sexta-feira, 4 de maio de 2018

“NO BICO DO CORVO”

    Marcos Marinho, presidente da CA/CBF - Crédito: CBF 

Quem apitou futebol e acompanha o dia a dia da arbitragem, tem na ponta da língua, a resposta para a queda da produção qualitativa, que, assola a confraria do apito brasileiro há mais de dois anos.

Os vinte e seis anos de Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, acusados de diferentes delitos quando estiveram à frente do comando da CBF, frequentando as páginas policiais, em âmbito nacional e internacional, enfraqueceram paulatinamente todos os setores do nosso futebol, sobretudo, a arbitragem
  
Lembro que independente dos atos da trempe nominada- todas as vezes que, a arbitragem brasileira vivenciou algum tipo de crise, ao invés de a CBF elaborar um projeto de alto nível de médio e longo prazo, para mudar o conceito e formato da comissão de arbitragem; da escola nacional de árbitros e sua dinâmica de funcionamento em âmbito nacional e junto as federações de onde a CBF toma emprestada os árbitros; na seleção dos árbitros e assistentes do quadro nacional e na escolha dos analistas e/ou observadores, a CBF anunciou e adotou medidas imediatistas. Medidas que não tiveram continuidade.

Além do exposto, o continuísmo que vem prevalecendo em todos os setores da arbitragem na CBF, acoplado a ausência de cursos (com menos teoria e mais praticidade a todos os apitos e bandeiras da Senaf) – a falta de intercâmbio com instrutores da UEFA e da FIFA – falo dos europeus, e o baixíssimo investimento financeiro na base, ou seja, na formação e requalificação do árbitro que sai das federações, também teem contribuído para o estágio lastimável, que chegou a arbitragem brasileira.

ad argumentandum tantum (1) – Li nesta sexta (4), no site da Anaf, que o (STJD) Superior Tribunal de Justiça, está atento as manifestações dos atletas nas redes sociais, contrárias a algumas arbitragens, que atuaram nas três primeiras rodadas da Série (A) do Campeonato Brasileiro desta temporada.

ad argumentandum tantum (2) – Se quiser agir de acordo com o (CBJD), basta o (STJD) requisitar o teipe das rodadas iniciais do Brasileirão. Onde constatará uma sequência de erros e omissões de árbitros e assistentes no cumprimento das regras, e uma avalanche de atos de indisciplina dos atletas em função dos erros crassos dos homens de preto.

ad argumentandum (3) -  A criação da Federação Brasileira de Árbitros de Futebol, é o caminho para a arbitragem romper o casulo de submissão que a impede de ter vida própria. A manutenção da rota que vem sendo trilhada vai colocar o apito brasileiro, definitivamente no “BICO DO CORVO”.  

Perguntar não ofende: Quem fim levou a comissão criada pela Anaf, para resolver a documentação dos estados que estavam irregulares na solicitação da Carta Sindical?   

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Alessandro Florenzi: "Se houvesse vídeo-árbitro na Liga dos Campeões, a final seria Bayern-AS Roma

    Crédito: Sistema Hawkye/Fifa

O Liverpool apurou-se ontem para a final da Liga dos Campeões de futebol, apesar de ter perdido 4-2 em casa da Roma, em jogo da segunda mão das meias-finais da prova.

A formação britânica apresentou-se em Roma com uma confortável vantagem de três golos (5-2) e cedo complicou a tarefa da equipa romana, quando Sadio Mané, aos nove minutos, anotou o primeiro golo da partida.

A precisar de marcar quatro golos para virar a eliminatória, a Roma não tardou a igualar, beneficiando de um autogolo de James Millner, mas os visitantes voltaram para a frente do marcador aos 25, com um golo de Wijnaldum.

Edin Dzeko, aos 56, voltou a dar esperanças aos italianos, que, com o 2-2, ficavam a três golos de igualar a eliminatória, mas só conseguiram o mal menor, quanto Nainggolan, aos 86 e aos 90+4, o segundo de grande penalidade, anotou os tentos que garantiram a vitória à Roma na partida.

