quarta-feira, 30 de março de 2011

Apito agora é rei em São Paulo

Em São Paulo, o árbitro não é entregue aos “leões” como sucede na maioria absoluta das nossas entidades



No nosso cotidiano, temos adotado uma política que sempre teve por fim dar ao árbitro de futebol a importância que é merecedor neste âmbito esportivo. Apesar disso, das críticas bem dirigidas, tanto de natureza jurídica como técnica, muito pouco se conseguiu, salvo agora numa iniciativa da Federação Paulista de Futebol, que demonstrou o seu propósito de conceituá-los no plano devido e justificado.
Lá em São Paulo, o árbitro não é entregue aos “leões” como sucede na maioria absoluta das nossas entidades de direção esportiva de futebol. Embora seja questão quase fechada da impossibilidade de gerar a profissionalismo nessa categoria, os paulistas já começaram a implementar critérios paralelos e talvez tenham lançado a mais efetiva das condições de reconhecimento do famoso homem de preto.
Doravante, os apitos da Federação Paulista de Futebol terão que se submeter a um regime rigoroso ou até revolucionário nessa área de atividade. De logo, como ponto impressionante, os árbitros escalados na Série A ficarão em regime de retiro – ou como é denominado no futebol, em concentração 48 horas antes das partidas.

Sálvio Spínola,árbitro da Federação Paulista de Futebol (Foto: MHD)


Eles também terão a companhia na concentração de um psicólogo, que terá como mister cadenciar o ensinamento da moral e fundamentalmente da ética e as vicissitudes que podem ocorrer numa partida de futebol, o que se configura na educação continuada. Isto é, terão aulas didáticas e científicas sobre as Regras do Jogo de Futebol, para assim abrir os caminhos da “sepultura” da corrupção, que quer queiram ou não, de quando em quando essa “coisa” é questionada em torno do desempenho da arbitragem.
De outro lado, para evitar dúvidas de qualquer propósito exclusivo, os árbitros no tempo da concentração estarão impedidos de contatos, via fone ou via internet, para manter relacionamento com terceiros, salvo nos casos em que haja necessidade para esse procedimento.
Sabe-se que o futebol brasileiro é modesto para assim agir em todas as entidades, mas o exemplo está posto e deve ser copiado nem que seja por força de sacrifícios. Abre-se assim, um clarão no horizonte para dar insígnias àquele que hoje no futebol no Brasil, pelo tratamento que recebe configura-se como um “João ninguém”.
PS: O Projeto de Lei 6405/02, que visa regulamentar a atividade do árbitro de futebol no Brasil, foi apresentado em 26/3/2002 e sofreu 32 apreciações no Congresso Nacional ao longo dos últimos nove anos. Se não houver uma união e vontade dos maiores interessados, que são os árbitros, o projeto vai continuar “dormindo” em alguma gaveta.
Valdir Bicudo-bicudo-bicudoapito@hotmail.com

terça-feira, 29 de março de 2011

Bolas inteligentes podem ser usadas no Mundial de 2014

(copanaafrica.com)
'A condição para o uso da tecnologia é de que ela seja acessível em termos financeiros, confiável e que o resultado seja dado com rapidez', explicou Joseph Blatter, presidente da Fifa


JAMIL CHADE - O Estado de S.Paulo

Joseph Blatter afirmou que a tecnologia pode ganhar espaço na Copa de 2014. Sensores usados para determinar se uma bola cruzou o gol podem ser usadas no Brasil. "Temos três empresas trabalhando nessa tecnologia."
Candidato a mais um mandato como presidente da Fifa, Blatter começa a disseminar promessas de mudanças. Depois de resistir à ideia dos sensores por anos, mudou sua avaliação após a Inglaterra ter sido prejudicada na Copa de 2010 - um chute de Lampard caiu dentro do gol, no jogo contra a Alemanha, mas o juiz não validou o lance. Os ingleses foram eliminados.
"A condição para o uso da tecnologia é de que ela seja acessível em termos financeiros, confiável e que o resultado seja dado com rapidez", explicou.

