quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Opinião: Profissionalização está bem próxima


Os contrários à regulamentação da atividade do árbitro de futebol  deveriam convidar Kheitt Hackett  para uma palestra. Ele, nos último sete anos, ocupa o cargo de diretor-geral da Profissional Game Match Officials Ltda, empresa gestora da arbitragem profissional da Liga Inglesa de Futebol, e poderia explicar o retumbante sucesso dos homens de preto nas suas competições.

Lembrei-me do nominado diretor e de uma matéria que li há pouco tempo no jornal The Guardian e do seminário realizado sob o título: “profissionalismo na arbitragem será possível?”. Na matéria, observei o senhor Kheitt Hackett expondo de maneira objetiva como foi possível alcançar sucesso ao longo dos últimos anos com a profissionalização dos árbitros na Premier League.

Num primeiro momento, disse Hackett, houve reações contrárias à profissionalização, em função da mentalidade daqueles que eram contrários a regulamentação. Mas, com o aparecimento da empresa de Kheitt Hackett, cada árbitro passou ter contrato de dois anos para apitar na Liga Inglesa de Futebol. Um detalhe importante: além do processo seletivo rigoroso para ser contratado, os árbitros que apresentam deficiências nos jogos são rebaixados de categoria e, dependendo das avaliações semanais realizadas por especialistas em arbitragem, o contrato pode não ser renovado ao seu final.

O processo teve início com 18 árbitros e 36 árbitros assistentes contratados ao custo de 8,25 milhões de euros anualmente. Na atualidade o número de árbitros e assistentes acentuou-se e os valores financeiros duplicaram. Estão incluídos neste montante as taxas de arbitragens, diárias, seminários, material de treinamento, uniforme e toda a infraestrutura necessária para que os árbitros tenham uma ótima performance nas tomadas de decisões no campo de jogo.

A profissionalização da arbitragem na Premier League propiciou maior tempo de bola em jogo, transformando as partidas num espetáculo de entretenimento com quer a Fifa, menor número de faltas e queda significativa nos cartões amarelos de 7,4 por jogo para 3,2. É óbvio que o modelo inglês é inviável em muitos países em função das peculiaridades de cada  um, porém, há que se criar um modelo próprio de acordo com a realidade das leis e  econômica  de cada nação, pois caso isso não ocorra a arbitragem em âmbito mundial continuará a passos de cágado e refém das federações, associações, confederações e sobretudo dos cartolas que utilizam de forma estratosférica o árbitro e seus assistentes para justificarem o fracasso de suas equipes quando perdem uma partida.

Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
Em Português do Brasil

Público do Estadual de Pernambuco é o maior do país até o momento

Média do campeonato é de 8.456 torcedores por partida depois de nove rodadas realizadas
Redação Justiça Desportiva


Os clubes de Pernambuco não vivem suas melhores fases no cenário do futebol brasileiro. 
Sport e Náutico figuram na Série B do Campeonato Brasileiro, enquanto o Santa Cruz 
não tem vaga garantida nem mesmo na Série D. Mas, mesmo assim, o torcedor 
pernambucano mostra o seu amor pelo futebol e pelo clube do coração, seja em que 
Divisão nacional esteja. Prova disso é que hoje o Estadual de Pernambuco é o que 
tem maior presença de público no país.
 De acordo com números oficiais da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), 
o total de público em 54 jogos realizados ao longo das nove rodadas foi de 456.657
torcedores pagantes. Além de ser o maior número de torcedores absolutos nos 
estaduais pelo Brasil afora, o Pernambucano tem também a maior média.
Os números demonstram ainda uma crescente participação do torcedor ao longo 
das rodadas, como pode ser vista na evolução das últimas rodadas do Pernambucano: 7.830 
(6ª rodada), 8.062 (7ª), 8.115 (8ª) e 8.456 (9ª).
E para destacar ainda mais a presença do público, é importante salientar que, 
mesmo desconsiderando os ingressos do programa Todos com a Nota, o total de 
pagantes é de 220.145 pessoas, com média de 4.076, a terceira maior do país.
O número de público no Pernambucano pode crescer ainda mais até a 11ª rodada, 
a última do primeiro turno. Nesta ocasião, no próximo domingo, dia 13 de fevereiro, 
Sport e Náutico fazem clássico na Ilha do Retiro.


