segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

QUADRO DE INSTRUTORES TEM QUE SER RENOVADO



Tenho reiterado aqui neste espaço, que, a arbitragem brasileira precisa sair do estágio de letargia em que se encontra. O exemplo mais recente, foi a conquista dos treinadores de futebol, através da Federação Brasileira de Treinadores de Futebol, que pleiteou perante o Congresso Nacional, o percentual de 1,5% como direito de arena àquela categoria. Fato que será consumado em breve.

Mas não é correto nos atermos exclusivamente a confraria dos homens de preto. Recebo do diretor de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, via WhatsApp, a notícia de que a entidade irá realizar nos próximos dias, curso de requalificação aos instrutores de árbitros da entidade.

Aqui está na nossa opinião, um dos “gargalos” que vem atravancando o desenvolvimento da produção dos homens que manejam os apitos e bandeiras do nosso futebol. É um setor que não evoluiu – a exemplo da CA/CBF, da Enaf, dos observadores, delegados especiais e analistas, são sempre os mesmos. Não há renovação.

Há vários “instrutores” atualmente na CBF, que não são árbitros e nunca dirigiram uma partida de pelada de menino de conjunto habitacional. Fato idêntico, acontece com o diretor da CA/CBF, Marcos Marinho. Ou seja, são “teóricos”.

E, os que foram árbitros no passado, e atuam nas funções acima nominadas, deixaram-se contaminar pela “teoria”. Nas federações de futebol, o quadro é similar ao da CBF.

Com o cenário descrito acima, a nossa arbitragem vem caminhando lentamente de maneira inexorável para uma catástrofe, gostem ou não. A prova cabal foi o Brasileirão de 2017, onde apitos e bandeiras usaram e abusaram do direito de tomar decisões em desconformidade com as regras. Competição que pela primeira vez, não revelou nenhum árbitro promissor.

PS: O Paraná tem um árbitro promissor, Rodolpho Toski Marques. Os gaúchos, Anderson Daronco. Os catarinenses no momento, não tem nenhum árbitro de futuro. Os cariocas rezam para Wagner Nascimento Magalhães dar certo. Os paulistas estão circunscritos a Raphael Claus. Os Mineiros, estão bem servidos com Ricardo Marques Ribeiro. Os goianos, com o excelente Wilton Pereira Sampaio. O (MT) acredita na sedimentação de Wagner Reway, mas ele precisa se ajudar. E o Pará, torce pela maturação de Dewson de Freitas. Acabou, não tem mais ninguém com características de apito promissor.

Ad argumentandum tantum – Não nominei a Região Nordeste, no que concerne a arbitragem, porque a impressão que se tem é de que, a CBF não dá importância aos árbitros e assistentes de lá. Árbitros com dom, talento e vocação há vários nos nove estados, que compõe a aludida região. Se a CBF tiver um mínimo de vontade, já que ano após ano, suas receitas vem crescendo, a entidade poderá firmar parceria com as federações da região e investir financeiramente, objetivando dotar as escolas de formação de árbitros do necessário, visando garimpar apitos e bandeiras promissores.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A PEDIDO



Comissão aprova destinação de parte dos direitos de transmissão dos jogos de futebol para treinadores


A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece novas regras para o trabalho dos técnicos de futebol. O texto aprovado é o substitutivo da Comissão do Esporte, com emendas, ao Projeto de Lei 7560/14, do deputado José Rocha (PR-BA).
 

Entre outros assuntos, a proposta altera a Lei Pelé (9.615/98) para modificar o chamado “direito de arena”, referente aos direitos de transmissão dos jogos, uma importante fonte de receita para clubes, atletas e federações.

Atualmente, a Lei Pelé prevê que 5% das receitas oriundas do direito de arena deverão ser distribuídas aos atletas profissionais participantes dos eventos desportivos.

O projeto propõe aumentar em 1,5 pontos percentuais a parcela a distribuir e destinar o montante à Federação Brasileira de Treinadores de Futebol. O relator na comissão, deputado Sandro Alex (PSD-PR), concordou com a medida.

O intuito é a valorização e a profissionalização da categoria, tão necessária em tempos em que o futebol se tornou em espetáculo meticulosamente planejado e extremamente lucrativo”, justificou.

