terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Melhor árbitro do Brasileirão fala à Anaf
Sandro Meira Ricci entrou nos quadros da CBF há quatro anos e em 2010 foi escolhido o melhor do Campeonato Brasileiro. Para este mineiro de Poços de Caldas, radicado em Brasília, o sucesso alcançado é consequência do árduo trabalho. O fruto disso é a presença na lista de aspirantes a FIFA desde 2009 e a provável indicação ao quadro da entidade máxima do futebol em breve.
O árbitro de 36 anos falou com exclusividade à página da Anaf sobre diversos assuntos: carreira, futuro, lances polêmicos, profissionalização da categoria, sorteio, enfim.
Confira a entrevista de Sandro Meira Ricci:
Anaf: Quando e como você decidiu que queria ser árbitro de futebol?
Ricci: Não me lembro bem do momento exato em que decidi ser árbitro de futebol. Posso afirmar, no entanto, que sempre me motivaram o desafio e a responsabilidade de atividades relacionadas à mediação de conflitos.
Anaf: Está no quadro da CBF desde quando?
Ricci: Sou formado pela Federação Brasiliense de Futebol desde 2003. Entrei para o quadro da CBF em 2006 e, três anos depois, me tornei Aspirante à FIFA.
Anaf: Quais são as maiores dificuldades da carreira?
Ricci: A desconfiança e a interferência política sobre as comissões estaduais de árbitros são fatores que certamente dificultam, quando não inviabilizam, a carreira de um árbitro de futebol iniciante. Além disso, a condição de estar sempre sob suspeição e de ser vítima de comentários irresponsáveis de alguns torcedores travestidos de jornalistas e dirigentes é algo que pode atrapalhar a carreira de qualquer pessoa que não tenha seus princípios e convicções bem desenvolvidos.
Anaf: Neste ano você foi envolvido numa polêmica após um pênalti marcado corretamente sobre o Ronaldo do Corinthians. O que passou na sua cabeça naquele momento e após a partida quando houve uma repercussão enorme? Após a mídia toda analisar o lance e comprovar que você tinha acertado qual foi a sensação?
Ricci: Acredito que o termo "ser envolvido numa polêmica" retrata exatamente o que aconteceu. Afinal, não houve polêmica no lance. Polêmicas foram as reações e declarações, em sua maioria insensatas, de jogadores, treinador e, principalmente, presidente de uma das equipes.
Anaf: Como você avalia ter sido escolhido o melhor árbitro do Campeonato Brasileiro 2010?
Ricci: É incrível. Somente o fato de estar ao lado de Paulo César e Simon, sem esquecer dos demais árbitros brasileiros que poderiam seguramente estar naquele palco, já foi motivo de orgulho para mim. O prêmio de 2010 é fruto de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, que contou com o apoio da Comissão de Árbitros da CBF e também dos assistentes, quarto árbitros, delegados e observadores com quem tive a satisfação de trabalhar.
Anaf: Você é considerado a grande promessa da arbitragem nacional e em breve deve fazer parte do quadro Fifa. Como você vê isso?
Ricci: Ser uma promessa representa uma responsabilidade muito grande. Você está sempre sendo testado. Devo admitir que nos últimos dois anos, fui testado exaustivamente. A cada escala recebida, tinha alguém para me falar: "Esse é o jogo da sua vida!" Aprendi tão bem a conviver com essa pressão que, no final, já estava achando graça. Não sei explicar, mas quanto maior a pressão, parece que mais calmo eu fico durante a partida. Quanto a fazer parte do quadro da FIFA, isso representa a concretização do sonho de qualquer árbitro. Espero ter a honra de receber o escudo do Simon em 2011.
Anaf: Quais são seus objetivos a curto, médio e longo prazo na arbitragem?
Ricci: Aprendi que o árbitro de futebol não tem passado nem futuro, mas somente presente. Somos avaliados por aquilo que fazemos hoje, independente do nosso histórico de acertos. Portanto, meu objetivo consiste em manter o foco e a preparação para a próxima partida.
Anaf: Você acompanha o trabalho da Anaf? Como analisa a Associação Nacional de Árbitros de Futebol?
