domingo, 18 de março de 2018

ARBITRAGEM PRECISA SE REINVENTAR



Cansados da exploração que sofriam da CBF e demais segmentos do futebol brasileiro, os principais clubes do Brasil se reuniram, e em 13 de julho de 1987 fundaram [O CLUBE DOS 13].

O objetivo da criação do aludido grupo foi no sentido de defender os interesses políticos e comerciais das grandes equipes - além de organizar a partir de então, competições nacionais rentáveis e disputadas em condições, onde um número maior de participantes desfrutassem das mesmas condições.

De lá para cá, nunca mais o futebol brasileiro foi o mesmo. As equipes unidas marcharam na direção dos seus objetivos, e conquistaram a primazia de negociar as verbas de transmissão das TVs, e demais patrocínios, que hoje ostentam nas placas estáticas alocadas ao redor do campo de jogo e no interior e exterior dos seus estádios.

Some-se ao exposto acima que, através de um belíssimo trabalho de Marketing, os clubes desenvolveram outras opções e implementaram diferentes formas de souvenirs. E passaram a interagir com milhões de adeptos. Souvenirs que rendem milhões de pecúnia a cada temporada às equipes.

Hoje, nem a CBF e as federações de futebol ousam confrontar os clubes que disputam as Séries (A e B) do Brasileirão.

Na esteira dos clubes vieram os atletas que foram profissionalizados – em 2001, através dos cinco sindicatos exigidos pela legislação, criaram a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol.

Substanciados jurídica e politicamente os atletas pleitearam e conseguiram o direito de arena e de imagem. Atualmente faturam milhares de reais a cada ano.

No mesmo diapasão vieram a CBF e as federações de futebol. Ambas em conjunto, auferem somas estratosféricas de dinheiro de todos os torneios por elas geridas.

No apagar das luzes de 2017, os técnicos do futebol brasileiro, conseguiram através da Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol, o percentual de 1,5% de direito de arena à categoria a partir do Campeonato Brasileiro de 2018.

Além da conquista do direito de arena os técnicos estão buscando no Congresso Nacional em Brasília - via Lei Caio Júnior (in memoriam), as seguintes benfeitorias à categoria: 1) Obrigatoriedade da assinatura de contrato de trabalho. 2) Obrigatoriedade de registro do contrato da CBF. 3) Tempo mínimo de contrato de seis meses. 4) Obrigatoriedade de pagamento e acerto de pendências contratuais quando da dispensa de um profissional antes da contratação de outro. 5)Representante nos Tribunais Esportivos, estaduais e STJD.

Qual é a palavra mágica que propiciou a CBF,  federações de futebol, atletas, técnicos, cartolas e clubes alcançarem as conquistas acima nominadas? Resposta: PLANEJAMENTO. 1) Planejamento que incluiu a contratação de pessoas capacitadas para gerirem os projetos das entidades aqui mencionadas. 2) Planejamento que estabeleceu como, quando e quais  caminhos percorrer para alcançar os objetivos a curto, médio e longo prazo. 3) Alternância de poder na composição das diretorias ao invés do CONTINUÍSMO.

CONTINUÍSMO,  que está disseminado como tumor em todos os setores da arbitragem brasileira, em âmbito nacional e regional nas federações de futebol, tal qual metástase no corpo humano.

Observem que todos os trabalhadores independente da categoria, que atuam no nosso futebol, a partir da Lei Zico, Lei Pelé etc.., evoluíram e tiveram conquistas auspiciosas, menos a arbitragem.

Cadê o direito de arena da arbitragem? Em que pé está o direito de imagem? Como está a regulamentação da atividade do árbitro como profissional? Quando é que os apitos e bandeiras que laboram nos torneios da CBF, terão participação ativa nos milhões de reais que a CBF arrecada com os patrocínios estampados na vestimenta da arbitragem da (Senaf)? Quem irá dar cabo nesse processo que remonta a escravidão, envolvendo os apitos e bandeiras?

Diante do exposto, resta a arbitragem brasileira se reinventar. Pois do contrário, vai continuar sendo “manejada” tal qual “GADO NO CURRAL”. Com o diferencial de que o gado age por instinto. Já o árbitro é humano e age através do raciocínio, do livre arbítrio e da discricionariedade.

ad argumentandum tantum - Quantas vezes afirmei aqui neste espaço, que as reivindicações e/ou conquistas da arbitragem brasileira devem ser buscadas em Brasília? Ficou alguma dúvida após o texto em tela?

ad argumentandum tantum (2) - Segundo informações que recebi, os preparadores físicos também estão se articulando para requerer o direito de arena. 

quarta-feira, 14 de março de 2018

PROFILAXIA OU CONTINUÍSMO?

