terça-feira, 12 de julho de 2011

Escola de árbitros paulista inicia mais um curso para formar novos talentos

Com 57 anos de existência, a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti da Federação Paulista de Futebol inicia nesta segunda-feira, o curso preparatório para quem procura ingressar nesta carreira. Sílvia Regina de Oliveira, Roberto Perassi e Márcio Brandão serão os instrutores técnicos, com participações em pontos determinantes, de nomes como os de Cleber Wellington Abade e Vicente Romano Neto, além de convidados: Paulo Cesar de Oliveira, Carlos Eugênio Simon e Sálvio Spínola Fagundes Filho.

Aula inaugural do curso aconteceu no Salão Nobre da Federação Paulista de Futebol, que ficou lotado
Com 300 candidatos inscritos, 120 foram selecionados e terão a formação de um ano e meio, grade curricular extensa, exemplificando a regra do jogo e a parte prática.
O curso se dividirá em três módulos divididos por semestre onde o aluno irá aprender as regras do jogo, parte física, além de cumprir todo o teste aplicado pela Fifa e as suas diretrizes.
A diretora da Escola de Árbitros, Sílvia Regina mostrou-se empolgada com o início do curso. “É o primeiro como diretora que pego desde a abertura até o encerramento e espero formar o meu primeiro árbitro Fifa. Quero que os alunos tenham consciência do que é ser um árbitro de futebol, isso é o mais importante. Às vezes as pessoas fazem o curso e acham que irão apitar no Morumbi ou Pacaembu depois que se formarem. Quero que olhem a importância em ser árbitro também no sub 11, sub 15 e campeonatos femininos”, declarou a ex-árbitra.
Segundo pesquisa realizada na Escola de Árbitros a maioria dos inscritos já atuaram em jogos amadores de seus bairros ou cidades e por isso possuem alguma experiência na área, o que deve facilitar no entendimento das aulas.
Sobre a procura do público feminino, a instrutora do curso acredita que seja maior que no ano passado. “Elas se interessaram bastante, espero que a gente forme também árbitras que queiram apitar o jogo efetivamente”, afirmou Sílvia Regina.
Mayra é jovem, faz faculdade de esportes e viu na arbitragem uma possibilidade de seguir carreiraPara a aluna Mayra de Moura, de apenas 21 anos a paixão pelo esporte falou alto na hora de escolher uma área ligada ao futebol. “Tomei um rumo diferente de algumas amigas que é a parte de arbitragem e como faço faculdade de esportes me interessei pelo curso”, contou a postulante a ser árbitra futuramente.
Já Wendel Soares, de 26 anos, o curso é uma grande oportunidade em fincar seu nome no cenário do apito. “A expectativa é grande em fazer um curso legal e poder atuar. Realmente todo brasileiro sonha em ser jogador de futebol, mas compatível com isso, desenvolvi interesse pela arbitragem, tive vontade e curiosidade e tenho que aproveitar esta chance”, afirmou Soares.
Roberto Perassi, um dos instrutores, destacou a importância de ser um árbitro reconhecido e renomado. “Basicamente constitui em um futuro interessante para a arbitragem não só em São Paulo, como no Brasil e na América. Quando iniciamos o curso a visão é de futuro, de gente que venha desenvolver o seu trabalho e que atinja os maiores patamares possíveis”, analisou Perassi.
Segundo ele não existe nada melhor que ver um aluno que ele ministrou aulas se destacando no cenário. “A emoção é gigantesca, porque temos muitos árbitros que passaram por aqui e chegaram a níveis internacionais, por isso espero que agora não seja diferente e no futuro estes jovens cheguem ao estrelato”, contou Perassi.
Autor: Alessandro Yara Rossi
Fonte: Federação Paulista de Futebol/Refnews

Nota do Apito do Bicudo: As escolas de formação de árbitros de futebol de São Paulo e Rio Grande do Sul,  há muitos anos desenvolveram um paradigma de formação e aprimoramento constante de novos apitos sem similaridade no Brasil, e por isso possuem excelentes árbitros e assistentes.  Destaque-se a qualidade do corpo de instrutores dessas escolas,  que é composto por profissionais da mais alta estirpe.  Me chama a atenção a presença da ex-árbitra Silvia Regina à frente do comando da escola paulista, o que significa extremo profissionalismo, e a participação do maior árbitro de todos os tempos do futebol brasileiro, o gaúcho Carlos Eugênio Simon.
bicudoapito@hotmail.com

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os melhores até o momento

O campeonato brasileiro de futebol é longo. Serão trinta e oito rodadas, e após o final de semana com a efetivação da 9ª rodada, temos um percentual de (23,68%) de partidas realizadas. Ainda vai rolar muita água debaixo da ponte, mas com os números aqui elencados já se pode delinear quais serão os critérios da CA/CBF na designação dos árbitros para sorteio, sobretudo na Série A, e também já podemos realizar uma avaliação dos acertos nas tomadas de decisões dos árbitros.


