segunda-feira, 18 de maio de 2015

Raio-X da arbitragem

No Couto Pereira
Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), o apito de Coritiba 2 x 0 Grêmio, não precisou colocar em prática durante o transcurso do nominado prélio nenhuma medida mais austera.  Não foi necessário em função da fragilidade técnica da partida, e, também porque manteve desde o início até o último segundo um estilo personalista, na condução do confronto em tela. Ótima arbitragem. Quando digo personalista, falo em estilo único.
No Serra Dourada
A insurreição da direção do Atlético Paranaense contra a designação de Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), para dirigir a partida contra Goiás bateu na trave. Equilibrado, sóbrio e agindo como um autêntico profissional da arbitragem, Roberto Lopes não foi visto em campo. Aliás, desde que deixou o futebol paranaense, o indigitado árbitro cresceu em todas as esferas, quer em âmbito nacional e nas competições da Conmebol.
Na Arena Itaquera
Marcelo de Lima Henrique(Especial/PE), pelo segundo ano consecutivo é o árbitro que permite até a rodada do final de semana que passou, o maior tempo de bola em jogo em se tratando de Brasileirão. Sua atuação no Corinthians/SP 1 x 0 Chapecoense/SC, comprovou a exuberante fase que vivencia, sobretudo, após deixar a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.  
No Orlando Scarpelli
O neófito Thiago Duarte Peixoto (foto/Asp/Fifa/SP), em que pese a decadência que assola o quadro de árbitros da Federação Paulista de Futebol, na partida matinal do domingo pela Série (A - Figueirense/SC 0 x 0 Vasco da Gama/RJ, comprovou que a CA/CBF foi felicíssima quando decidiu pela sua promoção neste ano. Duarte Peixoto exibiu uma prática de arbitragem, similar a que os árbitros da Uefa aplicam semanalmente nas Liga da Europa e na Liga dos Campeões.
O melhor da rodada
Bem posicionado, adotando a diagonal como mote principal e saindo dela quando necessário, ou seja, indo ao encontro das jogadas de maior agudez e com isto demonstrando aos atletas concentração total no jogo, Thiago Duarte, utilizou com precisão a arbitragem preventiva que consiste: (no diálogo, no olhar, na utilização da expressão corporal e uma linguagem que todos os que estavam participando da partida conseguiram entender). Foi o melhor árbitro da segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Resta saber se conseguirá manter a excelente performance que apresentou nas duas partidas iniciais na Série (A) do Brasileirão.
  
No Beira-Rio
Inter/RS 1 x 0 Avaí/SC, teve um lance dificílimo para a arbitragem definir se a bola ultrapassou ou não a linha de meta na sua totalidade. Na verdade foi um teste de acuidade visual que envolveu o árbitro Igor Junio Benevenuto (Asp/Fifa/MG), e o assistente Fabrício Vilarinho (Fifa/GO). Acuidade visual é o grau de aptidão do olho, para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
Belíssimo trabalho em equipe
Neste confronto, o atacante Anderson Lopes do Avaí desferiu certeiro e potente chute à meta do colorado dos Pampas -  aí surgiu a mão magnífica do goleiro colorado Muriel que em cima linha do gol, evitou um prejuízo para a arbitragem e, por extensão, para o futebol brasileiro. A bola não passou a linha de meta na sua plenitude, mas, a impressão para muitos foi de que a bola entrou. Observei o posicionamento do árbitro Benevenuto pela TV e do bandeira Vilarinho que acompanhou a jogada em toda a sua extensão. Brilhante trabalho em equipe da dupla em tela.
Incremento na tecnologia
O ex-atleta de futebol Luis Figo, candidato a presidência da Fifa no pleito do próximo dia 29, afirmou na semana passada que a tecnologia é cada vez mais importante em todas as áreas da  vida do ser humano e, por conseguinte, no futebol e sobretudo no auxílio à arbitragem. Se eleito presidente da entidade internacional, falou que pretende estudar novas formas de a tecnologia ajudar o árbitro e seus assistentes não só na linha do gol (GLT), mas, em outras situações, sem mexer na essência do futebol.
Legado desprezado  
A Fifa e a GoalControl deixaram nos estádios que sediaram a Copa do Mundo no Brasil, toda a tecnologia utilizada durante o Mundial. A CBF apesar dos lucros astronômicos que vem obtendo ano a ano, alegou custos financeiros elevados e abdicou da tecnologia na linha do gol. O que configurou-se num verdadeiro gol contra a arbitragem brasileira. A Premier League (Inglaterra) e a KNVB (Holanda), ao contrário da CBF, pela terceira temporada consecutiva estão utilizando a Goal-Line Technology (GLT) nos seus torneios com absoluto sucesso.
Não há interesse
Se a CBF tivesse interesse numa arbitragem com níveis de excelência nos seus torneios, deveria aplicar parte do montante das logomarcas das três multinacionais estampadas nos uniformes dos árbitros e implementar a (GLT) como auxílio à arbitragem. Digo isto porque, os valores repassados pela CBF desses patrocínios à arbitragem é “VERGONHOSO”, “ESPÚRIO.”  Multinacionais que pagam uma fortuna considerável à entidade do futebol brasileiro, e exploram em conjunto com a CBF, as meias, as bermudas e as camisas dos juízes e bandeiras da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf).  
Para inglês ver (1)
Promulgada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de outubro de 2013, a Lei nº 12.867, que reconheceu a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional, caminha a passos gigantescos para se tornar mais uma lei inócua. Ou seja: não produziu e dificilmente produzirá os efeitos pretendidos.  Quando da sua promulgação, foi afirmado que os árbitros teriam direitos. Poderiam negociar acordos coletivos, taxas e participação em patrocínios, entre outros itens. Até a presente data nada aconteceu e os principais culpados são os próprios árbitros.
Para inglês ver (2)
A empolgação da categoria foi de tal monta, que alguns afirmaram que com a profissionalização a relação CBF x arbitragem mudaria. Não mudou nada. Pelo contrário: Qual é o valor do contrato e o tempo de duração das logomarcas das multinacionais que os garotos propaganda - (árbitros, assistentes e o quarto árbitro), exibem nos uniformes  das competições da CBF e qual é a quantia repassada aos membros da Renaf?
Na Europa é diferente
Diferentemente dos homens de preto do futebol pentacampeão que são explorados “escandalosamente”, as confrarias do apito da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal, compartilham com as suas federações o lucro obtido com as logomarcas exibidas nos seus uniformes.