PS: O sucesso do campeonato realizado pela Federação Pernambucana de 
Futebol é reflexo de um  planejamento de excelência, de  organização, da imaginação, 
da criatividade, de um excelente departamento de marketing, e sobretudo do respeito 
da alta direção do futebol de Pernambuco para com o principal consumidor do 
produto futebol, que é o torcedor. Quem sabe no próximo século, com novos dirigentes 
e com uma mentalidade diferenciada da que aí está, o futebol paranaense possa atingir 
os índices alcançados pelos pernambucanos no século XXI.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Curso de árbitros em Chipre concluído com êxito


Curso de árbitros em Chipre concluído com êxito
O Curso de Árbitros decorreu em Limassol ©uefa.com 1998-2011. All rights reserved.
Como preparação para a segunda metade da temporada de competições europeias, os principais árbitros europeus e os novos membros da lista de internacionais da Fifa viajaram até ao Chipre para a realização de um curso.
Os principais árbitros europeus e os novos membros da lista de árbitros internacionais estão prontos para cumprirem os seus papéis na segunda metade da temporada de competições da Uefa de clubes e selecções, após terem realizado, com sucesso, os respectivos cursos de Inverno da Uefa em Limassol, no Chipre.
Para além de oferecerem aos árbitros e membros do Comité de Arbitragem da Uefa a oportunidade de reverem e analisarem a primeira parte da temporada, os cursos permitiram ainda controlar a actual condição física dos juízes em diversos aspectos. O curso introdutório juntou 34 novos árbitros internacionais, escolhidos pela Fifa e provenientes de 24 diferentes países, enquanto o curso avançado contou com a presença dos seus colegas mais experientes - 24 árbitros da Categoria de Elite e 21 árbitros de Primeira Categoria e Primeira Categoria de Desenvolvimento.
Um novo elemento dos programas referentes a este ano, que complementou os exames médicos e físicos levados a cabo sob o olhar atento de Werner Helsen, especialista da Uefa para a preparação física dos árbitros, foi um aprofundado exame visual a todos os árbitros presentes.
Temos de ter especial cuidado com o campo de visão dos árbitros", salientou Hugh Dallas, um dos responsáveis pela área da arbitragem da Uefa. "É importante averiguar a sua capacidade de 'fixar o olhar' (tirar uma 'fotografia instantânea' de um lance), a sua capacidade de se concentrarem em objectos em movimento e a sua capacidade de reacção face aos movimentos que os rodeiam". Manter a atenção e a concentração perante a alta velocidade a que decorre uma partida de futebol nos dias de hoje é o objectivo por detrás destes exames.
Os novos árbitros da Uefa foram submetidos a profundos testes físicos e receberam conselhos preciosos por parte dos membros do Comité de Arbitragem da Uefa sobre o tomar de decisões, o posicionamento e o uso de imagens de outros jogos da entidade. Os árbitros presentes no curso mais avançado realizaram, igualmente, testes de condição física e levaram a cabo sessões de debate. As conversas centraram-se nas experiências vividas no último Campeonato do Mundo e na experiência que ainda decorre com a utilização de dois árbitros assistentes adicionais na Uefa Champions League, Uefa Europa League e fase de qualificação para o UEFA EURO 2012.
Estes encontros realizados no Chipre, em Janeiro, permitiram também a muitos dos árbitros presentes fugirem, de certa forma, às condições climatéricas de Inverno verificadas um pouco por toda a Europa. "Viemos para um local onde o clima é mais agradável nesta altura do ano", explicou Dallas. "Assim, Werner Helsen pode ter os árbitros no relvado todos os dias e trabalhar arduamente com eles em todos os níveis. Para tal, é fundamental que as condições sejam as ideais".
Para além de tudo isto, os árbitros e o Comité de Arbitragem aproveitaram a semana para conversarem sobre assuntos relevantes do sector. O Comité não só ofereceu alguns conselhos aos árbitros presentes como teve o cuidado de ouvir a opinião destes. "É importante para todos que exista uma troca de pontos de vista e que nós escutemos o que os árbitros têm a dizer, em particular sobre a introdução dos árbitros assistentes adicionais", explicou Dallas.
"Com os árbitros do curso avançado, primeiro que tudo, preocupamo-nos em prepará-los para o resto da temporada, com as competições europeias a entrarem agora nas suas fases decisivas", salientou. "Temos de garantir que eles estão preparados e fisicamente aptos, pelo que é importante monitorizá-los. Revemos e analisamos, por exemplo, os jogos das seis primeiras jornadas da Uefa Champions League e passamos a mensagem de que é importante seguir uma linha de actuação consistente, de forma a garantirmos uma maior uniformidade de critérios".
Os árbitros acabados de chegar à lista da Fifa receberam informações detalhadas sobre os seus papéis enquanto árbitros internacionais. Foi-lhes testada a sua aptidão a nível dos conhecimentos da língua inglesa (o inglês é a língua comum no mundo da arbitragem) e foram-lhe dadas indicações sobre como cumprirem na íntegra os seus papéis como árbitros da Uefa, desde as tarefas administrativas até à sua conduta enquanto representantes da Uefa, quando viajam ao estrangeiro para dirigirem um jogo.
"O curso deu-nos, ainda, a possibilidade de olharmos de perto para estes novos árbitros e vermos os seus níveis físicos, que melhoram de ano para ano", referiu Dallas. "Creio que podemos concluir que tal se deve à introdução Convenção de Arbitragem da Uefa, que garantiu às federações nacionais fundos que estas podem investir na formação dos seus árbitros".
"Há, agora, uma abordagem bem mais profissional. Vemos, actualmente, um maior acompanhamento dos árbitros a nível interno por parte de preparadores físicos e médicos. Os árbitros recebem, hoje, todos os tipos de apoio profissional". Tal apoio oferecido pela Uefa e pelas federações nacionais irá, sem dúvida, ajudar a melhorar o seu desempenho na sua complicada missão de dirigirem um encontro europeu ao mais alto nível.
Fonte:uefa.com - (Traduzido no idioma de Portugal)


