segunda-feira, 30 de julho de 2018

SE NÃO SE REINVENTAR, ARBITRAGEM VAI FICAR ONDE ESTÁ

A partir do momento que se reinventou e planejou suas ações, a televisão atingiu níveis extraordinários de qualidade na sua programação, transmissão e, por consequência, na audiência, sobretudo, no que tange o futebol.

Os dirigentes, os clubes, os atletas, os técnicos, os preparadores físicos, os manager, os coaching, assim que se reinventaram e planejarem seus movimentos no futebol, todos sem exceção, alcançaram um patamar expressivo na qualidade da prestação de serviços que prestam. 

Além disso, são reconhecidos e remunerados como profissionais e estão ganhando muito dinheiro dos diferentes setores que transitam no futebol. Cada categoria aqui mencionada se reinventou, planejou e procurou o seu sindicato onde foi buscar seus direitos até consegui-los.

Enquanto isto, uma das principais personagens do futebol, o árbitro e as entidades de classe que representam a categoria dos homens de preto, estacionaram no tempo - ou melhor regrediram.

Regressão que está explicita no continuísmo anacrônico nas comissões de arbitragem das federações de futebol, nas escolas de formação de árbitros das federações, nas associações e sindicatos de árbitros e no acomodamento dos maiores interessados, os árbitros.

No que diz respeito as associações, sindicatos, escolas e comissões de arbitragem, quem está lá, só sai por decisão judicial, por doença ou então por morte.

Além do motivado, um contingente expressivo de dirigentes das associações e dos sete sindicatos da confraria do apito brasileiro, deixou-se cooptar pelas federações de futebol e a CBF - onde ocupam de maneira incompatível diferentes funções como: membro da comissão de árbitros, assessor, delegado especial, assessor de vídeo, tutor de arbitragem, relações públicas e até na área de segurança.

Diante do exposto, é óbvio que não há o menor interesse dos dirigentes das associações e sindicatos de arbitragem em se reinventar e planejar absolutamente nada, que possa propiciar melhora aos apitos e bandeiras em qualquer situação.
  
Reinventar-se significa mergulhar de corpo e alma em uma nova e melhorada versão de si mesmo. Se reinventar de verdade é difícil, mas vale a pena. Mas antes de tudo, é imperativo fazer um planejamento, reconhecer suas deficiências e jamais deixar de aprender. Se não se reinventar, a arbitragem vai ficar onde está.

PS (1): Coluna Painel/Esporte da Folha de São Paulo, do jornalista Marcel Rizzo desta terça (18), noticia que a direção da CBF quer punição rigorosa aos apitos e bandeiras que cometerem equívocos na interpretação e aplicação das Regras de Futebol na segunda fase do Brasileirão. Na indigitada coluna o trabalho da CA/CBF, comandada por Sérgio Corrêa é avaliado como bom pela cúpula da CBF.    

PS (2): O que não pode acontecer mais daqui para frente é a escalação de árbitros e assistentes de regiões do País que não possuem nenhuma tradição no futebol brasileiro. A fase de experiências e descobrimento de talentos já passou. 

PS (3): Se continuar no mesmo diapasão, a CA/CBF deve prestigiar os (10) apitos da Fifa, os (3) Asp/Fifa, Igor Benevenuto, Thiago Duarte Peixoto, Braulio da Silva Machado e ponto final. Dos novos os que me chamaram a atenção e demonstraram qualidades foram, Bruno Arleu de Araújo (CBF-2/RJ) com duas partidas na Série (A) e Emerson de Almeida (CBF-1/MG), que fez um excelente trabalho no confronto Sport/PE 2 x 2 Palmeiras/SP.  

PS (4): Na mesma coluna que tem a chancela do brilhante Marcel Rizzo, está noticiado que o presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), Marco Antônio Martins, solicitou audiência com os presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e do Senado Federal Renan Calheiros. O objetivo precípuo da audiência, visa explicar a importância dos 0,5% à confraria do apito brasileiro, que constava na Medida Provisória 671/2015 - cujo artigo foi vetado pela presidente Dilma Rousseff no último dia 4. 