terça-feira, 12 de maio de 2015

Mal pagos, malformados e explorados

Os árbitros do futebol brasileiro estão pleiteando o direito de imagem perante o Congresso Nacional. Na semana que passou, a (Anaf) Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, apresentou a reivindicação à Comissão Mista de (deputados e senadores), que estão analisando a medida provisória 671/2015), que versa sobre o refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol.

O deslocamento de Marco Antonio Martins presidente da Anaf ao Distrito Federal, para tratar do tema foi oportuno. Principalmente, dada a importância da personagem do apito no contexto de uma partida - já que sem a presença do árbitro e dos assistentes, um prélio de futebol não pode ser efetivado de acordo com a Fifa.

Além disso, o International Board especifica na Regra (V) que, cabe exclusivamente ao árbitro e a mais ninguém, assim que a bola rola na relva, interpretar e aplicar as Regras de Futebol.

Todas as instituições e pessoas envolvidas no universo do futebol no Brasil são muito bem remuneradas, enquanto aquele que tem a missão específica de tomar decisões corretas em frações de segundos, o árbitro, recebe proventos incompatíveis com as suas funções.
  Além da  logomarca da pênalti e da SKY, a Semp Toshiba também está na indumentária dos árbitros do Brasileirão.
A CBF recebe quantias expressivas anualmente em dólares da Fifa e da Conmebol, pela participação nas suas competições. Das TVs, dos contratos que celebra com multinacionais de bebidas, de material esportivo, das placas de publicidades alocadas nos estádios onde são realizados seus torneios, das rendas dos jogos e do governo federal.

Além da estratosférica arrecadação que obtém com os contratos acima mencionados, a CBF vem impingindo há vários anos aos árbitros da (Renaf) Relação Nacional de Árbitros de Futebol, que atuam nos seus campeonatos, a propaganda de duas logomarcas, de duas multinacionais nas mangas das camisas, meias e bermudas.

Neste 2015, a entidade mater do futebol brasileiro ampliou sua sanha financeira. Desde a abertura da Série B na sexta-feira e da A no domingo, árbitros, assistentes e o quarto árbitro estão anunciando nas costas da camisa o terceiro patrocínio de uma multinacional. Esse fato transforma os apitos e bandeiras do Campeonato Brasileiro, em verdadeiros garotos – propaganda sem receber um único centavo.

O resultado disso é refletido nos recordes de lucro ano após ano que a entidade  tem anunciado a cada temporada

As federações de futebol recebem verbas substanciosas da própria CBF a cada ano e de outros segmentos. Além de terem a prerrogativa de celebrarem contratos publicitários e exibi-los nos campeonatos sob sua circunscrição. Cobram porcentagem de 10% dos jogos dos campeonatos estaduais e 11% de todas as partidas do Campeonato Brasileiro, envolvendo as equipes do seu estado. Faturam muito!

Os clubes abocanham verbas expressivas da TV, celebram contratos estratosféricos com fabricantes de material esportivo que vestem seus atletas, estampam publicidade a granel nas meias, calções e camisas dos jogadores, exibem placas de publicidades postadas nos seus estádios, incluindo a propaganda de (bebidas, artigos esportivos, seguradoras, etc..) e outras prebendas e sinecuras que nós simples mortais desconhecemos.

