quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Beldades estão dominando os gramados no Brasileirão

Ricardo Brejinsk/Tribuna do Paraná/Paranaonline


Marco André Lima
Nadine Bastos: bolada a nocauteou ela em Goiânia.
Que o futebol já não é mais um esporte predominantemente masculino, todo mundo sabe. O que ninguém imagina é o quanto as mulheres estão ‘invadindo’ e ganhando espaço neste universo. Se antes a presença feminina nos estádios era apenas nas arquibancadas, e muito timidamente, agora elas estão também dentro de campo e fazem parte do espetáculo, apitando e bandeirando as partidas. Propositalmente ou não, a CBF escolhe as mais bonitas para atuar.
Allan Costa Pinto
Katiuscia Berger Mendonça: atuação polêmica.
Tudo começou em 2003, com a árbitra Sílvia Regina de Oliveira e a bandeirinha Ana Paula Oliveira - as pioneiras na função - comandando os jogos no Campeonato Brasileiro. Agora, não são poucas as que se aventuram no apito. Já contabilizando a atual rodada da Série A, e a 24.ª rodada da Série B, que começa amanhã, foram poucas as vezes em que nenhuma mulher participou. Em 46 rodadas, elas só passaram em branco seis vezes (duas na Série A e quatro na B). Considerando o número de partidas até aqui, elas já atuaram em 18,9% do jogos.

No total, uma árbitra - Grazianni Maciel Rocha (RJ) - e 12 assistentes já participaram do Brasileirão. Atualmente, o quadro da CBF conta com 14 árbitras e mais 54 banderinhas femininas, sendo três delas filiadas à Federação Paranaense de Futebol - Edina Alves Batista, Fernanda Braz Borghezan e Sandra Maria Dawies. Das três, apenas Edina participou do Campeonato Brasileiro. Foram três partidas, todas pela Série B.

Felipe Rosa
Vanessa de Abreu Amaral: torcida do Paraná gostou.
Participando dos jogos do Trio de Ferro, elas apareceram em 12 oportunidades, já contabilizando o duelo do Furacão contra o Flamengo, hoje à noite. O Atlético teve a atuação delas em cinco partidas, assim como o Paraná. Já o Coxa só recebeu duas vezes as banderinhas. Quem mais atuou em jogos do Trio de Ferro foi Nadine Schramm Camara Bastos, que foi relacionada três vezes.

Em uma delas, teve a infelicidade de levar uma bolada no rosto. Na vitória do Tricolor por 2 x 0 sobre o Atlético-GO, no Serra Dourada, ao tirar a bola do adversário com um chutão para a lateral, o zagueiro Alex Alves acertou em cheio a bandeirinha, que caiu no chão e precisou ajuda médica para se recuperar. Outra atuação que marcou foi a da capixaba Katiuscia Berger Mendonça (ES). No jogo Cruzeiro 1 x 0 Atlético, no sábado passado, ele anulou um gol legítimo da Raposa.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Vista grossa quanto aos gandulas: árbitros

