sexta-feira, 11 de maio de 2018

O ÁRBITRO DE VÍDEO NA COPA DA RÚSSIA



A arbitragem que vai atuar nos (64) jogos do Mundial da Rússia, a partir do próximo dia 14 de junho, terá um reforço considerável para auxilia-la em lances onde houver dúvidas. O Árbitro de Vídeo (AV). Tecnologia que foi autorizada pelo (The IFAB), em março de 2016, e testada em mais de oitocentos jogos ao longo dos últimos dois anos, cujos testes apontaram percentual de eficiência de 98,7%.

A equipe de Árbitro Assistente de Vídeo (AAV), vai ficar instalada numa sala no Centro Internacional de Radiodifusão (IBC), em Moscou, capital da Rússia. As imagens capturadas nos (12) estádios da Copa, serão transmitidas via fibra ótica ao centro em tela, para as trinta e três câmeras disponíveis ao (AAV). Sendo que oito dessas câmeras permitem gravação em câmera lenta e seis de gravações ultra lentas. Além de duas exclusivas, para o impedimento.

A equipe do (AAV) terá um árbitro no comando - e três assistentes assim denominados. AAV (1), AAV (2) e AAV (3). Essa equipe contará ainda com quatro operadores de vídeo, que irão selecionar e disponibilizar as melhores imagens da partida. Dois serão responsáveis em pré-selecionar os lances com maior probabilidade de serem utilizados. Já os outros dois operadores, reproduzirão os lances escolhidos pelo (AAV) principal e seu auxiliar (2).
  Marcelo Van Gasse à esquerda, Sandro Ricci com a bola e Emerson Carvalho á direita - Crédito: FIFA

O Árbitro Assistente de Vídeo principal observa as imagens numa câmera específica, em um monitor específico e analisa os incidentes em um monitor divido em quadrantes. Somente o (AAV) principal, poderá fazer contato com o árbitro central da partida. Há outras situações envolvendo a equipe do (AAV), mas, as de maior relevância estão aqui.

A FIFA selecionou e treinou durante quatro anos, (36) árbitros e (63) árbitros assistentes ao Mundial de 2018.  Sendo que (13), foram selecionados a parte para desempenhar a função (AAV), em função do perfil demonstrado durante os treinamentos realizados nos seminários da FIFA.

O futebol brasileiro será representado na Copa do Mundo da Rússia, pelo árbitro Sandro Meira Ricci (PR) e os assistentes Emerson Carvalho (SP) e Marcelo Van Gasse (SP). Além do árbitro, Wilton Pereira Sampaio (GO), que irá desempenhar a função de (AAV).

PS: O gráfico acima da FIFA, reproduz como será realizada a captação e a transmissão das imagens até o centro onde ficará sediada a equipe de Árbitro Assistente de Vídeo.

ad argumentandum tantum - Desde o reconhecimento da atividade do árbitro de futebol como profissional em 2013, a arbitragem brasileira no que concerne ao sindicalismo, patina no mesmo lugar ininterruptamente, por má-vontade. A a arbitragem não avançou, porque os sindicalistas não quiseram. Portanto, fazer um curso de gestão aos presidentes de associações e sindicatos da categoria, é uma tremenda "empulhação". 
   Crédito: MHDB
ad argumentandum tantum (2) - Carlos Eugênio Simon (foto), o maior árbitro brasileiro de todos os tempos do futebol brasileiro, embarca para Moscou no próximo dia 2 de junho. A Fox Sports terá, cem profissionais atuando no Mundial da Rússia. 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A CULPA É DOS ÁRBITROS

Em função da matéria abaixo - [TRACI E EQUIPE ESPANTARAM “A NUVEM NEGRA”], recebi as seguintes considerações via e-mail e WhatsApp. Vamos a elas: é impossível o árbitro ter uma performance melhor do que a que estamos observando porque, com raras exceções, todos os segmentos do futebol brasileiro são profissionais e tiveram suas atividades regulamentadas, menos o árbitro. Todos podem se dedicar exclusivamente ao seu mister, sem se preocupar com outro tipo de trabalho.   
    Á arbitragem brasileira se ressente a cada temporada de árbitros com o dom, talento e a vocação de Salvio Spinola - Crédito: MHDB

