quinta-feira, 29 de junho de 2017

LAMBANÇA "MANCHOU" A FINAL DO PERNAMBUCO

    Da esquerda para à direita: Altemir Hausmann, Roberto Braatz, Pierluigi Collina (Presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA) e Carlos Eugênio Simon - Crédito: MHDB

  • Era madrugada no Brasil, quando meu WatsApp vibrou ao lado da cama. Observei na tela do celular e vislumbrei o nome do maior árbitro brasileiro de todos os tempos, Carlos Eugênio Simon – que foi visitar seus familiares em Montreal (Canadá). O gaúcho Simon, perguntou-me como foi o teste com o ÁRBITRO DE VÍDEO ( AV), anunciado pela CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco, na partida decisiva de Pernambuco, envolvendo Salgueiro x Sport.
  • A partir de então, começamos trocar mensagens pelo aplicativo via Smartphone, sobre o teste do (AV) – respondendo Simon disse que, pelos comentários que ouvi e pelas imagens exibidas pela TV, no tiro de canto, executado pela equipe do Salgueiro (o assistente Emerson Carvalho levantou a bandeira acusando que a bola ultrapassou a linha de meta) – lance que a bola entrou no gol - houve comemoração e, posteriormente, foi anulado pela arbitragem - mas ficou uma dúvida: - a imagem da televisão não conseguiu comprovar a saída da bola pela linha de meta na sua totalidade).
  • Incontinenti, Simon repicou: Já vi o lance. “Observando o ângulo de colocação e a visão que o assistente Emerson Carvalho, tinha no momento da execução do tiro de canto, afirmo peremptoriamente que ele não deveria ter levantado a bandeira”. A imagem que vi na TV deixa dúvidas - portanto, o correto seria deixar seguir o lance, afirmou Simon.
  • Mas e o ÁRBITRO DE VÍDEO, qual foi a  posição em relação ao corrido, pergunta Simon? Respondi que ninguém tocou no assunto abertamente. Todos estão jogando a responsabilidade  na conta de Emerson Carvalho. Nos despedimos e o nosso diálogo encerrou.
  • Pela manhã desta quinta-feira (29), na busca por maiores informações, ouvi de tudo um pouco. E, a opinião da maioria das pessoas que viram, reviram e treviram o lance, incluso este “rábula” de escriba, foi de que a bola não transpôs completamente a linha de meta. O que significa que a arbitragem errou.
  • O resultado da lambança dos homens de preto na cidade de Salgueiro (PE), é o alerta  definitivo à confraria do apito que, ninguém está imune a cometer equívocos, independente da posição no Ranking da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (SENAF).
  • Quanto ao (AV), não adianta implementar a aludida tecnologia sem capacitar as pessoas que terão a missão de manejá-la. O quadro de árbitros da (SENAF/CBF), com raríssimas exceções, até o momento ouviu falar do ÁRBITRO DE VÍDEO e viu pela TV alguns lances. Mas ainda não foi capacitado sobre a dinâmica e as nuances do (AV). Ponto.

  • PS: Dada a grandeza do futebol brasileiro no contexto do futebol mundial, é chegada a hora de realizar o teste do (AV) em competições de maior envergadura técnica, em estádios que foram sede da Copa do Mundo, com empresa geradora de imagens de excelência, com arbitragem qualificada no que tange ao (AV), visando evitar desgaste e, por conseguinte, expor o futebol pentacampeão ao ridículo. 
  • Copiado na íntegra do site da CBF - "O trabalho do Árbitro de Vídeo contou com 15 câmeras, as mesmas utilizadas na transmissão da TV. Supervisionado por Manoel Serapião Filho, autor do projeto do (AV), e pelo vice-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Alício Pena Júnior, Péricles Bassols reviu dezenas de lances durante a partida Salgueiro x Sport. Entretanto, além do que momento já descrito, não houve necessidade de intervenção junto ao árbitro principal. A correção com a tecnologia está prevista para quatro situações.
  • Ad Argumentantum tantum: Diante das imagens irrefutáveis da própria Rede Globo de Televisão (COM 15 CÂMERAS) de que, a bola não saiu, não resta a mínima dúvida de que o segundo teste do ÁRBITRO DE VÍDEO realizado pela CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco a exemplo do primeiro experimento foi um VEXAME. 
  • Ad Argumentantum tantum (2): Objetivando evitar novos vexames, já que as imagens das (15 CÂMERAS) não foram suficientes para a arbitragem observar que a bola não saiu,  sugiro que a CBF e a coordenação do (AV) contratem o sistema Hawk-Eye (Olho de Falcão). Sistema considerado de excelência, que vem sendo utilizado pela FIFA, Federação Portuguesa, MLS (EUA) no experimento do (AV).


