terça-feira, 4 de novembro de 2014

Neófito apita o jogo do Coritiba


Após a hecatombe protagonizada pelo gaúcho Jean Pierre Gonçalves de Lima, no prélio Corinthians/SP 2 x 2 Coritiba/PR, na Arena Corinthians, no sábado (1), Thiago Duarte Peixoto (foto), 35 anos, (CBF-1) da Federação Paulista de Futebol, foi o árbitro designado via sorteio para comandar no próximo sábado, às 19h30, Coritiba/PR x Fluminense/RJ.

Duarte Peixoto é professor de educação física e é uma das apostas da CA/CBF para a temporada de 2015. Sua última participação na Série (A), aconteceu no sábado que passou, na Arena do Grêmio em Porto Alegre, na partida Grêmio/RS 1 x 0 Vitória/BA.

No último dia 3 de setembro, Thiago Peixoto dirigiu Atlético/PR 2 x 0 América/RN, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na Arena da Baixada.

Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), será o apito responsável pela peleja Botafogo/RJ x Atlético/PR. 

O que um ex-Fifa pensa do árbitro do Gre-Nal 403

 Aposentado desde 2010, o ex-árbitro da Fifa Carlos Simon, 49 anos, analisou o paulista Luiz Flávio de Oliveira, 37 anos, que apitará o último Gre-Nal de 2014, no domingo, na Arena, pela 33ª rodada do Brasileirão. O encontrei no Rio no começo da tarde desta terça-feira. Falamos por telefone.
Um resumo da nossa conversa você lê abaixo:
            Simon queria Vuaden no Gre-Nal da Arena 
O que você achou da escolha?
Não gostei. Sempre quero que os melhores apitem os grandes jogos. O número 1 para o jogo numero 1. Queria um árbitro Fifa no Gre-Nal. A CBF tem oito deles. Poderia escolher dois e colocar no sorteio. Eu apostaria no melhor do Brasil, no gaúcho Leandro Vuaden. O alemão está voando.
Você não gosta do Luiz Flávio de Oliveira, que é irmão do Paulo Cesar de Oliveira, que hoje é comentarista de arbitragem como você?
Não, não é bem assim. Ele é bom árbitro, claro, não tenho dúvidas. Outra coisa é se árbitro de Gre-Nal. Ele não tem bom condicionamento físico e sofreu com as lesões. É um árbitro tranquilo, apita bem e tem futuro, não tenho dúvida. Só precisa ser mais rigoroso, cuidar mais da disciplina. Está motivado, vai para a Fifa em 2015.
04oliveira
Luiz Flávio de Oliveira na Arena em Grêmio e Goiás, em julho passado (Agência RBS/BD)
O que é preciso fazer para controlar um Gre-Nal?
O árbitro precisa se impor. Chegar rasgando. Usar a voz, o gestual, a vibração, o cartão. De um lado tem o D’Alessandro, do outro o Zé Roberto. O jogo vai ser pegado, os jogadores vão querer tomar conta, falar muito, influir. O Luiz Flávio não pode abrir a guarda. Precisa mostrar aos jogadores quem ele é.
O Gre-Nal é um jogo diferente também para o árbitro?
Sim, totalmente. Sempre digo nas minhas palestras que um jogo se controla nos primeiros 15 minutos, quando o árbitro mostra quem é. No Gre-Nal é diferente, São necessários 90 minutos de imposição (risos).
Árbitro gaúcho não pode apitar Gre-Nal?
Claro que podem e devem. É uma bobagem. O árbitro não dá bola para o que falam. Precisa estar preparado para o que der e vier. Se errar, errou. Eu apitei cerca de 20 Gre-Nais e antes e depois do clássico ia ao supermercado com a maior  naturalidade. Nunca tive problema.
Fonte:http://wp.clicrbs.com.br/boladividida
Blog do Jornalista Luiz Zini/Zero Hora

Curso para árbitros e assistentes de elite na Colômbia


Armênia, a cidade milagrosa da Colômbia, recebe de 28 de outubro a 3 de novembro, a equipe do Programa de Arbitragem da Fifa (RAP), para auspiciar um Curso de Arbitragem dirigido tanto a árbitros, como a assessores/instrutores de arbitragem, com a organização da Federação Colombiana de Futebol através de sua Comissão de Árbitros.

O esquema prevê o curso para árbitros de 28 a 31 de outubro, e  para assessores está programada de 01 a 3 de novembro, com a participação de 35 árbitros e 28 assessores de árbitros respectivamente. 
Oscar Julián Ruiz e Rodolfo Sibrian como Instrutores Técnicos, Cristian Rosen como Instrutor em Preparação Física e Carolina Colmán como Oficial de Desenvolvimento da Arbitragem confirmam a equipe do Programa de Assistência à Arbitragem, mais conhecido como RAP (Refereeing Assistance Programme). 