PS: Já imaginaram a projeção e o Know How que atingiria o futebol paranaense se trouxéssemos um Pierluigui Collina, Hugh Dallas ou o professor Werner Helsen preparador físico de árbitros da Fifa, para a realização de  um curso dessa magnitude?  E se alguém tiver a coragem de dizer que o futebol do Paraná  não tem condições  financeiras  para trazer à Curitiba qualquer  um dos personagens acima nominados é pura incompetência. Basta vontade, criatividade e imaginação para a materialização desse curso.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

Raio-X da arbitragem

Em Paranaguá

Rubens Maranho (in memorian), o mestre da arbitragem paranaense, ensinava nas suas preleções, que o bom árbitro deve ter ambição, inteligência, vaidade, astúcia e discernimento mental de alta propulsão para interpretar e aplicar corretamente as Regras do Jogo de Futebol.

O árbitro Antonio Valdir dos Santos, na partida Rio Branco 1 x 4 Coritiba, no domingo que passou, em Paranaguá, na primeira fase demonstrou essas qualidades. Porém, na etapa final, de forma inexplicável, mudou seu estilo de interpretação e aplicação, e aos 14 minutos, assinalou um pênalti inexistente no jogador Ratinho do Rio Branco, que foi derrubado fora da área penal e com o contato físico caiu dentro da área.

Um erro gravíssimo de interpretação e aplicação da (Regra XIV – Tiro penal), que teve a participação equivocada do assistente Guilherme Roggenbaun. Logo a seguir, o atleta Marcos Paulo do Coritiba, numa jogada com o emprego de força excessiva - (deveria receber cartão vermelho), atingiu um zagueiro do Rio Branco que na sequência atingiu o seu goleiro, Fabrício. Atuação regular em jogo com dificuldade média. Arbitragem nota 5.0.

Na Arena

Num clássico de cinco gols e com o gramado prejudicado pela forte chuva que caiu antes e durante a partida, a arbitragem de Adriano Milczvski, no Atlético/PR 5 x 1 Paraná Clube, passou incólume de qualquer questionamento no aspecto técnico. Mas, no aspecto disciplinar, cometeu alguns equívocos e o mais acentuado, foi a não expulsão do zagueiro Rafael Santos do Atlético/PR e a não marcação de tiro livre direto contra o rubro-negro, porque o aludido zagueiro, aos 18 minutos da primeira etapa, deu uma entrada (jogo brusco grave), no atacante paranista Renato, que foi impedido com essa falta de se movimentar em direção à meta atleticana. Rafael Santos, era o penúltimo defensor e se o atacante paranista não sofre a falta ficaria na cara do gol de João Carlos. Além disso, expôs deficiências de posicionamento com a bola em jogo, de contato visual com os assistentes e no posicionamento do sistema de diagonal amplo. Foi uma arbitragem com conteúdo regular e com laivos de melhora. 6.9.