segunda-feira, 26 de junho de 2017

ÁRBITROS DE PERNAMBUCO FORAM “RIFADOS”

     AV será testado na final entre Salgueiro x Sport -  Crédito: Record
Anunciado com pompa e circunstância pela CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco, o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), foi testado na primeira partida decisiva do Campeonato Pernambucano de Futebol, no último dia 7 de maio, entre Sport x Salgueiro.
Dado ser o primeiro teste efetivado no futebol brasileiro sobre o (AV), a expectativa em relação a experiência era enorme. Expectativa que foi para o beleléu aos 48 minutos da segunda fase, quando o ÁRBITRO DE VÍDEO, chamado a dirimir  a marcação de um penal contra a equipe do Sport pelo árbitro central, José Woshington da Silva, utilizaram de acordo com o insuspeito site - http://globoesporte.globo.com/pe/futebol/campeonato-pernambucano/jogo/07-05-2017/sport-salgueirope/ - tempo superior a sete minutos para decidirem pela penalidade máxima.  E, por extensão, inseriu o teste em tela no “Guinnes Book”. Já imaginaram se a cada penal ou outro lance onde é aceitável a presença do ÁRBITRO DE VÍDEO, o jogo ficar paralisado (7 minutos?)
Além do tempo usado para decidir o penal, causou profunda discordância a marcação da arbitragem - o que provocou enorme desgaste no quadro de árbitros da Federação Pernambucana. E, por conseguinte, alijou os apitos locais da decisão.
“Preteridos” da finalíssima Salgueiro x Sport, apitos  e bandeiras da federação da terra do Frevo, verão a decisão pela televisão ou nas arquibancadas do Estádio Cornelio de Barros, na próxima quarta-feira (28). Salgueiro x Sport, será comandado pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO). Os assistentes serão Emerson Carvalho (FIFA/SP) e Marcelo Van Gasse (FIFA/SP).
Aliás, a CBF e a Federação de Futebol de Pernambuco, anunciaram que no confronto da próxima quarta, o (AV) será objeto de novo teste. Tomara que desta vez as coisas funcionem a contento e os resultados do teste sejam diferentes do anterior.
PS: Salvo uma metamorfose, nesta terça (27), teremos a continuidade do VEXAME NACIONAL que vem sendo protagonizado pela arbitragem na Série (B), do Campeonato Brasileiro da CBF. “É UM SHOW DE HORROR!”, de terça-feira a sábado.  

Ad argumentandum tantum - O teste com o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), que, será realizado nesta quarta (28), no confronto decisivo do Campeonato Pernambucano, no jogo Salgueiro x Sport, se necessário a sua intervenção, deverá ser totalmente diferente dos acontecimentos que ocorreram na primeira partida, na Ilha do Retiro. Lá, deu "Chabu." 

sábado, 24 de junho de 2017

LERAM E NÃO ENTENDERAM?

No dia 3 de março de 2016, por ocasião da 130ª Reunião Geral Anual do (The IFAB), a proeminente personagem de David Elleray (foto), diretor do Painel Técnico Consultivo do (The International Association Football Board), após um ano de estudos, apresentou o novo manual das REGRAS DE FUTEBOL 2016/2017.

No estudo desenvolvido por Elleray e sua equipe durante um ano, frases, palavras, parágrafos, virgulas e a ortografia das regras sofreram profundas mudanças.   
Transformações que tiveram como objetivo precípuo, propiciar aos árbitros, aos dirigentes, aos atletas, a imprensa e aos torcedores a melhor maneira de todos lerem e entenderem de maneira clarividente a interpretar e como aplicar as regras em consonância com o seu espírito.

