quinta-feira, 17 de março de 2011

Arbitragem gaúcha supera testes da CBF


capa_04_16032011Todos os árbitros e assistentes do quadro CBF foram aprovados nas provas físicas realizadas em 15 de março.



Na terça-feira, 15 de março, foram aplicados os testes físicos aos árbitros e assistentes gaúchos pertencentes ao quadro da CBF. Todos os participantes foram aprovados, inclusive o árbitro Fifa Leandro Vuaden, já plenamente recuperado de uma lesão recente. As provas foram realizadas na pista da SOGIPA, em Porto Alegre. A atividade contou com a presença de Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, e de Manoel Serapião, Luiz Cunha Martins e Dionísio Domingos, também integrantes da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf). Ciro Camargo, presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Rio Grande do Sul, destacou o desempenho dos associados. “A nossa arbitragem está de parabéns. Todos foram aprovados, o que mais uma vez atesta a seriedade e o comprometimento dos árbitros e assistentes gaúchos”, disse Ciro. Durante a tarde, Manoel Serapião palestrou aos árbitros e assistentes abordando vários aspectos relacionados ao exercício da arbitragem. Na quarta-feira os trabalhos continuaram, com a realização de testes práticos sob a orientação da CBF. Fonte: Assessoria de Imprensa do SAFERGS


PS (1): A presença de toda a cúpula diretiva da Comissão de Árbitros da CBF na capital dos Pampas, é o reflexo da força política da Federação Gaúcha de Futebol, da sua Comissão de Árbitros e, por conseguinte, do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Rio Grande do Sul, que em conjunto com os Sindicatos de Árbitros do Rio de Janeiro e São Paulo, dada a importância que se dedica ao árbitro de futebol se tornaram paradigmas no setor de arbitragem.   
O sucesso da arbitragem do Rio Grande do Sul, está umbilicalmente ligado ao excelente trabalho que é realizado pela entidade dos pampas através da sua Comissão de Árbitros em conjunto com o Sindicato dos Árbitros de Futebol (Safergs). No Rio Grande do Sul, o árbitro é uma das principais prioridades, afirma o presidente da FGF, Francisco Noveletto Neto, já que sem um quadro de arbitragem de excelência não se têm competições de alto nível, e, por essa razão, “trabalhamos em conjunto com o sindicato, com o escopo principal de fortalecer cada vez mais o quadro de árbitros de futebol, que tem os seguintes benefícios à disposição sem pagar nenhum centavo a ninguém, que são: massagista, preparador físico, assistência médica, uniforme (não precisa pagar pelo meião), professor de inglês, seguro de vida durante 24h em caso de qualquer acidente, invalidez e, se acontecer, já que ninguém está livre disso, em caso de morte”. Além disso, são realizadas em todas as sedes do sindicato, ao longo de todo o ano, palestras, seminários, workshops com a presença de instrutores de nível internacional e nacional, cuja finalidade precípua é requalificar o quadro de arbitragem que é considerado de modelo ao lado do quadro de árbitros da Federação Paulista de Futebol e da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Meus cumprimentos à FGF e à diretoria do Safergs, pelo dinamismo e empreendedorismo e a maneira como são tratados os apitos no estado vizinho.


PS (2): Diferentemente da Federação Gaúcha de Futebol, A Federação Paranaense de Futebol instituiu uma   taxa anual para os  seus árbitros e assistentes a partir de 2010, para apitar as competições realizadas  pela entidade  no valor de (R$ 175.00)  por cabeça, e este ano após muitas reclamações, a taxa foi reduzida para (R$ 135.00) per capita, o que é um caso sui gêneris  no mundo, já que a Fifa, a Uefa, a Conmebol e nenhuma Federação de Futebol do Brasil taxam os árbitros que apitam as suas competições.
Além do exposto, os árbitros e assistentes do Paraná, pagam 40% do salário mínimo anualmente  à Associação Profissional de Árbitros de Futebol, a única do País, 5% da taxa de arbitragem nos jogos do Campeonato Paranaense e 5% para a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) nas competições da CBF, neste caso somente para os árbitros que pertencem ao quadro nacional. Enquanto além das fronteiras do Paraná, o árbitro é tratado como prioridade e recebe incentivos e requalificação reiteradamente, a FPF taxa os seus apitos  sob o os auspícios da conivência, da  omissão e submissão da Associação Profissional  dos Árbitros do Paraná.  Para se ter uma idéia da seriedade com que a questão arbitragem é tratada pelos gaúchos, eles estão viabilizando mecanismos para  palestrar num seminário na metade deste ano, o presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol Carlos Alárcon, um dos expoentes  da Comissão de Arbitragem da Fifa. É o fim da picada! Pobre arbitragem Paranaense!
bicudoapito@hotmail.com

