quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Nata dos apitadores na ativa até o fim do campeonato

Geraldo Bubniak/FutebolParanaense.net

Quem apitou, apitou. Quem não apitou não vai apitar mais. É a leitura que se pode fazer dos nomes que constam na escala da 27ª rodada do Brasileirão das Séries A e B. E, na nossa opinião, está mais do que correta a tomada de decisão da CA/CBF, que está deslocando árbitros Fifa para a Série B e até mesmo para a Série C, em algumas partidas. Tal fato ocorre, dada a sequência de equívocos que estão acontecendo de forma reiterada e causando um enorme turbilhão de reclamações junto ao setor de arbitragens da CBF. Falta qualidade aos árbitros e assistentes, e as principais responsáveis por isso, são as federações estaduais.
O grau de dificuldade dos jogos daqui para frente vai exigir muito da arbitragem, e irão sobreviver aqueles que demonstrarem capacidade efetiva nas partidas nas quais forem escalados, independente das nuances que enfrentarão. Quem tem e demonstrou um bom autocontrole, uma boa postura na aplicação dos cartões, autoridade em campo sem ser autoritário (ex. Paulo Cesar de Oliveira- foto)), presença nas jogadas em qualquer parte do campo de jogo, sobretudo nas "zonas negras", área penal e adjacências, resistência (durante os 90 minutos), velocidade (deslocamento rápido), aceleração durante o jogo, e pleno conhecimento e domínio das Regras do Jogo de Futebol, trate de aprimorar os quesitos aqui mencionados, e entre em concentração integral a partir desta rodada, porque o "bicho vai pegar".
Destaque desta rodada é a presença do bom árbitro, Fabrício Neves Correa (foto), da Federação Gaúcha de Futebol. Aliás, os gaúchos e os paulistas são detentores das duas melhores Escolas de Formação de Árbitros de excelência no Brasil. A Federação Paranaense de Futebol, que não consegue revelar um árbitro há mais de uma década, se assim desejarem seus dirigentes, poderia buscar Know how junto as entidades aqui nominadas, e melhorar a qualidade dos seus apitos.
A arbitragem brasileira está há muito sob pressão, mas nunca como nos dias atuais. Não há espaço para árbitros e assistentes meia-boca. Um bom filme para incrementar a autoestima dos homens de preto que irão atuar nas próximas rodadas do Brasileirão, é, " onde os fracos não tem vez". Confira os árbitros e as partidas abaixo.
Geraldo Bubniak/FutebolParanaense.net

Palmeiras/SP x América/MG
Árbitro: Jailson Macedo de Freitas (CBF-1/BA)

Bahia/BA x Avaí/SC
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes (Fifa/SP)

Fluminense/RJ x Santos/SP
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR)

Figueirense/SC x Coritiba/PR
Árbitro: Wilson Luis Seneme (Fifa/SP)

Atlético/PR x Internacional/RS
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa/SP)

Vasco/RJ x Corinthians/RJ
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa/DF)

Atlético/MG x Ceará/CE
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (Asp/Fifa/AL)

São Paulo/SP x Flamengo/RJ
Árbitro: Fabricio Neves Correa/RS

Atlético/GO x Botafogo/RJ
Árbitro: Alicio Pena Júnior (Especial/MG)

Grêmio/RS x Cruzeiro/MG
Árbitro: Elmo Alves Resende (CBF-1/GO)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Com professores de peso, FPF quer qualificar profissionais do futebol

Redação Justiça Desportiva


A Federação Paulista de Futebol (FPF), acompanhando a fundamental e urgente necessidade de promover e contribuir para a qualificação de treinadores, assistentes, preparadores físicos, treinadores de goleiro, coordenadores técnicos, analistas de desempenho e todos os profissionais ligados à gestão do futebol brasileiro, em parceria com a Universidade do Futebol realizará a segunda edição do Curso Master em Técnica de Campo.

