quinta-feira, 14 de abril de 2016

IFAB é uma instituição comprometida com o futebol

    Este lance na Copa do Mundo da África do Sul, proporcionou a implementação da (GLT), onde foi introduzido um chip na bola.

O futebol é o esporte das multidões porque suas regras foram concebidas dentro dos mais elementares princípios éticos e, posteriormente, instituídas pelo (IFAB) International Football  Association Board. Entidade que é composta pelas quatro Nações Britânicas (Escócia, Inglaterra, Irlanda e País de Gales) - que após cento e trinta anos de existência, continua primando pelos mesmos princípios éticos desde os primórdios. Além disso, é notório que toda e qualquer modificação introduzida nas REGRAS DE FUTEBOL, só pode ser autorizada pelo (IFAB), após testes comprobatórios com 100% de eficiência.

O exemplo mais recente da seriedade do (IFAB), aconteceu no confronto Alemanha x Inglaterra, no dia 27/6/2010, durante a Copa do Mundo na África do Sul - quando o meia inglês Lampard, desferiu portentoso chute contra a meta alemã e a bola ultrapassou a linha de meta do arqueiro Neuer em 37 centímetros. Lance que não foi captado pelo campo visual do árbitro Jorge Larrionda Uruguai e seu compatriota, o assistente Maurício Espinoza.

Dada a repercussão em âmbito planetário do fato e a falibilidade comprovada da visão humana naquele tipo de lance, o (IFAB) em conjunto com a FIFA, decidiram abrir uma licitação entre as empresas de tecnologia (Goal-Line Tecnology (GLT) ou tecnologia na linha do gol, e, imediatamente iniciou-se um processo de testes para se obter a certeza se a  bola ultrapassou ou não a linha do gol na sua totalidade.

Venceu a concorrência a empresa GoalControl da Alemanha. Após inúmeros testes durante dois anos sob a supervisão do Board, e, com 100% de eficácia, a (GLT) foi testada no Mundial de Clubes do Japão, do Marrocos e, como teste final, antes do Mundial no Brasil, na Copa das Confederações realizada em solo brasileiro.

Portanto, está clarividente que o (IFAB) instituição comprometida com os desígnios do futebol, não irá aceitar e não entrará no oba-oba que se fez e continua se fazendo no futebol brasileiro a respeito do (AV). O mesmo o procedimento utilizado pelo Board em todos os experimentos até o dia de hoje, será desenvolvido nesta questão. Poderá até ser testado no nosso futebol, mas, terá que ser um projeto factível e sob a supervisão do (IFAB).

Aqui neste pequeno espaço dedicado à arbitragem falei antes, durante e após a decisão do (IFAB), no último dia 5 de março sobre o (AV) – também elencamos inúmeras vezes, qual é a posição do Board quando se trata de novos experimentos em relação as regras. Por isso repito: não entendi até o momento o oba-oba estabelecido no futebol brasileiro a respeito do árbitro de vídeo.

PS (1): Quanto ao pioneirismo da Federação Holandesa de Futebol (KNVB), nos testes do árbitro de vídeo há dois anos, inclusive com testes envolvendo o seu quadro de árbitros, basta acessar o link: http://www.knvb.nl/themas/arbitrage-2.0, onde o leitor terá todas as informações necessárias.

PS (2): Na nossa modesta opinião, o experimento do (AV), dado o episódio em que o meia Gabi da equipe do Atlético de Madri, cortou a  trajetória da bola com a mão dentro da área penal, no prélio Atlético de Madri x Barcelona, na quarta-feira (13), pela Liga dos Campeões, ganhou substância. Lance que não foi captado pelo campo visual do melhor árbitro do mundo, Nicola Rizzoli. 