quarta-feira, 16 de março de 2011

10 Questões a... Hélder Malheiro



O site de arbitragem RefereeTip.com e o site institucional da APAF - Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol possuem uma parceria online intitulada “10 Questões a…”.
Nesta rubrica, comum aos dois websites, convidamos semanalmente uma personalidade a responder a 10 questões relacionadas com a arbitragem.

Esta semana temos o grato prazer de conversar com o mais jovem árbitro actualmente na 1ª Categoria Nacional. Hélder Malheiro, 30 anos, pertence à AF Lisboa e está na sua época de estreia nos campeonatos profissionais.

HÉLDER MALHEIRO

1. O que te fez entrar para a arbitragem?
Um grande amigo meu tirou o curso na AF Lisboa em 1997 e ao falar com ele comecei a achar interessante a experiência, no curso seguinte inscrevi-me por mera curiosidade, sem ter o objectivo de fazer carreira e continuar a arbitrar, infelizmente esse meu amigo deixou de ser árbitro pouco tempo depois.

2. Quais os momentos mais marcantes, pela positiva e pela negativa, que já viveste como árbitro?
Destacar um momento marcante pela positiva é muito difícil. Felizmente que ao longo dos 13 anos de arbitragem tenho muitos momentos marcantes e que me deixaram extremamente feliz. Guardo na memória todas as promoções de categoria, o 1º jogo das competições profissionais e claro, o 1º jogo de 1ª divisão.
Pela negativa todas as despromoções ou o não alcançar dos objectivos por parte de amigos que tenho na arbitragem.

3. Como foi a tua integração no grupo de árbitros de 1ª Categoria Nacional?
Tenho de admitir que sou um privilegiado, pois a minha integração foi super tranquila e facilitada por já conhecer pessoalmente a grande maioria dos árbitros da 1ª categoria. Há muitos anos que treino com os árbitros de 1º divisão de Lisboa e depois com os vários anos que passei na FPF tive a possibilidade de ter feito 4º árbitro a um grande número de árbitros.

4. Quais a principais diferenças, sejam elas organizacionais e/ou desportivas, que sentiste da época passada (2ª Div) para a presente (1ª e 2ª Liga)?
Existe uma diferença abismal nestas duas realidades a todos os níveis.
A nível desportivo a velocidade do jogo é incomparavelmente superior, a qualidade do futebol praticado naturalmente também se faz sentir e o ambiente nos estádios é outra das grandes diferenças.
A nível organizacional também exige muito mais de nós árbitros. Estamos habituados a trabalhar com equipas fixas e a realidade dos campeonatos profissionais é outra, fazendo com que tenhamos de exigir ainda mais de nós para que nada saia ao acaso e tudo seja planeado e preparado para fluir durante o jogo de modo natural.

5. A arbitragem de futebol de praia também é uma tua paixão. Qual a tua opinião sobre a possibilidade, que existe noutros países, de um árbitro poder conciliar a sua carreira nas duas variantes?
Sim é verdade, a experiência que tive na arbitragem do futebol de praia foi fantástica. Tive contacto com novos colegas árbitros de outros distritos e o jogo é dos espectáculos mais bonitos que existe no mundo do desporto. Considero-me apaixonado por futebol de praia e pela arbitragem do mesmo.
Quanto a possibilidade de conciliar as duas carreiras não vejo outra possibilidade, uma vez que o futebol de praia em Portugal é jogado apenas na época de Verão, não podemos ter árbitros de futebol de praia exclusivos.
Agora naturalmente terão de ser impostas regras à categoria dos árbitros que podem fazer esse tipo de jogos, estando na 1º divisão percebo perfeitamente que não possa conciliar ambas, mas não ficarei triste, pois já me considero um privilegiado estando a arbitrar na 1ª divisão.