PS (5): O trabalho político que a Anaf vai realizar junto a Câmara Federal e o Senado da República a respeito do veto do 0,5%, deveria ter sido feito pela entidade e pelo deputado federal Evandro Rogério Romam (PSD/PR), assim que a MP em tela foi aprovada pelos deputados e senadores. Além disso, Anaf e Romam deveriam acompanhar o trâmite da referida MP até a Advogacia-Geral da União, que emitiu o parecer para o veto presidencial e, por derradeiro, a Casa Civil da Presidência da República, último estágio da MP 671/2015 antes de ser assinada pela presidente. Mas vamos lá, "antes tarde do que nunca".    

ada argumentandum tantum - o texto em tela,  foi publicado  aqui neste espaço em 17/8/2015.  Estou republicando para que você que é árbitro faça uma reflexão sobre o que mudou de lá para cá. Hoje, 30 de julho,  tem eleição da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf).

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

ARBITRAGEM: PROCURA-SE UMA "BÚSSOLA"

Discordar das decisões da arbitragem com palavras ou ações, é a infração "campeã" do Campeonato Brasileiro nesta temporada. Embora esteja configurado  na  Regra 12 [Faltas e Incorreções], que os jogadores que praticarem a infração em tela, devem ser advertidos com cartão amarelo, a arbitragem que atua no principal torneio da CBF vem postergando a aplicação da regra. 

Por que os árbitros não punem os infratores? Medo de não serem escalados? Omissão e conivência? Ou desconhecimento da regra?

Outra indisciplina em "voga" atualmente no Brasileirão, diz respeito ao comportamento dos técnicos na área técnica. O vocabulário proferido pelos treinadores e captado pelos microfones, que ficam em posição estratégica a beira do gramado e as imagens exibidas pelas TVs, atestam de maneira inexorável o desrespeito total desses profissionais, contra o quarteto de arbitragem.

Na 14ª rodada presenciamos várias ações no mínimo desrespeitosas dos técnicos, contra a confraria do apito. 

A mais contundente na nossa opinião, aconteceu no prelio Cruzeiro/MG x Atlético/PR, no domingo à noite no Mineirão.

Sobraram argumentos para o quarto árbitro solicitar ao árbitro Jean Pierre, a exclusão da área técnica do senhor Mano Menezes, da equipe mineira. Mas o quarto árbitro, fez "ouvidos moucos".

Treinador que é useiro e vezeiro nesse tipo de comportamento, ou seja, contesta veementemente as decisões da arbitragem perante o quarto árbitro.

Contestações, captadas pela TV e ouvidas pelo microfone da TV, que exibia a partida acima nominada. 

Agora, os fatos aqui narrados estão acontecendo desde meados do ano passado - a CBF que deveria tomar posição se calou e, a tendência é termos o acentuamento de tudo que foi dito acima. 

Resultado: Temos uma arbitragem omissa, acuada, sem ação e a procura desesperada de uma "bússola" que lhe aponte uma direção.
  Crédito: The Espectator

PS: O alto valor "econômico" alegado pela cartolagem dos clubes da Série (A), e a consequente recusa da implantação do Árbitro de Vídeo (AV) no Brasileirão de 2018, já propiciou vários prejuízos às equipes. A rodada do meio de semana que passou, e do último domingo, tiveram lances que se o (AV) estivesse em ação os prejuízos poderiam ter sido evitados. 

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quarta-feira, 18 de julho de 2018

SOB DESCONFIANÇA

Após o hiato em função da Copa do Mundo, o Campeonato Brasileiro de futebol da CBF, retorna a normalidade nesta quarta (18). 

Era para ser uma volta tranquila, mas os escândalos que vieram a tona antes da paralisação, envolvendo os últimos presidentes da CBF e os desdobramentos cujos rumos ninguém sabe quais serão, devem afetar sobremaneira a CBF na sequência e, sobretudo, o "inchado e fragilizado" quadro de arbitragem da entidade.

Arbitragem que vem tendo sua qualidade colocada em "cheque" desde meados do ano passado -  fato que vem se repetindo nesta temporada, e se acentuou nas primeiras doze rodadas da Série (A).

