terça-feira, 17 de junho de 2014

Tecnologia da Fifa que detecta gol não é infalível

A tecnologia utilizada pela Fifa para detectar se a bola cruzou ou não a linha de gol pode ser um grande avanço para um esporte que se acostumou a seguidos erros de arbitragem. Mas a máquina também não é infalível.
A margem de erro exigida pela Fifa é de 1,5 centímetro –e esse número era o dobro disso dois anos atrás. O diâmetro de uma bola de futebol gira em torno de 22 centímetros.
Existem três empresas no mundo com tecnologia aprovada pela Fifa para uso em competições oficiais de futebol. A alemã GoalControl foi a escolhida para o uso nesta Copa, a primeira que conta com essa ferramenta.
"A GoalControl tem uma margem de erro média menor do que a requisitada", afirma Priscilla Duncan, gerente de comunicações da Fifa, sem explicar qual sua precisão exatamente. A empresa diz que consegue determinar a posição da bola com até 5 milímetros de imprecisão.
Segundo a Fifa, a tecnologia foi aprovada para uso no Mundial após ser submetida a 2.400 testes nos 12 estádios da Copa. Ela utiliza sete câmeras para cada gol, que informam ao árbitro, por um aviso no relógio, se a bola ultrapassou inteiramente a linha ou não. Até um segundo depois do lance, o juiz tem que receber um aviso simples, dizendo se foi ou não gol.
O árbitro continua tendo a palavra final, embora seja difícil imaginar que ele vá ter coragem de contestar a conclusão da máquina.
Não existe tecnologia infalível para dirimir dúvidas do esporte, explica o professor Harry Collins, pesquisador de inteligência artificial na Universidade de Cardiff, no País de Gales. "Mas existem tecnologias com margem de erro muito pequena."
Collins fez estudos na área ao lado de seu colega Robert Evans, concentrando-se no que acreditam ser a referência disso no esporte.
"As melhores práticas nessa área sem dúvida são as do críquete", explica Evans. "A incerteza em relação à simulação é explicitamente dita e existe uma categoria de ´decisão do juiz´ para esses casos nos quais a estimativa do computador está dentro da margem de erro conhecida."
Mesmo sem ter estudado academicamente o futebol, eles estendem críticas conceituais à entidade, e não à tecnologia em si. "É a maneira como o sistema é mostrado, com incerteza apresentada como certeza, que nos incomoda", diz Evans.
Os pesquisadores elogiam o fato de a Fifa não tentar apresentar as imagens como sendo uma reprodução real do jogo –o campo, por exemplo, fica azul, o que evidencia isso. Mas criticam o fato de que não é dada a distância da bola para a linha; o sistema apenas informa se considera que houve ou que não houve gol. 
 
Imagem de vídeo utilizada pela Fifa na nova "tecnologia do gol", provou a validade do segundo gol francês.
É um problema de natureza parecida ao do tênis, outro esporte que vem adotando a tecnologia para dirimir dúvidas. Quando um jogador pede o chamado "desafio", o computador estima uma trajetória para a bola, também sujeita a erros –mas isso não é dito.
Ao apresentar a tecnologia, no Maracanã, na semana passada, o dono da GoalControl, Dirk Broichhausen, afirmou: "Não vamos falar de questões técnicas. Ela vai funcionar perfeitamente. Ponto final."
Em uma entrevista  à agência Associated Press, ele defendeu sua ferramenta com o argumento de que ela não requer mudanças no estádio. "O investimento na tecnologia é suficiente.". Segundo ele, são necessários US$ 260 mil (R$ 581 mil) para instalá-la em cada estádio, mais US$ 3.900 (R$ 8.700) para operá-la em cada jogo.
A decisão da Fifa, tomada depois de receber críticas por anos a fio, tem sido elogiada por quem está nesta Copa.
"Me parece justo que se use, pode decidir um título mundial", afirmou o meia espanhol Juan Mata. "Isso beneficia o futebol", concordou seu colega Pedro.
"A tecnologia é uma coisa boa", afirmou Didier Deschamps, o técnico da França, primeira seleção beneficada pela GoalControl neste Mundial, na partida com Honduras.
O lance, o segundo gol da vitória francesa por 3 a 0, no domingo, gerou tantas conversas de bar quanto antes da adoção do olho eletrônico.
A confusão de deu porque o placar exibiu primeiro a mensagem de "não gol" relacionada ao momento em que o chute de Benzema acertou a trave. O "gol" foi anunciado na sequência, na simulação da sequência do lance, quando o goleiro Valladares empurrou a bola para dentro.
As reclamações do técnico da Honduras e a falta de entendimento do público fizeram a Fifa decidir a forma como irá mostrar ao público as decisões do auxílio tecnológico.
A entidade não anunciou quais serão as mudanças. É provável, no entanto, que em jogadas como a de domingo, com dois momentos bem distintos, seja informado ao público apenas a decisão final, o gol, no caso francês.
Uma das determinações da Fifa foi que a tecnologia fosse utilizada apenas para determinar se a bola passou ou não da linha de gol. Não há, por ora, replays para esclarecer pênaltis duvidosos ou situações de impedimento.
O presidente da entidade, Joseph Blatter, porém, já admite estender o uso da tecnologia para outros tipos de lances.
 TIRA-TEIMAMargem de erro máxima do sistema de detecção de gol em tamanho real   Tira-Teima - Margem de erro máxima do sistema de detecção de gol em tamanho real
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Arbitragens medíocres