6. Quais os teus objectivos de carreira?
Neste momento o meu objectivo é consolidar a minha presença na 1ª categoria, tendo apenas 30 anos e sendo o árbitro mais novo na 1º divisão, obviamente que não escondo o sonho de um dia ser internacional.

7. Acreditas que poderá haver “espaço” para mais um árbitro internacional da AF Lisboa?
Não gosto de ver a arbitragem por regiões ou distritos, Portugal já é um pais muito pequeno para nos ainda o dividirmos mais. Não querendo fugir a pergunta, se me perguntares se vejo no Hugo Miguel capacidade para ser o próximo árbitro FIFA português, a minha resposta é afirmativa.

8. A Profissionalização da Arbitragem é uma das grandes questões actualmente em debate. Estarias disponível para ser profissional da arbitragem? Quais as vantagens que poderão resultar desta situação?
A arbitragem é uma das minhas grandes paixões, mas obviamente que para um dia decidir seguir essa carreira como a minha actividade profissional teria de analisar pormenorizadamente todos os prós e contras. Se depois disso chegasse a conclusão que seria uma boa opção não teria qualquer problema em assumi-lo. Mas neste momento é algo em que sinceramente não penso, pretendo apenas desfrutar ao máximo e ganhar experiência em todos os jogos em que participo.
A grande vantagem seria ter condições de treino e condições físicas e psicologias para encarar todos os treinos com o máximo das nossas capacidades e não depois de um dia de trabalho intenso e desgastante sob condições por vezes sobre-humanas.

9. Quem são/foram as tuas referências na arbitragem?
Todos os colegas com quem fiz e faço equipa, assim como todos os colegas com quem participo na vida activa dos núcleos que frequento e colegas de treinos.

10. Que questão nunca te colocaram mas à qual gostarias de responder?

P - Abdicavas de uma subida tua pela subida ou manutenção de um colega teu?
R. Muitas vezes já pensei nesta questão. Claramente que o tinha feito, pois senti que muitos colegas meus que se dedicaram e empenharam, fizeram tudo o que estava ao alcance deles e mesmo assim no final não foram recompensados, por esses que deram tudo deles, pelos momentos que passamos juntos ajudando-nos mutuamente, abdicava.
O RefereeTip agradece a disponibilidade demonstrada pelo Hélder em cooperar com a rubrica "10 Questões a...".

terça-feira, 15 de março de 2011

Hawk-Eye em teste na próxima temporada na Premier League


O Campeonato Inglês deve ser a primeira competição de futebol profissional a receber testes com o "Hawk-Eye", tecnologia usada em partidas de ténis e que permitiria, por meio de recurso virtual, descobrir se a bola ultrapassou a linha de golo em lances polémicos.


Os testes com o "Hawk-Eye" devem começar já na próxima temporada em Inglaterra, mas os resultados ainda não terão finalidade prática. Como a Fifa ainda não autorizou o uso desse tipo de recurso em jogos oficiais, as indicações do equipamento permanecerão em segredo. Nem mesmo a arbitragem terá acesso às informações.

No ténis o programa é usado quando há o "desafio" de um jogador. O recurso mostra onde exatamente a bola bateu. Se do lado de dentro, de fora, ou mesmo sobre a linha do campo. No futebol, deverá ter função semelhante.

O Hawk-Eye não participou dos testes do Internacional Board e aguarda o aval do presidente da Fifa, Joseph Blatter, para ser testado em estádios da Inglaterra.

