terça-feira, 4 de julho de 2017

CONTRATEM O OLHO DE FALCÃO

                                                                      Crédito - FIFA

O tema do momento no futebol em âmbito universal são as ações e os resultados do experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), no Mundial Sub-20 da FIFA, na Coreia do Sul e na Copa das Confederações, encerrada no domingo que passou na Rússia.
Há uma série de questionamentos se as intervenções do (AV) no evento da Coreia do Sul e da Rússia estão de acordo com o protocolo estabelecido pelo (The IFAB) em março de 2016.
A resposta é simples: O (The IFAB)) deixou clarividente quando autorizou o experimento do (AV), que tratava-se de um protótipo, que, nada mais do que um termo usado para se referir ao que foi criado pela primeira vez, servindo de modelo ou molde para futuras produções.
O que significa que toda e qualquer elucubração e/ou opinião sobre o assunto, pouco ou quase nada irá acrescentar na maneira de agir do The International Board, e do seu parceiro que está executando as experiências do (AV), considerado o melhor do mundo em diferentes modalidades esportivas, o sistema HAWK-EYE (olho de falcão).
Falando sobre o HAWK-EYE, quero agradecer ao diretor Ben Fraser, a resposta aos questionamentos que fizemos no último sábado (1/7), a respeito da dinâmica de observação, instalação, equipamentos utilizados e a implantação do aludido sistema quando contatado e, posteriormente, contratado. O contato foi efetivado, através do e-mail - ben.fraser@hawkeyeinnovations.com
Em função da especificidade de cada esporte de acordo com Fraser, o olho de falcão analisa milimetricamente cada experimento esportivo – e, após relatório elaborado por uma equipe de excelência, utiliza um mínimo de seis a vinte e oito câmeras, com altíssima capacidade de definição, caso específico do ÁRBITRO DE VÍDEO
PS (1): O HAWK-EYE participou e/ou está presente no Atletismo, Cricket, Rugby, Voleibol e no Tênis. Também atua no futebol na Bundesliga (Alemanha), KNV (Holanda), Premier League (Inglaterra), nas competições da UEFA e da Federação Portuguesa de Futebol. Atuou nos recentes torneios da FIFA - Mundial Sub-20 da Coreia do Sul e na Copa das Confederações da Rússia. E estará no Mundial de Clubes da FIFA, em dezembro deste ano no Japão.
PS (2): A CBF que realizou dois testes com o (AV) em parceria com a Federação de Futebol de Pernambuco -  sofreu vários questionamentos a respeito do local onde foram realizados os experimentos (como acomodações inadequadas, péssima iluminação no segundo estádio e ausência de treinamento correto às pessoas que manusearam o ÁRBITRO DE VÍDEO) e a tecnologia empregada.
PS (3): Diante dos infindáveis questionamentos que recebeu sobre os testes do (AV), seria de bom alvitre que a CBF detentora de cinco mundiais no futebol, realizasse o próximo teste do (AV), em um dos estádios que foram sede da Copa do Mundo no Brasil -  e contratasse aquele que é considerado o melhor sistema do planeta na área de tecnologia do esporte - o  HAWK-EYE, ou melhor: O OLHO DE FALCÃO!
CADÊ O ÁRBITRO DE VÍDEO?  No dia 22 de março deste ano em Estoril (Portugal), no FOOTBALL TALSK, o presidente da CONMEBOL, Alejandro Dominguez, solicitou autorização para implantar o experimento do (AV), a partir das oitavas de final da Copa Libertadores da América. Houve quem se empolgasse com a notícia, sobretudo, a confraria do apito Sul-Americano. As oitavas de final começou na terça-feira (4/7) e nada do ÁRBITRO DE VÍDEO.   







domingo, 2 de julho de 2017

CBF NÃO PODE PASSAR “CARÃO” NO (AV)

