segunda-feira, 11 de março de 2019

“TOGA DESPORTIVA,” ENVIA RECADO À COMISSÃO DE ARBITRAGEM DA CBF



A recente decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), anulando a partida entre Aparecidense x Ponte Preta, pela 1ª fase da Copa do Brasil, causou surpresa aos que participam e gravitam nas diferentes competições do futebol brasileiro.

Discorrer sobre o acontecido na indigitada peleja é redundância – todos sabemos em prosa e verso o que houve.

O “x” da questão de agora em diante, é “adivinhar” qual será a posição do (STJD), quando fatos como o gerado no aludido prélio acontecerem, e/ou outros senões envolvendo equívocos ou erros de interpretação e aplicação das Regras de Futebol, pela da confraria do apito.

Os homens da Justiça Desportiva na nossa opinião, deram um recado “curto e grosso”, àqueles que preparam e designam a arbitragem nos torneios da CBF, e, por conseguinte, aos próprios árbitros: “Busquem o aprimoramento em todas as vertentes no que concerne as REGRAS DE FUTEBOL, e suas nuances” - pois do  contrário, o (STJD) vai entrar em campo.

PS: Os efeitos da decisão do (STJD), no jogo acima nominado, tiveram reflexos imediatos no comportamento dos apitos e bandeiras nos regionais das Federações de Futebol. “Acuada”, a arbitragem retrocedeu na aplicação das regras na sua plenitude.


PS (2): A CBF criou ao longo dos anos, vários mecanismos para melhorar o desempenho da arbitragem, que atua nos seus campeonatos. Alguns já foram extintos e surgiram outros como nova nomenclatura. 1) Observador de arbitragem; 2)tutor; 3) delegado especial; 4) Instrutor; 5) Analista de campo; 6) Analista de Tv; 7) Inspetor; 8) Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, e há pouco mais de um ano, o Relatório de Análise de desempenho (RADAR). O resultado da parafernália aqui exposta, é que a qualidade do desempenho da Relação Nacional de Árbitros de Futebol vem “definhando” ano após ano.       

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

ARBITRAGEM: MUDANÇAS OU CONTINUÍSMO



A CBF está anunciando que deseja elevar o patamar do Campeonato Brasileiro de Futebol desta temporada. Para isso, a entidade vai apresentar aos clubes uma pauta que passa por diferentes setores, entre eles uma campanha de respeito com a arbitragem.

No que tange a arbitragem, dado o continuísmo na Comissão de Árbitros da CBF, na Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, no quadro de analistas de campo, analistas de TV, inspetores  e no Relatório de Análise de Desempenho (Radar), somente uma  intervenção profilática da direção da CBF, poderá propiciar a grande transformação que a arbitragem brasileira necessita há muito tempo. 

E, por extensão, recuperar a qualidade e a credibilidade dos homens que manejam os apitos e bandeiras nos torneios da CBF.

Sem uma oxigenação ampla, total e irrestrita - a partir do comando da arbitragem da CBF, dificilmente haverá o respeito pelas tomadas de decisões da confraria do apito no principal torneio da entidade, que comanda o nosso futebol, o Brasileirão de 2019.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

“DESPREPARO INCOMUM”


O doloroso acontecimento ocorrido aos 44 minutos da etapa final, envolvendo as equipes da Aparecidense (GO) x Ponte Preta (SP), pela Copa do Brasil da CBF, na terça 12/2, em que o árbitro Léo Simão Holanda e o assistente Samuel Oliveira da Costa, ambos da Federação de Futebol do Ceará,  (quando a partida ficou paralisada por sete minutos), para a arbitragem decidir, se o lance que originou o gol de empate da equipe campineira, estava ou não impedido, é o reflexo inexorável da ausência de um componente decisivo em qualquer atividade que o ser humano venha executar: [o preparo].

As imagens exibidas pela Tv, mostraram um despreparo incomum do quarteto de árbitros  cearense, para equacionar o problema. Ficaram totalmente órfãos e sem noção para tomar a decisão correta. Quando equacionaram o problema, “Inês já era morta”.

As causas desse fracasso e dos demais que vêm acontecendo ano após ano, são conhecidas: A falta de professores qualificados nas escolas de formação de árbitros das federações de futebol, para acompanhar, orientar e requalificar apitos e bandeiras, acoplada a ausência de um projeto de excelência do setor de arbitragem da CBF.

Deficiências que estão conduzindo ano após ano, a confraria do apito do nosso futebol a um caminho sem volta.

Não adianta tergiversar e/ou elucubrar sobre o tema arbitragem no futebol brasileiro neste momento. Em abril deste ano, a CBF terá nova diretoria, quando então espera-se uma oxigenação ampla, total e irrestrita em todos os setores da arbitragem da CBF. 

{O CONTINUÍSMO do que lá está, pode propiciar a debacle total}.


PS: Está surgindo um movimento em alguns países da Europa, contrários a dinâmica de funcionamento ao Árbitro Assistente de Vídeo – VAR na sigla em inglês. Os descontentes alegam motivos fúteis e colocam a atuação do VAR sob suspeita.
 Crédito: FIFA


PS (2): É clarividente que o VAR ainda irá passar por alguns ajustes. Sua eficácia ainda não atingiu 100%. Mas isso é questão de tempo. No próximo dia 5 de março, o The IFAB irá comemorar 3 anos em que as decisões da arbitragem tornaram-se mais próximas do espírito das Regras de Futebol, que é punir o infrator e propiciar que o prelio seja um espetáculo de entretenimento.