A Fifa viu, reviu e reprovou a atuação dos gandulas que exercem a função da reposição de bola, todas vez que a pelota ultrapassa as linhas de meta (as duas mais curtas) e as linhas laterais (as mais compridas), nas competições do futebol brasileiro.
A entidade que controla o futebol o planeta tem razão. Pois quem se ater a observar qualquer partida do Campeonato Brasileiro nas Séries A, B, C e D, ficará impressionado com a esbórnia que é praticada pelos gandulas e perplexo com a “covardia” do árbitro, do quarto árbitro, dos assistentes e dos árbitros adicionais. Esse contingente de apitadores aqui nominado, vê tudo e nada faz para dar fim nesse descalabro, que afronta as Regras de Futebol, e, por consequência, a imagem do futebol brasileiro perante o mundo.
Diante do que se leu, a exemplo da Copa das Confederações, quando cento e trinta e oito gandulas foram selecionados e submetidos a treinamento de excelência, para desenvolverem a atividade de acordo com o padrão Fifa, a entidade que controla o futebol no planeta, definiu que a Coca-Cola, será a empresa responsável pelo processo seletivo e treinamento dos gandulas  para a Copa-14.
Arbitragem brasileira na UTI
Outro setor do nosso futebol que vive dias de incerteza junto a Fifa, é a arbitragem. Imaginem que se na Série A do Brasileiro, onde hipoteticamente estão os “melhores” apitos e assistentes, está ocorrendo uma gama interminável de erros grotescos de interpretação e aplicação das regras, rodada após rodada, já imaginaram o que se sucede na Série B, na Série C, e, por derradeiro, na Série D?. No apito, a resposta está no continuísmo das mesmas pessoas no comando da arbitragem nacional e na maioria das federações estaduais, acoplado a ausência de um projeto de excelência com planejamento e organização, com vistas a apresentar à Fifa dois trios de arbitragem de alto nível, para o Mundial do ano vem. 
 Se a CBF e sua Comissão de Árbitros, não desenvolverem nos próximos meses em caráter emergencial, um conceito moderno de aprimoramento técnico, tático, físico e psicológico aos árbitros e assistentes pré-selecionados para a Copa do Mundo, o árbitro de futebol do Brasil, que está em descompasso com o modelo da Fifa, corre o sério risco de se tornar mero coadjuvante na Copa.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Assistentes recebem treino sobre fora-de-jogo

Os árbitros assistentes da Europa receberam treino intensivo na recente reunião de Verão da UEFA para árbitros, em que o trabalho focou as novas directrizes do fora-de-jogo inseridas nas Leis do Jogo.



Assistentes recebem treino sobre fora-de-jogo
      Pierluigi Collina, ministrou palestra aos árbitros europeus sobre a Regra XI
A reunião de Verão da UEFA para os árbitros e árbitras de topo do futebol na Europa preparou estes intervenientes para os respectivos compromissos na presente temporada. No curso deste ano também foi dada especial atenção aos árbitros assistentes, já que vão reger-se segundo novas directrizes no fora-de-jogo, entretanto introduzidas nas Leis do Jogo.

Na Primavera, o International Board (IFAB), responsável pela elaboração das leis do jogo, aprovou uma clarificação do texto da Lei 11 (Fora-de-Jogo, Interpretação das Leis do Jogo). O IFAB concordou que o texto em vigor não era suficientemente preciso em relação a "interferir com um adversário/ganhar vantagem". Consequentemente, os árbitros assistentes europeus receberam treino intensivo no curso de Verão da UEFA, em Nyon, de modo a familiarizarem-se com as novas directrizes.
Na edição 2013/14 das Leis do Jogo, a Lei 11 estipula que "um jogador em posição de fora-de-jogo apenas é penalizado se, no momento em que a bola é tocada ou jogada por alguém da sua equipa, estiver, na opinião do árbitro, envolvido em jogo activo por:
- interferir na jogada ou
- interferir com um adversário ou
- ganhar vantagem por estar nessa posição."

No contexto da Lei 11 do fora-de-jogo, as seguintes definições (alterações a negro) aplicam-se agora ao que está descrito acima:
• "interferir com um adversário" significa impedi-lo de disputar, ou poder disputar, a bola, obstruindo claramente a sua linha de visão ou disputando com ele a posse da bola
• "ganhar vantagem por estar nessa posição" significa disputar a bola:
i. que ressalte ou seja desviada para si pelo poste, barra ou um adversário, após ter estado em posição de fora-de-jogo
ii. que ressalte, seja desviada ou jogada para si de uma defesa deliberada por um adversário, após ter estado em posição de fora-de-jogo