       
                                                                     Crédito: FPF

Aprovado como experimento pelo (The IFAB), em 5 de março de 2016, o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), ainda não conseguiu atingir a eficiência de 100%, como quer a FIFA e o próprio órgão que autorizou.
Na pesquisa que realizamos, ainda carente de maior veracidade - constatamos que já foram realizados de acordo com o Protocolo estabelecido pelo (The IFAB), algo próximo de uma dezena de experiências no que diz respeito ao (AV) – incluso as duas experiências feitas pela CBF na decisão do Campeonato Pernambucano de Futebol.
Além dos testes já efetivados, há outros sendo realizados nas categorias menores da Alemanha, Austrália, EUA, França e na Federação Portuguesa de Futebol - todos sob a supervisão da FIFA, do The IFAB e com tecnologia do sistema Hawk-Eye (Olhos de falcão), líder mundial no campo de processamento esportivo em diferentes modalidades no auxílio à arbitragem.
Experimentos que foram realizados em amistosos envolvendo seleções vinculadas a FIFA, Copa de Portugal, Mundial Sub-20 da Coreia do Sul e o mais recente, a Copa das Confederações da Rússia encerrada neste domingo 2 de julho.
Experimentos que tiveram várias divergências e equívocos entre o (AV) e o árbitro central – em relação ao acontecido em relação as regras e o tempo que está muito além do que quer a FIFA e o The (IFAB).
O que significa que o experimento em tela terá que sofrer ajustes no Protocolo estabelecido, até alcançar os objetivos definidos no aludido protocolo.
No que tange ao futebol brasileiro, ninguém é contra os testes do(AV)).  Mas é necessário esclarecer algumas situações: 1) A CBF  anunciou que o (AV) poderia ser testado nas suas competições nesta temporada. Até agora não fez nenhum teste. 2) Ao mesmo tempo que anunciou que poderia implementar o experimento nas suas competições, a entidade não deu treinamento ao seu quadro de arbitragem com relação ao (AV). Sem preparo (teórico e prático)-  a arbitragem terá problemas. 3) A CBF alegou que a tecnologia é de alto valor econômico e está estudando propostas para firmar parcerias. 4) Nos dois testes que a CBF realizou em parceria com a Federação de Futebol de Pernambuco, ambas as partidas decisivas do campeonato local, apresentaram problemas (de tempo demasiado de paralisação dos jogos e dificuldades dos envolvidos no processo do (AV) na conclusão dos lances que geraram dúvidas). 6) Em recente entrevista ao SporTV, o brasileiro Manoel Serapião, membro da Conmebol junto ao Painel Técnico Consultivo do (The IFAB), discordou da forma como o Protocolo do (AV) foi redigido e vem sendo aplicado. O que deu a entender que, Serapião tem uma linha de pensamento e de ação em relação ao (AV) que poderia equacionar alguns obstáculos o que não aconteceu quando ele esteve a frente das experiências do (AV) em Pernambuco. Ponto.    

quinta-feira, 29 de junho de 2017

LAMBANÇA "MANCHOU" A FINAL DO PERNAMBUCO

    Da esquerda para à direita: Altemir Hausmann, Roberto Braatz, Pierluigi Collina (Presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA) e Carlos Eugênio Simon - Crédito: MHDB