Quinze meses se passaram após a apresentação do novo livro das REGRAS DE FUTEBOL. Mas pelo andar da carruagem, a confraria do apito brasileiro que labora na Série (B) do Campeonato Brasileiro da CBF nesta temporada, ainda não conseguiu entender o que leu do brilhante trabalho realizado por David Elleray.
A indigitada série que tem jogos às terças, sextas e sábados, transformou-se num prato apetitoso de erros crassos de arbitragem na interpretação e aplicação das leis que regem o futebol, assim que a bola rola na relva.
Falta autoridade à arbitragem para que os atletas cumpram as suas determinações. É latente a ausência de critérios nas marcações da faltas e incorreções. Tem árbitro na Série (A) e na (B), que não tem capacidade cognitiva para definir se a falta foi imprudente, temerária ou com uso de força excessiva. Falta imprudente não se ADVERTE o jogador, diz o (The IFAB). Atleta que simula ter sofrido uma falta, deve ser punido com cartão amarelo e não com advertência verbal.
O árbitro deve ter capacidade de diferenciar simulações, puníveis com cartão amarelo e tiro livre indireto contra a equipe do infrator, de quedas casuais em função de um contato físico ou mesmo de um tropeço quando nada deve ser marcado.
A maioria das infrações assinaladas nas imediações da área penal (área de pênalti) ou dentro dela - sofrem ingentes contestações dos jogadores, que de dedo em riste e com palavras desaprovam na maioria das vezes a marcação do árbitro. Além da perda de tempo. Não satisfeitos, os jogadores insurgentes também se dirigem ao  Árbitros Adicionais e apontam o dedo à sua face e proferem palavras sob os olhares imutáveis do árbitro que a tudo vê e nada faz.  A regra especifica que, o jogador que desaprovar com gestos e/ou palavras as decisões da arbitragem, deve ser advertido com CARTÃO AMARELO.
Não há critério na aplicação do cartão amarelo. Tenho observado que cada árbitro tem o seu critério numa autêntica afronta às REGRAS DE FUTEBOL.
Outra deficiência da arbitragem ocorre no momento de decidir se foi mão na bola ou bola na mão. O (The IFAB) determina que: “Tocar a bola com as mãos implica o ato deliberado de um jogador tocar a bola com as mãos ou com os braços”.  Devem ser considerados os seguintes critérios neste tipo de infração: O movimento da mão em direção à bola (e não a bola em direção à mão); a distância entre o jogador e a bola (bola que chega de maneira inesperada) - e a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração.
Além do exposto, árbitros e assistentes têm explicitado uma deficiência de fundamental importância para ter a jogada o mais próximo possível do seu campo visual: O pilar tático (posicionamento). É falta de orientação, treinamento ou má-vontade?
Diante do descalabro aqui nominado, resta saber qual será a atitude da Comissão de Arbitragem da CBF em relação aos absurdos que estão acontecendo nas suas competições, sobretudo, na Série (B).
PS: Até porque, visando otimizar o desempenho dos apitos e bandeiras nos seus torneios, a CBF designa a cada prelio do Brasileirão este ano uma verdadeira parafernália: Dois Árbitros Adicionais, um Radar, Árbitro de Vídeo, Analista de Campo, Delegado Especial e delegado da partida.  


PS(2): O documentário ÁRBITROS, exibido pelo Esporte Espetacular em parceria com a Comissão de Arbitragem da CBF, é um avanço significativo no que tange a arbitragem da Série (A) do Campeonato Brasileiro. Mas este fato não esconde o VEXAME NACIONAL, que, vem sendo protagonizado pela arbitragem que atua na Série (B) do Brasileirão, às terças, sextas e sábados. Se a CA/CBF colocar o RADAR para averiguar os erros crassos praticado pelos homens de preto, e levar a situação a sério vai faltar árbitro. Reitero: A arbitragem da Série (B) do Campeonato Brasileiro nesta temporada, com raríssimas exceções, é um VEXAME NACIONAL.  
Foto: FIFA

