quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Comissão de Arbitragem da CBF provome cursos Fifa

                  Fonte: www.cbf.com.br
Com a participação de 32 árbitros, a Confederação Brasileira de Futebol, por intermédio da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol - ENAF realizará, o Curso Futuro III RAP-FIFA, a partir do dia 25 de agosto, em Teresópolis, o Curso FIFA Futuro III RAP e que se estenderá até dia 2 de setembro. Este importante evento que faz parte do programa de desenvolvimento da CBF conta com a presença de importantes personalidades, entre os quais aparecem os Instrutores FIFA, Jorge Larrionda, Wilson Seneme, Antonio Pereira; o preparador físico da FIFA, Cristian Rosen; Carolina Colman, a oficial de Desenvolvimento de Arbitragem da FIFA, para América do Sul,  entre outros instrutores renomados do país.
O Programa de Assistência à Arbitragem (RAP) se concentra na formação dos instrutores de árbitros e especialistas técnicos comprometidos ativamente com a formação de árbitros e árbitros assistentes de elite e promissores das associações arbitrais.
Dentro da agenda da semana serão realizadas diferentes atividades: treinamento com a súmula eletrônica (Conmebol e CBF), avaliações físicas, teóricas (nos idiomas português, espanhol e inglês), além de aulas teóricas e práticas.
A CA-CBF enfatizará alguns pontos aos participantes, tais como os aspectos disciplinar dos jogadores e integrantes das comissões técnicas; contato físico, tempo de bola em jogo, recuperação do tempo perdido, etc.
Também será feita uma análise das equipes especiais de arbitragens que estão sendo utilizadas na Série A.

FUN CAT PARTICIPANTES FED DT_NASC ID 2015
1 ASS FIFA ALESSANDRO ROCHA MATOS BA 10/02/76 39
2 ASS-F FIFA KATIUSCIA M BERGER MENDONÇA ES 20/09/77 38
3 ASS FIFA FABRICIO VILARINHO DA SILVA  GO 19/07/80 35
4 ARB FIFA WILTON PEREIRA SAMPAIO GO 28/12/81 34
5 ARB FIFA RICARDO MARQUES RIBEIRO MG 18/06/79 36
6 ASS FIFA JANETTE MARA ARCANJO MG 26/07/80 35
7 ASS FIFA MÁRCIO EUSTÁQUIO S. SANTIAGO MG 05/09/74 41
8 ASS ASP GUILHERME DIAS CAMILO MG 04/03/82 33
9 ARB ASP DEWSON FERNANDO F. DA SILVA PA 27/02/81 34
10 ARB FIFA SANDRO MEIRA RICCI PE 19/11/74 41
11 ARB FIFA ANA KARINA MARQUES VALENTIN PE 02/07/78 37
12 ASS FIFA BRUNO BOSCHILIA PR 13/04/83 32
13 ARB ASP FELIPE GOMES DA SILVA PR 16/03/79 36
14 ARB FIFA MARCELO DE LIMA HENRIQUE RJ 26/08/71 44
15 ARB FIFA PERICLES BASSOLS PEGADO CORTEZ RJ 03/07/75 40
16 ASS FIFA RODRIGO PEREIRA JOIA RJ 29/03/80 34
17 ASS ESP RODRIGO F HENRIQUE CORREA RJ 21/01/83 32
18 ARB ASP WAGNER DO NASCIMENTO MAGALHAES RJ 22/06/79 36
19 ARB FIFA SIMONE XAVIER DE PAULA E SILVA RJ 12/06/78 37
20 ARB FIFA LEANDRO PEDRO VUADEN RS 29/06/75 40
21 ARB ASP ANDERSON DARONCO RS 05/01/81 34
22 ASS FIFA KLEBER LÚCIO GIL SC 05/07/77 38
23 ASS FIFA NADINE S CAMARA BASTOS SC 13/11/82 33
24 ARB FIFA HEBER ROBERTO LOPES SC 13/07/72 43
25 ASS FIFA NEUZA INES BACK SC 11/08/84 31
26 ASS FIFA CLERISTON CLAY BARRETO RIOS SE 03/07/79 36
27 ASS ASP TATIANA S S CAMARGO SP 10/02/86 28
28 ARB ASP LUIZ FLAVIO DE OLIVEIRA SP 13/06/77 38
29 ASS FIFA MARCELO CARVALHO VAN GASSE SP 09/03/76 39
30 ARB FIFA REGILDENIA DE HOLANDA MOURA SP 08/02/74 41
31 ARB ASP RAPHAEL CLAUS SP 06/09/79 36
32 ASS ASP ROGERIO PABLOS ZANARDO SP 18/03/79

