo e já se fala por lá na construção de um Centro de Treinamento para os apitos lusitanos.     


Qual seria o custo?

Diante do exposto, pergunto: Qual é o valor do contrato da logomarca que é postada na manga da camisa dos árbitros que apitam a Copa do Brasil e as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro da CBF? Qual é a quantia  celebrada no contrato que é repassada para o aprimoramento da arbitragem nacional? Quem fiscaliza o contrato e o repasse do dinheiro arrecadado? Quanto é pago pela empresa que exibe sua logomarca nas meias, nas bermudas e nas camisas dos apitos brasileiros, que laboram nos campeonatos da CBF?  Com a palavra a Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol.
Divulgação
 PS (1): Em 1938, o International Football Association Board (IFAB) - formatou as 17 Regras de Futebol e desde então, já recebeu milhares de proposições para   diminuir ou aumentar o número das leis que regem o futebol dentro das quatro linhas. Porém, o Board, tem permitido alguns ajustes nas regras, mas tem se mostrado reticente em  extinguir ou criar novas regras no esporte das multidões.  

 PS (2): Atlético/PR 1 x 1 Corinthians, na Vila Capanema, com um gramado em péssima condições, teve vários lances que geraram discussões. De acordo com as Regras de Futebol, houve dois penaltis não assinalados. Um em favor da equipe do Parque São Jorge, quando o meia Ibson foi empurrado dentro da área penal. O outro, em favor do rubro-negro da Baixada, quando o zagueiro Paulo André do Corinthians, movimenta sua mão na direção da bola. Disciplinarmente, dado a forte chuva e as condições lastimáveis do campo de jogo, o árbitro foi bem. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Notícias do apito

Perto do impossível
                             
                             Foto: Divulgação
São tantos jogos por semana no futebol brasileiro, que é praticamente impossível a CA/CBF analisar o desempenho da arbitragem nas diferentes competições da entidade. Se fosse observada a seqüencia de erros nas tomadas de decisões da arbitragem, sobretudo dos árbitros e assistentes, certamente muitos deles ficariam um bom período sem atuar. Mas não é isso que ocorre, pois mesmo cometendo equívocos repetitivos, às vezes primários, na semana seguinte, aqueles que afrontaram as Regras de Futebol são colocados no sorteio, o que é um "prestigiamento" equivocado da Comissão de Arbitragem e principalmente um prêmio à impunidade. Essa é mais uma das inúmeras causas do fraquíssimo nível demonstrado pelos nossos apitos, no Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e demais torneios patrocinados pela CBF. Some-se ao aqui exposto, a baixíssima qualidade das pessoas que compõe as comissões de arbitragem das federações estaduais, e, a presença de alguns assessores de arbitragem que nunca apitaram uma partida de futebol de pelada, mas, com a maior cara de pau ostentam com "galhardia" carteirinha da CBF, e inclusive, ocupam locais privilegiados nos estádios de futebol, o que "apequena" uma função tão importante, daquele que tem a missão de avaliar a arbitragem de acordo as Regras de Futebol.

Ensinando e ganhando cachê
A oitava rodada do Campeonato Brasileiro, traz as presenças de Afonso Vitor de Oliveira, ex-árbitro e atual presidente da comissão de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, de Antonio Pereira da Silva, ex-árbitro da Fifa e neste momento presidente da CA/CBF, de Sérgio Corrêa da Silva, ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol e agora investido como diretor da escola de árbitros da CBF e de Jose Mocelin, ex-árbitro da Federação Gaúcha de Futebol, instrutor da CBF e da Conmebol, como assessores de arbitragem. O quarteto em tela, além de possuir notório conhecimento sobre as Regras de Futebol, dada a trajetória brilhante de cada qual como árbitro, enobrecem a importantíssima função de assessor de arbitragem, e nos dá a certeza de que as avaliações que realizarão, serão justas, equilibradas e tecnicamente corretas, o que constitui elevado ponto de estímulo aos membros da arbitragem que foram escalados nessa rodada.