Para além disso, a partir desta época: "Um jogador em posição de fora-de-jogo que receba a bola de um adversário, e a jogue deliberadamente (excepto após uma defesa deliberada), não é considerado como tendo ganho vantagem."
O responsável pela arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina, esteve presente em Nyon para garantir que as sessões de treino eram levadas a cabo de acordo com as novas directrizes para os árbitros assistentes e explicou as alterações ao UEFA.com.
"Em Março passado, o IFAB alterou a instrução e directrizes da Lei 11 em relação ao que significa interferir com um adversário, e o que representa ganhar vantagem por estar em posição de fora-de-jogo", disse.
"Este curso centrou-se bastante no fora-de-jogo, já que é importante ter árbitros assistentes sintonizados com a nova interpretação e com o novo texto da Lei 11. O fora-de-jogo é algo muito importante e que merece ser tratado com cuidado."
"Agora, os principais aspectos a serem considerados na avaliação de um jogador em fora-de-jogo como interferindo com um adversário envolvem obstruir claramente a linha de visão de um adversário e disputar com ele a posse da bola. Por isso estes são os dois critérios a serem considerados para decidir se um jogador em posição de fora-de-jogo pode ser sancionado."
"Ganhar vantagem por estar em posição de fora-de-jogo – agora, os árbitros assistentes devem considerar a natureza da forma de actuar do defesa, pois se ele agir de forma deliberada, o desfecho da jogada não importa, com a excepção de uma 'defesa', e então estar em posição de fora-de-jogo, ganhando vantagem com isso, deixa de ser considerado infracção."
Como é que estas alterações dão aos árbitros mais coisas diferentes em que pensar acerca de situações de jogo? "Certamente agora é mais importante avaliar a intenção do jogador", reflectiu Collina. "Significa que o árbitro e os árbitros assistentes devem ser muito cuidadosos a avaliar se o jogador jogou a bola de forma deliberada ou não."
Com a lei do fora-de-jogo a tornar-se cada vez mais importante a cada ano que passa, a UEFA decidiu, sensatamente, concentrar ainda mais atenção nos árbitros assistentes. "Fizemos algo diferente antes do [UEFA] EURO 2012, envolvendo especialistas no treino de árbitros assistentes, e o desfecho foi muito positivo", explicou Collina.
"O EURO 2012 teve enorme sucesso, com muito boas decisões tomadas pelos árbitros assistentes. Queremos continuar com isto. Decidimos envolver três antigos árbitros assistentes de topo na preparação dos árbitros assistentes da UEFA, e 46 deles participaram neste curso da UEFA."
"Também estamos a implementar novas ferramentas para darem apoio aos árbitros assistentes na sua preparação diária. Pelo facto de ser muito difícil para eles treinarem situações de fora-de-jogo sem ser no decorrer de um jogo - precisariam de jogadores para as recriarem - a UEFA forneceu-lhes uma aplicação 'online' para simularem essas acções. A reacção que estamos a receber da parte dos árbitros assistentes é muito positiva."
Fonte: Uefa.com

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Impedimento: a “tortura” dos assistentes

 Divulgação
Dr. Carlos Alarcón com a caneta no bolso
José Maria Garcia Aranda, ex-árbitro da Fifa e ex-chefe da arbitragem da entidade máxima do futebol brasileiro, dispõe no seu site um dos mais visitados do planeta, inúmeras situações em vídeo da Regra XI – Impedimento. Nos sites da Bundesliga (Alemanha) e da Premier League (Inglaterra) -  também há inúmeras situações que explicam de forma pormenorizada, que, o impedimento obedece uma equação simples: posição + interferência = impedimento. Quem afirma isto é a Fifa. Ponto.

Em que pese algumas modificações mínimas implementadas pela Fifa na lei do impedimento  recentemente, o básico e fundamental para a marcação do impedimento pelo assistente é definido em duas situações:  uma objetiva, que é a constatação física de que um jogador se encontra em posição de impedimento. E a outra subjetiva, que é o julgamento do assistente se o atleta em questão interfere ativamente na jogada. Subjetividade  é o que se passa no intimo do individuo. É como ele vê, sente, pensa à respeito sobre algo e que não segue um padrão, pois sofre influências da cultura, educação, religião e experiências adquiridas.

Dada a subjetividade da regra do impedimento, a Fifa determina que as associações, confederações e federações a ela filiadas, realizem requalificação com os árbitros  assistentes, ao menos uma vez por mês, com o escopo de aproximar-se da uniformização de critérios, para definir quando um jogador, em posição de impedimento, interfere ativamente no jogo e deve, ser sancionado por isso com um tiro livre indireto.

