domingo, 13 de setembro de 2015

CHANCE REMOTA

     128ª  reunião geral anual do (IFAB), realizada em Belfast em fevereiro deste ano
O estudo desenvolvido pela CBF a respeito do árbitro de vídeo, amplamente divulgado pela entidade na semana que passou, que está sendo encaminhado e será apresentado na reunião do International Board (IFAB), durante esta semana - via o sr. Manoel Serapião Filho, membro da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf) da CBF, tem pouquíssima ou nenhuma chance de ser acatado pelo (IFAB).

O Board é desde a sua fundação em 1886, o único órgão que tem poderes para receber, analisar, autorizar experiências ou modificar as REGRAS DE FUTEBOL. Muitos imaginam que é a Fifa, mas não é.

O (IFAB) é formado pelos quatro Países que compõe o Reino Unido - Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e a Fifa. Qualquer experimento ou alteração nas REGRAS DE FUTEBOL, tem que ter 3/4 das pessoas presentes e autorizadas a votar.

Feito o preâmbulo acima, volto ao tema árbitro de vídeo. Em 15/6/2009, pela Copa das Confederações na África do Sul, jogavam e empatavam, Brasil 3 x 3 Egito, pelo aludido torneio. Aos 44’ da etapa final, após cobrança de uma infração na área egípcia, a bola foi cortada com a mão dentro da área penal, por um defensor da Nação Africana e ganhou a linha de fundo.

A infração em tela não foi captada pelo campo visual do árbitro Howard Webb (Inglaterra), que determinou tiro de canto para o Brasil. Incontinenti, o quarto árbitro que estava ao lado da mesa do delegado do jogo, onde havia um aparelho de TV de 14’, ao ver o replay e antes da cobrança do tiro de canto a favor do Brasil, através do ponto eletrônico, comunicou Webb que voltou atrás do escanteio e determinou penal a favor do Brasil.

Após seis minutos de paralisação e muita discussão, o pênalti foi cobrado e convertido pelo meia Kaká do Brasil, que venceu o confronto pelo placar de 4 x 3. Apesar da repercussão mundial do fato e do recurso impetrado pela Federação Africana de Futebol, a Fifa ignorou a situação. Manteve o resultado alegando que tudo o que aconteceu não teve a interferência do árbitro de vídeo ou da TV como queiram, mas sim do quarto árbitro e ponto final.

No dia 28/2/2015, na Reunião Geral Anual do (IFAB), na cidade de Belfast (Irlando Norte), a Federação Holandesa de Futebol (KNVB), apresentou estudos e se propôs a continuar o experimento do uso do vídeo para auxiliar o árbitro a dirimir lances que fujam do seu campo visual durante uma partida. O Board negou autorização a solicitação dos holandeses, como também rechaçou a proposta da quarta substituição nos prélios com prorrogação. Michael Praag, o mandachuva da (KNVB), extremamente contrariado ao final da reunião disparou: “a utilização do árbitro de vídeo, seria um avanço e ajudaria a aproximar as tomadas das decisões da arbitragem à justiça, principalmente nos lances de impedimento e da bola na linha do gol”.

No último dia 4 de agosto do ano em curso, a (KNVB) anunciou que a partir deste mês de (setembro), a entidade estará ministrando curso ao seu quadro de arbitragem sobre como proceder o árbitro de vídeo. Segundo a entidade dos países baixo, o treinamento visa capacitar os homens do apito da instituição para daqui há dois anos, já que a arbitragem de vídeo representa o futuro do futebol e daí o motivo para a continuidade do treinamento da tecnologia.

É sabido que a (KNVB) já testou de forma “velada”, algumas partidas com o árbitro de vídeo. Questionada sobre o assunto, a Fifa informou que não autorizou e não tem conhecimento de que o (IFAB) tenha autorizado a experiência.

Diante das posições anteriores do (IFAB) sobre a questão, entendemos que a proposta da CBF sobre o árbitro de vídeo será recebida e talvez até discutida - mas com pouquíssima ou nenhuma chance de ser autorizada o seu experimento, sobretudo no Campeonato Brasileiro da Série (A).