Fonte: Refereetip.blogspot.com


Em tempo: O "Hawk-Eye" (do inglês, "olho de falcão") pode ser utilizado durante as principais partidas da próxima Premier League, mas os dados não serão públicos, de acordo com o jornal "Daily Mail".
O desenvolvedor da tecnologia, Paul Hawkins, afirmou estar confiante no desejo da Fifa de melhorar cada vez mais o esporte. Estamos conversando, mas estamos confiantes. A ideia na Premier League seria utilizar em três estádios, sem divulgar os resultados por seis meses, para não criar problemas. Depois, vamos avaliar - contou.
Os testes devem ocorrer até 2012 e caso a tecnologia seja aprovada, já deverá estar presente na Copa do Mundo do Brasil, em 2014. O "Hawk-Eye" funciona rastreando o caminho da bola e, em poucos segundos, traça uma imagem com o resultado, ajudando a evitar erros de arbitragem.
A imprensa inglesa lembrou do lance polêmico em que o meia Frank Lampard, da seleção da Inglaterra, acertou uma bela cobrança de falta no travessão, que depois quicou dentro do gol e saiu. O árbitro não marcou o gol, alegando que ela não teria entrado completamente, e prejudicou a seleção inglesa, já que o placar estava 2 a 1 naquele momento. Na ocasião, a Alemanha eliminou a Inglaterra da Copa da África, vencendo nas oitavas de final, por 4 a 1.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O futebol e o dinheiro


Não interessa quanto de dinheiro um clube ganha. Porque quanto mais ele ganha, mais ele efetua gastos. Por Oliver Seitz para Universidade do Futebol.

Alguém disse um dia que o futebol é um grande negócio. Um monte de gente acreditou. Esse alguém e esse monte de gente, infelizmente, estão errados. Futebol não é um grande negócio. É um negócio mediano. Energia, alimentação, automóveis, extração, jogos de azar e construção são grandes negócios. Futebol não. Não chega nem perto. Nem aqui, nem na Europa e muito menos na China. Mas no fundo, isso pouco importa, afinal o futebol independe do dinheiro que ele gera. Não é isso que faz a máquina funcionar. Se o futebol gera 10 milhões ou 10 bilhões de reais, a diferença, especialmente pro mercado brasileiro, é muito pequena. 

Isso acontece porque a cadeia de valores do futebol funciona de uma maneira bastante
peculiar. Diferente de cadeias normais, onde o processo de produção é baseado essencialmente
no processo financeiro, o futebol se baseia no processo esportivo, independente do financeiro.


Basicamente, a idéia da cadeia é a seguinte: times existem para ganhar partidas; times com jogadores mais talentosos ganham mais partidas; existem muito mais demanda do que oferta de jogadores talentosos; jogadores talentosos tendem a escolher o clube por conta da proposta financeira; quanto mais dinheiro um clube tem, mais chance de contratar jogadores talentosos ele possui e, portanto, ele terá mais chances de obter vitórias.


Só que o valor de um jogador talentoso não é baseado em uma tabela fixa, mas sim no preço atribuído por outros clubes que competem pelo mesmo talento, independente do quanto for isso. Clubes de futebol do mundo inteiro tendem a gastar em média uns 80% daquilo que arrecadam com salários e transferências e apenas 20% com outros custos, como estrutura de estádio e centro de treinamento.


Esses últimos, porém, são gastos com valores determinados pelo mercado em geral, o que faz com que apenas essa parcela represente um ganho real de receita. Para esses valores, mais dinheiro de fato significa algo positivo. O resto, porém, é uma draga: quanto mais você ganha, mais você gasta. Ou seja, não interessa quanto de dinheiro um clube ganha. Porque quanto mais ele ganha, mais ele gasta.


O que interessa é que ele ganhe mais dinheiro do que os outros clubes. Se você analisar os números, na verdade você chega à conclusão que isso acontece de verdade: apesar das receitas dos clubes brasileiros terem aumentado significativamente ao longo da última década, os gastos aumentaram muito mais.

Isso porque a competitividade por talento é quase que uma disputa bélica, e o único jeito de acabar com isso é justamente o jeito com que EUA e Rússia conseguiram frear o espiral de gastos da guerra fria: chegaram a um acordo de corte de gastos conjunto. Clubes não deveriam se unir para descobrir um jeito de ganhar mais dinheiro. Deveriam se unir para descobrir um jeito de gastar menos.