Como não teve sua atividade regulamentada até o momento, o árbitro desenvolve outros tipos de labor para sua sobrevivência e seus dependentes. Como não teve seu trabalho regulamentado, os homens de preto não possuem condições de se dedicar 100% ao labor do apito – o que inclui estudar e revisar as Regras de Futebol periodicamente, treinar e ter o acompanhamento de um preparador físico, de um fisioterapeuta, de um nutricionista, de um ortopedista, de um psicólogo, requisitos de fundamental importância para que, esse profissional preste um serviço de alto nível ao futebol brasileiro. O que significa que, a maioria das críticas direcionadas à arbitragem são injustas. Nada mais recebi, além do aqui escrito.  

Contradito o que recebi com os seguintes questionamentos e respostas: Sabem porque a maioria das categorias que labutam no futebol (atletas e técnicos), alcançaram a regulamentação das suas profissões? Porque se organizaram fora do campo de jogo em sindicatos, e a seguir criaram as suas federações, entidades consideradas de segundo grau no sindicalismo vigente no país. Já a arbitragem, ficou circunscrita as associações tanto em âmbito regional como nacional. Associações diz a lei, são entidades de recreação e lazer.

Lembro que, quando teve a oportunidade impar de ter sua profissão regulamentada, a categoria do apito e seus representantes sindicais, prevaricaram. O fato ocorreu no período de 2002 a 2013, quando um grupo de pessoas comprometidas com os interesses dos apitadores, elaborou um projeto que recebeu a rubrica de Projeto nº6405/2002.  Projeto que contemplava a profissionalização e regulamentação do árbitro de futebol na essência – mas, por falta de uma entidade com capilaridade jurídica e política, e de participação efetiva dos árbitros, ficou vagando de gaveta em  gaveta, de comissão em comissão durante onze anos no Congresso Nacional, em Brasília.

O resultado da falta de interesse da classe, acoplada a ausência de uma entidade reconhecida pela (CLT) e a Constituição Brasileira, e sem representatividade política perante o Congresso Nacional, em Brasília, desembocou na Lei Nº 12.867/2013, que reconheceu a categoria do apito como profissional - mas não regulamentou sua atividade.  Desde então, não há conhecimento de que alguma medida objetiva, tenha sido levado adiante sobre a questão da regulamentação da profissão dos homens de preto.

Além do desinteresse na criação de sindicatos, o que lhe daria o aval necessário para criar a Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol, a arbitragem que sempre foi e é, a parte mais nevrálgica do contexto do futebol, preocupou-se apenas em brigar por escalas ao longo dos anos. Situação que inviabilizou qualquer tentativa de reivindicar melhorias à classe.

Não conheço nenhuma categoria trabalhista, que, se solidificou no cenário estadual ou nacional e atingiu seus objetivos, sendo associação. Atletas e técnicos de futebol são exemplos recentes.  Bancários, comerciários, construção civil, médicos, metalúrgicos, policiais civis e federais, se fortaleceram primeiro na criação de sindicato e, posteriormente, na implementação da federação e confederação das suas respectivas categorias. Será o árbitro de futebol, inferior as diferentes classes de trabalhadores aqui nominadas? Tenho certeza que não.

PS: Enquanto não criar a federação, a arbitragem não terá substância jurídica e política para pleitear o direito de arena, o direito de imagem, o fim do sorteio, a regulamentação da sua profissão, a participação financeira nos diferentes patrocínios que a CBF e as federações de futebol exploram e ganham milhões de reais na vestimenta dos árbitros, cursos de capacitação continuada ou qualquer outra reivindicação.

terça-feira, 8 de maio de 2018

TRACI E EQUIPE “ESPANTARAM A NUVEM NEGRA”




Após um início terrível, a quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série (A), ultimada na noite da segunda (7), apresentou diminuição nos erros de arbitragem.