E para corroborar o que estamos falando do quadro da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), na última segunda (16), no jogo Vasco/RJ x Bahia/BA, em São Januário, pela Copa do Brasil ao final da partida, novamente a arbitragem foi atacada de  maneira "grotesca".  

Atletas do Vasco da Gama que terminaram jogando aquela partida, o banco de reservas, comissão técnica e o escambau, partiram para cima do árbitro Rafel Traci e demais membros da arbitragem. Foram cenas inaceitáveis e indignas para o principal torneio da CBF que dificilmente terá punição dos infratores.

É sob o clima de desconfiança na qualidade das tomadas de decisões da confraria do apito da CBF, que reiniciamos o futebol brasileiro nesta quarta-feira.
   Crédito: DFB - Bundesliga

ad argumentandum tantum - O VAR ou Árbitro de Vídeo para o bom entendedor, nada mais é do que um protótipo que sofrerá ajustes e irá substituir o árbitro de futebol na direção de uma partida, num futuro que pode acontecer na Copa do Mundo de 2026. Quem viver verá!     

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

ARBITRAGEM: IRANIANOS FORAM OS MELHORES

São pouquíssimas as pessoas que conseguem detectar, imaginar e trabalhar no seu intelecto a dimensão e a importância da realização de uma Copa do Mundo de futebol, e os interesses financeiros estratosféricos dos diferentes setores que gravitam e participam diretamente e indiretamente desse espetáculo.

No universo acima mencionado, encontra-se a arbitragem - à quem é conferido autonomia exclusiva, mesmo com a presença do Árbitro de Vídeo (AV) - ou VAR, sigla em inglês para vídeo assistant referee, para aplicar e interpretar as Regras de Futebol de acordo com o espírito do jogo, segundo sua opinião.

Observei durante a Copa a maioria dos (64) prelios. E, por extensão, as tomadas de decisões da arbitragem não só em relação a aplicação e interpretação das regras - mas, sobretudo, o equilíbrio no momento de decidir e os índices de acertos, que é o que tem significado numa arbitragem. 
    Foto: minhatorcida.com.br

Na nossa opinião, o trio de arbitragem que se encaixou dentro das normas estabelecidas pelo Comitê de Árbitros da FIFA, que atuam nas suas competições, foi a trempe composta pelo árbitro Alireza Faghani (Foto/FIFA/IRÃ), e seus compatriotas Mohammadreza Mansouri e Reza Sokhandan. Foram perfeitos! 


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sexta-feira, 13 de julho de 2018

RICCI, EMERSON E VAN GASSE, MISSÃO CUMPRIDA

                                                      Crédito: Minhatorcida.com

A participação da arbitragem brasileira na Copa do Mundo da Rússia, que se encerra no próximo domingo, composta pelo árbitro Sandro Meira Ricci e os assistentes Emerson Carvalho e Marcelo Van Gasse (foto), é digna de reconhecimento.
Independente da belíssima atuação da trempe acima nominada no mundial em tela, lembro que foram eles representaram com galhardia nos últimos seis anos a confraria do apito do nosso futebol - em todas as competições da CONMEBOL e da FIFA.
Dada as constantes mutações do futebol e na arbitragem, acredito que, dificilmente o futebol brasileiro conseguirá no que concerne ao setor do apito, repetir o feito extraordinário das pessoas aqui mencionadas.
PS: No seu site, a CBF quando fala do Árbitro de Vídeo ou (VAR na sigla em inglês), deixa a impressão para quem desconhece os fatos de que, a entidade descobriu a “pólvora”.
PS (2): Não é verdade. Enquanto as principais potências futebolísticas do planeta já utilizam o VAR há mais de dois anos, a CBF, apesar do The IFAB ter autorizado o experimento com o VAR, desde março de 2016, até o momento não implementou a aludida tecnologia nas suas competições. O que coloca a arbitragem da CBF na vanguarda do atraso.

Parafraseando o jornalista Zé beto: Para não esquecer, que Carlos Eugênio Simon, atual comentarista de arbitragem da Fox Sports, foi o único árbitro do futebol brasileiro a participar de três Copas do Mundo consecutivas – 2002 (na Coreia do Sul/Japão, 2006, na Alemanha e 2010 na África do Sul).

