segunda-feira, 17 de abril de 2017

"Tudo como dantes no quartel de Abrantes”

Reunidos na sexta-feira Santa e no sábado, na cidade de Rio Branco no (Acre), na 43ª “reunião de trabalho”, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) com a presença de dez dirigentes - o total de diretores da entidade é (27) - com exceção do anúncio de um seguro de vida celebrado pela CBF aos árbitros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (SENAF), que irão atuar no Brasileiro deste ano, não apresentou nenhum fato novo e nem decidiu nada de relevante à confraria do apito brasileiro.

Para se ter uma ideia do fracasso da “reunião de trabalho”, o diretor de RELAÇÕES SINDICAIS da Anaf, Ciro Camargo, um dos homens fortes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), do Rio G. do Sul, responsável em dar suporte e acompanhar a evolução da Certidão do Registro Sindical da arbitragem (Carta Sindical), perante o ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Brasília, contatado por este colunista, afirmou que não foi convidado para a “reunião de trabalho”.

Camargo, talvez não foi convidado porque cometeu um “erro gravíssimo”, que “melindrou” o presidente da Anaf, Marco Antonio Martins. Ciro, mostrou competência como sindicalista nato que é, no auxilio ao estado do Ceará para obter o que se chama no jargão sindical, de CARTA SINDICAL, aos homens de preto do futebol cearense. Lembro que em sete anos da atual administração de Martins a frente da Anaf, foi o único sindicato criado e sem a interferência da Anaf.
                          Crédito: Apito Nacional

Dada as informações obtidas em “Off” por este escriba, sobre os assuntos discutidos na aludida “reunião de trabalho” da Anaf, incluso o direito de imagem à categoria de preto que continua mais parado do que “água de poço”, os homens que manejam os apitos e as bandeiras do futebol pentacampeão, terão mais uma temporada sem nada a comemorar.

O que está provocando após sete anos de Martins e seu grupo a frente da Anaf, um forte movimento da arbitragem vinculada a Seleção Nacional de Árbitros de Futebol da CBF (SENAF), pelo não pagamento da taxa anual e dos 5% das taxas dos árbitros à Anaf.

PS (1): A Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Paraná (Apaf/PR,) não enviou representante à reunião de trabalho da Anaf no Acre. Por quê? Segundo um associado a diretoria da (Apaf/PR), quando se trata de gastar dinheiro dos associados que os elegeram, tem agido com lisura em cada centavo que é gasto. A atitude da diretoria Apaf/PR, é digna de reconhecimento.

PS (2): A designação de uma quarteto de arbitragem para dirigir SPORT/PE x NÁUTICO/PE, pela semifinal do Campeonato Pernambucano no domingo que passou, que teve no apito Wagner Magalhães (FIFA/RJ), atesta a fragilidade do quadro de árbitros da Federação Pernambucana de Futebol. Lembro que a comissão de árbitros da Federação Pernambucana de Futebol, é comandada pelo diretor da Anaf, Salmo Valentim.

PS (3): Pedi a um professor de educação física e amigo que reside na cidade Vendas Novas (Portugal), que me desse informações de como funciona a questão dos patrocínios nas camisas da arbitragem que atuam nas competições de elite da Federação Portuguesa de Futebol. E a resposta foi: Em contato com um ex-árbitro que fez parte do quadro principal da entidade portuguesa e da Fifa, lá não se coloca um pingo, que dirá uma letra na vestimenta dos árbitros sem consulta a associação dos árbitros e àqueles que irão propagar a publicidade, no caso os apitos e bandeiras.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: A quem interessa a continuidade da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf)?