Tivemos alguns senões de interpretação das regras de alto potencial, outros de menor potencial e alguns imperceptíveis para os leigos.

Ficou clarividente neste início do Brasileirão, que várias deficiências herdadas dos fraquíssimos campeonatos regionais das federações, estão sendo utilizadas pela arbitragem, no principal torneio da CBF.

Deficiências que se não forem corrigidas, vai manter a “nuvem negra", que está pairada sobre a arbitragem desde o ano que passou - e continuará alimentando o contexto que gravita no futebol brasileiro de que, a confraria do apito é a responsável por tudo de ruim que aconteceu e está acontecendo no campo de jogo.

As deficiências constatadas foram: 1) A insegurança, acoplada ao posicionamento inadequado e a falta de capacidade cognitiva dos apitos, no momento de decidir se foi pênalti ou não, é total. 2) Os critérios na aplicação do cartão amarelo nas denominadas jogadas técnicas promissoras, está em descompasso com a regra. Há uma dicotomia de interpretação da arbitragem, nesse tipo de lance. Temos árbitros que agem de acordo com a regra – (aplicam o cartão amarelo) – e os que apenas advertem verbalmente.

3) As faltas assinaladas nas imediações da área penal é mais uma deficiência terrível dos árbitros. O tempo utilizado para posicionar a barreira a 9,15 metros da bola, seguido dos empurrões e até agressões físicas, que se sucedem entre defensores e atacantes, após a formação da barreira, até a cobrança da falta, em média tem ultrapassado 1 minuto e 20 segundos. O que diz a regra XII, Faltas e incorreções? Por que os atletas infratores não são punidos?

Além da flagrante ausência da punição, o tempo subtraído nesses casos, não tem sido acrescido no primeiro e no segundo tempo. Por que os árbitros não estão acrescendo o tempo perdido nesse tipo de lance?

4) A maioria dos (apitos) em jogadas ríspidas, e/ou graves, ou quando das altercações entre os atletas distante da diagonal, ao invés de abandoná-laimediatamente, quando dos “rififis”, e se impor com a presença física e verbal, e se necessário exibir o cartão amarelo e/ou vermelho, chegam sempre atrasado - e cometem o disparate de apartar o furdúncio como se fosse “briga de marido e mulher”.

5) O “rodízio” de faltas é praticado sistematicamente com a anuência da arbitragem. Cadê o cartão amarelo? 6) Nenhum árbitro, repito, nenhum, consegue falar a sós quando necessário, com o assistente, quarto árbitro ou o árbitro assistente adicional. Os atletas chegam juntos e não dão a mínima para à arbitragem. Cadê a autoridade do árbitro?

6) Foram raras as partidas em que o sexteto de arbitragem, não foi “rodeado” e levou de dedo em riste dos atletas de uma e às vezes das duas equipes no intervalo ou no final. A Regra XII dá autoridade ao árbitro para punir os atletas, que desrespeitarem a arbitragem no campo de jogo neste tipo de situação. Cadê o cartão amarelo ou vermelho?

ad argumentandum tantum – Será que o “Tal de RADAR”, a CA/CBF e a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol/Enaf - não conseguiram ainda detectar as deficiências da arbitragem da Senaf aqui mencionadas?

ad argumentandum tantum (2): Apitando com simplicidade e objetividade, o árbitro Rafael Traci (PR), e sua equipe de trabalho, que atuaram no clássico São Paulo/SP 2 x 2 Atlético/MG, apresentaram desempenho de excelência no aludido confronto.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

“NO BICO DO CORVO”

    Marcos Marinho, presidente da CA/CBF - Crédito: CBF 

Quem apitou futebol e acompanha o dia a dia da arbitragem, tem na ponta da língua, a resposta para a queda da produção qualitativa, que, assola a confraria do apito brasileiro há mais de dois anos.

