sexta-feira, 10 de julho de 2015

Argote o melhor da Copa América

    Heber Roberto Lopes com spray na cintura, é o árbitro recordista de jogos da Série A do Brasileirão
Quem nos acompanha aqui neste espaço, é testemunha ocular dos comentários que temos realizado sobre as qualidades do árbitro José Argote (Fifa/Venezuela). Argote, foi o melhor árbitro da última Copa América no Chile. Sua performance na direção dos jogos da Conmebol, tem extrema similaridade com a maneira de agir da confraria de apitos que dirigem as competições da Uefa.
  
Se a Venezuela tivesse um pouco mais de expressão no futebol da América do Sul, não tenho dúvidas de que o árbitro em tela seria o comandante da final do mais importante torneio do Continente Sul-Americano.

Tanto é verossímil a nossa afirmação, que Argote (foto abaixo com Messi) foi designado para dirigir a partida de ida das semifinais da Copa Libertadores da América, entre Internacional (Brasil) x Tigres (México), na próxima quarta-feira no Beira Rio. Já o confronto da volta no dia 22 do mês em curso, em Nuevo Leon (México), será comandado por Carlos Vera (Fifa/Equador). 
Com o exposto acima a arbitragem brasileira só terá chances na final da Libertadores, desde que, o Colorado gaúcho consiga suplantar a equipe mexicana.

Excesso de diálogo e permissividade
A Fifa orienta o árbitro a praticar a arbitragem preventiva desde o momento que adentra o campo de jogo. O que significa que o homem de preto deve dialogar com os atletas e membros da área técnica, via gestos, da fala, através do olhar, de sinais, na forma como trila o apito, mas quando necessário tem que aplicar o cartão amarelo ou vermelho.  

Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), que na quinta (9), que passou, apitou Corinthians/SP 2 x 0 Atlético/PR, em todos os jogos que vi se excedeu no diálogo com os jogadores e técnicos, e em muitas situações tem sido permissivo com a violência entre atletas. 

A impressão que tive é de que Marques Ribeiro quer ser a atração das partidas que dirige. É só observar os confrontos que ele dirigiu e lá estará exposto,  de maneira inexorável o excesso de diálogo, fracionando a continuidade dos jogos, e permissividade em jogadas violentas que não encontra guarida nas Regras de Futebol e muito menos na Circular 26/2015.

Como é um árbitro promissor, seria de bom alvitre que a CA/CBF não esperasse acontecer um rififi generalizado entre atletas, uma perna fraturada ou uma contusão de maior monta nos jogos de Ricardo Marques Ribeiro, para então tomar as providências necessárias. Pergunto: Quem é o tutor ou a pessoa que está orientando  Ricardo Marques a agir em descompasso com as Regras de Futebol e a Circular n°26/2015?

PS: Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), quebrou o recorde de partidas no Campeonato Brasileiro da Série (A), ontem à noite no Maracanã, no prélio Fluminense/RJ 1 x 0 Cruzeiro/MG, quando dirigiu a partida de nº 296. Até então, apenas dois árbitros haviam apitado 295 partidas ao longo de suas carreiras na principal divisão do futebol brasileiro. Arnaldo Cesar Coelho e Carlos Eugênio Simon. No domingo que passou, no Goiás/GO 0 x 0 Corinthians/SP, o árbitro da Federação Catarinense de Futebol alcançou a marca de 295 jogos na Série (A).

PS (2): Arnaldo, Simon e Heber deveriam servir de exemplo a toda à confraria do apito brasileiro, sobretudo, aos mais jovens, dado o histórico extraordinário de conquistas que cada um amealhou ao longo das suas funções como árbitro.

PS (3): A Associação Paraguaia de Futebol (APF), através do seu diretor de arbitragem, Amelio Andino, anunciou na tarde de hoje que o árbitro Carlos Amarilla e os assistentes Carlos Cáceres e Rodney Aquino, envolvidos no episódio das escutas telefônicas no jogo, Corinthians/SP x Boca Junior/Argentina em 2013, foram liberados e estão aptos a dirigir confrontos do futebol paraguaio.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Viva a Circular nº 26/2015



Enquanto os cartolas da CBF e os atletas brasileiros que participaram da partida Alemanha 7 x 1 Brasil, no dia 8 de julho de 2014, tentavam explicar a inexplicável e vergonhosa eliminação do futebol pentacampeão do mundo no Mundial do Brasil - e a imprensa perplexa tentava encontrar as causas de como os alemães impuseram a maior derrota de todos os tempos ao futebol brasileiro, um homem de gestos simples, de voz ponderada, equilibrado, pensou no seu intelecto: o futebol brasileiro precisa de mudanças significativas e elas tem que ser rápidas.