O árbitro de Cruzeiro/MG 1 x 0 Atlético/PR, Raphael Claus e a assistente Katiúscia Berger Mendonça, interpretaram e aplicaram de maneira equivocada a Regra XI - impedimento na indigitada partida. Se houver um mínimo de coerência na CA/CBF, ambos devem ser submetidos a um processo de reciclagem no que diz respeito ao “Off side” e, por consequência, Berger Mendonça, deve submeter-se a um exame oftalmológico em caráter emergencial. Dito isso, o lance que originou o segundo gol da equipe das alterosas foi legalíssimo. O atleta da esquadra das cinco estrelas, quando lhe foi lançada a bola estava no mínimo um corpo atrás do penúltimo defensor do rubro-negro paranaense.
  
PS: Instrutores de arbitragem, professores de escolas de formação de árbitros, assessores de arbitragem da CBF (muitas dessas pessoas nunca apitaram um única partida de futebol de pelada), delegados especiais de arbitragem designados pela mesma CBF, deveriam buscar Knom how nos sites acima mencionados sobre o impedimento e, se persistirem com dúvidas, sugiro que busquem  o PhD em arbitragem do futebol brasileiro Carlos Eugênio Simon, ou ainda o mestre da arbitragem Sul-Americana, Dr. Carlos Alarcón, presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol e o mais longevo membro da Comitê de Arbitragem da Fifa. A imprensa, os torcedores, os atletas, e, sobretudo aqueles que tem a missão precípua de interpretar e aplicar as Regras de Futebol (árbitros e assistentes) no campo de jogo, ficariam agradecidos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tirar poderes do árbitro é "perigo de morte"

Semanalmente recebo indagações dos internautas que acessam esta coluna, questionando os motivos que impedem a Fifa de implementar a tecnologia como auxílio à arbitragem não só na linha do gol, mas, também no impedimento e na marcação do pênalti.

A resposta é simples. A Fifa é extremamente conservadora e tem como seu parceiro inseparável nesta empreitada, o International Association Board, a única entidade que tem poderes para autorizar qualquer experimento ou modificações nas Regras de Futebol. O Board é composto pelas quatro associações britânicas (Escócia, Inglaterra, País de Gales e Irlanda) desde a sua fundação em 1882. Cento e vinte e nove anos anos se passaram e nenhum outro País foi convidado para fazer parte dessa entidade, ou seja, a sua formatação é idêntica até os dias atuais, o que a nosso ver, tem obstaculizado qualquer ação no sentido de promover possíveis alterações nas leis que regem o futebol, dentro das quatro linhas.
                                                Foto: Premier League
Independente do modus operandi da Fifa e do Board no que tange a tecnologia na linha do gol e em outras partes do campo de jogo, como instrumento de ajuda aos homens do apito, a Premier League da Inglaterra, vem desenvolvendo estudos desde 2006, em conjunto com a Hawk-Eye, objetivando não só ajudar a equacionar lances que não são observados pela arbitragem, mas, como forma de dar credibilidade as tomadas de decisões do árbitro de futebol. 

Os testes da Hawk-Eye no esporte e, sobretudo no futebol, tiveram início em 1999, com experimentos na Alemanha, Hungria, Inglaterra e Itália. No entanto, o Board só autorizou a tecnologia na linha do gol, no dia 5 de julho de 2012. O que evidencia a resistência da entidade que controla o futebol no planeta, na introdução da eletrônica como ferramenta de apoio à arbitragem,visando solucionar lances que fujam do seu campo visual.

Como a Fifa não estabeleceu um padrão para a implantação da tecnologia na linha do gol, após a Copa das Confederações no Brasil, deixando a escolha ou não de cada  filiado seu, a Premier League foi a primeira e a  única entidade de futebol do mundo até o momento, que implementou no seu campeonato, a tecnologia na linha do gol para a temporada, 2013/2014.