No final do jogo, o lateral direito da AS Roma, Alessandro Florenzi, não escondeu a sua insatisfação pelo desfecho da eliminatória e frisou a necessidade de implementar a tecnologia no auxílio das equipas de arbitragem.

"É uma injustiça. Existiram vários erros dos árbitros. Também temos erros por culpa própria, nomeadamente no primeiro jogo. Temos de sair com a cabeça bem alta, demos 100%.

Temos que felicitar o Liverpool por terem chegado à final. Creio que talvez um Roma-Real Madrid não tivesse tanto interesse para uma final da Liga dos Campeões, mas não quero pensar que os sorteios são preparados", afirmou Florenzi ao jornal espanhol AS.

"Se tivesse havido vídeoárbitro as coisas poderiam ser diferentes. O VAR diz-te as coisas em dez segundo. Se houvesse esse mecanismo a final seria entre Roma e o Bayern", sentenciou o lateral da AS Roma sobre o jogo da segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões.

Na final, agendada para 26 de maio, em Kiev, o Liverpool vai defrontar o Real Madrid, bicampeão da prova, que na terça-feira afastou o Bayern Munique.
Fonte: SAPODESPORTO

Nossa opinião:  Os erros de arbitragens, perpetrados nas partidas das semifinais da Liga dos Campeões, da UEFA, provocou fortíssima reação dos dirigentes dos clubes do futebol europeu. Todos sem exceção, afirmaram que, a implementação do ÁRBITRO DE VÍDEO )AV), é imperativo para as próximas competições da UEFA, obterem resultados justos no campo de jogo.

Nossa opinião (2): Quem acompanhou as entrevistas e leu os principais jornais europeus desta quinta (3),observou que ninguém falou em custo econômico. A unanimidade foi no sentido de que, o árbitro não consegue mais vislumbrar todos os acontecimentos nos prélios, “a olho nu”. Lá o problema está resolvido para as futuras competições.

Nossa opinião (3): Ao contrário dos europeus que decidiram pela introdução do (AV) nas futuras competições, a CBF passou dois anos contestando o protocolo do (The IFAB), e procurando parceiros que nunca apareceram para o (AV). Além disso, omitiu-se e jogou a responsabilidade da aludida tecnologia aos clubes neste 2018, que rechaçaram a ideia. Resultado: A arbitragem brasileira, continua no "BICO DO CORVO" a toda rodada do Campeonato Brasileiro.

terça-feira, 1 de maio de 2018

ANAF VAI REFERENDAR O COLAPSO DA ARBITRAGEM BRASILEIRA ?

    Crédito: ANAF

O futebol brasileiro vivencia desde março de 2012, uma crise ética e moral nunca antes vista. Naquela oportunidade, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF, acusado pela Justiça dos EUA de ter cometido vários crimes.

Em maio de 2015, o (FBI/EUA) acabou com o congresso da FIFA em Zurique - e prendeu uma plêiade de cartolas, envolvidos em estratosférica rede de corrupção. Entre os presos, o sucessor de Teixeira,  José Maria Marin.

Marin foi deportado para os EUA. Onde encontra-se num ergástulo público, no condado de Brooklin em Nova York, aguardando sentença para continuar a ver o “sol nascer quadrado”.

Seu sucessor na CBF, Marco Polo Del Nero, atolado num pântano de corrupção pior do que areia movediça, desde que assumiu, conseguiu se manter no comando do outrora melhor futebol do mundo, “manejando” o colégio eleitoral da entidade que preside com cargos, verbas, prebendas e sinecuras.

Só que Del Nero não contava que seu grande “amigo” Marin, iria delatá-lo em depoimento à Justiça dos EUA. Delação que entregou todas as falcatruas que, ambos realizaram a frente do futebol detentor de cinco Copas do Mundo.

Dada a gravidade das delações de Marin e outros parceiros de Del Nero, o Comitê Disciplinar da FIFA, afastou num primeiro momento por (45) dias, Marco Polo do comando da CBF, e, posteriormente por mais (15) dias. No dia (27/4), a FIFA anunciou a eliminação de Del Nero de todas as atividades do futebol.