Os temas para ambos os cursos foram consensuados cm os integrantes do Departamento técnico, a Comissão de Árbitros da Federação Colombiana de Futebol e os da equipe do (RAP), sobre a base de avaliações de cursos anteriores, e aspectos considerados como pontos de melhora ou esclarecimento.   

O Programa de Assistência à Arbitragem da Fifa acompanha os esforços em melhorar o nível da arbitragem, no processo de implementação do Regulamento de Organização sobre a Arbitragem, fiel ao seu compromisso de melhorar o nível dos homens de preto tanto na Colômbia, como na América do Sul e no mundo.
Fonte: Conmebol 

PS: Pesquisando a formação do Comitê de Árbitros da Fifa, constatei que o órgão é composto por representantes de (28) países. Embora seja o País do futebol, e a maior potência da América do Sul, o Brasil não tem nenhum representante no comitê. A Argentina tem Jorge Romo, a Colômbia Oscar Ruiz, o Paraguai Carlos Alarcón, o mais longevo membro da comissão e o Uruguai Jorge Larrionda.

PS (2): A ausência de um membro do "staff" da arbitragem brasileira no Comitê de Árbitros da instituição que comanda o futebol no planeta, gostem ou não é sinal do desprestigio do nosso futebol  na Fifa. Aliás, quem deve estar com o "sorriso" de orelha a orelha observando a "catástrofe" que assola a cada rodada do Campeonato Brasileiro, o quadro de árbitros da CBF, é o instrutor Conmebol/Fifa Jorge Larrionda. Explico: Larrionda proferiu a mesma palestra sobre o lance bola na mão ou mão na bola em toda a América do Sul. O único local que deu "rolo" na interpretação e aplicação do aludido lance foi no Brasil.      

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Esculhambadores das Regras de Futebol


Implementado no futebol em 1874, para equacionar funções administrativas entre os capitães das equipes, o árbitro, ganhou autoridade limitada numa partida de futebol em 1881.
Após a instituição do International Footbaal Board (IFAB) em 1882, a entidade começou a formar os primeiros árbitros.

Logo a seguir, em 1890 foi crida uma nova lei que acresceu os poderes do homem de preto, e em 1894, o árbitro assume o controle definitivo dos prélios de futebol. Desde então, suas decisões sobre fatos relacionados ao jogo passaram a ser definitivas.  

Portanto, assim que a bola rola no campo de jogo, o único personagem que tem a prerrogativa de interpretar e aplicar as Regras de Futebol na sua plenitude no campo de jogo, é o árbitro.

O presidente da Fifa Joseph Blatter, em todos os lugares do planeta onde tem colocado seus pés, tem reiterado que os árbitros são os guardiões das Regras de Futebol e autoridade máxima do espetáculo.

No país pentacampeão da bola, o Brasil, apesar de estarmos vivendo no século XXI, a confraria do apito pelo andar da carruagem ainda não entendeu a importância do árbitro na condução de um jogo. Faço a afirmação porque não lembro ter observado tamanha conspiração contra as Regras de Futebol de maneira avassaladora, daquele que tem o dever de preservá-la, no caso o árbitro, como este ano no futebol brasileiro.

A escalada interminável de erros grotescos que estão sendo perpetrados pela arbitragem no ano em curso, desde o início da Copa do Brasil em fevereiro e a partir de abril quando iniciou o Campeonato Brasileiro, é “inédita”.

Os fatos deploráveis protagonizados pelos árbitros, assistentes e árbitros adicionais ao longo do ano, acoplado aos do final de semana que passou, nos confrontos Corinthians/SP 2 x 2 Coritiba/PR, Palmeiras/SP 1 x 0 Bahia/BA, Criciúma/SC 1 x 2 São Paulo/SP e Santos/SP 1 x 2 Internacional/RS, nos dão a certeza de que a atual safra  da Relação Nacional de Árbitros de Futebol/CBF, na reta final do Brasileirão estão mais perdidos do que um náufrago em alto mar.  

Ouso afirmar que ao invés de guardiões das leis do jogo, os membros da (Renaf) Relação Nacional de Árbitros/CBF, estão esculhambando as REGRAS DE FUTEBOL. 