Inovações imperativas no mundo do apito



    Foto: Mauro Vieira/RBS
  • Quando apareceu no cenário nacional, o ex-árbitro Evandro Rogério Romam (Fifa/PR), apresentou um estilo diferenciado dos demais homens de preto, no comando das partidas do Campeonato Paranaense e, por consequência, do Campeonato Brasileiro.
  • Numa das raras oportunidades que falei com o indigitado árbitro, disse-lhe que se continuasse com aquele conceito de arbitragem, além de ir para o quadro da Fifa, seu caminho para a Copa do Mundo estaria pavimentado. Estranhamente e de maneira gradativa, Romam mudou seu comportamento tornando-se um árbitro comum e há dois anos deixou a função.
  • Nos primórdios da sua carreira, o apitador Leandro Vuaden (Fifa/RS), adotou comportamento semelhante ao de Romam e ganhou notoriedade perante os atletas, dirigentes e a própria imprensa. Lentamente e de forma inexplicável, Vuaden alterou sua performance e hoje é um árbitro em decadência.
  • Ambos, Romam e Vuaden, exibiram ao futebol brasileiro um novo paradigma, que tinha como mote a capacidade de discernir quedas casuais dos atletas na relva em função de um contato físico ou mesmo de um tropeço, quando nada deve ser marcado pelo árbitro.
  • Esta dinâmica de arbitragem, significou maior fluidez nos prélios que apitavam, ou seja, um tempo maior de bola em jogo, menor interrupção nos jogos e os embates transformados num espetáculo de entretenimento.
  • Desde então não surgiu nada de novo na arbitragem nacional e o que seu viu foi a mesmice. Mesmice que foi quebrada com a indicação de Sandro Meira Ricci (Fifa/PE), para o Mundial de 2014.
  • Ricci, assim que passou a gravitar junto aos membros do Comitê de Árbitros da Fifa, absorveu no seu intelecto que para inserir-se na esquadra da confraria do apito internacional, teria que mudar radicalmente em diferentes aspectos, mas, sobretudo, no estilo de apitar.
  • Mudou em gênero, número e grau. Resultado: Foi escalado para comandar a final do Mundial de Clubes da Fifa no Marrocos em 2013, e logo a seguir teve seu nome confirmado como representante da arbitragem brasileira na Copa do Mundo.
  • O formato implementado por Sandro Ricci na direção dos jogos, está mudando a forma dos demais árbitros na leitura e comando das partidas do Campeonato Brasileiro. Já estão adotando o formato, Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), Anderson Daronco (Asp/Fifa/RS), Dewson Fernando da Silva (Asp/Fifa/PA) e Grazianni Maciel Rocha (CBF/1/RJ).    
  • Resta saber se a presidência da CBF e sua Comissão de Arbitragem darão o suporte necessário para que a anunciada mudança que almeja o futebol brasileiro, seja colocada em prática e ela aconteça a partir de um novo conceito da arbitragem na condução das suas competições.
  • PS: Grazianni Maciel Rocha (foto), o árbitro de Internacional 0 x 1 São Paulo, na quarta-feira que passou no Beira-Rio, foi o primeiro apito nesta temporada, que cumpriu com galhardia o mandamento do mestre Manoel Serapião Filho, que diz: “Arbitrar bem é sentir o jogo para possibilitar o seu desenvolvimento natural, somente interferindo para cumprimento das Regras do Jogo e, especialmente, do seu espírito que é punir o infrator”.    

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Política está matando arbitragem


Diante das críticas “contundentes” que tenho feito a respeito da fraquíssima qualidade da arbitragem nacional, sobretudo, no Campeonato Brasileiro da CBF, sou instado via e-mail a apresentar as causas e se possível traçar um panorama do futuro dos nossos homens de preto.

Na nossa opinião, a derrocada qualitativa do árbitro de futebol brasileiro remonta a década de 90, quando inúmeros problemas de ordem ética e moral de gravíssima intensidade, atingiram a direção do comando da arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A entidade a época dos acontecimentos, ao invés de tomar medidas efetivas e lancetar o “furúnculo”, agiu em descompasso com o acontecido e empurrou gradativamente para debaixo do tapete, os fatos desagradáveis que se sucederam. Ou seja, tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes.

Desde então, a não ser o surgimento do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, que atuou em três Mundiais consecutivos (2002/2006/2010), e mais recentemente Sandro Meira Ricci (Fifa/PE), que foi o único que evoluiu em relação os demais juízes, motivo que lhe credenciou a representar o Brasil na última Copa do Mundo, nenhum fato de relevância surgiu na arbitragem nacional.

Acoplado ao exposto acima, mesmo tendo conhecimento desde 2007 de que iria sediar a Copa de 2014, a CBF e a Comissão de Arbitragem, não tiveram o desvelo de elaborar um projeto de excelência, com o objetivo precípuo de preparar um trio de árbitros de alto nível para representar a arbitragem nacional na Copa.

Além disso, equivocadamente foi designado o ex-árbitro Wilson Luiz Seneme (SP), como representante do apito brasileiro na Copa. E, como segunda opção, Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS), que quando da indicação já apresentava vestígios de decadência.
 