Ricci: Acompanho o trabalho da ANAF desde a gestão do Jorge Paulo (DF) e agora do Marco Martins (SC). Acredito que muitas conquistas estão por vir, mas dependerão da atitude de cada árbitro. A diretoria da ANAF é composta por um grupo de pessoas com legitimidade para representar o interesse dos árbitros. Se esse interesse e principalmente a conduta de cada árbitro estiverem pautados exclusivamente nas escalas, fica difícil a entidade fazer alguma coisa pelo grupo.
Anaf: É a favor do sorteio na escala dos árbitros?
Ricci: Acredito que a Comissão deva ter condições para investir e avaliar criteriosamente todos seus árbitros e, então, escalá-los conforme sua competência e adequação à partida.
Anaf: O que falta para a arbitragem brasileira tornar-se realmente profissionalizada?
Ricci: Em termos práticos, falta pouco. Hoje, já somos demandados como profissionais. Somos observados em todos os jogos. Além disso, a concorrência é tão grande que nos obriga a treinar todos os dias para alcançar a excelência. Nesse contexto, um dia a menos de treino pode fazer a diferença. Não há mais espaço para aventureiros ou árbitros de fim de semana. Do ponto de vista legal, no entanto, ainda falta muito. O primeiro passo para a profissionalização seria o reconhecimento da atividade de árbitro como uma profissão. Para isso, falta vontade política. Há um projeto de lei em trâmite no Congresso Nacional desde 2002 e, até hoje, não foi aprovado. A partir desse reconhecimento, a regulamentação da profissão levaria ao estabelecimento da condição, dos requisitos, das garantias e das obrigações para quem realiza a atividade.
Ricci: Não largue seus estudos e sua profissão. Saiba o momento de priorizar a arbitragem. Não espere a oportunidade para se preparar. Esteja pronto para quando a oportunidade vier. Prepare-se fisica, social, técnica e mentalmente. Seja honesto. Não sucumba a pressões. Tenha humildade de ser coadjuvante. Respeite o jogo e os jogadores. Saiba ouvir. Lembre que os elogios nos fazem sentir melhor, mas são as críticas que nos fazem melhorar. Busque apoio em Deus, na família e nos seus verdadeiros amigos, dentro e fora da arbitragem
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Apito político
Roman é Formado em Educação Física, é mestre e doutor em Educação Física pela Unicamp. Coordenou o curso de Educação da Faculdade Assis Gurgacz, em Cascavel. É diretor-presidente do Instituto Terra, que trabalha na área de educação. É arbitro do quadro nacional de arbitragem (CBF) desde 1995 e do quadro Internacional da FIFA desde 2008. Tem 37 anos. Meus cumprimentos à Evandro Rogério Roman, o novo Secretário Especial de Esportes do Estado do Paraná. Você é digno dessa indicação.
PS: Falei agora pela manhã via fone, com o futuro Secretário Especial de Esportes do Paraná, o árbitro da Fifa Evandro Rogério Roman e ele me disse que não irá deixar a arbitragem. Roman afirmou que irá elaborar um forma que concilie suas atividades à frente da importantíssima pasta dos esportes em conjunto com a sua função de árbitro da Fifa.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
Conaf revela planilha com evolução de notas recebidas pelos árbitros
"Senhores (as),
Para conhecimento encaminho anexo uma planilha contendo os gráficos comparativos das atuações dos árbitros do Brasil, nas Series A, B e Copa do Brasil, referentes ao período de 2008 a 2010.
A evolução global está diretamente relacionada ao Plano
de Modernização idealizado pelo presidente RICARDO TEIXEIRA, cujo pontapé inicial se deu com o Dr. Edson Rezende, EBF, etc, porém sem a participação dos Instrutores (RAP-Fifa, CBF e estaduais), presidentes das Federações e das Comissões, assim como aos Árbitros, Assistentes e Observadores não chegaríamos ao resultados obtidos".
O apitonacional teve acesso ao documento enviado por um árbitro do quadro CBF1 da região nordeste do país. O apitonacional agradece ao árbitro por ter enviado o documento com o qual podemos repassar a informações aos nossos internautas. Segundo informações, esse material foi enviado a mais de 6 centenas de pessoas, acreditamos que não estamos agindo de forma anti-ética em publicá-lo.