sábado, 15 de abril de 2017

TESTES DECISIVOS

            Crédito: FPF/Portugal


A final da TAÇA DE PORTUGAL, que será disputada no próximo dia 28 de maio, entre as equipes do Benfica x Vitória de Guimarães, está sendo considerada pelo (The IFAB) como o jogo propulsor para o deslanche dos testes do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV).
Será a primeira vez que o (The IFAB) autorizará uma partida de futebol a utilizar o (AV) no modo ONLINE. O (AV) estará em contato com árbitro do nominado jogo, desde a sua entrada no campo até o apito final, e interferirá se necessário nos casos estabelecidos no Protocolo do (The IFAB). Aliás, quem não se propor a cumprir o Protocolo, não tem permissão para a realização do aludido teste.  
Nesta decisão, a exemplo do Mundial de Clubes no Japão, o árbitro central terá a presença de um aparelho de TV, que ficará postado na linha lateral, nas proximidades do quarto árbitro.
A Federação Portuguesa de Futebol já realizou nove testes com o (AV) no modo Offline, e vinha treinando seu quadro de arbitragem sobre o experimento - assim que obteve autorização para realizar o teste ao vivo, intensificou os treinamentos com os homens de preto portugueses no formato ONLINE.
Além dos adeptos das duas esquadras, já confirmaram presença na indigitada partida, o Staff da FIFA, do (The IFAB) e as principais empresas do ramo da tecnologia que estudam e desenvolvem ferramentas auxiliares à arbitragem a dirimir lances que fujam do seu campo visual.
O árbitro de Vídeo foi testado em 2016, nos confrontos Itália x França, Itália x Alemanha e no Mundial de Clubes da FIFA do Japão - em 2017, no amistoso França x Espanha e em alguns jogos da Taça da Holanda. Além disso, foi testado no Brasil, na Alemanha, Austrália e em jogos da terceira divisão da (MLS - EUA).
O The (IFAB) irá realizar uma análise definitiva sobre o experimento do Árbitro de Vídeo, na próxima Reunião Geral Anual da entidade que acontecerá em março de 2018.

PS: A presença de sindicalistas vinculados a Anaf, associações e/ou sindicatos de árbitros, para exercerem as funções de analista de campo, que tem um formulário novo, que é o Radar (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem), que vai analisar também todas as ocorrências de campo e o de analista de vídeo (TV), no Campeonato Brasileiro de 2017, se concretizada pela CBF, além de ser incompatível, quebra a lisura das avaliações do desempenho da arbitragem anunciada pela CBF.  E, por conseguinte, coloca SOB SUSPEITA, todas as análises efetivadas por este tipo de gente.

PS (2): Nunca é demais lembrar à confraria do apito brasileiro que, há uma plêiade de sindicalistas na arbitragem que agem como “PAU DE DOIS BICOS”.







sexta-feira, 14 de abril de 2017

Quanto custa o evento da Anaf no Acre?

           Crédito: Lucas Figueiredo/CBF


O questionamento acima deve ser feito pelos árbitros ao presidente e/ou representante do seu estado, que está participando da reunião de trabalho da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), na cidade de Rio Branco (Acre). E, por consequência, quais foram os resultados objetivos da aludida reunião à categoria do apito.
Sobretudo, em função da crise econômica que assola  o Brasil na atualidade, o que exige profunda reflexão de cada real a ser gasto, independente do segmento social que o cidadão pertença.  
A primeira pesquisa que realizei ao evento em tela na quarta (12), foi o custo da passagem aérea (ida e volta) - junto a duas empresas  do setor, até Rio Branco - em média R$ 3.200,00 per capita.
A segunda foi a diária do hotel onde está sendo realizada a reunião - disse a atendente à este colunista: gira em torno R$ 110.00 por pessoa, incluso apenas o café da manhã. A mesma atendente questionada sobre os valores de um almoço e jantar, afirmou que ambas não custam menos R$ 100.00, em Rio Branco.
Fazendo um cálculo aproximado, o deslocamento de uma pessoa, seguido das diárias, refeições, refrigerantes, suco e/ou cerveja, não sai por menos de R$ 4.000,00 a R$ 4.500,00.
E, por derradeiro, cabe duas perguntas: A primeira, quem paga a conta do dirigente sindical que foi à Rio Branco? Resposta: Você que é árbitro da CBF ou de uma das (26) federações de futebol do país, com suas contribuições. Salvo se a Anaf tiver um ou mais parceiros, para amenizar o bolso de quem está participando da indigitada reunião.
Quanto a segunda inquirição, quais foram os temas discutidos nessa reunião e que resultados propiciarão à categoria dos apitos e bandeiras do futebol pentacampeão?
PS (1): A presença de sindicalistas vinculados a Anaf, associações e/ou sindicatos de árbitros, para exercerem as funções de analista de campo, que tem um formulário novo, que é o Radar (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem), que vai analisar também todas as ocorrências de campo e o de analista de vídeo (TV), conforme foto acima, no Campeonato Brasileiro de 2017, se concretizada pela CBF, além de ser incompatível, coloca SOB SUSPEITA as avaliações.
PS (2): Nunca é demais lembrar à confraria do apito brasileiro que, há uma plêiade de sindicalistas na arbitragem que agem como “PAU DE DOIS BICOS”.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