Os vinte e seis anos de Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, acusados de diferentes delitos quando estiveram à frente do comando da CBF, frequentando as páginas policiais, em âmbito nacional e internacional, enfraqueceram paulatinamente todos os setores do nosso futebol, sobretudo, a arbitragem
  
Lembro que independente dos atos da trempe nominada- todas as vezes que, a arbitragem brasileira vivenciou algum tipo de crise, ao invés de a CBF elaborar um projeto de alto nível de médio e longo prazo, para mudar o conceito e formato da comissão de arbitragem; da escola nacional de árbitros e sua dinâmica de funcionamento em âmbito nacional e junto as federações de onde a CBF toma emprestada os árbitros; na seleção dos árbitros e assistentes do quadro nacional e na escolha dos analistas e/ou observadores, a CBF anunciou e adotou medidas imediatistas. Medidas que não tiveram continuidade.

Além do exposto, o continuísmo que vem prevalecendo em todos os setores da arbitragem na CBF, acoplado a ausência de cursos (com menos teoria e mais praticidade a todos os apitos e bandeiras da Senaf) – a falta de intercâmbio com instrutores da UEFA e da FIFA – falo dos europeus, e o baixíssimo investimento financeiro na base, ou seja, na formação e requalificação do árbitro que sai das federações, também teem contribuído para o estágio lastimável, que chegou a arbitragem brasileira.

ad argumentandum tantum (1) – Li nesta sexta (4), no site da Anaf, que o (STJD) Superior Tribunal de Justiça, está atento as manifestações dos atletas nas redes sociais, contrárias a algumas arbitragens, que atuaram nas três primeiras rodadas da Série (A) do Campeonato Brasileiro desta temporada.

ad argumentandum tantum (2) – Se quiser agir de acordo com o (CBJD), basta o (STJD) requisitar o teipe das rodadas iniciais do Brasileirão. Onde constatará uma sequência de erros e omissões de árbitros e assistentes no cumprimento das regras, e uma avalanche de atos de indisciplina dos atletas em função dos erros crassos dos homens de preto.

ad argumentandum (3) -  A criação da Federação Brasileira de Árbitros de Futebol, é o caminho para a arbitragem romper o casulo de submissão que a impede de ter vida própria. A manutenção da rota que vem sendo trilhada vai colocar o apito brasileiro, definitivamente no “BICO DO CORVO”.  

Perguntar não ofende: Quem fim levou a comissão criada pela Anaf, para resolver a documentação dos estados que estavam irregulares na solicitação da Carta Sindical?   

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Alessandro Florenzi: "Se houvesse vídeo-árbitro na Liga dos Campeões, a final seria Bayern-AS Roma

    Crédito: Sistema Hawkye/Fifa

O Liverpool apurou-se ontem para a final da Liga dos Campeões de futebol, apesar de ter perdido 4-2 em casa da Roma, em jogo da segunda mão das meias-finais da prova.

A formação britânica apresentou-se em Roma com uma confortável vantagem de três golos (5-2) e cedo complicou a tarefa da equipa romana, quando Sadio Mané, aos nove minutos, anotou o primeiro golo da partida.

A precisar de marcar quatro golos para virar a eliminatória, a Roma não tardou a igualar, beneficiando de um autogolo de James Millner, mas os visitantes voltaram para a frente do marcador aos 25, com um golo de Wijnaldum.

Edin Dzeko, aos 56, voltou a dar esperanças aos italianos, que, com o 2-2, ficavam a três golos de igualar a eliminatória, mas só conseguiram o mal menor, quanto Nainggolan, aos 86 e aos 90+4, o segundo de grande penalidade, anotou os tentos que garantiram a vitória à Roma na partida.