Os cartolas em tela estão ricos e arrumaram as vidas das suas gerações por no mínimo, três a quatro décadas. A principal vítima desse processo sujo que teve como precursor, Ricardo Teixeira desde então, foi a arbitragem brasileira.

Arbitragem que já vinha apresentando indícios de decadência, e com o desfecho dos acontecimentos acima mencionados, entrou em colapso total.

Colapso que teve confirmação na temporada de 2017, quando a confraria do apito decidiu nos erros de interpretação e aplicação das regras, inúmeros jogos do principal torneio da CBF, o Campeonato Brasileiro.

Imaginava-se que as desgraças protagonizadas desde 2012, que vinham afetando o desempenho e a credibilidade dos homens de preto, haviam ficado para trás.

Iniciamos 2018 – e logo a seguir iniciaram os campeonatos regionais geridos pelas federações de futebol. E, assim que a bola rola, apitos e bandeiras exibem colapso em intensidade similar de quinta potência.

Veio a Copa do Brasil e ato contínuo o Brasileirão. Três rodadas se passaram e o colapso da arbitragem se acentua em doses similares a uma pandemia.

Diante do tsunami que solapou e continua solapando o futebol brasileiro, atingiu e enfraqueceu sobremaneira a credibilidade de um setor de fundamental importância como é a arbitragem, esperava-se uma posição da Anaf. Nada aconteceu.

Que a Anaf não tenha se manifestado em relação a trempe acima mencionada, que transformou o futebol brasileiro numa cloaca a céu aberto é aceitável.

Agora, não se pronunciar em relação as causas do  colapso que tomou de assalto a nossa arbitragem há mais de seis anos, torna-a partícipe do modelo de gestão anacrônico e carcomido, que viceja no setor de arbitragem da CBF. 

ad argumentandum tantum - Aliás, quais são as sugestões, que a Anaf têm a oferecer no sentido de mudar o modelo de gestão do setor de arbitragem da CBF, que tem contribuído para o colapso da arbitragem brasileira?   
  

domingo, 29 de abril de 2018

Árbitro turco volta a apitar um jogo dos "merengues", menos de um mês depois de o ter feito em Turim.

          Crédito: FIFA

O árbitro turco Cüneyt Çakir (foto) foi o escolhido para dirigir o encontro da segunda-mão das meias-finais da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Bayern Munique, que se jogará na próxima terça-feira a partir das 19h45 no estádio Santiago Bernabéu.

A UEFA confirmou este domingo a designação de Çakir para esta partida, para a qual o Real Madrid parte com uma vantagem de 1-2 conseguida na Arena de Munique e à procura de de conseguir alcançar a terceira final consecutiva da "Champions".

O juiz turco volta a apitar um jogo do Real Madrid, menos de um mês depois de ter dirigido o jogo da primeira-mão dos quartos-de-final desta competição com a Juventus, em Turim, e que terminou com a vitória dos "merengues" por 3-0, com golos de Cristiano Ronaldo (bisou) e Marcelo.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

A RESPONSABILIDADE DA CBF É TOTAL



Há poucos meses atrás, conversando com um dirigente da CBF, a respeito da ausência de renovação e os motivos da decadência da arbitragem brasileira, sobretudo, da Seleção Nacional de Árbitros Futebol (Senaf), ele me disse: “A CBF não pode ser responsabilizada, porque ela toma os árbitros e assistentes emprestados das federações de futebol”.

Ato contínuo, questionei o dirigente com quem falava, sobre a falta de imparcialidade e qualidade dos analistas de campo, e as implicações de vários deles com associações e sindicatos. A resposta veio na mesma toada. “A CBF não tem condições de se opor, porque eles são indicados pelas federações”.

Não satisfeito com as explicações, fiz um questionamento com amplitude nos seguintes termos. O Campeonato Brasileiro de Futebol e as demais competições da CBF, são geridas por quem? Quem faz o regulamento dos torneios? Quem estabelece se os estádios estão aptos a sediar os jogos?

Quem confecciona as tabelas? Quem dá condições de jogo via (BID) aos atletas? Embora as indicações da arbitragem sejam das federações, quem é que ministra cursos, testes teóricos, físicos e práticos a arbitragem, e define o quarteto e/ou sexteto de árbitros via sorteio para os prélios?