Cartolas, atletas, managers, preparadores físicos e técnicos de futebol, são contemplados com salários condizentes, direito de arena, FGTS, luvas, férias, aviso prévio e se sofrerem qualquer problema de saúde estão respaldados pelo INSS. 

E o árbitro que decide num trilar ou não do apito o destino de um prélio ou de uma competição? É mal formado, mal preparado, mal pago, sem requalificação e não tem os direitos acima nominados.

Além disso, embora a promulgação da Lei Nº 12867 de 2013 tenha reconhecido a atividade do homem de preto como profissional, os dirigentes da CBF, das federações e dos clubes na maioria das vezes tratam e utilizam o árbitro como mercadoria de troca entre a cartolagem das federações, da CBF e das equipes.

Diante do que se leu neste articulado e das precárias condições que lhe são oferecidas, é impossível o árbitro tomar decisões em consonância com o preceituado nas regras e ter isenção completa, quer atuando nas federações ou na CBF. 

PS: A CBF solicitou dias atrás aos atletas, dirigentes e àqueles que gravitam  no futebol pentacampeão do planeta, respeito para com a arbitragem. A  entidade deveria ser a primeira a dar o exemplo: Tornar público aos árbitros da (Renaf), os valores dos contratos e o tempo de duração das logomarcas que estão sendo exibidas na indumentária dos mesmos, e estipular um percentual adequado à todos que fazem a função de garoto propaganda gratuitamente das três multinacionais. Pois, se persistir a situação vigente, corre-se o risco de vermos o profissional do apito labutar em condições análogas a de escravos.        

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Vida de árbitro: assistentes de arbitragem, mulheres se impõem no Gauchão

Na segunda matéria da série, Luiza Reis e Andreza Mocelin contam suas experiências em campo.

A bandeirinha Luiza Reis leva travesseiro rosa nas viagens com a equipe de arbitragem. A caminho do jogo de 25 de março entre Brasil e Aimoré, em Pelotas, ela colocou o travesseiro no colo, o celular sobre ele, e passou parte do trajeto pela BR-116 retirando com acetona os excessos do esmalte violeta das unhas.

Acompanhantes no carro, o bandeira Júlio César dos Santos, o quarto árbitro Lucas da Silva e o árbitro Márcio Coruja nem estranham mais os hábitos da colega de 26 anos, desde o ano passado trabalhando no Campeonato Gaúcho. 

Já no vestiário do Estádio da Boca do Lobo, ela dispensou o salto alto, calçou chinelo de dedo dourado e vestiu uniforme de aquecimento no banheiro, asseado até. De repente, Luiza apareceu de calção térmico e sobre ele ajeitava uma saia-short preta. Passou gel no cabelo e o prendeu no com uma trança para atrás. Carregou no fixador.

— Eu preciso correr, cabelo não pode ficar solto. Tenho de ser prática — justificou-se. Na volta do aquecimento no campo, Márcio Coruja apresentou o plano de jogo no laptop e deu uma preleção geral e individual. Para a bandeirinha, o recado foi claro:

— Amiga, concentração e foco. Não podemos ter emoção. Absorve, mas usa técnica e tranquilidade. Se tiver que ter energia, energia. Se tiver que falar forte, fala forte. Estamos contigo.

Antes de ir a jogo, Luiza dedicou mais um tempo à frente do espelho retocando o fixador no cabelo e o batom rosa. No braço, a tatuagem de uma bandeirinha de arbitragem.
  
Quando a equipe entrou em campo, assovios de fiu fiu foram endereçados à morena que avançava solene. Nem eram tão espalhafatosos, não duraram muito. Como assistente dois, tocou-lhe correr pelo lado oposto das sociais, o que significou conviver 90 minutos à frente da fúria da torcida xavante, com o estádio lotado. O jogo começou, e ela ouviu insultos e alguns gracejos:

— Manda o teu WhatsApp!
A torcida esqueceu Luíza até o momento em que ela assinalou impedimento em contra-ataque do Brasil. Uma tempestade de vitupérios lhe caíram sobre os ombros. Ela não se abalou. No lance do impedimento, havia corrido 30 metros, como uma atleta. E ela é professora de Educação Física.

No intervalo, o Brasil vencia por 1 a 0, em jogo veloz e nervoso. Os árbitros chegaram exaustos ao vestiário. Antes de voltar a campo, Luiza retocou o batom:

— Evita a boca seca — justificou rindo, sabendo que estava profanando tabus. Não houve fiu fiu no retorno ao gramado, o Brasil fez 2 a 0, e a carga de insultos só voltou quando o Aimoré pressionou nos últimos minutos. Ao final do jogo, de volta ao vestiário, Luiza pode conferir o celular. Os pais Márcio e Neca Reis estavam aflitos querendo saber como se portou a filha, e ela prometeu levar de Pelotas quindins e pastel de Santa Clara. Era hora do banho.

