quinta-feira, 8 de novembro de 2018

FALTAM INSTRUTORES QUALIFICADOS SOBRE O VAR

    Da esquerda para à direita, David Elleray, Pierluigi Collina, Carlos Velasco Carballo, Massimo Busacca e Roberto Rosetti - foto: Rfef

Após o término do seminário para (40) instrutores sobre o Árbitro Assistente de Vídeo - (VAR na sigla em inglês), na sede da Fifa em Zurique há poucos dias, o presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, Pierluigi Collina, disse que, a tecnologia em tela alcançou dimensões extraordinárias em todo o planeta, e há falta de instrutores capacitados nas associações, confederações e federações filiadas a FIFA.

O seminário disse Collina: "Foi realizado porque, após o sucesso do VAR na Copa do Mundo da Rússia, a FIFA recebeu várias solicitações dos seus filiados, que, demonstraram interesse em implantar o VAR nas suas competições".

Diante do que, a FIFA criou um painel de instrutores, para propiciar o suporte necessário aos seus membros, como cursos aos instrutores e aos árbitros para posterior implantação do VAR nos seus torneios.

Além do seminário para instrutores no início de outubro sobre o VAR, na sede da Fifa, outros dois cursos do VAR foram realizados no mês passado - o primeiro, na cidade de Zeist na Holanda - na sede da (KNVB) - e o segundo, na cidade de Las Rozas (Espanha) - ambos envolvendo, árbitros e instrutores da FIFA e da UEFA.

Lembro que o (The IFAB) autorizou a implementação do VAR em 5/3/2016. 28 meses se passaram e o futebol brasileiro, sequer dotou os estádios da infraestrutura necessária para a implantação do VAR e, por extensão, não treinou o quadro de arbitragem da CBF na sua plenitude, no que concerne a aludida tecnologia. A CBF e o futebol brasileiro, continuam na vanguarda do atraso no que diz respeito ao VAR.

Dada a afirmação de Collina, já passou da hora de a CBF convidar instrutores internacionais qualificados no que concerne o VAR - para ministrarem cursos de capacitação aos instrutores de arbitragem da entidade e, por conseguinte, a todos os membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf). 

PS: David Elleray, é diretor do Painel Técnico Consultivo do The IFAB, Pierluigi Collina é o presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, Carlos Carballo é instrutor FIFA e diretor de arbitragem da Federação Espanhola de Futebol, Massimo Busacca é o diretor de arbitragem da Fifa e Roberto Rosetti é o diretor do Comitê de Árbitros da UEFA.  

ad argumentandum tantum - É perda de tempo e de pecúnia, trazer um profissional da estirpe do quinteto nominado acima, para um período inferior de 15 dias.

ad argumentandum tantum (2) - A FIFA e o The IFAB, disponibilizam suporte com a estrutura necessária às entidades interessadas na implementação do VAR. Só não implantou ou não quer implantar o VAR, àqueles que desejam manter a arbitragem no subdesenvolvimento. 

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Novo presidente da Anaf fala em “respeito aos árbitros” ou ações na justiça contra quem ofender a arbitragem


Três dias após ser empossado presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), o sindicalista pernambucano, Salmo Valentim, garantiu que não medirá esforços para que a arbitragem brasileira volte a ser respeitada. Segundo o presidente, é preciso acabar com um paradigma que visa responsabilizar os árbitros pelas derrotas dos times.

“Se você fizer uma pesquisa, perceberá que as reclamações no Brasil não são exceção, pois infelizmente viraram regra. O clube cobra, mas não ajuda, por exemplo, a profissionalizar a arbitragem semelhante ao que ocorre na Europa, pois é muito mais fácil jogar toda a categoria na vala comum”, disse.

Na segunda-feira (5), Salmo Valentim disse que não vai mais admitir que os árbitros sejam ofendidos como costumeiramente ocorre no fim do Campeonato Brasileiro. Para o presidente da Anaf, exemplos como o do técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, não deveriam mais existir no futebol.

“Não discuto aqui a qualidade do Scolari como treinador, tampouco questiono a sua importância para o futebol, mesmo sendo o técnico do Brasil no fatídico 7 a 1, no jogo contra a Alemanha na Copa de 2014. Mas o que não se pode admitir, é que um técnico da sua importância assuma um protagonismo pequeno de ofender a arbitragem como ele fez contra o árbitro goiano, André Castro recentemente. Esse tipo de conduta nós não iremos mais admitir. 

