segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O ÁRBITRO DEVE CHEGAR PRONTO AO QUADRO DA FIFA?

     Crédito: UEFA

A resposta à epígrafe acima é NÃO. O questionamento surgiu no principal grupo de WhatsApp de arbitragem do país do qual participo, o {CORNETEIROS]. Questionamento que teve origem na escalada interminável de erros e/ou equívocos da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), que labora no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF.

O árbitro como todo profissional, independente da atividade que irá exercer após o término do curso, precisa de um processo de acompanhamento, orientação e requalificação até atingir a maturação. 

E, após alcançar a maturidade, apitos e bandeiras devem ser ser submetidos a avaliações a cada quadrimestre, como determina a FIFA, objetivando testar os seus conhecimentos na parte teórica e prática, no quesito físico e a capacidade cognitiva e coordenação motora.

As condições acima são sine qua non, porque a maioria das federações de futebol de onde a arbitragem do Brasileirão é egressa, não possui instrutores de excelência e não aplicam o disposto no parágrafo anterior.  

Isso demanda um projeto de curto, médio e longo prazo - pessoas altamente qualificadas da arbitragem, para realizarem as tarefas acima e um bom investimento financeiro.

E como as federações e a CBF não têm realizado à arbitragem da (Senaf), na sua plenitude, o preceituado, a confraria de preto vem perpetrando há mais de um ano, erros em cima de erros em prejuízo do futebol brasileiro.

É óbvio que sem as medidas aqui nominadas, exigir que um árbitro e/ou assistente do outrora melhor futebol do mundo, chegue 100% no quadro da FIFA, é algo impossível.

ad argumentandum tantum - Em 2010, a UEFA instituiu o Centro de Excelência de Arbitragem (CORE) em Nyon - (Suíça) - Entidade considerada pela FIFA, como referência na formação, acompanhamento, orientação e requalificação dos homens que, manejam os apitos e as bandeiras do futebol europeu.    

ad argumentandum tantum (2) - Após serem avaliados cientificamente no (CORE), nos quesitos exigidos num árbitro Top de Linha, árbitros e assistentes são promovidos ao quadro da FIFA. Posteriormente, são novamente acompanhados, orientados, submetidos a cursos de capacitação continuada até alcançarem a maturação. A CBF deveria adotar medida similar ao quadro da (Senaf). Teríamos uma arbitragem com melhor qualidade e, por extensão, com credibilidade.

ad argumentandum tantum (3) - O bom árbitro Wagner Reway e o assistente Danilo Manis, estiveram no Centro de Excelência de Arbitragem da UEFA.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

REBAIXAMENTOS E PLATITUDES

Quem se ater a realizar um exercício de memória, verá que a atual Comissão de Arbitragem da CBF inovou após o "tsunami" de erros de interpretação da Regra XIV - tiro penal (pênalty) - perpetrado pela confraria do apito na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, no final de semana que passou.

Explico: Num pretérito não muito distante, a cada "crise" de arbitragem, a CBF incontinenti fazia um "rodízio" entre os membros da comissão do apito. Trocavam-se apenas as funções, e todos ficavam belos e faceiros nos seus cargos.

Só que os tempos e as coisas mudaram. Sem um projeto de formação de excelência aos apitos e bandeiras, desde as federações de futebol, onde tudo começa e, posterior acompanhamento, orientação e requalificação, acoplado a evolução do futebol nos diferentes setores, a arbitragem brasileira ficou para trás. O resultado disso é que a dança das cadeiras usada para "amainar" as "crises" se exauriu.

O que significa que nos últimos tempos, a dita CA/CBF mudou de tática - e optou a cada lambança dos homens de preto no Brasileirão, em "rebaixar" apitos, assistentes, o quarto árbitro e os árbitros assistentes adicionais, para atuarem na Série B do Campeonato Brasileiro.

Só que o tiro saiu pela "culatra". Os erros e/ou equívocos da arbitragem no principal torneio da CBF, se acentuaram, e o "descambo" se consumou na rodada do último final de semana. Foram três 3 pênaltis inexistentes, sendo dois fora da área penal. Um horror.

Mas a CA/CBF não perdeu tempo - correu incontinenti atrás do prejuízo. A prática adotada pelo setor que comanda a arbitragem brasileira, para explicar a hiperbólica sequência dos erros da arbitragem, foi a platitude.