PS: Durante a transmissão de Rio Branco x Coritiba, veio a informação de que a maioria dos árbitros e assistentes da Federação Paranaense de Futebol, possuem ou estão cursando o terceiro grau. É uma boa notícia. Porém, isso não basta para termos um quadro de árbitros de excelência. Para sermos reconhecidos e competirmos em âmbito nacional é imperativo a realização de Workshops, painéis, seminários, congressos, com instrutores de arbitragem nacional e internacional, objetivando capacitar os nossos apitos o que não acontece no futebol paranaense há muitos anos.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Legado de perdas e subserviência



No dia 11 de dezembro de 2010, no rega-bofe de final de ano na cidade Palmas (PR), os árbitros associados em dia com a Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Paraná  elegeram a nova diretoria da entidade. De acordo com informações obtidas junto aos homens de preto do Paraná, não houve a menor possibilidade de se lançar uma chapa de oposição, já que um rolo compressor, articulado pelo atual presidente Afonso Vitor de Oliveira, entrou em ação e impossibilitou qualquer articulação nesse sentido. O seu eleito, foi o árbitro assistente José Renê Stavinski, árbitro do baixo clero do futebol paranaense. Vale ressaltar, que Afonso Vitor dirigiu de forma antiética simultaneamente nos últimos seis anos a Associação dos Árbitros e a Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol.
 
É bom lembrar que antes da ascensão de Afonso Vitor ao comando da associação e da arbitragem na Federação Paranaense de Futebol, houve a subtração dos árbitros do percentual de 1% sobre as rendas e o direito de viajar de ônibus leito nas partidas do Campeonato Paranaense.
 
Mas as principais perdas dos apitadores do Paraná ocorreram sob o comando de Afonso Vitor de Oliveira, que ao assumir o poder na FPF, mudou-se de mala e cuia para o Pinheirão, embora tenha a associação sede própria no edifício Asa, ela foi  alugada de forma inexplicável.  Dias após a mudança, o estádio do  Pinheirão foi interditado pela Justiça e já se passaram mais de quatro anos. Consequência: os árbitros do Paraná não têm onde se reunir para discutir os temas de seus interesses.


Porém, as lancetadas letais desferidas nos árbitros da FPF, e o principal ato de submissão de Afonso Vitor de Oliveira, aconteceram no ano passado e em 2010. Em 2009, a FPF pediu 2/3 da taxa de inscrição dos árbitros (R$ 175.00 ) per capita, que, desde 1988 sempre foi da associação e era a sua principal fonte de arrecadação e em 2010 a FPF exigiu na sua totalidade e mais uma vez de maneira submissa nunca antes vista nos anais da arbitragem paranaense, Afonso Vitor de Oliveira  e sua "tchurma" "atenderam" o pedido da federação e, por conseguinte, taxaram num caso "sui gêneris no futebol brasileiro", os árbitros da Federação Paranaense de Futebol, que para apitar competições da entidade tiveram que pagar. Acrescente-se ao exposto, mais uma taxa instituída pela Associação dos Árbitros em 2010, além dos 5% descontado das taxas de arbitragem.  Cada árbitro foi "convidado" a  pagar desde janeiro/2010, via boleto, R$ 20.00 x 12 vezes à associação. E, por derradeiro, a partir do dia 1º de dezembro do ano passado, as passagens e o pedágio tiveram um acréscimo de 5,02%. Há ou não há perda no ganho dos árbitros paranaenses?  É o fim da picada! Pobre arbitragem paranaense!