  • Era madrugada no Brasil, quando meu WatsApp vibrou ao lado da cama. Observei na tela do celular e vislumbrei o nome do maior árbitro brasileiro de todos os tempos, Carlos Eugênio Simon – que foi visitar seus familiares em Montreal (Canadá). O gaúcho Simon, perguntou-me como foi o teste com o ÁRBITRO DE VÍDEO ( AV), anunciado pela CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco, na partida decisiva de Pernambuco, envolvendo Salgueiro x Sport.
  • A partir de então, começamos trocar mensagens pelo aplicativo via Smartphone, sobre o teste do (AV) – respondendo Simon disse que, pelos comentários que ouvi e pelas imagens exibidas pela TV, no tiro de canto, executado pela equipe do Salgueiro (o assistente Emerson Carvalho levantou a bandeira acusando que a bola ultrapassou a linha de meta) – lance que a bola entrou no gol - houve comemoração e, posteriormente, foi anulado pela arbitragem - mas ficou uma dúvida: - a imagem da televisão não conseguiu comprovar a saída da bola pela linha de meta na sua totalidade).
  • Incontinenti, Simon repicou: Já vi o lance. “Observando o ângulo de colocação e a visão que o assistente Emerson Carvalho, tinha no momento da execução do tiro de canto, afirmo peremptoriamente que ele não deveria ter levantado a bandeira”. A imagem que vi na TV deixa dúvidas - portanto, o correto seria deixar seguir o lance, afirmou Simon.
  • Mas e o ÁRBITRO DE VÍDEO, qual foi a  posição em relação ao corrido, pergunta Simon? Respondi que ninguém tocou no assunto abertamente. Todos estão jogando a responsabilidade  na conta de Emerson Carvalho. Nos despedimos e o nosso diálogo encerrou.
  • Pela manhã desta quinta-feira (29), na busca por maiores informações, ouvi de tudo um pouco. E, a opinião da maioria das pessoas que viram, reviram e treviram o lance, incluso este “rábula” de escriba, foi de que a bola não transpôs completamente a linha de meta. O que significa que a arbitragem errou.
  • O resultado da lambança dos homens de preto na cidade de Salgueiro (PE), é o alerta  definitivo à confraria do apito que, ninguém está imune a cometer equívocos, independente da posição no Ranking da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (SENAF).
  • Quanto ao (AV), não adianta implementar a aludida tecnologia sem capacitar as pessoas que terão a missão de manejá-la. O quadro de árbitros da (SENAF/CBF), com raríssimas exceções, até o momento ouviu falar do ÁRBITRO DE VÍDEO e viu pela TV alguns lances. Mas ainda não foi capacitado sobre a dinâmica e as nuances do (AV). Ponto.

  • PS: Dada a grandeza do futebol brasileiro no contexto do futebol mundial, é chegada a hora de realizar o teste do (AV) em competições de maior envergadura técnica, em estádios que foram sede da Copa do Mundo, com empresa geradora de imagens de excelência, com arbitragem qualificada no que tange ao (AV), visando evitar desgaste e, por conseguinte, expor o futebol pentacampeão ao ridículo. 
  • Copiado na íntegra do site da CBF - "O trabalho do Árbitro de Vídeo contou com 15 câmeras, as mesmas utilizadas na transmissão da TV. Supervisionado por Manoel Serapião Filho, autor do projeto do (AV), e pelo vice-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Alício Pena Júnior, Péricles Bassols reviu dezenas de lances durante a partida Salgueiro x Sport. Entretanto, além do que momento já descrito, não houve necessidade de intervenção junto ao árbitro principal. A correção com a tecnologia está prevista para quatro situações.
  • Ad Argumentantum tantum: Diante das imagens irrefutáveis da própria Rede Globo de Televisão (COM 15 CÂMERAS) de que, a bola não saiu, não resta a mínima dúvida de que o segundo teste do ÁRBITRO DE VÍDEO realizado pela CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco a exemplo do primeiro experimento foi um VEXAME. 
  • Ad Argumentantum tantum (2): Objetivando evitar novos vexames, já que as imagens das (15 CÂMERAS) não foram suficientes para a arbitragem observar que a bola não saiu,  sugiro que a CBF e a coordenação do (AV) contratem o sistema Hawk-Eye (Olho de Falcão). Sistema considerado de excelência, que vem sendo utilizado pela FIFA, Federação Portuguesa, MLS (EUA) no experimento do (AV).


segunda-feira, 26 de junho de 2017

ÁRBITROS DE PERNAMBUCO FORAM “RIFADOS”