E, por derradeiro, é condição “sine qua non” do Board e da Fifa, quando recebem sugestões ou propostas para experiência ou possível modificação nas REGRAS DE FUTEBOL, testarem o experimento em competições das categorias de base.

PS: Causa “ estranheza” a proposição da CBF de apresentar o árbitro de vídeo como ferramenta para incrementar a qualidade da arbitragem. Em menos de um ano, alegando elevados custos financeiros, a instituição presidida por Marco Polo Del Nero, abdicou da Tecnologia na Linha do Gol (TLG) e da utilização dos Árbitros Assistentes Adicionais (AAA). Ambas foram autorizadas pela (IFAB) e a Fifa, com o objetivo de auxiliar a dirimir lances que escapem do campo visual dos homens de preto e são utilizadas em diferentes competições do planeta.
 (AAA) atuam ma maior competição de clubes do planeta, a Champions League e na Liga da Europa 
PS (2): A Tecnologia na Linha do Gol (TLG), usada na Copa do Mundo no Brasil, foi deixada gratuitamente pela empresa alemã GoalControl, bastava a CBF fazer a manutenção dos equipamentos. O sistema Hawk-Eye (Olho de Falcão), é a (TLG) utilizada nos campeonatos da Premier League e da (KNVB).

Relatório da Assembleia de Trabalho da Anaf em BH

Reunidos em Belo Horizonte (MG) nos dias 11, 12 e 13 de setembro de 2015, os árbitros brasileiros, representados pelos Sindicatos e associações estaduais, e pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol - ANAF, aprovam a “Carta de Belo Horizonte”.

Nós, árbitros brasileiros, manifestamos nossa indignação frente às atitudes tomadas pelos órgãos diretivos do futebol brasileiro, visando nitidamente o desvio de foco, utilizando para isso os erros de arbitragem, onde na realidade o que acontece é uma transferência de responsabilidade. O árbitro não pode exercer uma função tão importante e complexa tendo exigências extremas sem o mínimo de suporte logístico ou estrutural.

A arbitragem brasileira não conta com investimentos. Os direitos trabalhistas não são reconhecidos e o modelo de gestão está ultrapassado. Lamentamos que neste momento em que nossa categoria avança em suas reivindicações rumo à efetiva profissionalização, se tente transferir a responsabilidade para os supostos erros de arbitragem, desviando o foco dos problemas crônicos existentes na administração do futebol brasileiro.

Neste contexto, a assembleia aprovou por unanimidade um voto de aplauso ao jornalista Maurício Barros, que conseguiu expressar com perfeição a realidade vivida pela categoria, no artigo “O árbitro brasileiro e seu triste destino: ser sacaneado”. Na publicação, o autor contesta a afirmação que os árbitros são os grandes vilões do futebol brasileiro, provando cientificamente, que muitas das regras do futebol são impossíveis de serem aplicadas pelo olho humano e ressalta que vivemos uma triste realidade em que o futebol passou a ser um “jogo de trapaças”, sendo que parte da imprensa também contribui para disseminar esta idéia.

Por fim, a ANAF, como entidade aglutinadora do movimento nacional em defesa de uma arbitragem de futebol de qualidade e profissional, conclama todos os árbitros do Brasil a se unirem em torno de seus sindicatos e associações, e no apoio às reivindicações encaminhadas, de modo que nossos objetivos sejam alcançados em benefício do esporte brasileiro.

Encaminha, por fim, para que todas as entidades estaduais convoquem num prazo de 15 dias seus associados para ratificarem em assembleias extraordinárias a pauta em questão.

Árbitros do Brasil: juntos somos mais fortes!
Relatório da Assembleia de Trabalho
Durante a assembleia de trabalho da ANAF, realizada nos dias 11.12 e 13 de setembro em Belo Horizonte, a agenda da arbitragem brasileira foi atualizada, com a discussão de diversos assuntos pertinentes à categoria, como a ação pelo Direito de Arena, diárias, uniformes, patrocínios, transporte, acordo coletivo de trabalho, carta sindicais, Escola Brasileira de Arbitragem, aspectos financeiros das entidades, mobilização pela derrubada do veto a MP 671, deliberação sobre o estado de greve e assuntos gerais.