E, pelo andar da carruagem, (ne varietur) ou seja, nada se será mudado, já que, a administração da CBF está chegando ao fim - a partir de abril do ano que vem, teremos nova diretoria no comando do futebol brasileiro.

ad argumentandum tantum - Como a CBF vivencia um "final de feira", resta aos clubes, a imprensa, aos atletas e ao torcedor, ficar torcendo para que abril de 2019, chegue o mais rápido possível.

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

UM, DOIS, TRÊS, QUATRO

O futebol brasileiro se notabilizou em todo o mundo pelo dom, talento e vocação dos seus jogadores. Dom, talento e vocação que, são explícitos em jogadas e terminam em gols de magnitude, nos diferentes campeonatos existentes no território brasileiro. 

Mas o talento, o dom e a vocação do craque brasileiro, sobretudo na feitura de belos gols, vem sendo substituído por uma personagem, que tem a missão precípua de interpretar e aplicar as REGRAS DE FUTEBOL - e manter o equilíbrio dos espetáculos futebolísticos -  seu nome:o ÁRBITRO.

Feito o introito acima, explico: Pelo segundo ano consecutivo, vivenciamos no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF, a interferência dos apitos e bandeiras se sobrepondo aos atletas e decidindo os prelios, através dos erros de arbitragem. O fato teve início em 2017, e acentuou-se neste 2018.

No último domingo,na partida Corinthians x Internacional, pelo Brasileirão, ao invés de os artistas dos espetáculo, no caso os jogadores, decidirem o aludido confronto, quem decidiu foi o árbitro assistente,Leone Carvalho Rocha.

Carvalho Rocha não observou, 1, 2, 3, 4 jogadores do Colorado Gaúcho em impedimento, no lance que redundou em gol marcado irregularmente por Leandro Damião, que fazia parte do quarteto impedido.


Mas o lance aqui mencionado foi apenas mais um, que vai fazer parte da estratosférica estatística, que vem solapando a credibilidade da confraria do apito que labora nas competições da CBF, pela segunda temporada consecutiva. 

De quem é a culpa? Leone Carvalho é apenas um detalhe nesse universo de erros, que os homens de preto vem perpetrando contra os clubes e, por conseguinte, contra o outrora melhor futebol do mundo.

A culpa é 100% da CBF porque, mantém como presidente da Comissão de Árbitros da entidade, Marcos Marinho que nunca apitou uma partida de futebol de pelada. A culpa é 100% da CBF porque, mantém no departamento de arbitragem da instituição, Sérgio Corrêa que nos últimos 10 anos a cada crise na arbitragem brasileira, apenas trocou de cadeira. 

A culpa é 100% da CBF porque, embora tenha uma Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, não conseguiu revelar um único apito em 2017 - fato que deverá se repetir neste ano. E, não foi por falta de campeonatos e/ou jogos. 

A culpa é 100% da CBF porque, embora tenha arrecadação financeira volumosa, nunca elaborou um projeto de curto, médio longo visando descobrir e lapidar árbitros e assistentes promissores à arbitragem brasileira.

A culpa é 100% da CBF porque, embora tenha implantado ao longo dos anos, uma parafernália com o escopo de melhorar o desempenho qualitativo das tomadas de decisões dos apitos e bandeiras no campo de jogo como, analista de campo, analista de televisão, delegados de partidas e/ou especiais, instrutores, (Radar) Relatório de Análise de Desempenho, inspetores, tutores e o escambau, nossa arbitragem vivencia uma decadência nunca antes vista.

A culpa é 100% da CBF porque,ao verificarmos as páginas finais do Manual das Regras de Futebol 2017/2018, observaremos que vários seminários e/ou cursos foram realizados, para os membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol/Senaf, desde 2006 até poucos dias e os resultados foram paupérrimos. 

Qual é a sugestão para mudar o cenário? REFUNDAR na sua totalidade o setor de arbitragem. da CBF. Buscar gente com qualificação no manuseio com o ser humano, ou seja, gestores de excelência. Escolher não mais que cinco novos nomes no mundo do apito, e formar uma nova comissão de arbitragem e Escola Nacional de Arbitragem de Futebol.

