segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Prioridade à educação física

"Perguntem ao ex-árbitro Leonardo Gaciba, hoje comentarista de Tv, que reprovou três vezes no teste físico da Fifa, e por isso perdeu o escudo da entidade, e aos árbitros Evandro Rogério Romam (reprovou duas vezes este ano, foi aprovado na terceira tentativa na última quinta-feira) - Leandro Pedro Vuaden,  Luiz Flávio de Oliveira e Márcio Chagas da Silva, reprovados na semana que passou no nominado teste,  a dureza que é o teste  aplicado pela CA/CBF. "
  Leandro Pedro Vuaden
 "Acredito que todos dirão que os quesitos exigidos são de excelência. Que refletem as diferentes situações que o árbitro encontra no transcurso de um jogo de futebol. Mas também ouvirá em "off", que os árbitros brasileiros não estão preparados adequadamente para enfrentá-lo. Essa triste rotina foi incorporada a cada teste físico pela CA/CBF, ao árbitro brasileiro sem que ele tenha as devidas condições de realizá-la na sua plenitude. "
                    Luiz Flávio de Oliveira
"Esqueceram-se a CA/CBF, as federações estaduais e os próprios árbitros que compõe o quadro nacional, que a velocidade e a agilidade do jogo de futebol aumentou estratosfericamente nas últimas décadas e, por isso, a rapidez, a agilidade e coordenação se tornaram "condições sine qua non" para os árbitros nas tomadas de decisões corretas numa partida.  Além de reprovar no teste físico, o árbitro e o assistente dada a falta de treinamento e acompanhamento com profissionais capacitados para o mister, sofre lesões e tem seu nome veiculado na mídia com se fosse culpado ou um réu direto pelo o acontecido."
 

             Márcio Chagas da Silva
"Passa da hora de inverter essa situação. É imperativo que a CA/CBF implemente núcleos de educação física nas cinco regiões do País, sob a sua tutela, realizando sessões mensais de treinos físicos sob as ordens de preparadores físicos com a devida  capacitação aos árbitros do quadro nacional, para quando forem submetidos ao teste, o façam em condições e da melhor forma." "O árbitro é o guardião das Regras do Jogo de Futebol, e se queremos proteger a imagem do futebol e, por extensão, os atletas, temos que proporcionar a ele, que decide num trilar do apito ou no levantar da bandeira, treinamentos físicos, técnicos, desenvolvimento do jogo (têm que ensinar o árbitro a ler o jogo que está apitando) - e, além do exposto, é imperativo que os árbitros sejam orientados por nutricionistas e aconselhados sobre a sua real condição física, sofram avaliações médicas incluindo o teste de habilidade visual, objetivando garantir que o árbitro consiga fixar os lances no campo de jogo, ou seja, tirar uma fotografia instantânea de um momento da partida, e focar possíveis situações perto ou em movimento, e tomar as decisões em conformidade com as regras."

 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CA/CBF, faz novo sorteio

  Rodrigo Braghetto 
A CA/CBF, divulgou nota no início desta tarde (sexta-feira), com o seguinte conteúdo: considerando os resultados da avaliação física dos árbitros e assistentes ocorrida no dia (15/09/2011), na pista de atletismo do Centro de Treinamento Celio de Barros, e da impossibilidade física dos árbitros Leandro Pedro Vuaden (reprovado), Márcio Chagas da Silva e Luiz Flavio de Oliveira lesionados, a CA/CBF para substituí-los realizou novo sorteio extraordinário de árbitros, na sala de imprensa do Centro de Treinamentos Almirante Nunes, Teresópolis/RJ. Leandro Pedro Vuaden, havia sido sorteado para apitar Atlético/PR x Figueirense/SC. Foi substituído pelo seu compatriota Fabricio Neves Correa.
                     Evandro Rogério Romam
Avaí/SC x Palmeiras/SP, seria comandado pelo gaúcho Márcio Chagas da Silva, que foi substituído por Evandro Rogério Romam (foto-Fifa/PR). E, São Caetano/SP x Americana/SP, teria a arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira, que foi substituído por Rodrigo Braghetto (foto).

Eilo de volta

No dia 18 de março do ano em curso, no teste físico da Fifa realizado perla CA/CBF, na cidade de Londrina, aos árbitros da Federação Paranaense de Futebol, que pertencem ao quadro nacional, Evandro Rogério Roman (Fifa/PR), não compareceu. Posteriormente, em julho e setembro deste ano, o indigitado árbitro reprovou nos dois testes físicos da Fifa realizados no Rio de Janeiro e em Brasília.

