O sábado não terminou bem para os gremistas. Além da derrota para o São Paulo por 1 a 0,
o árbitro Felipe Gomes da Silva citou em súmula dois episódios que
podem comprometer o Grêmio para a sequência do Brasileirão. Alvo das críticas do técnico Luiz Felipe Scolari, o juiz relatou que o treinador reclamou para o quarto árbitro após a sua expulsão.
— Vocês não prestam para nada. Vocês não prestam para nada — teria dito Felipão, conforme o documento.
Foto: Reprodução O segundo ponto que poderá prejudicar o Grêmio foi o relato do arremesso de um objeto da Arquibanca Norte – espaço que a Geral voltou a ocupar neste domingo após suspensão de quase um mês.
Para tentar evitar uma punição mais pesada no STJD, a direção informou
ao árbitro, que colocou na súmula, que identificou o autor – uma medida
fundamental para evitar a aplicação de pena.
— Fomos informados pela administração da Arena do Grêmio que o
torcedor que efetuou o referido arremesso foi identificado como menor de
18 anos e que foi encaminhado ao Departamento Estadual da Criança e do
Adolescente — completou o documento.
A
reunião da última quinta-feira (2 de outubro), na sede da CBF, na Barra
da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com a presença do ex-árbitro e
hoje instrutor da FIFA, o uruguaio Jorge Larrionda (foto), foi um marco na
história da arbitragem brasileira. Estiveram presentes árbitros,
instrutores, ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol),
representantes de comissões de arbitragem, jogadores e imprensa. Diria
que o encontro contempla o seguinte ditado: "Há males que vêm pra bem".
Precisou-se que os árbitros marcassem tantas penalidades inexistentes
neste campeonato para queessa reunião acontecesse. Digo isso porque
entendo que tal momento deveria ter acontecido no começo da competição, e
não na 26ª rodada do Brasileiro. A polêmica de bola na mão ou mão na bola começou
após o seminário realizado na Granja Comary, entre os dias 25 de agosto e
2 de setembro, com a participação de 72 árbitros e com o instrutor
Jorge Larrionda. Naquela oportunidade, foram mostrados os mesmos 26
vídeos da reunião de ontem - ferramenta útil e necessária para
esclarecer as dúvidas sobre essa jogada. Diante disso, temos de analisar
três.
1) Mão deliberada 2) Movimento antinatural 3)
Correr o risco - Nesse caso é que acontecem os problemas, pois o item é
muito subjetivo. Ao se jogar numa disputa de bola de forma natural, é
impossível ter as mãos coladas ao corpo. Isso abre margem para muitas
interpretações. Nesse caso, o atleta deveria deixar de disputar uma bola
para evitar o risco de ser mal interpretado? Em 2011, quando
participei como instrutor de um seminário, na África do Sul, ao
debatermos essa questão, posicionei-me contra o tópico, porque entendo
que o atleta pode disputar uma bola, sem a mínima intenção de
interceptá-la com o braço, sem ter um movimento antinatural. Na época, a
maioria dos instrutores entendeu que não era motivo para infração, e
esse tópico ficou fora das orientações. A
partir de 2012, o departamento comandado pelo suíço Massimo Bussaca
entende que o jogador que for disputar a bola e a mesma bater em seu
braço "corre o risco" e, portanto, a infração deverá ser marcada. No
entanto, continua valendo o que está na regra: "Se, na opinião do
árbitro..." É ele que deve tomar a decisão final, ali na hora, em
frações de segundos. Para finalizar, parabenizo às equipes que
mandaram seus atletas: Inter (Índio), Cruzeiro (Tinga), Sport (Wendel),
Corinthians (Fábio Santos). Fonte: http://www.foxsports.com.br - blog do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon PS: Com visão aguçada e com o "feeling" que sempre o caracterizou, o mais completo árbitro do futebol brasileiro de todos os tempos, Carlos Eugênio Simon, retrata com precisão na sua coluna, o "atraso vergonhoso" que vivencia o setor de arbitragem da CBF.
Na
palestra que o instrutor Fifa/Conmebol Jorge Larrionda, realizou na sede da CBF
na quinta-feira (2), aos seus dirigentes, membros da comissão de arbitragem,
instrutores e delegados especiais, dirigentes dos clubes, árbitros, imprensa e atletas
de futebol, sobre o lance de bola na mão ou mão na bola no interior da área de
pênalti, expôs um conjunto de deficiências inexorável do árbitro de futebol da
Renaf. E, por consequência, revelou a anatomia do fracasso retumbante do modelo
de gestão aplicado pela CBF ao setor do apito.