E, por derradeiro, criar uma nova Seleção Nacional de Árbitros de Futebol, onde a meritocracia se sobreponha a politicalha.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ESTÁ QUEBRADA A OMISSÃO E CONIVÊNCIA

Foram necessários 16 meses, para que um árbitro de futebol que atua no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF, na Série (A), cumprisse o preceituado na Regra 12 - Faltas e Incorreções - no que concerne [discordar das decisões da arbitragem com palavras ou ações] - durante o transcurso, no intervalo e após os prelios. 
         Crédito: CONMEBOL

O fato aconteceu na rodada do final de semana que passou, no Brasileirão, no clássico Santos 0 x 0 São Paulo. O autor do ato de dignidade e profissionalismo, foi o árbitro Ricardo Marques Ribeiro (foto/FIFA/MG).

Com a atitude digna e profissional do árbitro em tela, espera-se que daqui para frente, a Comissão de Arbitragem da CBF dê respaldo, e exija o mesmo modus operandi da confraria do apito que atua nos torneios da entidade.

ad argumentandum tantum - No período de 8 a 15 de setembro, a CONMEBOL, sob a regência do presidente Alejandro Dominguez e do Comitê de Árbitros da instituição, presidido por Wilson Luiz Seneme, realizou o terceiro seminário de requalificação do VAR (árbitro assistente de vídeo), à arbitragem Sul-Americana.

ad argumentandum tantum (2) - Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Árbitros da FIFA, que foi o principal preletor do seminário, ao final, teceu loas a organização e sobre o conteúdo do Workshopp da CONMEBOL. Fica a "dica" para a CBF de como organizar um seminário de excelência a respeito do VAR à arbitragem brasileira. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

NADA A COMEMORAR

Comemorar é verbo transitivo direto e significa: trazer à lembrança; recordar, memorar, fazer comemoração, realizar cerimônia de evocação de (um fato, um acontecimento, uma pessoa etc.). Isto posto, no dia 11  de setembro é comemorado, o dia do árbitro de futebol na República Federativa do Brasil.
          Crédito: FIFA
Dada a importância do árbitro no contexto de uma partida de futebol, já que, o (The IFAB) e a FIFA preceituam que, sem a sua presença, um prelio não pode ser realizado, o dia 11 era para ser motivo de efusiva comemoração no pais do futebol à confraria do apito. Mas não é!

Independente da cultura tacanha, que grassa nos diferentes setores do outrora melhor futebol do mundo de que, o árbitro é o responsável na maioria das vezes pela derrota do perdedor, há outros fatores de maior relevância que impedem que, no dia de hoje, ocorra algum tipo de comemoração no seio dos homens de preto.

Vamos aos fatos que corroboram nossa assertiva: 1) O árbitro do futebol brasileiro, em que pese estarmos no século 21, após sua formação, que na maioria das vezes é precária, não recebe o acompanhamento, a orientação e a requalificação necessária, para prestar um serviço de excelência, quando designado para apitar um jogo. 

2) O árbitro do futebol brasileiro é maltratado, incompreendido e é obrigado, a conviver na maioria das vezes, ao menor erro de interpretação das Regras de Futebol, com a pecha de ladrão, gaveteiro, incompetente, fdp.... sem ninguém a defendê-lo. 

3) Enquanto a maioria dos principais centros futebolísticos do planeta, dispensam tratamento ao árbitro e os remuneram como um autêntico profissional, o futebol brasileiro, dá ao homem que maneja o apito e as bandeiras, pecúnia incondizente com a sua importância. 

4) Ao árbitro do futebol brasileiro foi negado o direito de arena, o direito de imagem, e a participação de um percentual digno, nos lucros estratosféricos que a CBF aufere das duas logomarcas estampadas na indumentária dos apitos, que laboram nos seus torneios. 

5) O Congresso Nacional, negou ao árbitro do futebol brasileiro, o direito de ter a sua atividade REGULAMENTADA.


6) Ao contrário dos atletas, técnicos, preparadores físicos, da televisão, dos cartolas e dos clubes que se adequaram a modernidade do mundo globalizado, se organizando em sindicatos, confederações e federações, o árbitro do nosso futebol parou no tempo. Ou como queiram, ficou brigando por escalas.

7) Enquanto os segmentos acima nominados evoluíram, a arbitragem brasileira ao invés de se organizar em sindicatos e buscar a criação da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol, ficou circunscrita as associações, que são consideradas entidades de recreação e lazer. Associações que não têm capilaridade política e jurídica.