Leandro Pedro Vuaden
 Paulo César de Oliveira
Wagner Reway
Nessa etapa que se pode dizer alvissareira, os olhares voltam-se para um grupo de dez árbitros, que saiu-se muito bem na difícil missão de apitar nas nove rodadas. Eles são os destaques deste Brasileirão nos quesitos: posicionamento com a bola em jogo, na aplicação correta e coerente das regras, na utilização de critérios similares nas tomadas de decisões, usaram o apito em consonância com as normas da Fifa, agilizaram o reinício do jogo a cada interrupção, aplicaram e interpretaram a lei da vantagem de forma correta e uniforme, interpretaram as indicações de impedimento com exatidão, demonstraram interação com os assistentes e o quarto árbitro, mostraram autoridade constante em campo, praticaram com eficiência a arbitragem preventiva, expuseram ótimo controle emocional, tiveram excelente postura na aplicação dos cartões, exibiram ótima presença física nas jogadas, foram perfeitos nos deslocamento de baixa, média e alta velocidade e, por derradeiro, ótima resistência em todas as partidas que dirigiram.

PS: Anotem os seus nomes. Antonio Carvalho Schneider (CBF-1/RJ), Heber Roberto Lopes (Fifa/PR), Jailson Macedo Freitas (CBF-1/BA), Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS), Luiz Flávio de Oliveira (Asp/Fifa/SP), Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ), Márcio Chagas da Silva (Asp/Fifa/RS), Paulo César de Oliveira (Fifa/SP), Wagner Reway (Asp/Fifa/MT) e Wilton Pereira Sampaio (Asp/Fifa/DF). Índice de acertos nas tomadas de decisões dos indigitados árbitros. 87,36%.

sábado, 9 de julho de 2011

Salvio está prestigiadíssimo na Conmebol



A Confederação Sul-Americana de Futebol, deu a conhecer os apitos que irão atuar na rodada de 10 a 13 de julho na Copa América, que está sendo efetivada na Argentina. Destaque para o árbitro da Fifa e da Federação Paulista de Futebol, Sálvio Spínola Fagundes Filho, que após a estupenda atuação no choque Argentina x Colômbia, no meio de semana que passou, volta a  apitar  a importantíssima partida Chile x Peru. Pergunto: Por quê, Sálvio Spínola Fagundes Filho, não repete no campeonato brasileiro o esplêndido desempenho que está apresentando na maior competição da América do Sul? Confira os árbitros que irão laborar nas partidas abaixo.

Colômbia x Bolívia
Árbitro: Francisco Chacon (Fifa/México)

Argentina x Costa Rica
Árbitro: Victo Rivera (Fifa/Peru)

Chile x Peru
(Divulgação) 
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes (Fifa/Brasil)

Paraguai x Venezuela
La Voz (Córdoba)
 Árbitro: Enrique Osses (Fifa/Chile)

Brasil x Equador
Árbitro: Roberto Silvera (Fifa/Uruguai)

Uruguai x México
Árbitro: Raul Orosco (Fifa/Bolívia)

Esclarecimento sobre os tempos de jogo


(Fifa.com)
Esclarecimento sobre os tempos de jogo
Foto-net

 As partidas de futebol são disputadas em dois períodos de 45 minutos. Qualquer modificação em relação a isto teria de ser analisada pela International Football Association Board (IFAB), mas o tema nunca entrou na pauta de discussão.

Diante de algumas notícias veiculadas recentemente, a FIFA gostaria de esclarecer que nunca se debateu na entidade a possibilidade de introduzir três tempos de 30 minutos nos jogos da Copa do Mundo da FIFA ou de qualquer outra competição.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vítimas das más arbitragens

  Acostumados com as paupérrimas arbitragens desenvolvidas pelos árbitros da Federação Paranaense de Futebol, nos últimos campeonatos promovidos pela entidade, os atletas do Clube Atlético Paranaense e do Coritiba Foot Ball Club, que estão disputando o Brasileirão/2011, na Série A, estão sentindo na carne a diferença do modelo de arbitragem.