SEM CAPACITAÇÃO, ARBITRAGEM GERA INSEGURANÇA E MEDO

              Foto: Globe Soccer/Dubai Sports Council


Observando os erros de interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL, que SOLAPA a arbitragem dos campeonatos regionais neste início de temporada, sobretudo nos pilares exigidos pela FIFA que, são o técnico, tático, psicológico e físico - e, o consequente, AFASTAMENTO de vários apitos e bandeiras em praticamente todas as federações de futebol, me veio a mente a farsa da pré-temporada realizada e alardeada pelas federações de futebol no último mês de janeiro.

Das duas uma: Ou os instrutores contratados para as pré-temporadas não eram detentores do Know how que a arbitragem precisava ouvir, ou então os árbitros e assistentes não tiveram a capacidade cognitiva de entender, o que lhes foi repassado por esses instrutores, na sua maioria com diploma da FIFA.

Além dos equívocos contumazes de interpretação e aplicação das regras, o árbitro do futebol pentacampeão, independente de ser das federações, CBF, CONMEBOL/FIFA, convive há mais de uma década reiteradamente com reprovações no TESTE FÍSICO PADRÃO FIFA.
 
A propósito do temível TESTE FÍSICO PADRÃO FIFA, e dos constantes erros da arbitragem, lembrei-me da frase vociferada pelo presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina (foto acima), há poucos dias no FOOTBALL TASK.

Disse Collina (foto acima): “O arbitro de futebol que almeja atingir o topo da arbitragem do seu país, e chegar ao quadro da FIFA e quem sabe a um Mundial, tem que se preparar tal qual um atleta do século 21, independente das circunstâncias”.

O que significa que o árbitro da atualidade tem que buscar meios para incrementar sua capacitação. Capacitação que começa pela sua federação de origem, incluso a comissão de arbitragem, a escola de árbitros, a associação e/ou sindicato da arbitragem local.

Capacitação que deve estabelecer no cotidiano do árbitro a sua forma de alimentação, a carga de exercícios físicos e horário adequado para praticá-lo e fazer do livro REGRAS DE FUTEBOL o seu livro de cabeceira de cama.

Além do exposto, ver jogos de futebol de diferentes culturas para entender como equacionar as inúmeras situações que irá enfrentar no comando de uma partida. Deve aprender um segundo idioma, ler as diretrizes da FIFA, do The IFAB e da entidade onde labora como árbitro.
 
É esta cultura que está faltando ao árbitro do nosso futebol para minimizar os erros de arbitragem. Terminado o curso de formação, lamentavelmente a maioria são escalados aleatoriamente sem acompanhamento - não recebem orientação dos acertos e erros que cometeram nos jogos e dificilmente são submetidos a um processo de requalificação.

Quando ascendem a jogos de maior envergadura, o resultado na maioria das vezes é pifio. Questionados sobre as atuações medíocres, árbitros e seus representantes, alegam que não sobra tempo para se preparar e a arbitragem não é profissional.
 
Estas argumentações são totalmente descabidas porque, antes de fazer o curso o candidato a árbitro e os que já exercem a função, sabem de cor e salteado de todas as dificuldades inerentes a quem labuta nesta atividade.
 
PS: A respeito da arbitragem de Rodolpho Toski Marques no clássico, Paraná Clube 0 x 0 Atlético/PR, não há nenhum reparo a fazer. Toski Marques com equilíbrio, apitou o clássico como se estivesse comandando uma partida da Série (A) do Campeonato Brasileiro.


QUANTO CUSTA E QUEM PAGA AS REUNIÕES DE TRABALHO DA Anaf? Resposta nesta quinta-feira no APITO DO BICUDO.
 