Larrionda
reafirmou a seleta plateia presente ao evento na CBF, o que havia ministrado
aos setenta e dois árbitros e trinta e cinco instrutores de arbitragem do Brasil,
no curso na Granja Comary (Rio de Janeiro) - de 26 a 29 de agosto passado. Ou
seja: A regra que normatiza tocar a bola
com a mão ou os braçosdentro da área
penal não sofreu nenhuma mudança.
Mas
o que me chamou a atenção foram as declarações de árbitros presentes na palestra,
e também de jogadores que afirmaram que não sabiam desta nova recomendação da
Fifa que o instrutor afirmou ter sido iniciada em 2011. O lateral Fábio Santos,
do Corinthians/SP, aprovou as explicações e admitiu que os atletas estavam
confusos com as marcações de pênaltis em diversas jogadas de bola na mão.
Tinga, do Cruzeiro/MG, disse que seus
companheiros também desconheciam o conceito antes de os pênaltis polêmicos
começarem a ser marcados no Campeonato Brasileiro. As afirmações de árbitros e
atletas, foram captadas pelo jornalista Tiago Leme da ESPN do Rio de Janeiro.
No que diz respeito aos jogadores
desconhecerem as decisões do lance em questão não me surpreende. E aqui cabe
uma defesa da CBF. Logo após a Copa do Mundo, a entidade ofereceu gratuitamente
às equipes da Série (A), instrutores de árbitros para proferirem palestras aos
atletas sobre o assunto, e esclarecer possíveis dúvidas em relação as leis do
jogo. Não houve resposta dos dirigentes dos clubes.
Contatei vários dirigentes para saber as
razões porque não aceitaram a proposta da CBF, mas, só quatro admitiram falar
em “off” sobre o problema. A resposta que vingou foi: “A CBF envia instrutores
que falam....falam......., só que no campo de jogo os juízes e bandeirinhas
mudam tudo. Não há padronização, é um rolo danado.”
Agora,
o que me deixou perplexo foi a confraria do apito “in loco” na palestra,
afirmar que para eles a situação era polêmica e acima de tudo uma novidade, e
que a Copa de 2014 acabou sendo a grande "culpada" por difundir no
país as recomendações do que deve ser considerado pênalti ou falta e do que não
deve ser apitado.
Pergunto
(1): A CBF tem uma comissão de arbitragem formada por quatro membros. Sérgio
Corrêa da Silva, Alício Pena Júnior, Nilson Monção e Antonio Pereira da Silva.
Em 7 de janeiro de 2013, foi criada a Escola Nacional de Arbitragem (Enaf), atualmente
sob a direção da ex-assistente/Fifa Ana Paula de Oliveira.
Acrescente-se
ainda que a CBF implementou e designa em todas as partidas do Campeonato Brasileiro,
um contingente “expressivo” de delegados especiais e observadores de arbitragem.
Pessoas as quais é delegada a missão precípua de acompanhar, orientar e avaliar
o desempenho do árbitro, dos assistentes, do quarto árbitro e dos árbitros
assistentes adicionais. Gente que tem o dever de possuir notório conhecimento
sobre as Regras de Futebol.
Pergunto
(2): Quais são os motivos que impediram a Comissão de Árbitros/CBF, a Enaf, os
delegados especiais e os observadores de equacionarem uma questão que depende da
capacidade cognitiva? Narro o conteúdo de um e-mail que recebi que tem a
chancela de Massimo Busacca (foto), o chefe de arbitragem da Fifa. “Os árbitros precisam
"ler a situação" e não dar falta a cada bola que toque na mão”.
"A mão faz parte do jogador. Não há como pensar em um jogador sem as mãos".
PS:
O retorno de Jorge Larrionda ao Brasil em pouco mais de quarenta dias para
dirimir um lance interpretativo me dá uma certeza: A CA/CBF, delegados
especiais e observadores de arbitragem e a esquadra que compõe a (RENAF) Relação
Nacional de Árbitros de Futebol, foram seriamente “afetados” pela “síndrome” do
fiasco de Brasil 1 x 7 Alemanha.