8) Apesar de estarmos vivenciando transformações diárias no mundo que gravita o esporte das multidões, o árbitro do futebol pentacampeão mundial de futebol, ainda não teve DISCERNIMENTO para entender a sua importância e de que, em muitas oportunidades é utilizado com mercadoria de troca entre a cartolagem do futebol brasileiro.

ad argumentandum tantum - Diante do que se leu acima, falar em conquistas ou em comemoração à categoria do apito, neste dia 11 de setembro, é no mínimo algo risível


terça-feira, 4 de setembro de 2018

O FIM ESTÁ PRÓXIMO

Os escândalos envolvendo a trempe, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, que comandaram a CBF, jogou a credibilidade da entidade na lata do lixo. 

Os escândalos protagonizados pelas pessoas acima nominadas, deu início a uma fragilidade que é latente no atual comandado da CBF - não é segredo para ninguém, que a FIFA e a CONMEBOL, sobretudo, após a votação contrária da CBF para que a Copa do Mundo de 2026, fosse realizada no Canadá, EUA e México, passaram a adotar um tratamento totalmente diferenciado em relação a CBF.

Na ocasião, foi fechado um acordo entre as 10 entidades da CONMEBOL, no sentido de todos votarem no Canadá, EUA e o México. 

Repentinamente na hora da votação, a CBF votou no Marrocos. E um clima de "traição" ficou pairado no ar, e pelo andar da carruagem, estigmatizou a CBF no cenário internacional.

Sem uma referência na América do Sul e na Fifa, o futebol brasileiro vem definhando paulatinamente - e, um dos setores mais importantes, a arbitragem vem patinando como carro atolado no "banhado" pelo segundo ano consecutivo. 

Mas a queda da qualidade da arbitragem que labuta nas competições da CBF, não se circunscreve apenas a falta de ética dos atos dos ex-presidentes. A Comissão de Arbitragem atualmente, é dirigida por Marcos Marinho, que nunca apitou um prelio de pelada de menino de conjunto habitacional. A Escola Nacional de Arbitragem da CBF nos últimos anos, ao invés de treinamento prático no campo de jogo, ao quadro nacional dos apitadores, vem optando pela teoria.  

Outro fato que enfraqueceu a qualidade da arbitragem no Campeonato Brasileiro, diz respeito a posição da CA/CBF em realizar seminários para um grupo restrito de apitos e bandeiras da Fifa e aos árbitros e assistentes promissores. 

O que tem impossibilitado, que os demais membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), no total são seiscentos pessoas entre (árbitros e assistentes), tenham as mesmas condições daqueles que participam dos aludidos seminários.  

Ressalto ainda que, a CBF visando melhorar o desempenho dos homens de preto que laboram nos seus torneios, implementou a partir de 2017, o Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem (RADAR) - que foi anunciado como uma ferramenta para avaliar cientificamente a atuação e melhorar o desempenho da confraria do apito no Campeonato Brasileiro. 

Como há um incremento recorrente dos erros de arbitragem, fica clarividente que o RADAR não atingiu o seu objetivo precípuo.

Sem falar que a CBF mantem tanto nas Séries A e B, em todas partidas, delegados, inspetores etc......

Tudo indica que o reinado do povo que está na CBF em cargo de direção está chegando ao fim. Tomara! 

ad argumentandum tantum - Enquanto a CBF ficou 25 meses discutindo e questionando o protocolo do The IFAB do VAR, e afirmando que estava na busca de parceiros para sua implementação que não apareceram,e que Manoel Serapião era o autor do projeto, o mundo do futebol evoluiu e o Arbitro Assistente de Vídeo ou VAR como queiram, expandiu-se por todos os Continentes.
                          Crédito: UEFA 
ad argumentandum tantum (2) - Quando chegar a América do Sul no próximo dia 7 de setembro, o Presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, Pierluigi Collina (foto)  - tomará conhecimento de que tem gente que não realiza os 4 testes físicos estabelecidos pela FIFA aos árbitros do quadro da entidade que controla o futebol no planeta.   


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

VAR PODE CHEGAR À LIGA DOS CAMPEÕES JÁ ESTA TEMPORADA

O jornal britânico 'The Times' escreve esta quarta-feira que a UEFA estará a estudar a possibilidade de implementar o uso do vídeo-árbitro já a partir da presente temporada
         Crédito: FIFA

Até aqui o organismo que gere o futebol europeu tem mostrado algumas reticências em utilizar esta tecnologia, mas os bons apontamentos retirados durante o Campeonato do Mundo, na Rússia, levaram Aleksander Ceferin a reconsiderar.