Árbitros paranaenses participaram de Treinamento promovido pela CBF


A Comissão de Arbitragem da CBF promoveu entre os dias 04 a 08 de abril, na cidade de Curitiba-PR, o Programa de Treinamento Nacional da Arbitragem. Participaram das atividades árbitros e assistentes paranaenses que irão compor a Seleççao Nacional de Árbitros de Futebol(SENAF/2017). 
 
Os testes teóricos aconteceram no Hotel Lancaster em Curitiba, e as práticas no campo do S.O.B.E. Iguaçú. Já a avaliação física foi efetivada na pista de atletismo da Universidade Positivo, com o apoio da APAF-PR e da Federação Paranaense de Futebol, através da Escola de Arbitragem Victor Marcassa e da Comissão de Arbitragem.

Estiveram presentes o Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Cel. Marcos Marinho, os instrutores Milton Otaviano e Cleiber Elias Leite - o instrutor físico Paulo Camello, os vice-presidentes da FPF Amilton Stival e Hélio Camargo, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF Afonso Victor de Oliveira, o membro Anderson Gonçalves e o diretor da Escola de Arbitragem José Gildásio.

Dentre os diversos conteúdos abordados destacam-se a padronização da arbitragem nacional, leitura e posicionamento, técnica de arbitragem, impedimento, mão na bola e bola na mão, trabalho em equipe e faltas táticas. Além destes, os árbitros foram submetidos a avaliações físicas, teóricas e análise de vídeos.

Os árbitros e assistentes aprovados irão compor a SENAF/2017, podendo trabalhar em competições Do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
Fonte – APAF/PR - Foto: FIFA.com

PS: Todos os árbitros e assistentes da Federação Paranaense de Futebol, pertencentes a (SENAF), selecionados para os testes teóricos foram aprovados. Já no teste físico, padrão FIFA, a exemplo da arbitragem gaúcha tivemos árbitros reprovados.

domingo, 9 de abril de 2017

UM SINDICATO EM CINCO ANOS

   O sorriso de Marco Antônio Martins, contrasta com a escassez de conquistas dos homens do apito - Crédito: MHDB

Na entrevista que concedeu ao G1 da Rede Globo, na sexta-feira (8/4), o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Ronaldo Nogueira afirmou que, a sua Pasta está realizando uma profilaxia nos sindicatos de trabalhadores em todo o pais e, por extensão, irá implementar normas no sentido de evitar duplicidade de sindicatos em algumas categorias.
Mas o que chamou nossa atenção na entrevista do ministro do Trabalho, foi a quantidade de concessões de CERTIDÕES DE REGISTRO SINDICAL (CARTA SINDICAL), nos últimos cinco anos às categorias trabalhistas em todo o Brasil.
Acompanhe os números: em 2012, 692 sindicatos  conseguiram a CARTA SINDICAL. 2013, 382. 2014, 471. 2015, 278 e 2016, 403 sindicatos obtiveram a CARTA SINDICAL. Totalizando 2.226 sindicatos, que obtiveram a indigitada carta, às diferentes categorias trabalhistas. Já a arbitragem em CINCO ANOS, obteve apenas uma CARTA SINDICAL, a do CEARÁ.
Carta Sindical que saiu por vontade e desprendimento dos sindicalistas da União Geral do Trabalhadores (UGT), e dos sindicalistas João Lucas (CE) e Ciro Camargo (RS).
Diante do exposto pergunto: Será que a arbitragem dada a sua importância para a realização de uma partida de futebol, é tão insignificante para o ministério do Trabalho que só conseguiu UMA CARTA SINDICAL EM CINCO ANOS?. E como todos sabem, sem a interferência da Anaf.
Aliás, Santa Catarina, de onde o presidente da Anaf Marco Antonio Martins é originário, tentou obter o aludido documento em duas oportunidades junto ao (MTE) – porém, a documentação foi devolvida por estar em descompasso com a legislação exigida. Documentação que foi apresentada pela maioria das entidades da arbitragem, e continha os mesmos erros de Santa Catarina.
Os questionamentos que ficam são: Por que num universo que criou 2.226 sindicatos nos últimos cinco anos, não se criou ao menos o número de sindicatos exigidos por lei (5), para se criar a Federação Brasileira de Árbitros de Futebol? Quem fim levou e/ou quais foram os resultados, apresentados pela COMISSÃO criada pela Anaf para este fim em Porto Alegre (RS), onde este colunista estava presente?
Ou será que é interessante ao STATUS QUO que gere o futebol brasileiro, manter a Anaf e, por extensão, continuar controlando os homens de preto do futebol no “CURRAL”, tal qual gado?  
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Marco Antonio Martins, presidente da Anaf, terá a HOMBRIDADE de discutir os números aqui relatados e dar uma satisfação à categoria que o elegeu? Quem é que orientou e/ou orienta os filados da Anaf, a preencher a documentação solicitando a CARTA SINDICAL perante o (MTE)?
PS: A quem interessa a continuidade da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf)?
PS (2): Que fim levou o deputado do apito?