Jorge Larrionda, instrutor de arbitragem da Fifa, esclareceu lances polêmicos na sede da CBF - foto: Rafael Ribeiro/CBF
Durante
mais de uma hora e com dezenas de exemplos em vídeo, o instrutor de
arbitragem da Fifa, Jorge Larrionda, esclareceu os lances de bola na mão
a jogadores, árbitros, dirigentes e jornalistas. No encontro desta
quinta-feira à tarde, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o ex-juiz
uruguaio foi chamado para acabar com a polêmica que vem causando
inúmeros debates no futebol brasileiro nas últimas semanas e deixou uma
coisa clara: "A regra não mudou".
A principal orientação de
Larrionda diz que se o jogador assumir um risco de a bola bater na mão
dele, deixando o braço separado do corpo e aumentando o seu espaço
corporal, mesmo que não tenha a intenção deliberada de bloquear o chute,
a infração deve ser marcada. Várias imagens exibidas pelo instrutor
mostram, por exemplo, que o árbitro Elmo Alves Resende Cunha acertou ao
marcar pênalti do volante Renato, do Palmeiras, que deixou o braço no alto ao dar um carrinho em cruzamento de Wagner, do Fluminense, em duelo no Maracanã no dia 13 de setembro,
Por
outro lado, a explicação de Larrionda também deixa a conclusão de que
houve alguns erros dos juízes no Campeonato Brasileiro. Ele mostrou
inclusive a jogada de um pênalti equivocadamente marcado a favor do Flamengo, na partida contra o Corinthians, no dia 14 de setembro,
no Rio. Na ocasião, Everton finalizou e a bola pegou no braço de
Fagner, que se protegeu com o braço colado no corpo, mas Sandro Meira
Ricci apitou a falta dentro da área.
Muitos dirigentes e árbitros,
mas poucos atletas estavam presentes no encontro desta quinta. A CBF
convocou os capitães dos 20 clubes da Série A do Brasileiro, e Fábio
Santos (Corinthians), Tinga (Cruzeiro) e Wendel (Sport) eram alguns dos
presentes.
"Acho que foi válido, as imagens ajudam a esclarecer
muitas coisas. Foi importante para ver também que nem sempre é fácil o
juiz tomar uma decisão. Chegando em Belo Horizonte vou conversar com
meus companheiros sobre tudo isso", disse o cruzeirense Tinga.
Fonte: Tiago Leme, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
PS (1): Alguns atletas presentes no evento disseram que a explanação era uma
novidade, embora a CBF tenha afirmado que a orientação vale desde abril
deste ano. "Eu não sabia [das orientações]. Está mais claro o que podemos fazer", disse o lateral corintiano Fábio Santos.
Tinga, do Cruzeiro, disse que seus companheiros também desconheciam o
conceito antes de os pênaltis polêmicos começarem a ser marcados no
Brasileiro.
PS(2): Quem leu as últimas colunas aqui neste espaço, observou que este colunista afirmou que havia conversado com árbitros da Fifa/Conmebol, com ex-árbitros da Fifa e até mesmo via e-mail com o Comitê de Arbitragem da Fifa. Todos afirmaram peremptóriamente, que nada mudou na regra no que diz respeito a bola na mão ou mão na bola dentro da área penal.
O presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol
(Anaf), o catarinense Marco Antônio Martins, 47 anos, entende que alguns
treinadores estão incitando os torcedores contra a arbitragem.
Ex-árbitro de futebol, promete reagir.
Quais são os técnicos que jogam os torcedores contra os árbitros no Brasileirão?
Não quero falar em muitos nomes. Vou citar um, o Vanderlei Luxemburgo.
Ele vive disso. Não quero me alongar. Posso citar o outro lado, os que
sabem se portar, como Muricy Ramalho, Cristóvão Borges e Marcelo
Oliveira. O Muricy não reclama, mesmo quando o seu time sofre.
O Abel e o Felipão, da dupla Gre-Nal, estão em que lado?
Estão no meio termo. São experientes, reclamam às vezes, mas não são
agressivos. Não queremos transformar o futebol num convento de freiras,
mas é preciso respeito.
O Richarlyson, do Vitória, reclamou de um cartão amarelo na frente de uma câmera. O que o senhor achou do gesto do volante?
Uma atitude muito mal educada. Foi ofensiva. Este jogador vive metido em rolos e confusões. Não é um bom exemplo no futebol.
A arbitragem vai bem?