PS: O lance que pode mudar a história da arbitragem mundial e introduzir a tecnologia no futebol, além do meia inglês Lampard, teve como protagonistas o árbitro uruguaio Jorge Larrionda e seu compatriota Maurcicio Spinoza, que não conseguiram vislumbrar a bola ultrapassar a linha de meta em 38 centímetros, na partida Alemanha 4 x 2 Inglaterra.

'Árbitro-modelo' quer esquecimento por gol 100 e diz que não daria amarelo a Ceni'

Com apenas 27 anos, Guilherme Ceretta de Lima é apontado como uma das principais revelações da arbitragem nacional e, no último domingo, fez parte de um feito histórico do futebol. Ele comandou o clássico entre São Paulo e Corinthians em que o goleiro Rogério Ceni fez seu 100º gol, em uma cobrança de falta na vitória tricolor por 2 a 1.
Mas o juiz não quer ser lembrado por esse jogo. Apesar de sua atuação ter sido elogiada, ele prefere o anonimato. Para Ceretta, seus pares entram para história do futebol apenas pelos erros. “Não quero ser lembrado, meu nome só vai estar na súmula, como poderia ser qualquer outro. Se tivesse feito um jogo ruim, aí sim eu seria lembrado nessa marca”, contou.
O único ponto lamentado pelo árbitro foi ter de dar o cartão amarelo a Rogério Ceni por ele ter tirado a camisa na comemoração, o que, para ele, é um “erro” da regra. “E ela tem esses ‘erros’ que, mesmo não concordando, temos de cumprir. O Rogério sabe que a regra tem de ser cumprida.”
Professor formado em educação física e dono de uma escolinha de futebol na cidade de São Roque [interior de São Paulo], Ceretta também concilia sua carreira de árbitro profissional com a de modelo, apesar de sua agenda escassa. “Já perdi muitos trabalhos por falta de tempo”.
Confira a entrevista exclusiva:
UOL Esporte: Como é entrar em um jogo como esse, em que uma marca tão importante poderia acontecer? Você já sabia disso, já tinha trabalhado isso de alguma maneira?
Guilherme Ceretta: Lógico que eu sabia, vocês da imprensa valorizam muito esses momentos e nós, que vivemos o futebol, não teriamos como não ficar sabendo. Não mudei nada para esse jogo. Se fosse falta, dentro ou fora da área, teria o mesmo critério e marcaria. Ela aconteceu e foi marcada.
UOL Esporte: Qual é a importância para você de ter conduzido essa partida?
Guilherme Ceretta: Não quero ser lembrado, meu nome só vai estar na súmula, como poderia ser qualquer outro. Marcas são para jogadores e técnicos que fazem parte do espetáculo. Hoje, nós árbitros ainda somos "formiguinhas" dentro da grandeza de um clássico. Ainda bem que a arbitragem foi considerada boa por toda a imprensa. Se fosse ruim, aí sim eu seria lembrado nessa marca.
UOL Esporte: Você chegou a pensar em não dar aquele cartão amarelo para o Rogério por tudo que envolvia a comemoração? O que vocês conversaram naquela hora?
Guilherme Ceretta: Não pensei em deixar de mostrar o cartão. Eu tenho de ser cumpridor da regra do jogo. E ela [a regra] tem esses “erros” que mesmo não concordando, temos de cumprir. Não conversamos nada sobre isso. O Rogério sabe que a regra tem que ser cumprida.
UOL Esporte: Foi um dos jogos mais complicados que você já apitou? Com todos os fatores, como rivalidade, torcida arremessando objetos no campo, expulsões...
Guilherme Ceretta: Com certeza. Vai ficar marcado para mim por todas as dificuldades. Consegui controlar bem a partida e aplicar a regra com tranquilidade. Foi o jogo de maior repercussão que já fiz, por tudo que envolveu antes. Durante foi muito difícil, mas terminou com uma ótima arbitragem.
Fonte: Uol Esporte

segunda-feira, 28 de março de 2011

Para Ceretta, árbitro do clássico, concentração foi positiva; Coronel Marinho elogia