Enquanto no campeonato paranaense preponderou em muitos casos, a “acomodação”, a falta de energia, a falta de padronização nos critérios na aplicação e interpretação das Regras do Jogo de Futebol, na competição nacional, a arbitragem respaldada moralmente e com vários cursos de especialização, que foram ministrados no último quinquênio pela CA/CBF, vem demonstrando um ótimo desempenho nas tomadas de decisões no campo de jogo, até a conclusão da 8ª rodada.

É inaceitável a forma infantil, bizarra, como alguns jogadores da dupla Atletiba são penalizados com cartão amarelo. Basta observar com um mínimo de acuidade. Essa situação vem acontecendo desde a primeira rodada do Brasileirão. E, o mais grave: ninguém, atletas, dirigentes, crônica e torcedores, perceberam até o momento essa mudança de comportamento dos árbitros em âmbito nacional. Os prejuízos de Atlético e Coritiba, podem ser analisados na planilha de anotação dos cartões de ambas as equipes, sobretudo dos amarelos e ver-se à a veracidade do que estamos afirmando.

O exemplo mais recente dessa nossa observação, ocorreu no prélio Coritiba 3 x 0 Figueirense, onde o árbitro Pericles Bassols Cortez/RJ, do quadro especial da CBF, pontuou suas decisões de acordo com a verdade dos fatos, seguindo o princípio da igualdade. Mesmo assim, alguns atletas do Coritiba de forma equivocada, desaprovaram com palavras ou ações as decisões do árbitro e em função desse comportamento inadequado e por falta de orientação foram punidos com cartão amarelo. Nota da arbitragem, 8.9.
bicudoapito@hotmail.com

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Auxiliares tecnológicos

Pesquisadores da Universidade de Madri estão trabalhando em uma pesquisa em conjunto com a FIFA. Por Daniele Monteiro para o Tech Tudo. 
Sempre que um árbitro de futebol comete algum erro, ignora um pênalti ou anula um gol, temos a clássica reação de xingar, chamar de "cego" ou de "ladrão". Infelizmente a arbitragem é cheia de decisões instantâneas e, para auxiliar nas escolhas, os juízes contam com a ajuda de seus auxiliares, humanos e passíveis de erro como eles. Agora o cenário está mudando com a
ajuda de pesquisadores da Universidade de Madri, na Espanha, e de tecnologia de ponta.

Pesquisadores da universidade es tão trabalhando em uma pesquisa em conjunto com a FIFA para desenvolver novas tecnologias no treinamento de árbitros. O projeto foi divido em duas fases para os campeonatos.

A primeira fase ocorre antes do início dos campeonatos, quando os árbitros passam por um rigoroso treinamento físico e técnico para deixá-los em condições para as atividades. Para o treino técnico, são usadas tecnologias de comunicação, um sistema de perguntas e respostas com mais de 100 jogadas selecionadas da Copa do Mundo da África do Sul e mais de 1.500 perguntas dos mais diversos níveis de dificuldade. Com o auxílio de animações e vídeos em 2D e 3D, os árbitros devem tomar as decisões e responder às perguntas em tempo real.

A segunda fase acontece durante o campeonato. O grupo de pesquisa, em conjunto com a FIFA, captura várias imagens das jogadas do campeonato e organizam os momentos mais importantes da partida. Os pesquisadores desenvol veram uma ferramenta chamada Game Analysis que permite registrar dados das jogadas para integrar aos vídeos com facilidade. Assim é possível catalogar rapidamente cada jogo e dessa forma produzir mais material.

Essa forma de treinamento já está sendo usada na Copa do Mundo Feminina da Alemanha e será usada no Sub-17 no México. Será que com tudo isso vamos conseguir nos estressar menos com os pênaltis ˜roubados˜?


Fonte: Tech Tudo/Safergs

Apito morre sem didática pura

Arbitrosbeja.blogspot.com
Desperta no mundo intelectual pátrio a verdade que estamos perecendo no que concerne a transmissão do saber e conhecimento a quem é destinado uma tarefa.

A sondagem presente alcança os cursos superiores e já veio um triste veredito: o conhecimento está morrendo mesmo na área científica mais alta, e essa introdução serve para alimentar o nosso articulado que vai fazer referência às escolas de formação de árbitros na realidade em sua maioria desprovidas de professores com a qualificação necessária.