Luiza é a primeira, o local do chuveiro é aceitável na Boca do Lobo, e os colegas aguardam no recinto do vestiário finalizando dados da súmula. Também o delegado do jogo, Edson Machado, está ali, produzindo o relatório e pagando a arbitragem.

Enrolada na toalha de banho, Luiza deixa o chuveiro e vai se vestir em um box ao lado. Não parece chamar atenção. Quando volta vestida, retoma o espelho, passa lápis preto nos olhos, retoca o batom e coloca brincos. Agora, de salto, fica bem mais alta do que o seu 1m68cm e coloca o perfume Two One Two Vip. A fragrância feminina se exala pelo vestiário de camisetas, calções e cuecas suados e chuteiras e meias sujas.

É a prova definitiva de que Luiza revolucionou o ambiente de marmanjos. Os homens vão para o banho, o trânsito no vestiário será grande, e ela se retira. Aguarda do lado de fora da porta.

Passado o jogo, a bandeirinha pode voltar aos estudos. Formada na Ufrgs, durante a semana ela faz mestrado em Promoção da Saúde, na Unicruz, em Cruz Alta, onde mora com os pais. Os fins de semanas ela passa em Porto Alegre. Há um ano está sem namorado, e justifica resignada:

— Não há como, eu não tenho fim de semana.
Sem vestiário para elas.

Além dos estádios da dupla Gre-Nal, apenas o Alviazul, do Lajeadense, e o Centenário, do Caxias, dispõem de vestiário feminino. Nos demais, o que existe é o banheiro separado do box do chuveiro, e a conservação varia do asseado ao horripilante. Nos estádios do São Paulo, de Rio Grande, do São José,  do União Frederiquense e do Veranópolis, enquanto a mulher toma banho, os homens aguardam fora.

Quando toca a vez de a mulher esperar fora, corre o risco de ser identificada pela torcida.  Há improvisações. Quando trabalhou em Novo Hamburgo e União, a assistente Andreza Mocelin utilizou o vestiário da comissão técnica no Estádio do Vale. No jogo do São Paulo contra o Passo Fundo, o clube cedeu uma salinha ao lado do reservado dos árbitros no Estádio Aldo Dapuzzo. 

— Nunca passei por constrangimentos nos nossos estádios — afirmou Andreza, estreante este ano na elite do Gauchão e com cinco anos de passagem por divisões inferiores. 

Mas ela sentiu toda a intolerância do futebol no dia 24 de fevereiro, em Rio Grande. O jogo se dirigia para o 1 a 1 e, no último minuto, o centroavante Teco marcou o que seria gol da vitória do São Paulo, não fosse a sinalização de Andreza. Ela viu centímetros de impedimento e manteve com firmeza a bandeira para cima, a metros da torcida revoltada aos gritos. O árbitro Luiz Teixeira Rocha confirmou a anulação da assistente, não sem alguma surpresa.

— Ela foi heroica ao marcar aquele impedimento naquela hora, com o estádio lotado — disse Luiz Teixeira. O estádio explodiu em insultos e grosserias.

— O que está fazendo aqui? Isso não é pra ti, vai pra casa... — gritavam das arquibancadas contra a loira de olhos verdes que havia impedido a vitória do seu time. O acesso ao vestiário só foi possível com a ajuda do Batalhão de Choque da Brigada.

— Saímos nos braços da lei — brincou o árbitro.
Minutos depois, quando Andreza já estava pronta para voltar a Porto Alegre, avisaram que haviam visto o lance na TV: Teco estava impedido.

Ofensas maiores vêm da torcida e de pessoas que se dizem dirigentes e não são conhecidas. Os jogadores reclamam, são acintosos, mas não avançam o sinal. Às vezes até surpreendem, como no dia em que Luiza escrevia a ocorrência no cartão e um deles fez graça:

— Quer anotar o meu número?
Formada em Educação Física e professora de natação, aos 32 anos Andreza só deixa de lado o futebol para atender à filha Raissa, de seis anos. A assistente e o namorado, o preparador físico Túlio Flores, da base do Coritiba, são capazes de assistir a jogos da segunda divisão na TV nas sextas-feiras à noite.

— Sou de família italiana e torço para a Juventus. Quando tem churrasco em casa, as mulheres ficam de um lado, e os homens assistem a um jogo de outro. Adivinhem com quem eu fico? — disse Andreza, irmã do árbitro Alessandro Mecelin, que nada tem a ver com o ex-árbitro José Mocelin, bem mais antigo.