Ao invés de ofender, por qual motivo não nos ajuda a melhorar o nível da arbitragem? Críticas construtivas todos têm o direito de fazer, agora, quem ofender os árbitros terá que responder pelo seu ato”, disse.

Convicto de que apitar futebol no Brasil é uma das tarefas mais difíceis do mundo esportivo, Salmo disse que a modernidade aliada a tecnologia em alguns pontos ajuda o trabalho da arbitragem, mas em outros, acaba atrapalhando.

“Até o final da década de 90 era muito mais fácil apitar, pois você não tinha essa quantidade enorme de câmeras que no subconsciente de quem assiste, acaba exigindo que os árbitros acertem tudo. Eu sou completamente favorável à tecnologia, entretanto, temos que utilizá-la, como o VAR, por exemplo, para ajudar o trabalho da arbitragem. 

Há lances que mesmo com todas as câmeras mostrando, as pessoas ainda ficam na dúvida. Agora imagine você a situação do árbitro, que possui poucos segundos pra resolver. É realmente muito difícil”, contou.

Sobre o trabalho realizado pela comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Salmo elogiou o Coronel Marcos Marinho, presidente do setor, mas disse que é necessário rever o que não deu certo este ano, para melhorar o desempenho dos árbitros em 2019.

“Não é papel da CBF formar árbitros. Isso quem faz são os sindicatos locais em parceria com as federações. A comissão nacional trabalha com os nomes que os estados mandam, e assim compõe a sua relação. Sabemos que o trabalho desenvolvido pelo Coronel Marinho não é fácil, mas ele possui uma equipe integrada que procura dar o seu melhor. Entendo que neste momento todos os setores do futebol precisam se unir entorno de um projeto propositivo que melhore o nível da arbitragem brasileira. 

É preciso admitir que erros ocorreram, mas que o intuito sempre será o do acerto. Por isso faz-se necessário avaliar o ano e colocar na balança o que deu certo para ser aprimorado”, declarou.

Na próxima semana, em Pernambuco, o presidente da ANAF concederá uma coletiva de imprensa falando sobre os desafios de sua gestão.

Fonte: Ascom – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

CRISE SEM FIM

   Carlos Eugênio Simon à esquerda, com Massimo Busacca, diretor de árbitros da FIFA na sala do VAR - durante o Mundial da Rússia em 2018.

Corria o mês de setembro de 2016, e a arbitragem da CBF estava "mergulhada", numa das maiores crises de qualidade e, por extensão, de credibilidade da sua história. 

Erros terríveis de interpretação e aplicação das Regras de Futebol, ou seja, critérios diferenciados na marcação de faltas, na lei da vantagem, na aplicação dos cartões, na ausência de postura com o antijogo, na sinalização de bola na mão ou mão na bola, no retardamento do reinicio de jogo, na conduta antidesportiva, na discordância dos atletas com as decisões da arbitragem com palavras e/ou gestos, no jogo brusco grave, na conduta violenta, na punição ao atleta que impede um ataque promissor, etc......

Naquela ocasião, pressionada por vários cartolas, a CBF destituiu Sérgio Corrêa da direção da comissão de arbitragem da entidade - e anunciou Marcos Marinho, que, havia dirigido a comissão de árbitros da Federação Paulista de Futebol (FPF). 

Destaco que, Marinho a frente do setor do apito da (FPF), não revelou nenhum árbitro (promissor). Ressalto também, que Marcos Marinho, não foi árbitro de futebol e não há notícia de que tenha dirigido sequer, um jogo de futebol de meninos de conjunto habitacional.

Dois anos se passaram desde a posse de Marinho, e desde então, a troca no comando da arbitragem brasileira, ao invés de estancar a "crise", ou apresentar melhoras qualitativas no desempenho no campo de jogo, entrou em colapso total.