Parabenizamos a todos da arbitragem pela evolução.
Acompanhe abaixo o gráfico recebido pelos árbitros. (Clique em cima de cada tabela)
Fonte: Apito Nacional
domingo, 19 de dezembro de 2010
Eleito o presidente dos homens fortes do futebol
Foi eleita, no último dia 11, a nova diretoria da Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná. O pleito foi realizado na cidade Palmas (PR). Os futuros dirigentes, tendo a frente o presidente José Renê Stavisnki e seu vice Claudio Luiz Pacheco, irão tomar posse na primeira quinzena de janeiro de 2011. Eles serão, ao lado dos demais pares, os timoneiros da confraria do apito paranaense nos próximos dois anos - com direito a uma reeleição.
Confesso que estava surpreso com a apatia, com o descaso, a quase inércia que tomou conta da classe dos homens de preto do futebol paranaense. A maioria esmagadora dos dirigentes que passaram no comando da associação desde a sua fundação, em outubro de1986, conspirou contra o seu desenvolvimento e, por extensão, contra os próprios árbitros. Como ex-árbitro e ex-sócio, fiquei contente com a plêiade de novatos na composição da diretoria, que terão poder de decisão no comando da associação e , por conseguinte, com a desvinculação de Afonso Vitor de Oliveira desse setor. Sua presença no comando da associação e da Comissão de Arbitragem nos últimos cinco anos era incompatível e afrontou os mais elementares princípios da ética.
Sua saída abre espaço para gente nova, com novas idéias, com novos projetos e abre uma perspectiva de progresso nas futuras reivindicações subtraídas da categoria. Entre elas o percentual de 1% sobre as rendas dos jogos, a retomada de viajar de ônibus leito, a definição da venda da sede no edifício Asa e a compra de um imóvel compatível para a classe se reunir e discutir os seus problemas. Outra questão é a retomada da taxa de inscrição que desde 1988 pertenceu à associação e era a sua principal fonte de arrecadação, mas, numa ação nefasta nunca antes vista nos anais da arbitragem paranaense, foi entregue de bandeja à Federação Paranaense de Futebol.
Um adendo as considerações acima , não pode ser esquecido: a circunstância de que a Associação dos Árbitros não tem nenhuma vinculação subordinativa a FPF, muito menos à sua presidência. Toda a associação é um passo inicial para a construção de um sindicato, por isso tem semelhança sindicalista dos seus membros. É preciso entender que só cresce uma entidade que tiver autonomia absoluta. E este é o caso que deve colocar na sua consciência o novo presidente da associação, para que não seja cooptado pelos cartolas federacionistas.
E mais ainda, rememorar com veemência que os árbitros tem uma hierarquia própria e que não dependem das entidades futebolísticas, mas sim estas se lhe devem curvar. Justifica-se: sem árbitro não tem campeonatos de futebol e, de consequência, as federações e ligas teriam o "sabor" de "lei morta". Esta é a filosofia a seguir presidente José Renê Stavinski, ou então repetir o fracasso do seu antecessor.
PS (1) : O ex-presidente da Associação dos Árbitros/PR, Nelson Orlando Lehmkhul, viajou de Curitiba até Palmas no último sábado para participar da festa de confraternização dos árbitros e pediu para falar. Foi lhe dado o tempo de cinco minutos, e Lehmkhul, segundo duas pessoas me relataram, com expressão facial angustiante tentou justificar o injustificável: a sua péssima administração a frente da associação de 1997 a 2003, o que lhe rendeu três condenações recentes. Duas delas foram no Tribunal de Justiça do Paraná (21ª Vara Cível e 18ª Câmara Cível de Dezembargadores e mais recentemente no Superior Tribunal de Justiça [STJ], em Brasília).
PS (2) : É bom lembrar que antes da ascensão de Afonso Vitor ao comando da associação e da arbitragem na Federação Paranaense de Futebol, houve a subtração dos árbitros do percentual de 1% sobre as rendas e o direito de viajar de ônibus leito nas partidas do Campeonato Paranaense.