Outras duas garotas começam na arbitragem. Jaqueline Thomas da Silva é de Capão da Canoa e Maíra Mastela Moreira, 22 anos, de Santa Maria. Maíra dá aula em estúdio fitness e passa os fins de semanas em jogos de campeonatos juniores, juvenis e infantis de sua região. Ganha de taxa R$ 244 nos juniores a R$ 69 nos infantis.

Quando sobra tempo, corre como bandeirinha em campeonatos amadores da associação de Santa Maria. Pagam-lhe de R$ 130 a R$ 210. No sábado de 24 de abril participou do campeonato municipal de Ibirubá e amealhou mais R$ 170.

— Eu faço o que gosto, não importa o que pagam — disse a menina, outra louca por futebol.
Em pouco tempo estará fazendo como Luiza Reis, que, quando sai escala, procura logo seu nome com aflição, só depois vai conferir em qual jogo.
FONTE: *ZHESPORTES/POR JONES LOPES DA SILVA/SÉRGIO VILLAR

Raio - X da arbitragem

                                     Crédito: MoWa Sports
  • Fifa elogiou (1)
  • A Fifa enviou e-mail à CA/CBF enaltecendo a qualidade dos instrutores de arbitragem do futebol brasileiro, que participaram do Curso de Excelência Futuro (III), em La Paz, (Bolívia na semana que passou. Além do exposto, a entidade que controla o futebol no planeta, teceu comentários positivos sobre a organização e o planejamento dispendido pela CBF e sua comissão de arbitragem, no recente curso para árbitros promissores realizado no mês de fevereiro que passou no Rio de Janeiro.
  •  
  • Fifa elogiou (2)
  • O evento em tela foi considerado de alto nível pela Fifa e há a projeção de se realizar um segundo curso aos árbitros promissores nos próximos meses, nos moldes do efetivado no Brasil, em Quito (Equador). Segundo informações, o nível dos candidatos (árbitros promissores) que participaram do aludido curso foi considerado excelente pela Fifa.
  •  
  • Quem decide é o (IFAB)
  • A Circular da Fifa nº 1224 (Emenda às regras do Jogo), no item 4, instruções adicionais aos árbitros e assistentes faz uma advertência: “Constatou-se que algumas Associações, Confederações e Federações nacionais estão emitindo em seus territórios suas próprias instruções e recomendações aos árbitros em relação à aplicação das Regras do Jogo. Fazendo com esta atitude que aumentem as possibilidades de que ocorram diferentes interpretações ao redor do planeta. Diante disso, reiteramos que o (IFAB) é o único órgão com poderes para emitir instruções adicionais concernentes às leis do jogo, de modo a assegurar sua aplicação de maneira uniforme em todo o planeta”.
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  • Na contramão da (IFAB)
  • A circular nominada derruba na sua totalidade as orientações equivocadas que muitas comissões de arbitragens das federações estaduais veem repassando aos árbitros. E, o que é pior: aplicadas equivocadamente nos campeonatos regionais, essas interpretações às vezes são transferidas para o Campeonato Brasileiro. Aí, dá chabu.
  •  
  • Um novo paradigma de arbitragem?   
  • O árbitro Luiz Flavio de Oliveira (Fifa/SP), apesar da chuva torrencial que caiu em Curitiba no final de semana, implementou no confronto Atlético/PR 3 x 0 Inter/RS, um estilo de arbitragem moderno, que permitiu mais tempo de bola em jogo e apitou menor número de faltas. A impressão que tive foi de que o indigitado árbitro absorveu com inteligência as normas e diretrizes distribuídas pela CA/CBF aos homens de preto.
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  • Haverá sequência?
  • Aliás, os árbitros que laboraram na primeira rodada do Brasileirão/2015, Série (A), exibiram com pequenas exceções, um modelo diferenciado na condução dos jogos e nas tomadas de decisões. Ao invés do cartão amarelo, o diálogo. Ao invés de fracionar a partida a cada choque causal determinaram o seguimento da jogada e com várias aplicações da lei da vantagem. Resta saber se os demais apitos que serão designados pela CA/CBF seguirão na mesma toada.
  •  
  • Cunha é o “cara”
  • Cruzeiro x São Paulo, partida de volta pela Libertadores na quarta-feira (13), será comandada pelo árbitro Andrés Cunha (Fifa/Uruguai). O indigitado árbitro e o brasileiro Anderson Daronco (Fifa/RS), são as principais revelações da arbitragem Sul-americana. Cunha, tem como mestre Carlos Alarcón, o presidente do Comitê de Árbitros da Conmebol e membro do Comitê de Arbitragem da Fifa. Já Daronco, surgiu mediante um trabalho de observação da CA/CBF.
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  • Evoluiu pouco
  • O árbitro da (FPF) Federação Paranaense de Futebol, Adriano Milczvski e presidente da associação dos árbitros do Paraná, conforme publicado aqui neste espaço em 5 de janeiro que passou, foi rebaixado de (CBF-1), para (CBF-2). Perguntei a um interlocutor no Rio de Janeiro os motivos da queda de Milczvski é a resposta foi lancinante: durante o período em que esteve na Renaf, Milczvski apresentou pouquíssima evolução técnica, tática, física e psicológica. Aliás, a Renaf 2015/2016 no que concerne à arbitragem da (FPF), deveria provocar uma revolução no setor do apito, mas, como “tá tudo dominado”, a coisa vai ficar como [Dantes no quartel de Abrantes].

