quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Notícias do apito

    O P. h.D. em arbitragem,  José Garcia Aranda será o preletor do seminário promovido pela CBF


A melhor pré-temporada
Árbitros da (FPF) Federação Paranaense de Futebol, que participaram da pré-temporada realizada na cidade Cascavel (PR), com vistas ao Campeonato Paranaense que começa neste final de semana e foram contatados por este colunista, afirmaram que foi a mais completa já realizada desde a sua primeira edição. Além das excelentes instalações onde foi realizado o evento e do quadro de instrutores, o material utilizado e a didática empregada foi considerada pelos homens de preto como de alto nível.

Serapião foi “o cara”
A pré-temporada dos apitos e bandeiras da (FPF) teve como preletor principal, o instrutor da CBF/CONMEBOL/FIFA e membro do Painel Consultivo do (IFAB) The International Football Association Board, Manoel Serapião Filho – Serapião é considerado na atualidade o mestre da América do Sul na arte de ensinar e de interpretar e aplicar as Regras de Futebol.

Cruzada do Respeito em ação
No encerramento da aludida pré-temporada a confraria do apito da (FPF), selecionada para dirigir os jogos do Campeonato Paranaense desta temporada, foi orientada a aplicar a CRUZADA DO RESPEITO, implementada pelo presidente da CA/CBF, Sérgio Corrêa da Silva no Brasileirão de 2015. Ou seja, atletas que ousarem desrespeitar com gestos e/ou palavras as decisões da arbitragem antes, durante e após as partidas serão punidos em consonância com as Regras de Futebol. Idem técnicos e a cartolagem.

O melhor campeonato de todos os tempos?
Dito tudo isso, teremos pelo andar da carruagem, menos infrações nos jogos, maior tempo de bola em jogo e diminuição dos atos de indisciplina. A resposta para que tenhamos um ótimo campeonato dependerá das tomadas de decisões dos árbitros, assistentes, dirigentes, atletas, treinadores e demais membros que ficarão na área técnica, que, deverão demonstrar equilíbrio emocional nas suas ações independente do que acontecer.

Atletas, dirigentes e treinadores fizeram “forfait”
Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao Sportv, critica atletas e clubes da cidade “maravilhosa”, pela ausência no seminário de arbitragem realizado pela entidade carioca que tinha como objetivo tirar dúvidas e esclarecer regras e conceitos sobre jogadas em que a bola bate na mão ou no braço de um jogador. O seminário foi aberto para a imprensa, técnicos e capitães de clubes receberem orientações sobre o comportamento da arbitragem no Campeonato Carioca deste ano.

Ninguém acredita em ninguém
A ausência dos dirigentes, técnicos e atletas no seminário em tela deve ser creditado ao modelo de gestão anacrônico empregado pela cartolagem das federações de futebol do Oiapoque ao Chuí. Aliás, há um contingente diminuto que gravita no futebol brasileiro, que ainda depende e finge que acredita nos cartolas para não sofrer represálias. Já a maioria esmagadora não acredita em mais ninguém e se vira como pode.

Seminário internacional
Numa iniciativa do presidente da CA/CBF Sérgio Corrêa da Silva, a CBF realizará a partir de sábado (30) até o próximo dia 3 de fevereiro, evento com presidentes das comissões estaduais de árbitros de futebol e convidados da área de gestão para o seminário internacional denominado de “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”. Esse encontro tem como objetivo reunir conhecimentos para aprimorar e elevar o atual modelo de gestão da arbitragem brasileira, além de promover o intercâmbio das melhores práticas entre os dirigentes do setor no País e o nosso convidado especial, José Maria Garcia Aranda – afirmou Sérgio Corrêa.

Aranda é mestre internacional
A atração do seminário será o instrutor internacional José Garcia Aranda, ex-árbitro da (FIFA/Espanha), que comandou mais de novecentos jogos ao longo de vinte e dois de carreira -   foi membro do (IFAB) e diretor técnico do Comitê de Arbitragem da FIFA na Copa do Mundo da Coréia do Sul/Japão em 2002 e na África do Sul em 2010.