Com base na “Carta de Belo Horizonte” e após ouvidos todos os participantes da plenária, a assembleia deliberou pelos seguintes eixos de luta que foram referendados pela unanimidade dos presentes:

1) Quanto ao Direito Arena, os presentes foram informados que foi dada entrada na Ação Civil para que seja impedida a exibição da imagem das equipes de arbitragem nos jogos transmitidos ao vivo por emissoras de TV aberta e fechadas. As partes estão em fase de citação pela Justiça.

2) Quanto às diárias, defendemos a unificação independentemente do tipo de deslocamento ou competição. No caso de permanência de mais de 12 horas, acima do dia de trabalho, reivindicamos que seja concedida mais uma diária.

3) Quanto aos uniformes, queremos que a escolha do fornecedor de material esportivo fique a cargo da entidade nacional.

4) Quanto aos patrocínios: exclusividade de negociação do contrato para a entidade nacional dos árbitros, sendo que 100% do que for negociado será destinado aos árbitros.

5) Quanto ao transporte, queremos a liberdade para a emissão dos bilhetes.

6) Quanto ao acordo coletivo de trabalho, as entidades estaduais terão um prazo de 30 dias para convocarem seus associados para ratificarem esta pauta.

7) Quanto às cartas sindicais, continuamos mobilizados e trabalhando para a conquista.

8) Quanto à Escola Brasileira de Arbitragem, reiteramos a necessidade de investimentos na formação do árbitro brasileiro.

9) Quanto à data base, foi sugerido o dia 1º de novembro de cada ano para a negociação dos reajustes com base no INPC dos 12 meses anteriores.

10) Quanto às taxas, que sejam escalonadas com base na taxa FIFA, devendo as categorias FIFA e Especial receberem o mesmo valor, o aspirante 80%, CBF-1 70%, CBF-2 60%, CBF-3 50%, 4º árbitro metade da taxa do assistente.

11) Quanto a mobilização pela derrubada do veto presidencial ao dispositivo que garantiria na MP 671/15 aos árbitros profissionais o direito de arena deverá ser apreciado pelo Congresso Nacional no dia 22/09. A conjuntura política aponta tendência para que o veto não seja derrubado. Entretanto, a mobilização que possibilitou à sociedade discutir esta reivindicação da classe deverá ser mantida e incrementada, haja vista que existem outras caminhos a serem trilhados de forma a se obter esta conquista. Os sindicatos estaduais devem continuar buscando apoios parlamentares em suas bases e a ANAF continuará a ter interlocução em nível nacional, tratando com líderes da Câmara e do Senado, bem como nas instâncias do Governo Federal.

12) Quanto à deliberação sobre o estado de greve, mantemos a expectativa para o dia 28 de setembro quando decorreram 30 dias da deflagração da situação.

Fonte: ANAF

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

NOTA DE REPÚDIO

sexta, 11 de setembro de 2015 às 15:48
A APAF/PR vem a público REPUDIAR o conteúdo inverídico e criminoso da coluna veiculada em data de 07/09/2015 do site esportivo FUTEBOL AMADOR PR, (http://www.futebolamadorpr.com.br/content/casoderacismonofutebolparanaense/3487), a qual aduz que “De acordo com o relato do diretor Marcelo Lucas, o seu clube jogava no último domingo (6) pela Taça FPF contra o Maringá, jogo realizado na cidade de Campo Largo. Esta competição é chancelada pela Federação Paranaense de Futebol e voltada para a categoria SUB 23. No final do primeiro tempo quando o placar apontava a vitória do Andraus, o árbitro Luis Marcelo Casagrande acabou confirmando um gol do visitante, que segundo o pessoal do time campo-larguense estaria impedido. A partir daí, houve uma cobrança por parte dos dirigentes para com o mediador no intuito de questioná-lo e cobrá-lo pelo lance estar em completo impedimento. Casagrande teria se dirigido ao dirigente do Andraus, Fred Nelson, da seguinte forma: “Sai daqui seu preto, macaco...”  O árbitro e seus assistentes permaneceram no vestiário e logo depois deram por suspensa a partida alegando falta de segurança, mesmo com a presença de 10 policiais no local. De acordo com Luiz Marcelo, um diretor da equipe da casa o agrediu com um soco nas costas, resultando em boletim de ocorrência contra o agressor.” (grifamos)

Ora, esta Associação Profissional de árbitros despreza tais alegações, posto que inverídicas, mendazes e com o flagrante escopo de denegrir a imagem do profissional e pai de família Luiz Marcelo Casagrande, membro do quadro da arbitragem paranaense.