quarta-feira, 5 de abril de 2017

COM APOIO DA FIFA, CONMEBOL VAI TESTAR O (AV)


Um apoio chave por parte do presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), Gianni Infantino, recebeu o presidente Alejandro Domínguez, titular da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) com respeito a proposta de utilizar o sistema de VAR (Video Assistant Referees) em partidas da Copa CONMEBOL LIBERTADORES BRIDGESTONE e da Copa CONMEBOL Sul-Americana.
      O Árbitro de  Vídeo, será testado nas competições da  CONMBEBOL que está com a moral elevada na entidade internacional  - Crédito: FIFA 

Sobre a proposta do presidente Dominguez do uso da  assistência tecnológica para os árbitros nas quartas de final, semifinais e finais das duas competições de clubes da CONMEBOL, o Presidente Infantino disse que a mesma se ajusta ao marco acordado pelo International Football Association Board (The IFAB) em sua 130ª reunião geral anual em Cardiff, País de Gales, que prevê que "os experimentos ao vivo deverão ser realizados o mais tardar na temporada 2017/2018".

O Presidente Infantino também destacou o interesse pelo jogo limpo, com mais transparência e justiça no esporte e também manisfestou ao presidente da CONMEBOL que enviará a proposta para a IFAB e à administração da FIFA.

Durante seu discurso no conservatório Football Talks, feito na semana passada em Estoril, Portugal, o Presidente Alejandro Domínguez expressou que "Estamos propondo que o nosso campeonato CONMEBOL LIBERTADORES BRIDGESTONE, a partir das quartas de final, tenhamos Video Assistance para os árbitros, porque acreditamos que na medida em que damos assistência aos árbitros, teremos inovação, credibilidade e isso é bom para o jogo", afirmou.
Fonte: CONMEBOL

DE PRIMEIRA: Perguntei a um ex-árbitro da FIFA com trânsito livre junto a entidade internacional, os motivos de a CBF não testar o Árbitro de Vídeo (AV) no Campeonato Brasileiro, como chegou ser anunciado pela entidade brasileira e a resposta foi: Por se tratar de um experimento de alto nível, a FIFA e o (The IFAB) só irão permitir a realização dos testes do (AV), pelos filiados que cumprirem o PROTOCOLO estabelecido na 130ª Reunião Geral Anual do (The IFAB) em março de 2016. Inclusive a FIFA está auxiliando a os filiados que se propuseram e/ou desejarem testar o (AV). Basta cumprir o PROTOCOLO.

A ÚLTIMA: Se (no condicional) - vingarem os testes que estão sendo desenvolvidos pelas empresas de tecnologia, a respeito da marcação do impedimento sem a presença do árbitro assistente, a Copa do Mundo de Futebol de 2026, que ainda não tem local definido, poderá ter o ÁRBITRO CENTRAL e o ÁRBITRO DE VÍDEO. Quem observou e entendeu os acontecimentos (A INTERFERÊNCIA DO AV), no amistoso entre França 0 x 2 Espanha, há quinze dias atrás, sabe do que estamos falando. Não estamos noticiando Fait Divers. QUEM VIVER VERÁ!

LISURA NAS AVALIAÇÕES

                                                                  Crédito: CBF

A CBF anunciou a criação do Centro de Pesquisa e Análise de Desempenho da Arbitragem, que receberá informações técnicas e disciplinares definidas por analistas selecionados. A avaliação será efetivada por analistas de TV e de campo. Para garantir a [LISURA], o sistema será auditado e irá analisar as qualidades e aspectos visando o incremento qualitativo de cada árbitro e assistente nas competições da entidade.