O assunto me veio a mente ao pesquisar meus documentos de arbitragem, e lá encontrei uma entrevista do mestre da arbitragem nacional, Armando Marques, que em entrevista ao Jornal Marca da Cal, em março de 2007, quando questionado se poderíamos ter nos países sul-americanos uma universidade de arbitragem, respondeu: Não, porque não temos professores à altura. E os atuais instrutores de arbitragem que temos precisam ser sub metidos a um processo de especialização em função do futebol praticado no passado e o que se pratica no presente.

Concordo com Armando em gênero, número e grau. A velocidade desenvolvida pelos atletas sofreu enorme vicissitude, e isso tem forte influência na forma de deslocamento e acompanhamento do árbitro e nas suas tomadas de decisões no campo de jogo. E, além do exposto, as Regras do Jogo de Futebol sofreram algumas alterações nos últimos anos, o que o obrigou a aprender a trilar o apito, a se posicionar de forma adequada para que o seu campo visual capte três aspectos fundamentais: a bola, os jogadores e  o local do campo onde está. A tríade aqui exposta se chama visão periférica, o que significa que o árbitro deve realizar uma leitura do jogo para prever, observar, analisar e solucionar as condutas de indisciplina.

O árbitro tem que saber correr no campo. Tem que ter postura. Tenho observado ao longo dos anos, um a plêiade de árbitros que apresentam dificuldade no momento de se deslocar a partir do instante em que a bola rola e, sobretudo, nas jogadas de alta velocidade. Há árbitros que tem dificuldade de discernimento no momento de interpretar e aplicar as regras. Deve saber comportar-se socialmente, saber tratar as pessoas em qualquer lugar. No aeroporto, no comércio, num voo, no estádio, o relacionamento entre árbitro, atletas e dirigentes deve ser de excelência.

Não basta abrir inscrição e realizar cursos para árbitros de forma aleatória, objetivando o lucro financeiro, como estão fazendo em diferentes partes do planeta na atualidade e em específico no Brasil. É imperativo que os instrutores sejam de alto nível e é necessário que eles acompanhem a carreira e orientem os novos apitos para apontar os erros. Agora, para isso é imperativo que aqueles que são designados para esta sibilina missão, sejam pessoas com alta qualificação sobre o assunto.

PS: o árbitro é um homem público, visado pela sua própria razão de ser. Como tal, ele necessita participar de um verdadeiro processo de interação, visando a alcançar o perfeito equilíbrio entre a sua identidade pessoal e a sua identidade social, que figura como uma verdadeira musculização da personalidade através de um dia a dia que não  pode ser interrompido, sob pena de uma indesejável perda de substância do status já alcançado.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Definido os apitos da 2ª rodada

Carlos Alarcón Rios, o homem forte do setor de arbitragens da Confederação Sul-Americana de Futebol, divulgou os árbitros e assistentes que irão atuar na rodada da quarta-feira e final de semana na Copa América/2011, que está sendo realizada em território argentino.

Argentina x Colômbia
Foto: Apito do Bicudo
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa/Brasil)
Bolívia x Costa Rica
Foto: Revista/Árbitros
Árbitro: Carlos Vera (Fifa/Equador)
 Uruguay x Chile
Foto: Revista/Árbitros
 Árbitro: Carlos Amarilla (Fifa/Paraguai) 
Peru x México
Foto: La Voz (Córdoba)
 Árbitro: Sérgio Pezzotta (Fifa/Argentina)
Brasil x Paraguai
Foto: Revista/Árbitros 
Árbitro: Wilmar Roldán (Fifa/Colômbia)
Venezuela x Equador
Foto: Federação da Costa Rica
Árbitro: Walter Quesada (Fifa/Costa Rica)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O dia a dia na concentração dos árbitros



A resposta está na brilhante reportagem do jornalista João Borda, da Revista/Árbitros, que foi até o Centro de Treinamento da confraria do apito, em Córdoba, na Argentina, o quartel general dos homens preto. Borda relata, que após a refeição da manhã, os apitos são submetidos a preparação física e prática, sob a supervisão dos instrutores de árbitros, preparadores físicos, fisioterapeutas da Fifa e da Confederação Sul-Americana de Futebol, objetivando requalificar-se diariamente sobre as tomadas de decisões no campo de jogo, e manter as melhores condições para quando forem designados para arbitrar o desempenho seja de excelência.

