quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Congresso deve servir para reflexão

O 39º Congresso da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), que será realizado no período de 27 à 29 de novembro do ano em curso, na cidade de Campo Grande (MS), e será comandado por Marco Antonio Martins (foto) - deverá ser um evento onde os sindicatos que representam a confraria da arbitragem brasileira, deverão se houver um mínimo de bom senso, refletir de maneira equilibrada a respeito dos dois anos que foram “perdidos” pelas entidades de classe, após o Decreto Lei Nº 12.867/2013. Lei que regulou a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional. Desde então, nenhuma, repito, nenhuma conquista de interesse relevante foi conquistada pelos apitos e bandeiras que laboram no futebol pentacampeão.

Após o advento da profissionalização era aguardada a criação de novos sindicatos e, por consequência, da Federação Brasileira de Árbitros de Futebol – federação que é reconhecida pelo ministério do Trabalho e Emprego, pela Constituição do Brasil e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O que significa que é uma instituição que tem legitimidade para transitar e reivindicar em qualquer esfera os interesses de uma categoria trabalhista. 
     
Além de não ser fundado nenhum sindicato, os que teem a Certidão de Registro Sindical (Carta Sindical), atualmente são oito sindicatos, parte desse contingente está com a documentação incompleta junto ao ministério do Trabalho.

Some-se ao acima exposto, a derrota “fragorosa” imposta pela presidência da República e pelo Congresso Nacional ao homem de preto do futebol brasileiro, no recente pleito do direito de arena.
Derrota que teve dois ingredientes: a precária redação jurídica na solicitação em tela, ou seja, os argumentos utilizados pela assessoria jurídica dos sindicalistas foram inconvincentes em conjunto com a inexperiência do interlocutor político escolhido pela Anaf em Brasília. Inexperiência que foi escancarada na ausência de representatividade política e conhecimento necessário dos caminhos que devem ser trilhados na capital federal, quando se busca conseguir a aprovação de leis ou algo similar.

Neste episódio, Anaf e congêneres penso eu, aprenderam uma dura lição: Brasília não é para amadores. Ali é preciso construir caminhos para ter acesso aos centros de decisão maior. Se continuar agindo da forma como tem agido no campo jurídico, Anaf e sindicatos continuarão a colher novas derrotas.

Concomitantemente ao direito de arena, duzentos e cinquenta árbitros assinaram procuração pedindo o direito de imagem, que foi protocolado em Recife (PE). Até o presente instante ninguém sabe o que aconteceu e dificilmente se saberá nesta temporada o que irá acontecer. Foi feito um “furdúncio” terrível em cima da notícia que teve “efeito traque”.

Acoplado ao que está mencionado acima, acrescente-se que após a profissionalização a arbitragem continuou e continua sendo explorada com três logomarcas das multinacionais (SKY, SEMPTOSHIBA e PENALTI) na sua vestimenta – logomarcas que estão alocadas em locais estratégicos na indumentária dos homens do apito, que atuam em todas as competições da CBF. Embora sejam profissionais, nenhum juiz e bandeira recebeu até os dias atuais, um único centavo pelas propagandas exibidas diariamente dessas marcas na Tv, internet, jornais, tabloides, smartphones e revistas.

Seria de bom alvitre a Anaf exibir à categoria os contratos e os valores que a CBF arrecada com as publicidades nos uniformes da arbitragem. Daria transparência ao tema. Porque se forem “filigranas” como já foi dito os valores que a CBF obtém com as nominadas publicidades, o que este colunista duvida, que fique como está.

Diante do cenário aqui narrado, já que não há outro, a não ser que exista algo de melhor em outro planeta à arbitragem, resta a Anaf e aos sindicatos refletirem e refletirem muito no congresso da entidade em Campo Grande, sobre os próximos passos e ações que pretendem daqui para a frente, àqueles que manejam o apito e as bandeiras do futebol brasileiro. Pois do contrário, as reivindicações continuarão dando “chabu” e tudo vai continuar como “DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES”.