No dia seguinte a hecatombe que estremeceu o País do Oiapoque ao Chuí, o presidente da CA/CBF, Sérgio Corrêa da Silva, militar da Aeronáutica e um conceituado especialista em Regras de Futebol do planeta, convocou sem alarde os demais pares que formam a comissão e os membros da Escola Nacional de Arbitragem (ENAF).

A convocação tinha um objetivo precípuo: todos deveriam assistir o maior número de jogos do Campeonato Brasileiro, analisar minuciosamente e relatar de maneira fidedigna as tomadas de decisões corretas ou não, dos árbitros, dos assistentes e do quarto árbitro.

Além disso, observar o comportamento dos atletas durante os jogos, dos cartolas, dos gandulas, dos técnicos e atletas que ficam no banco de reservas e aqueles que ocupam a área técnica, antes, durante, no intervalo e após o término das partidas. 
  
A conclusão das análises de todos os jogos que Sérgio Corrêa viu, ouviu e leu em conjunto com seus congêneres foi: o futebol brasileiro só teria confrontos de melhor qualidade técnica, maior tempo de bola em jogo como preceitua o Estatuto do Torcedor, menor número de faltas e seria um espetáculo de entretenimento ao espectador como determinam a Fifa e o IFAB – se todos aqueles que participam de um jogo de futebol, se conscientizassem das suas atribuições religiosamente.

Feita a compilação das análises por profissionais capacitados da CA/CBF e da ENAF, foi elaborada a Circular n°26/2015 - que é um complemento calcado nas (17) Regras de Futebol, com diretrizes disciplinares e administrativas à arbitragem aplicar neste Campeonato Brasileiro quando necessárias - aos atletas, médicos, treinadores, preparadores físicos, dirigentes ou qualquer outra personagem que infrinja as regras, antes, durante, no intervalo e após os confrontos.

Em que pese a reação irada dos diferentes segmentos que gravitam no nosso futebol, a aplicação da indigitada circular em conjunto com o estipulado nas Regras de Futebol, provocou transformações relevantes no comportamento dos homens de preto e, por extensão, nos artistas da bola os atletas.

Tanto é verdade que rodada após rodada do Brasileirão, os resultados são os mais expressivos desde que Charles Muller aportou no Brasil com uma bola debaixo do braço. 

O tempo de bola em jogo nas 11 rodadas iniciais do Brasileirão/2015, é de 55'39. Em 2014, foi de 52'15. Vinte partidas do atual Campeonato Brasileiro tiveram 60 minutos de bola rolando, contra apenas seis em 2014. Atlético/PR 1 X 0 Atlético/MG, na terceira rodada, dirigido pelo árbitro Thiago Duarte Peixoto (Asp/Fifa/SP) - é o jogo que teve o maior tempo de bola em jogo até o momento, 69'54. 

PS: O visionário é aquele que possui a rara habilidade de aliar a visão à competência. Ele não enxerga apenas o presente: vislumbra também o futuro. É capaz de prever tendências e de antecipar mudanças, em vez de ser simplesmente superado por elas. Um profissional assim é extremamente valioso para qualquer negócio. Tanto que as empresas à frente de seu tempo já têm até um nome para ele: CVO - chief visionary officer.

PS (2): A expressão visionário é um reconhecimento ao belíssimo trabalho que vem sendo desenvolvido por Sérgio Corrêa da Silva e sua equipe, no aprimoramento da qualidade do personagem mais importante no contexto de uma partida de futebol, o árbitro. 

PS (3): A CA/CBF divulgou no início da tarde de hoje a escala da Série A do Campeonato Brasileiro do final de semana. No que diz respeito as equipes do futebol do Paraná e a arbitragem local, a situação ficou assim:  São Paulo/SP x Coritiba/PR, no domingo, às 11h no Morumbi, será comandado por Alisson Furtado (CBF-1/TO). Atlético/PR X Fluminense/RJ, na Arena da Baixada, às 16 de domingo, com Anderson Daronco (Fifa/RS). No sábado, em Campinas (SP), às 21h, Ponte Preta/SP x Atlético/MG, vai ser dirigido pelo paranaense Rodolpho Toski Marques (CBF-1/PR). 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

295 jogos na Série A

    Heber Roberto Lopes com a bola aos pés.

Quando trilhou seu apito aos 49 minutos da etapa final, no estádio Serra Dourada em Goiânia (Goiás), no domingo que passou (5), no prelio Goiás/GO 0 x 0 Corinthians/SP, o árbitro Heber Roberto Lopes (FIFA/SC), atingiu a considerável marca de (295) jogos na Série A do Campeonato Brasileiro. A láurea alcançada por Roberto Lopes, até então pertencia aos ex-árbitros Arnaldo Cesar Coelho e Carlos Eugênio Simon, que apitaram o mesmo número de partidas do apito catarinense.