Não é a culpada pelo mau momento do futebol brasileiro. No jogo contra a
Alemanha, na Copa, nos 7 a 1, o árbitro não era brasileiro. Era?
As críticas são grandes.
Sei, mas a arbitragem evoluiu. É uma covardia comparar o trabalho do
árbitro com as imagens de 10, 20, 30 câmeras. A tecnologia evoluiu cinco
vezes mais do que o árbitro. A torcida sabe na hora se houve erro. Todo
mundo está muito exaltado, jogadores, técnicos, dirigentes, torcedores e
até jornalistas. Tenho medo de uma tragédia nos estádios do Brasil.
O que fazer?
Falei com a CBF, sindicato de treinadores e jogadores. Hoje tem outra
reunião com capitães dos times e árbitros, no Rio. Amanhã vou me
encontrar com o departamento de árbitros da CBF. Greve é uma medida
extrema, mas não podemos descartá-la. Futebol é uma corrente, se um elo
se quebra, arrasta os outros.
A
utilização de dois (AAA) árbitros assistentes adicionais nas principais
competições de clubes e de seleções da Uefa foram submetidos a um
treino específico de preparação, com o objetivo de melhorar a
qualidade dos "juízes", que têm feito deste sistema um enorme êxito. "A introdução de árbitros assistentes adicionais nas principais provas da
UEFA tem produzido resultados positivos e o treino especializado
procura torná-los ainda melhores".
A
Uefa levou a cabo em Nyon (Suíça), o seu curso inaugural para árbitros
assistentes adicionais, com 40 dos juízes que têm desempenhado estas
funções em jogos europeus a partilharem, ao longo de dois dias,
opiniões, análises e sessões de treino. O objetivo foi avaliar
como o novo sistema tem funcionado e descobrir que ajustes podem ser
aplicados no futuro, visando a sua otimização.
A experiência com (AAA) começou em 2008. Depois de um período experimental, o
International Football Association Board (IFAB), responsável pelas Leis
do futebol, aceitou em Julho de 2012 juntar oficialmente às Regras
Jogo a possibilidade do uso de árbitros assistentes adicionais.
Pierluigi
Collina, responsável pela arbitragem da Uefa, teve em Nyon a companhia
de Hugh Dallas e Marc Batta, que conduziram o curso. Werner Helsen,
especialista da Uefa em treino e condição física de árbitros, colaborou
na execução dos exercícios de treino.
Dallas destacou os
resultados positivos que emergiram da implementação do sistema:
"Assistimos a uma significativa redução do número de foras-de-jogo mal
assinalados pelos árbitros assistentes, provavelmente porque estes podem
agora concentrar-se mais nessas situações, uma vez que não têm
de se preocupar tanto com situações que ocorram dentro das grandes
áreas, zona do terreno agora controlado pelos árbitros assistentes
adicionais."
Os árbitros presentes no curso em Nyon receberam
instruções sobre posicionamento, concentração, antecipação dos lances,
movimentação e comportamento ativo junto à linha de fundo e comunicação
concisa e eficaz com o restante da equipe de arbitragem. "Os árbitros
assistentes adicionais têm um papel muito importante nas principais
competições de clubes da Uefa, pelo que é vital que recebam formação
específica e que as suas capacidades sejam avaliadas", explicou Dallas.
"Por
norma, os árbitros seguem a bola. O que foi ministrado aos (AAA) foi um treinamento para que
eles saibam dividir as suas atenções. O árbitro principal e os (AAA) têm de saber quem está a seguir o quê. Temos de
nos assegurar que não estão dois indivíduos a seguir o mesmo aspecto na
mesma área de jogo. Um dos juízes deverá acompanhar a fase seguinte de
jogo, pelo que procuramos prepará-los para saberem antecipar o que vai
acontecer a seguir."
Este treino da UEFA a árbitros assistentes oficiais conta agora com a ajuda on-line de um "site" especial que
analisa diferentes incidentes e situações de jogo. "Tornou-se claro que
este é fundamental para os árbitros utilizarem os jogos como fonte de
aprendizagem e experiência", explicou Helsen. "Queremos, assim, oferecer
uma ferramenta adicional que lhes permita ganhar experiência antes
de entrarem em campo", concluiu.