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Onze jogos com vídeo-árbitro

  • A 23.ª edição do Torneio Lopes da Silva vai ficar marcada por vários testes de vídeo-árbitro, numa formação em que irão estar presentes treze árbitros da 1.ª categoria.
  • O Torneio Lopes da Silva 2017 vai ser histórico e marcante. A 23.ª edição da prova interassociações sub-14, que se disputa em Elvas, de 24 a 30 de junho, vai estar recheada de estreias e novidades.
  • No seguimento da medida de implementar o vídeo-árbitro em todos os encontros da próxima edição da Liga NOS, a FPF vai aproveitar o Lopes da Silva deste ano, que se realiza em Elvas, para aprofundar a formação dos árbitros perante esta nova ferramenta. Em termos concretos, serão 11 os jogos que vão contar com o vídeo-árbitro, onde 13 juízes da 1.ª categoria irão ter a oportunidade de afinar todos os detalhes e de testar todos os conhecimentos em relação à tecnologia.
  • Os seguintes árbitros foram nomeados pelo CA para os testes de VAR: Bruno Paixão, Rui Oliveira, Vasco Santos, Gonçalo Martins, António Nobre, Luís Godinho, Hélder Malheiro, Manuel Oliveira, Luís Ferreira, Manuel Mota, Tiago Martins, Fábio Veríssimo e Vítor Ferreira.
  • Essas referidas 11 partidas também poderão ser acompanhadas de forma bastante atenta. A FPF decidiu fazer a transmissão de todos os encontros que se disputam no Estádio Municipal de Atletismo, em Elvas, sendo que esses encontros poderão ser seguidos a partir de fpf.pt.
  • Esta 23.ª edição também vai ficar marcada pela estreia do cartão branco. Trata-se de uma ferramenta que servirá para reconhecer e premiar os comportamentos e atitudes corretas no terreno de jogo, aplicando-se a jogadores, técnicos e também adeptos. Em 2018/19, a FPF espera alargar a sua utilização a todas as competições nacionais de formação, na certeza de que é possível melhorar o futebol desde a base, incutindo condutas exemplares que contagiem todos os agentes desportivos.
  • Fonte; Federação Portuguesa de Futebol
  • PS: Enquanto aqui no Brasil e, por extensão,  na América do Sul, a exceção da arbitragem que atuou ou está atuando nos torneios da FIFA são detentores de conhecimento sobre como funciona o ÁRBITRO DE VÍDEO, os demais apitos não receberam nenhum treinamento a respeito da dinâmica da aludida tecnologia -  a Federação Portuguesa de Futebol está treinando a sua confraria do apito no que diz respeito ao (AV), há mais de seis meses em diferentes competições. 
  • Mas o que me chama a atenção no fato do (AV), no que tange a CONMEBOL, é que a entidade tem dois membros no Comitê de Arbitragem da FIFA. Amélio Andino (Paraguai) e Wilson Luiz Seneme (Brasil). Diante do exposto, fica a pergunta: Por que a CONMEBOL,  ainda não treinou a categoria dos homens de preto que labora nas suas competições? Será que os apitos da (CSF), apesar das profundas mudanças implementadas na instituição continuarão no processo de subdesenvolvimento?
  • PS (2): Por falar em ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), a Federação Pernambucana de Futebol anunciou que a final do seu campeonato, que será jogada na próxima quarta-feira (28), entre o Sport x Salgueiro, terá o teste do (AV), a exemplo da primeira partida.
  • PS (3): É bom lembrar que no primeiro confronto, o teste com o (AV) foi um rotundo FIASCO. Primeiro, o penal assinalado contra o Sport com o auxílio do (AV) não existiu. Segundo, o tempo utilizado para decidir se foi ou não penal de cinco minutos e vinte segundos, foi um absurdo! - (tempo que o jogo ficou paralisado) - foi algo que tenho certeza absoluta o (The IFAB) e a FIFA não aprovaram.
  • Crédito da foto: FIFA