Uniformizar é imperativo
Vejo no seminário a ser realizado a oportunidade de se uniformizar cinco deficiências importantes que afetam sobremaneira o desempenho das tomadas de decisões dos nossos homens de preto: a composição das comissões de arbitragem, das escolas de formação dos nossos árbitros e a didática empregada, do acompanhamento após a formação e da requalificação do homem que maneja o apito e as bandeiras.

AAA e a tecnologia na linha do gol
A UEFA anunciou na semana que passou que irá implementar a (GLT) tecnologia na linha do gol, a partir da fase final da Eurocopa 2016, na França. Também utilizará a tecnologia na Champions League a partir do Play-Off, na temporada 2016/2017. Porém, o chefe da arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina, afirmou taxativamente que a instituição que gere o futebol europeu não abdicará dos (AAA) árbitros assistentes adicionais, autorizados  pelo (IFAB) desde julho de 2012, com funções definidas no manual das Regras de Futebol.

Briga de gigantes
A escolha da empresa que vai implantar a tecnologia na linha do gol nas competições da instituição do Velho Continente, alvoroçou o mercado tecnológico. A UEFA promete ouvir as quatro gigantes do setor - e nos próximos meses irá anunciar qual será a empresa vencedora da licitação. Hoje dominam o mercado da tecnologia no setor a GoalControl (Alemanha), Cairos GLT System atua em parceria com a Adidas (Alemanha), GoalRef (Alemanha) e o sistema Hawk-Eye ou olho de falcão (Inglaterra).

Quem é o novo presidente da CONMEBOL?
Formado em economia em 1995 pela Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, e mestre em administração de empresas pela Universidade Católica de Assunção, Alejandro Domínguez é natural de Assunção e, coincidentemente, foi definido como o novo presidente da Conmebol exatamente no dia de seu aniversário — seu mandato vai até 2019. Dominguez foi eleito na última terça-feira (26).

Quem é o novo presidente da CONMEBOL (2)?
Alejandro Domínguez começou sua carreira no esporte como membro da diretoria do Olímpia em 1995. Foi vice-presidente do clube entre 2004 e 2006. Em 2007, assumiu a primeira vice-presidência da Confederação Paraguaia de Futebol e, em agosto de 2014, tornou-se o presidente interino, até ser eleito de forma efetiva em novembro do mesmo ano.

Muda o Comitê de Arbitragem?
Após a eleição de Alejandro Dominguez correu a notícia de que mudanças significativas poderão acontecer na entidade que comanda o futebol Sul-americano, sobretudo, na arbitragem. Quatro nomes foram cogitados para assumir a cadeira que hoje é ocupada pelo paraguaio Carlos Alarcon. Amélio Andino (Paraguai), Jorge Larrionda (Uruguai), Oscar Ruiz (Colômbia) e o atual presidente da CA/CBF, o brasileiro Sérgio Corrêa da Silva.

Árbitros, os principais culpados (1)
Em resposta aos que discordaram das críticas realizadas aqui neste espaço na matéria, [2016 não pode ser igual ao ano que passou], reitero-as em gênero, número e grau, como afirmo peremptóriamemnte que o único responsável pelo árbitro do futebol brasileiro ocupar a última classe do vagão que comanda o nosso futebol, é o próprio árbitro.

Árbitros, os principais culpados (2)
Enquanto apitos e bandeiras cultivarem a mentalidade retrógada de brigar por escalas tal qual um “náufrago” em alto mar, o status quo composto pela cartolagem, associações e sindicatos da confraria dos homens de preto, continuará dando carta, jogando de mão como se diz no jogo do baralho e tratando como objeto descartável uma das principais personagens de um prelio de futebol, o arbitro.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

2016 não pode ser igual ao ano que passou (fim)

    Sob os ombros de Marco Antonio Martins, presidente da Anaf, está a responsabilidade de mudar ou não o modelo de gestão sindical falido que vigora na arbitragem brasileira.