Os ingleses que são parceiros do sistema Hawk-Eye, há 14 anos, optaram por esse sistema no campeonato deste ano, que consiste em sete câmeras instaladas atrás de cada meta, apontadas estrategicamente para a linha do gol, que captam 500 imagens por segundo. O mecanismo utilizado pelo Hawk-Eye, faz uma leitura 3D da bola que traz no seu interior um chip e envia o resultado para um software que processa a imagem. Se a bola ultrapassar a linha de meta e não for captado pelo olho humano, um relógio que é instalado no pulso do árbitro, emite um sinal vibratório, o que significa que a esfera ultrapassou totalmente a linha do gol.

Portanto, esclareço o leitor, que embora seja utilizado em mais de 230 estádios e aproximadamente 100 eventos ao ano, como a Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, no Críquete e nos quatro principais torneios do tênis mundial - (Austrália Open, Roland Garros,Wimbledon e US Open), o sistema aqui nominado ainda vai demorar para chegar na sua plenitude no futebol, e, por consequência, no futebol brasileiro.  

PS: desde que não se tenha o convencimento absoluto da competência do árbitro com formulações tecnológicas, o futebol poderá perder o seu prestígio perante torcedores, atletas, e cartolas. É uma matéria "recheada" de elementos "terrivelmente" complexos.





quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Juiz 'fortão' diz que porte físico ajuda e que não quer amedrontar jogadores


Vanderlei Lima
Do UOL, em São Paulo
  • Reprodução/Facebook
    Anderson Daronco quer ser reconhecido apenas pelo seu desempenho como árbitro Anderson Daronco quer ser reconhecido apenas pelo seu desempenho como árbitro
Com atuações seguras e postura bastante enérgica, o árbitro Anderson Daronco vem ganhando espaço no futebol brasileiro. Aos 32 anos, o professor de Educação Física de Santa Maria-RS também está chamando a atenção pelo seu porte atlético. Com 1,88m e 88kg, ele se destaca fisicamente em relação aos outros profissionais de arbitragem, mas dispensa a alcunha de 'fortão' e alerta: "eu quero ser conhecido por apitar bem".
Para tentar fugir desta 'sina', Daronco, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, fez questão de ressaltar que correr bem e estar sempre perto dos lances não é garantia de uma boa arbitragem: "A questão física eu sei que chama a atenção, mas faz parte de um conjunto de fatores. Não adianta apenas ser um corredor de atletismo e ter velocidade. Não vai dar certo no campo de futebol, vai sempre estar próximo do que aconteceu, mas isso não significa que vai acertar".
No último domingo, Daronco apitou a vitória do Cruzeiro sobre Flamengo por 1 a 0, no Mineirão. O programa Fantástico, da Rede Globo, destacou, além do seu tamanho, a 'bronca' dada em Mano Menezes, após reclamação acintosa do treinador do Flamengo. Apesar de se impor durante as partidas, o juiz que estreou na série A do Brasileirão em 2011 no jogo entre Coritiba e América-MG não quer inibir nenhum jogador: "Escuto comentários que o meu tamanho está amedrontando jogadores,  que eles não reclamam por causa disso ou porque sou grande. Isso não nada a ver, quero fugir disso", disse.
"É claro que a questão física conta, dará condições melhores, mas quero dizer que estou construindo o meu nome na arbitragem, e que isso não será construído só pela parte física", desabafou.
E para quem vê Daronco agora no seu auge, pode até achar que teve uma trajetória fácil. Entretanto, ele garante que não, e que teve de fazer muitas escolhas profissionais complicadas e se dedicar ao máximo para alcançar o seu objetivo: "Eu trabalhei como professor de educação física em colégio, dando aulas. Mas com o passar do tempo ficou difícil conciliar as duas profissões, pois tinham as viagens. Então começou a ficar ruim para mim. Preferi a carreira de árbitro".
Daronco revelou ainda que se espelha em outros árbitros para aprimorar o seu desempenho. Para ele, Carlos Simon e Leonardo Gaciba, já aposentados, e o experiente Leandro Pedro Vuaden são "modelos a serem seguidos".
Por fim, ele descreveu a sensação que sente quando entra em campo para arbitrar alguma partida, independente da sua importância: "Comecei em jogos menores e peguei o gosto pela coisa. É bem o que falam: quando você entra na arbitragem, é um vício. Quando entra não larga mais".