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vídeo-árbitro (e o árbitro principal) viveram momentos difíceis no México-Nova Zelândia

                                                               Crédito: FIFA

Decorria já o quarto minuto do tempo de descontos no México-Nova Zelândia, da segunda jornada da Taça das Confederações, quando Boxall, Reyes e Herrera se desentenderam após uma disputa de bola mais acesa, dando origem a uma enorme confusão entre quase todos os jogadores das duas equipas. O árbitro Bakary Gassama recorreu ao vídeo-árbitro, mas... continuou com dúvidas. Por isso, optou por ir rever as imagens e só após três minutos de paragem é que decidiu mostrar o cartão amarelo aos três jogadores.
Fonte: RECORD/PORTUGAL
Nossa opinião: No futebol brasileiro, o lance em tela seria tratado como um escândalo de proporções inimagináveis - sobretudo, por parte da ignara imprensa esportiva que, com rararíssimas exceções não tem conhecimento das REGRAS DE FUTEBOL, que dirá capacidade para discernir a atitude correta do árbitro neste tipo de lance.


terça-feira, 20 de junho de 2017

ARROGÂNCIA, DESCONHECIMENTO OU OMISSÃO?


Dentre as atribuições que o (The IFAB) determina ao quarto árbitro, está a de informar ao Referee, qualquer conduta  incorreta dos integrantes das áreas técnicas, além das demais funções prescritas no manual REGRAS DE FUTEBOL (nas páginas 57 a 61).
Feito o introito, tenho observado que há quarto árbitro que ao invés de controlar os integrantes da área técnica com inteligência e poupar dissabores ao árbitro central, que tem enorme responsabilidade na condução de um prélio, se omitem quanto ao comportamento dos integrantes do banco de reservas, mas sobretudo, dos técnicos.
Muitos têm dado mostras que não estão nem aí para os acontecimentos e se preocupam apenas em levantar a placa quando das substituições.
Omissão que vem acontecendo por desconhecimento da função, por comodismo e/ou arrogância. O que gera ingente desgaste ao árbitro da partida, que acionado pelo quarto árbitro  diante do acirramento emocional dos treinadores, não tem outra opção a não ser exclui-los.
Sob a forma de anonimato, três apitos da Série (A) e três da Série (B), confirmaram que está meio complicada a questão do quarto árbitro.
Tem quarto árbitro “arrogante” que, ao invés de atuar com vivacidade na insurreição dos técnicos, “jogam mais lenha na fogueira”. E há os que ficam assistindo o jogo - fingindo que não veem a movimentação e não escutam o que falam os técnicos. É um salve-se quem puder.
Está feito o ALERTA à Comissão de Árbitros da CBF e à Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), a respeito de uma omissão escabrosa que está se enraizando no principal torneio da entidade detentora de cinco títulos mundiais de futebol.
PS: A exemplo da CBF que anunciou a implementação do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV) no Campeonato Brasileiro deste ano e, posteriormente recuou, a CONMEBOL após pedir autorização a FIFA e ao (The IFAB), para realizar testes com (AV) a partir das oitavas de final da LIBERTADORES, não confirmou o experimento na aludida competição.
PS (2): Segundo informações não oficiais, pesou o alto custo financeiro do teste cobrado pela empresa geradora das imagens, e a falta de treinamento dos homens de preto da Confederação Sul-Americana de Futebol no que tange ao (AV).

FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL FACILITA A CONSCIENTIZAÇÃO

Horas antes da abertura da Copa das Confederações que está sendo realizada na Rússia, o (The IFAB), única instituição com poderes para autorizar experimentos e/ou mudanças nas REGRAS DE FUTEBOL, anunciou via o diretor de arbitragem da FIFA Massimo Busacca (foto) e do ex-atleta Marco Van Basten, diversas proposições que devem ser analisadas e testadas no ano que vem, com o objetivo precípuo de tornar o futebol um espetáculo de entretenimento na sua essência.
                                                                            Crédito: FIFA
De todas as sugestões que acompanhei na coletiva na cidade de Gramado (RS), onde passei o feriado e o final de semana que passou, a que julgo de fundamental importância para a otimização do futebol, é a que aumenta o tempo de bola em jogo.

