quarta-feira, 6 de abril de 2016

Anaf irá solicitar 0,5% das rendas do Brasileirão?

    Diretoria da Anaf ficou em silêncio mais uma vez, sobre as propagandas exploradas na indumentária da arbitragem que labora nas competições da CBF. foto: Geraldo Bubniak

As (12) equipes que disputaram a Primeira Liga nesta temporada, destinaram pela primeira vez no futebol brasileiro, o percentual de 0,5% das rendas dos jogos à arbitragem como direito de arena. Arbitragem que foi escalada pela Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf). É uma conquista! Mas é muito pouco diante da importância do árbitro no contexto de uma partida de futebol. 
 
Diante do que pergunto: a (Anaf) irá adotar a mesma postura que adotou na Primeira Liga e solicitar 0,5% das rendas dos confrontos dos clubes que irão disputar as Séries (A, B, C, D) do Campeonato Brasileiro deste ano?
  
E, por conseguinte, contemplar seus filiados que são os apitos e bandeiras que irão laborar nessas competições?  Aliás, não há notícia de que a Anaf tenha se posicionado (pelo menos oficializado os clubes que estão disputando a Copa do Brasil) neste quesito até o momento. Ou será que a diretoria Anaf terá conduta diversa em relação as partidas do Campeonato Brasileiro? Resta aguardar.

Silêncio de cemitério em período noturno
Na assembleia de trabalho da Anaf realizada em Florianópolis (SC), não houve uma palavra a respeito do patrocínio estampado nas mangas das camisas dos árbitros que atuam nas competições da CBF, que de acordo com a FIFA  deve ser revertido em benefício da arbitragem. Idem no patrocínio exibido nas costas dos homens de preto. Por quê?
  
Fato inédito no futebol paranaense
O Paraná Clube, instituição filiada a Federação Paranaense de Futebol (FPF), está movendo uma ação contra o árbitro Adriano Milczvski da (FPF), junto ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD/PR). Leiam trecho da nota do Paraná Clube publicado no dia de hoje (6/4/2016) explicando os motivos da ação.

“A FPF, em sua nota, pinta um cenário lúdico, onde o Campeonato Paranaense é maravilhoso e não apresenta falhas. O Paraná, pelos caminhos legais – e com a devida discrição – procurou tratar desses assuntos nos bastidores, no intuito de preservar a imagem da competição. Quando reclamou das arbitragens, preferiu primeiro o caminho direto com a federação e com a Comissão de Arbitragem, no sentido de alertar para as falhas – e que não foram poucas – ao longo da fase classificatória do Paranaense. Sob essa diretriz, o clube moveu ação contra o árbitro Adriano Milczvski, que dirigira Paraná 1×0 Atlético, pagando uma taxa de R$ 500,00 ao TJD-PR.

Os constantes “equívocos” dos apitadores fizeram Claudinei Oliveira desabafar, após o jogo em Foz (empate por 3×3), contra a arbitragem. No jogo em questão, o Paraná teve jogador expulso injustamente, pênalti assinalado erroneamente e gol ilegal (impedimento) confirmado pelo trio. Foram, por assim dizer, a gota d´água após uma sucessão de “erros” contra o Tricolor. Da expulsão de Zé Roberto – contra o Atlético – à avalanche de deslizes em Foz do Iguaçu, o Paraná ainda foi duramente prejudicado no clássico contra o Coritiba, onde um pênalti inexistente foi marcado pelo assistente Bruno Boschilia”.

Nossa opinião sobre o imbróglio Paraná Clube x FPF no que tange a arbitragem: Há dez anos o principal símbolo da comissão de árbitros da casa Gêneris Calvo, que é presidida por Afonso Vitor de Oliveira, é o continuísmo. Neste período não se revelou um único árbitro (apito). O último árbitro revelado pela (FPF) foi Rodolpho Toski Marques em 2004. Há dez anos a entidade paranaense não tem um apito no quadro de Asp/Fifa da CBF. Na gestão de Afonso Vitor o Paraná perdeu as duas vagas que tinha no quadro da Fifa e não dá sinais de que vá recuperá-las tão cedo. Desde que Oliveira assumiu os destinos da arbitragem da (FPF), não há notícia de que tenha realizado um painel, seminário, congresso ou intercâmbio de arbitragem, à exceção da ultrapassada pré-temporada.

Adriano Milczvski errou e sabe que errou. Candidatou-se a presidência da associação dos árbitros do Paraná sendo árbitro em plena atividade. Como erraram os demais onze diretores da associação que estão todos na ativa na (FPF). É óbvio que como dependem da federação para serem escalados, qualquer movimentação no sentido de reivindicar melhorias à arbitragem ou troca no seu comando, todos irão apitar na cochinchina.     


terça-feira, 5 de abril de 2016

O que eu faria se fosse diretor da Anaf?