     AV será testado na final entre Salgueiro x Sport -  Crédito: Record
Anunciado com pompa e circunstância pela CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco, o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), foi testado na primeira partida decisiva do Campeonato Pernambucano de Futebol, no último dia 7 de maio, entre Sport x Salgueiro.
Dado ser o primeiro teste efetivado no futebol brasileiro sobre o (AV), a expectativa em relação a experiência era enorme. Expectativa que foi para o beleléu aos 48 minutos da segunda fase, quando o ÁRBITRO DE VÍDEO, chamado a dirimir  a marcação de um penal contra a equipe do Sport pelo árbitro central, José Woshington da Silva, utilizaram de acordo com o insuspeito site - http://globoesporte.globo.com/pe/futebol/campeonato-pernambucano/jogo/07-05-2017/sport-salgueirope/ - tempo superior a sete minutos para decidirem pela penalidade máxima.  E, por extensão, inseriu o teste em tela no “Guinnes Book”. Já imaginaram se a cada penal ou outro lance onde é aceitável a presença do ÁRBITRO DE VÍDEO, o jogo ficar paralisado (7 minutos?)
Além do tempo usado para decidir o penal, causou profunda discordância a marcação da arbitragem - o que provocou enorme desgaste no quadro de árbitros da Federação Pernambucana. E, por conseguinte, alijou os apitos locais da decisão.
“Preteridos” da finalíssima Salgueiro x Sport, apitos  e bandeiras da federação da terra do Frevo, verão a decisão pela televisão ou nas arquibancadas do Estádio Cornelio de Barros, na próxima quarta-feira (28). Salgueiro x Sport, será comandado pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO). Os assistentes serão Emerson Carvalho (FIFA/SP) e Marcelo Van Gasse (FIFA/SP).
Aliás, a CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco, anunciaram que no confronto da próxima quarta, o (AV) será objeto de novo teste. Tomara que desta vez as coisas funcionem a contento e os resultados do teste sejam diferentes do anterior.
PS: Salvo uma metamorfose, nesta terça (27), teremos a continuidade do VEXAME NACIONAL que vem sendo protagonizado pela arbitragem na Série (B), do Campeonato Brasileiro da CBF. “É UM SHOW DE HORROR!”, de terça-feira a sábado.  

Ad argumentandum tantum - O teste com o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), que, será realizado nesta quarta (28), no confronto decisivo do Campeonato Pernambucano, no jogo Salgueiro x Sport, se necessário a sua intervenção, deverá ser totalmente diferente dos acontecimentos que ocorreram na primeira partida, na Ilha do Retiro. Lá, deu "Chabu." 

sábado, 24 de junho de 2017

LERAM E NÃO ENTENDERAM?

No dia 3 de março de 2016, por ocasião da 130ª Reunião Geral Anual do (The IFAB), a proeminente personagem de David Elleray (foto), diretor do Painel Técnico Consultivo do (The International Association Football Board), após um ano de estudos, apresentou o novo manual das REGRAS DE FUTEBOL 2016/2017.

No estudo desenvolvido por Elleray e sua equipe durante um ano, frases, palavras, parágrafos, virgulas e a ortografia das regras sofreram profundas mudanças.   
Transformações que tiveram como objetivo precípuo, propiciar aos árbitros, aos dirigentes, aos atletas, a imprensa e aos torcedores a melhor maneira de todos lerem e entenderem de maneira clarividente a interpretar e como aplicar as regras em consonância com o seu espírito.

