A categoria profissional mais desunida do Brasil, por incrível que pareça, parece ser a dos árbitros
VALDIR BICUDO
Visão curta
A Fifa determina que o árbitro assistente durante a partida deve posicionar-se na linha do penúltimo defensor ou da bola quando esta estiver mais próxima da linha de meta do que o penúltimo defensor e sempre de frente para o campo de jogo. O assistente Bruno Boschilia, da Federação Paranaense de Futebol, estava mal posicionado no lance que originou o primeiro gol do Flamengo contra o Avaí e por este motivo o seu campo visual não captou que o meia Renato da equipe da Gávea (em completo impedimento) desse sequência ao lance. Recomenda-se ao indigitado assistente, que tem potencial, uma requalificação sobre a Regra XI - O impedimento - com ex-árbitros com notório conhecimento sobre as Regras do Jogo.
Retorno auspicioso
Após algumas turbulências técnicas e físicas, o excelente árbitro Evandro Rogério Roman (Fifa/PR), voltou as escalas do Campeonato Brasileiro em alto estilo. Aconselha-se Roman a dialogar com Sérgio Corrêa da Silva, o homem forte da arbitragem a CBF, a evitar que assistentes em estágio de auto-afirmação sejam escalados em seus jogos, pois podem prejudicá-lo como aconteceu domingo em Florianópolis. Roberto Braatz, Gilson Bento Coutinho e Ivan Carlos Bohn são ótimos assistentes.
Quem recebe (1)
Acima de tudo, as considerações até hoje feita nesta coluna de crítica aos homens do apito, parece que não estão merecendo o devido reflexo. A categoria profissional mais desunida do Brasil, por incrível que pareça, parece ser a dos árbitros. Alvo de patrocínio de duas empresas, no atual Campeonato Brasileiro, como se observa em seus uniformes, os apitadores não recebem nenhum centavo do acertado nesses contratos. Pelo menos é a "voz do povo" que vem assim afirmando.
Quem recebe (2)
Naturalmente, sendo a CBF patrocinadora do Campeonato Brasileiro e como é ela que distribui as camisas com as logomarcas estampadas aos homens de preto, supõe-se que deva estar procedendo a sua retenção ou tenha delegado poderes à alguém para retê-lo e, se for verdadeiro, é ato de investigação e de uma cobrança por parte da diretoria da Anaf, presidida por Marco Antonio Martins. Caso seja a CBF a responsável por este fato, deve-se saber quem é este “alguém” que está agindo em seu nome e embolsando a "grana" dos árbitros. Vamos, pois, investigar criteriosamente o tema porque é delicado e pelas informações que recebi de vários árbitros e assistentes ninguém delegou poderes a quem quer que seja para que faça esse recebimento, em seus nomes, a título de eventual doação. Tudo isso está acontecendo no futebol brasileiro.
Mais dois
Pelo noticiário publicado no final de semana, a Fifa deve anunciar nos próximos dias qual dos 13 experimentos exibidos em Zurique deverá ser colocado em prática para se saber quando a bola ultrapassa totalmente a linha de meta. Mas de outro lado, como notícia sempre definida por esta coluna, a entidade máxima do futebol mundial, no tempo mais breve possível, vai tornar regra compulsória a de árbitros postados, um em cada gol. Assim, serão seis para solucionar tantas e tantas dúvidas que o futebol propicia.
Silêncio de cemitério
Na semana passada, a CBF anunciou o afastamento de cinco assistentes e três árbitros por deficiência técnica. Diante do exposto, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol, num primeiro momento, encaminhou um manifesto a mim, que foi posteriormente desmentido pelo seu presidente Marco Antonio Martins. O desmentido afirmava que a entidade dos árbitros iria se manifestar sobre o ocorrido no tempo oportuno, mas até o momento não houve qualquer manifesto em defesa dos árbitros punidos e nem qualquer sugestão da Anaf em participar na requalificação dos mesmos.
Livro bomba
O ex-presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), Jorge Paulo Gomes, enviou-me um e-mail com o seguinte conteúdo: Te informo, em primeira mão, que em 2011 estarei publicando um livro sobre todas as mazelas da arbitragem brasileira.
Fonte: Justiça Desportiva
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