Aos que me perguntaram o que este colunista faria para melhorar a arbitragem brasileira se fosse diretor da Anaf, respondo: a primeira atitude seria escolher um grupo de pessoas comprometidas com os interesses da arbitragem para compor a diretoria da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol.  E, por consequência, providenciaria imediatamente a documentação exigida pelo ministério do Trabalho, visando obter o número mínimo de cinco sindicatos e criar em caráter emergencial a federação. Ato contínuo viabilizar meios para regularizar a situação dos sindicatos e exterminar com as associações.

Lembro, que antes do reconhecimento da atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional, o que ocorreu com o Decreto Lei Nº 12.867/2013, de outubro, de 2013, já existiam três sindicatos. PARANÁ, RIO G. do SUL e SÃO PAULO, as únicas entidades que estavam com situação ativa perante o ministério do Trabalho e Emprego, no último dia 5 de fevereiro do ano em curso.  
Com uma entidade de peso como a federação, reconhecida pela Constituição do Brasil, pela CLT, pelo ministério do Trabalho e  com a presença na diretoria de no mínimo dois juristas de alto nível com notório conhecimento sobre a Constituição do Brasil, a CLT, a Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor, conjunto que propicia a todas as categorias de trabalhadores vários benefícios, daria início à uma nova caminhada.

Caminhada que se desenvolveria gradualmente, no sentido de elaborar um projeto à arbitragem brasileira. Projeto que constaria o direito de arena e de imagem ao árbitro de futebol de todas as competições do futebol pentacampeão. O que iria proporcionar à arbitragem, as condições necessárias para prestar um trabalho de excelência ao futebol brasileiro. O direito de arena e de imagem, seria distribuído na mesma proporção que é distribuída aos atletas.

Também no nosso projeto, o patrocínio do uniforme dos homens de preto, inclusive a marca do fabricante seria 100% da arbitragem – sendo assim distribuído: 30% seria aplicado em cursos de capacitação continuada (cursos, painéis, seminários, congressos, intercâmbios) - 10% para tratamento de árbitros em caso de lesões de (pequeno, médio e grande porte), 15% seria depositado num fundo para se adquirir uma sede à federação – 20% para o funcionamento administrativo da federação e 25% seria rateado entre todos os apitos e bandeiras proporcional ao número de jogos trabalhados.

Aqui faço o arcabouço de um começo que obviamente com a melhora financeira e de novas ideias e sugestões, gradativamente alteraria o conteúdo do projeto. Como por exemplo, uma visita a Professional Game Match Officials da Premier League (Inglaterra), onde a arbitragem é 100% profissional. Lá buscaria subsídios, guardadas as devidas peculiaridades, de como incrementar e atingir os níveis de excelência nas tomadas de decisões da arbitragem no campo de jogo que os ingleses atingiram.

PS: E, por derradeiro, que fosse terminantemente proibido que dirigentes da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol, exercessem qualquer cargo em cooperativas, nas federações de futebol e na CBF. Esta atitude incompatível, antiética, ilegal e promíscua está disseminada em todo o território brasileiro. E os que assim procedem, tiram a independência da categoria do apito, e, aprofundam ainda mais o poço do subdesenvolvimento dos homens de negro do nosso futebol.

PS (2): Via WatsApp, Marco Antônio Martins, presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) me convida a me associar  e concorrer nas próximas eleições da entidade. Nunca pretendi e não pretendo cargo algum na Anaf ou até mesmo em sindicato. Até porque, o ambiente da arbitragem brasileira onde gravitam pseudo-sindicalistas com raríssimas exceções, está contaminado por áulicos, pérfidos, sórdidos e trânsfugas. Vá de retro,satanás!         
 
PS (3): CADÊ O DEPUTADO DO APITO? "TOMOU DORIU E SUMIU"?    

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Assembleia da Anaf: sem novidade

                  Foto Julio Cancellier/Anaf
Quem participou da assembleia de trabalho da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), no final de semana que passou, nos informou que nenhum fato relevante foi acrescentado. Sobre o direito de imagem referente ao Campeonato Brasileiro, a querela está na Justiça do Rio de Janeiro e não há previsão de julgamento. Em relação aos patrocínios estampados nas mangas e nas costas das camisas da arbitragem que atua nas competições da CBF, nenhuma palavra.
    
No que tange a regularização da documentação dos sindicatos que se encontram inativos perante a Coordenação Geral de Registro Sindical, órgão vinculado ao ministério do Trabalho e Emprego, nenhum avanço. Duas pessoas que participaram da aludida assembleia, informaram este colunista que ficou definido que o caminho é providenciar a documentação conforme o exigido e aguardar o desdobramento da situação. Quanto as futuras Cartas Sindicais, dado o grande número de pedidos de diferentes categorias que almejam o documento, ficou decidido que não há muito o que se fazer, em função de uma ordem cronológica estabelecida pelo ministério do Trabalho e Emprego para concessão da indigitada carta.