domingo, 8 de setembro de 2013

Inglaterra: “Laboratório” faz os árbitros



Dado ter noticiado aqui neste espaço, que a Premier League da Inglaterra é exemplo de organização no que diz respeito ao árbitro de futebol, que lá é profissional e que os dirigentes da Associação Nacional de Árbitros de Futebol – Anaf, deveriam buscar subsídios junto a empresa que coordena todo o sistema da arbitragem – a (PGMOL) -  Professional Game Match Officials, com o objetivo precípuo de colher dados de como funciona a situação no país londrino, para desenvolver um projeto com vistas a profissionalização do árbitro de futebol brasileiro, tenho recebido vários questionamentos sobre o tema.
Diante do exposto, fui pesquisar como é gerido o sistema inglês no que tange aos homens de preto. Funciona assim: Embora tenha em toda a Inglaterra (28.000) árbitros, apenas 77 árbitros e 231 assistentes são profissionalizados, e todos tem  contrato anual com a empresa aqui citada. Essa empresa foi fundada em 2001, com o missão específica de mudar os rumos da arbitragem naquele país e  ser considerada paradigma em todo o planeta.
Dezesseis profissionais  de excelência, comandados pelo ex-árbitro inglês  e da Fifa, Mike Riley, incluindo cientistas esportivos, nutricionistas, psicólogos, PhDs em educação física, oftalmologistas, cardiologistas, em conjunto com um seleto contingente de ex-árbitros, que desenvolvem a função de assessores de arbitragem, ex-atletas e dirigentes que atuam como delegados nas partidas, são os responsáveis pelo sucesso da confraria do apito inglês.
A cada rodada, esse grupo seleto de profissionais nominados, se reúne e analisa minuciosamente as tomadas de decisões da arbitragem e elabora um relatório com dados estatísticos, elencando os erros e acertos do árbitro e assistentes.  Além disso, a tecnologia  mede a distância que o árbitro percorre durante a partida, os sprints de baixa, média ou alta velocidade realizadas pelo apitador e o seu batimento cardíaco.


Na verdade há um projeto que foi desenvolvido em 2001 e vem sendo aprimorado ano após ano, inclusive com a recém implementação da tecnologia na linha do gol, seguindo o exemplo da Fifa. Projeto que tem a participação de membros da The FA, da PGMOL, da Uefa e da Fifa, o que tem propiciado a formação de novos apitos a cada temporada, a transferência de conhecimentos e a requalificação para árbitros de futebol, em  diferentes partes do planeta.  
PS: Ao contrário do futebol brasileiro, onde a maioria esmagadora dos cronistas esportivos são leigos nas Regras de Futebol, na Inglaterra, os narradores esportivos das emissoras de rádio, de Tv e os jornalistas que escrevem sobre o tema arbitragem em blogs, sites, jornais etc..., quando ficam em dúvida sobre um determinado lance em qualquer jogo,  são convidados a participar de reuniões com a (PGMOL) - onde  recebem instruções sobre as regras de Futebol, e,  o porquê de o árbitro ou assistente ter tomado a decisão que tomou.

