sábado, 20 de novembro de 2010

Simon: "Há jogadores que fazem inveja a qualquer ator"


Árbitro gaúcho, Leonardo Gaciba e Roberto Braatz concordam num ponto: jogador brasileiro cai mais dentro da área para simular o pênalti

Após uma rodada do Campeonato Brasileiro, é normal ver ao menos um técnico ou jogador reclamar de pênalti não marcado para sua equipe. Incomum são os árbitros falarem dos atletas. Na tarde desta sexta-feira, três representantes da arbitragem brasileira defenderam a classe no Arena SporTV. Carlos Eugênio Simon, Leonardo Gaciba e Roberto Braatz contaram como lidam com as tentativas – muitas vezes bem-sucedidas – de simulação dentro da área.
O curioso é que, em comparação com os principais campeonatos do mundo – Alemão, Argentino, Espanhol, Inglês e Italiano -, é no Brasil onde mais se assinala pênalti. Nas 35 rodadas da competição nacional, já foram marcadas nada menos do que 120 penalidades.
Para Simon, essa média de 0,34 pênalti por partida é reflexo da cultura “cai-cai” de muitos jogadores brasileiros, que, para ele, são verdadeiros atores.
- As faltas dentro da área são iguais a qualquer outra. Mas dentro da área o jogador se transforma. Ali o jogador vai para cair. Tem jogadores que fazem inveja a qualquer ator. Então o árbitro tem de estar muito atento. Tem de ter 110% de concentração – disse o árbitro.
O assistente Roberto Braatz fez coro com Simon:
- A intenção de enganar é muito grande.
Agora ex-árbitro, Leonardo Gaciba diz que, em caso de simulação, é o jogador quem deveria ficar em evidência no dia seguinte à partida, e não o árbitro que não assinalou a penalidade. O gaúcho lembrou também que os juízes não têm o recurso da imagem para decidir se um lance foi ou não pênalti.
- Já vi jogadores me chamarem de covarde. A verdade que chega ao torcedor vem dos olhos da câmera, e o que decide são os olhos do árbitro. Essa é a diferença. Por isso, o nível de acerto tem de ser maior dentro da área. No caso de simulação, quem tem de ser capa do jornal no dia seguinte é o jogador, e não o árbitro – afirmou.
Além da liderança nos pênaltis, o Brasileirão tem também a maior média de faltas cometidas por partida: são 35,6, contra 29,7 da Espanha. Simon, Gaciba e Braatz também têm explicação para o fato de no Brasil serem marcadas mais faltas do que na Europa. Os três acreditam que, para a cultura europeia, o interessante é ver o jogo rolando, e não parado a todo momento.
- Lá na Europa tem muito tempo de bola rolando, mas com muito passe para o lado. Aqui no Brasil tem pouco tempo para respirar, a marcação é mais em cima – opinou Gaciba.
- Na Europa, se o árbitro marca muita falta, o jogador reclama, porque ele quer jogo. Aqui o jogador quer a falta – disse Braatz.
Já Simon acha que isso é um “problema” que precisa ser resolvido com um esforço coletivo.
- Em um passado recente, eram 50 ou 60 faltas (no Campeonato Brasileiro). Depois o número caiu para 30. Neste ano está em 37. Essa é uma cruzada que envolve jogadores, árbitros, imprensa… O árbitro, sozinho, não vai conseguir resolver – disse o árbitro da Fifa.
Fonte: Refnews

Arbitragem paranaense sem pré-temporada?



Fui informado que o contrato do quadro de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol com a Faculdade Assis Gurgacz termina no final deste ano. Com isso, os árbitros da FPF correm o risco de não realizarem a pré-temporada e não ostentar a logomarca de nenhum patrocinador nas suas indumentárias no Campeonato Paranaense de 2011.



Tal razão me levou a pesquisar e obter informações fidedignas com a direção da Faculdade Assis Gurgacz e me foi confirmado: o contrato termina no final de 2010 e a sua renovação está sendo objeto de estudo por parte da Universidade. A informação me foi passada pela assessoria de imprensa da faculdade.