A medida adota pela CBF demonstra evolução à uma área extremamente nevrálgica que é a arbitragem - e explicita o desejo da entidade pela busca da uniformidade das decisões do árbitro do futebol brasileiro no campo de jogo. A CBF fala no seu site em garantir a [LISURA] dos dados, que serão obtidos via analistas de TV e de campo.

[LISURA] significa: sinceridade, franqueza, integridade, imparcialidade – o que nos remete a pensar e acreditar que as pessoas selecionadas pela CBF, para desempenhar esta missão são desprovidas de qualquer comprometimento, seja de que segmento for do futebol brasileiro, que não seja com a missão em tela.

Se deseja [LISURA], das avaliações das pessoas que irão desenvolver esta importante missão, e obter resultados 100% fidedignos das tomadas de decisões ou não dos apitos e bandeiras no Campeonato Brasileiro, a CBF não pode em hipótese alguma, continuar designando dirigentes das associações e/ou sindicatos de árbitros e da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) - ou como queiram, os denominados "PAU DE DOIS BICOS".  A partir do momento que isto acontecer, a [LISURA] anunciada pela CBF será transformada numa autêntica FARSA.

E, por derradeiro, é necessário que a CBF via sua Comissão de Árbitros e a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), expliquem detalhadamente e realizem treinamentos a respeito da nova metodologia e/ou ferramenta de avaliação, à confraria do apito que vai laborar nas competições da entidade, que gere o futebol pentacampeão.

Perguntar não ofende: Quais são os motivos que impedem a Anaf  e seu presidente Marco Antonio Martins, de pleitear um “naco” à arbitragem da Relação Nacional dos Árbitros de Futebol (Renaf) da verba dos patrocínios estampada na indumentária dos homens da Renaf, perante a CBF?. E, se pediu, qual foi a resposta da CBF?

PS: “A QUEM INTERESSA A CONTINUIDADE DA ANAF?”



 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

UM PAINEL PODERÁ RESOLVER

                                                                        Crédito: Geraldo Bubniak
A matéria postada aqui neste espaço sob o título: “A QUEM INTERESSA A CONTINUIDADE DA ANAF?”, rendeu críticas, sugestões e até soluções via e-mail e WhatsApp. Principalmente, sobre a REGULAMENTAÇÃO da atividade do árbitro do futebol brasileiro. Com exceção de uma opinião contrária, as demais todas afirmaram que a REGULAMENTAÇÃO não anda porque, a cartolagem do nosso futebol deseja manter o árbitro no “CURRAL” sob controle, tal qual gado.

Diante da celeuma criada e da ineficácia da Anaf sobre o tema, já que, a entidade tem postado em seu site em todas as reuniões de trabalho e congressos o tema profissionalização, decidi prestar minha colaboração à confraria do apito brasileiro com as proposições abaixo.

1)  Se deseja realmente resolver o imbróglio da REGULAMENTAÇÃO da atividade do árbitro de futebol, sugiro que a Anaf realize um PAINEL com especialistas sobre o assunto e discuta a viabilidade ou não de se regulamentar a profissão do árbitro do futebol pentacampeão.

2)  A mesa do PAINEL teria a participação de um dirigente da Anaf. Um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Um componente do ministério Público do Trabalho Federal. Um membro do Ministério da Previdência, do Distrito Federal. Um senador e um deputado federal, que participaram da elaboração e votação da Lei nº 12.867, de outubro de 2013, que reconheceu o labor do árbitro como profissional. [Lei que não dá nenhuma garantia aos árbitros e/ou assistentes em caso de acidente de trabalho ou outros direitos decorrentes das leis trabalhistas.]  Um representante da CBF e um dirigente das federações de futebol.

3)  Além das personagens acima nominadas, poderiam participar da plateia do aludido PAINEL, a imprensa, atletas, árbitros de todo o pais, dirigentes dos clubes e das federações.

4)  Sugiro que seja convidado para mediar o PAINEL, o jornalista Gilberto Dimenstein, que durante muitas décadas foi colunista da FOLHA DE SÃO PAULO, e é uma das maiores autoridades neste tipo de trabalho.