Ele ressaltou que, segundo estimativas publicadas pela imprensa, grandes clubes chegaram a receber pelos direitos relativos aos jogos do Campeonato Brasileiro da Série A cerca R$ 170 milhões, cada um, no último ano.

A proposta restabelece a justiça social, uma vez que os treinadores também contribuem ativamente para os resultados dos times, durante os espetáculos, assim como antes e depois, com entrevistas e outras exposições na mídia. Por isso, é justo incluí-los na distribuição desses recursos”, acrescentou Alex.

Mudanças
 
Entre as emendas aprovadas pela comissão está a redução do período mínimo de contrato de trabalho de treinadores de seis para três meses. “Devido à dinâmica necessária aos campeonatos transmitidos pela televisão, esse prazo mínimo deve ser diminuído”, argumentou o relator.

Outra modificação aprovada altera a Lei do Treinador Profissional de Futebol (8.650/93) para assegurar o exercício da profissão de Treinador Profissional de Futebol àqueles que participem de cursos de formação de treinadores realizados pelos sindicatos da categoria, pela Associação Brasileira de Treinadores de Futebol (ABTF), pela Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF) ou por entidades por elas reconhecidas; e àqueles que possuam certificado emitido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A comissão também aprovou a inclusão de dois representantes dos treinadores – indicados pela FBTF e pela ABTF e, nos estados, pelas respectivas entidades sindicais – no Superior Tribunal de Justiça Desportiva e nos tribunais de Justiça Desportiva.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara Notícias
Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Marcelo Oliveira

PS (1): A FIFA e o (The IFAB) determinam que um jogo de futebol, disputado em qualquer canto deste planeta sobre o ordenamento das REGRAS DE FUTEBOL e demais diretrizes, não pode ser realizado sem a presença da equipe de arbitragem. Que é composta por (um) árbitro e (dois) árbitros assistentes.

PS (2): Quem dá autorização para todas as ações desde o início que adentra o campo de jogo até o final num prelio? A ARBITRAGEM. Portanto, a importância do trio de árbitros para o sucesso não de uma partida, mas de qualquer competição futebolística, passa indubitavelmente pelo crivo dos homens que manejam os apitos e as bandeiras.

PS (3): Quem pleiteou e conseguiu o percentual de 1,5% de direito de arena aos treinadores do futebol brasileiro, foi a FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS TREINADORES DE FUTEBOL. Se fosse associação em hipótese alguma teriam alcançado o objetivo.

Ad argumentandum tantum – Todas as categorias trabalhistas que têm uma FEDERAÇÃO, são reconhecidas juridicamente pela (CLT), a Constituição brasileira e são detentoras de representatividade política. Já as categorias sem FEDERAÇÃO,caso específico dos árbitros de futebol, que teimam em se manter vinculados as associações, são tratados como se fossem “filigrana”. O que significa que, vão continuar “comendo na mão das federações de futebol e da CBF” -, e explorados de forma análoga a escravidão, como acontece nos patrocínios alocados na vestimenta da arbitragem. 

ad argumentandum tantum (2) - Até quando associações e sindicatos de árbitros de futebol, compactuarão com a farsa montada pelas federações de futebol, no que diz respeito as reuniões de três dias, que foram transformadas em pré-temporadas?  Aqui está um dos motivos pelos quais o futebol brasileiro não revelou nenhum árbitro na temporada de 2017, e porque, O ÁRBITRO DE FUTEBOL NO BRASIL é tratado pelos diferentes setores do futebol, como algo sem importância.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SUGESTÕES AO FUTURO PRESIDENTE DA ANAF


Se não houver mudança de rumo quando abril chegar, haverá eleição na Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf). Eleição que até o momento tem apenas um pré-candidato definido, Salmo Valentim (ao centro), que ocupa atualmente o cargo de diretor financeiro da entidade.

Valentim foi árbitro de futebol da Federação Pernambucana, é economista, sindicalista e afirmou à este colunista, que se preparou para a sibilina missão de presidir a instituição que representa a confraria do apito brasileiro.

Dado que dificilmente surgirá outro nome com densidade e apoio político à presidência da Anaf, aproveito a oportunidade para sugerir ao futuro presidente, algumas ideias que se manejadas com desvelo irão propiciar benefícios almejados e merecidos à categoria que irá presidir.