Os fatos verdadeiros apontam para uma confusão iniciada por um dirigente da equipe Andraus, Sr Marcelo Lucas, que responde pela alcunha de Ituano, (o mesmo que prestou estas criminosas e pérfidas informações ao sítio esportivo), o qual invadiu o gramado pulando o alambrado após a marcação de um gol para a equipe adversária, necessitando ser contido por jogadores do Maringá, bem como ser retirado de campo pelos 5 (cinco) policiais que estavam na partida entre Andraus x Maringá. Ainda, após o término do primeiro tempo, houve a invasão de outros dirigentes da equipe Andraus, os quais tentavam agredir o árbitro, bem como seus 2 assistentes, tendo o Sr. Luiz Casagrande, árbitro da partida, sofrido uma covarde e criminosa agressão por parte do Sr Nadim Abrão Andraus Filho, gestor da referida equipe, o qual agrediu o árbitro, precisando ser contido pelos policiais que estavam presentes no estádio de Campo Largo.

Após esta covarde e gratuita agressão perpetrada pelo Sr, Nadim Abrão, o árbitro da partida fazendo valer a prerrogativa que possui de encerrar a partida caso entenda que não exista condições de segurança para prosseguir a partida; FINALIZOU o jogo, dirigindo-se ato contínuo à delegacia de Polícia Civil de Campo Largo para a confecção do Boletim de Ocorrência nº 2015/929692.

Outrossim, retornou à Delegacia de Campo Largo na quarta-feira, dia 09/09/2015, efetuando a representação contra o agressor. Todavia, deparou-se com o noticiado no distrito policial, o qual tentou intimidá-lo e constrangê-lo ligando para dirigentes da equipe Andraus e pedindo para que “massacrassem” o árbitro nas redes sociais asseverando a questão do suposto RACISMO!

Após esta situação, também foi confeccionado boletim de ocorrência em face do Sr Nadim Abrao Andraus Filho pelos crimes de calúnia, injúria e difamação, BO nº 939766.

Os lamentáveis fatos acontecidos no último domingo, em que o árbitro foi covardemente agredido e insultado pelos dirigentes do Andraus não poderão passar impunes pela Justiça Comum, bem como pela Justiça Desportiva, a qual deverá agir severamente para coibir este tipo de prática danosa.

Cite-se ainda que a falsa comunicação de crime de racismo perpetrada pelos dirigentes do clube Andraus também será investigada e os responsáveis deverão ser punidos, pois trata-se de algo muito sério para ser inventado e tratado como pormenor por estas pessoas.

Por fim, esclarecemos que repudiamos qualquer forma de agressão, principalmente não compactuamos com nenhuma forma de discriminação, seja por raça, gênero, sexo ou qualquer outra forma.

Somos uma associação de homens e mulheres, negros, brancos e índios, os quais deixam seus lares para contribuir com o desporto e, em hipótese alguma admitiremos sermos rotulados de racistas e/ou agressores da honra de quem quer que seja, tampouco de dirigentes de clubes, os quais tratamos com respeito e urbanidade!

Sentimo-nos ofendidos em nossa honra e nossa moral por esta publicação mentirosa e criminosa, visto que dissociada da realidade e que não possui qualquer fundamento.

A arbitragem paranaense foi profundamente atingida com estas inverdades proferidas pelo Sr. MARCELO LUCAS ou por outro aventureiro qualquer que tenha redigido e enviada para o sítio FUTEBOL AMADOR PR, pessoa esta que deverá responder cível e criminalmente por colocar em dúvida a lisura e o caráter do árbitro que, na realidade, foi a vítima nesta confusão armada pelos dirigentes do Andraus.

A Associação Profissional dos árbitros de Futebol do Paraná esclarece que respeita e tem grande admiração pelo trabalho desenvolvido por dirigentes sérios e competentes, todavia estes predicados passam longe desta ou destas pessoas que redigiram tal notícia criminosa e aleivosa, e, portanto, não admitirá que o caráter e a educação de seu associado seja caluniada e difamada de forma leviana e covarde por dirigentes que prestam um desserviço para o futebol e para a sociedade.