    Da esquerda para a direita José Maria Marin e Marco Polo Del Nero - Crédito: CBF

A reunião realizada na semana que passou na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, envolvendo cartolas da CBF e os presidentes das (27) federações do futebol brasileiro, expõe com exatidão inequívoca que senão na sua totalidade, parte do contingente que deu sustentação aos desmandos praticados no comando da CBF à Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, deseja manter o poder na CBF a qualquer custo.

Lembro que os motivos que propiciaram a derrubada e/ou afastamento da trempe Teixeira, Marin e Del Nero do comando da entidade que geriu e gere os destinos do outrora país do futebol, são denúncias de vários ilícitos criminais por eles cometidos segundo a Justiça norte-americana.

Ilícitos que tiveram em Ricardo Teixeira o precursor. O que o levou a renunciar a direção da CBF em 2012. Posteriormente, assumiu a CBF seu vice - José Maria Marin, que ao invés de estancar as práticas delituosas do seu antecessor, decidiu incrementá-las.

O resultado das ações inapropriadas de Marin teve reflexos imediatos. Em 2015 quando participava de um congresso da FIFA na Suíça, Marin foi “surpreendido” pela FBI-EUA, que cumprindo decisão da Justiça Norte-americana, utilizou a famosa expressão, “Teje preso!”, contra o indigitado dirigente.

Além de Marin, naquela oportunidade, o FBI prendeu um grupo “respeitável” de cartolas que faziam parte do Comitê Executivo da FIFA, pelos mesmos motivos do brasileiro.

Custodiado momentaneamente numa prisão na Suíça, Marin a seguir foi deportado para os EUA em conjunto com seus parceiros. Atualmente encontra-se num ergástulo público do Brooklin, nos arredores de Nova York. Onde aguarda o prolatar da sentença dos crimes que cometeu.

Diante do tsunami que levou parte dos dirigentes da FIFA e das federações de futebol da América do Sul a ver o sol nascer quadrado, assumiu a gerência do futebol brasileiro em 2015, Marco Polo Del Nero.

Del Nero nem chegou a esquentar a cadeira de presidente da CBF. Isto porque, vários delatores, entre eles seu “Broter”, José Maria Marin, em depoimento ao promotor dos EUA, Keith Edeman, acusaram Marco Polo de cometer as mesmas práticas de seus antecessores a frente do comando do nosso futebol, e como membro do Comitê Executivo da CONMEBOL.

Acusações que levaram o Comitê de Ética da FIFA a SANCIONAR Del Nero, a (90) dias de suspensão do comando da CBF, a partir de 15 de dezembro/2017.

Nesta quarta (14), em função das novas denúncias surgidas no decorrer das investigações da Justiça americana, a Câmara de Instrução da Comissão de ética da FIFA, presidida pela magistrada da Colômbia, Maria Claudia Rojas, ampliou em mais (45) dias a suspensão do presidente da CBF. Marco Polo Del Nero.

Dado que a maioria dos (27) presidentes das federações de futebol e dos clubes das Séries (A e B), foram contemporâneos dos três dirigentes nominados e são conhecedores das inúmeras irregularidades por eles praticadas, pergunto: Será realizada uma profilaxia no futebol brasileiro ou será mantida a cloaca a céu aberto em que se transformou o futebol detentor de cinco Copas do Mundo?

ad argumentandum tantum – Já imaginaram o terremoto que uma ação coordenada pelo Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal provocariam no futebol brasileiro, se fosse quebrado o sigilo bancário e fiscal da cúpula que dirige a CBF e dos (27) presidentes das federações de futebol?

PS: Nesta quinta (15), em Bogotá (Colômbia), o presidente da FIFA Gianni Infantino, irá comandar o último seminário, que definirá as diretrizes de funcionamento do Árbitro de Vídeo no Mundial da Rússia.

Perguntar não ofende: Diante da vergonhosa situação que ocupa o futebol brasileiro perante o cenário internacional na atualidade, será que teremos algum dirigente da CBF no seminário da FIFA em Bogotá?

ÁRBITRO DE VÍDEO, ACOMPANHO TUDO

                  Árbitro Marco Fritz, checando o (AV)  em jogo da Bundesliga na Alemanha - Crédito - Getty imagem


As críticas que temos feito aqui neste espaço contra a CBF, a respeito da não implementação pela entidade do Árbitro de Vídeo (AV) nas suas competições, teem suscitado algumas discordâncias. Sou acusado de escrever sobre a aludida tecnologia por ouvir dizer, e que não tenho o conhecimento necessário para falar que dirá tecer qualquer comentário sobre o (AV).