Fonte: Universidade do Futebol/Safergs

Fifa é peça de museu (1)



Os seres humanos tem duas manias flagrantes. Uma delas é dar receitas para alguém que, eventualmente, apresenta alguma doença, com ou sem dor. Ancoradas em poções de chás caseiros ou remédios encontrados nas prateleiras das farmácias, quem foi, neste planeta, que ainda não ouviu aquele cândido e bem intencionado de musculosa justificativa como “minha tia nunca mais teve artrose, após tomar este remédio,” ou minha irmã que é bem mais velha do que eu ficou uma menina depois que tomou desta vitamina”. Massagens e exercícios físicos também são ampla e respeitosamente recomendados.

Em se tratando de arbitragem de futebol, há muitos modismos. Ao longo da minha carreira como árbitro de futebol durante 21 anos, não foram raros os questionamentos que me fizeram sobre o porquê das regras de futebol serem praticamente imutáveis. Quantas vezes ouvi, por que não acabar com o impedimento?, ou o lateral com o pé não seria uma boa, ou ainda qual a razão da expressão árbitro ser onipotente dentro do retângulo verde?  Por que a Fifa não cria um tribunal para julgar o árbitro e seus assistentes? Quando é que a entidade que controla o futebol no planeta irá colocar câmeras de TV para confirmar as decisões dos árbitros ou modificá-las?  Dois árbitros em campo, um em cada metade do gramado, melhorariam o nível da arbitragem nas partidas de futebol e elas seriam mais atraentes. Quais o motivos que levam a Fifa a ser tão refratária a uma mudança deste gênero?  Que tal implementar mais um cronometrista para acompanhar o cronômetro do árbitro?

Confesso que muitas vezes me questionei e me questiono a respeito destas e de outras sugestões que recebi e ainda hoje recebo, das diversificadas pessoas com as quais o futebol me propiciou me relacionar e aí me vêm à mente que as regras constituem a pedra fundamental do futebol dentro das quatro linhas. Sem se importar a maneira como o nobre esporte de origem britânica possa manifestar-se, na atualidade, seja ele jogado por profissionais ou amadores, por crianças, adolescentes e até mesmo pelo sexo feminino, inclusive numa Copa do Mundo, nas Olimpíadas, em países em vias de desenvolvimento futebolístico, onde quer que seja, as regras têm sido quase as mesmas, com pouquíssimas metamorfoses. E essa é a principal razão do seu sucesso universal. Em qualquer ponto de Biafra ou num lugarejo de Zâmbia ou no Casaquistão, todos conhecem um mínimo das regras que permitem praticar o futebol e conhecer suas belezas e artimanhas. 

Apito mineiro e carioca nos jogos da dupla Atletiba


A Comissão de Árbitros da CBF, escalou Alício Pena Júnior (foto), do Quadro Especial da entidade  e da Federação Mineira de Futebol, para apitar Atlético/GO x Coritiba, no Serra Dourada, às 21h30 da próxima quinta-feira, pela segunda rodada da Copa do Brasil. Um dia antes, na quarta-feira, Felipe Gomes da Silva, da Federação Carioca de Futebol, apita Paulista de Jundiaí x Atlético/PR, às 19h30. 


Foto:  tvhoje.com.br

Raio X da arbitragem

No Couto Pereira

Três equívocos de posicionamento com a bola em jogo, o primeiro aos dois minutos da etapa inicial quando chocou-se com o atleta Alviverde Léo Gago, e os demais, aos 35' da segunda fase, quando teve a bola chutada contra suas pernas em duas oportunidades simultaneamente, foram os senões da ótima arbitragem do árbitro Edivaldo Elias da Silva (foto), ontem, no Couto Pereira, no clássico Coritiba 4 x 2 Paraná Clube. Nos demais quesitos de avaliação técnica, aplicou corretamente as Regras do Jogo, mostrou critérios equânimes nas decisões, suas sinalizações foram entendidas pelos atletas, público e a imprensa, utilizou o apito  em consonância com a gravidade das infrações, agilizou o reinício de jogo a cada interrupção, interpretou em seis lances a lei da vantagem com raro brilhantismo, digo isso, porque é muito difícil um árbitro adotar este tipo de procedimento em qualquer partida de maneira uniforme, que dirá num clássico.