Curitiba/PR, 11 de setembro de 2015.

FONTE: ASSOCIACÃO PROFISSIONAL DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL - APAF/PR

Se não mudar, vai continuar dando "Chabu"

A Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), os sete sindicatos que possuem a Certidão de Registro Sindical e associações de árbitros, reúnem-se a partir desta sexta (11 à 13 domingo), em (Belo Horizonte (MG). O encontro das entidades de classe dos homens do apito, acontece as vésperas da Lei Nº 12.867/2013 completar dois anos. Lei que regulou a atividade do árbitro de futebol no Brasil, reconhecendo-a como profissional.
 
O árbitro do futebol brasileiro é “profissional”, mas a maioria das entidades de classe após dois anos não evoluiu - tanto é que apenas sete sindicatos possuem a Carta Sindical, e mesmo assim, apenas três estão com a documentação em dia perante o ministério do Trabalho e Emprego.
 
Ao invés de buscarem alternativas para se transformarem em sindicato, que é quem tem legitimidade para pleitear junto aos órgãos competentes os benefícios que a legislação faculta à categoria do apito, muitos estão “agarrados” as associações tal qual um “náufrago” em alto mar.
 
O árbitro é “profissional”, mas a lei aprovada o impediu de ter vínculo com as federações de futebol e a CBF, não é contemplado com o registro em carteira, ao FGTS, ao 13ª salário, férias, PIS etc....

Além do exposto, o árbitro que labora no País do futebol é explorado comercialmente de forma sistêmica pelas federações de futebol e a CBF – em algumas federações, o uniforme da arbitragem foi transformado num verdadeiro “pinheirinho” - tamanha a quantidade de publicidade que ostentam. Não obstante o motivado, embora seja “profissional”, há federações que exigem o pagamento de uma taxa de inscrição anual para os homens de preto apitar. Se não pagar não é escalado.
 
Na CBF, os integrantes da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf), denominados de “profissionais”, são explorados há mais de uma década com diferentes logomarcas de multinacionais nas mangas das camisas – recentemente uma nova propaganda de uma multinacional foi alocada nas costas da indumentária da arbitragem, sendo esta última proibida pela Fifa.
A CBF vêm explorando sistematicamente a logomarca de duas multinacionais na indumentária dos  homens do apito que laboram nas suas competições, sem dar nenhuma contrapartida à arbitragem com a omissão e conivência das associações e sindicatos.
 
Em que pese serem chamados de “profissionais”, os apitos e assistentes, nunca receberam e não recebem um único centavo de participação nos lucros estratosféricos que a CBF obtém às custas dos mesmos.

No que tange a publicidade nas mangas das camisas, a Fifa liberou e determinou há mais de dez anos que, os valores obtidos com aquele patrocínio sejam revertidos em benefício exclusivo dos juízes e bandeiras. No futebol brasileiro, com a omissão e conivência das entidades de classe dos homens de preto, até a presente data, não há notícia de que alguma vez tenha sido formalizado oficialmente junto a CBF ou via judicial, informações no sentido de saber a recusa da CBF em cumprir a determinação da Fifa.

Num esporte que movimenta milhões de dólares e todos ganham bem - o “profissional” do apito não tem direito de arena ou de imagem. Aliás, pela formatação equivocada da assessoria jurídica da Anaf, (o veto da presidente explicitou isto publicamente, ou seja, inconsistência jurídica) – o artigo que pleiteava tal benefício à arbitragem, embutido na Medida provisória 671/2015, foi vetado.

Ao acontecido com o veto em tela, acrescente-se as seguintes situações: a articulação planejada dos clubes com a bancada da bola em Brasília, e o semiamadorismo dos líderes classistas e seu articulador político, neófito de primeiro mandato, que foram inábeis na condução do processo no Distrito Federal.