1) Formar uma diretoria com nomes de excelência, que, esteja comprometida com a elaboração de um projeto que insira a arbitragem do futebol brasileiro no seu devido lugar, dada a sua importância na direção de um prelio. 2) Diretoria que deve ter um diretor jurídico com notório conhecimento nas leis trabalhistas, na Constituição do país e demais situações de interesse dos árbitros. 3) Diretoria que deve ter um diretor de Marketing a ser escolhido pelos seus congêneres. 4) Definido o homem do Marketing, este deve buscar junto as empresas de material esportivo e em outros canais, verbas publicitárias exclusivas para a arbitragem. Há mais de duas décadas, os homens que manejam os apitos e as bandeiras, são explorados com propagandas milionárias nos seus uniformes e não recebem um real em troca.

5)Verbas que terão um percentual destinado à Anaf, um percentual para requalificação da arbitragem e um percentual que será rateado entre a categoria. 6) Escolher uma pessoa altamente qualificada para estabelecer liame político e jurídico na Câmara dos Deputados e no Senado Federal em Brasília, objetivando pleitear o direito de arena e de imagem para a classe do apito. Direitos já conquistados por diferentes segmentos da bola, sendo o mais recente, o percentual de 1,5% como direito de arena aos técnicos do futebol brasileiro. 7) Viabilizar em médio e longo prazo, mecanismos para adquirir uma sede para a Anaf. 8) E, por derradeiro, a principal de todas as medidas da futura diretoria: Providenciar em caráter emergencial, a documentação do quinto sindicato, visando preencher os requisitos exigidos para a criação da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL.

PS: Sem a FEDERAÇÃO, o árbitro de futebol no Brasil, vai continuar sendo “manejado” tal qual “gado no curral” - e ocupará ad aerternum, o último lugar na trilhardária locomotiva que comanda o futebol pentacampeão mundial. 

Perguntar não ofende: Até quando as federações de futebol, associações e sindicatos de arbitragem, terão a "PACHORRA" de chamar de pré-temporada, a reunião de três dias, que está sendo realizada aos seus quadros de arbitragens neste janeiro de 2018?  

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Salmo Valentim anuncia candidatura à presidência da ANAF



O ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Pernambuco, Salmo Valentim, anunciou, na noite desta segunda-feira (08), a sua candidatura à presidência da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). O anúncio foi realizado durante reunião de pré-temporada dos árbitros pernambucanos para o Campeonato Pernambucano 2018.

 
Estiveram presentes no evento os membros da Ceaf-PE, Emerson Sobral, Eric Bandeira, Chico Domingos, Barbara Gayo, Neide Zaidan, e o ex-árbitro e atual presidente do Sindicato dos árbitros do Amapá, Carlão, além do jornalista do site Voz do Apito, Pedro Paulo.
    Da esquerda para a direita Salmo Valentim e Marco Antonio Martins dirigentes da Anaf - Crédito: Apito Nacional
 
Salmo contou com o apoio de todos os presentes no encontro, como também com o irrestrito suporte da Federação Pernambucana de Futebol (FPF). A ideia do economista é trazer a sede da ANAF para Pernambuco – ação prevista no estatuto da entidade - e unir a arbitragem brasileira estreitando relações com o intuito de criar força em benefício dos árbitros de todo país.

Nesses últimos seis meses eu vim pensando no que fazer e tomei a decisão de vir aqui e começar por Pernambuco e, hoje, eu lanço a minha candidatura à presidência da ANAF no meu Estado”, disse.

Salmo também falou que já vem trabalhando e pensando em formas para melhorar a arbitragem no Brasil com transparência nas ações executadas e diálogo com as federações, comissões e árbitros. “Eu tive uma conversa com todos os estados brasileiros e dos 27 estados nós já temos 25 consolidados com os presidentes de sindicatos - a grande maioria da arbitragem - e com 19 presidentes de comissão que eu também tenho escutado para poder saber da necessidade de cada um”, informou.

APOIO
Eu não tenho dúvidas que Salmo será um dos melhores presidentes que a ANAF já teve”. Essa frase foi dita por Emerson Sobral, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf-PE), durante o lançamento da candidatura de Salmo Valentim à presidência da ANAF.