Quem é o responsável pela entrega da vestimenta que a arbitragem é OBRIGADA a usar, em todas as competições da CBF? Quem determina a empresa aérea para a arbitragem viajar ao destino das partidas, e o horário dos jogos?

Os mesmos procedimentos com uma ou outra exceção, são adotados aos analistas de campo. É verdade que apitos, bandeiras e os analistas de campo, são indicações das federações.

Agora, a responsabilidade de tudo que você acabou de ler, é exclusiva da Confederação Brasileira de Futebol. E, de mais ninguém.

PS: O que a arbitragem brasileira necessita para resgatar a credibilidade qualitativa, e a CBF não teve o cuidado de fazer nos últimos anos, é uma oxigenação irrestrita em todos os setores do departamento de árbitros da entidade. Pois do contrário, tudo vai continuar como “DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES”.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

SEM COMBATER AS CAUSAS, ARBITRAGEM NÃO MUDARÁ


A exemplo da primeira rodada do Campeonato Brasileiro da CBF, a segunda também, teve problemas com erros de arbitragem. Na rodada inicial os apitos contribuíram decisivamente para mudar os resultados de duas partidas. Nos jogos do final de semana que passou, a contribuição para mudar o resultado de Palmeiras/SP x Inter/RS, veio através do assistente Silbert Sisquim (CBF/RJ). Sisquim, levantou a bandeira acusando posição irregular do atacante Leandro Damião, que não aconteceu e impediu o gol de empate do Colorado dos Pampas. 
Pouco mais de 24 hrs se passaram e falar o que diz a Regra 11 – Impedimento, e qual deveria ser o comportamento do bandeira em tela a respeito do lance é uma insensatez. Todos já mostraram e falaram.
O “X” da questão é saber o porquê neste 2018, a CA/CBF e a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol – Enaf, não ministraram treinamento prático no campo de jogo aos assistentes a respeito da REGRA 11 – IMPEDIMENTO. 

Três estados onde consultei a arbitragem da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), fui informado que, a CA/CBF e a Enaf, quando estiveram por lá, realizaram aula de vídeo, teste teórico e teste físico. Mas, não teve teste prático nem aos bandeirinhas e aos apitos.
Aqui começam as causas dos erros, que vêm sendo perpetrados pelos homens que manejam os apitos e as bandeiras na principal competição da CBF. Estamos falando dos assistentes. Se não teve praticidade aos assistentes da CBF, naquela que é considerada a mais sibilina regra do futebol, é óbvio que, os árbitros também estão na mesma toada.
    Crédito: FIFA
Excesso de teoria nos cursos, analista de campo não se sabe o que é feito dos relatórios dos mesmos, Radar, falta de intercâmbio com instrutores internacionais de outras culturas, sobretudo a europeia, ausência de prática no campo de jogo à arbitragem da (Senaf),(treinamento com categorias de base), criando e/ou provocando as inúmeras situações, que podem acontecer no transcurso de um prélio, a falta de ousadia, a politicagem, o continuísmo e a presença de pessoas sem a devida capacitação na CA/CBF, a ausência de liderança na categoria dos homens de preto, e daqueles que estão comandando a arbitragem brasileira há algumas décadas, estão conduzindo a confraria do apito brasileiro a uma curva declinante ano após ano.
O caminho para mudar o quadro de pobreza técnica e descrédito que aumenta ano após ano, em relação ao quadro nacional de arbitragem da CBF, passa de maneira imperativa pela renovação da comissão de arbitragem, da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, que deve ser composta por pessoas com um novo modelo de gestão, com criatividade, projetos de curto, médio e longo prazo, sem vícios e de uma nova Seleção Nacional de Árbitros. Porque não se fazem mudanças com o continuísmo, politicagem e critérios que nem sempre atendem a meritocracia.