Alessandro Yara Rossi,
Especial para o site da FPF



A atuação do árbitro Guilherme Ceretta de Lima (foto) no vitória do São Paulo por 2 a 1 no clássico com o Corinthians, válido pela 16ª rodada do Campeonato Paulista da Série A1, foi bastante elogiada pela crítica em geral, mesmo com lances de difícil interpretação. Contente com resultados, Coronel Marinho afirma que concentração deve seguir nos jogos de final de semana.
Um fator considerado importante foi a concentração dos árbitros, onde Ceretta achou interessante a utilização do método implantado pela Comissão de Arbitragem. “Acho que foi positivo, não só para essa partida, mas em todas. O investimento era com essa intenção, creio que ajudou bastante essa concentração”, afirmou o árbitro de apenas 27 anos.
Para ele, a concentração de árbitros deve continuar, ainda mais na fase final da Série A1. “Se for a intenção da Comissão de Arbitragem, é válido que continue a concentração, ajuda bastante, já que agora faltam poucas partidas para o fim da primeira fase”, comentou Ceretta.
O controle emocional do árbitro no clássico foi louvável e ele apontou os motivos pelos quais manteve a compostura na hora de aplicar as regras. “Procuro entender o trabalho da federação neste aspecto, o Coronel Marinho é outro ponto fundamental, além dos orientadores de arbitragem e os psicólogos que auxiliou a todos na concentração”, analisou Guilherme Ceretta de Lima.
A partida enérgica culminou em três expulsões: Dagoberto pelo São Paulo; Alessandro e Dentinho pelo Corinthians. “Meu pensamento foi que eles vão jogar, só vou interferir e seguir as regras de jogo se algo acontecer, as expulsões foram merecidas, eu fiz a minha parte”, comentou Ceretta.
 Para o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, Coronel Marcos Marinho, o desempenho do árbitro foi excepcional. “Ele tem um potencial enorme, é corajoso, aplicou as regras de forma correta e foi perfeito nas expulsões e interpretações”, elogiou.
Outro ponto instigante foi a frieza do árbitro em todo o momento. Ceretta entrelaça isso com diversos motivos. “Trabalho dedicado, sério, partindo das instruções do Coronel Marinho, apito com muita tranquilidade e recebo todo suporte necessário quando cometo um erro, afinal é de todo ser humano”, ressaltou o árbitro.

Resultado da concentração agrada

A concentração dos árbitros nesta rodada do Campeonato Paulista da Série A1 foi considerada positiva, já que nas partidas não aconteceram polêmicas relacionadas ao apito. “Aproveitamos a oportunidade, passamos diversas instruções e a concentração foi enorme. Reforçamos com vídeos de alguns lances complicados na visão deles e que podem prejudicar suas atuações”, analisou o Coronel Marinho.
Outros pontos foram levantados pelo presidente da Comissão Estadual de Arbitragem. “Tivemos palestras com psicólogos, onde a liderança foi um dos temas abordados, conversarmos com cada escala que ficou no hotel em concentração”, afirmou Marinho. 
A consequência é a continuidade deste trabalho, já que nas partidas dos finais de semana ocorrerá a concentração de árbitros. “Foi eficiente, ajudou bastante na preparação deles. Já que os jogadores profissionais também se concentram, nada mais válido do que os árbitros ganharem o mesmo tratamento”, finalizou o Coronel.

