sábado, 27 de setembro de 2014

Gaciba critica salários dos árbitros e defende maiores taxas: "Muito ruim"

No mundo das altas cifras do futebol, e que muitos jogadores ganham salários mensais na casa de seis dígitos, a profissionalização dos árbitros é um tema recorrente. Sem valores garantidos por mês, eles muitas vezes possuem trabalhos paralelos e dependem de sorteios para entrarem na escala da rodada. A cada jogo realizado, recebem uma taxa da Confederação Brasileira de Futebol. E costumam ser alvos de críticas pesadas, o que inclusive gerou nesta sexta-feira a ameaça de greve por parte da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf). O ex-árbitro e comentarista de arbitragem Leonardo Gaciba revelou alguns valores e sugeriu à CBF que reajuste estes números, considerando os números baixos levando em consideração a responsabilidade da atividade (assista ao vídeo)
- Marin (José Maria, presidente da CBF), a arbitragem brasileira nos últimos 12 anos teve 20% de aumento na taxa. Em 12 anos, ganharam 20% de aumento na taxa. Pagar dois ou três cursos com o que a CBF ganha por ano, com toda a estrutura que a CBF tem, é investimento pequeno nesses profissionais. Árbitros Fifa, top de linha, tem média mensal de R$ 10 mil por mês. Árbitro Fifa - disse, no "Arena SporTV". "A CBF paga R$ 3.400 (brutos) por jogo para árbitros Fifa e R$ 2.500 para os chamados "básicos". Ex-juiz diz que valor foi reajustado em 20% em 12 anos"
Segundo Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, paga-se R$ 3.400 brutos para os árbitros tops (principais). Valor que cai em cerca de 30% com os impostos.
- Se fizer quatro jogos no mês, tira R$ 14 mil bruto, o que cai para R$ 10 mil - diz Sérgio.
Na opinião de Gaciba, esta remuneração "é muito ruim".
- Muito (ruim), em relação à reponsabilidade que eles têm? Muito (ruim). Em relação à população brasileira é maravilhoso. Mas falamos de árbitros que apitam quatro jogos por mês e não é isso que acontece (com todos). E essa é a taxa diferenciada para os que são do quadro da Fifa. Os básicos ganham R$ 2.500 (por jogo), quase mil a menos.
Para Corrêa, a profissionalização da arbitragem não será tarefa fácil e nem imediata:
 - Temos o problema da dimensão continental do país e da disponibilidade de árbitros para as competições. A CBF não tem árbitro, pega material humano emprestado das federações por uma temporada. Pegamos árbitros que vêm de competições tecnicamente não tão fortes como o campeonato nacional, o que traz árbitros não tão preparados e aí a conta não fecha.
- Vamos colocá-los onde? Em um estado, é possível, mas vão ter de deixar suas atividades profissionais e viver de arbitragem. E se após uma temporada nós os dispensarmos, vão atuar onde? Jogador muda de clube e desanda a fazer gols, eles não. As leis trabalhistas inviabilizam financeiramente a situação. A CBF tem recurso, poderia investir, mas se fizer a soma vocês vão ver onde vai parar. Seria tão elevada que o efeito prático não vai ser a perfeição. Ele seguem sendo seres humanos - destacou.
São Paulo x Cruzeiro - jogadores reclamam com árbitro (Foto: Marcos Ribolli)Jogadores reclamam com o árbitro Leandro Vuaden em São Paulo x Cruzeiro (Foto: Marcos Ribolli)
Corrêa disse, porém, que existe um projeto embrionário para 2015, mas que ainda será analisado pela administração da CBF. A ideia seria escolher um grupo de árbitros de cerca de 30 nomes para receber esse benefício. Ao todo, a CBF trabalha hoje com 1.200.
Nesta sexta-feira, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol divulgou uma nota em que ameaça organizar uma greve dos profissionais, paralisando o Campeonato Brasileiro. A entidade afirma que os árbitros têm sido desrespeitados por jogadores, dirigentes e treinadores. E que estes tentam repassar a culpa pelo baixo nível das partidas a quem apita.
Fonte: Por SporTV.com São Paulo

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Anaf ameaça paralisar o Campeonato Brasileiro

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) ameaça paralisar o Campeonato Brasileiro em protesto contra a falta de respeito ao árbitro. Na opinião da entidade, as críticas e reclamações de jogadores, treinadores e dirigentes visam esconder a crise técnica do futebol brasileiro, transferindo a culpa do mau futebol à arbitragem.
      Marco Antonio Martins ao centro
A proposta de paralisação defendida pela Anaf será discutida em assembleia-geral, caso não houver uma ação enérgica da CBF e do STJD, punindo com rigor as ofensas. “Os árbitros estão indignados e querem parar o campeonato. O nível técnico da competição é baixíssimo e querem jogar a culpa da derrota no árbitro. Isto é um desrespeito à figura do arbitro, que tem o papel de comandar a partida”, afirma o presidente da Anaf, Marco Antônio Martins.
Fonte: Anaf