Mas as principais perdas dos apitadores do Paraná ocorreram sob o comando de Afonso Vitor de Oliveira, que ao assumir o poder na Federação Paranaense de Futebol mudou-se de mala e cuia para o Pinheirão, embora tenha a associação sede própria no edifício Asa, a alugou de forma inexplicável. Dias após a mudança, o Pinheirão foi interditado pela Justiça e já se passaram mais de quatro anos. Consequência: os árbitros não têm onde se reunir para discutir os temas de seus interesses.
Porém, as lancetadas letais desferidas nos árbitros da FPF, e o principal ato de subserviência de Afonso Vitor de Oliveira, aconteceram no ano passado e neste ano. Em 2009, a FPF pediu 2/3 da taxa de inscrição dos árbitros (R$ 175.00 ) per capita, que, desde 1988 sempre foi da associação e neste ano a FPF exigiu a taxa na sua totalidade e mais uma vez de maneira submissa nunca antes vista nos anais da arbitragem paranaense, Afonso Vitor de Oliveira e sua “tchurma” “atenderam” o pedido da federação e, por conseguinte, taxaram num caso “sui gêneris” no futebol brasileiro, os árbitros da Federação Paranaense de Futebol, que para apitar competições da entidade tem que pagar. Acrescente-se ao exposto, mais uma taxa instituída pela Associação dos Árbitros este ano. Cada árbitro tem que pagar desde janeiro via boleto, R$ 20.00 x 12 vezes à associação. E, por derradeiro, a partir do dia 1º de dezembro as passagens e o pedágio tiveram um acréscimo de 5,02%. Há ou não há perda no ganho dos árbitros paranaenses? Basta não ser sabujo e traíra que qualquer pessoa com um mínimo de inteligência verá que os árbitros tiveram perdas expressivas nos últimos anos e a Associação (Chapa branca) dos Árbitros do Paraná com tudo concordou e nada fez para recuperar as perdas aqui nominadas. É o fim da picada! Pobre arbitragem paranaense!
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Material humano é fraco
A lista está dividida em Categoria Fifa, Categoria CBF, Categoria Especial, Categoria primeira, Categoria Básica e Categoria Iniciante e é composta de aproximadamente 254 nomes divididos entre árbitros e assistentes. O Ranking é um passo importante para o desenvolvimento dos árbitros da FPF. Mas o principal entrave para esse desenvolvimento ser alcançado pelos árbitros em nosso estado está na forma inadequada da didática empregada na formação desses árbitros.
Digo isso porque na última década uma avalanche de cursos foi realizada aleatoriamente em todo o Paraná, sem critérios definidos e tendo como objetivo principal propiciar lucro financeiro em detrimento da vocação além da qualidade do indivíduo que almejou ser árbitro. Resultado: temos na atualidade na Federação Paranaense de Futebol uma geração de árbitros malformados e um contingente expressivo que não possui a mínima vocação para o mister de árbitro de futebol.
Basta conferir um sábado à tarde na suburbana ou encarar os campeonatos das categorias de base da FPF para ficar boquiaberto com os equívocos e as “bobagens” que são perpetradas aos olhos dos torcedores, jogadores e dirigentes. E não me venham com a “galhofa” de que o campeonato paranaense da Série Ouro nos últimos seis anos foi apitado por gente nossa. A qualidade esteve abaixo da crítica, tanto no nível técnico como disciplinar, e mesmo assim várias partidas foram decididas nos erros da arbitragem, causando sérios prejuízos às equipes.
O que se espera daqui pra frente é que a Comissão de Árbitros da entidade reveja a didática a ser empregada na formação dos futuros apitos. Que se propicie aos árbitros que aí estão um aprimoramento com testes periódicos, painéis, seminários, testes físicos e teóricos e discussões sobre lances que causem dúvidas. Isso vai identificar a vocacionalidade dos árbitros e, por extensão, melhorar gradativamente a condição qualitativa do quadro de árbitros da federação. Além do exposto, deveria viabilizar mecanismos preparatórios para quando o árbitro ou assistente for indicado para o teste seletivo da CBF o faça em condições de igualdade dos demais estados.
Valdir Bicudo - bicudoapito@hotmail.com
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Análise rígida para ser meditada!