PS: Os congressos da Anaf teem proporcionado aos dirigentes das associações e sindicatos de árbitros, realizarem um “tour” por todo o território brasileiro. “Tour” que é feito duas vezes por ano às custas dos filiados. É chegado o momento dos sindicalistas e assemelhados, retribuírem com medidas eficazes algo de substancioso aos filiados. Já que são eles com suas contribuições extraídas das suas taxas de arbitragem, que propiciam esta verdadeira volta ao redor do Brasil aos seus representantes.        

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A pauta é promissora, depende da independência da Anaf

“Antes tarde do que nunca” - é o que diz um dos mais antigos adágios que ouvimos desde os primórdios da humanidade. Assim, entendo a Pauta de Reivindicações entregue pela Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), à CBF no último dia (8). Pauta que traz no seu conteúdo algumas propostas que poderão dependendo das negociações, proporcionar benfeitorias à confraria do apito do futebol brasileiro.

Li, revi e trevi as reivindicações que estão postadas no site da Anaf – http://www.anaf.com.br/2014/?p=9437. Acredito que o primeiro passo para a abertura de um entendimento independente entre Anaf e a CBF, passa pela renúncia de todos os cargos que os dirigentes da Anaf ocupam na CBF e, por extensão, nas federações de futebol. É a condição “sine qua non”.

Faço a colocação em tela porque a arbitragem brasileira vivencia inúmeras mazelas e uma delas, se não a principal, diz respeito a presença “nefasta” de presidentes ou diretores de associações e sindicatos vinculados a algum cargo nas federações e na CBF. O nome deste tipo de comportamento no jargão sindical é “peleguismo” ou como queiram, “caradurismo” – prática incompatível no mundo globalizado e, sobretudo, prejudicial aos anseios de qualquer categoria trabalhista.

Marco Antonio Martins, o atual presidente da Anaf que recuperou a instituição e deu relevo exemplar a entidade em todos os setores, e é o principal arauto dos homens de preto do futebol brasileiro, deveria dar o pontapé inicial, solicitando a CBF seu desligamento da função de delegado de arbitragem e pedir aos seus congêneres da Anaf que façam o mesmo. 

Aqueles que discordarem devem renunciar seu cargo na Anaf, e assumirem de vez as funções de diretor de federação e assessor e/ou delegado de arbitragem da CBF.

PS: Quanto a participação de um dirigente da Anaf na Comissão de Árbitros da CBF, a proposta é no mínimo incoerente e aponta na direção de fortíssimos laivos de promiscuidade. Nossa opinião é que se isto acontecer, será quebrado o último resquício de independência que ainda vige entre árbitros, federações, CBF e clubes. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Decidir com “replay” é fácil

A evolução dos atletas de futebol no quesito físico e a sua consequente profissionalização, acoplado ao avanço estratosférico da tecnologia da TV, empurrou o arbitro de futebol e os assistentes para um “beco sem saída” em amplitude mundial. Os jogadores treinam, são acompanhados por nutricionistas, fisiologistas, psicólogos, PhDs em educação física, treinadores, tem atendimento médico 24 hrs, concentram-se antes dos confrontos, teem direito ao direito de arena e de imagem, são contratados por multinacionais fabricante de materiais esportivos (uniformes e chuteiras), vivem e se dedicam exclusivamente ao futebol.

A televisão disponibiliza em cada partida de futebol um arsenal composto entre vinte e oito a trinta e duas câmeras e micro câmeras de última geração, que são alocadas em locais estratégicos nas circunvizinhanças do campo de jogo, com o objetivo precípuo de acompanhar e detectar todo e qualquer movimento ou tomada de decisão do árbitro e dos assistentes.

Além do exposto, a TV nas transmissões de futebol, assim que acontece qualquer lance envolvendo atletas ou decisões da arbitragem que provoquem dúvida, incontinenti, exibe o replay. Replay que é exibido reiteradamente e propicia aos comentaristas, uma visão que o árbitro lá no campo nem sempre tem -  após observarem quatro, cinco vezes o dito replay, os comentaristas instalados confortavelmente nas belíssimas arenas, emitem seus pareceres a respeito do que viram  e a “bel- prazer” com raras exceções, arrebentam com o homem do apito e da bandeira. Aliás, analistas de arbitragem deveriam julgar as decisões de juízes e bandeiras no momento do lance, sem a ajuda do replay. Seria o correto, mas como dá “ibope”......