Presidente é destaque negativo
A presença do presidente da Anaf - Associação Nacional de Árbitros de Futebol, Marco Antonio Martins, que ainda não decidiu o que é mais importante, se a entidade que preside ou alguns trocados que recebe como assessor, é o fato negativo que mais provoca questionamentos neste do momento. Explico: Martins, foi eleito presidente da Anaf, com a promessa de fazer o que os seus antecessores deixaram de fazer à categoria do apito nacional. No entanto, após deixar a arbitragem por ter atingido a idade limite de 45 anos, ao invés de cumprir o prometido quando em campanha a presidência da entidade dos homens de preto, optou em exercer de forma incompatível a direção da Anaf e a função de assessor de arbitragem, o que é no mínimo antiético.

Presidente é destaque negativo (2)
Quando escalado nas competições da CBF como assessor de arbitragem pela CA/CBF, Marco Antonio, é obrigado a relatar no seu relatório que posteriormente é repassado a Comissão de Árbitros da entidade, com objetividade e fidelidade os acontecimentos positivos e negativos envolvendo o árbitro, os assistentes, o quarto árbitro e também os árbitros adicionais que ficam postados atrás das metas. Pergunto: Como assessor, Martins, se houver equívocos da arbitragem é impelido a bancar o dedo - duro e relatar os erros. Posteriormente, se acontecer como já aconteceu de um dos membros da arbitragem ser execrado na mídia ou algo similar, a entidade que tem seu comando, sai em defesa daquele que o presidente da Anaf "espinafrou" no seu relatório. É uma situação que fere a ética na sua essência.

Juventude no jogão
Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), o árbitro de Atlético/PR x Corinthians/SP, no próximo domingo na Vila Capanema, é o mais jovem apito brasileiro a ostentar o escudo da Fifa, ressalto porém, que apesar da sua jovialidade suas atuações tem sido satisfatórias, e, cito como exemplo, a primeira partida decisiva da Recopa Sul-americana, entre São Paulo/SP x Corinthians/SP. Oxalá, Marques reprise em solo paranaense, as brilhantes atuações que vem norteando sua carreira como árbitro nacional e internacional.

Projeto fantasma
O projeto da profissionalização da arbitragem anunciado pela Anaf, pelo jeito esfriou e não se tem nenhuma notícia há vários dias de qualquer movimento na direção de que algo irá acontecer. Com o Congresso Nacional em ebulição diante da crise econômica, os parlamentares em recesso e a crescente onda de manifestações que vem acontecendo em todo o País, e com uma pauta já definida previamente até o final do ano em curso pelos parlamentares que compõe Senado Federal, os laivos apontam de que se algo vier a acontecer, acontecerá só em 2014. Aliás, o que este colunista duvida.

Simon com a bola toda
O Voz do Apito, um dos vários sites especializados em arbitragem, realizou pesquisa junto a confraria do apito brasileiro, com o objetivo de saber quem a categoria dos homens de preto gostaria de ver a frente da CA/CBF. A resposta foi: Em primeiro lugar, o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon (foto), com 28% dos votos. Em segundo lugar, o ex-arbitro e instrutor da Conmebol, Salvio Spínola Fagundes Filho. Diante da pesquisa, liguei para Simon e perguntei a ele qual era a sua posição sobre o fato. Com uma verve extraordinária e extrema humildade, o mais laureado árbitro do futebol pentacampeão do mundo me disse: Sinto-me lisonjeado com tamanha deferência, mas, no momento estou focado no projeto da Fox Sports, que me honrou com o convite para ser comentarista de arbitragem. Ao final do colóquio verbal, voltei ao assunto e perguntei a Simon se a sua posição era definitiva e ele me disse, definitivo só a morte.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Notícias do apito

Assessor punido

O internauta que nos acompanha neste espaço diariamente, é testemunha ocular das constantes inserções contrárias da nossa parte a participação de pessoas sem a devida qualificação, para exercerem a dificílima missão de assessores de arbitragem, nas competições da CBF.  Assessores que são escalados pela CA/CBF, com a missão precípua de estabelecer e difundir os métodos, critérios e pontos a serem avaliados, a fim de que haja interação dessa tarefa com a atividade dos árbitros, possibilitando a tão sonhada padronização e, por conseguinte, o aprimoramento das tomadas de decisões da arbitragem no campo de jogo.