Sobral acredita que a decisão do ex-comandante da Ceaf-PE em se lançar presidente à ANAF foi feita na hora certa. “Cada coisa tem seu tempo. Eu acho que esse momento é um momento em que Salmo se encontra no melhor do amadurecimento político e pessoal e vai com certeza poder gerir a arbitragem nacional com outro olhar e de outra forma”, disse.

 
Ele já passou por todos os postos, foi árbitro, presidente de sindicato, presidente de comissão de arbitragem, já foi diretor da ANAF. Ele passou por todos esses ambientes e sempre conduziu com muita competência”, finalizou.
Fonte: Federação Pernambucana de Futebol


Opinião do Apito do Bicudo – Se deseja de fato e de direito a valorização da confraria do apito brasileiro, a primeira notícia alvissareira que o pré-candidato a presidência da Anaf Salmo Valentim, deve noticiar a classe, seria a implantação da sede da Anaf no Rio de Janeiro e/ou Brasília. Porque é nestes locais aonde acontecem e se desenvolverão os fatos de interesse da categoria de preto.


Tornou-se corriqueiro a cada eleição, a sede da Anaf ser removida para o estado de origem do presidente eleito, visando atender os seus interesses profissionais. Com este tipo de comportamento fica difícil não dar razão as mais de duas centenas de apitos e bandeiras da (SENAF), que se negam a contribuir financeiramente com a Anaf. 

ad argumentandum tantum - Até porque, a recente Reforma Trabalhista, acabou com a contribuição sindical obrigatória, o que matou financeiramente os sindicatos de todo o país, com raras exceções. 

PS: Na manhã desta terça-feira (9), Salmo Valentim ligou à este colunista e na conversa que mantivemos, ajustamos uma entrevista ao Blog para a próxima semana.  

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

“PRÉ-TEMPORADAS DO TEMPO DO ÊPA”


Há poucos dias do início dos “falidos” campeonatos regionais, fui pesquisar no final de semana que passou, quais são as atividades destinadas à arbitragem pelas federações de futebol, associações e dos quatro sindicatos de arbitragem, já que no final deste mês, teremos o início dos aludidos campeonatos.

Fiquei surpreso. Constatei que há federações que não mencionam a pré-temporada à arbitragem – e há as que noticiam o evento com três dias de duração. O que expõe o DESCASO das federações para com um setor de fundamental importância do futebol, que é a arbitragem.

Dado que a maioria das federações não possuem calendário ao longo de toda a temporada aos seus filiados, ou seja, campeonatos e/ou torneios é óbvio que os árbitros com exceção daqueles apitos e bandeiras, que pertencem a (Senaf), entram em processo de inatividade e passam a apitar uma pelada aqui, outra ali, etc….

O que significa que apitos e bandeiras perdem o contato direto com as regras que regem o futebol dentro das quatro linhas. E, portanto, deveriam a cada início de temporada, ser submetidos a um processo de requalificação no que concerne as REGRAS DE FUTEBOL e suas nuances. Mas não em exíguo três dias.

E, sobretudo, porque o desempenho da arbitragem no Brasileirão do ano que passou, foi pífio.

Nossa afirmação é substanciada não só pelo miserê qualitativo da arbitragem, que laborou no Campeonato Brasileiro do ano que passou – mas também, porque, pela primeira vez nos últimos (10) anos, o principal torneio da CBF, o Campeonato Brasileiro não revelou um árbitro promissor.

Nunca soube que a FIFA, UEFA, CONMEBOL, CONCACAF, CONFEDERAÇÃO ASIÁTICA (AFC),realizam pré-temporada de três dias aos seus árbitros. Aliás, no apagar das luzes de 2017, verificando o site da (AFC), observei que a pré-temporada a confraria do apito de lá em alguns casos, atinge (dez dias) de duração. E tem a presença de renomados instrutores de arbitragem internacionais, já que, os asiáticos celebraram um convênio com a UEFA.