Ex-presidente do Botafogo terá que pagar R$ 23 mil para árbitro e auxiliar por ofensas à honra é à dignidade



O ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto  Montenegro, foi condenado a pagar R$23 mil de indenização a título de danos morais a um árbitro e seu auxiliar. Djalma Beltrami e Hilton Moutinho entraram com processo contra o empresário devido às declarações que ele deu após a final do Campeonato Carioca de 2007, entre Botafogo e Flamengo, quando o time alvinegro saiu perdedor. Segundo eles, Montenegro fez ofensa s gravíssimas à honra e dignidade de ambos. Na época, Montenegro concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes para o Programa Rio Futebol, que posteriormente veio a ser publicada pelo Jornal Extra, declarando que o árbitro e seu auxiliar teriam prejudicado o time do Botafogo intencionalmente. Montenegro ainda afirmou que eles fariam parte de uma quadrilha e que Djalma "pertenceria à banda podre da polícia militar". "Hilton Moutinho e Djalma Beltrami são palhaços, são flamenguistas. Parece que ele (Beltrami) é tenente coronel da Polícia Militar, não sei se é uma quadrilha ou banda podre", disse o ex-presidente do Botafogo. Segundo o desembargador relator Maldonado de Carvalho, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, "o réu tem total consciência do valor da mídia na formação da opinião pública, o que torna ainda maior a sua responsabilidade como cidadão empresário". Beltrami receberá o valor de R$ 15 mil, enquanto Hilton Coutinho receberá R$ 8 mil de indenização. 
Fonte: Jornal do Brasil/Safergs 

Raio X da arbitragem

Exige-se do árbitro de futebol na atualidade, cada vez mais profissionalismo no que diz respeito a sua postura dentro e fora do campo. A cada tomada de decisão, o árbitro é obrigado a provar seu conhecimento e, por extensão, sua capacidade. Não lhe é permitido equivocar-se e lhe cobram a perfeição e às vezes, o impossível. Mas é esta a sua missão, e ao escolher tão nobre atividade, é seu dever precípuo desempenhar da melhor maneira. Daí a importância do árbitro, a partir do momento em que recebe a escala, estabelecer um planejamento da partida que vai apitar. Planejamento este que deve conter o local do jogo, o horário, as equipes envolvidas e o meio de locomoção para que a arbitragem chegue com antecedência no mínimo duas horas antes do início da partida, e então possa contextualizar o confronto que irá trabalhar.

Dentro deste contexto, deve estar inserido a importância do jogo, a conversa com o chefe do policiamento e as diretrizes de segurança para o árbitro e os demais membros da equipe de  arbitragem, as  equipes envolvidas, os principais atletas e suas possíveis nuances, a indumentária que os árbitros irão utilizar, e o plano de trabalho que será utilizado a partir da entrada do árbitro e asistentes no campo de jogo, com bola em jogo ou com bola parada, o desenvolvimento da partida e as funções de cada integrante da arbitragem nas diferentes situações que podem ocorrer numa peleja de futebol. 
(Epitácio Pessoa AE)
Fiz  este preâmbulo, porque  acredito que se não adotasse as medidas acima nominadas, o árbitro Guilherme Ceretta de Lima (foto), não teria atingido a  brilhante performance que atingiu no  clássico São Paulo 2 x 1 Corinthians, na Arena Barueri. Da nova safra da arbitragem paulista, o indigitado árbitro teve tirocínio para detectar  as faltas acontecidas das  simulações, praticou a arbitragem preventiva (através do olhar, da fala, das sinalizações, da advertência verbal, da expressão corporal,  do apito), e quando necessário, não hesitou em aplicar de forma correta o cartão amarelo e, por extensão, o cartão vermelho com naturalidade e extrema firmeza.  Fez valer o espírito das Regras do Jogo de Futebol, aplicando-as com inteligência. Foi perfeito no combate a violência, puniu o antijogo, usou o bom senso quando necessário, sob pressão não cedeu em momento algum, manteve-se à esquerda da bola e da jogada, o que lhe proporcionou ter dentro do seu campo visual todos os principais lances do clássico e, por conseguinte, os assistentes. Além do exposto, exibiu ótima condição física e excelente posicionamento.  Guilherme Ceretta de Lima e Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ), são detentores das melhores arbitragens nos campeonatos estaduais neste 2011.
bicudoapito@hotmail.com