Além de igualar marca similar a dois dos maiores apitos do futebol brasileiro, o árbitro da Federação Catarinense de Futebol, na próxima quinta (9), no templo do futebol mundial, o Maracanã - irá se tornar recordista em confrontos da Série A. Heber Roberto Lopes, comandará Fluminense/RJ x Cruzeiro/MG, o que significa o confronto de nº 296.

Nascido em Londrina (PR), e formado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF), Heber chegou ao quadro da Fifa por indicação do ex-presidente da entidade paranaense Onaireves Moura.

Saturado das ilações maldosas que sofria constantemente dos diferentes segmentos anacrônicos do futebol paranaense e da ausência de representatividade da (FPF) na CBF, há três anos atrás, após receber vultuosa proposta financeira da Federação Catarinense de Futebol, mudou-se com a família para Santa Catarina.

Lá, além de receber o maior salário já pago a um árbitro de futebol no Brasil, foi reconhecido e tornou-se um dos responsáveis em conjunto com a comissão de arbitragem local no descobrimento e formação de árbitros e assistentes promissores.

Ressalto ainda, que Heber é um dos principais apitos da Confederação Sul-Americana de Futebol, onde já dirigiu 42 partidas e vários jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. É professor de educação física com mestrado, está cursando jornalismo e é na atualidade uma das personagens mais requisitadas para proferir palestras em todo o Brasil, sobre o tema arbitragem.

E, por derradeiro, enquanto o quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol, patina no pântano da mediocridade em âmbito nacional pelo terceiro ano consecutivo, Heber Roberto Lopes, a cada semana quando escalado nas diferentes competições da CBF e da Conmebol, sempre leva consigo dois assistentes do futebol de Santa Catarina. Pobre arbitragem paranaense!  

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Árbitro descumpriu as regras e a circular

    Da esquerda para à direita, Fabio Pereira, Sandro Meira Ricci e Emerson Carvalho o trio da CBF na Copa América

No confronto Coritiba/PR 1 x 0 Cruzeiro, no último domingo no Couto Pereira, o meia Allano da equipe das alterosas que já havia sido advertido com cartão amarelo por infringir as Regras de Futebol, voltou a infringi-las aos 42’ da primeira fase, quando derrubou intencionalmente o meia Helder da equipe do Coritiba que ensaiava um contra ataque.

A Regra (12 – Faltas e incorreções), determina que a infração cometida por Allano é punível com cartão amarelo. Como já havia sido advertido com o dito cartão, deveria receber o cartão vermelho. Mas o árbitro Raphael Claus e o assistente Fabio Rodrigo Rubinho ao lado do ocorrido, ignoraram a regra e o atleta infrator continuou no jogo.

A omissão e a conivência de Raphael Claus (FIFA/SP) não me surpreendeu. Claus, é  membro do decadente quadro de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, onde impera o continuísmo em todos os setores. Resta saber o conteúdo do relatório do assessor de arbitragem designado pela CA/CBF, no prélio nominado, Vayran da Silva Rosa (SC) e qual é a validade do seu relato.
  
Até porque, a ação do árbitro paulista, além de descumprir as Regras de Futebol, afronta a Circular 26/2015 da CBF e sua  comissão de arbitragem.

Circular que tem o objetivo precípuo de proporcionar maior tempo de bola em jogo, e gradativamente está implementando uma cultura nos atletas, dirigentes, técnicos e na imprensa esportiva de que, o futebol dentro das quatro linhas é para ser jogado com brilhantismo, com respeito as regras, ao árbitro e ao torcedor.

Mas o responsável para que as partidas atinjam o objetivo das regras e da circular criada pela CA/CBF, o árbitro, não pode ser omisso, conivente como foi Raphael Claus.

PS: A participação do trio de arbitragem da CBF, composto pelo árbitro Sandro Meira Ricci (FIFA/SC), e os assistentes Emerson Carvalho (FIFA/SP) e Fabio Pereira (FIFA/TO), na Copa América é digna da reconhecimento. O triunvirato brasileiro comandou os três prélios de maior envergadura da competição. 

PS (2): A final da Copa América que será disputada no próximo sábado (4), se houver critérios da Conmebol, deve premiar dois árbitros. José Argote (FIFA/Venezuela) e Roberto Garcia (FIFA/México). Ambos, ao lado de Sandro Meira Ricci foram os destaques no âmbito do apito na competição.

PS (3): Ao anunciar a escala do próximo final de semana (11ª) e do meio da semana que vem (12ª), a CA/CBF expõe de forma clarividente à confraria do apito nacional, quais são os árbitros e os assistentes que fazem parte dos planos da comissão para as pelejas da Série (A) do Campeonato Brasileiro.