PS: Enquanto a CBF contestava o protocolo do (The IFAB), e anunciava que estava buscando parceiros no mercado que nunca apareceram para a implementação do Árbitro de Vídeo (AV) no futebol brasileiro, as principais potências do futebol mundial realizaram oitocentos testes com o (AV). Nesta segunda (23), sob a regência do árbitro da final da Copa do Mundo de 2014, Nicola Rizzoli (foto), a Federação Italiana de Futebol, reuniu árbitros, imprensa, atletas, dirigentes e exibiu relatório dos testes realizados e reafirmou, a importância da indigitada tecnologia no auxílio a arbitragem para dirimir lances polêmicos. 

ad argumentandum tantum - Após ler a entrevista do ex-árbitro e comentarista da Rede Globo, Arnaldo Cezar Coelho, no APITO NACIONAL, não tenho mais dúvidas de que a arbitragem que atua no Brasileirão da CBF, alcançou o fundo do poço. Resta saber quem vai tirá-la de lá.



sexta-feira, 20 de abril de 2018

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

        Crédito: FIFA

A recente eleição para a presidência da CBF abre pouquíssimas perspectivas de mudanças na melhora do futebol brasileiro. Se analisado o conjunto da próxima diretoria, é nítido que foi feito uma acomodação para amainar qualquer processo de oposição ao presidente eleito, Rogério Caboclo.

No que concerne a arbitragem brasileira é imperativo que, o futuro presidente promova modificações em todas as áreas.

Porque é clarividente o desgaste das pessoas que estão a frente do comando do apito da CBF, há mais de uma década. Tem gente que está lá,  desde os tempos de Ivens Mendes.  Desgaste que tem como epicentro o modelo de gestão adotado pela CA/CBF, e demais departamentos.

Desgaste que propiciou e vem propiciando ano após ano, a ausência total de credibilidade das tomadas de decisões da arbitragem brasileira na interpretação e aplicação das regras.

E a prova cabal é o total desrespeito impingido pelos cartolas, clubes, a imprensa (nos comentários) e os torcedores à confraria do apito das federações de futebol e da (Senaf/CBF). Ninguém respeita o árbitro, os assistentes, os assistentes adicionais e o quarto árbitro.

As cenas de indisciplina deploráveis dos atletas, cartolas e técnicos contra as decisões dos homens de preto no Campeonato Brasileiro do ano que passou, e, muitas delas repetidas nos campeonatos regionais, na Copa do Brasil e no início do campeonato brasileiro de 2018, atestam de maneira irretocável que algo precisa ser feito no campo da nossa arbitragem.

PS: Tomei conhecimento e li posteriormente, que, a direção da Anaf marcou presença na recém-eleição da CBF. A Anaf tem o dever ético, legal e moral de se posicionar em relação ao continuísmo que grassa no setor de arbitragem da CBF, e em defesa da categoria que representa.

PS (2): Caso não se manifeste, a Anaf irá contribuir substancialmente para o “continuísmo”, e, o empobrecimento qualitativo da nossa arbitragem, e, por conseguinte, prestará “RELEVANTE DESSERVIÇO”, àquele importante setor do futebol detentor de cinco Copas do Mundo.


PS (3): Apesar do continuísmo e do ingente fracasso da atual gestão do comando da arbitragem da CBF, o árbitro Wagner Nascimento Magalhães (RJ) e seus assistentes, são dignos de reconhecimento pela postura profissional exibida, no prelio São Paulo/SP 2 x 2 Atlético/PR, pela Copa do Brasil na quinta (19).


quarta-feira, 18 de abril de 2018

COVERCIANO A PENÚLTIMA ETAPA

Sandro Meira Ricci revendo lance no monitor em jogo que teve o (AV) - Crédito: FIFA


Parte do contingente dos (36) árbitros e dos (63) assistentes pré-selecionados para o Mundial da Rússia, que inicia na segunda quinzena de junho, estão reunidos desde a segunda (16), nos arredores de Florença (Itália) - mais especificamente em Coverciano, onde serão realizados os últimos ajustes, antes da bola rolar no território do czar, Vladmir Putin.

Seminário que está sendo comandado pelo presidente do Comitê de Árbitros da FIFA, e o diretor do departamento de arbitragem da entidade internacional, Massimo Busacca.