Já o árbitro e os assistentes não teem nenhuma das condições que contemplam os atletas e não ganham um centavo sequer dos patrocínios que estão estampados nas suas indumentárias. Pelo contrário: trabalham numa atividade profissional diferente da arbitragem para ganhar o pão de cada dia e sustento dos seus familiares, já que a atividade do homem de preto no Brasil é profissional apenas de “fachada”.

Na segunda e na terça-feira, o árbitro labora o dia inteiro e viaja na mesma terça à noite para o local do jogo da quarta-feira, ou da quinta. Ou então como todos os brasileiros deste País, dá um duro danado de segunda à sexta-feira e viaja na mesma noite de sexta se a partida for sábado ou viaja na madrugada de sábado para o prélio que vai comandar ou bandeirar no domingo.

Além disso, o árbitro que labora no futebol pentacampeão é malformado, mal pago e não recebe a devida preparação das federações de futebol como (cursos, painéis, seminários). Diante do quadro aqui mencionado, o árbitro que é membro da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf) - se “agarra” aos cursos e seminários efetivados pela CA/CBF, tal qual um náufrago em alto mar para sobreviver, porque senão já teria ido para o “beleléu”.

Portanto, com o cenário aqui descrito não há como fazer milagre e quem prometer o contrário é de uma hipocrisia e de um caradurismo inominável.

PS: A respeito da solicitação da pauta entregue pela  Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) na CBF, que pede melhorias à confraria do apito brasileiro escreverei na próxima coluna.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Jogador que marcou gol com a mão na Bundesliga deve ser punido

O gol com o braço do meia Leon Andreasen, que deu a vitória ao Hannover sobre o Colônia (0-1), no domingo, pode render mais que discussões e indignação dos torcedores derrotados.
       POR CELSO MIRANDA
► A controversial goal gave Hannover 96 its latest win in the Bundesliga and post-match Leon Andreasen conceded “I made a motion in the direction of the ball, it all happened very quickly,''Would you claim the goal like Andreasen did?Click on the 'learn more' button at the end of the video for all the reaction.SBS The World Game – News, Views, Highlights
Posted by SBS The World Game on Terça, 20 de outubro de 2015
A Comissão de Controle da Federação Alemã de Futebol (DFB) disse nessa terça-feira que iniciou uma investigação contra o jogador dinamarquês, acusado de “flagrante subversão das regras e comportamento antidesportivo.''
De acordo com a DFB, Andreasen, 32, é suspeito de ter tocado a bola propositalmente com a antebraço direito para o gol.
O Comitê solicitou ao jogador uma defesa por escrito, depois da qual decidirá sua punição: Andreasen pode ser suspenso.
Mão na bola pode render suspensão
Mão na bola pode render suspensão
O árbitro Bastian Dankert já foi ouvido e declarou não ter visto a cena. Diante das imagens da televisão, porém ele admitiu o engano.
O  diretor de arbitragens da DFB Hellmut Krug disse após o jogo que o assistente poderia ter visto e notificado e que, sim, seria melhor que o árbitro tivesse visto na hora.
“O que me pergunto é se os árbitros devem ser punidos ou o jogador Andreasen, aquele que de fato tomou a opção de tocar a mão na bola e mesmo em face dos numerosos protestos dos companheiros, da torcida e da própria arbitragem manteve-se enganando a todos'', disse Krug.
Outro caso
O Comitê confirmou ainda que iniciou investigação contra Aleksandar Ignjovski do Eintracht Frankfurt.
O zagueiro é suspeito de má conduta por ter dado um pisão no brasileiro Raffael no último sábado na derrota contra o Borussia Mönchengladbach (1-5).

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Por que querem derrubar Corrêa?


A cartolagem do futebol brasileiro está em polvorosa e segundo fui informado, há uma plêiade de dirigentes contando nos dedos os dias que faltam para terminar o Campeonato Brasileiro, quando então será realizado o derradeiro ato contra a continuidade de Sérgio Corrêa da Silva (foto) à frente da CA/CBF.