Quinze meses se passaram após a apresentação do novo livro das REGRAS DE FUTEBOL. Mas pelo andar da carruagem, a confraria do apito brasileiro que labora na Série (B) do Campeonato Brasileiro da CBF nesta temporada, ainda não conseguiu entender o que leu do brilhante trabalho realizado por David Elleray.
A indigitada série que tem jogos às terças, sextas e sábados, transformou-se num prato apetitoso de erros crassos de arbitragem na interpretação e aplicação das leis que regem o futebol, assim que a bola rola na relva.
Falta autoridade à arbitragem para que os atletas cumpram as suas determinações. É latente a ausência de critérios nas marcações da faltas e incorreções. Tem árbitro na Série (A) e na (B), que não tem capacidade cognitiva para definir se a falta foi imprudente, temerária ou com uso de força excessiva. Falta imprudente não se ADVERTE o jogador, diz o (The IFAB). Atleta que simula ter sofrido uma falta, deve ser punido com cartão amarelo e não com advertência verbal.
O árbitro deve ter capacidade de diferenciar simulações, puníveis com cartão amarelo e tiro livre indireto contra a equipe do infrator, de quedas casuais em função de um contato físico ou mesmo de um tropeço quando nada deve ser marcado.
A maioria das infrações assinaladas nas imediações da área penal (área de pênalti) ou dentro dela - sofrem ingentes contestações dos jogadores, que de dedo em riste e com palavras desaprovam na maioria das vezes a marcação do árbitro. Além da perda de tempo. Não satisfeitos, os jogadores insurgentes também se dirigem ao  Árbitros Adicionais e apontam o dedo à sua face e proferem palavras sob os olhares imutáveis do árbitro que a tudo vê e nada faz.  A regra especifica que, o jogador que desaprovar com gestos e/ou palavras as decisões da arbitragem, deve ser advertido com CARTÃO AMARELO.
Não há critério na aplicação do cartão amarelo. Tenho observado que cada árbitro tem o seu critério numa autêntica afronta às REGRAS DE FUTEBOL.
Outra deficiência da arbitragem ocorre no momento de decidir se foi mão na bola ou bola na mão. O (The IFAB) determina que: “Tocar a bola com as mãos implica o ato deliberado de um jogador tocar a bola com as mãos ou com os braços”.  Devem ser considerados os seguintes critérios neste tipo de infração: O movimento da mão em direção à bola (e não a bola em direção à mão); a distância entre o jogador e a bola (bola que chega de maneira inesperada) - e a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração.
Além do exposto, árbitros e assistentes têm explicitado uma deficiência de fundamental importância para ter a jogada o mais próximo possível do seu campo visual: O pilar tático (posicionamento). É falta de orientação, treinamento ou má-vontade?
Diante do descalabro aqui nominado, resta saber qual será a atitude da Comissão de Arbitragem da CBF em relação aos absurdos que estão acontecendo nas suas competições, sobretudo, na Série (B).
PS: Até porque, visando otimizar o desempenho dos apitos e bandeiras nos seus torneios, a CBF designa a cada prelio do Brasileirão este ano uma verdadeira parafernália: Dois Árbitros Adicionais, um Radar, Árbitro de Vídeo, Analista de Campo, Delegado Especial e delegado da partida.  


PS(2): O documentário ÁRBITROS, exibido pelo Esporte Espetacular em parceria com a Comissão de Arbitragem da CBF, é um avanço significativo no que tange a arbitragem da Série (A) do Campeonato Brasileiro. Mas este fato não esconde o VEXAME NACIONAL, que, vem sendo protagonizado pela arbitragem que atua na Série (B) do Brasileirão, às terças, sextas e sábados. Se a CA/CBF colocar o RADAR para averiguar os erros crassos praticado pelos homens de preto, e levar a situação a sério vai faltar árbitro. Reitero: A arbitragem da Série (B) do Campeonato Brasileiro nesta temporada, com raríssimas exceções, é um VEXAME NACIONAL.  
Foto: FIFA

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Onze jogos com vídeo-árbitro