A arbitragem que vai laborar na Copa, foi divida em dois grupos. O primeiro, é composto por integrantes da UEFA e da CAF (África). O segundo, será formado pelos apitos e bandeiras da AFC (Ásia), CONCACAF (América do Norte e Central), CONMEBOL (América do Sul) e OFC (Oceania).

Na tarde desta quarta (18), a imprensa teve acesso ao campo do Centro Técnico de Coverciano, e acompanhou parte do treinamento realizado pelos homens de preto no campo de jogo. Inclusive, a dinãmica de funcionamento do Àrbitro de Vídeo (AV).
O treinamento do (AV) foi dirigido pelo ex-árbitro da Fifa/Itália, Roberto Rosseti, que é o responsável pelo setor do (AV) aos árbitros internacionais da entidade que controla o futebol no planeta.

Assim que o último grupo terminar a preparação em Coverciano, Collina e Busacca irão anunciar a lista completa da arbitragem que irá atuar na Copa da Rússia.

Roberto Rosseti de agasalho preto em pé, observado o treinamento da arbitragem da Copa em treinamento sobre o (AV) - Crédito: Federação Italiana de Futebol

Perguntar não ofende: Quais foram os motivos que impediram a CBF de convidar Roberto Rosseti, para ministrar um curso a respeito do funcionamento do Árbitro de Vídeo, aos instrutores de arbitragem da instituição, e aos membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf)?

Perguntar não ofende (2): Faltou humildade, inteligência aos homens que comandam a arbitragem brasileira ou eles pensam que sabem tudo sobre o (AV)? Qualquer que seja o motivo, a arbitragem brasileira perdeu a oportunidade de convidar um expertise no tema em tela, e se qualificar para manusear com capacitação, uma tecnologia que veio para tornar as decisões do árbitro mais justas

segunda-feira, 16 de abril de 2018

'TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES"

Crédito: MHDB 
 
O comando da arbitragem da CBF vinha sendo questionado pelos cartolas do futebol brasileiro há muitos anos, por diferentes motivos. Dentre os quais, o continuísmo e a metodologia de treinamento que era repassada à arbitragem.

Desde a saída de Ivens Mendes, aquele setor sofreu pequenas mudanças. Tem gente que está lá desde os tempos de Mendes. Ou seja, as transformações foram tênues diante das exigências que eram necessárias, no que concerne as pessoas.

Em setembro de 2016, após um processo desgastante, Sérgio Corrêa deixou a direção da CA/CBF. Ato contínuo, Marcos Marinho foi designado para gerir a área do apito. 

Marinho é uma pessoa bem-intencionada, teórico e estudioso das Regras de Futebol - porém, ele não possui a formação de árbitro e nunca vivenciou na prática sequer, uma partida de futebol de pelada de menino de conjunto habitacional. Arbitro é 30% de teoria - o restante é praticidade no campo de jogo.

Com a saída de Corrêa era imperativo uma oxigenação, que passava pela constituição de uma nova comissão com novas ideias, novos projetos de formação, cursos de capacitação continuada e uma reformulação irrestrita no quadro da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf).

Reformulação que deveria ter como base inalienável, a meritocracia. E, por consequência, na formatação de uma nova Escola Nacional de Arbitragem de Futebol – Enaf.

Infelizmente não foi o que aconteceu. Marinho foi a única novidade, pois o continuísmo e o cardápio por ele repassado aos homens da (Senaf), teve conteúdo de 100% do seu antecessor.

O resultado é que, desde setembro de 2016, apesar de manter uma estrutura gigantesca e cara economicamente, composta pela Comissão de Árbitros, Escola Nacional de Arbitragem – Enaf, Departamento de Arbitragem, Radar, analistas de campo e alguns cursos à confraria do apito, os resultados negativos perpetrados pela arbitragem no campo de jogo, atingiram uma escalada que não para de crescer.

Dai que afastar os árbitros Wagner Reway (foto/MT) e seus congêneres, que, atuaram no jogo Vitória/BA x Flamengo/RJ e André de Freitas Castro no Vasco/RJ x Atlético/MG, e submetê-los a requalificação é uma medida paliativa da CBF.