Evandro Rogério Romam

Em função dos acontecimentos acima narrados por este escriba, nos sites e Blogs onde escrevo, fui interpretado como sendo contrário à arbitragem paranaense, por alguns segmentos arcaicos, tacanhos, do futebol do Paraná, incluindo parte expressiva do quadro de árbitros da FPF de maneira maldosa, e sobretudo pelos áulicos e por aqueles que não conseguem agir com independência. Segmentos esses que não conseguem romper o casulo da subserviência e sequer ultrapassar a divisa de Curitiba com o seu “modus operandi”.



Quando relatei e critiquei o ocorrido com Romam, foi no sentido de mostrar a importância de se ostentar o escudo da Fifa, e as consequências indeléveis da sua perda caso isso acontecesse. Felizmente não aconteceu. Ressalte-se de que a notícia dos fatos e as críticas além da sua pertinência, trouxeram em todas as ocasiões a preocupação de que, se houvesse a perda do escudo Fifa, o futebol paranaense não tinha ninguém à altura para substituir Evandro Rogério Romam. E a principal prova de que não temos ninguém preparado para tão difícil missão, são as escalas do campeonato brasileiro da Série A, que estão circunscritas ao personagem solitário de Heber Roberto Lopes. Não adianta ter trezentos árbitros inscritos na FPF, se a qualidade é meia-boca. Ontem, no Rio de Janeiro (15/09/2011), às 20h, na pista do complexo Celio de Barros, submetido ao derradeiro teste físico da Fifa, pela CA/CBF, Evandro Rogério Romam foi aprovado.



De tudo que foi dito, ganha o futebol do Paraná, porque mantém o escudo da Fifa num dos seus árbitros, e, por extensão, a cada rodada em que vencer o sorteio leva dois assistentes consigo. E, ganha o futebol brasileiro, porque Romam é um árbitro de ótima qualidade e de caráter moral inatacável.



PS (1): diferentemente da propaganda enganosa que graça pelo País afora, e para restabelecer a verdade informo: Evandro Rogério Romam, Heber Roberto Lopez e Roberto Braatz, foram guindados ao quadro da Fifa na gestão de Onaireves Nilo Rolim de Moura.



PS (2): não concluíram o teste físico da Fifa, ontem no Rio de Janeiro, por motivo de contusão, os árbitros Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS), Luiz Flávio de Oliveira (Asp/Fifa/SP) e Márcio Chagas da Silva (Asp/Fifa/RS). Isso significa que na tarde hoje, a CA/CBF irá realizar novo sorteio, para as partidas Atlético/PR x Figueirense/SC e Avaí/SC x Palmeiras/SP.


A arbitragem brasileira e suas ‘escolas’

Fonte: Blog do Leonardo Gaciba
Já pensou em criar um filho que fique com você durante oito meses do ano e após esse período vá para a casa da mãe passar os outros quatro meses? Pois é, caso não haja sintonia e critério na educação, quando voltar para seu convívio, seu filho terá adquirido hábitos diferentes!
Para quem acha que estou ficando louco falando de filhos num blog esportivo, a arbitragem brasileira é “criada” exatamente neste modelo! Durante os campeonatos regionais, os árbitros ficam sob a batuta de seus estados (salvo as raras saídas na Copa do Brasil); durante o Brasileirão, sob o comando da comissão de arbitragem da CBF.
Caso não haja sintonia entre as comissões, teremos total falta de critério para chegar a uma padronização! Infelizmente, alguns estados acham, na figura de seus diretores, que podem impor seus estilos desconsiderando as orientações da entidade maior do futebol: a Fifa!
Aliás, da própria Fifa já nasce um grande problema. A regra do futebol é interpretativa, portanto, dependendo do “capitão” que está no comando do barco, as orientações são trocadas ano a ano. Isso gera confusão e dúvidas, não só para os árbitros que aplicam a lei, como, em especial, para quem assiste a futebol. Vou dar um pequeno exemplo: durante o perído em que atuei como  árbitro, por quatro vezes foi trocada a interpretação/orientação sobre o que fazer caso um torcedor utilizasse apito na arquibancada e influenciasse na partida! Em 2008, fiz uma prova teórica e já não me recordava o que estava valendo! Hoje, caso um atleta pegue uma bola dentro da área por influência de apito na arquibancada, o árbitro deve marcar bola ao chão onde aconteceu o fato. Mas outrora deveria marcar pênalti!
Enquanto a arbitragem não for vista como um grande EMPRESA MULTINACIONAL, os problemas seguirão existindo. Ou seja, mesmo que não concordemos com as normas e interpretações determinadas pela diretoria que está no comando da arbitragem mundial, temos que segui-las para resguardar o espírito da lei. Muitas vezes não concordei com os critérios da Fifa (cartão por subir no alambrado, por exemplo) mas sempre apliquei suas leis, afinal, árbitros APLICAM A LEI, não FAZEM A LEI!
Vejamos quem apita no Brasil. 43 árbitros de 16 Estados já apitaram no Brasileirão 2011 (228 jogos).
Analise o quadro abaixo:

            

            Algumas deduções são óbvias nesta tabela. São Paulo e Rio de Janeiro, por ser os estados com maior tradição no futebol Brasileiro fornecem mais árbitros para a competição. Regionais fortes, árbitros mais experientes!
            Mas, os árbitros, dependendo de seu estado de origem, têm características individuais diferentes ou a formação influencia em seus critérios?



                                                    Vejam os dados da próxima tabela, separamos os principais estados e somamos as médias de advertências e expulsões na competição até o momento. 
                                                   São dados interessantes. Os árbitros paulistas  têm  a  menor média de advertências e a segunda menor em expulsões. Os do Rio de Janeiro são os que mais expulsam (em média) e têm a segunda maior média de cartões amarelos. Baianos são os que usam o cartão amarelo mais vezes na partida. Gaúchos e mineiros têm a menor média de expulsões.
                                                      E aí, para você, estes dados são coincidências ou retratam características diferentes dos árbitros? Divida conosco sua opinião!
             

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um pouco de tudo...

José Borda, da Revista Árbitros, um dos maiores especialistas no tema arbitragem, entrevistou o árbitro internacional Hector Baldassi, ( Fifa/Argentina), e neste colóquio verbal nos traz uma visão ampla e irrestrita sobre a carreira do árbitro de futebol antes, durante e após o seu epílogo. O indigitado árbitro falou um pouco de tudo, sobre sua aposentadoria, sobre o seu trabalho ao longo dos anos, sobre suas memórias no futebol e muito mais. Deixou uma mensagem clara sobre o que um árbitro deve saber e fazer quando deixar o campo e realizar um bom trabalho, "O árbitro se forma de árbitro quando se retira. Todos os finais de semana você aprende algo novo.”
Rigorosa autocrítica
O argentino acrescentou: "após cada jogo vou para minha casa e faço uma auto-crítica, lembro sobre tudo que aconteceu no jogo e de como me saí. Acho que o árbitro tem que saber de tática e do jogo." O diferencial do Baldassi é que ele pode falar e ouvir. Muitas vezes leio o que escrevem em relação às arbitragens, quando a critica é positiva procuro assimilá-la, mas quando é de má fé a deixo de lado. "

Na aposentadoria
“Eu disse que tenho dia de aposentadoria. Não pensei ainda, mas eu sei que estou perto de terminar a minha carreira. Eu continuo treinando para dirigir com maior qualidade uma partida de futebol. Isso existe, mas no aspecto físico a gente vai diminuindo. O teste exigido pela Fifa é rigoroso e o encaro sem problemas, mas sinto que algumas coisas vamos encontrando dificuldades. Essas são coisas que a gente tem que ir levando e trabalhando. Por outro lado, você sabe que ganhou credibilidade que foi conquistada ao longo dos anos "

A arbitragem é alegria
“O clássico San Martín de Burzaco x Adrogué Brown mudou a minha cabeça. Naquele momento disse a mim mesmo que deveria ser árbitro de futebol. Além desse existem outros que foram articulados, mas é difícil saber qual foi" "A AFA - Associação de Futebol Argentina, por meio da arbitragem, me deu a oportunidade de ser alguém na vida. Existem muitas alegrias que me deu. Não sou inimigo dos jornalistas, eles sabem qual é a minha maneira de pensar. Também serve para amadurecer e ouvir a opinião de jornalistas de aprender outros pontos de vista.”