Para chefe da arbitragem, tecnologia faria futebol ficar "muito chato"

O uso da tecnologia para auxiliar a arbitragem não é muito bem visto pelo presidente da Comissão Nacional de Arbitragem. Em debate sobre o tema no "Arena SporTV", Sérgio Corrêa da Silva disse considerar que o fim das polêmicas fará do jogo de futebol algo mais chato. Mas admite que esse caminho será positivo para os árbitros.
- Faz parte do futebol essa movimentação, as pessoas acabam discutindo muito. Se colocar a tecnologia, pessoalmente falando, acho que vai acabar essa discussão e o futebol fica muito chato. Agora pelo lado do árbitro, da forma como é tratado pela mídia, que é massacrado, não é respeitado. Aliás, o respeito hoje no país já começa nas escolas, já não tem mais respeito ao professor. Algo que tem efeitos sociais importantes. A tecnologia vai tornar justo o futebol, mas vai perder a graça, na minha opinião. Mas nesse sistema, sem a tecnologia não temos mais limites para tornar o árbitro mais respeitado.

Sérgio Corrêa diz que as polêmicas fazem parte do futebol, mas vê benefício para os árbitros, que seriam "mais respeitados"

O dirigente disse, ainda, não ser favorável que os árbitros se manifestem em entrevista coletiva logo após as partidas. Segundo ele, eles saem cansados e sem as análises necessárias.
- Sou a favor que depois de dois ou três dias eles possam falar. Depois do jogo eles não têm mecanismos, o árbitro sai extenuado do campo. Ele tem que ter o tempo dele para descansar, analisar as jogadas junto com a comissão e os companheiros - destacou.
Sérgion Corrêa não é um entusiasta do uso das tecnologias no futebol (Foto: Reprodução do SporTV)Sérgio Corrêa não é um entusiasta do uso das tecnologias no futebol (Foto: Reprodução do SporTV)
Fonte:SporTV.com

Mão na bola, um problema "filosófico"

É totalmente fora de propósito a afirmação dos dirigentes da CBF de que os erros crassos da arbitragem brasileira, se resumem a uma orientação equivocada do ex-árbitro e instrutor/Fifa Jorge Larrionda. Larrionda, foi um dos preletores do curso realizado na Granja Comary (Teresópolis), pela CBF, há pouco mais de quinze dias. O evento teve a participação de setenta e dois árbitros (Renaf) e trinta e cinco instrutores.

                    Veja.com
No que tange a interpretação da infração de bola na mão ou mão na bola, Regra XIV – Tiro penal - a instrução do instrutor Fifa que chegou ao meu conhecimento de quem participou do curso foi: “O  árbitro deve ficar atento no momento de interpretar e aplicar a regra, quanto a mão deliberada e quanto a uma ação deliberada que resulta em um toque de mão”. O resto é “cortina de fumaça”.

A avalanche de deficiências exibidas via mídia dos homens de preto que compõe a (Renaf) Relação Nacional de Árbitros/CBF diariamente, está alicerçada num modelo de gestão anacrônico, cuja caraterística principal é o continuísmo. Modelo que tem como mentores a casa que comanda o futebol brasileiro e suas congêneres as federações de futebol.  

Modelo que tem se mostrado refratário a mudanças significativas  na direção da (CA)Comissão de Arbitragem, e abdicou da meritocracia senão na sua essência, mas em parte, na indicação dos árbitros  que compõe a Renaf. Modelo que não encontrou até data presente, uma fórmula que amenize com o histórico “vergonhoso” de reprovações dos árbitros brasileiros nos testes físicos da Fifa, quando aplicado por instrutores internacionais.  

Modelo que ao invés de promover cursos, seminários, congressos com instrutores europeus, visando a requalificação diferenciada do homem que maneja o apito e a bandeira, optou em ficar circunscrito aos instrutores da América do Sul.

Modelo que lançou observadores, delegados especiais e tutores de arbitragem, mas, ninguém sabe quais são os resultados objetivos dessa parafernália. Explico: A trempe aqui nominada é designada para  relatar de forma fidedigna os prós e os contra do árbitro, dos assistentes, do quarto árbitro e dos (AAA) árbitros assistentes adicionais no Brasileirão. Dado os resultados pífios das tomadas de decisões da arbitragem pergunto: Qual é o destino que a CA/CBF dá aos relatórios desse pessoal?