PS: ao invés de reivindicar as perdas aqui nominadas, de buscar requalificação para o quadro de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol,  que está  defasado há mais de uma década na nossa opinião em relação aos grandes centros do futebol brasileiro,  nos quatros pilares que sustentam o árbitro de futebol, e  de acordo com  a Fifa  são os quesitos (técnico, físico, tático e psicológico), um "grupelho" que desconheço, decidiu entrar em conflito com este colunista, porque tenho realizado críticas embasadas nos  equívocos e erros primários perpetrados pelas fraquíssimas arbitragens do quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol.  Se Evandro Rogério Roman, Heber Roberto Lopes (que não vivenciam um bom momento na arbitragem) e Roberto Braatz,  optassem em deixar a arbitragem neste momento, o futebol paranaense não tem ninguém que atenda as exigências da Fifa para sucedê-los.  Se além das críticas que faço, a direção da Comissão de Árbitros da FPF e os próprios árbitros tivessem a acuidade de observar as idéias, sugestões e até mesmo projetos que tenho elencado nas minhas colunas, hoje teríamos um quadro de arbitragem de excelência. Continuarei a fazer minhas críticas sobre os erros e equívocos primários  das fraquíssimas arbitragens do quadro da FPF,  e as elogiarei como tenho elogiado nas minhas colunas quando houver mérito.  Sou um estudioso das Regras do jogo de Futebol e discuto a luz do nominado livro com qualquer árbitro ou membro da comissão de árbitros FPF. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Saiu a bíblia do árbitro de futebol 2010/2011

Recebo do professor Sérgio Corrêa da Silva, presidente da Comissão Nacional de Árbitros da CBF (Conaf), o livro Regras do Jogo de Futebol 2010/2011. Li o livro da primeira a última página e confesso que nunca observei tamanha facilidade em entender o conteúdo do nominado livro. Meus cumprimentos ao professor  Sérgio Corrêa da Silva um dos responsáveis pela tradução e confecção da bíblia do árbitro de futebol e toda a equipe que o ajudou. Aliás, em se tratando do atual presidente da Conaf é importantíssimo lembrar do seu empreendendorismo em pról da arbitragem brasileira  ao  lado de outro prócer, que é  o Dr.  Edson Rezende de Oliveira. Quando se fala da arbitragem nacional nos últimos dez anos não se pode esquecer em hipótese alguma da contribuição dessas duas importantíssimas personagens. A ambos os meus respeitos.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Conaf divulga programação dos testes físicos para árbitros em 2011

Cumprindo nosso papel de manter informada a arbitragem nacional, mais uma vez o site recebeu de um árbitro o programa de testes físicos que serão realizados pela Comissão Nacional de Arbitragem da CBF.
Na leitura atenta, os estados com maior número de árbitros estarão realizando os testes, a partir de março.
Os primeiros estados que serão avaliados são da região sul (RS, SC e PR), fechando o sudeste (SP, RJ, ES e MG), ainda em março. Já a região nordeste começa seus testes em abril (BA, SE, AL e PE), quando vem a primeira pausa, com retorno nos três estados faltantes: PB, RN e CE. Para a região norte, o ciclo começa pelo PI e vai até RO. O encerramento dos
testes se dará no centro-oeste. Outro fato observado é que a avaliação continua até junho, o que é uma novidade.
Outras novidades serão divulgadas em breve.
Acompanhe na tabela abaixo as datas dos testes físicos em todos os estados.
ESTADOS TESTE FÍSICO
RS 15/03/11
SC 15/03/11
PR 18/03/11
SP 22/03/11
RJ 25/03/11
ES 29/03/11
MG 01/04/11
BA 05/04/11
SE 08/04/11
AL 12/04/11
PE 15/04/11
PB 03/05/11
RN 06/05/11
CE 10/05/11
PI 13/05/11
MA 17/05/11
AP 20/05/11
PA 20/05/11
AM 24/05/11
RR 24/05/11
AC 27/05/11
RO 27/05/11
MT 31/05/11
DF 03/06/11
GO 07/06/11
TO 07/06/11
MS 10/06/11

