terça-feira, 15 de julho de 2014

Dirigentes que cobram renovação na seleção estão no poder há até 40 anos

  • Leandro Moraes/UOL
    José Maria Marin, presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, seu sucessor em 2015 José Maria Marin, presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, seu sucessor em 2015
  • Danilo Valentini/UOL/SÃO PAULO
O impacto provocado pela goleada de 7 a 1 aplicada pela Alemanha contra o Brasil, há uma semana, foi a gota d´água para que algumas das figuras mais influentes e menos conhecidas do futebol brasileiro clamassem pela demissão de Luiz Felipe Scolari e, principalmente, por uma renovação generalizada na seleção. Quem clama por mudanças e novos ares, porém, são justamente dirigentes que estão entranhados na estrutura da CBF por até 40 anos: os presidentes das federações estaduais.

Foi o que aconteceu logo no dia seguinte ao massacre imposto pela seleção alemã, a futura campeã da Copa de 2014. Delfim Pádua Peixoto Filho, presidente da Federação Catarinense de Futebol há 29 anos, foi aos microfones para declarar que Felipão "está ultrapassado, obsoleto". Nos bastidores, ele e outros presidentes não deixaram de cobrar de forma enfática ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, que havia chegado a hora da mudança. Um pedido que o responsável pela administração do futebol brasileiro não tem como não levar em conta.

Porque são os 27 presidentes das federações e os 20 presidentes dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro que são os responsáveis pela escolha do presidente da CBF e, indiretamente, dos caminhos que serão percorridos pela seleção brasileira. A trombada contra a Alemanha no Mineirão, entretanto, despertou uma série de críticas à forma como a gestão do futebol brasileiro vem sendo executada.

O último alerta foi feito nesta segunda (14) pelo jogador Paulo André, o representante mais atuante do Bom Senso FC, movimento que prega mudanças na gestão da modalidade no país. O ex-zagueiro do Corinthians atacou o fato de que são os presidentes das federações estaduais que têm pressionado o presidente da CBF, José Maria Marin, a promover a renovação no futebol brasileiro. Para isso, listou dirigentes que comandam sua entidade há até quatro décadas. No total, são 16 dirigentes que comandam o futebol em seus estados há mais de dez anos.
Fonte: http://copadomundo.uol.com.br

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O homem nunca é perfeito, muito menos serão os árbitros de futebol

                                                       Fifa.com

A Fifa após a Copa do Mundo na África do Sul, anunciou e desenvolveu um processo de preparação dos homens de preto que vieram ao Mundial no nosso País, utilizando das mais sofisticadas ferramentas tecnológicas e humanas disponíveis no planeta na atualidade, com vistas a minimizar ao máximo os erros da arbitragem nas tomadas de decisões nas sessenta e quatro partidas disputadas.

No entanto, ultimado o maior evento esportivo do futebol mundial, o principal legado que a confraria do apito internacional que laborou na Copa do Mundo no Brasil deixou, é de que os erros de arbitragem são decorrentes das limitações físicas naturais de percepção visual e tornam-se inevitáveis porque provêm de humanos.

Uma contribuição que julgo importante, que a categoria de apitadores exibiu em todas os jogos, foi no quesito dos acréscimos. Apenas um prélio, Alemanha 7 x 1 Brasil, o árbitro não acresceu o tempo de bola parado. Nos demais, a média foi de quatro a seis minutos de recuperação de tempo perdido. Em assim agindo, a arbitragem da Copa propiciou que tivéssemos 58 minutos de bola em jogo, tempo superior ao da Copa na África do Sul, que foi de quatro minutos a menos.

Até porque entendo que o árbitro que não adicionar (quando for o caso), os minutos em que a partida é paralisada torna-se conivente com o furto que é efetivado ao público presente e aquele que pagou via Pay-per-view.

Nicola Rizzoli (foto/Fifa/Itália), o árbitro da final da Copa entre Argentina 0 x 1 Alemanha, comandou com brilhantismo e eficiência a grande decisão. No tempo normal e na prorrogação, foram 237 tomadas de decisões com pequenos equívocos técnicos, táticos e psicológicos. 