Comecei acompanhar os primeiros testes realizados a respeito do (AV) nos idos de 2015, pela KNVB ou como queiram a Federação de Futebol da Holanda. Aliás, a FIFA já havia reconhecido que a KNVB foi a precursora no experimento do (AV) - e voltou a fazê-lo, na reunião do (The IFAB) do último dia 3 de março.

Posteriormente, na reunião do (The IFAB) em 3 de março de 2016, quando foi autorizado a experiência e estabelecido o protocolo que dava as diretrizes para as associações, confederações e/ou federações realizarem o experimento, além de lermos reiteradas vezes o indigitado protocolo, passamos a acompanhar tudo o que aconteceu com os testes do (AV).

O acompanhamento ocorreu via jogos transmitidos pelas TVs em diferentes competições da Europa, da MLS (EUA) e de todos os torneios da FIFA. Além disso, para substanciar nossos comentários, nos servimos das opções que a internet propicia como Facebook, Instagram, Twitter, redes sociais e as opiniões que foram exaradas sobre os testes que estavam sendo realizados pelos membros do (The IFAB) e da FIFA.

Como não tenho o poder da onipresença, onipotência e da onisciência, acredito que alguma coisa passou batido. Mas duvido que alguém tenha se inteirado com volúpia superior a nossa no que tange ao (AV). O que nos faltou e falta foi a dinâmica do funcionamento, treinamento teórico e prático da tecnologia em tela.

Quanto a infraestrutura exigida (estádio, cabos de fibra ótica, empresa versada na tecnologia, funcionários, custos etc…), para que o (AV) seja instalado e funcione conforme o protocolo redigido pelo (The IFAB, não é da minha alçada.

A verdade é que o futebol brasileiro “rotou grosso” desde o início na questão do árbitro de Vídeo. Mas no frigir dos ovos, sempre tergiversou, contestou o protocolo do (The IFAB), afirmou que estava buscando parceiros que nunca apareceram e fez dois testes pífios em conjunto com a federação de futebol de Pernambuco.

E a segunda verdade cristalina é que, no momento de implantar o (AV) na sua principal competição, o Campeonato Brasileiro, a CBF  se “apequenou” e jogou o “problema” para os clubes da Série (A). Aliás, das grandes potências do futebol mundial, a CBF é a única que vai manter a saga do subdesenvolvimento no setor da arbitragem. Nada mais a dizer.


ad argumentandum tantum - A respeito da reclamação do Safesp/SP, sobre a exibição das imagens das tomadas de decisões corretas e/ou erradas, envolvendo apitos e bandeiras, no programa a REGRA É CLARA do SportTV, o eminente jurista Alcides Leopoldo e Silva Júnior, enfatiza que: “Desde que presente o caráter jornalístico da utilização da imagem, é dispensado o consentimento para a publicação e divulgação da imagem das pessoas públicas”. O árbitro é um ser público e o programa em tela tem caráter jornalístico. Logo, inexiste proibição quando houver  situações como a vociferada pelo nobre jurista. O que significa que, a reivindicação do Safesp/SP, não encontra amparo jurídico.

 

sexta-feira, 9 de março de 2018

Árbitro de Vídeo: preparação para Inter x Grêmio



Todo clássico entre Internacional e Grêmio é especial. O Gre-Nal 413 terá um destaque ainda maior por conta de uma novidade. O grande duelo do futebol do Rio Grande do Sul vai ter a participação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) no próximo domingo (11). A CBF e a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), que completa 100 anos de fundação em 2018, realizam um trabalho de preparação para o uso da tecnologia.
   Presidente da FIFA, Gianni Infantino, vai comandar o seminário que vai definir as diretrizes do (AV) na Copa do Mundo da Rússia, dia  16 em Bogotá (Colômbia) - Crédito: FIFA 

Na tarde desta quinta-feira (9), o instrutor técnico de Árbitro de Vídeo, Manoel Serapião Filho, e o líder do projeto de VAR no Brasil, Sérgio Corrêa, estiveram na sede da Federação Gaúcha de Futebol, em Porto Alegre (RS), para discutir questões envolvendo o clássico Gre-Nal. 
 