Collina, por seu lado, ofereceu
aos participantes um encorajamento positivo e o seu ponto de vista. "A
Uefa confia muito neste sistema. Estamos convictos de que traz inúmeros
benefícios", frisou. "Vimos já em campo a importância das decisões
tomadas pelos árbitros assistentes adicionais. Vocês estão a ajudar o
árbitro principal a ter um melhor controle do jogo. Mas temos sempre de
procurar melhorar. Sentimos que trabalhar convosco nestes cursos irá
ajudar a melhorar a vossa prestação, pois vocês são uma parte muito
importante da equipe de arbitragem."
Fonte: por Mark Chaplin de Nyon - Uefa.com
Opinião do Bicudo: Diferentemente dos (AAA) brasileiros cuja inutilidade se acentua vertiginosamente a cada rodada do Campeonato Brasileiro na Série (A) e na quarta-feira que passou na Copa do Brasil, os árbitros assistentes adicionais europeus, foram convocados para uma requalificação sobre as funções que exercem, objetivando o aprimoramento das suas ações.
Contestados
sistematicamente pela ineficácia na função que “desempenham” na linha de fundo
no mesmo lado dos assistentes e pelo elevadíssimo custo econômico que
geram aos clubes da Série (A) do Campeonato Brasileiro, os (AAA) Árbitros
Assistentes Adicionais designados pela CA/CBF, com raras exceções tem-se mostrado
omissos nas suas atribuições determinadas pela Fifa. A instituição
internacional diz que poderão ser designados (AAA), de acordo com o regulamento
da competição. Os (AAA) devem ser árbitros em atividades e da máxima categoria
possível. O
regulamento da competição deve estabelecer o procedimento adiante, em caso de
impossibilidade de o árbitro central continuar atuando se: o quarto árbitro
substituirá o árbitro principal, ou o árbitro assistente adicional mais
experiente substituirá o árbitro e o quarto árbitro passa a ser o (AAA). A Fifa
determina que são deveres dos (AAA): Sempre
submetidos a decisão do árbitro da partida eles devem devem indicar: se a bola ultrapassou
totalmente o campo de jogo pela linha de meta. Se houve tiro de canto (escanteio) ou tiro de meta.Se houve infrações e/outros incidentes que
ocorreram fora do campo visual do árbitro da partida. Devem indicar as faltas e
incorreções que possam observar melhor do que o árbitro, sobretudo, as que
aconteçam dentro da área penal. E, se nas cobranças de pênaltis, o goleiro se
adianta antes da bola ser tocada e se a bola ultrapassou na sua totalidade a
linha de meta. Os
(AAA) ajudarão o árbitro a dirigir o prélio de acordo com as Regras do Jogo,
porém, sempre cabendo ao juiz principal tomar a decisão definitiva. Os (AAA)
utilizarão exclusivamente o sistema de comunicação eletrônica (fone de ouvido
ou ponto eletrônico) e não bandeiras, para comunicar aquilo que viram ao
árbitro do jogo. Em regra geral, os adicionais não deverão fazer sinais com as
mãos. Todavia, em determinadas situações um sinal com a mão pode ser de grande
valia. Não obstante, tal sinal deverá ter um sentido inequívoco, razão pela
qual deve ser treinado antes da partida. Pergunto:
Por que os (AAA) que tem visão privilegeada atrás das metas, não comunicam via
ponto eletrônico o agarra-agarra dentro da área penal nas cobranças de faltas e
tiro de canto ao árbitro? Por que os (AAA) permitem que os gandulas postados há
poucos metros atrás das metas sumam com a bola do jogo em determinadas partidas
ou demorem para repor a bola aos goleiros? Por que os (AAA) observam várias
trocas de agressões que fogem do campo visual do árbitro titular no transcurso
de uma partida entre atletas e não comunicam o árbitro, já que utilizam o ponto
eletrônico? Faltas dentro da área penal que não são captadas pelo árbitro e são
infrações punidas com cartão vermelho (agressão física) e com penalidade máxima vem acontecendo
sistematicamente jogo após jogo. Ou então lances em que o atacante segura ou empurra o adversário na cobrança de infrações ou tiro de canto. Quais são os motivos que têem impedido os
(AAA) de relatar esee tipo de infrações aos árbitros? E se relatam porque o árbitro não os atende?
Por
que os observadores e delegados especiais de arbitragem designados pela CA/CBF
nas partidas da Série (A), que são pagos regiamente pelos clubes, viajam de
avião, hospedam-se em hotéis de boa qualidade, ocupam locais específicos nos
estádios não relatam nos seus relatórios a omissão dos (AAA)? E, se narram os
acontecimentos à CA/CBF, por que temos a repetição sistemática das
irregularidades acima nominadas?