                   Sandro Meira Ricci (Fifa/Brasil)
Após os vexames da confraria do apito na Copa do Mundo da África do Sul, a Fifa fez uma série de mudanças no seu Comitê de Arbitragem. Trocou algumas peças da engrenagem que comandavam a arbitragem em âmbito planetário, mudou o  preparador técnico dos homens de preto e anunciou que o processo seletivo dos homens do apito para o Mundial  no Brasil, seria rigoroso e efetivado por cientistas.
Acoplada as transformações acima nominadas, a entidade que controla o futebol no planeta, após vários testes de alta relevância implementou a tecnologia na linha do gol, como auxílio à arbitragem para equacionar lances que  fujam do campo visual do árbitro e seus assistentes na linha do gol.
Além do exposto, a Fifa realizou 19 seminários com os apitos e bandeirinhas que estão atuando na Copa e gastou segundo fontes extra-oficial, a quantia de dez milhões de euros no processo seletivo nos últimos três anos.
Lamentavelmente, assim que a bola rolou entre Brasil x Croácia e demais partidas até esta segunda-feira (16), com exceção de Itália x Inglaterra, apitou Björn Kuipers (Fifa/Holanda) e França x Honduras,  partida dirigida por Sandro Ricci (Fifa/Brasil), os demais árbitros e assistentes, quando chamados a interpretar e aplicar as Regras de Futebol, o fizeram de forma  pífia.
O bom senso e estudos biofísicos já demonstraram que em determinados lances é humanamente impossível ser perfeito no apito. Mas, o que estamos observando a “elite” da arbitragem mundial fazer com as REGRAS DE FUTEBOL, no momento de interpretá-las e aplicá-las, é de uma grosseria atroz.


Fifa vai mudar exibição de decisões da tecnologia do gol após lance polêmico

A Fifa vai modificar a forma de apresentar ao público as decisões do sistema eletrônico que detecta se a bola cruzou a linha do gol depois das polêmicas provocadas pela estreia do equipamento.
A tecnologia se mostrou útil pela primeira vez na vitória por 3 a 0 da França sobre Honduras, no domingo (15).
O segundo gol francês foi validado com a ajuda eletrônica. No lance, Benzema acertou um chute na trave. Na sequência, a bola bateu no goleiro Valladares e foi para o gol. O arqueiro ainda se recuperou e fez defesa, mas, segundo o sistema, a bola já havia cruzado a linha.
A decisão se tornou polêmica porque o placar primeiro mostrou a decisão da primeira parte do lance (o chute na trave), ou seja, "não gol". Só depois, foi exibido o "gol", que aconteceu na segunda metade da jogada.
"Tudo funcionou como planejado. As imagens da TV não haviam sido conclusivas. Por isso, tivemos de mostrar as animações. Vamos modificá-las para melhorar a compreensão do público", disse a porta-voz da Fifa, Delia Fischer.
A funcionária da entidade não soube precisar quais alterações serão feitas. É provável, no entanto, que em jogadas como a de domingo, com dois momentos bem distintos, seja informado ao público apenas a decisão final, o gol, no caso francês.
 