Participaram da conversa o presidente da FGF, Francisco Novelletto, o 1º vice-presidente, Luciano Hocsman e o 2º vice-presidente, Nilo Job, o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Gaúcha, Luiz Fernando Gomes Moreira, o secretário da Comissão, Emílio Mário da Silva, e os membros técnicos da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol (CEAF/RS) Alexandre Barreto, José Mocellin, Flávio Pinheiro Abreu e Leonel Pandolfo.
Foram apresentadas a metologia de uso da ferramenta e as partes envolvidas acertaram detalhes para o duelo de domingo.

É um marco na arbitragem na brasileira! Ter o Árbitro de Vídeo num grande clássico do nosso futebol é muito importante. A nossa expectativa é muito positiva, fomos muito bem acolhidos e aguardamos ter sucesso. E é bom deixar claro: o VAR só vai atuar para corrigir erros claros, indiscutíveis. Se pintar o mínimo de interpretação, o Árbitro de Vídeo não vai atuar. 
 
Temos grandes árbitros aqui no Rio Grande do Sul, com muita experiência, e vemos com alegria o quadro gaúcho, que tem dado ao futebol brasileiro um respaldo muito grande – destacou.

O Rio Grande do Sul tem forte tradição em revelar árbitros de destaque. Na sede da Federação, inclusive, há uma homenagem aos gaúchos que atuaram em Copas do Mundo: Carlos Eugênio Simon, Renato Marsiglia e Altemir Hausmann. O presidente Noveletto afirma que a escolha da CBF em utilizar o Árbitro de Vídeo no Estado mostra grande confiança.

Temos uma das melhores arbitragem do Brasil e pedimos o Árbitro de Vídeo para que tenhamos um grande evento. Tivemos um ou dois erros pontuais no campeonato até aqui, então podemos dizer que vivemos um grande momento neste quesito. E a arbitragem gaúcha tem uma escola boa há muitos anos. Os árbitros aprovaram a iniciativa do VAR e acho que vai engrandecer ainda mais este espetáculo que promete ser o Gre-Nal de domingo – acrescentou.

O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Gaúcha, Luiz Fernando Gomes Moreira, participou ativamente das conversas para que o VAR fosse realizado no Gre-Nal. Ele trata o uso da tecnologia no Estado como motivo de grande orgulho.

Nossa expectativa é enorme, sempre fomos favoráveis ao uso da tecnologia. O árbitro hoje tem uma dificuldade no campo causada pela velocidade que as coisas acontecem. E com essa ajuda os erros vão acabar diminuindo. O VAR no Gre-Nal será muito importante para nós. Nos sentimos muito orgulhosos por termos a CBF aqui nos orientando – acrescentou.

A preparação continua com atividades nesta sexta-feira (9). O período da tarde reserva uma reunião com atletas e dirigentes do Grêmio, no Centro de Treinamentos do clube, sobre o Árbitro de Vídeo.

Também à tarde será realizado o sorteio da escala de arbitragem da próxima rodada do Campeonato Gaúcho, na sede da Federação Gaúcha de Futebol. Na sequência, com os nomes já revelados, a Comissão da CBF vai passar instruções ao árbitro de vídeo do Gre-Nal no plenário da FGF.
 
Além disso, os árbitros do quadro local passarão por uma atualização e vão assistir ao vídeo da IFAB/FIFA com os dados obtidos em 800 partidas realizadas com suporte da tecnologia em mais de 20 países.

No sábado, será feita a palestra sobre o VAR com o elenco do Internacional, durante a manhã, no CT do Colorado. No mesmo dia, os árbitros designados e capacitados a atuarem com a tecnologia estarão em regime de concentração e participarão de reuniões técnicas e treinamentos especialmente preparados para o Gre-Nal 413.
Fonte: CBF

ad argumentandum tantum - Foram realizados testes OffLine do (AV) no Campeonato Gaúcho de Futebol? Resposta: Não. O que se espera do teste do (AV), que será realizado no Gre-Nal, é que não sejam repetidos os erros que foram cometidos nos dois testes realizados no Recife (PE), em 2017. 

quinta-feira, 8 de março de 2018

REJEITADOS

   Rodolpho Toski Marques ao centro com a bola - Crédito: CBF

Rejeitar a arbitragem das federações de futebol do Nordeste e Norte do Brasil, para dirigirem clássicos locais é algo recorrente nas duas regiões -  é uma cultura que vem se acentuado de ano para ano. Em outras temporadas, isto acontecia nas partidas semifinais e finais dos aludidos campeonatos.

A diferença é que neste 2018, a rejeição aos homens de preto do futebol das regiões acima nominadas, está sendo antecipada. 