PS (3): Na questão dos patrocínios exibidos nas mangas das camisas e nas costas da indumentária da arbitragem que está atuando na Copa do Brasil envolvendo as multinacionais SKY, SEMPTOSHIBA E TOPPER - cabe a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) se pronunciar sobre os valores auferidos, o tempo do contrato dos respectivos patrocínios e quanto será repassado aos homens de preto da Renaf. Já à você que é árbitro da Renaf, faça você mesmo o seguinte questionamento: quantos milhões de reais estão alocados no seu uniforme e quanto você ganha toda vez que entra em campo com o uniforme que é imposto pela CBF. O árbitro, os assistentes e o quarto árbitro, são observados em todo o País e no exterior via internet, TV, jornais, revistas etcc...... por milhões de pessoas.
 

terça-feira, 12 de abril de 2016

Voltou para para mudar ou teremos o mais do mesmo?



O retorno de Marco Polo Del Nero ao comando do futebol brasileiro deve dar um novo rumo em várias situações nos próximos dias. Inclusive no Comitê de Reformas, que se for levado a sério, deverá constar no seu conteúdo novas exigências às federações de futebol, quando da indicação de nomes para comporem as funções de assessores e delegados de arbitragem nas competições da CBF.

O sistema vigente de indicação para assessor e delegado de arbitragem nos torneios da CBF em alguns casos é vergonhoso, duvidoso, ultrajante o que torna os relatórios sobre o desempenho da arbitragem brasileira uma autêntica FAJUTICE.

O relatório feito por quem avalia as TOMADAS DE DECISÕES do árbitro, dos assistentes e do quarto árbitro para ser justo, equilibrado e tecnicamente correto como está preconizado na pág. (128) do manual de REGRAS DE FUTEBOL, e ter credibilidade no seu conteúdo, deve ser confeccionado por pessoas com notório conhecimento sobre as regras e independentes.

A afirmação inconsistente de que as indicações para assessor ou delegado de arbitragem são das federações de futebol, não encontra guarida. A indicação pode ser da federação, mas, a prerrogativa de escalar ou não é da CBF que é a responsável por suas competições.

Ao designar diretores das associações, sindicatos, da Anaf, e das federações de futebol para a sibilina missão de avaliar a arbitragem, a CBF demonstra falta de ética e coloca sob profunda suspeita a veracidade dos relatórios confeccionados por esse tipo de gente.

PS (1): Sobre as propagandas estampadas nas mangas e nas costas das camisas da arbitragem nas competições da CBF, a Anaf irá se posicionar ou continuará taciturna? O patrocínio das mangas, basta solicitar o cumprimento da determinação da FIFA que está em vigor há mais de uma década. Já a publicidade nas costas, uma boa negociação com a CBF renderia um bom naco a confraria do apito que compõe a RENAF. O que a Anaf precisa ter ciência e informar seus associados, que, lhe pagam rigorosamente 3% das taxas de todos os jogos, repito de todos os jogos, que laboram é: Qual é o valor desses contratos, o tempo de duração e para quem é destinado os valores arrecadados.
   
PS (2): Por que a Anaf não informa no site da entidade aos homens de preto da RENAF, como está a ação do direito de imagem, ação que por cargas d’água foi protocolada na Comarca de Recife (PE), e, posteriormente, foi remetida pelo juízo daquela Comarca ao seu verdadeiro destino, ou seja,o Rio de Janeiro


PS (3): Em outubro de 2013 quando foi reconhecida a atividade do árbitro de futebol como profissional no Brasil, através do Decreto Lei Nº 12.867 da presidência da República, os sindicatos do PARANÁ, RIO G. do SUL e SÃO PAULO, já eram detentores da (Carta Sindical). Por que os sindicalistas que gerem os destinos da arbitragem brasileira fora das quatro linhas, de lá para cá, não se interessaram em preencher os requisitos exigidos de cinco sindicatos, para criar a Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol? É incompetência ou há interesses escusos que a classe dos apitadores desconhece?

Nossa Opinião sobre o AA

No domingo (10), na matéria, IFAB reuniu-se com interessados no árbitro de vídeo, falamos da reunião realizada em Londres (Inglaterra) na sexta-feira (8) -  e opinamos de que, o (AA) árbitro de vídeo não será implementado em competições oficiais dos filiados da FIFA, mas, nas competições de segunda linha. Leia abaixo e confira na matéria o que noticiamos e a nossa opinião sobre o tema - [IFAB reuniu-se com interessados no árbitro de vídeo].