Mas, se a CBF deseja uma vicissitude de excelência no modus operandi do árbitro do futebol brasileiro, deve realizar uma profilaxia em todos os setores da arbitragem, inclusive na sua Comissão  de Árbitros. Pois do contrário, tudo vai continuar como está.

ad argumentandum tantum - Você entraria num avião se o piloto não tem a especificação técnica exigida para comandar a aeronave? Ou sentaria numa cadeira de um consultório odontológico para extrair um dente, se a pessoa não fosse detentora da formação técnico profissional para tal função? Ou ainda, aceitaria ser submetido a procedimento cirúrgico neurológico, por um clínico geral se este não tem a especialização exigida para a aludida cirurgia? É por isso que somos contrários a presença de Marcos Marinho a frente de uma função tão sibilina, como é a direção da CA/CBF.

ad argumentandum tantum (2) - Em que pese o descrédito dos homens que manejam os apitos e as bandeiras, Rodolpho Toski Marques e Rodrigo D'Alonso tiveram atuações dignas de reconhecimento na primeira rodada da Série (A) do Brasileirão. 

ad argumentandum tantum (3) – Não basta ser ex-árbitro para comandar a CA/CBF. Tem que ter liderança e ser um excelente gestor. Quem se habilita?

sexta-feira, 13 de abril de 2018

ARBITRAGEM VAI SE “ACADELAR” NO BRASILEIRÃO?




Quem viu as duas partidas decisivas dos campeonatos Mineiro e Paulista, do final de semana que passou, e os demais campeonatos regionais das federações de futebol pelo país afora, assistiu a uma série de “aulas de cátedra”, ministrada pelos atletas, cartolas e treinadores do futebol brasileiro, de como infringir as Regras de Futebol sem ser punido.

Querem ver: 1) Atletas exibiram excelência na indisciplina, praticando reiteradamente o antijogo. 2) Interromperam os jogos a todo momento, simulando faltas que não aconteceram. 3) obstruiram as cobranças das infrações, posicionando-se a menos de 9,15 metros da bola. 4) Usaram e abusaram da conduta violenta. 5) agarraram os adversários dentro da área penal e nada aconteceu. 6) Desrespeitaram com gestos e/ou palavras, as decisões do árbitro e/ou assistentes. 7) Colocaram na “roda” a todo o momento, o árbitro, os assistentes e quando necessário, o quarto árbitro. 8) Jogadores, técnicos e cartolas apontaram inúmeras vezes, o dedo em riste na “cara” de todos os integrantes da arbitragem. Aliás, este tipo de comportamento foi linear em praticamente todos os campeonatos regionais.

Os treinadores na área técnica, “deitaram e rolaram” em cima da arbitragem - sobretudo, diante dos quarto árbitros, que mais pareciam uns bobões inertes.

Isto posto, o Campeonato Brasileiro começa hoje a noite (Séria B e amanhã a Série (A). A maioria esmagadora dos atletas, cartolas e técnicos que “deitaram e rolaram” em cima da arbitragem nos campeonatos regionais, estarão em ação a partir desta sexta (13).

PS: O diretor da Escola Nacional de Arbitragem – Enaf/CBF, Nilson Monção - nas palestras que realizou aos membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol, solicitou a todos que falem a mesma língua na interpretação e aplicação das Regras de Futebol. Resta aguardar a bola rolar rente a relva, e observar o desfecho dos acontecimentos.

ad argumentandum tantum – A paralisação de sete minutos e trinta e sete segundos, na partida Palmeiras/SP x Corinthians/SP, do último domingo, em que o árbitro Marcelo Aparecido de Souza (SP), assinalou penal inexistente em desfavor da equipe mosqueteira, ultrapassou as fronteiras do Brasil.

Ad argumentandum tantum (2) – Na verdade, faltou [autoridade] ao árbitro em tela para tomar a decisão correta e cumprir a regra. Autoridade que vem sendo colocada em "cheque", inclusive nas competições da CBF. E, por extensão, expôs a decadência da outrora melhor arbitragem do futebol brasileiro.