Diante do que se leu aqui neste articulado, cartolas, clubes, atletas, imprensa e o torcedor que se preparem. Porque assim que a bola rolar nos regionais, que terão com honradas exceções, público de futebol amador, a qualidade da arbitragem exibida não será similar ao mais do mesmo. Acredito que veremos coisas do “Arco da Velha”.

ad argumentandum tantum – Enquanto as principais ligas de futebol da Ásia, Europa e da Concacaf já implementaram o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV) nas suas competições, algumas federações de futebol postaram nos seus sites, que o (AV) poderá ser utilizado nas partidas finais dessas entidades. 

Foto: CONMEBOL 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

ALMAS EM CONFLITO

                                                                             Crédito: FCF

Uma matéria com conteúdo contundente, de autoria do ex—diretor da comissão de árbitros da Federação Pernambucana de Futebol, Salmo Valentim, contra o árbitro Marcelo de Lima de Henrique (foto), a época na Federação de Futebol de Pernambuco, hoje na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, veiculada no site APITO NACIONAL, nos primeiros dias de janeiro, do ano que passou, gerou uma querela judicial entre ambos.

Entendendo que fora caluniado, difamado, injuriado e inclusa a foto de seus familiares expostas no site em tela - a de um bebê de dois anos que é seu afiliado, Lima Henrique ajustou advogado e entrou com ação indenizatória contra o aludido dirigente no Juizado Especial de uma das Varas do Rio de Janeiro. A Audiência de Conciliação, está marcada para o dia 22 de deste mês, às 14hrs.

Esta querela não devia acontecer em hipótese alguma – faltou diálogo, equilíbrio, porque, dada a função de cada um dos querelantes na trajetória da arbitragem, o grande perdedor se houver decisão judicial para pagamento ou não de pecúnia, será a arbitragem. É um precedente muito perigoso, na nossa opinião.

Principalmente, porque os homens que manejam os apitos e as bandeiras, teem contra sí os torcedores, os cartolas, os clubes, os atletas e a imprensa, sobretudo, quando detecta deficiências nas tomadas de decisões dos árbitros.

PS (1): Enquanto membros da confraria do apito entram em luta verbal e apelam à Justiça para saber quem tem ou não razão, os cartolas da CBF, das federações de futebol, dos clubes, as esquadras, os atletas, as TVs, a internet e, mais recentemente, os técnicos do futebol brasileiro estão ganhando muita grana. Este fato expõe de maneira inexorável, um dos vários motivos da DECADÊNCIA que vivencia a arbitragem do pais pentacampeão mundial futebol.

ad argumentandum tantum - Dizem que eleito presidente da ANAF, Salmo Valentim, irá viabilizar a documentação para a criação da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol. O que significa que, somente poderão votar e compor a diretoria da futura entidade dos homens do apito, os presidentes de sindicatos da categoria. É aguardar para ver. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Comissão aprova destinação de parte dos direitos de transmissão dos jogos de futebol para treinadores


A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece novas regras para o trabalho dos técnicos de futebol. O texto aprovado é o substitutivo da Comissão do Esporte, com emendas, ao Projeto de Lei 7560/14, do deputado José Rocha (PR-BA).

Entre outros assuntos, a proposta altera a Lei Pelé (9.615/98) para modificar o chamado “direito de arena”, referente aos direitos de transmissão dos jogos, uma importante fonte de receita para clubes, atletas e federações. 

Atualmente, a Lei Pelé prevê que 5% das receitas oriundas do direito de arena deverão ser distribuídas aos atletas profissionais participantes dos eventos desportivos. O projeto propõe aumentar em 1,5 pontos percentuais a parcela a distribuir e destinar o montante à Federação Brasileira de Treinadores de Futebol. O relator na comissão, deputado Sandro Alex (PSD-PR), concordou com a medida.

O intuito é a valorização e a profissionalização da categoria, tão necessária em tempos em que o futebol se tornou em espetáculo meticulosamente planejado e extremamente lucrativo”, justificou.

Ele ressaltou que, segundo estimativas publicadas pela imprensa, grandes clubes chegaram a receber pelos direitos relativos aos jogos do Campeonato Brasileiro da Série A cerca R$ 170 milhões, cada um, no último ano.