Modelo que se mostra incapaz até a publicação desta coluna de reunir os membros da Renaf, e estabelecer um mínimo de critério  da arbitragem no momento de interpretar e aplicar a regra nas faltas e incorreções, no posicionamento adequado do árbitro com a bola em jogo, dos assistentes e dos (AAA).
Além disso, é visível a ausência de um padrão aceitável na aplicação do cartão amarelo. Acrescento ainda, a falta de sintonia entre o sexteto do apito na comunicação visual e via ponto eletrônico conforme determinado no manual das Regras de Futebol.

Modelo que expõe sua ineficácia quando os assistentes são chamados a interpretar e aplicar a regra XI – Impedimento. Com honrosas exceções, os bandeiras tem dificuldades estratosféricas no momento de definir o que è: “Mais próximo da linha de meta adversária”. “Interferindo no jogo”. “Interferindo em um adversário”. “Ganhando vantagem da referida posição”.

Modelo que não orientou e se houve orientação os árbitros não estão cumprindo, de que o atleta que desaprova sistematicamente as decisões da arbitragem com gestos ou palavras e comete infrações persistentes, deve ser advertido com cartão amarelo.
                                                                  SPORTV
Modelo cujos membros da Comissão de Arbitragem, tem observado nos diferentes torneios da CBF pela TV, a insurreição dos atletas e técnicos que marcham ao final do primeiro tempo e no encerramento das partidas, na direção de juízes, bandeirinhas e (AAA). A regra determina que se existir indisciplina, e é o que temos observado, cabe ao árbitro de acordo com a infração, advertir com cartão amarelo ou se for o caso aplicar o cartão vermelho ao jogador infrator.

E, por último, modelo que nunca demonstrou o menor interesse e não tem um projeto de excelência, objetivando modernizar e profissionalizar um dos setores mais importantes do futebol que é a arbitragem. Arbitragem que num trilar equivocado do apito ou do assistente no levantar do seu instrumento de trabalho (bandeira) - decidem as competições milionárias que dirigem.  

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

“Angustiante a competência dos homens do apito”


A angústia, afirmam os estudiosos trás fraqueza, desânimo, mal humor, insatisfação, e até suicídio. Além disso, provoca um sentimento intenso, em que o ser humano já não consegue pensar de forma racional. Psicólogos e outros, dizem que pode proporcionar calafrios, paralisia muscular e, inclusive, a morte por parada cardíaca.
Na quarta-feira que passou (24), aos 46’ da etapa final no estádio Couto Pereira em Curitiba, quando Vinicius Furlan (foto/CBF/1/SP) - o árbitro de Coritiba 1 x 2 Cruzeiro, não marcou o agarrão do ala Ceará da equipe de Minas gerais, em Zé Love do Coritiba na disputa de bola, dentro da área penal, constatei “in loco” a expressão de angústia nas faces e nos olhares de centenas de torcedores, que estavam nas cadeiras do nominado estádio.

Foi pênalti!, indiscutível, em desfavor do Cruzeiro. Furlan estava posicionado há uma distância compreendida entre (4 metros a 6 metros da jogada)- além do exposto, estava na diagonal, à esquerda da bola e da jogada. Portanto, tinha o lance dentro do seu campo visual na sua plenitude.
Se existir um mínimo de seriedade na Comissão de Arbitragem da CBF para com o futebol brasileiro, o indigitado árbitro deve ser submetido a uma requalificação no que concerne as Regras de Futebol, mas, sobretudo, nas faltas e incorreções dentro da área penal.
Vinicius Furlan, retratou com rara “perfeição” a decadência, a incompetência e as razões da ausência total de credibilidade nas tomadas de decisões do homem de preto, no atual Campeonato Brasileiro.
Às 22h, num dos maiores clássicos do futebol pentacampeão, São Paulo/SP x Flamengo/RJ, o apitador Andre Luiz de Freitas Castro (CBF/ESP-2), expôs de uma vez por todas, a “ruína” que assola praticamente todo o quadro de árbitros da (Renaf) Relação Nacional de Árbitros de Futebol.
Inseguro, confuso, tolerante com jogadas bruscas ou violentas e apresentando erros crassos de interpretação, como a marcação do “pênalti” num toque de mão do atleta Samir do Flamengo, fora da área penal. André Castro, fechou com “chave de ouro” a quarta-feira de angústia do torcedor do futebol brasileiro. Angústia, que foi proporcionada pelo guardiões das REGRAS DE FUTEBOL, os árbitros.