Nos aspectos disciplinares, em nenhum momento teve sua autoridade questionada, praticou a arbitragem preventiva (através do olhar, da fala, dos gestos (expressão corporal), do apito e quando necessário não hesitou em aplicar o cartão amarelo). Perfeito no quesito psicológico (excelente controle emocional). Advertiu os atletas de ambas as equipes com postura ereta e de forma que todos que estavam no estádio ou vendo pela TV, não tivessem nenhuma dúvida do cartão amarelo que estava aplicando. No aspecto físico, acompanhou e tomou as decsiões corretas em todas as jogadas,  de acordo com a velocidade desenvolvida pelos atletas no campo de jogo. Nota do árbitro, 9.8.  Os assistentes José Amilton Pontarolo e Sidney Pedro da Silva, apresentaram deficiências de poscionamento, interpretação e marcação errônea de impedimento e tiro de canto.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com


Foto: Valdir Bicudo

sexta-feira, 11 de março de 2011

Anaf divulga lista de aspirantes Fifa 2011

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) publicou em seu website a lista de árbitros e árbitros assistentes aspirantes ao quadro da Fifa, divulgado pela Comissão de Arbitragem da CBF. A novidade foi a inclusão do quadro feminino de assistentes na lista.
Confira os nomes:


QUADRO ÁRBITROS ASPIRANTE FIFA 2011
Márcio Chagas da Silva/RS
Wagner Reway/MT - (foto)
Pablo dos Santos Alves/ES


QUADRO ASSISTENTE ASPIRANTE FIFA 2011
Bruno Boschillia/PR
Cleriston Clay Barretos Rios/SE
Fabiano da Silva Ramires/ES
Fábio Pereira/TO
Fabricio Vilarinho da Silva/GO
Guilherme Dias Camilo/MG
Kleber Lúcio Gil/SC
Marrubson Freitas/DF
Thiago Brigido/CE
Vicente Romano Neto/SP

QUADRO ÁRBITRAS ASPIRANTES FIFA FEMININO
Regildênia Holanda de Moura/SP
Daniella Coutinho Pinto/BA
Asteliene Soares Milles/MA
Thayslane de Melo Costa/SE

QUADRO ASSISTENTES ASPIRANTES FIFA FEMININO
Lilian da Silva Fernandes Bruno/RJ
Janete Mara Arcanjo/MG
Tatiana Jacques de Freitas/RS
Nadine Scharam Bastos/SC

Fonte: ANAF/REFNEWS 
 

Roman no jogo do Atlético

A escalação de Evandro Rogério Roman (foto - Fifa/PR), para apitar Iraty x Atlético/PR,  no domingo, no Emílio Gomes, acredito eu foi um aviso das alturas à Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, dada a complexidade desta partida, em função do resultado nada auspicioso do rubro-negro da Baixada contra o SC. Corinthians na quarta-feira que passou. 


Roman ladeado pelo goleiro Tiago do Vasco da Gama e Tcheco do Grêmio
No clássico Coritiba x Paraná Clube, no limiar da noite de comingo, no Couto Pereira, a FPF designou Edivaldo Elias da Silva, um árbitro que às vezes, num jogo de futebol consegue desenvolver uma arbitragem, que oscila entre a excelência e a mediocridade. Confesso, que após vários anos acompanhando sua carreira de árbitro, ainda não entendi o que acontece com  o nominado apitador em determinados lances, e porquê razões ocorrem oscilações  técnicas ou disciplinares nos jogos que dirige,  o que  têm  prejudicado  seu desempenho, e, inclusive o tem impedido de apitar jogos da Série A do Campeonato Brasileiro. Torço para que Edivaldo da Silva, não sofra nenhuma oscilação na partida de domingo, principalmente, porque será um jogo em que alguns atletas de ambas as equipes deverão ter atenção especial, devido a forma permissiva de jogo  brusco grave e de conduta violenta  ocorridas no primeiro turno na Vila Capanema, sob os olhares omissos e conivente da arbitragem. 
bicudoapito@hotmail.com 

Leonardo Gaciba, comentarista

Leonardo Gaciba da Silva

Em entrevista à ANAF, o ex-árbitro critica o teste físico aplicado à arbitragem: "as exigências do campo de jogo são outras e de outra intensidade".