A proposta deverá ser discutida na próxima semana no Mónaco por membros do Comité de Competições de Clubes da UEFA. A resposta deverá ser dada pelo Comité Executivo que tem reunião marcada para dia 27 de setembro.

O objetivo, refere a publicação, passa por implementar o VAR a partir dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. A UEFA manteve dúvidas em relação a esta questão devido à escassez de árbitros com experiência em videoarbitragem e à falta de infraestruturas de alguns estádios, uma vez que, por enquanto, seria impossível fazer uso da tecnologia quando decorrem oito jogos na mesma noite, como acontece na fase de grupos.

Caso esta proposta seja aprovada, os Árbitros Assistentes Adicionais – os chamados árbitros de baliza – deverão deixar de existir. Este foi um sistema idealizado por Pierluigi Collina, que deixou de ser o responsável pela arbitragem do organismo.

Outra das possibilidades em cima da mesa será a utilização do VAR Euro/2020, competição que se irá realizar vários países do continente europeu. No entanto, a decisão será tomada mais à frente.

Atualmente, apenas oito campeonatos europeus utilizam a tecnologia do vídeo-árbitro: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal e Turquia. Inglaterra está a testar esta época o sistema em 60 jogos da FA Cup e Taça da Liga que se disputem em estádios da Premier League.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

COLLINA NA CONMEBOL

A CONMEBOL anuncia no seu site, que, Pierluigi Collina, o presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, eleito seis vezes consecutivas o melhor árbitro de futebol do planeta, será o principal preletor do seminário sobre o (Árbitro Assistente de Vídeo - VAR em inglês), que a entidade irá realizar, no período de 7 a 9 de setembro próximo. O evento ocorrerá na cidade de Luque, nas circunvizinhanças de Assunção.
         Crédito: FIFA

Com know-how inquestionável como árbitro, o economista Collina, além da palestra sobre a dinâmica de funcionamento do VAR, e o seu desempenho na última Copa do Mundo da Rússia, vai dissertar sobre os ajustes que o VAR deve sofrer, visando a sua perfeição.

Collina também irá falar e orientar a confraria do apito Sul-americano, sobre as recentes modificações introduzidas nas Regras de Futebol, que entraram em vigor recentemente.    

Além do exposto acima, a CONMEBOL irá requalificar os apitos e bandeiras da instituição a respeito do VAR, ou seja, os recentes ajustes que aconteceram durante o Mundial da Rússia, já que, o presidente Alejandro Dominguez, confirmou que a exemplo de 2017, a CONMEBOL irá utilizar o VAR nas quartas de final da Copa Sul-Americana, Copa Libertadores, Recopa Sul-americana desta temporada,  e na Copa América de 2019.
  Crédito: Football  Talks

ad argumentandum tantum - Aqui neste espaço, sugeri em várias oportunidades ao longo dos últimos anos, que a CBF convidasse Massimo Busacca e Pierluigi Collina (foto acima) para preletores de um seminário à arbitragem brasileira. Não deram a mínima. 

ad argumentandum tantum (2) - Os inteligentes que comandam o futebol brasileiro, e, aqueles que gravitam em torno da arbitragem da CBF, ao invés de buscar intercâmbio com pessoas do nível de Busacca e Collina, visando capacitar nossos apitos e bandeiras, preferiram mantê-los na "vanguarda do atraso".

ad argumentandum tantum (3) - Ainda bem que na CONMEBOL tem gente como Alejandro Dominguez, pessoa comprometida com os interesses do futebol Sul-americano e, por extensão, com a qualidade dos homens de preto de América do Sul.   

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Clique no link a seguir e acompanhe a programação que terá Pierluigi Collina com atração principal - http://www.conmebol.com/es/workshop-sobre-la-implementacion-del-sistema-var-con-la-presencia-de-pierluigi-collina

terça-feira, 14 de agosto de 2018

ARBITRAGEM: "TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES"


A escalada de erros de interpretação e aplicação das Regras de Futebol da confraria do apito, que labora no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF nesta temporada, teve um hiato de pouco mais de trinta dias, em função da Copa do Mundo da Rússia.