Um absurdo

Pois bem, além de um contingente expressivo que nunca apitaram sequer pelada de menino de final de rua estarem exercendo essa função, a CBF, vem designando renitentemente como assessor de arbitragem, o presidente da Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol, Marco Antonio Martins, o que significa um dos maiores absurdos já vivenciados no futebol pentacampeão mundial. Explico: Na função de assessor, Martins, é obrigado a enumerar os erros e acertos do sexteto da arbitragem. Erros que devem ser comunicados a CA/CBF, que irá analisa-los e baseado no relatório do assessor, poderá submeter os “delatados” a uma requalificação, a um afastamento temporário ou até mesmo, remetê-los as barras da Justiça Desportiva.

Bem feito pra ele

Feita a narrativa acima, informo que a Terceira Comissão Disciplinar do (STJD) – Superior Tribunal de Justiça Desportiva, puniu Marco Antonio Martins, presidente da Anaf, na função de assessor de arbitragem, na partida Nautico/PE x Flamengo/RJ, na semana que passou, por “deslizes” cometidos naquele evento realizado em 5/6/2013.

Escolha deve ser correta


Não sou versado no (CBJD) - Código Brasileiro de Justiça Desportiva e não vou entrar no mérito se a punição foi justa ou injusta. Vou me ater a liturgia do cargo que Marco Antonio Martins ocupa como presidente da Anaf. O termo “liturgia do cargo” foi cunhado para expressar o comportamento que se espera de ocupantes de altos postos, em especial na função pública, e assim como a ética, deveria ser um conceito natural, facilmente perceptível e de entendimento tranqüilo por quem recebe a missão de representar ou conduzir seus pares, perante  os demais cidadãos. Mais do que o apego aos rapapés e mesuras, é a consciência do significado de se ocupar uma posição de destaque, de representatividade, de mando, de responsabilidade.

Abuso de poder


Liturgia que Martins pelo andar da carruagem, ainda não aplicou no cargo de presidente da Anaf, já que, vem se submetendo a papéis secundários como assessor de arbitragem, o que é uma incongruência, culminando na sua recente punição perante o (STJD), o que avilta-o e, por consequência, desmoraliza a própria Anaf e, por extensão, a própria categoria dos homens de preto no Brasil.

A escolha deve ser certa

Resta esperar que o episódio negativo que envolveu o líder dos apitos brasileiros, conscientize-o da importante missão que lhe foi outorgada pelos árbitros, e, daqui para frente, Martins deixe o barco dos assessores  e assuma definitivamente o  comando da nau que se chama Anaf e passe a lutar pelo principal objetivo da categoria dos homens do apito, que é a profissionalização do árbitro de futebol no Brasil.

Mundialista tem que falar inglês (1)

Na segunda quinzena do mês de agosto de 1998, a Fifa enviou circular aos seus filiados, determinando que todos os árbitros indicados para o quadro da entidade internacional deveriam falar inglês. Lembro-me de que a época da notícia, o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, o único apito brasileiro a participar de três mundiais consecutivos, visando a sua provável indicação para a Copa do Mundo no Japão em 2002, o que aconteceu ao natural, imediatamente empreendeu viagem ao Canadá, objetivando aperfeiçoar o idioma mais falado do planeta.

Mundialista tem que falar inglês (2)

Faço o registro, porque uma das deficiências apresentadas pelos árbitros brasileiros pré-selecionados para o Mundial de 2014 no Brasil, exceção feita a Sandro Meira Ricci, é o domínio do inglês. Penso que é momento de a CBF investir nos árbitros que estão envolvidos no processo  do Mundial do ano que vem, permitindo que de uma só vez ou de maneira alternada, todos possam aprimorar a língua inglesa e com isso proporcionar que nossos apitos estejam em condições de igualdade com os demais árbitros que irão participar do evento. Digo isso, porque o idioma oficial da Fifa é o inglês e a entidade afirma que o árbitro que se comunica fluentemente em inglês, tem o seu trabalho facilitado nas partidas internacionais.

Relatório auspicioso (1)

Assim que retornou à Europa, Massimo Busacca, o chefe de arbitragem da Fifa, fez um relatório pormenorizado do desempenho da arbitragem na Copa das Confederações. No relato de Busacca, que não foi divulgado a grande mídia, a arbitragem praticada na competição em solo brasileiro atingiu a meta traçada pela Fifa, mas ainda terá que passar por novas lapidações, até chegar ao ponto desejado pela entidade que controla o futebol no planeta, ou seja, quando a Copa começar em junho de 2014.