Você sempre aprende
“Argentino de Quilmes com o Atlético Campana foi a minha estréia. O árbitro se gradua de árbitro quando se aposenta. Todos os finais de semana você aprende algo novo, após cada jogo vou para minha casa e faço autocrítica, lembro sobre tudo que aconteceu no jogo e de como me saí. Acho que o árbitro tem que saber de tática e do jogo. “Não sei que vou fazer depois. Espero poder levar toda a experiência para os jovens. Não depende de mim, e sim das pessoas que tratam do assunto. "
 
Fonte: José Borda/Revista Árbitros



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Árbitros sob pressão

A pressão à arbitragem no Campeonato Brasileiro vem de todos os lados e ocorre de diversas formas
Desde que foi implementado no futebol pelo International Board e a Fifa o personagem “árbitro de futebol”, e lhe foi outorgado o direito de ser o único no retângulo verde com poderes de decidir sobre fatos relacionados ao jogo, incluindo o fato de um gol ter sido consignado ou não e o resultado da partida, serem definitivas, àquele que exerce essa função passou a conviver sob fortíssima tensão. E a pressão vem de todos os lados, independente da etnia, do extrato social, cultural, ou o local onde é disputada a partida. Pressão que ocorre de formas diversificadas. Verbal, física e, sobretudo na era da globalização, via mídia esportiva.
Pressão que tem como autores distintos personagens do futebol, incluindo cartolas, atletas, técnicos, médicos, preparadores físicos e torcedores. Feito este preâmbulo, entendo que esse ardil faz parte do cotidiano da bola. Mas não lembro ter observado e presenciado tamanha pressão psicológica, verbal e até mesmo física, como está acontecendo neste Brasileirão.
E que o é mais grave: a pressão que venho observando contra a arbitragem tem como propósito influenciar o trio de arbitragem nas tomadas de decisões no campo de jogo, para que determinados clubes considerados “grandes” mantenham a supremacia sobre as demais equipes que disputam a competição, ou para justificar a sequência de maus resultados de algumas equipes.
Mas além do comportamento acima nominado, não tenho conhecimento de que, os que adotam esse tipo de conduta abjeta, em algum momento tenham se inclinado a fazer qualquer movimento no sentido de aperfeiçoar a didática dos homens de preto, objetivando com isso minimizar os equívocos de arbitragem.
Diante do exposto, urge que a CA/CBF viabilize mecanismos que blindem os árbitros, os assistentes e, em específico, os quartos árbitros contra esse tipo de comportamento, orientando-os como proceder e como preencher adequadamente o documento oficial da partida, que é a súmula, objetivando impedir que nenhum ato que conspire contra a independência do árbitro e seus assistentes no campo de jogo sofra qualquer interferência.

Não existe árbitro perfeito

Considerada uma atividade complexa, a arbitragem vem desafiando, através dos anos, sempre com empolgação, aqueles que se interessam pelos seus efeitos. Já disse que a difícil missão do árbitro comporta, além do mais, em acertar a marcação em fatos diferentes de jogo para jogo, alguns consumados de forma crucial.
Assim, lembrando os novos e, principalmente, os antigos, chega-se a uma conclusão que todos, ou quase todos se nivelam. A explicação é obvia. Mesmo que o interessado se dedique 24 horas por dia no exame das Regras do Jogo de Futebol, ele não vai atuar dentro do sistema exigido, pelas naturais dificuldades que cada partida faz transbordar, sempre alinhando circunstâncias diversificadas. De consequência, é difícil dizer que tivemos um árbitro perfeito ou iremos tê-lo no futuro. Fácil então concluir que toda a peleja de futebol é uma pedreira e que dificilmente o operador do apito tem raciocínio e agilidade para encontrar os meios de enfrentá-la.
Por tudo isso, ontem, hoje ou no futuro, poderemos ter árbitros mais compenetrados, porém perfeitos como Pelé, Garrincha, Maradona e outros foram, será impossível. Essa verdade é histórica e continuará fazendo história para nós que amamos o futebol para todo o sempre.
O Brasileirão 2011, expõe algumas verdades irretocáveis no quesito arbitragem. Há um grupo de árbitros que tem hesitado no momento de tomar decisões diferenciadas nas regiões do campo de jogo, sobretudo as denominadas áreas negras, dentre elas a área penal. A ausência de uniformidade se foi falta ou não, (simulação) e os critérios na aplicação dos cartões amarelos e vermelhos é um quesito que exige um posicionamento da CA/CBF, que está reunida na Granja Comary (Teresópolis/RJ, de 12 a 15 deste mês)), realizando o último seminário do ano em curso com a confraria do apito que atua nas competições da CBF.
A atuação dos assistentes, a comunicação corporal, a visualização e o trabalho em equipe poderia ser melhor, mas devido a falta de treinamento, acompanhamento e orientação das federações estaduais têm deixado a desejar. O posicionamento do árbitro durante determinadas situações no campo de jogo, abandonando a clássica diagonal e posicionando-se mais próximo dos lances cruciais, é outra deficiência apresentada pelos homens do apito. Em função disso, observarmos árbitros se chocando com atletas ou com a bola, porque se posicionam de forma inadequada com a bola em jogo. Além disso, o erro de posicionamento está obstruindo o campo visual dos árbitros em vários jogos, incidentes individuais agressivos de atletas distantes da bola e várias infrações no interior da área penal. E por último, um índice de dificuldade acentuada nas últimas rodadas dos assistentes na marcação dos lances de impedimento. Aqui um lembrete da Fifa: um bom posicionamento e ótima concentração são fundamentais para uma margem excelente de acertos.
 PS: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR) e Paulo Cesar de Oliveira (Fifa/SP), são os árbitros do Brasil pré-selecionados para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá em território brasileiro. Ambos são os melhores quadros do país na atualidade e precisam ser blindados em caráter emergencial pela CBF, sob pena de serem “linchados”, a qualquer momento em função dos equívocos que vierem cometer nas tomadas de decisões no campo de jogo. Além do exposto, é bom lembrar sobretudo a mídia esportiva, que o árbitro é humano, não é uma máquina. Por isso tem direito de errar como qualquer mortal.