 Leonardo Gaciba da Silva foi apontado inúmeras vezes como o melhor árbitro brasileiro, tanto é que compôs o quadro da Fifa entre 2005 e 2009. Mas o gaúcho de 39 anos resolveu trocar de lado e atualmente é comentarista de arbitragem da RBS do Rio Grande do Sul. Formado em Educação Física, começou cedo a carreira. Aos 17 anos já dava os primeiros passos no comando de partidas de futebol. Foram 21 anos dedicados ao ofício dentro dos gramados. Desde novembro de 2010 está fora deles, ainda demonstrando grande competência que o marcou por todo este período. Gaciba falou à ANAF sobre os novos desafios, a carreira, testes físicos e diversos outros assuntos. 
Confira a entrevista:

ANAF: Por que você decidiu abandonar a carreira de árbitro?
Gaciba: O projeto que me foi apresentado pelo grupo RBS foi realmente encantador, não só pela estabilidade, mas pela projeção para o futuro!


ANAF: Como foi o convite e a preparação para se tornar comentarista esportivo?
Gaciba: Ela veio de uma tratativa com a direção da Rádio Gaúcha, onde participaram Cesar Freitas, Pedro Ernesto Denardin e Cleber Grabauska; seguiu-se um piloto na rádio e aí foi só acertar detalhes.


ANAF: Quando árbitro quais as maiores dificuldades enfrentadas?
Gaciba: Acho que as exigências são cada vez maiores e o retorno cada vez menor. Isso desmotiva. Vivia na incerteza entre um sorteio e outro, ora, tenho um filho para sustentar e ele não pode contar com a sorte do Pai para ter suas necessidades supridas.


ANAF: Acredita que o modelo de teste físico está correto? Por que?

Gaciba: Todos sabemos que não (Educadores físicos ou não). As valências exigidas no campo de jogo são outras e de outra intensidade.


ANAF: Agora como comentarista como analisa a arbitragem nacional?

Gaciba: Como via quando árbitro. Acho que acerta muito pelas condições que lhe são dadas e não acerta tanto quanto deveria se fosse profissional!


ANAF: Acha que o Brasil estará bem representado na Copa de 2014? Quem é (são) o(s) favorito (s) para ser o árbitro da Copa representando o país?

Gaciba: Minhas fichas se dividem em três nomes: Paulo Cesar Oliveira, Heber Lopes e Wilson Luis Seneme; todos excepcionais árbitros.


ANAF: Como avalia o trabalho da ANAF?
Gaciba: É dificil ser uma entidade Nacional num País Continental como o Brasil. As necessidades das Federações (Sindicatos) filiados são completamente diferentes. Enxergo a ANAF hoje como os árbitros. Faz muito pelas condições que lhe são dadas mas poderia fazer bem mais se fosse uma associação dirigida por profissionais.


ANAF: Em algum momento sentiu vontade de voltar a ser árbitro?
Gaciba: Ainda sinto falta da adrenalina do jogo, do convívio e da rotina de minha vida 
nos últimos 22 anos. Mas esta etapa está encerrada, estou muito feliz onde estou! 


ANAF: Deixe uma mensagem para quem deseja seguir a carreira na arbitragem.Gaciba: Lute pelo seu sonho. Um apito me levou a lugares fantásticos nos quais nunca imaginei que poderia chegar. Acima de tudo, seja honesto com você mesmo, não se iluda, tenha sempre os pés no chão. Caso tivesse que repetir toda a minha carreira de novo, não mudaria uma linha de minha história, talvez esse seja o motivo de estar tão feliz: vivi cada segundo na arbitragem como se fosse o último.

Fonte: Associação Nacional de Árbitros de Futebol/Safergs