Seneme, submetido ao teste físico da Fifa em duas oportunidades, em 2013/2014, sob os olhares imutáveis dos preparadores da entidade internacional, foi reprovado fragorosamente. Já seu substituto, o gaúcho Leandro Vuaden, convocado a realizar o mesmo teste em Assunção (Paraguai), também foi reprovado. Foi em decorrência do lamentável episódio protagonizado pelos indigitados apitadores, que surgiu a terceira via, Sandro Meira Ricci.

Acrescente-se ao aqui mencionado, uma prática “nefasta” adotada pela CBF, que é o continuísmo dos membros da Comissão de Arbitragem da instituição. Falo em continuísmo, porque o comando da CA/CBF mudou de mãos raríssimas vezes desde 1990. E, as mudanças implementadas pelas pessoas que comandaram aquele departamento nas últimas duas décadas, que deveriam ter visado a oxigenação, otimização e modernização de um dos setores mais importantes do futebol, que é a arbitragem, foram tímidas.  

Outro fator que tem contribuído para a “debacle” nas tomadas de decisões dos homens de preto no campo de jogo, é formado pelo tripé composto pelos presidentes das federações estaduais, na composição das comissões de arbitragem e na formação e didática dos apitos.

Os manda-chuvas das federações com raras exceções, não esboçam a menor vontade de investirem nos seus quadro de arbitragem. Aliado a isto, escolhem para compor a direção dos árbitros, pessoas que nunca apitaram sequer uma partida de menino de final de rua de conjunto habitacional. E, por derradeiro, nomeiam como dirigentes das escolas de formação de arbitragem, ex-árbitros  desatualizados com a realidade vigente do futebol, ou então gente que nunca vestiu a indumentária de preto ou apitou uma simples partida de futebol de pelada.
PS: Retorno ao tema na próxima coluna.  


Árbitros instados a proteger a imagem do futebol

Árbitros instados a proteger imagem do futebol
Os árbitros assistem a uma apresentação durante o curso de preparação para a nova época, em Nyon ©UEFA
 
Proteger os futebolistas e a imagem da modalidade continuará a ser a principal prioridade dos árbitros europeus, prontos para o arranque da época de 2014/15. Na agenda dos "homens do apito" estão encontros da Uefa
 Champions League, Uefa Europa League e da fase de qualificação para a Eurocopa/2016, enquanto na vertente feminina as principais árbitras europeias terão pela frente a UEFA Women's Champions League, bem como a fase final do Campeonato do Mundo Feminino de 2015, no Canadá.
 Ao todo, 91 árbitros de elite e da primeira categoria e 15 árbitras da elite e de primeira categoria viajaram a Nyon (Suíça) - onde a Uefa criou um Centro de Excelência de Formação e Aprimoramento de Arbitragem (Core) e local onde se realizam os cursos de pré-temporada da Uefa, durante o qual foi avaliada a condição física dos juízes e analisada a temporada passada, antes de serem oferecidas por parte do Comitê de Arbitragem da entidade instruções e recomendações para a época que agora se inicia.
Habitualmente realizado no início de Setembro, o curso foi este ano antecipado para meados de Agosto. "Pensamos que é importante encontrarmo-nos com os árbitros ainda antes dos jogos do 'play-off' das competições europeias de clubes, dada a importância que estes têm no desenrolar da época", explicou Pierluigi Collina (foto), responsável pela arbitragem da Uefa.
Foi lembrado aos árbitros que a proteção dos jogadores e da imagem do jogo é crucial. Deverão ser aplicadas as sanções devidas aos jogadores cujas ações possam afetar a segurança do adversário, como agressões ou entradas duras e despropositadas. Para além disso, foi pedido aos árbitros que punam os jogadores que cometem infrações prejudiciais à imagem do jogo, como travar de forma faltosa uma situação clara de gol. "Têm de agir perante comportamentos antidesportivos, como simulações ou atos de provocação", salientou Collina. "E lembrem-se de que situações em que se vêem cercados pelos jogadores são inaceitáveis. Para além de protegerem os atletas e o jogo, também têm de se proteger a vós mesmos."
Collina prosseguiu o seu discurso lembrando que os árbitros não devem ter medo de tomar decisões impopulares: "Não nos podemos preocupar-se com o fato de gostarem ou não dos árbitros. O importante é que tomem as decisões corretas quando elas se impõem, mesmo que tenham de exibir um cartão vermelho logo ao fim de cinco minutos de jogo."
Também algumas questões relacionadas com a lei do fora-de-jogo foram explicadas, em particular a mais recente clarificação, que determina que um jogador que tenha uma ação que afete a possibilidade de um adversário jogar a bola deve ser considerado como estando a disputar o lance. Foi ainda explicado aos árbitros o uso do novo spray temporário, o qual está a ser implementado nas provas da UEFA a partir desta temporada.
Por fim, os árbitros foram encorajados a se prepararem de forma cuidadosa os seus jogos, estudando as equipas envolvidas do ponto de vista tático, e a comportarem-se sempre condignamente, enquanto representantes da Uefa e das suas federações nacionais.
Fonte: Mark Chaplin - Uefa.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Após briga no Couto em 2009, torcedor teve reviravolta na vida