PS: Isto posto, quem observou a cobrança da falta que originou o segundo gol do Corinthians contra o Atlético/MG, na quarta-feira (1), na Arena Itaquera, notou que quando o corintiano Bruno Henrique toca na bola (portanto a bola estava em jogo) - seu companheiro de equipe Luciano, deslocou com o cotovelo nas costa o meia Leandro Donizeti da esquadra mineira (faltas e incorreções - Regra XII). Este lance irregular aconteceu dentro da meia lua ou arco de círculo, na frente e no lado onde estava postado o (AAA) que não observou a infração. A distância entre o (AAA) e o arco de circulo onde aconteceu a falta, é de aproximadamente 19,5 metros.
O vice-presidente da CBF Marco Polo Del Nero recebeu nesta
quarta-feira, na sede da entidade, o presidente da Associação de
Cronistas Esportivos do Brasil, Eraldo, Leite, e uma comitiva de
cronistas que presidem as suas associações estaduais.
Os cronistas expuseram suas solicitações, abordando procedimentos
para aprimorar suas atividades profissionais nos estádios do país, em
uma troca de ideias em que um objetivo se apresentou comum: as entidades
caminharem juntas em favor do futebol brasileiro.
O vice-presidente Marco Polo Del Nero ouviu atentamente os argumentos
dos cronistas, agradeceu a oportunidade do encontro, que possibilitou o
debate de opiniões, e pôs a Confederação Brasileira de Futebol à
disposição de todos.
- A CBF é a casa do futebol brasileiro. É a casa também de vocês,
cronistas, jogadores, clubes, federações e torcedores. Foi muito
importante este encontro, para que todos pudessem expor as suas
opiniões.
Marco Polo prosseguiu.
- Nossa administração tem procurado ser transparente, dentro do
princípio que se deva ouvir o maior número de pessoas e segmentos.
Quanto mais se ouve, menos se erra.
O presidente da ASCB, Eraldo Leite, saiu otimista e muito bem
impressionado do encontro, que considerou positivo e de alto nível.
- A reunião foi muito positiva. Tivemos a melhor recepção por parte
do Marco Polo, em uma oportunidade que consideramos inédita, pois antes
nunca tivemos nossa voz ouvida na CBF.
Após
as conturbadas interpretações e aplicações de penalidades máximas pela
arbitragem no Campeonato Brasileiro, em função de um curso efetivado na Granja
Comary, no Rio de Janeiro, sobre (bola na mão ou mão na bola dentro da área de
pênalti), que teve como preletor o instrutor Fifa/Conmebol, Jorge Larrionda (foto), e da
repercussão negativa das explicações que foram prestadas pela comissão de
arbitragem da CBF sobre o imbróglio, a entidade decidiu: Convidar árbitros, atletas,
dirigentes e imprensa, para uma reunião que terá a presença de Jorge Larrionda e membros da CA/CBF,
que irá esclarecer definitivamente a questão. O evento acontecerá na sede da
CBF, nesta quinta (2), às 15h.
Segundo
árbitros e assistentes com os quais falei via fone que participaram do curso há
pouco mais de duas semanas em Teresópolis (RJ), o instrutor Larrionda que foi
um dos palestrantes do curso, passou a seguinte instrução sobre o assunto: “Oárbitro deve ficar atento no momento de
interpretar e aplicar a regra, quanto a mão deliberada e quanto a uma ação
deliberada que resulta em um toque de mão dentro da área penal”.
Sabedor
do meu compromisso com o leitor doPARANAONLINE, decidi consultar via internet o
Comitê de Arbitragem da Fifa no concerne ao tema em tela.
A
resposta da instituição foi lacônica: A Fifa e o International Football Association
Board (IFAB)- não tem nada a declarar
sobre o assunto. Traduzindo: A regra não mudou e vale o que está escrito. Até
porque, não há nenhuma circular e nenhum memorando das duas entidades alterando
o que consta na regra.
Diante
do exposto, resta saber o que o uruguaio Larrionda irá dizer amanhã na sede da
CBF, sobre o contido na página (86) do manual de Regras de Futebol/Fifa. E
quais serão os mecanismos que utilizará o instrutor Fifa/Conmebol, para dirimir
as inúmeras dúvidas que sua orientação provocou a respeito do fato no intelecto
dos árbitros e assistentes da (Renaf) Relação Nacional de Árbitros de Futebol.