sábado, 7 de setembro de 2013

Árbitro que nunca erra

A Premier League da Inglaterra, está exibindo ao mundo do futebol nesta temporada uma novidade. O sistema goal (GDS), que foi desenvolvido pela Hawke-Eye. Sistema esse que instala em cada partida do campeonato inglês, câmeras que são colocadas estrategicamente na linha de meta, objetivando identificar se a bola com um chip, ultrapassou ou não a nominada linha, quando esse tipo de lance não é captado pela visão do árbitro ou dos seus assistentes.
E, a eficiência do sistema, pôde ser confirmada já na terceira rodada, no prélio Chelsea x Arsenal. Nos acréscimos do primeiro tempo, o meia inglês Frank Lampard do Chelsea, ao receber um cruzamento de Ivanovic, cabeceou no canto do goleiro Allan Mac Gregor e o guapo em tela, fez brilhante defesa em cima da linha de meta.
José Mourinho, técnico do Chelsea e seus comandados, gritaram gol e exigiram do árbitro Jonathan Moss e dos demais membros da arbitragem, que o lance fosse validado. Incontinenti, Moss explicou aos atletas e ao técnico Mourinho, que no sistema Hawke-Eye, quando a bola ultrapassa a linha da meta na sua totalidade, o relógio instalado especificamente no pulso esquerdo do árbitro do jogo, recebe uma vibração. E, como ele não sentiu nenhuma vibração no pulso, o gol não poderia ser validado.
Ato contínuo, o lance foi exibido num telão do estádio Sanford Bridge, onde ficou constatado para os presentes nas arquibancadas e para os telespectadores que assistiam pela TV, que a bola não havia ultrapassado a linha de meta na sua plenitude.
Os ingleses que inventaram o futebol, as regras que regem o esporte no retângulo verde, o chuveirinho, a profissionalização do árbitro de futebol, agora saem na frente com a implementação da tecnologia no auxílio à arbitragem, para equacionar lances que escapem da visão humana. Confira a seguir, como funciona o sistema introduzido na Premier League, seguindo modelo que a Fifa e o Board já haviam concebido. Sobre essa inovação nada mais à acrescer.

Fotos: Premier League

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Árbitros desafiados a manter padrões elevados

Os árbitros de topo do futebol europeu foram encorajados a trabalharem arduamente e a manterem um padrão de exigência elevado, à medida que se preparam para a temporada 2013/14. 

Árbitros desafiados a manter padrões elevados
O "chefe" dos árbitros da UEFA, Pierluigi Collina ©Sportsfile

Aos árbitros de topo do futebol europeu e respectivos assistentes, foi pedido para estabelecerem os mais elevados padrões no seu desempenho e imagem, à medida que se inicia uma nova e desafiante época.

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Os árbitros encontram-se na Suíça para a sua reunião anual de Verão da UEFA, onde irão preparar a temporada 2013/14, e passar em revista a parte final da época anterior. O grupo presente em Nyon inclui árbitras e assistentes de elite, à medida que o organismo gestor do futebol europeu se esforça para manter um progresso contínuo e melhorias no sector da arbitragem.
O programa desta semana inclui treino de "fitness" e o responsável pela arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina, insistiu na necessidade de os árbitros serem capazes de lidar com as exigências físicas do jogo de elite da actualidade. "É importante ser um atleta – e um árbitro ou árbitro-assistente são-no sem dúvida", disse. "Se não for um atleta, não vai conseguir lidar com um jogo, dada a velocidade e intensidade a que são disputados hoje em dia."
"Também é preciso parecer um atleta. Os resultados que estão a atingir em termos de condição física e imagem são brilhantes", acrescentou Collina acerca do treino e hábitos alimentares aos quais os árbitros precisam de aderir. "Em campo é cada vez mais difícil ver a diferença entre um jogador e um árbitro. É isto que queremos atingir."
Collina também recordou aos árbitros a importância das suas responsabilidades enquanto representantes da UEFA nos jogos. "Estão em serviço, não em visita a uma cidade como turistas", disse. Collina enfatizou a necessidade de os árbitros terem cuidado na forma como se comportam, num Mundo onde as pessoas conseguem enviar fotos e comentários com um simples toque num botão, e a evitarem situações que podem originar cobertura jornalística negativa ou errada.
Collina disse aos árbitros que a UEFA vai continuar a nomear árbitros da categoria desenvolvimento de elite e primeira categoria para jogos da UEFA Champions League, se os seus desempenhos o justificarem. "Na temporada anterior, em 96 jogos da UEFA Champions League, 25 foram dirigidos por árbitros da categoria desenvolvimento de elite e 13 por árbitros da primeira categoria. Na UEFA Europa League, 34 dos 144 jogos foram dirigidos por árbitros da segunda categoria. Isto mostra que estamos a dar-lhes uma oportunidade, juntamente com os árbitros de elite – pensamos que possuem qualidade. Existem jogos ao mais alto nível para cada um de vocês – é importante que realizem boas exibições."
A UEFA, explicou Collina, ficou agradada com a qualidade exibida pelos seus árbitros, mas não se coibirá de fazer reparos quando as suas exibições ou decisões fiquem aquém dos padrões exigidos. "Nem sempre podemos dizer que tudo corre bem", reflectiu. "E quando algo não corre bem, é melhor falar e encontrar as razões para isso ter acontecido, para regressar aos padrões que estão prontos a oferecer. A impressão global é boa, mas devemos continuar a melhorar."
A importância de um trabalho de equipa eficaz entre árbitros e assistentes foi destacado por Collina, que também pediu aos árbitros para se manterem vigilantes em relação a situações de pressão, após decisões polémicas. "Não queremos que os árbitros sejam colocados sob pressão por jogadores e treinadores", disse. "São responsáveis, porque ninguém pode prevenir este comportamento melhor do que vocês se forem suficientemente fortes."
A UEFA concentra-se no papel importante desempenhado pelos árbitros-assistentes, que serão submetidos ao seu próprio treino específico no curso da UEFA, esta semana. O trabalho prático e os debates vão centrar-se nas novas leis sobre o fora-de-jogo, que entram em vigor esta época, enquanto as árbitras vão rever o recente UEFA Women's EURO 2013, que decorreu na Suécia.
Fonte: Uefa.com