A FIFA e o (The IFAB) querem um mínimo de sessenta minutos de bola em jogo. Aliás, na maioria das competições da Europa a bola já rola mais de 60 minutos, com raras exceções.

Isto é possível no Velho Continente porque, a formação sociocultural desde a infância dos dirigentes, dos atletas, dos técnicos, da arbitragem, da imprensa e dos torcedores é totalmente diferenciada das demais nações do planeta. Lá pensa-se no coletivo e não no individual

Além do aspecto sócio cultural de cada envolvido nos jogos de futebol da Europa, há um outro ingrediente que influi sobremaneira no tempo de bola rolando e na qualidade dos confrontos: “A conscientização de todos os envolvidos no futebol dentro e fora do campo de jogo, independente da categoria que está sendo disputada, de que se procederem em desacordo com as leis que regem o futebol, a punição disciplinar e em algumas situações pecuniária, é tiro e queda”.

Aqui está na nossa opinião, o principal fator que transformou o conceito do futebol europeu e o elevou a um patamar qualitativo, econômico e de espetáculo de alto nível - o que dificilmente será alcançado por outros continentes. As demais propostas servem como complemento.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

ESTRANHISSIMO!

                                                               Crédito: FIFA


  • Quando o (The IFAB) autorizou o experimento com o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), no dia 5 de março de 2016, imaginei que o Brasil por ser considerado o país do futebol, e pelo fato de a CONMEBOL ter como representante junto ao (The IFAB), o brasileiro Manoel Serapião Filho, o futebol pentacampeão sairia na frente na questão dos testes do (AV). Não foi o que aconteceu.  
  • Quinze meses se passaram e a CBF em parceria com a Federação de Futebol de Pernambuco, realizaram um único teste. Teste que foi realizado na primeira partida da decisão do indigitado campeonato, entre as esquadras do Sport Recife x Salgueiro, que acabou num rotundo fiasco.
  • Naquele confronto um penal foi assinalado contra a equipe do Sport – e, após cinco minutos e quarenta e dois segundos de paralisação, para decidir se houve ou não a falta máxima com o auxílio do ÁRBITRO DE VÍDEO, a arbitragem errou. O pênalti assinalado não aconteceu.
  • Fui buscar em diferentes fontes os motivos pelos quais a CBF não avançou no teste do (AV). Recebi várias respostas mas nenhuma foi conclusiva. 1) A CBF através do representante da CONMEBOl perante o (The IFAB), Manoel Serapião, discorda de alguns itens do Protocolo definido o que é verdade. Em recente entrevista ao SporTV, Serapião demonstrou sua contrariedade sobre a forma como os testes estão sendo realizados. 2) A CBF acha o custo econômico da experiência elevadíssimo. 3) Há discordância para se saber quem vai gerar as imagens e, por consequência, qual é a tecnologia que será empregada. 4) Além do enunciado, a CBF teria que gastar alguns milhares de reais num momento de profunda crise econômica, para treinar seu quadro de arbitragem sem a certeza se irá ou não utilizar o (AV) nos próximos torneios que a instituição realiza. 5) Tanto é verdade que até o momento, a CBF não qualificou seu quadro de arbitragem a respeito da dinâmica de funcionamento do (AV).
  • Enquanto a CBF discute e discorda do Protocolo determinado na 130ª Reunião do (The IFAB), e outros quesitos, a (MLS) dos EUA, a Federação Portuguesa de Futebol e a Canadian Soccer Association (Canadá), estão realizando experimentos do (AV), em diferentes competições sem nenhum problema. Estranho, não?
  • Estranho porque, a CBF anunciou no novo Regulamento Geral de Competições da entidade à temporada 2017, a regulamentação do uso do “ÁRBITRO DE VÍDEO”. Ao todo, três artigos  detalharam a possibilidade da tecnologia ser implantada nos campeonatos nacionais (Séries A, B, C e D e Copa do Brasil). O regulamento diz que não há prazo para o início, mas o regulamento autoriza o uso em qualquer fase a partir do início do novo calendário oficial. Não é estranho, é estranhisssimo!
  • PS: O erro é inerente a natureza humana desde o momento que o homem desobedeceu o seu criador, e foi expulso do Jardim do Éden. O árbitro de futebol é humano, não é uma máquina. Agora, a “vacilada” do árbitro Paulo Vollkopf, do árbitro adicional e do assistente todos do (MS), para equacionar o erro do penal que não existiu e o tempo demandado no prélio, Avai/SC x Flamengo/RJ, é difícil de compreender. Ainda bem que a decisão foi correta.
  • PS (2): Três árbitros, três cabeças e seis olhos num lance que aconteceu dentro do campo visual do árbitro, do árbitro adicional e do assistente. Foi precipitação? Ausência de capacidade cognitiva? A estonteante Florianópolis os deixou deslumbrados? Ou será que imaginaram que estavam apitando no (MS), cujo campeonato é frágil??  