PS: "A CBF ao anunciar a extinção dos (AAA) árbitros assistentes adicionais na temporada 2015 na Série (A) - expõe de forma inexorável o grau de mediocridade de alguns dirigentes e o desprezo que a entidade devota a um dos setores mais importantes do futebol que é a arbitragem. Transformar e discutir tão importante função numa questiúncula, "apequena" a CA/CBF e, por conseguinte,contribui para que o homem de preto do futebol brasileiro chafurde ainda mais no abismo do atraso". 

domingo, 2 de novembro de 2014

Chefe dos árbitros descarta influência externa no jogo do Corinthians

O presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sergio Correa, garante não ter havido influência externa nas marcações do árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima no empate em 2 a 2 entre Corinthians e Coritiba, neste sábado (1), no Itaquerão, pelo Campeonato Brasileiro.
Mano Menezes e os jogadores do time alvinegro reclamaram do comportamento do juiz, que pareceu indeciso e esperar longo tempo para confirmar o que havia apitado. Duas vezes ele voltou atrás em anotações. No primeiro tempo, marcou pênalti em Luciano, do Corinthians. Na etapa final, deu falta de Cássio, que teria tocado com a mão fora da área. Lima mudou de ideia, irritando os atletas das duas equipes.
"Não houve interferência externa. Isso é proibido e não tem como ser feito. Os rádios de comunicação dos árbitros são criptografados. Não tem como entrar na frequência", disse Correa à Folha.
O chefe da arbitragem do Campeonato Brasileiro conversou após a partida com o delegado da CBF no Itaquerão, Nilson Moução, para saber o que havia acontecido. Foi informado que as decisões foram revertidas após consultas aos auxiliares. No caso do pênalti, Lima falou com o juiz que estava atrás do gol. Na falta de Cássio, a influência foi do bandeira.
"O árbitro agiu muito bem. Comunicou-se com os demais integrantes da arbitragem e mudou as decisões para acertar. Isso é muito importante", completou Correa.
O Corinthians perdia por 2 a 1 até os 50 min do 2º tempo, quando Bruno Henrique empatou, de cabeça.
"Os lances foram demorados. Não tenho certeza se houve interferência ou não. A gente precisa deixar isso claro para o torcedor porque vai ficar uma coisa estranha e ninguém vai entender mais nada", contestou Mano Menezes.
Jean Pierre Gonçalves Lima, que participou de matérias de TV vestido como o ator Vin Diesel, já foi acusado anteriormente de usar ajuda externa para mudar decisões em campo. Em 2012, ele era o quarto árbitro na derrota do Palmeiras para o Internacional por 2 a 1, no Beira Rio. Perguntou a uma jornalista se o atacante Barcos, então do Palmeiras, havia feito o gol de empate com a mão. Após ouvir que sim, avisou ao juiz Francisco Carlos Nascimento, que anulou a jogada.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte

Arbitragem continua em descompasso

Os delegados de arbitragem da CBF, Luiz Cunha Martins e Manoel Serapião Filho, e o diretor da CA/CBF, Sérgio Corrêa da Silva,  são os autores das três frases abaixo, que está no Manual de Regras de Futebol 2014/2015, na página 150. As frases são orientações que a CA/CBF repassa aos apitos e bandeiras da Relação Nacional de Árbitros de Futebol, visando alertar e doutrinar as ações do árbitro e seus assistentes no campo de jogo. 
 
"A arbitragem exige concentração, controle emocional, pleno domínio das Regras de Futebol, condicionamento físico, bom posicionamento em campo, firmeza nas decisões e, sobretudo, imparcialidade e entusiasmo”.

     "Arbitrar bem é sentir o jogo para possibilitar seu desenvolvimento natural, somente interferindo para cumprimento das regras e, especialmente, do seu espírito”.

  “O conceito do árbitro é sempre considerado antes de cada partida.   O trabalho realizado, todavia, é que consolida ou afeta tal conceito”.

Diante do que se leu acima, O árbitro de Corinthians/SP 2 x  2 Coritiba/PR, Jean Pierre Gonçalves de Lima (Asp/Fifa/RS), dada a sequência de erros que cometeu no prélio mencionado, agiu em descompasso com as orientações acima mencionadas. A dúvida que me vem a mente é: Será que Jean Pierre leu as recomendações? E, se as leu, seu intelecto conseguiu decifrar as orientações mencionadas?
PS: Acostumados com a mediocridade qualitativa e a pusilanimidade dos árbitros que atuam na Série (B) do Brasileirão, que não cumprem as Regras de Futebol, o técnico Ricardinho e atletas do Paraná Clube, reclamaram da belíssima atuação do árbitro Flavio Rodrigues Guerra (foto/CBF-1), frente ao Vasco da Gama.

PS (2): Rodrigues Guerra não exibiu nada de excepcional nesse jogo. Apenas, posicionou-se como um árbitro comprometido com a disciplina, a seriedade e demonstrou estar preparado para o trabalho que lhe foi designado pela CA/CBF.