A primeira rejeição à arbitragem aconteceu no clássico Remo x Paysandu - região Norte - Federação Paraense de Futebol, no final de janeiro deste ano. Mesmo tendo um árbitro FIFA, Dewson de Freitas e uma equipe de bons apitos e bandeiras, as equipes nominadas exigiram arbitragem neutra para o prélio em tela.

A segunda rejeição contrária a arbitragem sucedeu na Federação de Futebol do Rio Grande Norte - no principal confronto do futebol potiguar, ABC x América, disputado no sábado (3/3). Árbitro neutro.

A terceira rejeição contra apitos e bandeiras, foi formalizada pelo Fortaleza Esporte Clube, junto a federação de futebol do Ceará, que, exigiu árbitro, assistentes e quarto árbitro neutros, por ocasião do clássico – Rei, entre Ceará x Fortaleza, disputado no domingo (4/3).

No próximo domingo (11/3), a rejeição se repetirá novamente na região Norte - quando da realização do Clássico - Rei da Amazônia, Remo x Paysandu, pela segunda fase do campeonato paraense de futebol. O árbitro designado foi Rodolpho Toski Marques do Paraná - e os assistentes também serão neutros.

De quem é a culpa pela situação vigente? Dos próprios árbitros, que estão pagando o preço da desorganização e da autofagia.

Ao invés de se organizarem em sindicatos, a maioria esmagadora dos homens de preto em todo o Brasil não evoluiu e, optaram ficar circunscritos as associações de árbitros.

Associações que possuem missão precípua de fomentar o lazer aos seus associados. Associações que não tem capilaridade para pleitear o Certificado de Registro Sindical (Carta Sindical), e nem representatividade de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao contrário do sindicato que tem.

O que significa que, as associações não são detentoras de representatividade sindical junto aos Tribunais Regionais do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego.

E, por derradeiro, adiciono a rejeição que é imposta pelos clubes perante às federações à arbitragem do futebol brasileiro, ao fato de que, enquanto a confraria do apito ficou brigando por escalas tal qual hiena por [carne podre], os cartolas se organizaram e hoje dão carta, jogam de mão e ficam com o curinga voando na manga. Numa linguagem simples: O grupo de arbitragem do nosso futebol pensa e age com ideias do século 19. A maioria ainda não se tocou, que, estamos no século 21. POBRE ARBITRAGEM BRASILEIRA!  

ad argumentandum tantum - Tomei conhecimento na manhã de hoje que, já há movimento similar nos bastidores em Minas Gerais e Pernambuco.

terça-feira, 6 de março de 2018

CRISE DE “MENTIRINHA”



A “pseuda” crise ocorrida entre o Fortaleza Esporte Clube (CE), e o quadro de árbitros da Federação Cearense de Futebol teve curta duração. Aliás, ela durou menos de (48) horas.

REJEITADOS pela equipe Tricolor para dirigirem o Clássico – Rei do futebol cearense do último domingo, entre Ceará x Fortaleza, a arbitragem local humilhada em âmbito estadual e nacional pelo Leão do Nordeste,  através do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Ceará, emitiu nota afirmando: “Que dada a posição da equipe do Fortaleza, amplamente divulgada pela mídia esportiva, a partir de então, os homens de preto da terra da praia de cumbuco, não mais atuariam nos prelios do Fortaleza, fosse aquela equipe, mandante ou visitante”.

Lembro que a posição do Fortaleza, obrigou a (FCF) a buscar em outras plagas o quarteto para laborar no aludido jogo. O árbitro foi Jailson Macedo de Freitas (foto/Bahia), e os assistentes Alessandro Rocha Matos (Bahia), Guilherme Dias Camilo (MG) - já o quarto árbitro veio do Paraná, Rodolpho Toski Marques.

De acordo com o DIÁRIO Online O  POVO desta terça-feira (6) - [https://mobile.opovo.com.br/jornal/esportes/2018/03/arbitragem-volta-o-lance.html] - “A queda de braço entre a arbitragem cearense e o Fortaleza terminou com uma reviravolta. Em reunião realizada ontem na sede da Federação Cearense de Futebol (FCF) com todo o quadro de árbitros local, ficou definido o fim do movimento que se negava a atuar em jogos do Fortaleza, bem como a possibilidade de destituição de João Lucas da presidência do Sindicato dos Árbitros do Ceará (Sindarfce-CE)”.