A proposta restabelece a justiça social, uma vez que os treinadores também contribuem ativamente para os resultados dos times, durante os espetáculos, assim como antes e depois, com entrevistas e outras exposições na mídia. Por isso, é justo incluí-los na distribuição desses recursos”, acrescentou Alex.
Mudanças
 
Entre as emendas aprovadas pela comissão está a redução do período mínimo de contrato de trabalho de treinadores de seis para três meses. “Devido à dinâmica necessária aos campeonatos transmitidos pela televisão, esse prazo mínimo deve ser diminuído”, argumentou o relator.


Outra modificação aprovada altera a Lei do Treinador Profissional de Futebol (8.650/93) para assegurar o exercício da profissão de Treinador Profissional de Futebol àqueles que participem de cursos de formação de treinadores realizados pelos sindicatos da categoria, pela Associação Brasileira de Treinadores de Futebol (ABTF), pela Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF) ou por entidades por elas reconhecidas; e àqueles que possuam certificado emitido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A comissão também aprovou a inclusão de dois representantes dos treinadores – indicados pela FBTF e pela ABTF e, nos estados, pelas respectivas entidades sindicais – no Superior Tribunal de Justiça Desportiva e nos tribunais de Justiça Desportiva.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara Notícias
Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Marcelo Oliveira

ad argumentandum tantum – Aos ignaros que nos criticam quando falamos da importância da criação da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL, aqui neste texto está a resposta. Categoria trabalhista que tem uma FEDERAÇÃO e/ou CONFEDERAÇÃO tem representatividade jurídica e força política. Quem não tem está “SEM EIRA E NEM BEIRA”. Caso específico da confraria de ÁRBITROS DO FUTEBOL BRASILEIRO, que vai continuar na sua saga medíocre de brigar por escalas nas federações de futebol e na CBF.

ad argumentandum tantum (2) - Aqui neste espaço tenho reiterado que enquanto a trilhardária locomotiva que gere o futebol no Brasil propicia, lucros substanciosos a vários segmentos, apitos e bandeiras estão "chupando os dedos".

Perguntar não ofende: A reunião de três dias que a maioria das federações de futebol, associações e sindicatos de árbitros estão realizando com seus quadros de arbitragens é pré-temporada ou embuste?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

RENOVAÇÃO É IMPERATIVA

Ultimada a Copa do Mundo deste ano na Rússia, gostem ou não, a CONMEBOL no que concerne ao seu quadro de árbitros, ficará circunscrita a dois apitos no que tange a competições da FIFA. Wilmar Roldan (Colômbia), que tem nome considerável em âmbito internacional além das fronteiras da América do Sul, porque teve atuação destacada na Olimpíada de Londres (2012), e participou da Copa do Mundo no Brasil, e Wilton Pereira Sampaio (Brasil), que vem tendo destaque significativo nos torneios da CONMEBOL.

Quanto aos demais apitos há três grupos: Há os que irão finalizar seu ciclo na terra de Vladimir Putin, como Enrique Cáceres (Paraguai), Sandro Meira Ricci (Brasil) e Nestor Pitana (Argentina).

Existe um segundo time de apitos, que são uteis para manter a política da boa vizinhança com a CONMEBOL e quebrarem o “galho” nas competições da instituição Sul-Americana.

E tem uma terceira esquadra de apitadores com alguma experiência em conjunto com uma plêiade de jovens promissores, que está sendo lançada e observada pelo Comitê de Árbitros da (CSF).

Fazem parte desta equipe, Dario Herrera, Fernando Echenique e Fernando Espinoza (Argentina), Gery Vargas (Bolívia), Anderson Daronco e Rodolpho Toski Marques (Brasil), Piero Maza (Chile), Nicolas Galo e Carlos Herrera (Colômbia), Mario Dias e Ulises Mereles (Paraguai) e José Argote (Venezuela).

Os resultados desta renovação que abarca doze apitos, vai depender da atuação individual de cada um, acoplado aos “olhos de lince” da Comissão de Árbitros da CONMEBOL, que é presidida por Wilson Luiz Seneme (foto de camisa Adidas) e seus congêneres.

Comissão que terá que realizar seminários de requalificação, acompanhar, orientar, detectar possíveis deficiências dos apitos em tela e corrigi-las paulatinamente. É este o cenário a médio e longo prazo - e não há como vislumbrar outro.