PS: A trempe de arbitragem brasileira que atuou na Copa do Mundo no Brasil, formada pelo árbitro Sandro Meira Ricci e os assistentes Emerson Carvalho e Marcelo Van Gasse, em que pese os cartolas das federações estaduais que estão eternizados no poder, do amadorismo empregado no setor das arbitragens e da falta de investimento financeiro e material, do anacronismo e do continuísmo vergonhoso que impera nas comissões de árbitros dessas entidades, nas escolas de formação dos homens do apito, nas “associações e sindicatos dos apitadores do futebol brasileiro”, é digna de elogios pelo ótimo desempenho nos três jogos que atuou. INFO estatísticas Copa 2014 (Foto: infoesporte) Fonte das estatísticas da Copa:http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo  

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Antecedentes de quem vai apitar a Copa é de ouro

A designação de Nicola Rizzolli (foto/Fifa/Itália),com a bola a seus pés, para a dirigir a final da Copa do Mundo de 2014, no próximo domingo, às 17h no Maracanã, quebra a tradição de neutralidade da Fifa, na escalação da arbitragem na final dos seus torneios.
Digo isto porque quem acompanha futebol e se ater as últimas decisões dos Mundiais, vai observar que o Comitê de Árbitros da entidade internacional a não ser quando envolve países do mesmo Continente, sempre primou pela indicação de árbitros de nações diferentes.

                            Fifa.com
Pesquisando, constatei que Pierluigi Collina (Fifa/Itália), na Copa do Japão/Coréia do Sul em 2002, foi uma das exceções, quando dirigiu com brilhantismo Brasil 2 x 0 Alemanha.
Feito o preâmbulo acima, nesta sexta-feira, Massimo Busacca, o Chefe do Departamento de Árbitros da instituição internacional, anunciou que Nicolla Rizzolli (Fifa/Itália), é o árbitro indicado pelo Comitê de Arbitragem que irá comandar o prélio final da Copa do Mundo, entre Alemanha x Argentina.
Rizzoli é cria do maior árbitro de futebol de todos os tempos do futebol mundial, o ex-árbitro e atual diretor de arbitragem da Uefa, Pierluiggi Collina, que encerrou sua carreira em 2005.
Como Collina e Busacca são contemporâneos e amigos de longa data, é óbvio que a opinião e o Know How do ex-árbitro italiano, foi um fortíssimo componente no momento da escalação do jogo final da maior competição esportiva do planeta.
PS: Pierluiggi Collina, apitou a última partida de futebol profissional da sua carreira, em 18/6/2005, envolvendo as equipes do Parma x Bolonha pelo Campeonato Italiano. Neste mesmo ano, a Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), o elegeu como o melhor árbitro de futebol do mundo e o alemão Markus Merk, como o segundo melhor na modalidade do apito.  

Arbitragem da Fifa comemora "Copa com mais futebol"

O chefe de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca (foto), comemorou nesta sexta-feira o que chamou de “uma Copa do Mundo com mais futebol”. Segundo ele, a média de bola rolando nas 62 partidas realizadas até o momento é de 56 minutos por jogo, quatro minutos a mais do que o Mundial da África do Sul.
De acordo com Busacca, a partida entre Espanha x Austrália, pela terceira rodada da Copa do Mundo, foi a que registrou o maior tempo de bola rolando, com 64 minutos. Vale ressaltar que o jogo serviu apenas para cumprir tabela, já que as duas seleções entraram em campo eliminadas do torneio.
Já a partida entre Brasil x Colômbia, pelas quartas de final da Copa, foi o jogo em que a bola menos rolou – apenas 39 minutos. O confronto ficou marcado como um dos mais violentos do Mundial, sob a arbitragem leniente do espanhol Carlos Velasco Carballo.
Para Busacca, o aumento do tempo de bola em jogo se deve ao fato desta Copa do Mundo ter registrado menos infrações por partida. “Foram tomadas 1.858 decisões, quase 200 decisões a menos do que em 2010″, destacou, apontando ainda que já foram marcados 30 gols a mais do que na África do Sul.
Ex-árbitro, Busacca falou ainda sobre as críticas referentes a simulações e poucos cartões amarelos. “O que pedimos aos árbitros é que entendam de futebol, que tipo de jogo se tem hoje em dia, e que deixem o jogo rolar o máximo possível”, disse. “Não houve orientação para não dar mais cartões.”
Fonte:

O árbitro da Copa


                           Fifa.com
Independentemente do resultado da atuação da arbitragem de Brasil x Holanda, na disputa do terceiro lugar, da finalíssima do próximo domingo, entre Alemanha x Argentina, e, dos pequenos equívocos da confraria do apito internacional, nas sessenta e duas partidas desta Copa  disputadas, ainda faltam duas para ultimar a competição, já defini sob a minha ótica, o melhor apito desta competição.

O melhor árbitro do Mundial no Brasil, demonstrou capacitação intelectual, agiu conscientemente em todos os momentos dos jogos que dirigiu, exibiu equilíbrio, foi paciente, frio, imparcial, educado, polido, enérgico quando a situação exigiu, foi incapaz de fazer um gesto que detonasse um mínimo de agressividade, seu estado de espírito sempre esteve em alto astral, e não se deixou influenciar por ninguém e por nada que atrapalhasse o seu trabalho.

Acrescente-se ao exposto acima, o talento, aptidão, sorte e o ótimo posicionamento no campo de jogo (quesito tático), o que lhe permitiu tomar decisões de acordo com o preceituado nas Regras de Futebol.

Foi o árbitro que cometeu o menor número de erros e se aproximou do conceito precípuo da Fifa que é: “Apitar bem uma partida de futebol é sentir o jogo para possibilitar o seu desenvolvimento natural, somente interferindo para cumprimento das regras e, especialmente, do seu espírito que é punir o infrator”.

PS: O árbitro da Copa do Mundo disputada no Brasil, é na nossa opinião, Cüneyt Çakir (foto/Fifa/Turquia), com a bola, a deusa do espetáculo a seus pés, que a cada dia que passa amplia seu espaço em todo o planeta.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Empresa suíça faz comunicação entre árbitros da Copa

Serey Die (Keystone)




Todos os árbitros da Copa se comunicam através da tecnologia suíça.(Keystone)
Todo mundo já viu que os juízes e bandeirinhas no Mundial se comunicam entre si através de um pequeno microfone e fones de ouvido. Essa tecnologia é fornecida pela empresa suíça Fhonak.

Em geral, o que nos interessa nas partidas é o jogo. Mas, de vez em quando, todos os olhares vão para o árbitro. Aí os mais observadores notam que o juiz e bandeirinhas usam um pequeno fone de ouvido e um discreto microfone. Esse aparelho se chama ComCom e foi concebido por uma empresa da cidade de Morat (em francês) ou Murten (em alemão), no cantão de Friburgo, oeste da Suíça.
A Phonak Comunicações, instalada na região desde 1992 , é uma das líderes mundiais na concepção e comercialização de aparelhos para pessoas com deficiência auditiva.  Então porque encontramos esses aparelhos nos campos de futebol? “É importante mostrar às pessoas que têm problemas auditivos que nossa tecnologia também pode ser útil às pessoas válidas”, explica Hans Mülder, diretor de marketing da empresa.



“Durante o jogo, os árbitros não podem ver tudo. Nosso sistema permite que eles se comuniquem”, acrescenta.  No entanto, os próprios árbitros não eram entusiastas em usar os fones de ouvido quando a ideia foi lançada na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Hans Mülder lembra-se do jogo entre a França e a Alemanha, quando Zidane deu uma cabeçada em Materazzi. “Foi na prorrogação, aos 110 minutos de jogo. Nem o juiz nem o público viram porque as câmeras mostravam uma outra jogada. Mas o quarto juiz viu e se comunicou com o juiz do jogo e os bandeiras”. O resultado é conhecido: a Itália foi campeã.