domingo, 27 de março de 2011

Ranking de todos os tempos

Divulgação LCP
Luiz Carlos Pinto de Abreu é o sétimo colocado da lista.
Temos um história pessoal, de 32 anos de convivência com a arbitragem, o que nos colocou, na mesma forma, como críticos nesta área. Trunfo que se originou pela experiência própria de 18 anos como árbitro e os demais anos como estudioso veemente das Regras do Jogo de Futebol e, por extensão, na análise na performance dos homens de preto.
Me capacitei não apenas no seu sentido legislativo, como também na prática, pois até parece-nos que somos possuidores de olhos de lince. E o momento é oportuno para fazer uma dissertação do que aprendemos nestes longos anos em admirar os trabalhos dos outros, inclusive considerá-los numa capacitação lógica pelo que fizeram e continuam fazendo.
Sem tirar os méritos de quem quer que seja, pois a lista tem muitos graduados, mas vamos contemplar três nomes nesta hierarquia, porque foram ou são praticamente perfeitos no exercício desse importante cargo, ou como se queira, função.
Estamos identificando os nomes de Heber Roberto Lopes, Kalil Karam Filho (in memoriam) e Rubens Maranho (in memoriam), cada qual personagens históricas em seu tempo de atuação como árbitro. Nos idos distantes, Kalil Karam e Rubens Maranho, eram brindados de uma autoridade incomum, suficiente tecnicamente e as suas arbitragens numa partida de futebol sempre verteram-se pelo silêncio que apenas era quebrado no silvo que saía do apito. Ambos foram homens históricos.
De outro lado, hoje é possível colocar Heber Roberto Lopes (Fifa/PR), que desenvolve modus operandi numa partida de futebol, que em tudo se iguala a Kalil Karam Filho e Rubens Maranho. Heber Roberto Lopes é a modernidade no apito, tanto pela sua elegância técnica, como pela sua maneira disciplinadora, que alia a essa virtude a incontestável visão, anexada ao excelente condicionamento físico, o que lhe garantiu uma cadeira na elite mundial do apito junto a Fifa. Mas há outros nomes na arbitragem paranaense que se perfilaram como aptos, pois bem próximos aos virtuosos acima nominados.
Diante do que nesta oportunidade, desejamos que os árbitros de hoje possam merecer dentro de alguns anos o tão apológico que estamos fazendo aos árbitros abaixo relacionados.
1º Heber Roberto Lopes
HRL


(HRL)
2º Kalil Karam Filho
3º Rubens Maranho
(Paraná-online)
4º Evandro Rogério Roman

(apitodobicudo.blogspot.com)
5º Tito Rodrigues
(Foto: LCP / de terno claro, ao lado de Luiz C. Abreu em 1986)

6º Braulio Zanoto (de paletó cinza)

(Apaf/PR)
7º Luiz Carlos Pinto de Abreu
8º Eraldo Palmerini

(Foto: EP)
9º Victor Marcassa
10º Valdemar Nader
PS: O Ranking foi elaborado a partir da participação de cada um na bandeira ou no apito, na extinta Taça Brasil, no Torneio Rio/São Paulo, no extinto (Robertão) Roberto Gomes Pedrosa, Campeonato Brasileiro, Campeonato Paranaense, amistosos internacionais envolvendo a Seleção Brasileira, incluindo eliminatórias da Copa do Mundo, amistosos internacionais do trio de Ferro da capital, Copa do Brasil, e, competições da Conmebol como a Copa Rocca, Recopa Sul Americana, Taça Libertadores da América, campeonatos Sub-17 e Sub-20.De último, é preciso externar aos internautas que a formação de um Ranking, engloba tendências e debates pessoais, pelo que não somos radicais no que foi indicado mas é a nossa opinião de estudioso da arbitragem. Cada qual, na sua análise, pode de igual formar a sua lista dos bons de apito de todos os tempos.
bicudoapito@hotmail.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

Árbitros do Paulistão farão concentração antes dos jogos

A importância do clássico entre São Paulo e Corinthians, no próximo domingo, vai mexer com a rotina dos sextetos de arbitragem escalados para apitarem na 16ª rodada do Campeonato Paulista.