Serão abordados temas atuais e de vanguarda, por um corpo docente que combina profissionais renomados e experientes e jovens inovadores de excelente formação acadêmica e profissional, com o objetivo de facilitar o aprimoramento dos conhecimentos desta modalidade, de forma crítica, integrada e ampla.
Dois nomes de peso já estão confirmados. No dia 6 de outubro, na aula magna, que é aberta para a imprensa conhecer o curso e participar, será ministrada por Carlos Alberto Parreira. Já no dia 5 de novembro haverá uma aula com o técnico Ney Franco, atualmente comandante da seleção brasileira Sub-20.
Quatro núcleos de aprendizagem serão oferecidos aos alunos: "Metodologia de Treinamento"; "Gestão de Pessoas e Plano de Carreira"; "Análise e Avaliação de Desempenho" e "Conhecimento de Apoio". Ao todo, o Curso Master em Técnica de Campo será composto por 32 módulos.
O curso ocorrerá de 6 de outubro a 26 de novembro de 2011, no prédio da Federação Paulista de Futebol, localizado no bairro da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. As inscrições já estão abertas e, quem se matricular até o dia 30 de setembro, terá desconto na adesão, saindo por R$1600. Após esse prazo, o valor sobe para R$1800. Alunos vinculados a clubes da FPF têm preços especiais.
Todas as informações do curso e a inscrição estão disponíveis no site: www.cursosfutebol.com.br

A 26ª rodada do Campeonato Brasileiro teve 54 cartões aplicados


Danilo Silveira/Justiça Desportiva


A 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, realizada neste último fim de semana, teve ao todo 54 cartões aplicados em dez partidas. O número oscilou muitos de jogo para jogo. Alguns duelos tiveram muitos cartões, enquanto outros tiveram um número bem reduzido. Apenas a partida entre Corinthians e Bahia, no Pacaembu, teve um número médio de cartões, seis.

Duas partidas tiveram apenas dois cartões mostrados pelos árbitros. No duelo entre Flamengo
e América/MG, no Engenhão, apenas um amarelo para cada lado. No jogo entre Cruzeiro 
e Vasco, um cartão para cada equipe, mas Marquinhos Paraná levou o vermelho, sendo expulso de campo.
Além do volante cruzeirense, mais sete atletas receberam cartão vermelho. Dois do Atlético/PR, dois do Atlético/GO, um do Atlético/MG, um do Inter e um do Corinthians.
Em quatro partidas, apenas três cartões foram aplicados, com destaque para o Botafogo, 
que não levou cartão, com o São Paulo recebendo as três advertências daquela partida, no 
Rio de Janeiro. Avaí x Grêmio, Ceará x Coritiba e Santos x Figueirense foram as outras três partidas com três cartões.
A média de cartões da rodada terminou em 5,4 por conta de três partidas que tiveram um 
número elevado. 
As partidas entre Inter x Atlético/MG e Atlético/PR x Fluminense terminaram com 10 cartões, e 
Atlético/GO x Palmeiras teve 12 cartões aplicados.
Confira abaixo quantos cartões cada equipe recebeu:

- América/MG = um amarelo
- Atlético/GO = cinco amarelos e dois vermelhos
- Atlético/MG = quatro cartão e um vermelho
- Atlético/PR = quatro amarelos e dois vermelhos
- Avaí = dois amarelos
- Bahia = dois amarelos
- Botafogo = nenhum cartão
- Ceará = dois amarelos
- Corinthians = três amarelos e um vermelho
- Coritiba = um amarelo
- Cruzeiro = um vermelho
- Figueirense = dois amarelos
- Flamengo = um amarelo
- Fluminense = quatro amarelos
- Grêmio = um amarelo
- Inter = quatro amarelos e um vermelho
- Palmeiras = cinco amarelos
- São Paulo = três amarelos
- Vasco = um amarelo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Complexo de inferioridade ou má-fé?