domingo, 10 de maio de 2015

Vida de árbitro: juízes do Gauchão enfrentaram cansaço, estresse e 52 mil km

Na primeira matéria da série, Jean Pierre e Francisco Neto falam sobre os desafios de enfrentar a estrada

por Jones Lopes da Silva e Sérgio Villar
Vida de árbitro: juízes do Gauchão enfrentaram cansaço, estresse e 52 mil km  Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Os árbitros de futebol são cada vez mais colocados à prova. Sofrem a eterna pressão pelo acerto e convivem com reclamações, antijogo e teorias de conspirações. Por trás de tudo, porém, estão o estresse de viagens e o cansaço provocado pelo duplo emprego. Zero Hora viajou cerca de 5 mil quilômetros comprovando como árbitros de todas as divisões do Campeonato Gaúcho arriscam a vida na estrada. Só no Gauchão, que acabou domingo, os juízes fizeram 52 mil quilômetros, grande parte deles voltando para casa durante a madrugada porque no dia seguinte têm outro emprego.
No primeiro vídeo da série, Jean Pierre Lima e Francisco Neto falam sobre os desafios de enfrentar a estrada para apitar. Assista:

Tensão na estrada


Na noite de 11 de março, o árbitro Jean Pierre Lima apitou Veranópolis e Avenida na Serra e, após o jogo do Campeonato Gaúcho, que acabou às 22h30min, encarou uma longa e perigosa volta para casa, no outro extremo, em  Pelotas. Com os assistentes em seu carro, pegou trânsito de caminhões nos dois sentidos na descida da BR-470. A lentidão dos veículos pesados, a ultrapassagem difícil, as curvas, a neblina e os trechos sem acostamento na Serra das Antas exigiam uma atenção nervosa, apesar do cansaço.
Duas horas na estrada depois, eles chegaram a Porto Alegre, em um posto de combustível no início da Avenida Farrapos, local de encontro dos árbitros em viagens. Era 0h45min. Os assistentes Lúcio Flor, de Alvorada, e André Bitencourt, de Viamão, embarcaram em seus carros estacionados ali, e foram para casa. Mas Jean Pierre tinha mais 256 quilômetros. Ele se abastece de café com funcionários, seus conhecidos de inúmeras idas e vindas pela madrugada.

— Seu café, chefe — oferece José André, sabendo do gosto do cliente assíduo.

À 1h o árbitro se embrenha pela BR-116. Viaja sozinho até o Sul do Estado. Na única parada, às 3h30min, em um paradouro em Cristal, ele  renova a taxa de cafeína, faz um lanche e conversa com outro atendente das madrugadas.

— Olha lá o meu time, hein — provoca o gremista Leodino Gehrke.
— Está bem, deixa comigo — responde Jean Pierre, como quem ouve a piada centenas de vezes.
Às 4h40min o árbitro chegou a Pelotas. Foi direto ao hospital onde sua mulher, a médica Josiane, dava plantão. Só às 5h, ele entrou em casa, no bairro Laranjal, com a recepção de quatro cachorros liderados pela rothweiller Luna e os primeiros sinais da alvorada.
Desde Veranópolis, tinha percorrido 425 quilômetros à noite. Contando a ida, nas últimas 20 horas havia feito 850 quilômetros e apitado um jogo do Gauchão. Moído pela tensão, Jean Pierre cochilou um pouco mais de uma hora e foi trabalhar na sua outra profissão, a de professor de Educação Física.
Às 7h45min, dava aulas para crianças e adolescentes na escola municipal Santa Irene, até o fim da manhã.
Talvez pudesse dormir à tarde.
— Não. Tenho um outro emprego — alega Jean Pierre, sem vestígio de queixa.