A informação foi confirmada pelo presidente interino da Comissão de Arbitragem da FCF, Paulo Silvio. “Os árbitros estavam sem entender o que tinha acontecido, porque não foi uma decisão deles. Eles deixaram muito claro que o documento emitido pelo sindicato não tinha assinatura alguma”, explicou Silvio. Segundo ele, os árbitros procuraram o Sindarfce, mas “para que o sindicato se pronunciasse com nota de repúdio ou mesmo fizesse um pedido de defesa junto à imprensa contra declarações de alguns dirigentes do Fortaleza que saíam da esfera do futebol e entravam na esfera do ser humano”.
O movimento de recusa a trabalhar em partidas do Leão seria, então, fruto de um mal entendido por parte do sindicato, que redigiu o ofício e deu entrada na (FCF) e Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará (TJDF-CE). “Os árbitros entenderam o ato como irresponsável por colocá-los contra o Fortaleza. Eles estão decididos a constituir assembleia para destituir o presidente (João Lucas)”, completou o presidente interino da CA/FCF.
[Em tempo: Quem desceu a borduna durante a semana que antecedeu o clássico na arbitragem cearense,  foram diretores do Fortaleza, que solicitaram quarteto de fora do estado. Fato noticiado na transmissão antes, durante e após o prélio pelo ESPORTE INTERATIVO para todo o Brasil.]
A reportagem de O POVO conversou, no entanto, com alguns árbitros, que pediram para ter seus nomes preservados. Eles contaram uma versão diferente. De acordo com eles, o movimento de fato existiu, mas perdeu força devido a declarações do próprio presidente do Sindarfce que gravou um áudio em um aplicativo de conversas criticando a atitude da arbitragem. O áudio vazou, e os membros da categoria ficaram insatisfeitos.
PS: A “reviravolta” na posição do quadro de árbitros da Federação de Futebol do Ceará, após serem REJEITADOS e HUMILHADOS pelo Fortaleza, não nos causou surpresa. A arbitragem do futebol brasileiro, tratada pelo establishment que comanda o nosso futebol como um bando de “bucéfalos”, dificilmente reage a agressões dessa e/ou outra magnitude.
PS (2): E, por derradeiro, o árbitro de futebol do Brasil, apesar de estarmos no século 21, tem impregnado na sua mente duas culturas inafastáveis: 1ª) Brigar por escalas tal qual “Hiena” por carne “podre”. 2ª) “Adora” ser manejado tal qual “Gado no Curral”.
ad argumentandum tantum (1) – Um ex-árbitro da FIFA com quem conversei no crepúsculo da tarde desta terça me disse: Enquanto existir na arbitragem pessoas que pensam e agem com a “pequenez” da arbitragem do Ceará, só pode acreditar na regulamentação da atividade do árbitro, o indivíduo que tem o cérebro inferior a um grão de mostarda.
ad argumentandum tantum (2) – O fato acontecido com a confraria do apito do Ceará, é algo recorrente nos campeonatos das federações de futebol da Região Nordeste.

segunda-feira, 5 de março de 2018

PANDEMIA DE MÁS ARBITRAGEM

   

Quem observou o desempenho da arbitragem nos clássicos Flamengo x Botafogo, da Federação Carioca de Futebol, dirigido pelo árbitro João Batista de Arruda, e o prélio Santos x Corinthians, pelo campeonato Paulista, comandado pelo assoprador de apito Luiz Flávio de Oliveira (foto/FIFA/SP), no final de semana que passou, teve a exata dimensão da decadência que solapa a arbitragem brasileira e, por extensão, explica os motivos da falta de credibilidade das tomadas de decisões da confraria do apito no campo de jogo.

É desnecessário elencar os lances em que ambos usaram e abusaram no descumprimento das Regras de futebol - até porque, eles foram exibidos durante o jogo em vários momentos pelas TVs e, posteriormente, em diferentes programações esportivas, no período noturno do sábado (3), e domingo (4).

Além disso, Arruda e Oliveira, proporcionaram uma “aula de cátedra” às futuras gerações do apito, de como ser permissivo com a violência entre os atletas e prejudicar o desenvolvimento de um jogo – além de interferirem em lances decisivos para o resultado final das duas partidas. Estamos falando dos dois principais campeonatos regionais de futebol do Brasil. São Paulo e Rio de Janeiro. Já imaginaram como está o nível da arbitragem nos demais regionais?

Mas a desgraça do modus operandi de arbitragem protagonizada pelos indigitados árbitros, não fica circunscrita aos campeonatos regionais, que tem a regência das federações de futebol. A partir de maio do ano em curso, se nada mudar - a infelicidade terá continuidade em novo endereço: O Brasileirão da CBF. 