 A epígrafe acima, me veio a mente após o fim da partida  Atlético/PR 1 x 1 Fluminense/RJ, com  os desdobramentos lamentáveis exibidos via TV para todo o Brasil, no sábado (24), na Arena da Baixada. Explico: há um segmento que forma opinião no futebol paranaense que,  assim que  a CA/CBF designa via sorteio os árbitros para   apitar jogos das equipes do futebol do Paraná, critica a tudo e a todos. 

Se for  Leandro Pedro Vuaden (RS), é criticado, porque deixa o jogo correr à vontade e não marca qualquer tipo de falta. Se os sorteados forem Gutemberg de Paula Fonseca e Marcelo de Lima de Henrique, este segmento coloca em dúvida a qualidade de ambos, porque são cariocas e o nível  de lá é razoável.


 Se o “laureado”  for da terra da garoa, Paulo Cesar de Oliveira, o segmento formador de opinião o defenestra porque o árbitro paulista é muito rigoroso. Se o mineiro Ricardo Marques Ribeiro aportar no sorteio, é um árbitro que ainda não se firmou e suas atuações são um tanto fracas. Se os paulistas, Sálvio Spínola Fagundes  e Wilson Seneme, forem os escolhidos, o histórico de equívocos de ambos contra o futebol paranaense é extenso e o segmento em tela alerta a  todos para  “ficar de olhos abertos”, contra eles.


Se Sandro Meira Ricci do Distrito Federal, chegar aqui, alguns por premonição ou por outra razão que desconhecemos, irão  rememorar o lance  de Corinthians/SP x Cruzeiro/MG, no ano passado e o imbróglio com o técnico Alexis Stival (Cuca), que é aqui de Curitiba. Ah, ia esquecendo,  na semana do Atletiba, o maior clássico do futebol da terra dos pinherais, ao invés de falarem dos artistas do espetáculo, os atletas, o tema que ganha corpo é a arbitragem. Temos dois árbitros de excelência no Paraná, Evandro Rogério Romam e Heber Roberto Lopes, mas nenhum deles pode apitar o clássico e a pedida é para árbitro de outro estado.  


Aí, a CA/CBF designou via sorteio, Wagner Reway (foto) - (Asp/Fifa/MT), para apitar Atlético/PR x Fluminenses/RJ. Marcou dois pênaltis incontestáveis ( o  Atlético/PR desperdiçou o seu). Acrescentou cinco minutos na segunda fase, em função das seis substituições (cada substituição leva em média 30seg de acordo com a Fifa, e da entrada dos médicos das equipes para retirada dos atletas lesionados do campo de jogo),  combateu a violência, puniu o antijogo, usou o bom senso, manteve-se à esquerda da bola e da jogada, praticou a arbitragem preventiva através do olhar, da fala, dos sinais, dos gestos, manteve sua autoridade sem ser autoritário, interpretou e aplicou as Regras do Jogo de Futebol em consonância com as determinações da Fifa. Fez uma arbitragem muito boa em partida de alta complexidade. Resultado: foi defenestrado ao final do jogo. Resta-me recorrer aos antropólogos, psicológos e sociólogos para equacionar o intrínseco título acima.     

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Arbitragem paranaense volta a normalidade

Após ser aprovado no teste físico Fifa aplicado pela CA/CBF, o árbitro Evandro Rogério Romam, normatiza a situação do quadro de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, no que tange as escalas das competições da CBF. Desde a rodada de (nº24), o indigitado árbitro e seu compatriota Heber Roberto Lopes, voltaram a repetir a dupla que há vários anos representa de fato e de direito o que temos de ótimo no apito paranaense. E, por extensão, sepulta todas as tentativas fracassadas que foram utilizadas de diferentes maneiras, pelo setor de arbitragens da Federação Paranaense de Futebol, em indicar um novo nome como alternativa em substituição a Romam. É bom lembrar, que o setor do apito da FPF, é composto pelas mesmas pessoas pelo sétimo ano consecutivo, mesmo assim, não conseguiu até o presente instante formar e indicar um único árbitro, que preencha os requisitos para ser aspirante à Fifa.