Às 14h seu expediente é na Secretaria de Educação e Desporto do município, até as 18h ou mais.
Poderia descansar ao meio-dia.
— Também não. Tenho de redigir a súmula do jogo. Sobra tempo só para o almoço.
Vida de árbitro é um drama também fora de campo. Além do desgaste, das cobranças apaixonadas e das teorias de conspirações, o profissional enfrenta gincana para conciliar arbitragem com um outro emprego fixo, de renda garantida. Apenas os raros tops que usam o escudo da FIFA, como os gaúchos Leandro Vuaden e Anderson Daronco, atingem renda que lhes permitem viver do apito. Os demais têm de trabalhar cedo da manhã seguinte e voltam para casa após os jogos da noite, mesmo que apitem em Frederico Westphalen, a 427 quilômetros de Porto Alegre. Partem para uma roleta-russa na estrada.
Os árbitros viajaram 51 mil quilômetros em 117 viagens no Gauchão 2015. O recordista é Jean Pierre, de 35 anos. Em 14 jogos, ele andou 12.152 quilômetros, 5 mil deles no alto da madrugada.
LEIA MAIS EM: http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/gauchao/noticia/2015
*ZHESPORTES

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Federações: O epicentro do desmonte



A Comissão de Arbitragem da CBF anunciou na última segunda-feira (4), a Relação Nacional de Árbitros de Futebol 2015/2016. E, pela primeira vez, desde a sua criação, o quadro de árbitros de Asp/Fifa, que sempre foi composto por (10) árbitros, nesta temporada e na próxima vai contar com apenas (8) componentes.

A CA/CBF não se manifestou sobre a incompletude da lista dos Asp/Fifa – mas, está evidenciado que as federações de futebol que são as responsáveis pela formação, acompanhamento e aprimoramento dos homens de preto, não estão fazendo o dever de casa. Explico: são as federações que indicam árbitros e assistentes para ao processo seletivo à CA/CBF. Porém, há normas e diretrizes para essa indicação.

A ausência de dois nomes para fechar a lista de Asp/Fifa, expõe o desmonte da arbitragem brasileira que tem como epicentro as federações de futebol. Essas entidades além de não investirem na formação de novos árbitros, indicam pessoas despreparadas para comporem as comissões de arbitragem e, por conseguinte, as escolas de formação dos futuros árbitros.

Geralmente os “indicados” às comissões e escolas de arbitragem, são amigos dos presidentes das federações ou de pessoas próximas  sem nenhuma identidade com os árbitros, que desconhecem as Regras de Futebol na sua essência. Aí, dá “chabu”.

Associado ao parágrafo acima, é latente a decadência técnica que solapa os campeonatos regionais - o que faz com que confraria do apito brasileiro seja contaminada por essa debacle - e num arroubo de mediocridade, muitos juízes e bandeiras imaginam que as tomadas de decisões colocadas em prática nas partidas regionais, podem ser aplicadas na condução dos prélios do Campeonato Brasileiro. Aí, dá “chabu” de novo. 

Diante do exposto acima e da magnitude dos jogos do Campeonato Brasileiro que inicia neste fim de semana, não há como não antever que alguns equívocos da arbitragem acontecerão na sequência do Brasileirão. O que significa paciência e compreensão dos atletas, dirigentes e, sobretudo, da imprensa esportiva que é formadora de opinião.  

Não fora o belíssimo trabalho que vem sendo desenvolvido pelos membros da CA/CBF e da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), na implementação de cursos de requalificação, palestras, seminários, circulares, assessores de arbitragem, assessores de vídeo e delegados especiais, o homem de preto do futebol brasileiro já tinha ido para o beleléu.

PS: O quadro de Asp/Fifa para a temporada 2015/2016 ficou assim: Foram promovidos, Braulio da Silva Machado (SC), Igor Benevenuto (MG) e Thiago Duarte Peixoto (SP). Já estavam no quadro: Felipe Gomes da Silva (PR), Guilherme Ceretta de Lima (SP), Jean Pierre de Lima (RS), Wagner Nascimento Magalhães (RJ) e Wagner Reway (MT). 

PS (2): Ressalto que Felipe Gomes da Silva quando aportou na (FPF), trouxe consigo o escudo de Asp/Fifa do Rio de Janeiro. O futebol paranaense este ano está completando nove anos consecutivos sem um apito Asp/Fifa. O motivo: o setor responsável não conseguiu preparar e indicar candidatos que preenchessem as exigências da CA/CBF.          

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Raio - X da arbitragem

      Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
Os atletas top de linha das diferentes modalidades que se praticam no planeta, são reconhecidos como tal porque exibem talento, vocação, e, sobretudo, feeling e timing. O feeling diz respeito ao pressentimento do que está acontecendo. O timing está associado a capacidade do atleta de aplicar no momento adequado, o golpe fatal nos minutos ou segundos finais de decisão de uma prova de atletismo ou de natação, por exemplo. A Fifa, a Uefa, a Conmebol e a CA/CBF, teem reiterado nos seminários, cursos, palestras, que o árbitro do século 21 que não tiver o timing e o feeling dos atletas de ponta, está fadado ao fracasso.