Fonte: Apito Nacional

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Arbitragem do baixo clero


Allan Costa Pinto

Atlético x Paraná Clube, jogam no crepúsculo da tarde e no limiar da noite do próximo domingo, na Arena da Baixada, com o comando do árbitro Adriano Milczvski (foto), escalado pela Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol. Lamentavelmente, o nominado árbitro faz parte de uma geração de árbitros malformados do futebol paranaense nos últimos anos, e ainda não conseguiu firmar-se no cenário paranaense.
Explico: Adriano Milczvski, vem de um grupo de árbitros, que ficou circunscrito aos ensinamentos do curso que realizou de forma genérica e é carente de treinamentos, de orientações específicas, de um acompanhamento particularizado, de exercícios com interpretação de jogadas e treinamentos de faltas nas proximidades e dentro da área, e pelos motivos aqui elencados, ainda, na nossa opinião não atingiu a maturidade necessária para apitar um clássico de excelência como é Atlético x Paraná.
Sua participação na terceira rodada do atual campeonato, no jogo, Atlético/PR 2 X 1 Irati, ficou marcada por dois equívocos primários que cometeu. O primeiro, de forma escabrosa quando não expulsou aos 32' da primeira etapa, o goleiro João Carlos do rubro-negro da Baixada, que impediu uma oportunidade manifesta de gol, e o árbitro em tela, além de não assinalar tiro livre direto contra o Atlético/PR , não expulsou o arqueiro do rubro-negro. Aliás, neste lance, "estranhamente", não sei se por desconhecimento da regra ou por pusilânimidade o árbitro marcou escanteio.
O segundo equívoco, ocorreu na segunda fase, quando o atleta Renê da equipe do Irati deu um abraço literal no atacante Lucas do Atlético dentro da área penal e Adriano Milczvski, ou não viu, e aí precisa ser submetido a um exame oftalmológico ou então precisa passar por um processo de requalificação para entender como interpretar e marcar o tiro penal. Além do exposto, naquele jogo, o indigitado árbitro apresentou sérias deficiências de posicionamento e de deslocamento nas jogadas de alta velocidade. Seu desempenho foi fraco, sem conteúdo e sem perspectiva de melhora. O clássico pela sua tradição merecia um árbitro Fifa.

Olímpico: fato inusitado

Foto: MHD

A Fifa determina aos árbitros assistentes que ajudem o árbitro a dirigir a partida conforme as Regras do Jogo. Dentre as missões dos assistentes, é dever inspecionar o campo de jogo, as bolas a serem utilizadas na partida e o equipamento dos jogadores. (agasalho ou camisa - caso seja usada roupa por baixo da camisa, as mangas dessa roupa deverão ter a cor original das mangas da camisa ou do agasalho. Calção - caso sejam utilizados calções interiores, esses deverão ter a cor principal do calção no uniforme. Meiões, caneleiras e chuteiras etc...).
No que concerne ao quarto árbitro a Fifa determina: o quarto árbitro ajudará em todos os deveres administrativos antes, durante e após a partida, segundo lhe solicite o árbitro. No caso do equipamento não corresponder ao estabelecido nas Regras do Jogo, é dever do mesmo informar incontinenti ao árbitro.
E, por derradeiro, no livro Sinais de Trânsito do Árbitro de Futebol, idealizado pelos ícones da arbitragem brasileira Edson Rezende de Oliveira e Sérgio Corrêa da Silva em consonância com a Fifa, é recomendado ao quarto árbitro muito cuidado na identificação dos atletas e da comissão técnica, na conferência das documentações e na verificação das cores dos uniformes, inclusive dos goleiros, o que evitará atrasos, paralisações antes e durante a partida. Especifica ainda que todas essas tarefas são missões precípuas do quarto árbitro.
Os árbitros assistentes Alejo Castany e Gustavo Esquivel, ambos da Argentina e o quarto árbitro Evandro Rogério Roman (foto - Fifa/Brasil), na partida Grêmio (Brasil) x Liverpool (Uruguai ), ontem à noite, pela Libertadores, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, deixaram de obsevar as determinações acima elencadas e cometeram uma gafe inusitada, quando não observaram e permitiram que dois atletas da equipe do Liverpool, Macchi e Juan Álves, jogassem durante oito minutos da primeira fase com o mesmo número (14) nas costas. Não fora a interferência do técnico Renato Gaúcho, a gafe fatalmente poderia ter vários desdobramentos.
PS: A questão ora examinada traz a lembrança uma filosofia por nós vertida, isto é, a criação através da Fifa do Instituto Internacional dos Árbitros , com filiais em todo o mundo, para que haja segurança técnica e disciplinar neste desporto que tem a maior capacidade de público do planeta. Estamos, por acaso, equivocados?
bicudoapito@hotmail.com

Reivindicações da Anaf atendidas!

Foto: Anaf
CA/CBF divulga normas para ingresso na arbitragem nacional
Na metade do ano passado os presidentes da Anaf, Marco Antônio Martins, da CBF, Ricardo Teixeira e da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa estiveram reunidos para avaliar proposições em torno da arbitragem a partir de 2011. Nesta terça-feira, 1º de fevereiro, o resultado da reunião foi enviado via ofício e estará em vigor a partir da primeira competição nacional do ano, a Copa do Brasil, com início em 16 de fevereiro.
"É de extrema importância esta ação da CBF e da Comissão de Arbitragem em reconhecer nossa luta por melhorias para os árbitros e assistentes. A divulgação semanas antes do começo da Copa do Brasil nos dá tempo para preparar as mudanças propostas", reconheceu Marco Antônio Martins, presidente da Anaf.