5)  O que é melhor à Anaf: Continuar criando uma expectativa da regulamentação da profissionalização da classe que, até agora não aconteceu e dificilmente acontecerá com o quadro atual, ou realizar o PAINEL para ter um embasamento e/ou equacionar a problemática?  
                                                                     Crédito: MHDB
PS: Quem não criou nenhum sindicato durante sete anos, não conseguiu reverter um centavo de lucro dos patrocínios que são exibidos nos uniformes à arbitragem da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf), fracassou rotundamente no direito de arena à classe dos homens de preto e escorregou feio na ação do direito de imagem, deve refletir antes de pautar a cada reunião de trabalho e/ou congresso a complexa questão  da REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSIONALIZAÇÃO DA ARBITRAGEM.

Quais são os motivos que impedem a Anaf  e seu presidente Marco Antonio Martins, de encarar a questão dos patrocínios na indumentária dos homens da Renaf, perante a CBF?.


PS (2): Diante do MISERÊ qualitativo da arbitragem exibido pelas TVs semanalmente nos campeonatos regionais, a aparição do diretor da Comissão de Arbitragem da CBF Marcos Marinho, acompanhado de instrutores de arbitragem/CBF, realizando requalificação das REGRAS DE FUTEBOL à arbitragem nos estados é fator positivo. O cerne da questão é: Após Marinho e sua comitiva embarcarem no avião, a REQUALIFICAÇÃO terá continuidade nas federações de futebol? Aliás, Marcos Marinho estará em Curitiba, nesta quarta-feira, (5/4) - realizando um curso de capacitação continuada aos apitos e bandeiras da Casa Gêneris Calvo. Se a arbitragem que vai dirigir os jogos do Campeonato Brasileiro, manter o diapasão das tomadas de decisões que vem aplicando nos campeonatos regionais, a CA/CBF terá sérias dificuldades para levar o Brasileirão a bom termo. PONTO!

domingo, 2 de abril de 2017

A QUEM INTERESSA A CONTINUIDADE DA ANAF?