Explico: Contingente expressivo de apitos e bandeiras, que estão laborando nos regionais, fazem parte da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf). O que significa que, eles serão escalados em curto espaço de tempo, pela CA/CBF para atuarem nas competições da entidade.

PS (1):  A vinda do árbitro Sandro Meira Ricci, à Federação Paranaense de Futebol (FPF), só terá efeito positivo se ele mantiver uma sequência de jogos no Campeonato Brasileiro, e quando escalado, levar consigo dois assistentes da (FPF). Caso contrário, sua presença na casa Gêneris Calvo, terá “efeito traque”.

PS (2): Após serem REJEITADOS para dirigirem o clássico - Rei da Federação Cearense de Futebol, entre Ceará x Fortaleza, a arbitragem local via o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Ceará (Sindarfce), emitiu nota afirmando que, os homens de preto do futebol do Ceará, não irão mais apitar prélios do Fortaleza, seja como mandante ou visitante. Comandou o clássico aqui nominado, Jailson Macedo de Freitas da (BA).

PS (3): Resta saber, se o sindicato dos árbitros e a categoria, terão um mínimo de ética para se manterem unidos na decisão anunciada. Pois do contrário, todos estarão dando passos gigantescos para chafurdarem no limbo. E, por conseguinte, perderão a moral diante dos cartolas, clubes, atletas, técnicos, imprensa e os torcedores.

domingo, 4 de março de 2018

CARTOLAS TRATAM OS ÁRBITROS COMO "BUCÉFALOS"

    Propaganda alocada  nas costas  da camisa é proibida pela FIFA - Crédito: Agencia Estado/TRIBUNA/PR

Ao longo de trinta e oito anos vivencio “in loco” o tema arbitragem. Neste período, dezenove como árbitro de futebol. Não lembro ter ouvido ou lido, independente da cultura contrária que há no planeta contra a arbitragem e, por extensão, no futebol brasileiro, forma de tratamento tão desrespeitosa, similar ao dispendido pela cartolagem que gere o nosso futebol, aos homens que manejam os apitos e as bandeiras, apesar de estarmos no século 21.

Feito o introito acima vamos aos fatos que comprovam nossa assertiva. 1) Árbitros da (FPF) Federação de Futebol do Pará, se prepararam durante vários meses para o campeonato regional da atual temporada. No entanto, no primeiro clássico, Remo x Paysandu, há pouco mais de quinze dias, dirigentes locais, vetaram a presença de árbitros da (FPF) para a partida em tela – exigiram arbitragem de outra plaga. Lá tem um árbitro da FIFA, Dewnson de Freitas – mas  ele foi “rejeitado”. Apitou o clássico Rei da Amazônia, Marcelo de Lima Henrique da (FERJ).

2) Situação idêntica atingiu os árbitros do futebol potiguar. No sábado que passou (3), o principal prélio do campeonato do Rio Grande do Norte, entre ABC x América, a arbitragem foi do carioca Pericles Bassols. Parte do establishment que gerencia o futebol de lá, vetou todos os apitos locais para dirigir o aludido confronto.

3) O fato se repetiu neste domingo (4), no clássico - Rei, Fortaleza x Ceará, pela Federação Cearense de Futebol. Embora tenha no seu quadro ótimos árbitros, a rejeição à arbitragem cearense foi total. O quarteto dos homens de preto para dirigir o indigitado jogo, foi composto por Jailson de Freitas (BA) e os assistentes e quarto árbitro também de outras federações. Atitude que dá a dimensão do desprestígio e descrédito do contingente de apitos e bandeiras da (FCF), que fizeram a pré-temporada, se dedicaram de corpo e alma e no momento de atuarem no principal evento futebolístico do estado, foram observar o prélio em questão na TV e/ou nas arquibancadas da Arena Castelão. Lembro que essa prática tornou-se recorrente. Principalmente, nas regiões Norte e Nordeste do futebol brasileiro.

4) O quarto item escancara  sem retoque, o desrespeito dos cartolas para com a arbitragem, a partir da CBF. Proibida pelo estatuto da FIFA, a publicidade estampada nas costas da camisa dos árbitros, vem sendo explorada em todas as competições da CBF há vários anos. Propaganda, que rende milhões de reais a CBF, sem que a arbitragem receba um único centavo desse patrocínio. O mesmo “modus operandi” da CBF no que tange as propagandas nas costas da camisas, foi encampado pelas federações de futebol nos seus regionais e na Copa do Nordeste. A impressão que se tem é que a arbitragem do futebol detentor de cinco Copas do Mundo, entrou na era do trabalho análogo a escravidão.