Ad argumentandum tantum – Enquanto a CONMEBOL está iniciando uma renovação somente agora no seu quadro de arbitragem, a UEFA, através do seus cinquenta e cinco filiados, vem renovando sistematicamente seu quadro temporada após temporada. Mais da metade das entidades filiadas a UEFA, tem um árbitro promissor com idade que oscila entre 26 e 32 anos de idade. 

PS: Não conheço e nunca falei com Salmo Valentim. O fato de ser sindicalista não significa absolutamente nada para quem deseja comandar a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf). Agora, se tem  ou não condições de ocupar cargo de tamanha relevância, quem deve decidir é a confraria do apito (ex-árbitros, árbitros e assistentes), os dirigentes das associações e dos três sindicatos com direito a voto. Se a categoria do apito brasileiro almeja melhorias, deve saber escolher o seu timoneiro. Porque se errar na hora de votar, a classe ficará pior do que "palanque no banhado"."

Crédito da foto: CONMEBOL 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ANO NOVO, UMA NOVA ARBITRAGEM?



A resposta objetiva à epígrafe acima é NÃO! Sobretudo, se levarmos em conta o desempenho da turma que manejou os apitos e as bandeiras no Campeonato Brasileiro da CBF na temporada do ano que passou – aliás, foi o pior desempenho da última década. Não vou mencionar as arbitragens dos campeonatos regionais em 2017, porque ali grassou o semiamadorismo.

Para não ficar apenas nas críticas, elenco abaixo os motivos que conduziram a arbitragem brasileira ao estado de pauperidade e de total dependência que ora vivencia, perante as federações de futebol e a CBF.

1) Na verdade a arbitragem brasileira perdeu não sei de propósito ou não, há muito tempo, o timing e o feeling. 2) Perda que impediu a categoria de reivindicar os seus direitos e a sua independência perante as federações de futebol e a CBF, e, por extensão, manteve no subdesenvolvimento a qualidade do trabalho por ela desenvolvida. 3) Principalmente, quando deixou de criar novos sindicatos - o que substanciaria jurídica e politicamente a confraria do apito, para a criação da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol.

4) Sem a Federação, a classe dos apitos e bandeiras, ficou incapacitada de pleitear perante o Congresso Nacional, a REGULAMENTAÇÃO da sua atividade como profissional - senão na sua totalidade, pelo menos em parte. 5) Com a ausência da Federação, os homens de preto do nosso futebol, ficaram sem força jurídica e sem representatividade política e, por conseguinte, alijados de reivindicar direitos líquidos e certos à categoria, como o direito de arena, de imagem, o fim do sorteio e um percentual dos patrocínios estampados no uniforme da arbitragem nos campeonatos regionais, e no camapeonato Brasileiro, que vem sendo sistematicamente carreados integralmente às federações de futebol e a CBF.

Diante do exposto, fica clarividente que a CBF, as federações de futebol, os clubes, os cartolas, a televisão e demais segmentos que atuam no futebol, continuarão ganhando cada vez mais dinheiro na trilhardária locomotiva de primeira classe que gere o futebol brasileiro. E, por consequência, manejando a arbitragem tal qual “gado no curral”.

Já aos árbitros brasileiros, em que pese a sua importância na direção de um prelio, enquanto não adquirirem a consciência de se mobilizar na defesa dos seus direitos e mantiverem a cultura “tacanha” de só “brigarem por escalas”, está reservado “ad aeternum”, pegar as “merrecas” que caem nos trilhos por onde transitar a indigitada locomotiva acima nominada. 

ad argumentandum tantum - Levantamento realizado por este colunista aponta que, a maioria das federações de futebol não irá realizar a pré-temporada à arbitragem. Segundo informações, a responsável pela não requalificação dos homens de preto é a crise "econômica". O que significa que atletas, cartolas, imprensa e o público verão nos regionais a "mesmice" no que concerne a arbitragem. Ou seja, arbitragens de qualidade duvidosa.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Apito do Bicudo em recesso

O APITO DO BICUDO tira alguns dias de férias. Retornamos nos primeiros dias do ano que vem ou se surgir algum fato de relevância no que tange a arbitragem.

Gratos pela leitura. Feliz Natal e um 2018 excelente para todos!