O árbitro do País pentacampeão é “profissional”, mas teve negado pela CBF uma ferramenta extraordinária para auxiliá-lo a dirimir lances na linha do gol - a Tecnologia na Linha da meta (TLG) - após a Copa do Mundo no Brasil, a GoalControl fez a doação gratuita de todo o equipamento utilizado no Mundial à CBF. Bastava fazer a manutenção - porém, a CBF alegou que os custos eram elevados e a empresa alemã levou os equipamentos embora. Quando isto aconteceu nenhuma entidade de classe se manifestou em defesa dos homens que manejam o apito.

Além de negar a (TGL) à arbitragem, a CBF numa demonstração inequívoca de atraso e de que não deseja a melhora nas tomadas de decisões da arbitragem nas suas competições, num primeiro momento, implementou os Árbitros Assistentes Adicionais (AAA), mas limitou seu raio de ação em desconformidade ao prescrito nas págs (120 à 122 do livro Regras de Futebol 2014/2015) – posteriormente, utilizando do mesmo álibi que utilizou na (TLG), extinguiu os (AAA).

Anaf, associações e sindicatos não emitiram uma única palavra em defesa dos seus associados, que perderam mais uma excelente ferramenta para melhor dirigirem os jogos. Além disso, a atitude da CBF que gerava emprego e renda aos apitadores, passou a proporcionar perda de receita e desemprego.

Diante de tudo o que se leu, se existir um mínimo de bom senso entre os sete sindicatos e demais associações de árbitros do futebol brasileiro, a reunião de Belo Horizonte deve servir para uma profunda reflexão dos equívocos cometidos, e, sobretudo, elaborar uma pauta de reivindicações objetivas à confraria do apito brasileiro a partir de 2016.



PS: O ano em curso está em vias de terminar e não há clima em Brasília e nem tempo suficiente para se reivindicar algo em benefício da arbitragem. Afirmar o oposto, é um tremendo embuste. À Anaf deixo a sugestão de que reverbere suas posições e busque um assessor jurídico de primeira linha e, por extensão, a interlocução política junto a Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Pois do contrário, os pleitos dos homens de preto continuarão dando “CHABU”, e a Anaf ficará estigmatizada com a “pecha” da incompetência.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Sugestões para melhorar as decisões da arbitragem

    (AAA) em treinamento no Sub-17/Europeu na Eslovênia, atuam nas duas maiores competições do futebol mundial. Liga dos Campeões e Liga da Europa.
Dado o quiproquó envolvendo os homens do apito e bandeiras no meio de semana que passou, e, o acréscimo de mais três equívocos de proporções de elevada monta perpetrados no final de semana por árbitros e assistentes, pela quarta rodada do returno do Brasileirão da Série (A), saí a campo ouvir o que pensam árbitros e assistentes da ativa, ex-árbitros, ex-diretores de departamento de árbitros e professores de arbitragem sobre os recentes erros de interpretação e aplicação das Regras de Futebol.
  
O ex-árbitro Salvio Spínola e atual comentarista da ESPN, o único que falou sem “Off”, sugeriu as seguintes ações para melhorar o desempenho dos juízes e bandeirinhas e salvar a credibilidade do Campeonato Brasileiro desta temporada: 1) Que Sérgio Corrêa, foque todas as atenções e energias para o Brasileirão e esqueça as Séries (B, C, D, Copa do Brasil e demais competições da CBF). A Série (A) é o melhor produto do futebol pentacampeão e a persistir a escalada de erros a coisa vai para o beleléu.

2) Os demais torneios da CBF devem ficar a cargo dos seus congêneres na CA/CBF. 3) Selecionar (20) apitos e (30) assistentes e mais ninguém, salvo em caráter excepcional, com exclusividade para atuarem na Série (A). 4) Falar com o presidente da CBF e conceder um incremento financeiro aos apitos e bandeiras selecionados. 5) Não fazer mais experiências com os árbitros e assistentes promissores na Série (A), objetivando não propiciar “chabu” – vários promissores estão “queimados” perante os cartolas e a imprensa. 5) Desenvolver gradativamente um projeto de alto nível, preparando a arbitragem para o Brasileiro de 2016.

Além das sugestões acima, ouvi outras personagens vinculadas à arbitragem, que, solicitaram “Off” nas suas colocações com o objetivo de minimizar os equívocos da confraria do apito as quais transcrevo: o retorno imediato dos árbitros assistentes adicionais (AAA), desempenhando as funções determinadas pelo (IFAB) de acordo com o prescrito no livro Regras de Futebol 2014/2015, nas páginas 120 à 122.