  • Experiência de dois anos
[Diante da decisão do (IFAB) no último dia 5 de março de que, a experiência do árbitro de vídeo deverá ter a duração de dois anos para se saber quais são os benefícios que ele trará a otimização do futebol, nossa opinião é de que o experimento em tela, a exemplo de todos os experimentos até hoje autorizados pelo International Board, terá como destino as competições secundárias e nunca nas competições oficiais de futebol dos filiados da FIFA.
 

domingo, 10 de abril de 2016

IFAB reuniu-se com interessados no árbitro de vídeo

            Foto: FIFA.com


  • Em declaração ao site da (KNVB) Holanda, http://www.knvb.nl/nieuws/themas/arbitrage-20/17034/fifa-gaat-video-assistent-testen-knvb-wil-rol-spelen, o presidente da FIFA Gianni Infantino e o (IFAB) reconhecem como pioneiro o projeto do árbitro de vídeo desenvolvido pelos holandeses e classifica de trabalho de excelência.
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  • A (KNVB) vem desenvolvendo há dois anos o treinamento do árbitro de vídeo com o seu quadro de arbitragem em partidas não oficiais. Além do treinamento com os árbitros, a (KNVB) também já tem a tecnologia definida nesse experimento. O sistema Hawk-Eye (olho de falcão), que, também é usado pela segunda temporada consecutiva, na Goal-Line Tecnology (GLT) ou tecnologia na linha do gol nas competições de futebol da Holanda.
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  • Nos testes realizados pela (KNVB) até agora, o árbitro de vídeo interviu de três quatro vezes nas partidas e essa intervenção aconteceu entre nove a onze segundos após o lance.
  • Reunião em Londres
Na sexta-feira (8), o (IFAB) reuniu-se com as associações, confederações e federações de futebol, interessadas em realizar a experiência com o árbitro de vídeo. O objetivo da reunião foi o de ouvir as propostas factíveis dos interessados e traçar um paralelo a respeito do tema. E, por conseguinte, definir nos próximos meses como será o treinamento dos árbitros, a tecnologia que será utilizada e em que tipo de competição a experiência poderá ser implantada.
  • Experiência de dois anos
Diante da decisão do (IFAB) no último dia 5 de março de que, a experiência do árbitro de vídeo deverá ter a duração de dois anos para se saber quais são os benefícios que ele trará a otimização do futebol, nossa opinião é de que o experimento em tela, a exemplo de todos os experimentos até hoje autorizados pelo International Board, terá como destino as competições secundárias e nunca nas competições oficiais de futebol dos filiados da FIFA.
    
Diferença entre o bom e o mau sindicalista
A respeito dos questionamentos que recebi sobre o sindicalismo que se pratica na arbitragem no futebol brasileiro na atualidade, a resposta é simples: o bom sindicalista não fala em ética, pratica a ética. É 100% defensor das reivindicações da categoria que o elegeu e confiou à ele e demais diretores essa missão. O bom sindicalista não se deixa cooptar por cargos, prebendas, sinecuras, assessor e/ou delegado especial de arbitragem nas federações de futebol e na CBF. Numa linguagem simples: o bom sindicalista é aquele que não trabalha para o sistema, e, não “rasteja” rente ao pó tal qual uma áspide para obter privilégios. O resto é trololó.

Evolução confirmada
Talento, dom, vocação e equilíbrio foram as qualidades exibidas pelo árbitro Rodolpho Toski Marques, na condução da partida Atlético/PR 2 x 0 Londrina, no domingo que passou, na Arena da Baixada, na partida de volta pelas quartas de final do Campeonato Paranaense. Já Felipe Gomes da Silva, o árbitro de J. Malucelli 0 x 3 PSTC, após longa inatividade por problemas médicos retornou com ótima performance.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Anaf: Tem que mudar o conteúdo do CD e do DVD

    Marco Antonio Martins presidente da Anaf
O título da matéria que noticiou os acontecimentos da 40ª assembleia de trabalho da Anaf: “arbitragem unida rumo a novas conquistas”, traz um enorme hiato entre o que propaga a entidade e a realidade que contempla a categoria dos apitos e bandeiras do futebol pentacampeão nos últimos anos. Não há conquista, pelo contrário, após o reconhecimento da atividade do árbitro de futebol como profissional, em outubro de 2013, a coisa parou. Ponto.


