terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Os melhores da arbitragem em 2014

Acuso o recebimento da correspondência eletrônica, que me foi enviada pelo instrutor Conmebol/Fifa e diretor da CA/CBF, professor Sérgio Corrêa da Silva, com a classificação dos melhores árbitros e árbitros assistentes do Campeonato Brasileiro de 2014. 
Outrossim, agradeço ao mestre Sérgio Corrêa pela deferência.
Trio (1) – Ricardo Marques Ribeiro – Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse
Trio 2 – Marcelo de Lima Henrique – Guilherme Dias Camilo e Rodrigo Frederico Henrique Correa
Trio 3 – Dewson Fernando Freitas da Silva – Fabricio Vilarinho da Silva e Rogério Pablos Zanardo
Confira abaixo o quadro com os votos emitidos por (42) instrutores de todas as regiões do Brasil. (foto/Rafael Ribeiro)

   Da esquerda para à direita, Marcelo Van Gasse, Ricardo Marques Ribeiro (árbitro) e Emerson Carvalho, laureados como o melhor triunvirato do Brasileirão 2014.


Nº
ÁRBITROS
UF
VOTOS
% 42 VOTOS
1
Ricardo Marques Ribeiro
MG
34
              80,95
2
Marcelo de Lima Henrique
RJ
26
              61,90
3
Dewson F F da Silva
PA
22
              52,38
4
Anderson Daronco
RS
14
              33,33
5
Luiz Flavio de Oliveira
SP
11
              26,19
6
Leandro Pedro Vuaden
RS
7
              16,67
7
Wilton Pereira Sampaio
GO
6
              14,29
8
Heber Roberto Lopes
SC
2
                4,76
9
Paulo H Vollkopff
MS
1
                2,38
10
Sandro Meira Ricci
PE
1
                2,38
11
Pericles B P Cortez
RJ
1
                2,38
12
Raphael Claus
SP
1
                2,38





UF
ASSISTENTES
UF
VOTOS
% 42 VOTOS
1
Emerson Augusto de Carvalho
SP
35
              83,33
2
Marcelo Carvalho Van Gasse
SP
35
              83,33
3
Guilherme Dias Camilo
MG
25
              59,52
4
Rodrigo F Henrique Correa
RJ
22
              52,38
5
Fabricio Vilarinho da Silva
GO
21
              50,00
6
Rogerio Pablos Zanardo
SP
16
              38,10
7
Kleber Lucio Gil
SC
13
              30,95
8
Alessandro Rocha Matos
BA
11
              26,19
9
Marcio E Santiago
MG
9
              21,43
10
Vicente Romano Neto
SP
9
              21,43
11
Bruno Rafael Pires
GO
7
              16,67
12
Marcelo Bertanha Barison
RS
7
              16,67
13
Bruno Boschillia
PR
6
              14,29
14
Dibert Pedrosa Moises
RJ
4
                9,52
15
Carlos Breckembrock
SC
4
                9,52
16
Cleriston Barretos Rios
SE
4
                9,52
17
Fabio Pereira
TO
4
                9,52
18
Rafael da Silva Alves
RS
3
                7,14
19
Marcio Luiz Augusto
SP
3
                7,14
20
Cristhian Passos Sorence
GO
2
                4,76
21
Luiz Claudio Regazone
RJ
2
                4,76
22
Danilo R Simon Manis
SP
2
                4,76
23
Adson Marcio L Leal
BA
1
                2,38
24
Luiz Carlos Teixeira
BA
1
                2,38
25
Gilberto Stina Pereira
RJ
1
                2,38
26
Jose A Chaves Filho
RS
1
                2,38
27
Jose Javel Silveira
RS
1
                2,38
28
Nadine S C Bastos
SC
1
                2,38
29
Carlos Augusto Nogueira JR
SP
1
                2,38
30
Tatiane Sacilotti Camargo
SP
1
                2,38