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Por que os goleiros ultrapassam o limite dos seis segundos?

          Crédito: CBF


Na REGRA 12 - Faltas e Incorreções o (The IFAB), entidade responsável pelas confecção, ou qualquer alteração e experimentos sobre as REGRAS DE FUTEBOL, preceitua que: “O goleiro não pode manter a bola nas mãos durante mais de seis segundos  dentro da sua área penal antes de soltá-la”. A infração é tipificada como conduta antidesportiva e punida com tiro livre indireto.
Em que pese a arbitragem neste início do Campeonato Brasileiro, ter atingido uma escala entre o bom e ótimo, esta é a principal deficiência e/ou omissão da confraria do apito que está laborando no Brasileirão.
Pertinente à este tipo de infração, observei ação imediata junto aos goleiros com gestos e olhares em algumas partidas dos árbitros: Anderson Daronco, Bráulio da Silva Machado, Caio Max Vieira, Jailson Macedo de Freitas, Marcelo de Lima Henrique, Raphael Claus, Rafael Traci, Ricardo Marques Ribeiro e Rodolpho Toski Marques.
Por que os demais não se posicionaram em relação a infração em tela? Foi comodismo, desatenção, desconhecimento da regra, temor de aplicar a regra e não ser inserido nos próximos sorteios?
Com a palavra a belíssima personagem humana e competente membra da CA/CBF, Ana Paula Oliveira (foto), que se observar atentamente verá que temos razão. Ana Paula é integrante da comissão que faz comentários das tomadas de decisões corretas, equívocos e/ou omissão dos homens de preto no site da CBF.
PS: O lance do penal assinalado pelo árbitro Paulo Vollkopf (MT), que não aconteceu nem Ressacada e muito menos na Cochinchina, no prélio Avai/SC x Flamengo/RJ, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro da Série (A), expôs a ausência de coordenação motora e precipitação do indigitado apito e, sobretudo, a ausência de trabalho em equipe. Dois minutos e vinte segundos para dirimir um penal que não aconteceu e onde o árbitro, o árbitro adicional e o assistente estavam próximos da jogada é muito tempo. O Brasileirão é a “coqueluche” do futebol brasileiro e não o campeonato de Mato Grosso.
PS (2): No confronto Chapecoense/SC x Grêmio/RS, no meio da semana que passou, o árbitro adicional, Paulo Roberto Alves Júnior, da Federação Paranaense de Futebol deu um exemplo de como deve agir o profissional escalado para a função de árbitro adicional. Foi perfeito.
PS (3): Dado neste início de 2017 como liquidado para a arbitragem brasileira, o árbitro Marcelo de Lima Henrique (RJ), a cada jogo demonstra com suas atuações equilibradíssimas que, as hienas que gravitam nos labirintos da arbitragem e apostaram na sua morte sucumbiram.
PS (4): Discreto, deslocando-se de acordo com a intensidade das jogadas (conhece os atalhos do campo de jogo, característica que poucos árbitros possuem) - e interferindo no jogo somente quando necessário e praticando a arbitragem preventiva com eficiência, deu uma aula de cátedra no jogo Atlético/PR 0 x 2 Santos/SP.