Como o atleta, de igual, o árbitro de futebol necessita de um tempo preparatório para o exercício da sua importante função. Em 2009/2010, isso aconteceu em razão de um convênio com a nominada faculdade da cidade de Cascavel (PR), diga-se muito eficaz nesse sentido e perfeitamente estruturada para tal.

A cartolagem que domina a Casa Gêneris Calvo no tarumã tinha conhecimento da duração do contrato, em específico Afonso Vitor de Oliveira, presidente da Comissão de Árbitros da entidade e da Associação Profissional dos Árbitros. Espera-se que em caso de uma negativa da faculdade em tela, a FPF e a Associação dos Árbitros já disponham de um novo patrocinador para estampar a sua logomarca nos uniformes dos homens de preto do futebol paranaense.



Com isso, por extensão, que os valores acordados financeiramente sejam destinados em benefício do quadro de arbitragem da entidade. Espera-se também que, no ano que vem, não seja cobrado o meião a exemplo deste ano (R$ 10.00) de alguns árbitros.

PS: José Renê Stavinski, o nome que vem sendo trabalhado nos bastidores por Afonso Vitor de Oliveira para sucedê-lo no comando da associação dos árbitros , segundo informações (não será presidente da entidade dos árbitros se não quiser), irá lutar pelo retorno do 1% que os árbitros tinham sobre as rendas do Campeonato Estadual? Irá providenciar uma sede aos apitos paranaenses, que embora tenham sede própria (foi alugada), não tem onde se reunir? Vai lutar para reaver a taxa de inscrição que desde 1988 pertenceu à classe e de forma submissa foi cedida à FPF pela atual diretoria? Vai viabilizar mecanismos para que seja implementada uma Escola de Árbitros de Excelência para formar árbitros de alto nível e, por conseguinte, dar suporte técnico, físico, psicológico e tático aos árbitros? Terá coragem para reinvindicar junto a FPF que os intrutores de árbitros da futura escola sejam ex-árbitros com notório conhecimento sobre as Regras do Jogo? Vai repetir Afonso Vitor de Oliveira, que da sua redoma, em Londrina, comanda de forma arcaíca e antiética o quadro de árbitros da entidade e da associação? Ou será um presidente atuante, participativo em defesa dos interesses da confraria do apito paranaense. Vamos acompanhar os próximos passos e aguardar quais serão as diretrizes que tomará a arbitragem paranaense, em específico a entidade que representa os árbitros.

Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Carlos Eugênio Simon é a favor de bola de futebol com chip


Foto: Flickr.com
Simon é um dos árbitros mais experientes no Brasil.

Árbitro da Fifa apoia nova tecenologia, mas é contra monitores fora das quatro linhas.

Redação Justiça Desportiva


Com o avanço da tecnologia, o mundo da bola sofreu muitas transformações, mas a odeia de ter um chip na bola de futebol ainda não é bem vista por muitos. Contrariando isso, o árbitro brasileiro Carlos Eugênio Simon se mostrou favorável a tal modernidade, que rejeitada pela International Board, órgão que decide sobre eventuais mudanças na regra do futebol.


"Sou favorável. A questão do gol é fundamental", disse Simon ao 'Arena Sportv'.
Se tal medida fosse aprovada, poderia ser um "alívio" para a arbitragem, mas o custo é bem alto. Simon disse que o custo da bola com esta tecnologia alcança R$ 4 mil, o que faria com que apenas campeonatos e ligas de maior peso pudessem contar com o equipamento. Para defender sua tese, lembrou que o sensor eletrônico na bandeira do assistente também é privilégio para poucos.
Apesar de aprovar a bola com chip, o árbitro declarou ser contrário aos monitores fora das quatro linhas, que poderiam auxiliar o trio em lances polêmicos. Segundo ele, nem sempre as imagens são esclarecedoras.
Árbitro da CBF em 1993 e Fifa em 1997, Carlos Eugênio Simon participou dos Jogos Olímpicos de Atenas 2000, Eliminatórias da Copa do Mundo Fifa de 2002, 2006 e 2010; Copa Libertadores da América de 2000 até o presente. Arbitrou as finais do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1998, 1999, 2001 e 2002; Copa do Brasil de Futebol de 2000, 2003, 2004, 2006 e 2010; e Copa do Mundo de Clubes da Fifa de 2002.