A CA/CBF deve orientar o árbitro central no sentido de assinalar infrações que estão dentro do seu campo visual, e não “transferir” a responsabilidade para o assistente. Trabalho em equipe é uma coisa, agora, “transferir” a responsabilidade pela marcação da falta para o assistente, quando o árbitro está próximo do lance é “sacanagem”.

A CA/CBF deve desenvolver em conjunto com as comissões de arbitragens das federações, via Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, um programa de treinamento com o intuito de melhorar a marcação da Regra (11), o impedimento. Os seminários realizados pela CBF são de grande valia, mas diante da impossibilidade de os homens de preto dedicarem um tempo maior no estudo e treinamento, é de bom alvitre estender treinamentos práticos no campo de jogo nas suas federações de origem.

Todos foram unânimes de que a CBF errou quando rejeitou o legado da tecnologia na linha do gol, da empresa GoalControl, após a Copa do Mundo no Brasil. Há um temor estratosférico entre assistentes e árbitros, todas as vezes que a bola toca a linha do gol. A olho nu, na maioria dos lances, com vários atletas tapando a visão, é praticamente impossível determinar se a bola ultrapassou a linha do gol na sua plenitude. 

Outra sugestão foi em relação a profissionalização do árbitro. Somos profissionais, mas não temos direito a nada. Somos explorados pela CBF com patrocínios no nosso uniforme, mas não recebemos um vintém em troca. Se sofrermos uma contusão não temos sequer INSS, ninguém nos auxilia - é cada um si por si e ponto final. Mesmo assim, descontamos das nossas taxas 5% para a  Anaf, 11% de INSS e Imposto de Renda, salvo se o árbitro for isento.

E, por derradeiro, se há intenção da mudar algo na arbitragem brasileira, como estudioso do tema Regras de Futebol, deixo algumas colocações para serem analisadas pela CBF e sua comissão de árbitros. Implementar cursos de capacitação continuada via Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, em caráter permanente, com a missão de requalificar juízes e bandeiras da Renaf. Fazer uma renovação total no quadro de assessores e delegados especiais de arbitragem para a temporada 2016. Não aceitar a indicação das federações de futebol, de dirigente de associação ou sindicato de árbitros para exercer as funções de assessor ou delegado especial nos campeonatos da CBF. Se mantiver este tipo de indicação, a CBF dá uma demonstração inequívoca de que a propalada mudança num dos setores mais importante do futebol que é a arbitragem, é mais falsa que nota de três reais.            
 


 

domingo, 6 de setembro de 2015

Árbitro é agredido fisicamente em jogo da FPF


  • A partida entre Andraus Brasil x Maringá FC. Na cidade  Campo Largo (PR), pela Taça Federação Paranaense de Futebol, neste domingo (6), não terminou. No intervalo, quando o jogo estava empatado em 1 a 1, o árbitro Luis Marcelo Casagrande da entidade paranaense, foi agredido com um soco nas castas. O agressor seria um diretor da equipe da região metropolitana de Curitiba. A partida foi encerrada por falta de segurança e Casagrande registrou termo circunstanciado na Polícia Civil da cidade da terra da louça.

  • O gol do Andraus foi marcado pelo meia Ademir, aos 25 minutos do primeiro tempo. Ainda na primeira etapa, aos 46 minutos, o meia Maranhão empatou para o Maringá.