Clique no link a seguir, e acompanhe a opinião do ex-árbitro de três Copas do Mundo da FIFA, Carlos Eugênio Simon em setembro de 2016, quando da troca do comando da arbitragem brasileira. https://www.foxsports.com.br/videos/774316611960-coronel-marinho-assume-comissao-de-arbitragem-e-simon-critica-cbf-trocou-seis-por-meia-duzia?fbclid=IwAR0whhqd15cxadAyiQgCWOD9lTUsj3am_22OeHGwGERSU46eXTVmXxsH0jE

Resumo de ópera: {TUDO CONTINUA COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES} 


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sábado, 3 de novembro de 2018

DISCURSO DE UM AUTÊNTICO SINDICALISTA COMPROMETIDO COM SUA CATEGORIA

*AOS ÁRBITROS DE TODO O BRASIL*

Minha trajetória de vida sempre foi pautada nos valores que recebi e herdei de meu pai. Respeito ao ser humano, honestidade, ética e disciplina são pilares invioláveis que fazem parte do meu dia a dia e que não abro mão. E quem me conhece sabe disso. 
                                                                    Crédito: noticia na mira

Com muita humildade chego à presidência da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) não como “mais um” que passará por ali, e sim, como o ex-árbitro que conhece as dificuldades da categoria e que vai lutar para que o árbitro brasileiro volte a ser respeitado. 

É inadmissível que apitar futebol no Brasil tenha deixado de ser vitrine para ser vidraça. Por isso é importante que a categoria abrace a nossa causa e venha junto conosco fazer da ANAF uma entidade de classe que possa efetivamente cumprir o que se propõe. 

Não existe resultados propositivos sem trabalho, dedicação e empenho. Por isso fiz questão de escolher uma equipe não só que comungue do meu pensamento, mas que esteja disposta a me ajudar fazer uma gestão eficiente. 

Resgatar a credibilidade da entidade talvez seja um dos principais desafios que iremos encarar. Por isso, peço o seu voto de confiança para que possamos com trabalho, mostrar que é possível virar esse jogo.

Irei em todos os estados do Brasil ouvir da categoria qual a perspectiva que ela tem de sua entidade de classe, para, a partir daí junto com vocês, reescrever a história da ANAF.

Estou motivado a fazer a diferença, mas sem o seu apoio tudo se torna mais difícil. Por isso, espero poder contar com suas valorosas ideias. 

Minha unidade,
Salmo Valentim
Presidente da ANAF

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

SENEME SERÁ PRELETOR EM SEMINÁRIO DO THE IFAB


Considerado uma pessoa equilibrada, e de caráter moral inatacável, o brasileiro Wilson Luiz Seneme, atual presidente do Comitê de Árbitros da Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL) - foi convidado pela FIFA e o The International Football Association Board (The IFAB), para participar e ser um dos preletores das Regras de Futebol, no Seminário de Arbitragem, que acontecerá em Londres (Inglaterra), no próximo dia 6 de novembro.

Seneme (foto abaixo), dada a sua performance como árbitro de futebol num passado não muito distante, e o brilhante trabalho que desenvolve a frente da direção da arbitragem da Conmebol, terá a primazia de ser o primeiro brasileiro a ministrar uma palestra de tamanha magnitude.

O evento em Londres, além de discutir as REGRAS DE FUTEBOL atuais, irá avaliar os vários experimentos que, estão sendo realizados em vários campeonatos de futebol pelo planeta, no que concerne as leis que regem o futebol dentro do retângulo verde.
                                                                                             Crédito: Rfef

Além do acima exposto, já confirmaram presença no aludido seminário, o diretor do Painel Técnico Consultivo do The IFAB, David Elleray, o presidente do Comitê de Árbitros da FIFA, Pierluigi Collina, o diretor de arbitragem da Federação Espanhola de Futebol, Carlos Velasco Carballo, que também será um dos preletores do indigitado seminário, o diretor de arbitragem da FIFA, Massimo Busacca e o presidente do Comitê de Árbitros da UEFA, Roberto Rosetti. 

PS: Em função da gravíssima crise de qualidade e de credibilidade, que vivencia a arbitragem da CBF, no Campeonato Brasileiro de Futebol, o mínimo que se espera, é que a comissão de árbitros e demais setores do apito vinculados a entidade, participem do seminário em tela. E, por conseguinte, busquem subsídios objetivando melhorar a nossa arbitragem para a temporada de 2019. 

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terça-feira, 23 de outubro de 2018

RESPEITEM A ARBITRAGEM BRASILEIRA!