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

VEM AÍ O ÁRBITRO DE VÍDEO DA CBF

Se nada mudar até agosto, quando iniciam as oitavas de final de Copa do Brasil, a CBF implementará pela primeira vez no futebol brasileiro, a tecnologia que os europeus já estão utilizando nas suas competições há mais de dois anos, o Árbitro de Vídeo (AV) - ou VAR, sigla em inglês para vídeo assistant referee.

Tecnologia que está sendo utilizada na Copa do Mundo da Rússia, e se transformou na principal estrela da competição.
  Foto: J. Moretzshon

Criticado pela CBF várias vezes desde 5 de março de 2016, em função do protocolo estabelecido pelo The IFAB, e rechaçado pelos clubes que disputam a Série (A) do Campeonato Brasileiro desta temporada, pelo andar da carruagem os obstáculos foram superados e o VAR será implantado numa competição da CBF. 

Dado a parada do Brasileirão em função da Copa, a CBF reuniu na cidade de Águas de Lindóia (SP), um grupo de apitos e bandeiras da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), onde foi ministrado curso específico sobre o Árbitro de Vídeo.

Resta esperar a bola rolar na Copa do Brasil a partir de agosto, e observar como irá proceder o (AV) e seus operadores se necessário a intervenção. 

PS: Como é a última entidade das grandes potências do futebol mundial a implementar o VAR, a CBF não pode alegar que não teve o tempo necessário para instalar a infraestrutura exigida nos estádios para que o VAR funcione adequadamente.

PS (2): Como é a última entidade das grandes potências do futebol mundial a implementar o VAR, a CBF não pode alegar que não teve o tempo necessário para capacitar parte da arbitragem da (Senaf), que irá manusear o VAR. 

PS (3): O que não pode se repetir com o VAR na Copa do Brasil, é o “fiasco” protagonizado pela CBF e a federação de futebol de Pernambuco, nas duas partidas finais do estadual de 2017.  

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terça-feira, 3 de julho de 2018

VAR: AS VOZES DO “ATRASO” PERDERAM

   Foto: FPF

Observando os principais periódicos do mundo, independente de o país ter ou não tradição no futebol, é visível que o evento do mundial, que ora se realiza na Rússia, acoplado ao VAR, atingiram forte componente midiático.
Não lembro ao longo dos últimos cinquenta anos de um fato, que chamou a atenção do universo futebolístico como o (VAR) sigla em inglês, e Árbitro Assistente de Vídeo para nós.
Todos os textos que leio diariamente, o Árbitro de Vídeo monopoliza boa parte do noticiário da mídia esportiva e da mídia versada em tecnologia.
Tamanha repercussão com positivismo na maioria das matérias atesta que, a FIFA e, sobretudo, o (The IFAB) deram uma tacada genial - quando em 5 de março de 2016, autorizaram o experimento da indigitada tecnologia, como ferramenta à auxiliar a arbitragem em determinado lances que fujam do seu campo visual.
No relatório apresentado após a primeira fase da Copa, a FIFA se manifestou afirmando que, a entidade estava satisfeita com o desempenho do VAR. No mesmo relatório, Pierluigi Collina e Massimo Busacca, prometeram fazer novo balanço após as oitavas de final, antes do início das quartas de final do mundial.
Ambos, Collina e Busacca, disseram que o VAR já provocou e irá provocar muitas discussões e opiniões diversas envolvendo determinadas decisões da arbitragem.
O que significa que o VAR já sofreu modificações, e, sofrerá tantas outras quantas forem necessárias, objetivando atingir 100% de eficácia nas suas intervenções numa partida de futebol.
PS: Na contramão da modernidade, a CBF ficou desde 2016 contestando algumas situações do VAR. Além disso, a CBF alegou que buscava parceiros que nunca apareceram, visando a implementação da aludida tecnologia no futebol brasileiro. Não implementou até o momento.
PS (2): Na contramão da modernidade, o Conselho Técnico dos clubes da Série (A), rechaçaram em abril deste ano a implantação do VAR, no Campeonato Brasileiro.
PS (3): Lembro que das principais potências do futebol, a América do Sul aderiu ao VAR nas semifinais e finais da Libertadores, Copa Sul-americana do ano passado, e a utilizou em 2018, na Recopa Sul-americana. 