Estudo mostra: árbitros do Brasil são os que mais marcam pênaltis


Brasileirão lidera também média por jogo de faltas cometidas. Espanhol lidera nos cartões amarelos, e o Apertura, dos hermanos, nos vermelhos

Atacante que disputa o Brasileirão 2010 e tem pé atrás com arbitragem reclama de barriga cheia. No futebol nacional, caiu na área é pênalti. Em comparação com os principais campeonatos do mundo - Alemão, Argentino, Espanhol, Inglês e Italiano -, os juízes daqui são os que mais apitam apontando logo para a marquinha redonda do tiro livre mais temido pelos goleiros. Os números mostram 120 penalidades máximas marcadas nas 35 rodadas, o que dá média de 0,34 por jogo.

Além da liderança nos pênaltis, o Brasileirão tem também a maior média de faltas cometidas por partida: são 35,6, contra 29,7 da Espanha. É bom lembrar que a competição nacional está na reta de chegada, ao contrário dos demais países pesquisados. Mais tensão nos gramados na corrida pelo título e na luta contra o rebaixamento poderia justificar tais números.
Por outro lado, se no Brasil os atletas cometem mais pênaltis e faltas, a Espanha, detentora do título mundial na África do Sul e que acolhe Messi e os mais galácticos do planeta, apesar de ter apenas 110 jogos nas 11 rodadas de seu campeonato, é a campeã de cartões amarelos: são 646, o que dá média de 5,87, contra 5,32 do vice, o Brasil. O "título" das "tarjetas" vermelhas é da Argentina: por 57 vezes nas 140 partidas em 14 rodadas do Apertura, alguém foi mais cedo para o chuveiro. Média de 0,40. Em segundo lugar, ali, no fotochart, aparece a Espanha, com 0,39.


Curioso é que países com futebol considerado mais pragmático, com ênfase na marcação e postura tática, como Alemanha, Inglaterra e Itália, aparecem mais abaixo na lista em todos os quesitos disciplinares. Para Zico, ídolo maior do Flamengo, que nos anos 80 atuou no Udinese, da Itália, e nas últimas temporadas treinou equipes - como o Fenerbahçe, da Turquia, e o Olimpiakos, da Grécia - que jogaram a Liga dos Campeões, enfrentando as principais forças e lidando com várias escolas de arbitragem, os números têm motivos técnicos e históricos.
- Nesses países o juiz deixa o jogo correr mais, não se marca falta toda hora. É uma questão cultural. O número alto de cartões amarelos na Espanha ocorre, acredito, mais por excesso de reclamação. Os vermelhos na Argentina são por violência mesmo. E os pênaltis no Brasil se devem mais à habilidade do jogador brasileiro dentro da área. Muitas vezes, o atacante faz a jogada nem com o objetivo do gol, mas de sofrer o pênalti. E acaba sofrendo.
Zico cita como exemplo um dos lances polêmicos de Corinthians 1 x 0 Cruzeiro, em que o atacante Thiago Ribeiro arrancou na área, tentou passar por Julio Cesar mas se chocou com o goleiro - o árbitro Sandro Meira Ricci não considerou pênalti.
- Para mim, o Julio Cesar derrubou o Thiago, com o ombro. E o pênalti do Gil no Ronaldo para mim não existiu. Ele não teve a intenção de derrubá-lo - afirmou, colocando mais lenha na fogueira, mas reconhecendo dificuldade na marcação dos lances.
Muitas vezes, o brasileiro faz a jogada na área nem com o objetivo do gol, mas de sofrer o pênalti. E acaba sofrendo."
Zico
Desde 2006 no Arsenal, na Inglaterra, o volante Denilson, cria das divisões de base do São Paulo, faz coro com o Galinho com relação ao futebol inglês.