Rodada do Brasileirão tem média de quase seis cartões por jogo

    Danilo Silveira/Justiça Desportiva
 
A 23ª rodada da Série A do Brasileirão foi realizada neste último fim de semana e teve um total de 59 cartões mostrados pelos árbitros, com uma média de 5,9 por jogo. Percebe-se uma queda acentuada em comparação à rodada anterior, que contou com 70 punições. Porém, naquela ocasião, foram apenas três expulsões, e agora quatro.
Em três partidas foram distribuídos oito cartões. O duelo entre Santos e Cruzeiro teve dois amarelados da equipe paulista e quatro do time mineiro, que ainda teve o zagueiro Léo e o volante Fabrício expulsos, ambos por faltas em Neymar. Com isso, a Raposa terminou a rodada como a equipe que mais foi advertida. Vasco e Figueirense terminaram empatados no placar e nos cartões, com quatro para cada lado. Já Grêmio x São Paulo teve cinco amarelos para os gaúchos e três para os paulistas.
Heber Roberto Lopes
O jogo entre América/MG e Avaí foi o jogo mais disciplinar. Foram mais gols que cartões aplicados. A partida terminou em 2 a 2, com apenas um amarelo para os mineiros e dois para os catarinenses. Com um cartão a mais terminou o duelo entre Flamengo e Atlético/PR, dois para cada lado, sendo um vermelho para o atacante Guerrón, do Furacão.
As outras cinco partidas tiveram um número de cartões bem próximo à média da rodada. Uma partida terminou com sete, outra com seis e três com cinco. Confira abaixo quantos cartões cada equipe levou:
- América/MG = um amarelo
- Atlético/GO = quatro amarelos
- Atlético/MG = um amarelo
- Atlético/PR = um amarelo e um vermelho
- Avaí = dois amarelos
- Bahia = três amarelos e um vermelho
- Ceará = um amarelo
- Corinthians = dois amarelos
- Coritiba = dois amarelos
- Cruzeiro = quatro amarelos e dois vermelhos
- Figueirense = quatro amarelos
- Flamengo = dois amarelos
- Fluminense = quatro amarelos
- Grêmio = cinco amarelos
- Inter = cinco amarelos
- Palmeiras = dois amarelos
- São Paulo = três amarelos
- Vasco = quatro amarelos

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Um árbitro à moda antiga

 Exemplo de homem, pai de família e um doutor na arte de apitar futebol. Esse é Marcelo de Lima Henrique, o árbitro sensação do Rio de Janeiro na atualidade, segundo a crítica esportiva carioca. Um expert no entendimento entre árbitro x jogador e um aliado fiel à palavra de Deus. Veja com exclusividade a entrevista que o futuro prefeito de Itaboraí gentilmente nos concedeu.

Voz do Apito
: - O Árbitro de futebol é sempre o álibi escolhido, quando um time não vai bem e perde o jogo. Não importa se o atacante perdeu várias chances de gol ou se o treinador mexeu errado, o importante é criticar. Agora, criticar quem? O árbitro, lógico! Diante disso, como o cara que está dentro de campo apitando, deve lidar com as críticas que por vezes, acabam afetando o seu lado pessoal?