Escala da 26ª rodada - Série A



Santos/SP x Figueirense/SC
 Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR)



Flamengo/RJ x América/MG

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP/CBF-1)



Atlético/PR X Fluminense/RJ
 Wagner Reway (Asp/Fifa/MT)



Avaí/SC x Grêmio/RS
 Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (Fifa/SP)



Cruzeiro/MG x Vasco/RJ

Árbitro: Fabricio Neves Correa (RS)



Internacional/RS x Atlético/MG

Árbitro: Pericles Bassols Cortez (Especial/RJ)



Corinthians/SP x Bahia/BA

Árbitro: Evandro Rogério Romam (Fifa/PR)



Botafogo/RJ x São Paulo/SP

Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa/DF)



Ceará/CE x Coritiba/PR

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)



Atlético/GO x Palmeiras/SP
 Francisco Carlos Nascimento (Asp/Fifa/AL)



PS: Dionisio Roberto Domingos, considerado pela Fifa uma das maiores autoridades em Educação Física na atualidade, ao lado do professor Werner Helsen, o preparador físico dos árbitros da Fifa e da Uefa, foi designado como delegado especial de arbitragem, sábado, na Arena, para avaliar um dos árbitros promissores, no caso, Wagner Reway. Sua presença na confortável Arena como observador e avaliador da arbitragem, dignifica esta função que, no futebol do Paraná nos últimos tempos, vêm sendo exercida por pessoas que nunca apitaram sequer uma pelada de menino de final de rua. Isto é um descalabro!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Raio-X da arbitragem

No Couto Pereira
Além de exigir uma leitura pormenorizada, um jogo de futebol complexo e de alto nível como foi Coritiba/PR 2 x 1 Cruzeiro/MG, exigiu muita paciência, perseverança, autocontrole, frieza, imparcialidade, e muita energia sem ser autoritário. Adicione-se aos quesitos aqui elencados que, o conhecimento sobre as Regras do Jogo de Futebol e a sua correta aplicação e interpretação, foram requisitos sine qua non, que  contribuíram sobremaneira para o sucesso dessa arbitragem.

Andre Luiz de Freitas Castro (foto), (Asp/Fifa/GO), o árbitro da partida acima nominada, além de exibir todas as características mencionadas, demonstrou não ser exibicionista e com ótimo desenvolvimento da coordenação psicomotora (agilidade, destreza e flexibilidade de raciocínio), nos momentos de tomadas das decisões. Acrescento ainda, a sua arbitragem, a sua excelente acuidade visual que, sem dúvida, facilitou o domínio total dos acontecimentos na partida. Sua atuação foi excelente num jogo extremamente difícil.

PS: Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP), vêm desenvolvendo atuações dignas de perfeição. Aliás, o  seu desempenho que temos observado nos últimos jogos, me traz à memória o Seneme, que apita as competições da Conmebol. Terá folêgo o indigitado árbitro para manter a mesma toada neste Brasileirão?