Carlos Eugênio Simon

Marcelo de Lima Henrique

Leandro Pedro Vuaden

Evandro Rogério Roman

Héber Roberto Lopes
Fotos: MHD
Observando diariamente os programas esportivos na mídia televisiva, notei que o ano que está chegando ao seu epílogo não reserva boas lembranças à arbitragem brasileira. Mesmo que um número expressivo de comentaristas esportivos tenham evidenciado profundo desconhecimento sobre as Regras do Jogo ao procederem suas análises sobre o desempenho dos árbitros e assistentes, acabaram convencendo o telespectador de que a arbitragem foi um marco negativo no último campeonato brasileiro em função dos grotescos equívocos da arbitragem.
Desde o início do Brasileirão/2010, realizei uma compilação das tomadas de decisões dos árbitros e assistentes no período que antecedeu o início da Copa do Mundo na África do Sul, e o índice de acertos atingiu 79,4%, por jogo.
Após o final do mundial e o reinício do Brasileirão, os índices de acertos nas tomadas de decisões da arbitragem, sofreram um decréscimo acentuado rodada após rodada e os índices de acertos caíram abruptamente para 48,6%, por jogo, o que significou uma queda na qualidade da arbitragem de 38,53%. Resumindo: a paralisação do campeonato brasileiro durante o mundial foi uma catástrofe para os árbitros do quadro nacional, que não conseguiram repetir a mesma desenvoltura antes do início da Copa.
Os árbitros que compõe o quadro da Fifa, com exceção de Carlos Eugênio Simon, Leandro Pedro Vuaden e Marcelo de Lima Henrique, deixaram a desejar em todos os quesitos, inclusive em quesitos elementares. Entre os paulistas, Paulo César de Oliveira teve um ano razoável e livrou a cara de São Paulo. Sálvio Spínola Fagundes apresentou altos e baixos e Wilson Luis Seneme foi a grande decepção dentre os três e talvez a sua pior temporada como árbitro. Os paranaenses Héber Roberto Lopes, após ser eleito o melhor apito do ano passado, caiu vertiginosamente neste ano e se não rever seus conceitos de interpretação e aplicação das leis do jogo e sua performance física, pode ser substituído no processo seletivo para a Copa de 2014. Um lembrete ao sr. Héber Lopes: a Fifa não trabalha com emoção mas com profissionalismo. Evandro Rogério Roman terminou o ano que passou em baixa, iniciou este ano no mesmo patamar e no segundo semestre exibiu razoável recuperação.
O carioca Periclez Bassol Cortes e o mineiro Ricardo Marques Ribeiro, alternaram momentos de lucidez técnica e disciplinar mas não tiveram condições de manter o equilíbrio técnico e disciplinar exigidos num árbitro Fifa. Além dos nomes aqui nominados, um contingente expressivo de apitadores teve ano ruim dentro de suas funções no recém findado Brasileirão, culminando por acarretar prejuízos de monta não só para os clubes que foram prejudicados, mas para quem assistiu o espetáculo.
O articulado-retro deve ser visto pelos árbitros da CBF não como crítica desairosa, mas como uma reflexão dos equívocos e suas consequências e, por conseguinte, na melhora individual de cada apitador.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Eleito o presidente dos homens fortes do futebol
Confesso que estava surpreso com a apatia, com o descaso, a quase inércia que tomou conta da classe dos homens de preto do futebol paranaense. A maioria esmagadora dos dirigentes que passaram no comando da associação desde a sua fundação, em outubro de1986, conspirou contra o seu desenvolvimento e, por extensão, contra os próprios árbitros. Como ex-árbitro e ex-sócio, fiquei contente com a plêiade de novatos na composição da diretoria, que terão poder de decisão no comando da associação e , por conseguinte, com a desvinculação de Afonso Vitor de Oliveira desse setor. Sua presença no comando da associação e da Comissão de Arbitragem nos últimos cinco anos era incompatível e afrontou os mais elementares princípios da ética.