Fui questionado várias vezes nos últimos dias a responder quais são os motivos que movem esse grupo de dirigentes a solicitar a saída de Corrêa do comando da arbitragem nacional - e quem poderia ser indicado para ocupar a direção da CA/CBF em substituição ao indigitado dirigente.

Vivenciei arbitragem na prática de 1979 a 1997 - e sei como funciona o submundo abjeto deste setor. A pressão impingida pelos dirigentes dos clubes contra os presidentes das federações, comissões de árbitros e contra os próprios homens de preto sempre foi “cruel”, e hoje mais do que nunca ela é muito, muito maior. Basta acompanhar o noticiário diário nas emissoras de rádio e TV, nos jornais, na internet, etc.... Portanto, quem afirmar em contrário é portador de um caradurismo inominável.
   
Respondendo objetivamente a epígrafe que dá título ao texto em tela, ou seja, as razões pelas quais desejam a retirada de Sérgio Corrêa, respondo: é público e notório de todos os segmentos que militam no futebol pentacampeão que, quem se propor a dirigir um setor de tamanho interesse como é a arbitragem, mas extremamente nevrálgico, e não ceder aos interesses e sentimentos “escusos” de algumas aves de rapina que gravitam e dirigem o futebol brasileiro, não encontra e não encontrará ressonância para realizar um trabalho com seriedade e de excelência.

Sérgio Corrêa e seu vice Nilson Monção, pessoas de caráter e moral inquestionáveis até prova em contrário, ambos membros das Forças Armadas do Brasil - o primeiro da (Aeronáutica) e o segundo do (Exército), não se deixaram “dobrar” pelos diferentes  cartolas que desejam que a arbitragem brasileira retorne ao “status quo” dos tempos antanhos. Daí as manifestações contrárias a continuidade de Corrêa da Silva, na direção dos homens do apito brasileiro.

Quanto aos nomes que possam substituir Corrêa, embora minha opinião não signifique absolutamente nada, mas dada a vivencia que tenho no setor do apito, ouso afirmar que se for para trocar que se troque tudo. Não adianta trocar seis por meia dúzia.

Muitos nomes conjecturados nos bastidores para assumir a CA/CBF no lugar de Sérgio Corrêa, estão na direção do setor da arbitragem das suas federações há mais de uma década e, por conseguinte, suas administrações tem como relevo o “fracasso” retumbante na formação, no descobrimento e na requalificação da confraria do apito local.

Por outro lado, há um grupo “expressivo” se movimentando junto aos dirigentes das Entidades de Prática Esportiva (Clubes), que pretende assumir o comando da arbitragem nacional, mas não possuem as mínimas condições de ocupar um cargo de tamanha relevância.

PS (1): Enquanto as federações de futebol não extirparem o continuísmo vigente nas escolas de formação de árbitros e nas comissões de arbitragem, não adianta trocar o comando da CA/CBF. Ou se faz uma transformação radical em todos os setores, ou então tudo vai continuar como "Dantes no Quartel de Abrantes".

PS (2): Quem se ater a observar atentamente a composição das comissões de árbitros e a longevidade dessas comissões nas federações de futebol da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e o Paraná, encontrará os principais motivos que levaram à decadência o árbitro do futebol brasileiro.      

PS (3): Fique ou deixe a CA/CBF, qualquer história da arbitragem brasileira que não inclua Sérgio Corrêa da Silva será sempre incompleta. 

Graham Poll: «Mourinho gosta que favoreçam as suas equipas»

O antigo árbitro inglês Graham Poll (à esquerda), revelou pormenores da sua relação com José Mourinho, na sequência dos comentários do técnico português à equipa de arbitragem no jogo entre o Chelsea e o Dínamo Kiev, na Liga dos Campeões.

"Mourinho gosta que os árbitros favoreçam as suas equipas, quer que o vejam como um amigo", relata Poll na sua coluna no "Daily Mail".

O inglês retirou-se do futebol em 2007 e conta um episódio que ocorreu um ano antes, em 2006, na altura da meia-final da Taça de Inglaterra, que opôs o Chelsea ao Liverpool. "Depois da derrota do Chelsea frente ao Liverpool (1-2), Mourinho disse-me que já não era amigo dele, porque um amigo não permitiria que a sua equipa perdesse daquela forma", disse o ex-árbitro.