- A diferença é cultural. Na Inglaterra, o jogo é mais pegado, sempre foi assim. É claro que existem algumas faltas mais duras, violentas. Mas são sempre punidas quando acontece algum tipo de exagero. O jogo fica mais corrido, os árbitros não marcam qualquer coisa. Não é qualquer empurrão ou choque que o juiz apita..

O volante afirma ter se adaptado bem ao estilo inventores do futebol e se diz satisfeito com a arbitragem.

- Não tenho nenhuma reclamação. Aqui existe um critério de faltas, e todo jogador que atua na Premier League sabe como funciona. O quadro de arbitragem não deixa a desejar.

MONTAGEM - Zico , Denilson , Ewerton , Montillo
Zico credita média alta de pênaltis marcados no Brasileirão à habilidade do jogador brasileiro. Denilson e Ewerthon veem arbitragens inglesa e alemã mais rigorosas para marcar uma falta; e Montillo acha que idioma é o seu maior problema com os juízes daqui (Foto: Globoesporte.com / Reuters / AE / AE)

Com duas passagens pelo futebol alemão - Borussia Dortmund e VfB Sttutgart - e uma pelo espanhol - Real Zaragoza -, o atacante Ewerthon, de volta ao Brasil, agora no Palmeiras, aponta as diferenças de critérios. E daí pode vir a explicação dos altos números da Espanha, ao contrário dos outros países europeus.
- Na Alemanha, o estilo de arbitragem é totalmente diferente do brasileiro. Lá o futebol é mais força, os árbitros já estão acostumados com encontrões e entradas mais duras, por isso não marcam qualquer falta. Eles só são rigorosos realmente quando há deslealdade. Já na Espanha é mais parecido. O futebol lá é um dos mais técnicos da Europa. Mesmo assim, não são marcadas tantas faltas quanto no Brasil, deixam o jogo rolar mais.

Um dos destaques do Campeonato Brasileiro, o argentino Montillo, camisa 10 do Cruzeiro e candidato ao título, chegou ao Brasil no segundo semestre. Diplomático, jura que viu pouca diferença nos estilos. O maior problema, segundo o meio-campo celeste, é na comunicação com o trio de arbitragem, na diferença do idioma.
- Em todo lugar o critério é parecido, muda pouco. Quando comecei a jogar aqui, vi que na Argentina os árbitros tinham muito boa visão de jogo. Aqui também, mas é mais difícil conversar com eles, reclamar de alguma falta ou algo que fizeram, não me compreendem. Há profissionais bons por todos os lados. Eles têm de ter vocação, como nós, jogadores de futebol - afirmou, absolvendo, por ora, os homens de preto (ou amarelo, basicamente) tantas vezes criticados.
Fonte: Globo Esporte.com - * Colaborou Thiago Dias - Apito Nacional

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Simon apita Vitória x Corinthians no próximo domingo, no Barradão



Habitué de copas do mundo, o árbitro Carlos Eugênio Simon (foto), conhecido como "maestro dos campos", é a favor do uso de tecnologia nos gramados.
Árbitro apitou três jogos do Timão no Brasileiro, e em todos eles o Alvinegro venceu, e sempre fora de casa

Simon apitará partida no Barradão, em Salvador


O fim do Campeonato Brasileiro está próximo, assim como a carreira de Carlos Eugênio Simon como árbitro de futebol profissional. E nestas duas retas finais, o duelo decisivo entre Corinthians e Vitória, que acontece domingo, dia 21 de novembro, no Barradão, em Salvador, pela 36ª rodada, terá o comando de Simon, após definição em sorteio realizado na tarde desta quinta-feira, dia 18, na sede da CBF.

Carlos Eugênio Simon será auxiliado por Altemir Hausmann, também gaúcho e do quadro da Fifa, e por Julio Santos, também do Rio Grande do Sul. E no retrospecto do árbitro em jogos do Timão neste Brasileiro o Corinthians só tem motivo para agradecer, em meio a tantas polêmicas com a arbitragem nacional.