Entre as principais alterações estão:
- A regra para ingresso no quadro de árbitros foi mantida em 30 anos, todavia, a Federação que não puder atender poderá - excepcionalmente - indicar árbitros que completem 33 anos até 31 de dezembro da presente temporada, sendo tais indicações limitadas à 20% dos correspondentes números de vagas. A Anaf sugeriu 35 e foi aprovado pela CA/CBF a idade de 33 anos.
- Outra solicitação da Anaf atendida foi a elevação da idade para reeingresso de 30 para 38 anos, o que foi plenamento atendida pela CA.
- A conclusão do terceiro grau não é mais necessária para árbitros até 25 anos. Com esta idade ainda há a possibilidade de estar cursando o curso superior. Após os 25 anos, completos até 31 de dezembro do ano de ingresso, é obrigatório a conclusão do terceiro grau.

Veja as alterações da Comissão de Arbitragem/CBF enviadas a Anaf
COMISSÃO DE ARBITRAGEM – CBF
Oficio n° 029/CA-CBF/01.02.11
Do Presidente da CA-CBF
Ao Presidente da ANAF
Assunto: Composição da RENAF 2011 – ATÉ 28 FEV 11
Anexos: Formulários de Inscrição, Relação de Documentos, Calendário de
Aprimoramento de Avaliações; e Fichas de Medidas e Termo de
Compromisso.
Prezado Senhor,
Conforme solicitação, encaminhamos as orientações para composição da
Relação Nacional dos Árbitros e Assistentes – RENAF 2011, para ambos
os gêneros, bem assim para os Assessores de Árbitros (antigos
Observadores).
1 – INGRESSO DE NOVOS ÁRBITROS/ASSISTENTES NA RENAF
Os árbitros indicados pela primeira vez para integrar a RENAF
iniciarão suas carreiras na categoria CBF-2 e deverão preencher os
seguintes requisitos:
1 – ter, no máximo, 30 (trinta) anos, até 31 de dezembro no ano de
ingresso; [ANO BASE 1981]
1.1.1 – na impossibilidade de atendimento ao disposto no item 1.1, as
federações poderão indicar árbitros que completem 33 (trinta e três)
anos até 31 de dezembro do ano de ingresso, sendo tais indicações
limitadas à 20% (vinte por cento) dos correspondentes números de
vagas; [ANO BASE 1978]
1.2 – comprovar, perante a CA/CBF, conclusão do terceiro grau, ou de
encontrar-se cursando o correspondente nível. Neste último caso,
apenas e exclusivamente, para os de idade máxima de 25 (vinte cinco)
anos, até 31 de dezembro do ano de ingresso;
1.3 – haver atuado na primeira divisão do seu estado. RENAF masculina:
duas temporadas; e, RENAF feminina: uma temporada, pelo menos.
1.4 – ser aprovado em avaliação física e teórica específica, realizada
pela CA/CBF.
2 – REINGRESSO NA RENAF
2.1 – Todo árbitro que haja pertencido à RENAF, cuja saída não tenha
sido por motivo ético, poderá reintegrá-la, desde que tenha no máximo
38 (trinta e oito) anos de idade, até 31 de dezembro do ano do
reingresso. [ANO BASE 1973]
2.2 – A restrição de idade para reingresso não se aplica aos árbitros
que hajam pertencido as categorias FIFA, ESP e ASP-FIFA, não lhe sendo
assegurado, todavia, retorno à categoria que pertenceu.
3 – DISTRIBUIÇÃO DE VAGAS 2011 (ÁRBITROS E ASSESSORES DE ÁRBITROS):
O número de vagas previstas e os excedentes que poderão realizar as
avaliações foi enviada às Federações estaduais.
Por fim, informamos que a Classificação Nacional de Árbitros – CNA
apresentada no I Encontro dos Presidentes e Instrutores está sendo
finalizada e deverá ser utilizada experimentalmente durante a
temporada de 2011.
Sem mais para o momento, renovamos os votos de estima e distinta consideração.
Cordialmente,
SÉRGIO CORRÊA DA SILVA
Comissão de  Arbitragem da CBF