No final do jogo, o lateral direito da AS Roma, Alessandro Florenzi, não escondeu a sua insatisfação pelo desfecho da eliminatória e frisou a necessidade de implementar a tecnologia no auxílio das equipas de arbitragem.

"É uma injustiça. Existiram vários erros dos árbitros. Também temos erros por culpa própria, nomeadamente no primeiro jogo. Temos de sair com a cabeça bem alta, demos 100%.

Temos que felicitar o Liverpool por terem chegado à final. Creio que talvez um Roma-Real Madrid não tivesse tanto interesse para uma final da Liga dos Campeões, mas não quero pensar que os sorteios são preparados", afirmou Florenzi ao jornal espanhol AS.

"Se tivesse havido vídeoárbitro as coisas poderiam ser diferentes. O VAR diz-te as coisas em dez segundo. Se houvesse esse mecanismo a final seria entre Roma e o Bayern", sentenciou o lateral da AS Roma sobre o jogo da segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões.

Na final, agendada para 26 de maio, em Kiev, o Liverpool vai defrontar o Real Madrid, bicampeão da prova, que na terça-feira afastou o Bayern Munique.
Fonte: SAPODESPORTO

Nossa opinião:  Os erros de arbitragens, perpetrados nas partidas das semifinais da Liga dos Campeões, da UEFA, provocou fortíssima reação dos dirigentes dos clubes do futebol europeu. Todos sem exceção, afirmaram que, a implementação do ÁRBITRO DE VÍDEO )AV), é imperativo para as próximas competições da UEFA, obterem resultados justos no campo de jogo.

Nossa opinião (2): Quem acompanhou as entrevistas e leu os principais jornais europeus desta quinta (3),observou que ninguém falou em custo econômico. A unanimidade foi no sentido de que, o árbitro não consegue mais vislumbrar todos os acontecimentos nos prélios, “a olho nu”. Lá o problema está resolvido para as futuras competições.

Nossa opinião (3): Ao contrário dos europeus que decidiram pela introdução do (AV) nas futuras competições, a CBF passou dois anos contestando o protocolo do (The IFAB), e procurando parceiros que nunca apareceram para o (AV). Além disso, omitiu-se e jogou a responsabilidade da aludida tecnologia aos clubes neste 2018, que rechaçaram a ideia. Resultado: A arbitragem brasileira, continua no "BICO DO CORVO" a toda rodada do Campeonato Brasileiro.

terça-feira, 1 de maio de 2018

ANAF VAI REFERENDAR O COLAPSO DA ARBITRAGEM BRASILEIRA ?

    Crédito: ANAF

O futebol brasileiro vivencia desde março de 2012, uma crise ética e moral nunca antes vista. Naquela oportunidade, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF, acusado pela Justiça dos EUA de ter cometido vários crimes.

Em maio de 2015, o (FBI/EUA) acabou com o congresso da FIFA em Zurique - e prendeu uma plêiade de cartolas, envolvidos em estratosférica rede de corrupção. Entre os presos, o sucessor de Teixeira,  José Maria Marin.

Marin foi deportado para os EUA. Onde encontra-se num ergástulo público, no condado de Brooklin em Nova York, aguardando sentença para continuar a ver o “sol nascer quadrado”.

Seu sucessor na CBF, Marco Polo Del Nero, atolado num pântano de corrupção pior do que areia movediça, desde que assumiu, conseguiu se manter no comando do outrora melhor futebol do mundo, “manejando” o colégio eleitoral da entidade que preside com cargos, verbas, prebendas e sinecuras.

Só que Del Nero não contava que seu grande “amigo” Marin, iria delatá-lo em depoimento à Justiça dos EUA. Delação que entregou todas as falcatruas que, ambos realizaram a frente do futebol detentor de cinco Copas do Mundo.

Dada a gravidade das delações de Marin e outros parceiros de Del Nero, o Comitê Disciplinar da FIFA, afastou num primeiro momento por (45) dias, Marco Polo do comando da CBF, e, posteriormente por mais (15) dias. No dia (27/4), a FIFA anunciou a eliminação de Del Nero de todas as atividades do futebol.