Imagem de vídeo utilizada pela Fifa na nova "tecnologia do gol" mostra que a bola entrou, no segundo gol francês na partida entre França e Honduras
A polêmica sobre a tecnologia roubou a cena nas entrevistas coletivas depois do jogo.
O técnico de Honduras, Luis Suárez, foi um dos que questionou a forma de atuação do equipamento.
"Não fiquei incomodado porque se considerou gol, mas porque não se considerou. A primeira decisão da máquina foi 'não gol'. A segunda foi gol. Se a bendita máquina diz que não, depois que sim, qual é a verdade?", disse o treinador.
Já o técnico francês Didier Dechamps afirmou que o uso da tecnologia é uma "boa solução", mas diz que todos ficaram "nervosos" quando ocorreu o lance.
Personagem da jogada histórica, Benzema disse que viu a bola dentro do gol no lance, mas afirmou que "não sabe" se é bom ter a tecnologia da linha. 
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014 Rafael Reis - Enviado Especial ao Rio de Janeiro

domingo, 15 de junho de 2014

Técnico de Honduras chia de tecnologia em gol francês


Copa
  
  • Neste domingo, pela primeira vez em um Mundial, a tecnologia da linha do gol foi usada em um lance. O sistema foi utilizado para definir se a bola havia realmente ultrapassado a linha no segundo gol da França sobre Honduras, em lance difícil para o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci. Mas, apesar das imagens mostrarem que a bola efetivamente ultrapassou a linha, o técnico da seleção hondurenha, Luis Fernando Suárez, questionou o sistema após a partida.De acordo com o colombiano Suárez, em um primeiro momento a tecnologia não acusou gol no lance em que o goleiro hondurenho Valladares acabou colocando a bola para dentro depois de finalização do atacante Karim Benzema. “Não estou chateado por conta do gol. Estou chateado porque a primeira decisão da máquina é que não havia sido gol. Se tecnologicamente o lance está claro, por que a bendita máquina disse que não havia sido gol e depois que sim? Qual é a verdade?”, questionou o treinador. A partida, realizada em Porto Alegre, terminou 3 a 0 para a França. Apesar de ter dúvidas sobre o segundo gol francês, Suárez reconheceu a superioridade do adversário. “Eles fizeram as coisas melhores do que nós. Não há desculpas. Eles mantém muito bem a posse de boa e foram futebolisticamente superiores”, admitiu. Para o técnico, no entanto, a partida poderia ter sido diferente se Wilson Palacios não tivesse sido expulso ainda no primeiro tempo. “Poderíamos fazer as coisas de outra maneira se tivéssemos jogado com onze. Poderíamos ter conseguido outro resultado” afirmou. Suárez evitou criticar Sandro Meira Ricci pela expulsão. “O árbitro está lá para fazer justiça e fez o que considerou que tinha que ser feito”, disse.
  • O técnico defendeu sua equipe das insinuações feitas pelos franceses ao longo da semana de que Honduras joga de maneira violenta. “Busco jogar de forma intensa, mas respeitando o regulamento. Se extrapolarmos as regras, o árbitro pode nos dar um cartão vermelho e teremos que aceitá-lo, como hoje (domingo)”. Na segunda rodada do Grupo E, Honduras enfrenta a seleção do Equador, em Curitiba, na sexta-feira. Já a França encara a Suíça, no mesmo dia, em Salvador.

Dilma é uma torcedora como outra qualquer

Futuro comandante da CBF minimiza críticas da presidenta à organização do futebol no Brasil e diz que vai lutar para Felipão permanecer na Seleção após a Copa
por Rodrigo Cardoso e Yan Boechat

                                                         APITO
Como primeiro ato à frente da CBF, Del Nero quer
melhorar a qualidade da arbitragem no Brasil


O palmeirense Marco Polo Del Nero, 73 anos, vai assistir à Copa do Mundo do Brasil ainda como presidente da Federação Paulista de Futebol, mas já pensando e agindo como o homem que comandará de fato e de direito o futebol brasileiro a partir do ano que vem. Eleito para substituir José Maria Marin na presidência da CBF, Del Nero é uma espécie de herdeiro da dinastia iniciada por João Havelange na década de 50. Indicado por Ricardo Teixeira para assumir seu lugar no Comitê Executivo da Fifa em 2012, Del Nero seria o sucessor natural do ex-genro de Havelange, não fosse a avalanche de acusações que precipitaram a queda do polêmico ex-presidente da CBF.