Se a confraria do apito brasileiro deseja sair da incômoda posição de último lugar que ocupa no vagão que gere o nosso futebol, a classe não pode ser convocada e manuseada da forma como foi em 2015 - após o veto do direito de arena pela presidência da República a categoria foi convocada em assembleia geral em todo o território brasileiro, os jogos do Brasileirão foram atrasados em um minuto e houve ameaça de “greve” que na verdade teve “efeito traque”. Ali a categoria demonstrou desunião e falta de inteligência. Não aconteceu absolutamente nada, foi um fiasco!

Se a confraria do apito brasileiro deseja sair da incômoda posição de último lugar que ocupa no vagão que gere o nosso futebol, urge contratar um advogado versado na Constituição brasileira, na (CLT) Consolidação das Leis do Trabalho, Estatuto do Torcedor, Lei Pelé e demais leis inerentes aos trabalhadores.

Porque os equívocos cometidos pelo jurídico da Anaf no pleito do direito de arena e de imagem, explicitaram desconhecimento da legislação sobre os dois temas e, por conseguinte, uma certa arrogância na explicação de o porquê ter dado “chabu” nas duas petições. O desgaste e os prejuízos foram debitados aos homens de preto.
     
Se a confraria do apito brasileiro deseja sair da incômoda posição de último lugar que ocupa no vagão que gere o nosso futebol, deve solicitar em caráter emergencial via ofício, através do diálogo e se necessário via judicial, que, os valores auferidos da logomarca estampada nas mangas das camisas dos árbitros da CBF, sejam revertidos em benefício exclusivo da categoria como determina a circular da FIFA há mais de uma década.

Se a confraria do apito brasileiro deseja sair da incômoda posição de último lugar que ocupa no vagão que gere o nosso futebol, deve buscar interlocutores políticos em Brasília junto a Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que conheçam os labirintos do poder e tenham transito livre perante os caciques que mandam nas duas casas de leis do País. Pois do contrário, o direito de arena e de imagem, leis consagradas e protegidas pela Constituição Federal da República não serão alcançadas pelos homens do apito.

Se a confraria do apito brasileiro deseja sair da incômoda posição de último lugar que ocupa no vagão que gere o nosso futebol, é imperativo que seja criada imediatamente a Confederação Brasileira dos Árbitros de Futebol - entidade reconhecida pela Constituição do Brasil, pela CLT, pelo Tribunal Superior do Trabalho e ministério do Trabalho e Emprego. Porque como Associação Nacional de Árbitros de Futebol, dificilmente a classe que maneja o apito e as bandeiras atingirá seus objetivos. Em Brasília, quando se fala de sindicato, confederação ou federação trabalhista, o tapete vermelho é estendido.
   
E, por derradeiro, se a confraria do apito brasileiro deseja sair da incômoda posição de último lugar que ocupa no vagão que gere o nosso futebol, os dirigentes da Anaf não podem continuar a exercer qualquer função na CBF ou nas federações. Não se pode servir a dois senhores. É vergonhoso, humilhante, incompatível, antiético, o cidadão ser eleito para defender os interesses da categoria trabalhista e, posteriormente, coligar-se com o patronato do futebol. No “jargão” sindicalista quem adota tal prática é reconhecido como “pelego”. Aliás, a arbitragem brasileira está infestada de "pelegos" que nada mais fazem do que defender suas ambições e interesses pessoais, enquanto aqueles que os elegeram estão "chupando os dedos".

PS: a continuidade do modelo sindical em voga praticado pela Anaf, associações e sindicatos, conduzirá em curto espaço de tempo a arbitragem brasileira do último lugar do vagão diretamente para o “bagageiro”.      

domingo, 24 de janeiro de 2016

2016 não pode ser igual ao ano que passou (1)

     Este movimento da arbitragem no Brasileirão/2015 teve "efeito traque"
A epígrafe que dá titulo à este articulado deve ser refletido com profundo equilíbrio pela confraria dos homens de preto do futebol brasileiro neste início de ano. Faço a afirmação em tela porque, caso a categoria mantenha o mesmo “modus operandi” do ano passado, restará à ela repetir este ano o que tem feito ao longo das últimas temporadas, ou seja, continuar “guerreando” tal qual um “náufrago” em alto mar por uma viagem nas aeronaves da gol e algumas escalas aqui, ali e acolá.