Relatório auspicioso (2)
No que concerne a arbitragem Sul-americana na Copa das Confederações,  o grande destaque foi Wilmar Roldán (Foto/Fifa/Colômbia), que com seu estilo de arbitragem europeu, encantou Busacca e o presidente da Comissão de Árbitros da Fifa, Angel Maria Villar. É bom lembrar que Roldán, foi premiado pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, organismo reconhecido pela Fifa, em março deste ano, como o sexto melhor árbitro de futebol do mundo, e o melhor das Américas.

O melhor na decisão da Libertadores
Tamanho prestígio, proporcionou a Wilmar Roldán, apitar a segunda partida decisiva da Copa Libertadores da América, entre Atlético/MG x Olímpia (Paraguai), no próximo dia  24. Lembro ainda, que o indigitado árbitro apitará a segunda decisão consecutiva  da Libertadores, visto que em 2012, foi o árbitro da final de Corinthians/Brasil x Boca Junior/Argentina. 

Bela arbitragem no clássico

Em que pese os pequenos equívocos de posicionamento, de interpretação e aplicação das Regras de Futebol, Felipe Gomes da Silva (Asp-Fifa/RJ), o árbitro de Coritiba/PR 1 X 0 Atlético/PR, teve uma bela atuação.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Um erro pode ser fatal

 Foto: Divulgação
Temos de hábito quando dos grandes clássicos do futebol do Estado do Paraná, como critério habitual destinar uma mensagem ao apito designado para a sua condução.
E o fato agora se repete com a escalação do  árbitro, Felipe Gomes da Silva (foto - Asp/Fifa/RJ), que terá a dificílima missão de comandar o maior evento esportivo do futebol paranaense, no próximo domingo, no Couto Pereira, entre Coritiba x Atlético/PR.
Embora seja um profissional de regular competência, ainda está latente na mente dos torcedores do nosso futebol, os lamentáveis equívocos perpetrados pelo indigitado árbitro, na decisão do primeiro turno do Campeonato Paranaense do ano em curso. Nunca é demais trazer a memória do torcedor, que os erros de Gomes da Silva, naquela partida, Londrina x Coritiba, por muito pouco não provocaram uma tragédia fatídica no estádio do Café, na cidade de Londrina.
Dado o histórico negativo envolvendo-o em jogos das equipes paranaenses,   oportuniza-se advertir Felipe Gomes de que o Atletiba é o próprio realce do futebol da terra dos pinherais, e exige na sua direção no campo de jogo um braço forte manejando o apito.
Por isso mesmo, alerto-o novamente da necessidade de uma compenetração meditativa, a fim de que não manche o nosso maior clássico futebolístico, com uma conduta imprópria.
Fácil é afirmar que ser árbitro de futebol é uma operação problemática àqueles que se lhe agregam. Pois durante os minutos de duração de uma partida, um único erro e sua arbitragem vai para o beleléu. Estamos torcendo para que Gomes da Silva, seja vitorioso nessa sua complexa tarefa, visto que estará a frente do espetáculo dos espetáculos do nosso futebol, que em termos de arbitragem há muito tempo vivencia uma carência de apitos de excelência.  
PS: É contrário a melhor política a indicação de Marco Antonio Martins, presidente da Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol, como assessor de arbitragem, no jogo Avai/SC x Paraná Clube/PR por uma questão muito simples: Ele pelo seu cargo e função, é o homem que tem a missão de “captar” os erros que são cometidos pelo árbitro, assistentes, quarto árbitro e assistentes adicionais, durante o prélio. Posteriormente, investido na função e no cargo de presidente da Anaf, quando os mesmos árbitros que ele “caguetou” no seu relatório a CBF forem execrados publicamente, irá se metamorfosear tal qual um “camaleão” e irá avocar para si a responsabilidade de defendê-los.

domingo, 7 de julho de 2013

Homens sem categoria profissional

Correm os tempos e a situação continua sendo a mesma. A categoria que na verdade é a mais importante do futebol desde o nascimento dessa modalidade esportiva, continua sofrendo na “carne” a falta de uma solução primordial a qualquer trabalhador.

Mas o lamentável de tudo é que aqueles que poderiam evidenciar esforços no sentido de apresentar ideias, sugestões e projetos para o enigmático problema, como é a regulamentação da atividade do árbitro de futebol no Brasil, nada ou pouco fazem no sentido da sua materialização.
Foto: Divulgação
 Acredita-se que juristas e intelectuais estão a procura de uma abertura na legislação, para que esses trabalhadores tenham um ponto de apoio seguro quanto a fonte dos rendimentos pecuniários.