De Lima:
- O Árbitro tem que ter em mente que ele é o vilão, é o anti-herói sempre, e a experiência e vivência em grandes partidas, irão minimizando essas artimanhas dos acusadores. Procuro não me aprofundar nas bobagens ditas pelos torcedores travestidos de profissionais.

Voz do Apito:
- Se um árbitro assistente marca um impedimento e o árbitro central com convicção, manda seguir o lance e não segue a marcação do bandeira, qual deve ser a atitude do assistente no vestiário, ao perceber que de fato errou o lance? Agora e se a situação se inverter e o árbitro errar em mandar seguir o lance?

De Lima:
- Tudo depende da planificação da partida, que deve ser feita com muito diálogo e profissionalismo sempre visando o acerto baseando-se no trabalho em equipe. Não podem existir melindres e nem soberba de nenhum componente da equipe de arbitragem. O acerto tem que prevalecer, legitimando as decisões. Alguém tem que ver e ajudar o outro colega, pois o produto final com excelência é que importa.

Voz do Apito:
- O Brasil é um país alegre e conhecido em todo mundo com hospedeiro. Em 2014 realizaremos a Copa do Mundo e em 2016, a cidade do Rio de Janeiro será a anfitriã das Olimpíadas. Agora o que muitos não sabem, é que nesse país rico em que moramos, ainda existem pessoas todos os dias morrendo em filas de hospitais e milhares de moradores de ruas se drogando, passando frio e fome. Você acha que o Brasil está preparado para a Copa e as Olimpíadas?

De Lima:
- Todos sabem de tudo. O que se passa no Brasil é notório mundialmente, estamos globalizados. É claro que temos mazelas sociais como todos as têm como: China, EUA, Alemanha e outros. Com a arbitragem conheci vários países e vi de perto tudo isso. O Brasil não está pronto ainda, nem é para estar, mas faremos a maior Copa do Mundo de todos os tempos, pois o Poder Público está imbuído e o Povo Brasileiro é trabalhador e hospitaleiro e todos nós ganharemos legados e benefícios infinitos com as melhorias.

Fonte: www.vozdoapito.com.br

sábado, 10 de setembro de 2011

Chuva de cartões na 22ª rodada do Campeonato Brasileiro


 A 22ª rodada da Série A do Brasileirão, que terminou nesta última quinta-feira, dia 8 de setembro, com três jogos realizados, teve a elevada marca de 70 cartões distribuídos nas suas dez partidas, com média de sete por jogo. No total, foram 67 amarelos e três cartões vermelhos.

Puxando a fila dos jogos com mais punições vem o empate entre Atlético/PR e Palmeiras, por 2 a 2, na Arena da Baixada, onde foram distribuídos 11 cartões, com cinco amarelos para cada lado e ainda um vermelho para Cléber Santana, após levar dois amarelos.
Logo em seguida temos Bahia x Grêmio e Avaí x Santos, com nove cartões aplicados em cada duelo, sendo todos amarelos. Atlético/MG x São Paulo teve oito cartões, sendo um vermelho para Leonardo Silva, zagueiro do Galo, além da expulsão do técnico alvinegro Cuca do banco de reservas.
Três partidas tiveram exatamente a média de cartões da rodada, sete. Foram eles: Botafogo x Ceará, contando com a expulsão de Fabrício do Vozão, Inter x América/MG e Corinthians x Flamengo.
Apenas três partidas tiveram um número abaixo da média de cartões da rodada. O duelo entre Vasco x Coritiba, em São Januário, teve seis jogadores advertidos, enquanto Atlético/GO x Figueirense teve quatro, com apenas um para a equipe catarinense. E Fluminense x Cruzeiro teve o menor número de cartões, apenas dois, sendo um amarelo para cada lado.
Confira abaixo o número de cartões que cada equipe levou:
- América/MG = três amarelos
- Atlético/GO = três amarelos
- Atlético/MG = quatro amarelos e um vermelho
- Atlético/PR = cinco amarelos e um vermelho
- Avaí = quatro amarelos
- Bahia = quatro amarelos
- Ceará = quatro amarelos e um vermelho
- Corinthians = três amarelos
- Coritiba = quatro amarelos
- Cruzeiro = um amarelo
- Figueirense = um amarelo
- Flamengo = quatro amarelos
- Fluminense = um amarelo
- Grêmio = cinco amarelos
- Inter = quatro amarelos
- Palmeiras = cinco amarelos
- São Paulo = três amarelos
- Vasco = dois amarelos
Fonte: Justicadesportiva.com.br