Os cartolas em tela estão ricos e arrumaram as vidas das suas gerações por no mínimo, três a quatro décadas. A principal vítima desse processo sujo que teve como precursor, Ricardo Teixeira desde então, foi a arbitragem brasileira.

Arbitragem que já vinha apresentando indícios de decadência, e com o desfecho dos acontecimentos acima mencionados, entrou em colapso total.

Colapso que teve confirmação na temporada de 2017, quando a confraria do apito decidiu nos erros de interpretação e aplicação das regras, inúmeros jogos do principal torneio da CBF, o Campeonato Brasileiro.

Imaginava-se que as desgraças protagonizadas desde 2012, que vinham afetando o desempenho e a credibilidade dos homens de preto, haviam ficado para trás.

Iniciamos 2018 – e logo a seguir iniciaram os campeonatos regionais geridos pelas federações de futebol. E, assim que a bola rola, apitos e bandeiras exibem colapso em intensidade similar de quinta potência.

Veio a Copa do Brasil e ato contínuo o Brasileirão. Três rodadas se passaram e o colapso da arbitragem se acentua em doses similares a uma pandemia.

Diante do tsunami que solapou e continua solapando o futebol brasileiro, atingiu e enfraqueceu sobremaneira a credibilidade de um setor de fundamental importância como é a arbitragem, esperava-se uma posição da Anaf. Nada aconteceu.

Que a Anaf não tenha se manifestado em relação a trempe acima mencionada, que transformou o futebol brasileiro numa cloaca a céu aberto é aceitável.

Agora, não se pronunciar em relação as causas do  colapso que tomou de assalto a nossa arbitragem há mais de seis anos, torna-a partícipe do modelo de gestão anacrônico e carcomido, que viceja no setor de arbitragem da CBF. 

ad argumentandum tantum - Aliás, quais são as sugestões, que a Anaf têm a oferecer no sentido de mudar o modelo de gestão do setor de arbitragem da CBF, que tem contribuído para o colapso da arbitragem brasileira?   
  

domingo, 29 de abril de 2018

Árbitro turco volta a apitar um jogo dos "merengues", menos de um mês depois de o ter feito em Turim.

          Crédito: FIFA

O árbitro turco Cüneyt Çakir (foto) foi o escolhido para dirigir o encontro da segunda-mão das meias-finais da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Bayern Munique, que se jogará na próxima terça-feira a partir das 19h45 no estádio Santiago Bernabéu.

A UEFA confirmou este domingo a designação de Çakir para esta partida, para a qual o Real Madrid parte com uma vantagem de 1-2 conseguida na Arena de Munique e à procura de de conseguir alcançar a terceira final consecutiva da "Champions".

O juiz turco volta a apitar um jogo do Real Madrid, menos de um mês depois de ter dirigido o jogo da primeira-mão dos quartos-de-final desta competição com a Juventus, em Turim, e que terminou com a vitória dos "merengues" por 3-0, com golos de Cristiano Ronaldo (bisou) e Marcelo.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

A RESPONSABILIDADE DA CBF É TOTAL



Há poucos meses atrás, conversando com um dirigente da CBF, a respeito da ausência de renovação e os motivos da decadência da arbitragem brasileira, sobretudo, da Seleção Nacional de Árbitros Futebol (Senaf), ele me disse: “A CBF não pode ser responsabilizada, porque ela toma os árbitros e assistentes emprestados das federações de futebol”.

Ato contínuo, questionei o dirigente com quem falava, sobre a falta de imparcialidade e qualidade dos analistas de campo, e as implicações de vários deles com associações e sindicatos. A resposta veio na mesma toada. “A CBF não tem condições de se opor, porque eles são indicados pelas federações”.