João Dias no curso da Uefa

João Dias volta a liderar a equipa de instrutores físicos num Curso da Uefa. Após a participação no “CORE 6 – Centre of Refereeing Excellence – Introductory Course”, realizado entre 26 de abril e 5 de maio de 2011, João Dias volta à sede da Uefa em Nyon (Suiça), para participar no “CORE 6 – Consolidation Course”, entre 6 e 13 de Outubro de 2011.
Este programa foi criado para promover a integração de uma equipa de arbitragem (Pré-Internacional) de cada um dos 53 países associados à Uefa. Na vertente física, os objetivos definidos neste programa visaram a planificação, monitorização e avaliação (com a utilização do relógio Polar) de todo o processo de treino, durante seis meses. No CORE 6, João Dias ficou responsável por manter um contacto permanente com os jovens árbitros (trio de arbitragem) de sete países europeus (Dinamarca, República da Irlanda, Geórgia, Sérvia, Espanha, San Marino e Eslováquia).
Depois de ter sido o único preparador físico de árbitros português a participar numa Fase Final de um Campeonato da Europa de Futebol (2004), de Futsal (2007) e do Uefa Regions Cup (2011), João Dias vai voltar a fazer história no processo de formação desportiva nacional, mantendo a confiança da UEFA para liderar uma equipa de instrutores num dos seus cursos.
Este feito é ainda mais meritório pelo facto de pertencer a um restrito grupo de seis preparadores físicos europeus (três belgas, um holandês, um português e um inglês) que desempenham estas funções nos cursos da Uefa. Este grupo é coordenado pelo responsável da metodologia de treino de árbitros de futebol da Fifa/Uefa,  professor  Werner Helsen (Bélgica).
Atual professor de Educação Física na Escola Básica Marquês de Marialva, em Cantanhede, o João Dias trabalha na arbitragem desde 2000/2001. É o responsável pela metodologia de treino e é assessor do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, desde 2007/2008. É responsável pelo Centro de Treino de Aveiro e Coimbra da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), desde 2000/2001. Em 2006/2007, foi escolhido para liderar o Gabinete de Aperfeiçoamento Técnico da LPFP, onde criou e desenvolveu a metodologia de treino integrado para árbitros de futebol.
Para além destas funções, tem participado nos últimos anos em vários eventos nacionais e internacionais, onde tem divulgado o trabalho de formação que está a desenvolver nos Centros de Treino da LPFP.  Nos últimos dois anos, foi o representante nacional (Federação Portuguesa de Futebol) nos cursos da Fifa/Uefa “RAP – Referee Assistance Programme”, onde o trabalho que tem realizado em Portugal tem sido bastante elogiado pelos responsáveis dos dois organismos internacionais e pelos colegas de outros países.
 
Fonte: CNoticias.net/Refereetip - Mantida a grafia de Portugal











quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Para que serve a linguagem corporal?

Segundo a Fifa, a linguagem corporal é uma ferramenta que o árbitro deve usar para ajudá-lo a controlar a partida que estiver dirigindo e demonstrar sua autoridade e autocontrole. Ainda de acordo com a entidade que controla o futebol no planeta, a linguagem corporal não serve para explicar as tomadas de decisões do árbitro.
 Mattia Piffaretti
Foto: swissinfo.ch
Mas para informar melhor o leitor, fui buscar subsídios sobre o tema, com o expoente de psicologia da Uefa, o suíço Mattia Piffaretti, que em recente seminário aos árbitros europeus, expôs como o árbitro pode aperfeiçoar as suas ações dentro do campo de jogo, utilizando esse importantíssimo mecanismo.
Piffaretti aponta que, sua atividade é de semblante universal, o que implica que os árbitros têm que dirigir jogos envolvendo pessoas de diferentes culturas. A linguagem corporal pode ter sua aplicação prejudicada em partidas com torcidas que provocam grandes ruídos, o que significa que o seu impacto será atenuado.
Porém, o psicólogo da Uefa, nomina duas situações em que a linguagem corporal utilizada de forma adequada pode atingir seus objetivos: a primeira, dada a velocidade com que os atletas desenvolvem numa partida de futebol na atualidade, permite efeitos imediatos, evitando constantes interrupções no prélio, desde que   seja necessário abordar o atleta verbalmente.
A segunda, em muitas oportunidades é difícil através das palavras sensibilizar os atletas, sendo que com o uso da linguagem corporal ou de gestos como queiram, a eficácia pode ser mais objetiva.
Essa importante ferramenta preconizada por Mattia Piffaretti, deve sofrer vicissitudes em consonância com as nuances com as quais o árbitro vai se defrontar no transcorrer de uma partida. Ou seja, trata-se de uma forma de comunicação que necessita ser simultaneamente, natural e fluída, explicou o psicólogo.
Na sua assertiva sobre a aplicação da linguagem corporal, o homem que atende os árbitros da Uefa, elenca ainda que, ela exige conscientização, conhecimento cultural e inteligência emocional.
Finalizando, o psicólogo diz que a sua correta utilização permite ao árbitro estabelecer uma relação respeitosa com os jogadores dentro do campo de jogo, auxilia-o a manter a partida sob controle, transmite confiança, tranquilidade, firmeza e autoridade e até mesmo um lado humano do árbitro, por exemplo, no momento de contusão de um atleta.
De tudo o exposto, entendi que o árbitro deve utilizar a linguagem corporal como importante mecanismo para ajudá-lo na direção da partida, mas não deve exagerar e não deve em momento algum alterar a sua personalidade  de árbitro de futebol.
 