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 "Vou apoiar a reeleição de Blatter. A Uefa só pensa nos ricos
e a Fifa tem que pensar nos pobres e nos ricos"
Agora, prestes a assumir a Confederação Brasileira de Futebol, tem como principal desafio enfrentar um movimento de jogadores insatisfeitos com os rumos do futebol no Brasil e que ganhou o apoio da presidenta Dilma Rousseff. “A presidenta não conhece muito bem o que a CBF tem feito pelo futebol brasileiro. Quando ela souber, vai ter outra opinião”, disse ele nesta entrevista concedida à ISTOÉ na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2014. 


ENTRE-03-IE.jpg "Não concordo com o Ronaldo. Não podemos
achincalhar as pessoas. Sinto orgulho do
nosso povo e dos nossos governantes"


Istoé -  Em seu pronunciamento à nação nesta semana, a presidenta Dilma Rousseff falou que o Brasil precisa modernizar a estrutura do futebol. A fala dela foi uma declaração de guerra à CBF?
Marco Polo Del Nero -
 Não penso assim. Penso que ela tem direito, porque está num país democrático. Isso chama a atenção para o fato de que todos nós devemos ficar preparados para o melhor do futebol brasileiro. Ela quer o melhor, como eu e o presidente Marin. Não vejo nada tão significativo que possa abalar a nossa relação com o governo. 
Istoé -  Como o sr. enxerga a aproximação da presidenta com o movimento Bom Senso F.C.?
Marco Polo Del Nero -
 Como presidenta da República, ela tem até obrigação de ouvir todos os setores da sociedade. E a gente tem de respeitar isso, a vontade da presidenta de conhecer os problemas, conversar com jogadores. Provavelmente, ela vai receber sindicatos, querer ouvir a CBF. Isso faz parte do sistema democrático.
Istoé -  Mas o sr. não acha que essa aproximação é um apoio aos jogadores que se posicionam contra a CBF?
Marco Polo Del Nero -
 Acho que temos de mostrar para o governo o que nós temos feito pelo futebol. Quando mostrarmos isso, o governo vai entender um pouco mais a nossa posição. Acho que tem muita coisa a ser feita. Temos que evoluir muito. Mas esse não é um problema da CBF, que sabe comandar muito bem. É um problema dos clubes e da legislação.
Istoé -  E como o sr. vê uma presidenta da República se posicionando sobre futebol?
Marco Polo Del Nero -
 A presidenta da República também é uma torcedora como outra qualquer. É uma torcedora mais ilustre, mais importante, pelo cargo que exerce, mas não deixa de ser uma torcedora. E às vezes tem uma opinião sem conhecer como funciona a CBF, como funcionam os clubes. Às vezes a gente fala como torcedor, e aí é mais complicado. A CBF está fomentando o futebol de uma maneira que nunca foi feita anteriormente.
Istoé -  A CBF sofre muitas críticas por falta de transparência. O sr. pretende fazer uma devassa nas contas da entidade? O que fazer para dar mais credibilidade a ela?
Marco Polo Del Nero -
 A CBF tem sua credibilidade. O balanço dela é aprovado por auditores, pagamos todos os impostos. Não vejo que não seja transparente, porque é feito e publicado o balanço anualmente, existe fiscalização da Receita Federal e estamos sempre sujeitos a ela.
Istoé -  E em relação ao que o Ricardo Teixeira fez na CBF, ficou no passado? Passou e ponto?
Marco Polo Del Nero -
 As contas foram aprovadas e, se assim foram, é porque mereceram ser. Ele não aprovou as contas dele sozinho, mas com uma posição do conselho fiscal e da auditoria. Não temos o que fazer com o que ele fez. Se foi aprovado... Poderíamos discutir se não tivesse sido aprovado. Mas acho que está tudo em ordem, porque foi tudo aprovado, né?
Istoé -  O que o sr. pensa da declaração do Ronaldo Nazário, que disse que sentia vergonha da organização da Copa do Brasil?
Marco Polo Del Nero -