Nas três partidas do Corinthians que apitou, Simon não viu o clube alvinegro sair de campo com derrota, e todas elas em partidas fora de casa, como ocorrerá no fim de semana. No primeiro turno, vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, no Engenhão; depois, triunfo na Vila Belmiro, por 3 a 2, em cima do Santos; e vitória por 2 a 0 contra o São Paulo, no Morumbi.

Líder do Campeonato Brasileiro com 63 pontos, o Corinthians já garante, com duas rodadas de antecedência, uma vaga na Libertadores de 2011 se vencer em Salvador, além de seguir isolado na briga pelo título. O Vitória, no 16º lugar, com 39 pontos, luta para se distanciar da zona de rebaixamento.

Acompanhe abaixo, a escala dos apitos para os jogos da 36ª rodada do Campeonato Brasileirão/2010.


Sábado - 19h30
Grêmio x Atlético-PR – Sálvio Spínola Fagundes Filho (FIFA/SP)
Flamengo x Guarani – Wilton Sampaio (DF)
Grêmio Prudente x Ceará – Elmo Cunha (CE)
Domingo – 17h
Vitória x Corinthians – Carlos Eugênio Simon (FIFA/RS)
São Paulo x Fluminense – Heber Roberto Lopes (FIFA/PR)
Botafogo x Internacional – Ricardo Ribeiro (FIFA/MG)
Palmeiras x Atlético-MG – Marcos Chagas (RS)
Domingo – 19h30m
Cruzeiro x Vasco – Leandro Vuaden (FIFA/RS)
Avaí x Atlético-GO – Evandro Rogério Roman (FIFA/PR)
Goiás x Santos – Marcelo de Lima Henrique (FIFA/RJ)

Sérgio Corrêa elogia Ricci


Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem diz que lance entre Ronaldo e Gil 'foi muito pênalti' e nega esquema para beneficiar um clube.


O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, quebrou o silêncio e elogiou a atuação do árbitro Sandro Meira Ricci na partida entre Corinthians e Cruzeiro, realizada no último sábado, pelo Brasileirão. Em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", Corrêa considerou que Ricci acertou ao marcar pênalti de Gil em Ronaldo. E reagiu às críticas vindas do Cruzeiro, dizendo não aceitar que se queira "crucificar" o juiz e citando erros de jogadores do clube em outros jogos.


- Eu até tento entender que tudo isso se dá no calor de uma reta final de competição, com todo mundo tenso. Mas não aceito que queiram crucificar meu árbitro. Será que vão querer crucificar também o Wellington Paulista, pelo gol feito que perdeu lá atrás (se referindo a lance na derrota do time para o Vitória por 1 a 0, em 22 de agosto)? E o que vão fazer com o Montillo, que jogou fora um pênalti na partida contra o Atlético-MG (derrota do Cruzeiro por 4 a 3)?


Sobre o lance que decidiu o confronto entre dois candidatos ao título brasileiro, Corrêa foi enfático.


- Não se deve dizer apenas que foi pênalti. Foi muito pênalti. E a jogada com o Thiago Ribeiro (que reclamou de pênalti em dividida com o goleiro Julio Cesar) não pode ser caracterizada como pênalti. Não houve ali falta do goleiro.


O presidente da Comissão da Arbitragem considerou que o Sandro Meira Ricci errou em dois lances em que foram apontados impedimentos de jogadores do Cruzeiro. Mas minimizou a influência das falhas no resultado da partida. E descartou uma punição ao árbitro.


- De tudo que alegaram naquele jogo houve apenas dois erros do Sandro, em dois impedimentos do ataque do Cruzeiro. Um deles numa jogada sem risco aparente para o Corinthians. No outro, sim, havia perigo de gol. Mas o número de acertos do Sandro foi infinitamente superior naquela partida. Como puni-lo? Foi muito bem e é um dos melhores árbitros do nosso quadro - garantiu.