Todos os 60 árbitros e auxiliares escalados para trabalharem no final de semana terão que ficar concentrados por pelo menos um dia, como fazem também os jogadores. A fórmula já foi utilizada nas semifinais do Paulistão do ano passado e agora será repetida. De acordo com a Federação Paulista de Futebol, "o intuito é evitar uma pressão psicológica exacerbada pelo clima que pode envolver as partidas nesta reta final de competição. O método será apenas experimental, e caso obtenha resultado, será estendido até o final da competição". A preocupação principal é com o clássico da Arena Barueri, que reúne o líder Corinthians e o agora terceiro colocado São Paulo. O jogo terá a arbitragem de Guilherme Ceretta de Lima. "Um erro pode virar um tsunami na cabeça do árbitro ou dos auxiliares, por isso a concentração pode ser essencial nestes aspectos, ainda mais por unir duas nações nesta partida", salientou o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, o coronel Marinho(foto). Com exceção dos árbitros que apitarão em Itápolis, Presidente Prudente e Ribeirão Preto, que se concentrarão na cidade dos jogos, os demais 42 juízes e auxiliares vão se reunir em São Paulo. "No dia anterior, eles ficarão em um mesmo hotel, onde receberão orientação por parte dos psicólogos. A preparação é  fundamental, ainda mais que agora entraremos na fase decisiva do Paulistão, onde há pressão para quem quer sair da zona de rebaixamento ou quer uma vaga no G-8", afirmou o coronel Marinho.

Fonte: Estadão.com via Refnews/Safergs

quinta-feira, 24 de março de 2011

Um guri de ouro no apito

Rodolpho Toski Marques ao centro (Foto: Allan Costa Pinto)
É consequência compreensível raramente negada, que a atividade de um árbitro de futebol soma-se de complexidades e exige uma padrão de conduta que associe àqueles mais emanados.

Sabe-se também que o início de uma carreira de árbitro tem percalços naturais, pois aqueles que na mesma se inserem, possuem conhecimentos suficientes que num único momento tratam da arte e do científico.

Quanto a arte, esta aparece como razões de fato que se consolidam no transcorrer da partida; com relação ao científico, isso fica cogitado na correta aplicação dos princípios que dão regência às regras do Jogo de Futebol.

A introdução presente foi contextualizada para colocar no centro do tema, o jovem e universitário árbitro de 22 anos, Rodolpho Toski Marques, da nova geração mais recente do futebol paranaense, que dirigiu na noite da última quarta-feira, no Couto Pereira, Coritiba 2 x 0 Arapongas.

Diga-se de passagem, triunfo tranquilo, sobretudo, pela notória hierarquia técnica da equipe do melhor goleiro de futebol do Brasil na atualidade, Edson Bastos. A referência que se faz é que Rodolpho Marques acresceu à sua juventude o modelo de arbitragem própria que se pratica em todo o continente europeu, pois com o menor número de interrupções da parte do árbitro como preconiza a Fifa. Isso aconteceu, pela sua brilhante capacidade de discernimento das infrações dignas de marcação, daquelas jogadas que apesar de normais, existe um grupo de árbitros no futebol do Paraná e, por conseguinte, no futebol brasileiro, que marcam tudo sem qualquer necessidade, aborrecendo atletas, dirigentes, imprensa e os torcedores.

O indigitado árbitro foi alvo de críticas severas durante e após a partida, porém, na nossa opinião, a maioria injustificáveis, já que sua conduta me fez lembrar a maneira como apitavam um jogo de futebol alguns expoentes da arbitragem mundial como Robert Wurtz (França), Paolo Casarim, Pierluigi Collina (Itália) e Abraham Klein (Israel), que tinham como princípio fundamental à frente de uma partida, a continuidade sem as inaceitáveis interrupções, o que se tornou uma cultura negativa no futebol brasileiro de um modo geral.