Constata-se que a cada semana surgem no cenário nacional, voluntários que propagam ter encontrado o caminho possível para resolver essa situação, mas, objetivamente tudo não passa de hipóteses aleatórias.

Por certo caro internauta, você já assimilou que além da estarmos falando do árbitro de futebol, vai concordar que a confraria do apito, infelizmente, nasceu para enfrentar essa situação delicada, ou seja, a  regulamentação da sua área de trabalho, por uma questão simples: Desvendar quem seja o seu empregador.

Dado um possível movimento anunciado por alguns líderes classistas de que a Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol, irá se movimentar sobre a profissionalização do árbitro de futebol, em Brasília, nos próximos dias, faremos um hiato sobre o tema e voltaremos ao assunto nas próximas crônicas.   

Apitos querem eleição

O futebol paranaense vive um dilema há muitos anos. Há uma associação de árbitros de futebol e um sindicato de árbitros de futebol. A associação foi criada em outubro de 1988, e desde então, tornou-se a entidade representativa dos árbitros do Paraná. Posteriormente, em 2003, foi fundado o sindicato, porém, com sérios problemas na sua formatação diretiva, o que não foi digerido pela classe até o presente momento.

Apitos querem eleição (2)

Nos últimos anos, várias tentativas foram realizadas na direção de equacionar o impasse e, por consequência, ter uma entidade de classe que dê respaldo em âmbito local e nacional aos árbitros da (FPF) -  Federação Paranaense de Futebol. No entanto, todas as ações não lograram êxito e o resultado pode ser observado na decadência acentuada no quadro de arbitragem da (FPF), em todos os sentidos. Há excesso de quantidade, mas baixíssima qualidade.  

 Apitos querem eleição (3)

Pensando no imbróglio, fui a campo durante a Copa das Confederações ouvir o que pensam sobre o tema os maiores interessados, no caso, os árbitros paranaenses. E a resposta foi avassaladora. Se há interesse na melhora da qualidade da arbitragem da Casa Gêneris Calvo, leia-se, Federação Paranaense de Futebol, o caminho imperioso a ser trilhado é o do entendimento entre associação e o sindicato.  A posteriori, a realização de uma  eleição sem limites de chapa. Aliás, uma nova eleição, é o que desejam 98,9% dos árbitros.

Queremos novas lideranças

Perguntei aos árbitros do Paraná, o que pensam dos atuais dirigentes da associação e do sindicato. 99,3%, responderam que é necessário gente com novas ideias e que apresente projetos objetivos em benefício da classe  e, sobretudo, com disponibilidade de tempo para trabalhar em benefício da categoria, e com presença marcante em Curitiba, onde são tomadas as principais decisões  sobre a arbitragem. Resumo da ópera: Nada vai mudar e a tendência da arbitragem paranaense é mergulhar cada vez mais no caos que está atolado.

PS: O agarra-agarra dentro da área de pênalti, foi a principal infração cometida pelos atletas na volta do Campeonato Brasileiro, principalmente na Série A, sob os olhares omissos e coniventes dos árbitros, dos assistentes e dos assistentes adicionais, que ficam atrás das metas. A impressão que ficou é que os homens da arbitragem estão inseguros, ou então, devem estar com algum problema no globo ocular.  

PS (2): Se a direção da (Anaf) Associação Nacional de árbitros de futebol, deseja realizar um movimento impactante com vistas a conseguir a regulamentação da atividade do árbitro de futebol no Brasil, o caminho seria uma paralisação do Campeonato Brasileiro, cujos desdobramentos atingiriam a jugular da CBF, das federações estaduais, dos clubes e da TV, já que todos os nominados faturam muita grana a cada rodada da competição, enquanto o árbitro é tratado como um ser descartável. Se tiverem um mínimo de independência junto as entidades aqui mencionadas e um mínimo de comprometimento com a confraria do apito brasileiro, Marco Antonio Martins, Arthur Alves Júnior, Salmo Valentim e demais congêneres, deixam de acreditar em Papai Noel e, por consequência, apagam a chama da ilusão que está vicejando em todas as mentes dos árbitros de futebol do Brasil.