Após o jogo com o Dínamo Kiev, Mourinho adjetivou o árbitro principal de "fraco e ingénuo", palavras que, segundo Poll, devem ser ignoradas: "Os árbitros têm a noção que não devem descer ao nível de Mourinho. Esse tipo de comentários de certeza que não interferem na capacidade de decisão dos lances, não é por isso que serão dados mais ou menos livres diretos ou penáltis".

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Neófitos salvaram a "pele" da arbitragem em 2015

    Heber Roberto Lopes (FIFA/SC), obteve 9,8 no Uruguai x Colômbia

O ano de 2015 no que tange a arbitragem do Campeonato Brasileiro apresentou várias deficiências nos pilares técnico, tático, físico e psicológico. Deficiências que precisam ser corrigidas paulatinamente a partir de 2016, já que, a credibilidade das tomadas de decisões dos nossos apitos e bandeiras nunca esteve num nível tão baixo como nesta temporada.  Faço a observação em tela, porque daqui há sete rodadas teremos o epílogo do principal torneio da CBF, e nos primeiros meses do ano que vem começa o calendário de competições do futebol pentacampeão.

Esperar que os homens de preto das federações de futebol que compõe a Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf), sejam submetidos à correção nas federações é pedir o que elas nunca fizeram e até porque a maioria dessas entidades não possui pessoas capacitadas para esse mister. Traduzindo: na próxima temporada, a cartolagem, os clubes, os atletas, o torcedor e a imprensa irão conviver salvo exceções, com as mesmas mazelas expostas este ano pela confraria do apito brasileiro.

Mas se um contingente expressivo de árbitros e assistentes escolados, evidenciaram erros na interpretação e aplicação das Regras de Futebol, alguns jovens promissores que também cometeram pequenos, médios e graves equívocos, conseguiram se sobressair e deixaram um alento positivo ao setor do apito para o ano que se avizinha.

Lapidados com extremo cuidado pela CA/CBF, os neófitos do apito, Bráulio da Silva Machado (Asp/Fifa/SC), Bruno Arleu de Araújo (CBF-2/RJ), Luiz Teixeira Rocha (CBF-1/RS), Marielson Alves Silva (CBF-1/BA), Thiago Duarte Peixoto (Asp/Fifa/SP) e Rodolpho Tóski Marques (CBF-1/PR), são os destaques da arbitragem brasileira na temporada 2015 e, por conseguinte, livraram a “cara” da confraria dos homens de preto que laboram nas competições da CBF de um vexame inominável.

PS (1): Marielson Alves Silva (CBF-1/BA), se mantiver a mesma postura tática, física, técnica e psicológica que apresentou nos últimos jogos, sobretudo, no confronto Flamengo/RJ 0 x 2 Coritiba/PR, no domingo (25), em Curitiba, na partida Coritiba/PR x São Paulo/SP, abre a porta da frente da CBF para ser o novo Asp/Fifa em 2016.

PS (2): Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), obteve a melhor nota da arbitragem que atuou na primeira e na segunda rodada das eliminatórias da Copa do Mundo, envolvendo as equipes da América do Sul. O indigitado apito recebeu 9,8, na direção de Uruguai x Colômbia. Recordista em partidas da Série (A) do Campeonato Brasileiro, apitou até o momento (305 confrontos), Roberto Lopes, há três anos atrás foi desprezado pelo “paupérrimo” futebol paranaense.

PS (3): Rodolpho Tóski Marques (CBF-1/PR), está num crescente extraordinário. Suas belíssimas atuações estão ancoradas nos cursos que participou na Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF), e nos diálogos que trava e nas orientações que recebe do professor Sérgio Corrêa da Silva, sondado a fazer parte do futuro Comitê de Arbitragem da Fifa.        

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ex-árbitro defende Mourinho e critica FA: «É preciso ser-se consistente»

O Chelsea não aceita as explicações da federação inglesa de futebol (FA) sobre os motivados que levaram o organismo a suspender José Mourinho por um jogo e a aplicar uma multa de 50 mil libras (cerca de 68 mil euros) ao treinador português. 
Por conseguinte, o clube londrino já avançou com um novo recurso e não pretende desistir enquanto não a suspensão ao treinador português não for levantada, segundo noticia o Daily Mirror.