PS:
O momento periclitante que “atormenta” a arbitragem no atual Brasileirão, fez
surgir a proposição de melhorar a remuneração dos árbitros nas competições da
CBF. Justíssima reivindicação. Porém, é necessária uma “profilaxia” na lista da
Renaf. Acrescer as taxas e diárias com a “pior safra” do apito das últimas
décadas, significa premiar a incompetência e desprezar a meritocracia.
Em mais uma edição da sua análise anual das finanças no futebol, o
Itaú detonou a gestão dos clubes brasileiros. Em um estudo de mais de
160 páginas divulgado nesta semana, o banco privado avaliou como foi o
ano de 2013 para os 20 times da Série A do Brasileiro (mais Vasco,
Portuguesa e Ponte Preta) e fez duras críticas aos dirigentes que
comandam as equipes.
Para começar, "Dinheiro na mão é vendaval" é
o título do texto, que já foi mais otimista nos anos passados (2011:
"Como o mundo das finanças enxerga o futebol"; 2012: Clubes apresentam
evolução econômico-financeira; 2013: "Não falta dinheiro"). Para cada um
dos 23 clubes, o Itaú deu um título para resumir o balanço, utilizando
as demonstrações contábeis de cada um e considerando também
acontecimentos mais recentes.
Dentre as avaliações, vale destacar
logo de cara o que a instituição financeira escreveu a respeito do
Palmeiras. Com mais de R$ 90 milhões colocados por Paulo Nobre no
alviverde, o estudo admite que a política deu certo para tirar o time da
segunda divisão, mas questiona ao final: "até quando o presidente
colocará dinheiro no clube?".
O banco faz também uma ironia fina
com o Corinthians, com quem também é duro na análise. Ao resumir a
gestão pela frase "Encantador de Serpentes", o estudo explica que a
direção alvinegra se vendeu como moderna quando não foi nada disso.
"Mais
que isso, por algum momento fez acreditar que se tratava de uma gestão
moderna, quando na realidade realizava as práticas mais comuns e antigas
da gestão do Futebol", afirma, além de falar sobre o não pagamento de
impostos e deixar uma pergunta: "Mas como ficam os clubes que pagam em
dia?".
Logo na introdução, a Área de Crédito do Itaú BBA, setor
responsável pela pesquisa, diz que os cartolas do futebol brasileiro não
deram atenção para as categorias de base, que só pensaram na torcida
durante a administração e ainda fala que gastaram muito mal - um dos
exemplos citados foi o do São Paulo, que tem na folha de pagamento seis
laterais esquerdos (Álvaro Pereira, Clemente Rodriguez, Carleto, Cortez,
Reinaldo e Henrique Miranda). O clube do Morumbi é ainda classificado
como na "vala comum".
"Completando este cenário, vários clubes
continuaram a utilizar velhas práticas de gestão financeira do Futebol,
como atraso de contribuições e impostos relacionados aos salários dos
atletas, o que de certa forma se constitui numa vantagem financeira em
relação aos clubes que pagam em dia", afirma o estudo.
"Os clubes
precisam reforçar investimentos nas Categorias de Base, captando melhor,
orientando melhor, retendo mais e colocando-os para atuar, pois esta é
uma alternativa substancialmente mais barata e de melhor solução
financeira para o clube. Parafraseando Keynes, a manter este padrão de
gestão, no longo prazo os clubes estarão todos mortos".
Veja
abaixo, os títulos para o resumo do ano de cada equipe e as perspectivas
projetadas pelo banco para este ano, que está quase no final.
Corinthians: Encantador de Serpentes
"É
possível que tenha que reduzir investimentos, seja mais eletivo e
busque redução de custos. Já faz muita receita recorrente, de forma que é
um movimento mais fácil de fazer que clubes com receita bem menores. Em
contrapartida, em breve iniciará os pagamentos da dívida no Arena
Itaquera, e isto consumirá parte importante das receitas com Bilheteria,
retirando ainda mais dinheiro do Futebol. A realidade é sempre mais
difícil do que se imagina, ou se vende".
São Paulo: Na vala comum
"Clube
que gera muito mas gasta muito e mal, o São Paulo precisa rever sua
gestão esportiva e financeira, afinal, além de não conquistar títulos
ainda deteriora seus números e sua saúde financeira. Não é à toa que
vimos na mídia informações sobre novas antecipações de cotas de TV,
necessidade de venda de atletas para fechar as contas de 2014 e supostos
atrasos de salários. Costuma não acabar bem".