    Salmo Valentim presidente eleito da Anaf, e Marco Antonio Martins atual presidente 

Ser árbitro de futebol no Brasil tem sido cada vez mais uma “profissão” de risco. Não há um plano de carreira que os possibilite trabalhar e investir na excelência, tampouco RESPEITO de pessoas e entidades para que cenas lamentáveis como a que vimos entre ontem e hoje em Porto Alegre, protagonizadas por torcedores, dirigentes e até transeuntes contra a arbitragem nos aeroportos, não ocorram mais.
O Internacional é sabidamente um dos clubes mais importantes do futebol brasileiro e não deveria ter, como “diretor executivo”, um “dirigente” que esbofeteia a tradição do clube ao desrespeitar e agredir verbalmente – de maneira velada – a arbitragem que conduziu a partida entre Internacional x Santos, na última segunda-feira, 22, no Beira-Rio. Esse tipo de manifestação conduzida pelo Sr. Rodrigo Caetano, em NADA contribui pelo crescimento do futebol brasileiro, ao contrário, só serve para semear o ódio e incentivar a violência.
A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), repudia veementemente não só estes atos, como também a declaração desrespeitosa do Sr. Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, que, de maneira irônica colocou em xeque a conduta moral do árbitro goiano, André Luís Freitas Castro, após o confronto da equipe paulista contra o Ceará no último domingo, 21.
Repugnante também foi a declaração do técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, ao afirmar que parecia haver uma “lista pronta” de advertências na referida partida, fazendo uma alusão de que o árbitro em tela teria ido para o jogo com o intuito de prejudicar sua equipe. O que não é verdade! Além de ser um dos mais respeitados árbitros do Brasil, assim como Ricardo Marques Ribeiro, ambos possuem um currículo vitorioso no esporte que merece ser respeitado.
Não se pode jogar nos ombros da arbitragem os erros cometidos pelos atletas no campo de jogo. Se o time não vai bem e por algum motivo perde, a arbitragem sempre procura trabalhar com o intuito de acertar, mas parte da mídia não entende dessa forma passando ao torcedor a imagem que os árbitros são “infalíveis”, algo que todos nós sabemos ser humanamente impossível.
A arbitragem a cada rodada do Campeonato Brasileiro é desrespeitada e jogada na vala comum por dirigentes de clubes, como Alexandre Mattos e Rodrigo Caetano, que optam em usar esse expediente com o intuito de maquiar suas derrotas. E isso nós não iremos mais tolerar!
Não se pode querer cobrar da arbitragem mais do que ela pode dar. Não se pode querer discutir erros em lances que nem o VAR é capaz de acertar, em um esporte onde o dirigente, não todos, mas uma boa parte, não tem o mínimo de respeito por esses profissionais que comandam grandes espetáculos do futebol. Ao que parece, execrar a arbitragem virou moda no Brasil, como se a responsabilidade de apitar o torneio mais difícil de se atuar no mundo, fosse pequena.
O departamento jurídico da entidade de classe dos árbitros do Brasil entrará com ações tanto na esfera civil, quanto no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), contra dirigentes que ao invés de trabalharem em prol do crescimento do futebol brasileiro, insistirem por utilizar os holofotes com a gratuita postura de denegrir a imagem da categoria. Isso não será tolerado e juntos sempre seremos mais fortes!
Atenciosamente,
Marco Antônio Martins
Presidente da ANAF
Salmo Valentim
Presidente eleito da ANAF

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

ARBITRAGEM DO FUTEBOL BRASILEIRO VIROU "QUIZUMBA"

    Crédito: Visão/Sapo/Fifa

Há mais de dois anos, a arbitragem que labora no Campeonato Brasileiro de Futebol, vem sendo acometida por uma ruína inominável. As partidas que deveriam ser decididas pelos artistas do espetáculo, os atletas, em 2017, em muitas partidas foram decididas nos erros dos apitos e bandeiras.

Na atual temporada o cenário vigente se repete e se repete com maior intensidade. A Copa do Brasil de 2018, teve uma escalada de erros. Erros que interferiram diretamente e/ou indiretamente na classificação das equipes, que disputaram a competição.

A última contribuição negativa dos responsáveis pela interpretação e aplicação das Regras de Futebol, ou seja, daqueles que manejam os apitos e as bandeiras na Copa do Brasil, aconteceu na quarta-feira (17) - com a intervenção equivocada do Árbitro Assistente de Vídeo - VAR na sigla em inglês. Decisão que teve Corinthians x Cruzeiro. É desnecessário falar de mais um capitulo negativo do VAR no futebol brasileiro. Todos nós vimos exaustivamente.

No que tange ao VAR, a solução para qualificar os instrutores da CBF e, por conseguinte, a arbitragem da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol, em conformidade com o Protocolo do The IFAB, seria interagir com a FIFA e solicitar uma palestra com o Coordenador do Árbitro Assistente de Vídeo, da última Copa do Mundo, o ex-árbitro italiano Roberto Rossetti. Lembrando que, Rossetti acabou de assumir a direção do Comitê de Árbitros da UEFA.