CBF ataca Fifa sobre arbitragem: 'não somos levianos'

O presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero (foto ao lado de José Maria Marin), banca a decisão dos árbitros brasileiros contra os comentários da Fifa e também rebate: ninguém na entidade é "leviano". Na última quarta-feira, em entrevista a jornalistas brasileiros, o chefe de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, negou que haja uma orientação da entidade para apitar pênalti ou falta em qualquer bola na mão, como tem sido o comportamento dos árbitros brasileiros.

Suas declarações causaram mal-estar dentro da CBF e entre os árbitros. No Brasil, o chefe da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, insistiu que as novas orientações eram uma recomendação da Fifa e que teria sido o uruguaio Jorge Larrionda, instrutor da Fifa, quem passou as novas ordens. "O Sergio Correa respondeu lá no Brasil", declarou Del Nero nesta quinta-feira na Fifa. "Nós temos os vídeos, as provas. Ele não é leviano", insistiu.
Na quarta-feira, a Fifa insistiu que "nunca mudou" a "regra da bola na mão" e criticou o comportamento dos árbitros no Brasil. Para a entidade, os árbitros precisam "ler a situação" e não dar falta a cada bola que toque a mão. "A mão faz parte do jogador. Não há como pensar em um jogador sem mãos", indicou Busacca.
Nas últimas semanas, a arbitragem no Campeonato Brasileiro tem causado diversas polêmicas, em especial por conta de lances de mão na bola. A diretriz da CBF sobre da "mão na bola" aponta para uma direção exatamente contrária à avaliação de Busacca.
Fonte: Ricardo Stuckert / CBF
Fonte: Ricardo Stuckert/CBF
A recomendação "une a mão intencional com o toque teoricamente não proposital e intensifica as marcações de infrações, mas levando em consideração fatores como a distância entre o atleta que tocou na bola e aquele que chutou". Na prática, a recomendação restringe a interpretação de que possa haver um movimento de bola na mão.
Na Fifa, a recomendação surpreendeu. Segundo Busacca, "não se pode dar falta a qualquer toque de mão. "Isso é um absurdo", declarou. Para ele, o que precisa ser pensado é se a mão de um jogador estava ou não no local de forma "natural ou não-natural".
"Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, para se equilibrar e para saltar", disse. "Não se pode jogar sem mão", declarou. Para ele, questionar isso é "desrespeitar o atleta". Outro fator, segundo ele, que precisa ser avaliado é se o toque foi "intencional ou não". "Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido", disse.
Busacca insiste que, em seu trabalho, tem reforçado a ideia de que os árbitros precisam ir além das regras escritas e saber "ler" uma situação. "O juiz não pode só pensar como juiz e apenas aplicar o que está escrito", disse. "Um juiz precisa se colocar no lugar do jogador e entender um movimento", completou. Nesta semana, o presidente da CBF, José Maria Marin, deixou claro que estava "insatisfeito" com a arbitragem no Brasil.
Fonte: http://www.emresumo.com.br - Por Jamil Chade - Zurique

Incompetência comprovada

"A mão faz parte do jogador. Não há como pensar em um jogador sem mão.”
“Não se pode dar falta a qualquer toque de mão. Isto é um absurdo.”
“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, para se equilibrar e para saltar. Não se pode jogar sem mão.”
“O juiz não pode só pensar como juiz, e aplicar somente o que está escrito.”
“As decisões tomadas no Brasil não estão em linha com as orientações FIFA.”
Todas as declarações acima, e muitas mais, são de Máximo Bussaca, Chefe da Arbitragem da FIFA sobre mais uma vergonha passada pelo futebol brasileiro à nível mundial.
Talvez muitos que não nos conheçam, não conviveram conosco, pense ao ler nossas posições, nossas matérias, que temos inveja, que queremos os cargos, que somente tentamos destruir e não construir. Nada disso meu Amigo: “QUANDO SE CONHECE, SE GOSTA, E SE FAZ, SE FAZ MUITO MELHOR”. O que queremos é ver as coisas mais próximas da perfeição, o que queremos é nosso futebol e nossa arbitragem, o meu campo, no topo do mundo... Não queremos destruir ninguém com nossas criticas. “QUANDO SE ACHA QUE CONHECE, QUANDO SE ACHA QUE GOSTA, QUANDO SE ACHA QUE SE FAZ SE FAZ MUITO PIOR.”
É este, resumidamente o grande problema atual da arbitragem brasileira. O problema dela está, para nós, muito mais FORA DO CAMPO que dentro dele. As limitações de quem hoje orienta, salvo raras exceções, é algo assustador. E repito: os conheço um por um...
No nosso pequeno espaço tentamos alertar, tentamos esclarecer, tentamos mostrar a que se propõe a regra nesta ou naquela situação, tentamos ajudar aos árbitros com nossos comentários, tentamos aclarar aos leigos em situações duvidosas.
Nosso futebol está jogado às traças, poucos estão realmente preocupados com ele, a maioria se locupleta em seus cargos, ninguém mais tem verdadeiro amor pelo que faz. É somente oba-oba, é somente ostentação, é somente enganação. È gente voando pra cá e pra lá absurdamente sob os mais variados títulos para justificar: Assessores, Tutores, Delegados, amigos do amigo, etc. etc. fazendo turismo desnecessário pelo país E SEM ACRESCENTAR NADA À ARBITRAGEM. 
PS: O texto em tela é de autoria do ex-diretor e ex-instrutor de árbitros da Federação Paulista de Futebol e da Conmebol, professor Gustavo Caetano Rogério. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Por que a arbitragem brasileira está em crise? (final)