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Você acredita na profissionalização na América?

Quando a Inglaterra optou pela profissionalização da arbitragem em 2001, a (FA) Federação Inglesa e a Premier League, que é uma empresa à parte da federação e a Football League, que lá corresponde a segunda divisão se juntaram e fundaram a (PGMOB) – Professional Game Match Officials Bord, que assumiu o comando de todo o quadro de árbitros do País, sob a regência de Keith Hackett.

Criada a (PGMOB), foram contratados vinte e um árbitros para a divisão de elite e quarenta e nove apitos para as demais divisões em regime integral, ou seja, com dedicação exclusiva à arbitragem. O que se observou desde a implementação da profissionalização é que o desempenho do árbitro de futebol inglês cresceu substancialmente em qualidade, e, por extensão, em credibilidade. Tanto é verdade que a gestão praticada pela (PGMOB) - atualmente dirigida pelo ex-árbitro da Fifa, Mike Riley, é paradigma no Continente Europeu e, há pouco mais de quinze dias foi contratado pela Confederação Asiática de Futebol.

Lembro ainda que a exceção da Inglaterra, não existe um modelo comum de profissionalismo à arbitragem na Europa. Cada país vem escolhendo de acordo com a sua especificidade desportiva, jurídica, geográfica, dos seus recursos financeiros e humanos a melhor opção, objetivando implantar gradativamente o processo de profissionalização, ou situação análoga.

Feito o preâmbulo acima, informo que na semana que passou, correu a notícia na América do Sul de que a (Conmebol) – Confederação Sul-Americana de Futebol, está desenvolvendo um projeto por solicitação da Fifa, no sentido de criar um grupo de árbitros de elite, com vistas a profissionalização da arbitragem. Fui atrás da veracidade ou não da notícia e as informações que recebi não confirmaram nem desmentiram o fato.

Portanto, a Anaf – Associação Nacional de Árbitros de Futebol, que está gestionando em diferentes frentes a aprovação do projeto de lei que reconhece a profissionalização do árbitro de futebol no Brasil, deveria se inteirar adequadamente como ocorreu o processo na Inglaterra e se há esse estudo na Conmebol e como ele está sendo realizado.

Em assim agindo e municiada com Know How e de acordo com a realidade da República Federativa do Brasil, buscaria as melhores opções para a aprovação do tão sonhado processo de profissionalização do árbitro de futebol brasileiro.

PS: Se persistirem no caminho “equivocado” que vem trilhando na questão da profissionalização, Marco Antonio Martins, presidente da Anaf e seus congêneres, correm o sério risco de desferirem um tiro pé da categoria dos homens de preto.