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terça-feira, 26 de junho de 2018

BALANÇO POSITIVO

O mundial de futebol da Rússia está exibindo uma novidade - o Árbitro de Vídeo (AV). Embora considerada conservadora, a FIFA aos poucos vem implementando recursos tecnológicos para auxiliar a arbitragem a dirimir lances que fujam do seu campo visual.  

Premida pelos grandes patrocinadores que estampam suas logomarcas em estádios, nos arredores do campo e na vestimenta dos atletas e os principais clubes do futebol europeu, a FIFA deu início ao processo da implantação da tecnologia no futebol, a partir do erro de arbitragem na partida Inglaterra x Alemanha, na Copa da África do Sul em 2010.
 Crédito: FIFA

Após aquela competição, a entidade que controla o futebol no planeta, implementou uma série de testes, introduzindo o chip na bola. O objetivo era detectar se a bola teria ultrapassado ou não a linha de meta.

Mas, dada a continuidade dos erros da arbitragem e das limitações da visão humana, o que impede o árbitro de  captar os acontecimentos na sua plenitude num prelio, a FIFA e o The IFAB, autorizaram o experimento com o (AV).

Após dois anos de testes em oitocentos jogos em diferentes competições pelo planeta, a FIFA autorizou a utilização da indigitada tecnologia na Copa do Mundo da Rússia.

Colocado a serviço no auxílio a arbitragem que é sua missão precípua na Copa, o (AV) apresentou algumas deficiências. O que é perfeitamente aceitável. E, com certeza, terá outras até o final da competição.

Deficiências que após o Mundial, serão devidamente analisadas e corrigidas pela FIFA e o The IFAB, propiciando mais clareza e transparência nos critérios e nas decisões da arbitragem.

O que significa que a FIFA terá que realizar novos testes e mais investimentos financeiros nessa tecnologia, e também outros seminários à arbitragem.

ad argumentandum tantum - O mérito da FIFA e do The IFAB, reside na seriedade dada ao projeto do Árbitro de Vídeo, e no resultado final que é a transparência dos atos da arbitragem nas competições geridas por ambas.   

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

TEMPO DE BOLA ROLANDO É O DIFERENCIAL DA COPA


 O VAR apesar dos reclamos, está atuando dentro do estabelecido pelo The IFAB
As primeiras partidas da Copa do Mundo da Rússia, evidenciaram um comportamento incomum da arbitragem  aos demais campeonatos que observamos diariamente em diferentes partes do planeta. 
Em todos os jogos que vi, a bola rolou com maior fluidez. O que significa que, a confraria do apito entendeu que, o futebol deve ser um espetáculo de entretenimento como determina a FIFA. 
As infrações são marcadas somente quando de fato acontecem. Ou seja, a arbitragem está tendo o discernimento de identificar um contato físico que é normal num prelio  ao de uma infração.
Outro constatação: Os acréscimos do tempo, em função das paralisações em algumas partidas, atingiu 6'34. O que caracteriza que as instruções do diretor de arbitragem da FIFA, Massimo Busacca estão em consonância com o que foi estabelecido nos seminários à arbitragem.
Quanto a participação do Árbitro de Vídeo (AV) - o mantra definido pela FIFA e o The IFAB, de mínima interferência e máximo benefício, também está dentro do esperado.
É a primeira vez que o (AV) ou VAR na sigla em inglês, é utilizado numa competição da magnitude de uma Copa do Mundo. E é perfeitamente compreensível que alguns senões aconteçam. Como também é óbvio que, durante a competição acontecerão fatos novos e imediatamente corrigidos. 
O importante é que se erros aconteceram ou vierem a acontecer, não tenha dolo. Ou como queiram, com intenções malévolas. 
ad argumentandum tantum - Me questionaram qual é a nota que merece a arbitragem do Mundial da Rússia, após os onze jogos efetivados de sexta ao domingo que passou: 8,5.   

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