Sua saída abre espaço para gente nova, com novas idéias, com novos projetos e abre uma perspectiva de progresso nas futuras reivindicações subtraídas da categoria. Entre elas o percentual de 1% sobre as rendas dos jogos, a retomada de viajar de ônibus leito, a definição da venda da sede no edifício Asa e a compra de um imóvel compatível para a classe se reunir e discutir os seus problemas. Outra questão é a retomada da taxa de inscrição que desde 1988 pertenceu à associação e era a sua principal fonte de arrecadação, mas, numa ação nefasta nunca antes vista nos anais da arbitragem paranaense, foi entregue de bandeja à Federação Paranaense de Futebol.
Um adendo as considerações acima , não pode ser esquecido: a circunstância de que a Associação dos Árbitros não tem nenhuma vinculação subordinativa a FPF, muito menos à sua presidência. Toda a associação é um passo inicial para a construção de um sindicato, por isso tem semelhança sindicalista dos seus membros. É preciso entender que só cresce uma entidade que tiver autonomia absoluta. E este é o caso que deve colocar na sua consciência o novo presidente da associação, para que não seja cooptado pelos cartolas federacionistas.
E mais ainda, rememorar com veemência que os árbitros tem uma hierarquia própria e que não dependem das entidades futebolísticas, mas sim estas se lhe devem curvar. Justifica-se: sem árbitro não tem campeonatos de futebol e, de consequência, as federações e ligas teriam o "sabor" de "lei morta". Esta é a filosofia a seguir presidente José Renê Stavinski, ou então repetir o fracasso do seu antecessor.
PS: O ex-presidente da Associação dos Árbitros/PR, Nelson Orlando Lehmkhul, viajou de Curitiba até Palmas no último sábado para participar da festa de confraternização dos árbitros e pediu para falar. Foi lhe dado o tempo de cinco minutos, e Lehmkhul, segundo duas pessoas me relataram, com expressão facial angustiante tentou justificar o injustificável: a sua péssima administração a frente da associação de 1997 a 2003, o que lhe rendeu três condenações recentes. Duas delas foram no Tribunal de Justiça do Paraná (21ª Vara Cível e 18ª Câmara Cível de Dezembargadores e mais recentemente no Superior Tribunal de Justiça [STJ], em Brasília).
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Uefa quer usar quinteto de arbitragem na Eurocopa

Foto: Uefa
Michel Platini vai pedir a Fifa a implementação dos cinco árbitros na Eurocopa/2012
A Uefa revelou ter a intenção de experimentar o sistema de quinteto de arbitragem na Eurocopa de 2012. Para isso, o comitê executivo da entidade vai pedir permissão ao painel de arbitragem da Fifa - a International Board - para que o utilize durante o torneio, que será disputado na Ucrânia e na Polônia.

A International Board limitou em julho os testes com cinco árbitros para competições de clubes, quando foi aprovado o sistema para as edições da Liga dos Campeões da Europa e da Liga Europa, ambos organizados pela Uefa, em julho. O próximo encontro do painel está marcado para março.

A ideia de colocar um assistente adicional ao lado de cada gol para ajudar os árbitros
a tomarem decisões sobre jogadas na grande área é creditada ao francês Michel Platini, presidente da Uefa. O ex-jogador acredita que o sistema pode eliminar os pedidos para uso de tecnologia de vídeo.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
FIFA pondera começar Mundial 2014 em Julho

A Fifa vai analisar a possibilidade do Mundial’2014, que se vai disputar no Brasil, ter início apenas em julho e não em junho, como acontece actualmente.
Joseph Blatter, presidente do organismo máximo do futebol mundial, pondera esta hipótese de forma a que os jogadores tenham um período maior de descanso após o final das ligas em que actuam e que, consequentemente, possam chegar à prova em melhor momento de forma.
Segundo referiu uma fonte da FIFA à agência “Reuters”, a competição poderá ter o seu início alterado de meados de Junho para o princípio de Julho.
Blatter já havia anunciado que queria fazer transformações no modelo atual dos Mundiais, de forma a que a competição ficasse mais atrativa, e terá pensado nesta medida depois de no Mundial’2010, na África do Sul, craques como o inglês Wayne Rooney, o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi, entre outros, não se terem apresentado na sua melhor forma.
Fonte: Record/Refereetip