Quantos e quais foram os árbitros e assistentes que atuam nas competições da CBF, que, foram contemplados nos últimos dois anos com um “naco” dos milhões de reais dos patrocínios, que, é estampado nas mangas e nas costas das camisas?

Quantos sindicatos foram criados após o reconhecimento da atividade do árbitro como profissional? Como explicar o “fiasco” de que apenas três sindicatos de árbitros (Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) estão ativos perante a Coordenação de Registro Sindical do ministério do Trabalho e Emprego?

Cadê as ações referentes ao direito de arena e de imagem dos confrontos da atual Copa do Brasil que está em andamento? A Anaf irá se posicionar perante os clubes que irão disputar as (380) partidas da Série (A), os (380) jogos da Série (B) e demais prélios das Séries C e D, que irão iniciar nos próximos dias, sobre o direito de imagem e/ou arena?

Qual é a expectativa que a Anaf tem a oferecer aos seus associados para esta temporada? Comemorar com alarido o percentual de 0,5% como direito de imagem de um torneio não oficial – a primeira liga, com (12) equipes, onde meia dúzia de apitos e bandeirinhas da (BA, MG, RS e SC) laboraram é muito pouco ou praticamente nada.

A grande pergunta é: Quando é que a diretoria de Anaf irá apresentar um projeto de alto nível, que mude o perfil qualitativo, financeiro, de credibilidade e a história da arbitragem brasileira para melhor? Arbitragem que ocupa o último vagão do futebol e está a caminho de ser lançada no bagageiro.

PS (1): Pois do contrário, as reuniões e congressos da Anaf realizados duas vezes ao ano, continuarão proporcionando o aumento das milhas aéreas aos dirigentes das associações e sindicatos – a felicidade à esses mesmos dirigentes de fazerem um tour pelo Brasil e conhecerem várias cidades. A oportunidade inédita aos sindicalistas de se hospedarem em hotéis de ponta, trocarem de mesa e variar de cardápio a cada reunião e congresso.

PS (2): O CD e o DVD narrado pela Anaf, contando o que acontece nas reuniões e nos congressos expirou. Tem que criar outro com conteúdo diferenciado urgente, porque ninguém acredita mais no que vê e ouve.

PS (3): Em função do texto em tela, Marco Antônio Martins presidente da Anaf se manifesta a respeito do direito de imagem à este colunista com o seguinte teor: Caro Bicudo, ou vc não está informado ou esta usando de má fé. A Anaf junto com os árbitros impetrou ação que está tramitando no Rio de Janeiro em relação ao direito de imagem. Estou cansado de  mentiras. Deus deu as pessoas o direito de falar o que quiserem, a humanidade criou a ética para ser seguida por homens de bem. As respostas à vc a partir de hoje de forma oficial no site da ANAF.

PS (4): Então vamos lá: Não estou mal informado e nem utilizando de má-fé em relação ao tema direito de imagem, como qualquer assunto abordado neste espaço. É verossímil a informação de que há uma ação sobre o direito de imagem ajuizada no Tribunal de Justiça/RJ. Ação que num primeiro momento, por desconhecimento da Anaf e/ou do jurídico ou outras razões de quem a impetrou, foi ajuizada na Comarca de Recife (PE). Tanto é verdade que o juízo da terra do frevo, remeteu no final do ano que passou a indigitada ação para a Justiça carioca, sede da Rede Globo de televisão, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

PS (5): Direito de imagem que se não for conduzido de maneira equilibrada, jurídica e política, poderá ter o mesmo destino do direito de arena que foi ao beleléu. A matéria elenca que dado o diálogo com os dirigentes da Primeira Liga e a concessão do percentual de 0,5% aos árbitros que laboraram naquela competição, seria de bom alvitre a Anaf oficializar os clubes sobre o assunto. Os que estão disputando a Copa do Brasil e aqueles que disputarão as demais competições da CBF nesta temporada. Ponto.