PS: A pergunta é.., se os árbitros da Federação Paranaense de Futebol , que compôe o quadro nacional da CBF, atingiram 100% no teste físico da Fifa, por que os mesmos não são escalados com frequência nas competições da CBF, a exemplo dos árbitros de outras federações? Das duas, uma:  ou é falta de qualidade ou de representatividade política no Rio de Janeiro.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Rodada do Brasileirão tem pouco mais de 50 cartões distribuídos

Evandro Romam aplicou o maior número de cartões.

Danilo Silveira/Justiça Desportiva


No quesito disciplinar, a 24ª rodada do Brasileirão, disputada neste último final de semana, não fugiu muito da normalidade. Alguns jogos com poucos cartões, outros com número elevado e a média acabou sendo de 5,3 por partida, entre as dez realizadas.


Dois times não tiveram jogadores advertidos: o São Paulo, que ainda venceu por goleada o Ceará, e o Atlético/MG, que perdeu para o Atlético/GO fora de casa. Enquanto isso, nesses duelos, a equipe cearense teve cinco jogadores amarelados e os goianos dois.

Um fato curioso é que nenhuma equipe recebeu mais que cinco cartões nessa rodada. Além do Ceará, Coritiba e Avaí também receberam cinco advertências. O Palmeiras recebeu quatro, mas chamou mais a atenção porque dois deles foram vermelhos, para Rivaldo e Gerley. Do lado catarinense, Rafael Coelho também foi expulso.
Por isso, o jogo com maior número de cartões ficou por conta de Avaí e Palmeiras, que empataram por 1 a 1 na Ressacada. Foram nove cartões distribuídos, sendo três vermelhos.
Confira abaixo quantos cartões cada equipe levou na última rodada:

- América/MG = quatro amarelos
- Atlético/GO = dois amarelos
- Atlético/MG = nenhum cartão
- Atlético/PR = dois amarelos
- Avaí = quatro amarelos e um vermelho
- Bahia = três amarelos
- Ceará = cinco amarelos
- Corinthians = dois amarelos
- Coritiba = cinco amarelos
- Cruzeiro = quatro amarelos
- Figueirense = três amarelos
- Flamengo = três amarelos
- Fluminense = três amarelos e um vermelho
- Grêmio = dois amarelos
- Inter = um amarelo
- Palmeiras = dois amarelos e dois vermelhos
- São Paulo = nenhum cartão
- Vasco = um amarelo

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Qual é o segredo dos gaúchos?

"A pergunta do analista de arbitragem, Valdir Bicudo, do Paraná Online, lançada em meio aos ventos que sopram da movimentação dentro das quatro linhas de um campo de futebol,  busca investigar as razões do sucesso dos gaúchos na história do apito brasileiro."

No ano passado, a Federação Gaúcha de Futebol perdeu dois árbitros com escudo da Fifa. Carlos Eugênio Simon, atingido pela idade limite (45) e Leonardo Gaciba, que reprovou nos testes físicos da Fifa. Na última quinta-feira, Leandro Pedro Vuaden (Fifa) e Márcio Chagas da Silva (Asp/Fifa), não atingiram o estipulado no teste físico no Rio de Janeiro,realizado pela CA/CBF, e, por conseguinte, estão temporariamente afastados de qualquer competição da CBF.