Rafael Traci, o árbitro de Coritiba 0 x 3 Operário, partida que decidiu o Campeonato Paranaense no domingo que passou, no Couto Pereira, demonstrou desconhecimento do que é feeling e timing, ou então decidiu prevaricar e não aplicar o quesito (técnico) – interpretação e aplicação das Regras de Futebol corretamente.

A ausência de feeling e timing do indigitado árbitro, se configurou na conduta imprópria na nominada decisão do atacante Wellington Paulista do Coritiba. Observei três faltas temerárias perpetradas pelo avante coritibano (cartão amarelo)- e uma infração com o uso da força excessiva (cartão vermelho) - contra o arqueiro Jhonathan da equipe de Vila Oficinas. E, o incrível: W. Paulista, foi penalizado apenas com o cartão amarelo.

Além de cometer três faltas temerárias, ou seja, infringiu persistentemente as Regras de Futebol, W. Paulista, projetou-se sobre o goleiro da equipe do Operário num lance na segunda fase, atingindo-o no nariz (conforme foto) - em uma jogada que não há justificativa para aquele tipo de comportamento.

Em assim agindo, não sei se por desconhecimento ou omissão, Rafael Traci, concretizou de uma vez por todas na partida decisiva do paranaense deste ano, um pensamento que está disseminado no futebol brasileiro: o de que os árbitros da (FPF) Federação Paranaense de Futebol, são formados e possuem credenciais para dirigir apenas as competições da entidade e ganhar alguns reais nos torneios de cerveja e refrigerante sob a chancela da entidade paranaense.

PS: Nos quesitos tático, físico e psicológico o árbitro foi bem. Seus assistentes não comprometeram.

PS (2): A Comissão de Arbitragem da (CBF) Confederação Brasileira de Futebol, divulgou no começo da noite desta segunda-feira (4) - a (Renaf) Relação Nacional de Árbitros de Futebol 2015/2016. a Federação Paranaense de Futebol pelo nono ano consecutivo não terá nenhum árbitro nesta categoria, oriundo do seu quadro de arbitragem. O motivo: o modelo de gestão anacrônico utilizado pela "cúpula" de arbitragem da (FPF), que é formado por Afonso Vitor de Oliveira, Anderson Carlos Gonçalves e José Carlos Dias Passos, não conseguiu mais uma vez indicar um árbitro que preenchesse os requisitos exigidos pela CBF.
Confira no link abaixo a relação.

http://www.cbf.com.br/arbitragem/comissao-oficios-circulares/renaf-2015-2016#.VUfsv6C5fqB     

domingo, 3 de maio de 2015

Árbitro experiente, Sandro Meira Ricci comanda a decisão neste domingo

O mineiro Sandro Meira Ricci (fot/Fifa/SC), de 40 anos, foi o principal reforço incorporado pela Federação Catarinense de Futebol para o seu quadro de árbitros na temporada de 2015. Neste domingo, ele será um dos personagens centrais da decisão entre Joinville e Figueirense na Arena.

Após a conturbada arbitragem de Heber Roberto Lopes na final do último Campeonato Catarinense, justamente entre as duas equipes, o equilíbrio de Ricci será colocado à prova neste duelo.

Membro do quadro de árbitros da Fifa desde 2011, Ricci apitou 11 jogos neste Campeonato Catarinense, distribuindo 73 cartões amarelos e nove vermelhos. Foi ele quem comandou o último confronto entre os dois clubes em Joinville, que teve a vitória do Tricolor por 3 a 1. Com um pênalti assinalado para cada equipe e um cartão vermelho para cada lado, o juiz passou ileso às críticas.

Pesa a seu favor a experiência para comandar grandes partidas. Em 2013, ele apitou a final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, entre Bayern de Munique e Raja Casablanca, com a vitória do clube alemão. O próximo passo na crescente carreira foi apitar três jogos da Copa do Mundo de 2014: França 2 x 0 Honduras; Alemanha 2 x 1 Gana; e Alemanha 2 x 1 Argélia.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

Apesar da relevância, nenhum dos confrontos internacionais teve a mesma tensão que uma decisão de título envolvendo um clássico entre dois eternos rivais tem. Mas, por tudo o que fez no campeonato até agora, Sandro Meira Ricci tem tudo para sair de campo de forma discreta, o que pode ser considerado um elogio para um árbitro de futebol.


Opinião do Bicudo: Sandro Meira Ricci, é ao lado de Carlos Eugênio Simon, o melhor apito que o futebol brasileiro produziu ao longo de todos os tempos. Equilibrado, ético e acima de tudo profissional, Meira Ricci é o melhor árbitro do futebol brasileiro na atualidade e da América do Sul. Inclusive, viaja a Santiago (Chile) na próxima semana, onde vai participar do Curso de Excelência da Fifa com vistas a Copa América, que será realizada em solo chileno a partir de junho.