A sustentar a argumentação do Chelsea estão as declarações de outros treinadores como Arsene Wenger (Arsenal) e Neil Lennon (Bolton), cujas críticas à arbitragem não mereceram mão severa da FA tal como aconteceu com Mourinho.


Uma posição partilhada pelo antigo árbitro Mark Halsey: «Fiquei tão irritado quanto o Chelsea e Mourinho porque o castigo é pesado de mais para a infração. Em relação ao que Mourinho disse sobre ser o único a ser castigado pela FA, penso que tem razão. A prova está à vista de todos.»

Em declarações ao site Ref.com, Halsey acrescentou: «Já não sabemos que esperar da FA e penso que o sentimento é generalizado. Uma multa de 50 mil libras é muito, muito excessivo. Arsene Wenger veio criticar Mike Dean e nada foi feito, nem sequer foi castigado. É preciso ser-se consistente.»

Fonte: http://abola.pt/nnh/ver.aspx?id=577934

Opinião do Apito do Bicudo: Diferentemente do futebol brasileiro onde impera a leniência com a indisciplina, via o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que traz no seu conteúdo o "VERGONHOSO" incentivador da violência chamado de [EFEITO SUSPENSIVO] aos atletas que infringem o indigitado código, na Inglaterra o buraco é mais embaixo e àqueles que procedem à margem da verdadeira Justiça Desportiva são exemplarmente punidos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Continuísmo: A "Praga" da arbitragem brasileira

Diferentes setores do futebol brasileiro descontentes com a sequência de erros da arbitragem, sobretudo, na Série (A) do Campeonato Brasileiro, trabalham ininterruptamente pela saída de Sérgio Corrêa da CA/CBF. O problema da arbitragem nacional não está localizado na comissão e muito menos em Corrêa. Não fora a realização de inúmeros cursos, seminários e painéis nos últimos anos pela CA/CBF, sob a regência de Sérgio Corrêa, a arbitragem brasileira já teria ido para o beleléu.

O buraco é mais em baixo. A problemática tem início nas federações de futebol - de onde a CBF empresta apitos e bandeiras. Dentre os obstáculos que tem contribuído para a precária qualidade de juízes e bandeirinhas, destaco a formação e o continuísmo das comissões de árbitros das federações.

Querem alguns exemplos? Há quanto tempo, o Cel. Marinho está à frente do comando do decadente quadro de árbitros da Federação Paulista de Futebol? Há quanto tempo, Luiz Fernando Moreira gere os destinos da confraria do apito da Federação Gaúcha de Futebol sem nunca ter apitado uma partida de futebol profissional? Há quanto tempo, Jorge Rabello dirige o decadente setor da arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e ao mesmo tempo preside o sindicato dos árbitros de futebol da ex-cidade maravilhosa? Há quanto tempo, Afonso Vitor de Oliveira é o diretor da comissão de árbitros da Federação Paranaense de Futebol? Há quanto tempo, Wilson Paim (ad aeternum) está dirigindo o paupérrimo quadro de arbitragem da Federação Bahiana de Futebol? Podia ir mais à frente, mas paro por aqui.

Pergunto: Quantos árbitros e assistentes (Top de linha), os dirigentes acima nominados revelaram ao futebol pentacampeão desde que assumiram a direção das comissões das federações mencionadas até os dias atuais? Além da ultrapassada pré-temporada, quantos cursos, painéis, seminários de requalificação, quantos intercâmbios com as demais federações, com a Conmebol ou a Uefa foram efetivados pelas entidades aqui citadas em benefício dos seus quadros de arbitragem?  

O segundo óbice que tem proporcionado “inestimável” contribuição à precária qualidade dos árbitros em todo o País, encontra-se nas escolas de formação de arbitragem. A maioria desses organismos, sofre ingerência dos dirigentes das comissões e em alguns casos há pessoas que nunca apitaram uma partida de futebol de pelada de menino de conjunto habitacional, ministrando curso. Some-se ao exposto, a didática incorreta aplicada nos cursos de formação, e a consequente desatualização dos “professores” em relação às Regras de Futebol e as diretrizes que devem ser repassadas à arbitragem.