Logo a seguir, os árbitros almoçam, , aqueles que desejarem, à tarde, iniciam uma série de atividades, como passear pelas dependências do CT de treinamento, assistem TV, interagem com os colegas de arbitragem e com os instrutores da Conmebol ou saem em grupos em passeio pela cidade para visitar os pontos turísticos, sempre na companhia de instrutores da entidade Sul-Americana. Quando escalados, viajam acompanhados dos instrutores previamente designados. Segundo a matéria, é como se fosse numa sala de aula, onde os alunos aproveitam ao máximo o tempo disponível para espairecer e absorver as tensões sofridas antes e após as partidas.

Nas dependências onde estão hospedados, os homens do apito estão alocados em instalações de alto nível e sempre com companheiros da mesma nacionalidade. A culinária é realizada por profissionais de alta estirpe e o menu obedece a comida argentina.

Entre os vinte e seis árbitros e assistentes designados nesta Copa América, 50% está atuando pela primeira vez. O árbitro mais jovem é Wilmar Roldán, 31 anos (Fifa-Colômbia), que iniciou sua carreira como árbitro aos 14 anos de idade e aos 28 anos foi guindado ao quadro da Fifa. Enquanto Roldán é o neófito do grupo, Sérgio Pezzottta (Fifa-Argentina), é o mais antigo com 44 anos de idade.

Fonte: Revista/Árbitros

Quando se trata de atletas de uma esquadra de futebol concentrados para uma competição de alto nível como a Copa América, imagina-se que esse grupo discute, elucubra diferentes temas relacionados as táticas que serão empregadas contra os adversários, passeiam, buscam interação com os familiares mesmo a distância, assistem vídeos, acessam a internet etc...Mas, e o cotidiano de uma equipe seleta de pessoas, que tem a responsabilidade de interpretar e aplicar as Regras do Jogo de Futebol no campo de jogo, sob os olhares imutáveis de vinte e dois atletas e de milhões de espectadores como é? 

sábado, 2 de julho de 2011

Cadê os árbitros do Paraná?


Se você internauta, se ater e pesquisar as escalas da Série A do Brasileirão/2011, desde a primeira rodada, irá constatar a presença de árbitros escalados das seguintes federações: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Pernambuco, Bahia e Mato Grosso. Se mudar para a Série B, observará de cabo a rabo que tem árbitros de todo o país escalado. Feito esse preâmbulo, pergunto: onde estão os árbitros da Federação Paranaense de Futebol, que compõe o quadro da CBF? Adriano Milcvski, Antonio Denival de Moraes, Edivaldo Elias da Silva, Nilo Neves, Fabio Filippus, Leandro Júnior Hermes? Até a oitava rodada da Série A, apenas Heber Roberto Lopes apitou em quatro oportunidades e Edivaldo Elias da Silva uma vez. Já imaginaram como seria a situação se não tivéssemos o árbitro de Londrina? Do exposto acima, surge uma dúvida: ou os árbitros do Paraná são incompetentes, ou a incompetência é da Comissão de Árbitros da FPF, que além de não implementar um projeto de formação de excelência de novos árbitros nos últimos sete anos, e, por isso não tem árbitros qualificados para indicar para a CA/CBF, sobretudo na divisão de elite do futebol brasileiro,  demonstra não possuir relevante representatividade perante a CBF, o que motiva saudades de Rubens Maranho (in memoriam). Assim dito, vamos aguardar o futuro, porque o passado sempre foi angustioso para os árbitros paranaenses. Veja abaixo a escala da  8ª rodada da Série A do próximo meio de semana.

Internacional/RS x Atlético/PR

Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa/SP)

Cruzeiro/MG x Grêmio/RS

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP)

Avaí/SC X Bahia/BA

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)

Ceará/CE x Atlético/MG

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)

Corinthians/SP X Vasco/RJ

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS)

Flamengo/RJ x São Paulo/SP

Árbitro: Márcio Chagas da Silva (Asp/Fifa/RS)

Botafogo/RJ x Atlético/GO

Árbitro: José de Caldas Souza (CBF-1)

Coritiba/PR x Figueirense/SC

Árbitro: Pericles Bassols Cortes (Especial/RJ)

América/MG x Palmeiras/SP

Árbitro: Pablo dos Santos Alves (Asp/Fifa/ES)