Sobre as declarações do presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, que o chamou de "safado" e incompetente, Corrêa indicou que poderá processar o dirigente.


- Vou esperar primeiro a decisão da Justiça desportiva. Mas meu advogado está trabalhando. Não admito ser atingido na minha honra. Tenho um nome a zelar, trabalho com seriedade e honestidade há mais de 30 anos. Não há um quê que possa falar de mim.


Ele reagiu também à posição do meia Roger, que insinuou que o Corinthians seria beneficiado pelas arbitragens.


- Isso é ridículo. Assumi a presidência da Comissão de Arbitragem da CBF em 2006. No ano seguinte, o Corinthians foi rebaixado para a Série B. Em 2008, o Corinthians perdeu a final da Copa do Brasil para o Sport. No mesmo ano, o Vasco caiu para a Segunda Divisão. Não tem esquema nenhum, tem seriedade, trabalho com honestidade e dedicação. Que esquema é esse? Onde está o esquema? Quero que alguém me diga que esquema é esse.


Corrêa revelou que se reuniu com o diretor de futebol do Cruzeiro, Dimas Fonseca, dias antes da partida do clube mineiro contra o Corinthians. E no encontro, reagiu à tentativa do dirigente de sugerir árbitros para o jogo no Pacamebu.


- Eu expliquei os nossos critérios de escolha para o sorteio da escala. Mas, quando ele começou a sugerir nomes para o jogo com o Corinthians, falou por exemplo do Marcelo (de Lima Henrique), que é excelente, eu interrompi a conversa: "pode parar, por favor, não é por aí". Se pedir que eu escale os melhores à disposição, eu posso levar isso em consideração. Agora vir aqui para apresentar nomes, isso não, de jeito nenhum.



Por GLOBOESPORTE.COM
São Paulo e Safergs

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Simon e refscal juntos contra o câncer



O árbitro de futebol Carlos Eugênio Simon, em parceria com o Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul (ICI/RS) e a Refscall Bandeira Eletrônica, firmaram um convênio para promover a Campanha “Apito do Bem”, uma iniciativa em pról do ICI/RS, para arrecadar fundos para seus projetos sociais e o trabalho que realiza há anos.
A campanha envolve arrecadação de fundos por meio de doações e parceria com empresas engajadas no projeto. Além disto, será promovido um leilão com os equipamentos de arbitragem que Simon vai usar em sua última partida da carreira.


O leilão será realizado no mês de dezembro de 2010 e pessoas físicas e jurídicas podem participar e dar o seu lance. Quem ofertar o maior valor pelos equipamentos arremata o prêmio. Será leiloado um conjunto contendo:
* Apito profissional Fox 40 Sharx
* Cartões amarelo e vermelho (autografados)
* Bandeira Eletrônica Refscall
Um dos maiores nomes da arbitragem de futebol do Brasil e do mundo, Carlos Simon participou de 3 Copas do Mundo (2002, 2006, e 2010) e se tornou o árbitro que mais apitou jogos do Campeonato Brasileiro na história, além de ter atuado em inúmeras finais de campeonatos estaduais e nacionais.
O ICI/RS, sediado em Porto Alegre, é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, referência para o tratamento do câncer na América Latina, atingindo um índice de cura de 70% nos casos atendidos. O instituto atua com assistência, ensino, pesquisa e desenvolvimento do tratamento do câncer infantil.
A Refscall — marca internacionalmente reconhecida da bandeira eletrônica para árbitros de futebol mais vendida no mundo, com representação e distribuição oficial no Brasil — cedeu seu equipamento para o leilão beneficente.
Visite o site da campanha: http://www.apitodobem.com.br


PS: Nosso planeta necessita desesperadamente de modelos dignos de serem seguidos. Heróis autênticos. Pessoas íntegras, cujas vidas nos inspirem a ser melhores, a subir mais alto, a nos destacar. Isto sempre foi verdade. Aliás, a atitude de Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS), é própria de uma página histórica, demonstrada em seu contexto, o amor pelos atingidos por tamanha enfermidade, o que é motivo, não apenas de anotações isoladas com pertinência, mas representando o ato pioneriro que o Brasil futebol deveria empreender.

Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

Audiência pública



Fifa convoca entrevista coletiva quando há erros de arbitragem e polêmicas; CBF devia usar exemplo
VALDIR BICUDO



Em todas as competições sob a sua jurisdição, quando ocorrem equívocos de arbitragem que provoquem polêmicas de ingente repercussão, a Fifa convoca uma entrevista coletiva. Seria o caso do acontecido no Corinthians x Cruzeiro, no sábado, no Pacaembu.
O assunto em debate seria a interpretação de casos como o do pênalti de Gil, do Cruzeiro, em Ronaldo, do Corinthians, objetivando esclarecer a opinião pública, os atletas, as equipes, os dirigentes e a imprensa. Esclarecem-se, à luz da regra, os lances que suscitaram controvérsias e expõem de forma clarividente a tomada de decisão do árbitro ou dos assistentes dentro do retângulo verde. Se isso foi ou não de acordo com a regra.
O objetivo tem como escopo, segundo José Maria Garcia Aranda, preparador técnico dos árbitros da Fifa, desviar os holofotes e amenizar a pressão sobre aquele que foi o condutor da partida – no caso, o árbitro.
O procedimento em tela vem sendo adotado pela Uefa em todas as oportunidades em que se defronta com situações como a que aconteceu com o árbitro Sandro Meira Ricci, no final de semana, e a aceitação tem sido a melhor possível. Nos últimos 45 dias, Vitor Pereira, o homem forte da arbitragem de Portugal, diante de várias tomadas de decisões equivocadas no campo de jogo pelos seus comandados, convocou duas entrevistas coletivas com a imprensa lusitana. Ele explicou os prós e os contras dos árbitros portugueses. Os resultados foram auspiciosos e o nível qualitativo da arbitragem lusa teve um acentuamento.
Apesar da política e filosofia supra indicada ser condutora de manifestação oportuna, pois só assim a opinião pública toma conhecimento da realidade real do futebol, o Brasil embora seja a terra do futebol hoje considerado, assim não procede. Mas diante dessa importante aplicação adotada pela Fifa, Uefa e Federação Portuguesa, poderia a CBF instituí-la nesta reta final do Brasileirão/2010 e denominá-la de “audiência pública”. Seriam convocados para isso os torcedores, árbitros, mídia e, principalmente, jogadores e cartolas.
A CBF também poderia, através de Resolução Interna de Diretoria, determinar a implementação desse tipo de audiência pública já para os campeonatos estaduais, e, por extensão, estendê-las para as próximas competições da entidade a partir do ano que vem. Isso faria com que os presidentes das Comissões de Arbitragens, sempre que haja dúvidas dolorosas dos lances de forma grave ou não por parte da arbitragem, sejam convocados a explicá-las. Por conseguinte, seriam convocados os interessados para a correspondente explicação, podendo dar a premissa correta dos acontecimentos: isto é, se o árbitro errou ou obedeceu as normas.
Fonte: Justiça Desportiva

Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Furacão é multado em R$ 20 mil por desordem na Arena da Baixada


Foto: Ciciro Back
Atlético 2 x 2 Fluminense, em outubro: Arena em julgamento.

STJD puniu o clube por considerá-lo responsável pelo machucado no dedo de torcedor do Fluminense

José Geraldo Azevedo - Justiça Desportiva



O Atlético/PR não conseguiu demonstrar que não tinha responsabilidade quanto a uma confusão ocorrida nas arquibancadas da Arena Baixada e foi multado em R$ 20 mil na sessão desta terça-feira, dia 16 de novembro, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Os auditores da Segunda Comissão Disciplinar decidiram também absolver a Federação Paranaense de Futebol, após denúncia por atraso.