Palmeiras: As aves aqui não mais gorjeiam
"Considerando
que o clube continua sem patrocínio master, que as demais receitas
permanecem estáveis, e que o clube não é um grande vendedor de atletas,
resta ajustar os custos para tentar fazer com que sobre mais dinheiro no
caixa. Mas é Ano do Centenário, e na avaliação equivocada dos
dirigentes, em anos assim o clube precisa vencer mais que em outros.
Resultado esperado é aumento dos custos, política descontrolada de
gastos e mais problemas no futuro.
O Palmeiras se mantém no
círculo vicioso e 2014 tem todos os ingredientes para ser mais um ano
difícil em termos financeiros. Até quando o presidente colocará dinheiro
no clube?".
Santos: A canoa virou
"O
Santos sai da condição de clube equilibrado, com gestão financeira
cuidadosa e passa a ingressar o rol de clubes com gestão de Torcedor. O
resultado é gastar mais do que deveria, elevar custos sem contrapartida
de Receitas recorrentes e, consequentemente, elevar endividamento e
colocar em risco seu fluxo de caixa. Não parece nada saudável o caminho
que o clube adotou. 2014 tende a ser ainda pior".
Flamengo: Nadando contra a maré
"Com
investimentos limitados o clube fica distante de ter um elenco com
muitas alternativas. Vai ter que continuar utilizando as categorias de
base, tradicionalmente forte reveladora de talentos, e usar de
contratações cirúrgicas para manter um elenco minimamente competitivo. O
difícil, além de lidar com uma torcida que quer sempre títulos, é
competir contra clubes que ainda se utilizam das velhas práticas de
gestão esportiva".
Fluminense: A independência necessária
"É
sempre difícil falar do Fluminense em função das ações tomadas pela
Unimed e que não transitam pelo balanço do clube. Do que vemos temos um
clube mais redondo, aparentemente mais organizado. Mas que precisará
começar a pensar em caminhar com as próprias pernas. Hoje, se isto fosse
uma necessidade, o clube se colocaria numa situação bastante inferior à
vista nos últimos anos".
Botafogo: A luz no fim do túnel é de um trem
"As
piores possíveis. O Botafogo terá que buscar alternativas de receita
cada vez mais difíceis, certamente vai onerar ainda mais seu futuro com
Adiantamentos e se não fizer um corte de custos profundo, encontrará o
trem pela frente".
Vasco: Não há terra a vista
"O
ano de 2014 tende a ser muito difícil para o Vasco. O clube carrega o
peso de anos de dívidas acumuladas e da necessidade de atender aos
anseios de uma das maiores torcidas do Brasil. Como equilibrar isto?
Esta é o enigma da nau. Acreditamos em outro ano difícil e que será
sucedido por outros anos difíceis".
Atlético-MG: Nem tudo que reluz é ouro
"2014
tende a ser bastante difícil. Pode conseguir alguma receita adicional
com o Estádio novo, mas precisará recorrer a venda de atletas e reduzir
custos se quiser diminuir o esforço para fechar suas contas".
Cruzeiro: Os Caçadores estão chegando
"O
clube manteve sua base, seu treinador, fez mais alguns investimentos e
possivelmente aposta na força da torcida e na obtenção de resultados
esportivos para sustentar sua estratégia. Não dá para saber até quando
isto funcionará, mas sempre há chance do castelo de cartas ruir a
qualquer momento. Esportivamente tem chances elevadas de sucesso em
2014, como vemos até o momento no Campeonato Brasileiro".
Internacional: Acabou-se o que era doce
"A
situação apresentada para início de 2014 não é confortável. Há mais
desafios e menos gordura para queimar. O clube precisará apertar os
custos se quiser voltar a viver uma situação confortável em termos
financeiros, além de continuar a constante busca de atletas para serem
vendidos. A vida do Internacional não deve ser fácil em 2014".
Grêmio: Avalanche
"Nada
animadoras. Não há sinal de que as receitas devem crescer, mas os
Custos são de longo prazo. Ainda há a necessidade de pagar o que ficou
de 2013. Logo, 2014 tende a ser um ano de dificuldades financeiras caso
não tenha conseguido enxugar os Custos".