Não satisfeito com as explicações, fiz um questionamento com amplitude nos seguintes termos. O Campeonato Brasileiro de Futebol e as demais competições da CBF, são geridas por quem? Quem faz o regulamento dos torneios? Quem estabelece se os estádios estão aptos a sediar os jogos?

Quem confecciona as tabelas? Quem dá condições de jogo via (BID) aos atletas? Embora as indicações da arbitragem sejam das federações, quem é que ministra cursos, testes teóricos, físicos e práticos a arbitragem, e define o quarteto e/ou sexteto de árbitros via sorteio para os prélios?

Quem é o responsável pela entrega da vestimenta que a arbitragem é OBRIGADA a usar, em todas as competições da CBF? Quem determina a empresa aérea para a arbitragem viajar ao destino das partidas, e o horário dos jogos?

Os mesmos procedimentos com uma ou outra exceção, são adotados aos analistas de campo. É verdade que apitos, bandeiras e os analistas de campo, são indicações das federações.

Agora, a responsabilidade de tudo que você acabou de ler, é exclusiva da Confederação Brasileira de Futebol. E, de mais ninguém.

PS: O que a arbitragem brasileira necessita para resgatar a credibilidade qualitativa, e a CBF não teve o cuidado de fazer nos últimos anos, é uma oxigenação irrestrita em todos os setores do departamento de árbitros da entidade. Pois do contrário, tudo vai continuar como “DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES”.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

SEM COMBATER AS CAUSAS, ARBITRAGEM NÃO MUDARÁ


A exemplo da primeira rodada do Campeonato Brasileiro da CBF, a segunda também, teve problemas com erros de arbitragem. Na rodada inicial os apitos contribuíram decisivamente para mudar os resultados de duas partidas. Nos jogos do final de semana que passou, a contribuição para mudar o resultado de Palmeiras/SP x Inter/RS, veio através do assistente Silbert Sisquim (CBF/RJ). Sisquim, levantou a bandeira acusando posição irregular do atacante Leandro Damião, que não aconteceu e impediu o gol de empate do Colorado dos Pampas. 
Pouco mais de 24 hrs se passaram e falar o que diz a Regra 11 – Impedimento, e qual deveria ser o comportamento do bandeira em tela a respeito do lance é uma insensatez. Todos já mostraram e falaram.
O “X” da questão é saber o porquê neste 2018, a CA/CBF e a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol – Enaf, não ministraram treinamento prático no campo de jogo aos assistentes a respeito da REGRA 11 – IMPEDIMENTO. 

Três estados onde consultei a arbitragem da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), fui informado que, a CA/CBF e a Enaf, quando estiveram por lá, realizaram aula de vídeo, teste teórico e teste físico. Mas, não teve teste prático nem aos bandeirinhas e aos apitos.
Aqui começam as causas dos erros, que vêm sendo perpetrados pelos homens que manejam os apitos e as bandeiras na principal competição da CBF. Estamos falando dos assistentes. Se não teve praticidade aos assistentes da CBF, naquela que é considerada a mais sibilina regra do futebol, é óbvio que, os árbitros também estão na mesma toada.
    Crédito: FIFA
Excesso de teoria nos cursos, analista de campo não se sabe o que é feito dos relatórios dos mesmos, Radar, falta de intercâmbio com instrutores internacionais de outras culturas, sobretudo a europeia, ausência de prática no campo de jogo à arbitragem da (Senaf),(treinamento com categorias de base), criando e/ou provocando as inúmeras situações, que podem acontecer no transcurso de um prélio, a falta de ousadia, a politicagem, o continuísmo e a presença de pessoas sem a devida capacitação na CA/CBF, a ausência de liderança na categoria dos homens de preto, e daqueles que estão comandando a arbitragem brasileira há algumas décadas, estão conduzindo a confraria do apito brasileiro a uma curva declinante ano após ano.
O caminho para mudar o quadro de pobreza técnica e descrédito que aumenta ano após ano, em relação ao quadro nacional de arbitragem da CBF, passa de maneira imperativa pela renovação da comissão de arbitragem, da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, que deve ser composta por pessoas com um novo modelo de gestão, com criatividade, projetos de curto, médio e longo prazo, sem vícios e de uma nova Seleção Nacional de Árbitros. Porque não se fazem mudanças com o continuísmo, politicagem e critérios que nem sempre atendem a meritocracia.