PS: Desde março de 2016, quando o (The IFAB) estabeleceu o protocolo e autorizou o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), as grandes potencias do futebol mundial, ao invés de contestá-lo como fez a CBF em algumas ocasiões, optaram pela implementação de vários testes da indigitada tecnologia nas suas competições. Bundesliga (Alemanha), MLS (EUA), Federação Francesa de Futebol, Federação Italiana de Futebol, KNVB (Holanda), Federação Portuguesa de Futebol, a The FA na Copa da Inglaterra, Austrália, a Conmebol nas finais da Libertadores, da Copa Sul-americana e na Recopa e a FIFA em todas as suas competições.

PS (2): Após (oitocentos testes em vinte competições em todo o planeta), no último sábado (3), em decisão histórica o (The IFAB), em votação unânime decidiu pela utilização do (AV) no Mundial da Rússia em junho. No próximo dia (16) em Bogotá na Colômbia, em seminário da FIFA, sob a regência do presidente Gianni Infantino, será definida as diretrizes finais em relação a utilização do (AV).  
     
ad argumentandaum tantum – O substantivo masculino bucéfalo significa: pessoa sem cultura, de mente curta, que não tem noção das coisas.  

sábado, 3 de março de 2018

EM DECISÃO HISTÓRICA, THE IFAB AUTORIZA O ÁRBITRO DE VÍDEO.

Árbitro de Vídeo em teste no Mundial de Clubes da FIFA -    Crédito: FIFA

Terminou há pouco em Zurique, na Suíça, a 132ª Reunião Geral Anual de Trabalho do (The IFAB), onde ficou definido, a implementação do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), na Copa do Mundo da Rússia e, por conseguinte, de forma permanente em todos os campeonatos dos filiados a FIFA.

O futebol brasileiro que vinha contestando o protocolo estabelecido pelo (The IFAB), desde março de 2016, até pouco dias atrás, e escamoteou a verdade em relação a não implantação do (AV), utilizando-se da sorrelfa,  ficou sozinho e mais uma vez, assume a vanguarda do subdesenvolvimento. POBRE FUTEBOL BRASILEIRO!

ad argumentandum tantum - O Árbitro de Vídeo foi testado em exatos (oitocentos prelios de futebol), em vinte campeonatos em diversas partes do planeta. O outrora país do futebol, o Brasil, realizou dois testes com a tecnologia em tela, no Campeonato Pernambucano, cujo resultado teve "efeito traque". O futebol brasileiro e seus "maganos", continuam no século 19.  

     Da direita para a esquerda, Pierluigi Collina e Massimo Busacca, na reunião do The IFAB, neste sábado (3) - Crédito: FIFA

PS: A decisão da implantação do (AV) foi por unanimidade. Votaram os quatros países que compõe o (The IFAB), que são Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e os quatro votos que tem a FIFA.

PS (2): Tenho observado que Massimo Busacca, o diretor de arbitragem da FIFA e Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da entidade internacional, teem ministrado inúmeros cursos à confraria do apito em diferentes países do globo terreste. Por que eles não são convidados para virem a América do Sul? Seria o complexo de vira lata de Nelson Rodrigues, o motivo?  

sexta-feira, 2 de março de 2018

ESPANHA VAI AVANÇAR COM O VIDEOÁRBITRO NA PRÓXIMA ÉPOCA

    Teste do (AV) da Federação Portuguesa de Futebol - Crédito: FPF

A Liga espanhola vai passar a contar com a tecnologia do vídeoárbitro a partir da próxima temporada. A Real Federação Espanhola de Futebol e o Comité de Arbitragem anunciaram esta sexta-feira o acordo, pondo fim a vários meses de retrocessos neste processo, muitos deles por questões financeiras.
O comunicado adianta que a implementação do VAR em Espanha aguarda agora a aprovação da Internacional Board (IFAB) “para o seu uso no campeonato nacional da primeira divisão a partir do início da temporada 2018/19.”
O mesmo documento acrescenta que a formação dos árbitros e assistentes espanhóis para a esta tecnologia começa já esta sexta-feira, sendo que este projeto é liderado pelo ex-árbitro Carlos Velasco Carballo.
Fonte: SAPODESPORTO


ad argumentandum tantum - Na reunião que teve na manhã desta sexta (2), em Sochi, na Rússia, com os trinta e dois técnicos das seleções que irão disputar o Mundial, o diretor de arbitragem da FIFA, Massimo Busacca, fez um detalhado relato a respeito do ÁRBITRO DE VÍDEO, que deverá ter sua implementação na Copa autorizada na reunião deste sábado (3), pelo (The IFAB).