A terceira problemática que tem substanciado a derrocada do árbitro do futebol brasileiro, atende pelo nome de dirigentes de associações e sindicatos. Tornou-se regra encontrarmos sindicalistas ocupando cargos nas federações de futebol e na CBF como: membro da comissão de arbitragem, membro da comissão de segurança pública, assessor e/ou relações públicas, assessor de árbitros da federação, professor da escola de formação de arbitragem, tutor, assessor, delegados de arbitragem da CBF, vice-presidente disso ou daquilo. Pode? 

É óbvio que há outros entraves que impedem a arbitragem de apresentar um labor de melhor qualidade, mas diante do quadro “doloroso” egresso das federações de futebol, os demais fatos são filigranas. Diante do que, não há como propiciar uma arbitragem que tome decisões próximas da uniformidade das Regras de Futebol.

PS: A proposição de inserir um membro da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), como integrante da Comissão de Arbitragem da CBF, é o caminho inexorável para subtrair o mínimo de credibilidade que ainda tem o árbitro no Brasil. E, por conseguinte, é a medida que vai propiciar o futuro funeral do árbitro do futebol brasileiro.

PS (2): Ouço e leio alguns nomes de ventríloquos que podem substituir Sérgio Corrêa, caso o mesmo deixe a CA/CBF. Mas se acontecer o que muitos desejam, por favor busquem nomes à altura para substitui-lo. Corrêa na atualidade está para a arbitragem brasileira, assim como Massimo Busacca está para a Fifa e Pierluigi Collina à Uefa.

PS (3): Sugiro nomes com Know-how a respeito da arbitragem nacional e internacional como, Carlos Eugênio Simon, José Mocelin, Renato Marsiglia, Sálvio Spínola e Wilson Luiz Seneme.

  

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Arbitragem profissional é uma falácia


Em entrevista concedida ao sítio Globo.com, o diretor da CA/CBF Sérgio Corrêa da Silva, afirma que apesar da Lei Nº 12.867/2013 ter regulado a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional, a aplicabilidade da lei em tela é inviável em função da atual conjuntura econômica, das leis que vigoram no País e outros senões que teriam que ser ajustados à realidade que vivemos. Concordo em gênero, número e grau com Sérgio Corrêa.

Faço coro a afirmação de Corrêa independente dos obstáculos por ele nominados, porque não há notícia de que a CBF, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), sindicatos, Entidades de Prática Esportiva (clubes), ou outro segmento do futebol brasileiro em alguma oportunidade tenha desenvolvido um estudo de alto nível neste sentido. O que se falou e se fala sobre a profissionalização do homem de preto no Brasil, sempre teve “efeito traque.”

Como falar em profissionalização do árbitro no Brasil, se a CBF desrespeita de maneira reiterada há mais de uma década, a confraria do apito brasileiro, quando não cumpre com a determinação da Fifa de repassar na íntegra os valores financeiros das diferentes logomarcas exibidas nas mangas das camisas em benefício da Arbitragem?

Como pensar em arbitragem profissional no Brasil, se a CBF a partir deste ano passou a “explorar” mais uma publicidade nas costas dos membros da Relação Nacional de Árbitros (Renaf), que atuam nas suas competições sem lhes repassar um único centavo?

É impossível imaginar uma arbitragem com profissionalismo e credibilidade, quando a CBF designa como assessores e delegados de arbitragem nas suas competições, integrantes das associações e sindicatos de árbitros por indicação dos presidentes das federações de futebol. 

O “status quo” anacrônico que comanda o futebol pentacampeão a partir das federações, a CBF e os sindicalistas que representam a categoria, além de não demonstrarem o menor interesse em mudar o quadro vigente ao longo dos anos, sempre lutaram desbragadamente para manter tudo como está. Ou seja, o árbitro que labora no futebol brasileiro sempre foi, é e será tratado como objeto descartável ou mercadoria de troca entre os mandachuvas do nosso futebol. 

Talvez daqui há cem anos, quando a maioria de nós já estivermos noutra vida, aqueles que aqui estiverem possam vivenciar uma transformação em todos os setores do futebol brasileiro, sobretudo, no setor da arbitragem.