Causou surpresa, a verdadeira "bomba", municiada pela Fifa, advertindo a quem interessar, que na Copa do Mundo de Futebol a ser realizada no Brasil em 2014, somente poderá apitar aquela competição árbitros profissionais. A afirmação foi vociferada pelo cartola-mor do futebol mundial, o suíço Joseph Blatter, na sua vista à Ásia.
Para nós brasileiros a notícia tem "sabor" de inusitado. Explica-se: ninguém até hoje, com segurança jurídica, conseguiu definir o que seja o árbitro em relação as funções que desempenha.
O Judiciário já fez saber que o árbitro é um trabalhador autônomo. A legislação brasiliera, em nenhum ponto, esclarece qual é a verdadeira vinculação do árbitro de futebol nas suas relações com os clubes ou com as entidades de futebol (associações, confederações, federações e ligas).
O Brasil, tido como o País do futebol, não sabe quem é o responsável pelos serviços prestados pelo árbitro, como este próprio nunca se preocupou em consolidar uma situação que lhe enseje a proteção Constitucional em seus direitos fundamentais. Pelo contrário: a confraria do apito é uma das categorias mais desorganizadas e autofágicas que conheço.
E se o árbitro é um trabalhador, por que não goza das prerrogativas da Constituição e da (CLT) Consolidação das Leis Trabalhistas? Nossa opinião é de que neste País de Deus, tudo pode acontecer, menos criar-se uma situação que indique os direitos legislativos do árbitro.
A profissionalização desta categoria como pretende a Fifa, pelo menos nestas plagas, nunca irá acontecer e a explicação para este fato é singela. Todo mundo, referimos-nos aos árbitros, correm atrás das taxas que recebem como complemento do seu orçamento, e para tanto subordinam-se integralmente às entidades. O árbitro, especificamenteem nosso País , só tem um interesse. Quer ser escalado e o resto é o resto.
Temos, até com frequência, debatido o assunto, inclusive participei recentemente de um painel sobre o tema, mas sem qualquer reflexo positivo. De tudo dito, caso a Fifa mantenha a sua posição de profissionalizar o exercício do árbitro, não teremos nenhum representante no Mundial de 2014, no apito.
Quando não esta mesma Fifa, deve solucionar o imbróglio que já vêm por anos e anos sendo um dos principais gargalos administrativos, sem nunca ter expedido qualquer norma que vise a profissionalização do homem de preto.
PS: Nem mesmo a Inglaterra, que é o País que mais investe no árbitro há mais de uma década, conseguiu atingir a profissionalização na sua plenitude, pois naturalmente, não encontraram ainda os ingleses em que pese todo o seu avanço, mecanismos de acordo com as suas leis trabalhistas, que equacione tão sibilina questão. Temos a impressão que a vida do árbitro de futebol não terá definição jurídica, pelos próximos 100 anos. Quem viver verá!
O Judiciário já fez saber que o árbitro é um trabalhador autônomo. A legislação brasiliera, em nenhum ponto, esclarece qual é a verdadeira vinculação do árbitro de futebol nas suas relações com os clubes ou com as entidades de futebol (associações, confederações, federações e ligas).
O Brasil, tido como o País do futebol, não sabe quem é o responsável pelos serviços prestados pelo árbitro, como este próprio nunca se preocupou em consolidar uma situação que lhe enseje a proteção Constitucional em seus direitos fundamentais. Pelo contrário: a confraria do apito é uma das categorias mais desorganizadas e autofágicas que conheço.
E se o árbitro é um trabalhador, por que não goza das prerrogativas da Constituição e da (CLT) Consolidação das Leis Trabalhistas? Nossa opinião é de que neste País de Deus, tudo pode acontecer, menos criar-se uma situação que indique os direitos legislativos do árbitro.
A profissionalização desta categoria como pretende a Fifa, pelo menos nestas plagas, nunca irá acontecer e a explicação para este fato é singela. Todo mundo, referimos-nos aos árbitros, correm atrás das taxas que recebem como complemento do seu orçamento, e para tanto subordinam-se integralmente às entidades. O árbitro, especificamente
Temos, até com frequência, debatido o assunto, inclusive participei recentemente de um painel sobre o tema, mas sem qualquer reflexo positivo. De tudo dito, caso a Fifa mantenha a sua posição de profissionalizar o exercício do árbitro, não teremos nenhum representante no Mundial de 2014, no apito.
Quando não esta mesma Fifa, deve solucionar o imbróglio que já vêm por anos e anos sendo um dos principais gargalos administrativos, sem nunca ter expedido qualquer norma que vise a profissionalização do homem de preto.
PS: Nem mesmo a Inglaterra, que é o País que mais investe no árbitro há mais de uma década, conseguiu atingir a profissionalização na sua plenitude, pois naturalmente, não encontraram ainda os ingleses em que pese todo o seu avanço, mecanismos de acordo com as suas leis trabalhistas, que equacione tão sibilina questão. Temos a impressão que a vida do árbitro de futebol não terá definição jurídica, pelos próximos 100 anos. Quem viver verá!
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Howard Webb-Fifa Inglaterra |
Foto: apitodobicudo.blogspot.com
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