 Não concordo com o Ronaldo. Mesmo com todas as dificuldades que o País enfrentou, ele teve a coragem de fazer uma Copa e o presidente Lula foi um baluarte, uma pessoa superimportante. O legado da Copa, como disse a presidenta, o que estamos fazendo, não será levado pelo estrangeiro, mas ficará aqui para o povo brasileiro. E também é importante o que o estrangeiro irá deixar aqui. Há países, como a Espanha, que praticamente vivem de turismo. Estamos trazendo milhões de pessoas para conhecer o Brasil. Há atrasos, dificuldades, mas sentir vergonha? Não concordo. Tenho muita honra do nosso povo, dos nossos governantes. Não podemos achincalhar as pessoas sem saber o porquê de o governo estar com dificuldade. Sinto orgulho de ter uma Copa no Brasil. A Copa vai rolar, caminhar bem, vai dar tudo certo. Sou muito idealista, otimista, penso muito no meu povo.
Istoé -  O presidente da CBF, José Maria Marin, disse que só uma hecatombe pode fazer o Brasil deixar de ser campeão. O sr. pensa assim também? 
Marco Polo Del Nero -
 Eu acho que temos uma grande seleção. Uma seleção que está a altura de ser campeã. É o que nós esperamos. Há outras boas seleções, como Alemanha, Chile, Argentina, Colômbia. Todas têm condições de chegar à final.
Istoé -  O sr. irá apoiar a reeleição do presidente da Fifa, Joseph Blatter?
Marco Polo Del Nero -
 Vamos apoiar o Blatter.
Istoé -  A Uefa é extremamente crítica à gestão de Blatter e defende profundas reformas na entidade. O sr. discorda dessa posição?
Marco Polo Del Nero -
 Não podemos pensar só nos ricos. A Uefa está pensando nos ricos, nos clubes poderosos. A Fifa tem de pensar nos pobres e nos ricos, nas competições onde há pobreza e riqueza.
Istoé -  A Fifa pensa nos pobres?
Marco Polo Del Nero -
 Ela, de certa forma, pensa nos países menos ricos.
Istoé -  Poderia dar um exemplo?
Marco Polo Del Nero -
 Na própria África, nas dificuldades da África, da Concacaf. A Fifa manda dinheiro para esses países mais pobres. A Fifa fomenta competições lá. À medida que você fomenta competição, surge o futebol e o futebol é jogado. E isso é importante: o futebol ser jogado. Além do grande trabalho (da Fifa) na transparência da sua administração. Ela tem trabalhado bastante nesse sentido com discussões em seus comitês executivos. A Fifa tem evoluído bastante.
Istoé -  E as acusações recorrentes de compra de votos para levar a Copa de 2022 para o Catar?
Marco Polo Del Nero -
 Isso tem de ser comprovado, né? São especulações. Há um lado político que especula porque não conseguiu ter a Copa em seu país. Precisa ver bem tudo isso.
Istoé -  O sr. é a favor de a Copa ser transferida do Catar, onde muitos funcionários morreram nas construções de estádios?
Marco Polo Del Nero -
 Se o comitê executivo votou a favor do Catar é porque mereceu. Aqui no Brasil também morreram funcionários.
Istoé -  O sr. é a favor de “descer o cacete” nos manifestantes violentos que tentem impedir a realização da Copa, como disse Ronaldo Nazário?
Marco Polo Del Nero -
 Se temos uma competição que é o maior evento do planeta, a segurança pública tem de dar a sua assistência. Se a manifestação é pacífica, não há problema. Mas não sou a favor de descer o cacete. Tem de se respeitar o ser humano. Agora, se o ser humano vai lá depredar, a polícia o detém para que ele responda na Justiça. Se a gente não respeitar a nossa Constituição, fecha a casa!
Istoé -  Qual seria o seu primeiro ato como presidente da CBF?
Marco Polo Del Nero -  Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica e prepará-los. Penso em termos trios de arbitragens fixos. Acredito que assim eles vão se entender melhor. Trabalhar junto por muito tempo dará a eles um entrosamento melhor. E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor forma possível. Criou-se uma comissão de clubes dentro da CBF. O presidente Marin autorizou a criação de um departamento de marketing para os clubes.
LEIA MAIS EM - http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/