Quanto aos erros, equívocos, falta de sintonia, falta de critérios técnico e disciplinar da confraria do apito, que vêm sendo perpetrados em todas as rodadas do Brasileirão neste 2018, só há uma saída: Esperar o final da atual gestão da CBF, que vivencia um "final de feira doloroso" - em conjunto com todo o setor de arbitragem da entidade. Nada mais a dizer!

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

ARBITRAGEM: A VERDADE INEXORÁVEL


Os acontecimentos envolvendo a dinâmica de funcionamento e interpretação do Árbitro Assistente de Vídeo - Var na sigla em inglês, e algumas decisões equivocadas do árbitro Wagner Nascimento Magalhães, na partida final da Copa do Brasil, na quarta-feira que passou,  provocaram diferentes reações e comentários das pessoas que gravitam no futebol brasileiro.

No que tange a confraria do apito, as justificativas para "amainar" os erros de Wagner Magalhães, foi a "eterna e surrada" desculpa de que o árbitro erra e/ou se equivoca porque não é PROFISSIONAL - como são os demais segmentos do futebol.

O que significa que, o árbitro não tem tempo para estudar as Regras de Futebol, se preparar fisicamente, psicologicamente e dedicar-se exclusivamente ao labor do apito como os atletas que se dedicam em tempo integral aos seus clubes.  E, por conseguinte, os homens de preto recebem pecúnia inadequada pelo trabalho que exercem.

Além do exposto acima, apitos e bandeiras reclamam que não recebem o direito de arena, o direito de imagem e nenhum percentual das três logomarcas, que a CBF explora na sua vestimenta. Logomarcas que rendem milhões de reais anualmente a CBF.    

Não é verdade. O árbitro do futebol brasileiro está inabilitado juridicamente e sem representatividade política para reivindicar a REGULAMENTAÇÃO da sua atividade, o direito de arena, o direito de imagem, a participação de um percentual palatável nas logomarcas alocadas no seu uniforme, melhores taxas e diárias e de condições para apresentar um trabalho a altura do futebol que se pratica no século 21, por culpa exclusiva dos próprios árbitros - e das entidades de classe que os representam. 

A arbitragem ficou inabilitada porque, ao invés de criar uma FEDERAÇÃO como fizeram os atletas e os técnicos de futebol, mantiveram as associações de árbitros que são consideradas entidades de recreação e lazer. Ou seja, não possuem legitimidade jurídica e capilaridade política para pleitear as reivindicações que os homens de preto necessitam.

Ou busca-se a CARTA SINDICAL para novos sindicatos (atualmente são quatro, CE, PR, SP e RIO G. do Sul), visando a criação da Federação dos Árbitros de Futebol, ou então tudo vai continuar como está. A lei é clarividente: São necessários CINCO SINDICATOS PARA SE FUNDAR A FEDERAÇÃO. 
   

Na questão da REGULAMENTAÇÃO da sua atividade junto ao Congresso Nacional, nunca ouvi ou li nos últimos cinco anos, uma única movimentação da categoria ou das associações e dos quatros sindicatos nesse sentido. 

Não há outro caminho - cria-se a FEDERAÇÃO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL, e ruma-se para Brasília - porque é lá que os temas REGULAMENTAÇÃO DA ATIVIDADE DO ÁRBITRO, direito de arena e o direito de imagem, tem que ser discutido e trabalhado juridicamente e politicamente para ser aprovado.   

Já o percentual das propagandas exploradas pela CBF nas camisas dos árbitros, que atuam nas suas competições, e já tem decisão da Justiça em primeira instância favorável para a arbitragem, é imperativo acompanhar passo a passo cada movimentação nos próximos meses.

É esse o legado que a futura diretoria da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), que tomará posse nos primeiros dias de novembro, irá receber. Sem deixar de nominar que, dos seiscentos membros da Seleção Nacional de Árbitros (Senaf), mais de quinhentos estão inadimplentes com a entidade.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: A quem interessa não criar a Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol no Brasil?

PERGUNTAR NÃO OFENDE (2): A quem interessa não criar mais sindicatos de árbitros de futebol?

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Clique no link do The IFAB e fique sabendo quais são as entidades esportivas que estão utilizando o VAR neste 2018 - https://twitter.com/theifab

PS: Lembrando que a CBF implementou o VAR neste 2018, apenas nas quartas de final da Copa do Brasil.