  • O caso deve ser analisado agora pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Segundo o Regulamento Geral das Competições da Federação Paranaense de Futebol (FPF), o árbitro pode suspender a partida em caso de falta de segurança. Ainda de acordo com o regulamento, se a partida estiver empatada e o causador da paralisação for o time mandante, a equipe visitante será declarada vencedora pelo placar de 3 a 0.
  • O Maringá volta a campo em 13 de setembro diante do Paraná, em casa. O Andraus folga na próxima rodada e agora vai aguardar a definição do (TJD) para verificar se está classificado à próxima fase da Taça FPF.
  • Fonte: Gazeta do Povo
  • Opinião do Bicudo: Agressões físicas contra membros do quadro de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol (FPF) - é uma prática recorrente no Paraná. Há pouco meses na cidade de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, pela Taça Paraná, o árbitro da (FPF) Guilherme Natan Paiano dos Santos, também foi agredido fisicamente com um soco na sua face e o sangue do indigitado apito “jorrou” abundantemente e a partida que comandava não terminou.
  • Enquanto persistir a prática “abominável” de árbitro na ativa comandar associação de árbitros ou sindicato, ou dirigente de associação ou sindicato ocupar cargos em diferentes setores das federações de futebol, a categoria ficará exposta a toda sorte de agressões. Porém, é bom lembrar que os maiores culpados por esse tipo de agressão e outras situações adversas que sofre a confraria do apito não apenas no futebol paranaense, mas em todo o País, são os próprios árbitros.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Se persistir como está, nada será mudado



As entidades de classe que representam o árbitro de futebol no Brasil, afirmavam antes da promulgação do Decreto Lei Nº 12.867/2013, que reconheceu a função da confraria do apito como profissional, que a partir do momento da concretização desse fato, o  homem de preto teria melhores condições de se dedicar à arbitragem. O que significava, tempo para treinamento e aprimoramento dos apitos e bandeiras no seu mister.

A lei acima nominada foi sancionada tipo meia-boca, mas os avanços qualitativos prometidos nas tomadas de decisões dos juízes e bandeirinhas no campo de jogo, até o presente instante foram diminutas.
 
Dada a escalada dos erros da arbitragem, há mais ou menos três meses, criou-se um fato novo. As decisões do árbitro e assistentes numa partida de futebol, seriam incrementadas desde que fosse concedido o montante de 0,5% como direito de arena à categoria.

Formatado juridicamente de maneira inconsistente e conduzido com resquícios de amadorismo politicamente em Brasília, o percentual de 0,5% deu “chabu”. Não obstante o exposto, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) - convocou os homens do apito para acompanharem em Brasília a derrubada ou não do veto do artigo de 0,5% para o último (2). Em cima da hora veio a notícia de que o veto não seria apreciado porque não fora incluído na pauta. E, por derradeiro, ninguém sabe quando irá ser apreciado.

Enquanto a CBF em conjunto com as federações de futebol não elaborarem um projeto de excelência para a arbitragem brasileira que nunca existiu e não existe, que inclua: uma reformulação total na composição das comissões de arbitragens, nas escolas de formação dos árbitros, onde tudo começa para o futuro árbitro, nos instrutores de arbitragem e não implementar cursos de requalificação continuada aos homens de preto da Relação Nacional de Árbitros/CBF e das federações, não adianta conceder 0,5% como direito de arena, não surtirá efeito aumentar a taxa dos árbitros, diárias e o escambau. A tendência é piorar.

E, por último, se há interesse em mudar para melhor a arbitragem do futebol pentacampeão, a CBF e as federações de futebol devem abdicar da prática abominável de cooptar com cargos e escalas nas suas competições, dirigentes de associações, sindicatos de árbitros e proibir que árbitro e/ou assistente em atividade exerça cargo em entidade sindical. Caso contrário, “ne varietur” – ou seja, nada será mudado.    

PS (1): O erros da arbitragem no meio de semana desnudam as precárias condições dos árbitros e assistentes "emprestados" pelas federações de futebol a CBF. Acostumados com os campeonatos  regionais de baixíssima qualidade técnica, e sem cursos de requalificação como preparação para o dificílimo Campeonato Brasileiro, árbitros e bandeiras dessas federações quando escalados em partidas de maior qualidade técnica entram em "pânico" e a sequência de impropriedades crescem assustadoramente.

PS (2): A nova falácia das entidades de classe e dos próprios árbitros para melhorar as tomadas de decisões no campo de jogo, é de que deve-se acabar com o sorteio. MENTIRA! Antes da existência do sorteio, a situação era similar ou pior do que a atual. A arbitragem brasileira está na UTI, e é imperativo um projeto que estude as inúmeras nuances positivas e negativas do homem que maneja o apito - e a partir desse estudo, elaborar metas a serem aplicadas, cumpridas e alcançadas gradativamente. Diante do quadro de pobreza qualitativa vigente, falar no fim do sorteio é mais falso do que uma nota de "três reais".