Hiato que deve ter proporcionado a CA/CBF e a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), dar uma ajustada na máquina que manuseia os apitos e bandeiras na aludida competição - ajustada, no sentido de trabalhar as principais deficiências dos homens de preto, que vinham sendo perpetradas rodada após rodada no principal torneio da CBF.

Se existiu algo para melhorar o desempenho dos apitos e bandeiras ninguém sabe - porque não houve notícia. E, se aconteceu alguma requalificação, não surtiu efeito esperado porque, os erros voltaram a acontecer em maior profusão em vários jogos.

O que está se observando de concreto, é a repetição nos sorteios dos mesmos árbitros e assistentes, que vêm errando sistematicamente na interpretação das regras, desde a primeira rodada da competição. 

Já a CA/CBF, departamento de arbitragem e a escola nacional de arbitragem de futebol, se mostram inertes com os acontecimentos - e a impressão que se tem é que estão em "final de feira".

Falo em "final de feira", porque a partir de 2019, teremos novo presidente no comando da CBF e quem sabe, uma nova diretoria e, por extensão, uma profilaxia total no setor de arbitragem da entidade, cujo simbolo maior é o continuísmo. 

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

ÁRBITRO DA TV, DELEGADO, RADAR OU VAR?

Na apresentação do RADAR (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem), a CBF alegou que, a partir de então, a Comissão de Arbitragem da entidade incrementaria a busca pela formação de uma identidade para a arbitragem brasileira. 
   Radar quando da sua apresentação - Crédito: Kin Saito/CBF

A CBF a época, reuniu um grupo de pessoas para delinear a estruturação do novo processo de análise de desempenho dos árbitros, que incluiria a avaliação por meio de analistas de TV e de campo. Pessoas que foram treinadas especificamente para esse fim.

O objetivo da nova plataforma, era obter dados estatísticos e imagens, para avaliar os árbitros da Seleção Nacional de Árbitros (Senaf). O novo sistema tinha por escopo auditar e analisar as qualidades e aspectos a melhorar de cada árbitro e assistente na Série (A), do Campeonato Brasileiro de Futebol. 

Um banco de dados, ficaria responsável pela compilação do perfil de cada profissional do apito, com gráficos para cada item e informações objetivas e rápidas, que contribuiriam, para a evolução da arbitragem. 

O mecanismo segundo a CBF, geraria dados individuais e globais para a CA/CBF. Em síntese: O Radar faria uma compilação do relatório do delegado da partida e/ou de campo e do árbitro da televisão. 

Dezessete meses se passaram do anuncio do RADAR - e não se conhece nenhuma mudança significativa na qualidade da arbitragem brasileira, que labora nas competições da CBF. Pelo contrário, houve aumento substancial dos erros na interpretação e aplicação das Regras de Futebol. 

Clique no link a seguir e leia, o que disse a CBF por ocasião do anúncio do Radar -  https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/estruturacao-do-processo-de-analise-de-desempenho

Diante do exposto acima, pergunto: Quanto custou à CBF o Radar? Quais são os valores que a CBF gastou e gasta para treinamento das pessoas que manuseiam o Radar semanalmente? Quanto custa o deslocamento com taxas, diárias, passagens dos delegados de campo que atuam na Série (A) do Brasileirão? Qual é o valor despendido aos profissionais que veem e relatam os problemas da arbitragem pela televisão? 

Tenho certeza que o montante financeiro aplicado semanalmente pela CBF na parafernália acima mencionada, é inferior ao VAR (Árbitro Assistente de Vídeo). Porém, os resultados das tomadas de decisões errôneas da arbitragem no campo de jogo, e os consequentes prejuízos ao futebol brasileiro têm sido inomináveis. 
                            Crédito: FIFA

PS: O VAR (Árbitro Assistente de Vídeo), é resultado de um estudo científico, que vem sendo desenvolvido desde 2010, por pessoas com ingente capacitação. Porque do contrário, o The IFAB não teria autorizado o experimento, e a FIFA não o utilizaria na principal competição do planeta - a Copa do Mundo. E, por derradeiro, expõe o comprometimento da FIFA e do The IFAB com o futebol e seus adeptos.  

PS (2): Na nossa opinião, queiram ou não, o VAR irá substituir paulatinamente, o ser humano na direção de um prelio. Quem viver verá!, como preconizava mestre Boleslau Slyviani (Boluca).

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