A última etapa que versa sobre a crise que vivencia a arbitragem brasileira tem dois epicentros. As associações e sindicatos de árbitros de futebol e os próprios árbitros. No que diz respeito as entidades de classe que “representam” os homens de preto em todo o Brasil, nesse setor o continuísmo “dá carta e joga de mão". Encontrar uma entidade de classe que ainda não foi cooptada pelas federações estaduais ou as comissões de arbitragem, é como achar uma agulha num “palheiro”. E quem não aceitou ser cooptado, está sofrendo consequências me disse um presidente de uma associação em “off”.

Os eleitos pela categoria do apito em diferentes localidades do País afora, que “juraram” defender e buscar melhorias para os seus filiados nos diversificados segmentos da arbitragem, estão “arraigados” em funções triplas ou quádruplas nas federações estaduais e na CBF.

Os dirigentes das associações que são fundadas de acordo com o Art. 53 do Código de Processo Civil e não podem ter lucro, mas, quem está envolvido no processo tem, foram cooptados  escancaradamente pelas federações e a CBF.

Os componentes dessas associações/sindicatos, por questão ética e dada a incompatibilidade salvo um ou outro caso, não deveriam, mas exercem as atividades de diretor da comissão de árbitros, observador de arbitragem, diretor ou membro da escola de formação de árbitros da federação local. 
Além disso, há um contingente expressivo de dirigentes classistas (associações, sindicatos, membros e diretores das comissões de arbitragem das federações) - que atuam como observadores, delegados especiais e há pouco “inventaram” a figura do Tutor de arbitragem nas competições da CBF. Detalhe: Todos os envolvidos nesse processo são regiamente remunerados pelos borderôs dos jogos, porém, os resultados de toda essa parafernália são pífios a partir do momento que o homem do apito autoriza o início das partidas.

E, por derradeiro, aquele a quem é conferido o direito inalienável conforme preceituado na (REGRA V) – o árbitro - de interpretar e aplicar as REGRAS DE FUTEBOL, ao invés de se organizar e viabilizar mecanismos para aprimorar o seu desempenho na dificílima missão no momento de trilar o apito ou levantar a bandeira adequadamente, se acomodou.

A principal reivindicação dos árbitros e assistentes nas federações e na CBF que temos conhecimento, sempre foi e continua sendo a de garantir uma escala. Esse fator por si só atesta inexoravelmente o atraso que vivem os juízes e bandeiras do futebol pentacampeão, em que pese estarmos vivendo no século 21. O epílogo desta matéria expõe de maneira irrefutável, o Raio-X do árbitro do futebol brasileiro.

PS: O caminho para a independência, o aperfeiçoamento técnico, cultural e minimização dos erros “crassos” da arbitragem nas competições estaduais e nacionais, se existir interesse das federações e, sobretudo, da CBF, está na busca de um diálogo transparente com a direção da (Anaf) Associação Nacional de Árbitros de Futebol. Lá, os homens que comandam o futebol brasileiro, encontrarão Marco Antonio Martins e Salmo Valentim, dois baluartes da arbitragem que tem ideias, projetos e muita disposição de mudar a trajetória e propiciar a valorização que o profissional do apito é merecedor.

PS (2): A Uefa deu início a partir de hoje (24), até a próxima sexta-feira em Nyon (Suíça), ao curso de capacitação aos (AAA) árbitros assistentes adicionais da entidade europeia. A estrutura do evento terá como principal foco assistente de arbitragem adicional, exercícios práticos, tomada de decisão e exercícios do árbitro assistente adicional. Enquanto isso aqui no Brasil, os (AAA) demonstram total inabilidade na função nos prelios do Brasileirão.