Confesso que esperava mais a respeito dessa assembleia - sobretudo, uma resolução da diretoria da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), proibindo a participação dos seus dirigentes de exercerem as funções de assessor e/ou delegado de arbitragem em todas as competições da CBF e de ocupar qualquer cargo e/ou função nas federações de futebol.

A ação da Anaf talvez contribuísse para o fim do vergonhoso “aparelhamento”, que está disseminado tal qual metástase no corpo humano em grande parte do futebol brasileiro, já que, dirigentes da Anaf, das associações e sindicatos ocupam sem nenhum constrangimento diferentes funções nas federações de futebol.

Neste processo, os sindicalistas que foram eleitos para defender você que é arbitro são os únicos beneficiados. Todos são remunerados pelas “tarefas” desenvolvidas nas federações e na CBF e, por consequência, são aquinhoados com prebendas e sinecuras pela cartolagem que maneja o futebol brasileiro.

Além do exposto, utilizam toda a estrutura da associação ou sindicato local que é mantido por você que é árbitro. Já o principal perdedor neste jogo, continua sendo você que labora como árbitro ou assistente, pois, elegeu pessoas que prometeram independência, porém, mudaram de pensamento e de rumo quando atingiram o poder.

Melhorou a qualidade das arbitragens
Após um início de campeonato inseguro e repleto de equívocos de interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL, a esquadra de arbitragem designada pela Federação Paranaense de Futebol, que, foi a campo na primeira rodada das quartas de final do Campeonato Paranaense, passou incólume de erros e deixou uma perspectiva de que as tomadas de decisões no campo de jogo a partir dessa fase serão melhores. Ponto positivo para os homens de preto que laboraram nesta rodada.

Ficou fácil
Os confrontos da volta que acontecem no final de semana devem ser teoricamente mais tranquilos, o que ajudará sobremaneira a confraria do apito paranaense a fechar as quartas de final de forma auspiciosa. A única partida com grau de dificuldade acentuado é Atlético/PR x Londrina, na Arena da Baixada no domingo.

Um segundo árbitro na Série (A)?
Gostaria de ver dirigindo o prélio em tela se não existir nenhum veto, Adriano Milczvski, Edivaldo Elias da Silva, Fabio Filipus ou Rafael Traci. Faço a colocação porque o quarteto mencionado teria a oportunidade de ser observado em âmbito nacional, e, quem sabe de acordo com a atuação neste jogo, abrir uma segunda porta perante a CA/CBF na Série (A) do Campeonato Brasileiro que se inicia dentro de trinta dias.
           

sábado, 2 de abril de 2016

Ricci segue absoluto na liderança

O Ranking dos homens de preto que compõe a elite da (CONMEBOL) Confederação Sul-Americana de Futebol referente ao mês de abril, elaborado pelo site: http://internationalreferee.blogspot.com.br/2016/04/ranking-conmebol-edicion-abril-2016.html - foi divulgado nesta sexta-feira (1/4), e a exemplo das edições anteriores o brasileiro Sandro Meira Ricci (FIFA/SC) segue na liderança com longa margem em relação aos demais apitos do futebol Sul-americano. Confira abaixo os árbitros da elite da Conmebol e a pontuação de cada um deles.
1) Sandro Ricci, Brasil, 279 puntos (-9)
2) Nestor Pitana, Argentina, 237 puntos (+0) [+1]
3) Enrique Osses, Chile, 235 puntos (+7) [+2]
4) Wilmar Roldán, Colombia, 233 puntos (-14) [-2]
5) Victor Carrillo, Perú, 226 puntos (-9) [-1]
6) Enrique Cáceres, Paraguay, 206 puntos (+9)
7) Julio Bascuñan, Chile, 197 puntos (+14) [+1]
8) Roddy Zambrano, Ecuador, 179 puntos  (+16) [+2]
9) Daniel Fedorczuk, Uruguay, 179 puntos (+9)
10)Carlos Vera, Ecuador, 176 puntos (-9) [-3]
11)Heber Lopes (foto), Brasil, 162 puntos (+9)
12)José Argote, Venezuela, 154 puntos (+7) [+1]
13) Ricardo MarquesBrasil, 154 puntos (+7) [+1]
14) Dario Ubriaco, Uruguay, 148 puntos (+0) [-2]
15) Andres Cunha, Uruguay, 148 puntos (+14) [+1]
16) Mauro Vigliano, Argentina, 144 puntos (+7) [-1]
17) Raúl Orosco, Bolivia, 132 puntos (+7)
18) Patricio Loustau, Argentina, 120 puntos (+0)
19) Adrian Vélez, Colombia, 101 puntos (+0) [+1]
20) Diego Haro*, Peru, 100 puntos (+23) [+7]
21) Oscar MaldonadoBolivia, 98 puntos (+7) [+2]
22) Juan Soto, Venezuela, 94 puntos (+7) [+2]
23) Diego Abal, Argentina, 93 puntos  (-9) [-4]
24) Julio Quintana, Paraguay, 92 puntos (
25) Wilson Lamouroux*, Colombia, 90 puntos (+14) [+4]