PS: Enquanto a CBF contestava o protocolo do (The IFAB), e anunciava que estava buscando parceiros no mercado que nunca apareceram para a implementação do Árbitro de Vídeo (AV) no futebol brasileiro, as principais potências do futebol mundial realizaram oitocentos testes com o (AV). Nesta segunda (23), sob a regência do árbitro da final da Copa do Mundo de 2014, Nicola Rizzoli (foto), a Federação Italiana de Futebol, reuniu árbitros, imprensa, atletas, dirigentes e exibiu relatório dos testes realizados e reafirmou, a importância da indigitada tecnologia no auxílio a arbitragem para dirimir lances polêmicos. 

ad argumentandum tantum - Após ler a entrevista do ex-árbitro e comentarista da Rede Globo, Arnaldo Cezar Coelho, no APITO NACIONAL, não tenho mais dúvidas de que a arbitragem que atua no Brasileirão da CBF, alcançou o fundo do poço. Resta saber quem vai tirá-la de lá.



sexta-feira, 20 de abril de 2018

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

        Crédito: FIFA

A recente eleição para a presidência da CBF abre pouquíssimas perspectivas de mudanças na melhora do futebol brasileiro. Se analisado o conjunto da próxima diretoria, é nítido que foi feito uma acomodação para amainar qualquer processo de oposição ao presidente eleito, Rogério Caboclo.

No que concerne a arbitragem brasileira é imperativo que, o futuro presidente promova modificações em todas as áreas.

Porque é clarividente o desgaste das pessoas que estão a frente do comando do apito da CBF, há mais de uma década. Tem gente que está lá,  desde os tempos de Ivens Mendes.  Desgaste que tem como epicentro o modelo de gestão adotado pela CA/CBF, e demais departamentos.

Desgaste que propiciou e vem propiciando ano após ano, a ausência total de credibilidade das tomadas de decisões da arbitragem brasileira na interpretação e aplicação das regras.

E a prova cabal é o total desrespeito impingido pelos cartolas, clubes, a imprensa (nos comentários) e os torcedores à confraria do apito das federações de futebol e da (Senaf/CBF). Ninguém respeita o árbitro, os assistentes, os assistentes adicionais e o quarto árbitro.

As cenas de indisciplina deploráveis dos atletas, cartolas e técnicos contra as decisões dos homens de preto no Campeonato Brasileiro do ano que passou, e, muitas delas repetidas nos campeonatos regionais, na Copa do Brasil e no início do campeonato brasileiro de 2018, atestam de maneira irretocável que algo precisa ser feito no campo da nossa arbitragem.

PS: Tomei conhecimento e li posteriormente, que, a direção da Anaf marcou presença na recém-eleição da CBF. A Anaf tem o dever ético, legal e moral de se posicionar em relação ao continuísmo que grassa no setor de arbitragem da CBF, e em defesa da categoria que representa.

PS (2): Caso não se manifeste, a Anaf irá contribuir substancialmente para o “continuísmo”, e, o empobrecimento qualitativo da nossa arbitragem, e, por conseguinte, prestará “RELEVANTE DESSERVIÇO”, àquele importante setor do futebol detentor de cinco Copas do Mundo.


PS (3): Apesar do continuísmo e do ingente fracasso da atual gestão do comando da arbitragem da CBF, o árbitro Wagner Nascimento Magalhães (RJ) e seus assistentes, são dignos de reconhecimento pela postura profissional exibida, no prelio São Paulo/SP 2 x 2 Atlético/PR, pela Copa do Brasil na quinta (19).