Quando todos imaginavam e este escriba também, que o Rio Grande do Sul ficaria sem representante no apito em âmbito nacional, eis que surge no jogo Atlético/PR x Figueirense/SC, o notável personagem de Fabrício Neves Correa em substituição a Leandro Pedro Vuaden e realiza uma arbitragem com laivos de excelência.

Observando a escala do meio de semana, que acontece na próxima quarta e quinta-feira, deparo-me novamente com a presença de Fabrício Neves Correa, no jogo Fluminense/RJ x Avaí/SC, e, na partida América/MG x Santos/SP, noto a designação de Jean Pierre Gonçalves Lima (foto), 32 anos, que fez sua estreia na Série A, no choque, Atlético/GO 3 x 1 Coritiba/PR.
 
Jean Pierre Gonçalves Lima
Repito o título acima: qual é o segredo dos gaúchos? Resposta: uma escola de formação de árbitros composta por profissionais de excelência. Um sindicato de árbitros que tem uma diretoria cujo interesse precípuo, visa única e exclusivamente o seu associado, no caso o árbitro de futebol, proporcionando-lhe todas as condições necessárias para que o árbitro quando deslocar-se do Rio Grande do Sul para sua principal missão, que é cumprir as Regras do Jogo de Futebol e, especialmente do seu espírito, que é punir o infrator, o faça em consonância com a determinação da Fifa.

E, por último, a interação e o reconhecimento do significado do árbitro  numa partida de futebol, e a valorização dispendida pela Federação Gaúcha de Futebol, através do seu presidente Francisco Noveletto, ao quadro de árbitros da entidade.
Andre Luiz de Freitas Castro
PS (1): o membro do Conselho fiscal da Federação Paranaense de Futebol, Savio Christani de Pádua, que nunca apitou sequer uma pelada de futebol de menino de final de rua, foi escalado pela CA/CBF, para ser o Observador de Arbitragem, no prélio Coritiba/PR xCruzeiro/MG, na quarta-feira, no Couto Pereira, que terá no apito, o ótimo Andre Luiz de Freitas Castro (foto-Asp/Fifa/GO). Ao aceitar a indicação e escalar uma pessoa sem a devida qualificação para tão sibilina missão, a CBF comete um grandíssimo equívoco, e, conspira contra um princípio básico da Fifa, que preconiza que os membros das comissões de arbitragens e observadores de árbitros, devem ser ex-árbitros com notório conhecimento sobre as Regras do Jogo de Futebol. 

PS (2): em função de ter externado opinião contrária a escalação do membro do Conselho Fiscal da Federação Paranaense de Futebol, Sávio Christani de Pádua, como Observador da Arbitragem, amanhã à noite, no Couto Pereira, no jogo Coritiba/PR x Cruzeiro/MG, recebi via e-mail o Curriculum Vitae do indigitado dirigente.É um curriculum de bom conteúdo, mas não traz um til, uma vírgula ou uma letra, que afirme que Sávio Christani de Pádua, algum dia ao longo da sua vida exerceu a função de árbitro ou que tenha ao menos cursado ou sido diplomado como árbitro de futebol. Portanto, ao escalá-lo, a CBF comete equívoco inexorável e empobrece a qualidade do árbitro brasileiro. É função precípua do observador, avaliar o procedimento e o resultado da atuação dos componentes da arbitragem no exercício das suas funções. Esta avaliação, quando realizada de maneira adequada, ou seja, por pessoas que vivenciaram ou ainda vivenciam a condição de árbitro de futebol e suas nuances, é de extrema utilidade à CA/CBF, e, por conseguinte, aos próprios avaliados. O resto é trololó.