O futuro do futebol nas mãos do Congresso

"É hora de acabar com a ditadura na CBF. O cenário favorece a aprovação de um projeto de lei no Congresso que promova mudanças reais" 

As afirmações "a grande lição da Copa é reformar o futebol brasileiro" e "é urgente modernizar a organização e as relações do futebol", feitas pela presidenta Dilma Rousseff, deram esperança aos que desejam mudanças no futebol brasileiro. Essa posição foi confirmada pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, quando nos reunimos em Brasília no mês passado.
O Bom Senso FC, associação dedicada a promover reformulações no esporte, escancarou que a versão do projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte elaborada pelos clubes não vai modernizar ou moralizar gestões e relações do futebol, como deseja a presidenta.
Queremos saber por que o Ministério do Esporte contrariaria as ordens da presidenta e da Casa Civil ao apoiar a versão do projeto da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e dos clubes, afirmando se tratar de um avanço para o futebol.
O argumento é frágil. Afirma que é melhor aprovar 50% de "eventuais" soluções agora e deixar os outros 50% de soluções para depois, justo aquelas que efetivamente sustentarão a funcionalidade da primeira metade do projeto.
Na última versão da proposta, assinada pelo deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), ignorou-se a maioria das emendas sugeridas pelo Bom Senso Futebol Clube.
Sócio de Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF, Vicente Cândido retira do texto a obrigação da entidade se inserir no artigo 18-A da Lei Pelé, que fixa parâmetros de gestão democrática e transparente. Permite a antecipação de receitas para "passivos onerosos", seja lá o que isso quer dizer, e limita a definição de gestão temerária apenas para antecipação de outras receitas (que não "as onerosas").
O texto proposto pelo deputado retira a obrigação do pagamento do direito de imagem aos atletas, sob pena de punição desportiva aos clubes, e define que apenas as agremiações que participarem do parcelamento fiscal serão passíveis de punições de um comitê de acompanhamento, que na nova versão da proposta só valerá a partir de 2019.
Outra aberração que tentam emplacar na surdina é a diminuição da cláusula compensatória, que determina o quanto os clubes deverão pagar aos atletas em caso de rescisão. É mais um golpe da bancada da bola que não se pode permitir.
Nunca houve um momento em que os clubes ficaram tão desesperados pedindo socorro ao governo: os dirigentes, muitos ainda em mandato vigente, poderão ser julgados por crime de apropriação indébita, e a CBF precisa mostrar serviço depois da exposição pública de sua incapacidade administrativa, que nos conduziu à maior vergonha da história do futebol mundial.
Haverá momento mais propício do que este para modernizar e moralizar a gestão do nosso futebol?
É inaceitável que a CBF só pense em tentar salvar a pele dos dirigentes de clubes para garantir os votos necessários e a manutenção de seu poder. Por isso, não nos surpreendeu o anúncio da contratação do ex-deputado federal Walter Feldman como secretário-geral da Federação Paulista de Futebol, que acompanhará Marco Polo Del Nero na CBF.
O cenário é favorável para a aprovação de um projeto rigoroso, como propõe o Bom Senso FC. Vamos defender nossa posição nesta terça (9) em Brasília. É hora de acabar com a ditadura na CBF. Governo e importantes congressistas sabem disso.
Perder essa oportunidade significa deixar que as más gestões do futebol se perpetuem por mais uma década, o que seria um retrocesso, além de significar o não cumprimento da promessa da presidenta Dilma e do ministro Mercadante.
PAULO ANDRÉ BENINI, 31, jogador de futebol, é fundador e um dos líderes do Bom Senso Futebol Clube, associação dedicada a promover reformulações no esporte. É atleta do Shanghai Shenhua, da China 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/199266-o-futuro-do-futebol-nas-maos-do-congresso.shtml 
PS: ESTE COLUNISTA É ASSINANTE DA FOLHA DE SÃO PAULO HÁ 25 ANOS.