No dia 24 de outubro, na partida entre Atlético/PR e Fluminense, um torcedor do clube carioca, após machucar o dedo, fez queixa na polícia e o caso foi relatado na súmula. O Furacão foi então denunciado no artigo 213, inciso I (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto), do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
No tribunal, o advogado Domingos Moro revelou ter ficado surpreso quando leu a denúncia, pois, segundo ele, o árbitro não fala nada de tumulto, diz apenas que ao final do jogo recebeu o Boletim de Ocorrência: "Em todos os processos, o Atletico/PR foi absolvido e o Procurador foi exagerado na denúncia. O código diz previna e reprima. Fizemos as duas coisas, então não é caso de punição. Assim, pedimos a absolvição", disse Moro.
No entanto, os auditores do STJD não ficaram convencidos da inocência do clube no caso e por maioria de votos decidiram multá-lo por R$ 20 mil.
Na mesma ocasião, a Federação Paranaense de Futebol foi julgada por constar na súmula um atraso de cinco minutos em razão da execução dos hinos Nacional e Paranaense na partida contra o Fluminense. A entidade foi denunciada no artigo 191, inciso III (deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição), do CBJD.
Em sua sustentação, a advogada Renata Oliveira pediu a absolvição da entidade, alegando que a obrigação de fazer com que o horário fosse cumprido era do delegado do jogo e não da federação. E a defesa foi bem recebida pelos auditores, que decidiram não aplicar pena ao clube.

Carpegiani analisa polêmicas do jogo do favorito ao título


Técnico isenta o árbitro Sandro Meira Ricci e diz que Corinthians leva vantagem por depender só de si
Renata Lutfi/Justiça Desportiva

Carpegiani comenta pênalti polêmico
A polêmica da semana não foi assunto apenas no Corinthians. Após o árbitro Sandro Meira Ricci dar pênalti aos 43 minutos do segundo tempo no jogo entre Corinthians e Cruzeiro, em Ronaldo, que terminou com o gol convertido pelo próprio, deixando o Alvinegro na liderança isolada da competição, sobrou até para Paulo César Carpegiani, técnico do São Paulo, comentar o lance. Além de concordar com a marcação, o treinador acha que dificilmente alguém tira o título do rival.


"Para muitos foi simulação de Ronaldo, para outros, pênalti claro. Foi uma precipitação do zagueiro, não tem nada do que reclamar", disse o comandante são-paulino, que afirmou ter visto o lance depois, não na hora do jogo, uma vez que acompanhava a partida entre Santos e Grêmio.
Além do lance pró-corinthians, o time mineiro ainda reclama de duas penalidades não assinaladas por Sandro Meira Ricci em Thiago Ribeiro, que foi derrubado pelo goleiro Júlio César. "Muitas vezes, o juiz marca pênalti nesses lances, mas pela televisão você que não toca. Não foi pênalti", comentou César Carpegiani.
Por outro lado, Carpegiani falou de lances que podem ser considerados capitais e não ganharam a devida atenção, deixada apenas para o pênalti dado. "Houve dois ou três lances capitais de impedimento em que o Cruzeiro foi tremendamente prejudicado. Ainda teve uma falta do zagueiro William em cima do Thiago Ribeiro bem na entrada da área", opinou o treinador.
Antes da partida, Corinthians e Cruzeiro tinham os mesmos 60 pontos. Ao término, com o gol de pênalti, o Corinthians abriu três pontos de vantagem para o time mineiro e assumiu a liderança isolada. Revoltados, o técnico Cuca e o presidente Zezé Perrella, ambos do Cruzeiro, reclamaram intensamente do árbitro, e tiveram apoio dos jogadores, que por sua vez sugeriram até que São Paulo e Palmeiras entregassem suas partidas contra o Fluminense para o time carioca. O Flu ostenta 62 pontos, um atrás do Timão.
"No futebol, o time que está na frente é o que tem mais possibilidades, porque não depende do 'se'. Quando você depende de outras situações é complicado. Quem está na frente depende apenas de si e passa a ser o favorito", disse o treinador, apontando o time do Parque São Jorge como favorito ao título.