Li, revi e trevi a pauta da reunião de trabalho da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), que será discutida no período de 14 a 16 de abril de 2017, na cidade de Rio Branco, (Acre). Antes de entrar nos temas que considero relevante, esclareço que na pesquisa realizada junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 22/2/2017, mais especificamente no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES), não existe nenhuma menção ao Acre como sindicato de árbitros - e não foi encontrada solicitação e/ou documento a respeito. Esclareço que o fato não impede o Acre de receber o evento da Anaf.
Feito o introito, vamos aos temas de real interesse à confraria do apito e das bandeiras, que têm sido postados no site da Anaf em todas as reuniões de trabalho e congressos nos últimos dois anos, e como está a situação de cada um.
PROFISSIONALIZAÇÃO –  o projeto [Nº 6405/2002], elaborado por mentes prodigiosas contemplava a profissionalização do árbitro de futebol do Brasil com todos os direitos. Protocolado no Congresso Nacional em 2002, em Brasília, o aludido projeto perambulou durante onze anos em diversas comissões – com o passar dos anos e o desinteresse da categoria, foi sendo descaracterizado e quando saiu de lá em outubro de 2013, veio na forma da Lei Nº 12.867, com o seguinte conteúdo: Fica RECONHECIDA a atividade do árbitro de futebol no território brasileiro como profissional. PONTO.
A REGULAMENTAÇÃO do labor do árbitro que seria a sua independência na nossa opinião, foi embora com o cavalo encilhado – isto porque a arbitragem esqueceu-se de montá-lo - já que o projeto em tela, esteve no Distrito Federal por mais de uma década. Outra oportunidade como esta que foi perdida, dificilmente acontecerá.
Acrescente-se que o tema é e será complexo em razão do fator previdenciário – como também é público e notório, que a CBF e as federações de futebol nunca se propuseram discutir a questão e não querem nem ouvir falar do assunto.
CERTIDÃO DE REGISTRO SINDICAL – (CARTA SINDICAL) – Durante sete anos da atual administração da Anaf, não foi criado nenhum sindicato até o dia 22 de fevereiro deste ano. O CEARÁ obteve a CARTA SINDICAL, por desprendimento do seu presidente João Lucas, com a participação do sindicalista Ciro Camargo (RS) e da ação efetiva da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Destaco ainda que os sindicatos do PR, R. G. do SUL e SP, já eram detentores da CARTA SINDICAL, antes da ascensão de Marco Antonio Martins (foto) e o grupo que lhe dá sustentação no comando da Anaf.
Dada a avalanche de sindicatos criados no país na era do lulopetismo, hoje para se criar um sindicato as dificuldades aumentaram e o tempo para a concessão da CARTA SINDICAL, idem.
DIREITO DE IMAGEM À ARBITRAGEM – Aqui está configurado a ausência de um diretor jurídico de excelência na Anaf. A AÇÃO DO DIREITO DE IMAGEM aos homens de preto, que custou milhares de reais foi ajuizada na Comarca de Recife (PE). O Juízo de lá entendeu que: [Aquela COMARCA, nada tinha a ver com a querela e a remeteu a Comarca do Rio de Janeiro, sede da TV detentora dos direitos de transmissão das competições da CBF.] Informações que recebi no final de 2016, foi de que a ação estava mais parada do que ÁGUA DE POÇO.
Explicado como está a situação da profissionalização, Carta Sindical e do Direito de Imagem à confraria do apito que labora nos torneios da CBF, lembro que o Edital de Convocação da Anaf, omitiu três temas de relevância à categoria: 1) A exploração análoga a escravidão por parte da CBF, que estampa nos uniformes de todos os apitos e bandeiras que atuam nos campeonatos da instituição, três logomarcas de multinacionais.
Logomarcas que são exibidas em diferentes televisões do planeta, nos jornais, nas revistas, no Facebook, no Youtube, no Instagram, no Linkedin e no Twitter. Enquanto isto, a CBF fatura milhões de reais e os homens de negro da (Renaf), são remunerados com uma taxa, cujo valor é questionável. Quais são os motivos que impedem a Anaf de encarar a questão dos patrocínios na indumentária dos homens da Renaf, perante a CBF?
Aliás, por falar em taxa de arbitragem, a CONMEBOL está pagando aos árbitros da FIFA na Libertadores, US$ 3.330 por jogo. US$ 2.420 aos assistentes e US$ 2.200 ao quarto árbitro.
2) Não vi nenhuma menção a criação da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol. Entidade de segundo grau do sindicalismo brasileiro, com poderes e/ou representatividade jurídica superiores aos sindicatos, conforme a (CLT) e a Constituição Brasileira.
3) Não há menção a compra de uma sede para a Anaf. A cada eleição o presidente eleito leva o que tem da entidade para sua cidade de origem.  
PS (1): Por que Marco Antonio Martins não esclarece na reunião de trabalho no Acre, à categoria do apito de que como Anaf a criação da Federação, a profissionalização, Carta Sindical, patrocínios nos uniformes, taxas de arbitragens, diárias etc... serão conquista difíceis e/ou impossíveis de serem alcançadas? Diante do exposto pergunto: A QUEM INTERESSA A CONTINUIDADE DA ANAF

PS (2): Em que pese a simplicidade, o APITO DO BICUDO é acessado em todo o território brasileiro, parte da América do Sul, do Caribe, da América do Norte e Central, em alguns países da Europa, dois países da Oceania e com pequena penetração por ora no Continente Asiático. Portanto, nada irá mudar nossa linha de conduta no sentido de enaltecer quando necessário e criticarmos aquilo que está em descompasso com os verdadeiros interesses dos homens de preto do futebol brasileiro.
PS (3): Todos os segmentos do futebol pentacampeão evoluíram nos últimos anos - se organizaram em sindicatos, confederações e federações. Observem quanto ganham em pecúnia (milhares de reais) as TVs, os atletas, os cartolas, a CBF, os clubes, as federações de futebol, os técnicos, os preparadores físicos. Enquanto isto, o árbitro de futebol sem o qual uma partida não pode ser realizada, é explorado e utilizado como mercadoria de troca entre o STATUS QUO que maneja o nosso futebol. E, por consequência, continua ocupando a última poltrona da bilionária locomotiva do futebol brasileiro. E, pelo andar da carruagem, de lá não sairá tão cedo.