  • A 23.ª edição do Torneio Lopes da Silva vai ficar marcada por vários testes de vídeo-árbitro, numa formação em que irão estar presentes treze árbitros da 1.ª categoria.
  • O Torneio Lopes da Silva 2017 vai ser histórico e marcante. A 23.ª edição da prova interassociações sub-14, que se disputa em Elvas, de 24 a 30 de junho, vai estar recheada de estreias e novidades.
  • No seguimento da medida de implementar o vídeo-árbitro em todos os encontros da próxima edição da Liga NOS, a FPF vai aproveitar o Lopes da Silva deste ano, que se realiza em Elvas, para aprofundar a formação dos árbitros perante esta nova ferramenta. Em termos concretos, serão 11 os jogos que vão contar com o vídeo-árbitro, onde 13 juízes da 1.ª categoria irão ter a oportunidade de afinar todos os detalhes e de testar todos os conhecimentos em relação à tecnologia.
  • Os seguintes árbitros foram nomeados pelo CA para os testes de VAR: Bruno Paixão, Rui Oliveira, Vasco Santos, Gonçalo Martins, António Nobre, Luís Godinho, Hélder Malheiro, Manuel Oliveira, Luís Ferreira, Manuel Mota, Tiago Martins, Fábio Veríssimo e Vítor Ferreira.
  • Essas referidas 11 partidas também poderão ser acompanhadas de forma bastante atenta. A FPF decidiu fazer a transmissão de todos os encontros que se disputam no Estádio Municipal de Atletismo, em Elvas, sendo que esses encontros poderão ser seguidos a partir de fpf.pt.
  • Esta 23.ª edição também vai ficar marcada pela estreia do cartão branco. Trata-se de uma ferramenta que servirá para reconhecer e premiar os comportamentos e atitudes corretas no terreno de jogo, aplicando-se a jogadores, técnicos e também adeptos. Em 2018/19, a FPF espera alargar a sua utilização a todas as competições nacionais de formação, na certeza de que é possível melhorar o futebol desde a base, incutindo condutas exemplares que contagiem todos os agentes desportivos.
  • Fonte; Federação Portuguesa de Futebol
  • PS: Enquanto aqui no Brasil e, por extensão,  na América do Sul, a exceção da arbitragem que atuou ou está atuando nos torneios da FIFA são detentores de conhecimento sobre como funciona o ÁRBITRO DE VÍDEO, os demais apitos não receberam nenhum treinamento a respeito da dinâmica da aludida tecnologia -  a Federação Portuguesa de Futebol está treinando a sua confraria do apito no que diz respeito ao (AV), há mais de seis meses em diferentes competições. 
  • Mas o que me chama a atenção no fato do (AV), no que tange a CONMEBOL, é que a entidade tem dois membros no Comitê de Arbitragem da FIFA. Amélio Andino (Paraguai) e Wilson Luiz Seneme (Brasil). Diante do exposto, fica a pergunta: Por que a CONMEBOL,  ainda não treinou a categoria dos homens de preto que labora nas suas competições? Será que os apitos da (CSF), apesar das profundas mudanças implementadas na instituição continuarão no processo de subdesenvolvimento?
  • PS (2): Por falar em ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), a Federação Pernambucana de Futebol anunciou que a final do seu campeonato, que será jogada na próxima quarta-feira (28), entre o Sport x Salgueiro, terá o teste do (AV), a exemplo da primeira partida.
  • PS (3): É bom lembrar que no primeiro confronto, o teste com o (AV) foi um rotundo FIASCO. Primeiro, o penal assinalado contra o Sport com o auxílio do (AV) não existiu. Segundo, o tempo utilizado para decidir se foi ou não penal de cinco minutos e vinte segundos, foi um absurdo! - (tempo que o jogo ficou paralisado) - foi algo que tenho certeza absoluta o (The IFAB) e a FIFA não aprovaram.
  • Crédito da foto: FIFA

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vídeo-árbitro (e o árbitro principal) viveram momentos difíceis no México-Nova Zelândia

                                                               Crédito: FIFA

Decorria já o quarto minuto do tempo de descontos no México-Nova Zelândia, da segunda jornada da Taça das Confederações, quando Boxall, Reyes e Herrera se desentenderam após uma disputa de bola mais acesa, dando origem a uma enorme confusão entre quase todos os jogadores das duas equipas. O árbitro Bakary Gassama recorreu ao vídeo-árbitro, mas... continuou com dúvidas. Por isso, optou por ir rever as imagens e só após três minutos de paragem é que decidiu mostrar o cartão amarelo aos três jogadores.
Fonte: RECORD/PORTUGAL
Nossa opinião: No futebol brasileiro, o lance em tela seria tratado como um escândalo de proporções inimagináveis - sobretudo, por parte da ignara imprensa esportiva que, com rararíssimas exceções não tem conhecimento das REGRAS DE FUTEBOL, que dirá capacidade para discernir a atitude correta do árbitro neste tipo de lance.


terça-feira, 20 de junho de 2017

ARROGÂNCIA, DESCONHECIMENTO OU OMISSÃO?