Utilizado por 25 mil árbitros

Esse pequeno aparelho foi testado e aprovado e está agora em todos os estádios. Ele parece até um prolongamento do árbitro e não somente nos campos de futebol mas também em outros esportes. “Nos últimos anos, mais de 25 mil árbitros começaram a utilizar nosso aparelho no futebol mas também no hóquei no gelo e no futebol americano”, acrescenta Hans Mülder.
ComCom foi inteiramente concebido e desenvolvido em Morat onde 120 pessoas trabalham na Phonak Comunicações. A empresa faz parte do grupo Sonova que tem 9.000 funcionários no mundo. O fone de ouvido foi criado por um laser 3D em pó de nylon. “Ele pesa 1,8 grama, é muito confortável e robusto. Ele se adapta perfeitamente ao ouvido de cada pessoa. A principal vantagem é que ele permite comunicar e ouvir perfeitamente, mesmo com o barulho de um estádio de futebol”, explica Hans Mülder. Isso é confirmado pelo árbitro internacional suíço Stephan Studer: “Eu já apitei em estádios com 80.000 torcedores e é verdade que não se ouve o barulho ambiente.”
O juiz elogia o sistema, mas fala que é um complemento da arbitragem tradicional. “Durante as partidas, temos de tomar decisões muito rápidas e o fato de poder falar e não utilizar gestos e uma grande vantagem. Mas, em minha opinião, não se pode basear somente no sistema. O olhar continua sendo um elemento essencial, mesmo se essa inovação tecnológica é muito útil na arbitragem moderna."
Por Camille Tissot,
Adaptação: Claudinê Gonçalves
Fonte: SWI - swissinfon.ch





quarta-feira, 9 de julho de 2014

Arbitragem de Alemanha x Argentina: Geiger ou Irmatov?

                Ravshan Irmatov, com a pulseira da Adidas no pulso esquerdo

  • Na segunda-feira que passou, o Comitê de Arbitragem da Fifa presidido pelo irlandês Jim Boyce e o chefe do Departamento de árbitros da entidade internacional, Massimo Busacca, anunciaram a dispensa dos dezessete trios de arbitragem que não iriam continuar no Mundial do Brasil e, por extensão, os nomes dos bandeirinhas e apitos, que iram ficar até a grande final do próximo domingo, no Maracanã, entre Alemanha x Argentina.
  • Diante do exposto acima e dos finalistas que farão a finalíssima no domingo, uma esquadra européia (Alemanha) e uma equipe Sul-Americana (Argentina), imagino que a alta direção da Fifa e seu Comitê de Árbitros, irão optar pela neutralidade total no momento de escalar a trempe do apito para dirigir a final da Copa do Mundo.                                       Divulgação
                                                                            Mark Geiger             
  • Observando a relação dos árbitros e assistentes que estão no Brasil selecionados pela entidade que controla o futebol no planeta, assim que terminou Argentina x Holanda, com os platinos sendo vencedores contra o outro finalista, os alemães, notei que restaram quatro opções para apitar a final. Djamel Haimoudi (Argélia), Mark Geiger (Estados Unidos), Noumandiez Doue (Costa do Marfim) e Ravshan Irmatov(Uzbequistão).
  • Do quarteto nominado, ouso apontar dois nomes com representatividade perante a Fifa e sua Comissão de Arbitragem , que fatalmente farão parte das elucubrações de Jim Boyce e Massimo Busacca para apitar Alemanha x Argentina: O primeiro, Ravshan Irmatov, 36 anos, o árbitro revelação da Copa do Mundo na África do Sul. Já a minha segunda aposta, vai para Mark Geiger, 39 anos.
PS: Se a Fifa não alterar o seu procedimento no anúncio da arbitragem que é de 48h antes do início dos jogos, sexta-feira às 15h, a comunidade do futebol tomará conhecimento do árbitro e dos assistentes, que serão laureados com a indicação para comandar a grande final da Copa do Mundo.