Enquanto a TV, os atletas, os cartolas da CBF e das federações, os clubes, os anunciantes das grandes empresas, os preparadores físicos, os técnicos se profissionalizaram e são reconhecidos como tal. Além do motivado, ano após ano os referidos personagens vêm multiplicando seus ganhos financeiros e ocupam a primeira classe do vagão que gere o nosso futebol -  já a arbitragem parou no tempo e está na última classe desse vagão.

Além de ocupar a última classe do vagão, o árbitro ao menor equívoco que comete na interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL na condução de uma partida, tem seu caráter e suas tomadas de decisões colocadas em cheque.

Mas não é sem motivos que a classe que maneja o apito e as bandeiras está onde está. Há um sexteto formado pelo comodismo, inércia, conivência, submissão, ausência de representatividade  sindical e política e a letargia dos próprios árbitros que explicam o estágio decadente da arbitragem brasileira.

Há mais de uma década a FIFA emitiu circular com abrangência planetária, autorizando o patrocínio nas mangas das camisas da arbitragem. A mesma circular determina que o montante auferido da logomarca das mangas, seja revertido em benefício exclusivo na requalificação dos árbitros e se existir sobra ela deve ser distribuída entre os árbitros.

Os juízes e bandeirinhas que laboram na Alemanha, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, França, Japão e mais recentemente Portugal têm participação total ou parcial nos lucros obtidos com a propaganda nas mangas das camisas – mas no futebol brasileiro até hoje não há notícia de que algum árbitro tenha solicitado e recebido um único centavo.

A missão de solicitar o cumprimento da circular da FIFA é de responsabilidade da (Anaf) Associação Nacional de Árbitros de Futebol. Mas na última década não se tem conhecimento de que os que presidiram a entidade tenham adotado medidas concretas no sentido de fazer valer o direito dos árbitros.

Além de não marcar posição sobre a logomarca estampada nas mangas das camisas, a Anaf calou-se diante de mais um patrocínio na indumentária dos homens do apito na temporada passada. A CBF contrariando determinação da FIFA, alocou um novo patrocínio nas costas das vestimentas dos apitos e bandeiras que labutam nas suas competições. Nunca se viu e acredito que não se verá tal fato na CONMEBOL, na UEFA e nos campeonatos da FIFA.

PS: Na próxima coluna abordaremos as assembleias que foram convocadas a pedido da Anaf e a ameaça de “greve” que ficou no “se”, após o veto pela presidência da República ao direito de arena peticionado à arbitragem, porque segundo a Advogacia-Geral da União, a petição não tinha no seu bojo conteúdo e embasamento jurídico que justificasse a concessão.

PS (2): Também vamos dissecar o movimento inócuo dos apitadores em atrasar um minuto as partidas do Brasileiro 2015, e, a  “escorregada” inominável do jurídico da Anaf, por ocasião da petição do direito de imagem que por cargas d’água ninguém sabe o porquê foi protocolada em Recife. Já que o correto seria protocolar a ação no Rio de Janeiro, sede da emissora que transmite o Campeonato Brasileiro. E, por último, apresentaremos algumas sugestões que podem se lapidadas melhorar a qualidade das decisões e contribuir para futuras conquistas da classe que labora na arbitragem brasileira.

PS (3): A informação que recebo nesta manhã de terça-feira (26) - é de que se acontecer a Copa Sul/Minas/Rio, os árbitros da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e da Federação Paranaense de Futebol estão proibidos de participarem da aludida competição. Como os homens de preto do futebol brasileiro são desorganizados e mantém a cultura “tacanha” de vinculação às associações e sindicatos meia-boca, árbitros e assistentes das entidades nominadas perderão dinheiro e prestígio. Aliás, o cenário que se avizinha para 2016 tem as mesmas características do ano que passou. Ou seja, “vai ser um salve-se quem puder.” Aliás, pergunto: o árbitro de futebol no Brasil não é profissional? Cadê a Anaf e seu departamento jurídico para fazer valer o direito do árbitro exercer o seu labor?