Dentre as atribuições que o (The IFAB) determina ao quarto árbitro, está a de informar ao Referee, qualquer conduta  incorreta dos integrantes das áreas técnicas, além das demais funções prescritas no manual REGRAS DE FUTEBOL (nas páginas 57 a 61).
Feito o introito, tenho observado que há quarto árbitro que ao invés de controlar os integrantes da área técnica com inteligência e poupar dissabores ao árbitro central, que tem enorme responsabilidade na condução de um prélio, se omitem quanto ao comportamento dos integrantes do banco de reservas, mas sobretudo, dos técnicos.
Muitos têm dado mostras que não estão nem aí para os acontecimentos e se preocupam apenas em levantar a placa quando das substituições.
Omissão que vem acontecendo por desconhecimento da função, por comodismo e/ou arrogância. O que gera ingente desgaste ao árbitro da partida, que acionado pelo quarto árbitro  diante do acirramento emocional dos treinadores, não tem outra opção a não ser exclui-los.
Sob a forma de anonimato, três apitos da Série (A) e três da Série (B), confirmaram que está meio complicada a questão do quarto árbitro.
Tem quarto árbitro “arrogante” que, ao invés de atuar com vivacidade na insurreição dos técnicos, “jogam mais lenha na fogueira”. E há os que ficam assistindo o jogo - fingindo que não veem a movimentação e não escutam o que falam os técnicos. É um salve-se quem puder.
Está feito o ALERTA à Comissão de Árbitros da CBF e à Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), a respeito de uma omissão escabrosa que está se enraizando no principal torneio da entidade detentora de cinco títulos mundiais de futebol.
PS: A exemplo da CBF que anunciou a implementação do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV) no Campeonato Brasileiro deste ano e, posteriormente recuou, a CONMEBOL após pedir autorização a FIFA e ao (The IFAB), para realizar testes com (AV) a partir das oitavas de final da LIBERTADORES, não confirmou o experimento na aludida competição.
PS (2): Segundo informações não oficiais, pesou o alto custo financeiro do teste cobrado pela empresa geradora das imagens, e a falta de treinamento dos homens de preto da Confederação Sul-Americana de Futebol no que tange ao (AV).

FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL FACILITA A CONSCIENTIZAÇÃO

Horas antes da abertura da Copa das Confederações que está sendo realizada na Rússia, o (The IFAB), única instituição com poderes para autorizar experimentos e/ou mudanças nas REGRAS DE FUTEBOL, anunciou via o diretor de arbitragem da FIFA Massimo Busacca (foto) e do ex-atleta Marco Van Basten, diversas proposições que devem ser analisadas e testadas no ano que vem, com o objetivo precípuo de tornar o futebol um espetáculo de entretenimento na sua essência.
                                                                            Crédito: FIFA
De todas as sugestões que acompanhei na coletiva na cidade de Gramado (RS), onde passei o feriado e o final de semana que passou, a que julgo de fundamental importância para a otimização do futebol, é a que aumenta o tempo de bola em jogo.

A FIFA e o (The IFAB) querem um mínimo de sessenta minutos de bola em jogo. Aliás, na maioria das competições da Europa a bola já rola mais de 60 minutos, com raras exceções.

Isto é possível no Velho Continente porque, a formação sociocultural desde a infância dos dirigentes, dos atletas, dos técnicos, da arbitragem, da imprensa e dos torcedores é totalmente diferenciada das demais nações do planeta. Lá pensa-se no coletivo e não no individual

Além do aspecto sócio cultural de cada envolvido nos jogos de futebol da Europa, há um outro ingrediente que influi sobremaneira no tempo de bola rolando e na qualidade dos confrontos: “A conscientização de todos os envolvidos no futebol dentro e fora do campo de jogo, independente da categoria que está sendo disputada, de que se procederem em desacordo com as leis que regem o futebol, a punição disciplinar e em algumas situações pecuniária, é tiro e queda”.

Aqui está na nossa opinião, o principal fator que transformou o conceito do futebol europeu e o elevou a um patamar qualitativo, econômico e de espetáculo de alto nível - o que dificilmente será alcançado por outros continentes. As demais propostas servem como complemento.