Caso o confronto Coritiba x Arapongas, fosse realizado em Dortmund (Alemanha), Londres (Inglaterra) ou Milão (Itália), onde os torcedores têm a cultura de que o futebol é um jogo de contato físico e o árbitro não deve assinalar falta nas quedas casuais ou tropeço em função de um contato físico e detesta interrupções que nascem no vácuo do conhecimento do árbitro, Rodolpho Marques, seria manchete em toda a mídia européia.

Os equívocos cometidos por Rodolpho Marques devem ser creditados ao continuísmo de Afonso Vitor de Oliveira e seus pares de comissão, que não acompanham, não orientam, não compartilham, não treinam os árbitros de forma particularizada e não implementam uma Escola de formação de árbitros de excelência, preparando-os para partidas da importância de Coritiba x Arapongas.

A Comissão de Arbitragem da FPF, deveria ter dito ao árbitro em tela, que ele está apitando no Brasil e não na Europa. Minha contribuição a esta promessa da arbitragem brasileira, é no sentido de que ele fique alheio às críticas que sofreu, por ter aplicado no seu labor, senão o real sentimento das regras, dever precípuo do árbitro de futebol, pelo menos teve a audácia de implementar algo de diferente na pobre arbitragem paranaense.
bicudoapito@hotmail.com






quarta-feira, 23 de março de 2011

Arbitragem em Portugal: O futuro passa pela profissionalização

A Comissão de Arbitragem da Liga é a entidade responsável pela regulação da actividadeem Portugal. Paulo Paraty explicou ao JPN como funciona o sistema de classificação e de nomeação dos árbitros.



A arbitragem no futebol em Portugal está sujeita às regras da Comissão de Arbitragem da Liga. A equipa que compõe a comissão é escolhida pelos clubes e pelas sociedades desportivas. É responsabilidade da Comissão de Arbitragem fazer as nomeações das equipas de arbitragem para os jogos organizados pela Liga Portuguesa de Futebol e classificar os árbitros tendo em conta as notas que são dadas pelos observadores nos jogos.
O sistema de classificação dos árbitros é "complexo", tal como refere Paulo Paraty, ex-árbitro de futebol, que explicou ao JPN as quatro vertentes que o compõem.
Paulo Paraty diz que a nota que o árbitro recebe no final do jogo "vai do zero ao cinco". Apesar disso, as classificações "dificilmente sairão do eixo entre o dois e o quatro", refere. Na escala de classificações a pontuação três é considerada "uma nota relativamente baixa". No entanto, tal como explica o ex-árbitro de futebol, só se classifica como nota negativa aquelas que ficarem abaixo de três.
No que respeita à nomeação dos árbitros, Paulo Paraty refere que "os critérios são da responsabilidade da Comissão de Arbitragem e do próprio presidente". Ainda assim, fez referência aos critérios que conhece.
Para Luís Freitas Lobo, comentador desportivo, não "é só um jogo que determina a escolha, ou a não escolha, de um árbitro", é preciso ter em conta todo o historial do árbitro e todos os critérios de nomeação.

Profissionalização dos árbitros pode ser o caminho a seguir

Luís Freitas Lobo diz que o caminho da arbitragem em Portugal passa, ou deve passar, pela "profissionalização" da profissão. O comentador diz que "não faz sentido que, numa actividade como o futebol, onde se movimentam milhões de euros e em que os jogadores e os treinadores são profissionais, os árbitros sejam uma entidade amadora", adianta.
O problema, de acordo com o comentador, é a "falta de uma política de fundo para proteger os árbitros", algo que deriva também da posição assumida pela "UEFA e pela FIFA que os proíbe de falar". O comentador diz que isso dificulta a tarefa de "fazer uma boa gestão da sua imagem".
O que acontece geralmente é que se "fica sempre com o erro deles e nunca com a explicação de porque é que o erro aconteceu". "Eles aparecem, apitam e desaparecem. Ouvem as críticas e os elogios, mas nunca falam", remata.
Fonte: JPN/Refereetip