Fifa vai bancar tecnologia após a Copa

Os 12 estádios brasileiros usados na Copa do Mundo terão disponível gratuitamente por um ano a tecnologia utilizada para determinar se a bola cruzou ou não a linha do gol.
O anúncio foi feito na sexta-feira que passou, pelo diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil. De acordo com o dirigente da entidade que controla o futebol no planeta, a entidade continuará arcando com os custos do sistema durante um ano após o Mundial. 
                                         Foto: GoalControl
Novidade tecnológica da última Copa das Confederações, o auxílio ao árbitro está sendo utilizado pela primeira vez no maior torneio de futebol do mundo.
O sistema alemão, chamado GoalControl 4-D, é formado por 14 câmeras espalhadas pelo gramado, sete focadas em cada gol, que capturam a posição da bola em campo.
Quando ela cruza completamente a linha do gol, os árbitros recebem em seus relógios um sinal via rádio informando a ocorrência do gol.
A tecnologia da linha do gol (TLG) da empresa alemã foi escolhida entre outros três fornecedores licenciados pela Fifa, que também participaram da concorrência. O aparato tem custo de instalação de US$ 260 mil (R$ 622,7 mil) e de operação por jogo de US$ 3,9 mil (R$ 9,3 mil) - segundo declarações de diretores da fabricante alemã.

PS: Em entrevista ao site Uefa.com, Michel Platini, presidente da entidade europeia, questionado sobre a implementação ou não da tecnologia nas competições da instituição que preside, respondeu:  "Até o presente momento, decidimos não usar a tecnologia na linha do gol nas nossas competições de clubes". "Porque iria custar muitos milhões de euros e nós preferimos usar esse dinheiro em projetos de descobrimento de novos árbitros e na capacitação continuada de nossos apitos". Para a Eurocopa 2016, há uma possibilidade de usarmos a tecnologia, mas sempre em conjunto com os nossos árbitros e árbitros assistentes adicionais. Este assunto será discutido pelo nosso Comitê de Arbitragem após o que o Comitê Executivo da Uefa, tomará a decisão final. Temos sido muito felizes com o experimento dos árbitros assistentes adicionais e acredito que é a melhor maneira de minimizar os erros cometidos nas zonas negras do campo de jogo.


PS (2) : Cüneyt Çakir (foto/Fifa/Turquia), 38 anos, árbitro internacional desde 2006, foi designado pelo Comitê de Arbitragem da Fifa, para dirigir na próxima terça-feira, Brasil x México, na Arena Fortaleza (Ceará).

 

sábado, 14 de junho de 2014

Após arbitragens polêmicas, Fifa revela a jornal fim de restrição a árbitros na Copa

Depois de polêmicas nos primeiros jogos da Copa do Mundo 2014, a Fifa rompeu com a regra que impedia árbitros de apitar partidas de seleções de seu continente
Jogadores da Croácia reclmama com árbitro Yuichi Nishimura durante partida contra o Brasil (© Getty)
Jogadores da Croácia reclamam com árbitro Yuichi Nishimura durante partida contra o Brasil
Depois de polêmicas nos primeiros jogos da Copa do Mundo 2014, a Fifa rompeu com a regra que impedia juízes de apitar partidas de seleções de seu continente.
As próximas partidas no Brasil poderão contar com juízes filiados à mesma confederação das equipes envolvidas mesmo em encontros diante de equipes de outras partes do planeta. A informação foi publicada pelo jornal Folha de São Paulo.
A revelação foi feita por Massimo Busacca, chefe de arbitragem da Fifa. A decisão aconteceu um dia depois da derrota da Croácia para o Brasil, partida decidida em favor do time sul-americano por conta de um erro do juiz japonês Yuichi Nishimura.
Nishimura foi escolhido pela impossibilidade de se escalar um árbitro da América do Sul ou da Europa, continentes com maior tradição no futebol.
"Levaremos em conta apenas a qualidade do árbitro. A questão do continente não vai nos travar", disse Busacca.
Com a mudança, o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci, que está na Copa do Mundo, teria a possibilidade de apitar uma partida da Argentina, por exemplo.
Apesar da decisão de romper com a restrição em nome da qualidade, Busacca defendeu o árbitro da partida entre Croácia e Brasil, classificando o pênalti marcado no atacante brasileiro Fred como um lance difícil.
Por ESPN.com.br- espn.com.br