domingo, 8 de setembro de 2019

"PALESTRAS INÓCUAS"

Encerrado o jogo da volta pela Copa do Brasil, entre Athletico/PR x Grêmio/RS, na quarta-feira (4/9), ao ser questionado na entrevista coletiva, sobre o desempenho da arbitragem, o técnico do Tricolor dos Pampas, Renato Gaúcho abriu sua metralhadora verbal e disparou: "Todas as rodadas temos problemas de erros dos árbitros brasileiros, independente da competição da CBF". Mas Renato Gaúcho não parou aí com suas críticas, que são procedentes contra a confraria do apito que labuta nos torneios da CBF. Disse mais: "É inaceitável que com o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), os árbitros continuem errando da forma como está acontecendo", vociferou Gaúcho.

As declarações do principal treinador do futebol brasileiro na atualidade, foi a pá de cal derradeira, que faltava para comprovar de maneira inafastável, a falência do modelo de gestão que maneja a arbitragem da CBF, há várias décadas.

Modelo de gestão que mantém as mesmas pessoas, os mesmos métodos, que "inchou" o quadro de árbitros da CBF de quantidade e esqueceu-se da qualidade, e ficou circunscrito a filosofia e/ou cultura da paupérrima arbitragem Sul-americana.     

Modelo de gestão que segundo alguns dirigentes do setor do apito da CBF, é considerado modelo de eficiência por quem o conhece. Modelo de gestão "eficiente", que termina assim que os árbitros apitam o início dos jogos das Séries A e B e Copa do Brasil.

Com esse cenário de pauperidade na arbitragem brasileira, o diretor da CA/CBF Leonardo Gaciba, ao invés de reunir o grupo que comanda e identificar a origem da avalanche de erros perpetrados pelos seus comandados rodada após rodada, e viabilizar meios para estancar a sangria de prejuízos que os erros dos apito geram ao nosso futebol, optou em sair pelo país e ministrar palestras, "tipo visita de médico em casa", aos atletas, cartolas, técnicos, e aos árbitros. Na semana que passou, Gaciba esteve no Ceará.

A medida é paliativa, não equaciona e não equacionará os gravíssimos problemas estruturais, que solapam o quadro de árbitros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol da CBF, há vários anos.

O que o mundo do futebol brasileiro almeja da CBF, não são ações de "afogadilho", prática comum a cada crise da nossa arbitragem. É imperativo um projeto de excelência que traga como escopo principal, uma profilaxia ampla, total e irrestrita em todos os setores que compõe arbitragem da CBF, visando dar qualidade e credibilidade as tomadas de decisões dos seus apitos e bandeiras nos torneios manuseados pela entidade. 

É o norte a ser seguido pela direção da CBF.
  Á esquerda Busacca e à direita Collina - Foto: Arbitro Internacional

PS: Modelo de gestão, que não observamos interagir com instrutores da FIFA, da UEFA e Premier League. Qual foi a última vez que um instrutor FIFA esteve no Brasil, ministrando cursos de capacitação aos apitos brasileiros? Não vale os instrutores da CONMEBOL. Qual foi a última vez que a CBF interagiu com um instrutor do (CORE) Centro de Excelência de Arbitragem da UEFA? Qual foi a última vez que a CBF interagiu com instrutores de arbitragem da Premier League? Instituição considerada modelo de arbitragem no planeta.

PS (2): Ao invés de palestras que terão "efeito traque", Gaciba deveria pesquisar e buscar Know-how aos nossos árbitros, nas entidades acima nominadas. Porque do contrário, vai repetir seus antecessores. A cada crise na arbitragem, uma ação meia-boca. 

PS (3): o The IFAB e a FIFA atualmente, não tomam nenhuma decisão no que tange a experimentos e/ou testes, ou possíveis alterações nas REGRAS DE FUTEBOL, sem consultar o diretor de árbitros da FIFA, Massimo Busacca ou Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA. Por que Busacca e Collina nunca vieram ministrar um curso de excelência a arbitragem da CBF? Nada mais a dizer.   

terça-feira, 7 de maio de 2019

Governo do Estado prepara novo modelo de transporte de servidores

                       Foto: AEN/PR

Novo sistema de deslocamento prevê licitação, contratação de empresas prestadoras de serviço e o lançamento de um aplicativo, o que permitirá também maior controle sobre os custos dos deslocamentos e transparência para a população.

O Governo do Paraná deve remodelar o sistema de transporte de servidores públicos a partir do segundo semestre. O modelo a ser adotado é inspirado em experiências do Ministério da Economia e do Estado de Goiás e, além de redução de custos, também tem como propósito dar mais eficiência à gestão da frota.
Apresentado ao governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (7), durante reunião de secretariado, o sistema prevê a contratação de empresas prestadoras de serviço por meio de licitação. O serviço vai incluir um aplicativo que permitirá gestão online dos deslocamentos, tarifas fechadas e comunicação instantânea com o Portal da Transparência.
Segundo o governador, a iniciativa atende o propósito da gestão de modernizar e dar mais agilidade à máquina pública. “Não é função do Estado gerenciar carros, oficinas. Existe a questão dos carros oficiais das forças de segurança e de saúde, por exemplo, que necessitam dessa dedicação integral, mas nas demais áreas é possível remodelar o atendimento”, afirmou.
Luiz Henrique Fagundes, assessor especial da Governadoria e integrante do projeto, destacou que a meta é racionalizar o uso de recursos públicos e reduzir pela metade o custo médio por quilômetro rodado, que hoje pode chegar a R$ 6,66 para veículos da frota própria do Estado.
“Basicamente o sistema respeita o modelo dos aplicativos e é voltado a melhorar o serviço de atendimento ao servidor público. É uma racionalização de custos, trará transparência e maior controle sobre a mobilidade”, explica Fagundes. “Estamos prevendo tempo de atendimento de seis minutos. Dá para agendar, planejar o dia. É uma inovação”, completou.
PROJETO - Ratinho Junior assinou em abril um decreto criando um grupo de trabalho para a construção do projeto básico, composto por servidores da Governadoria, Ipardes, Celepar, Controladoria-Geral do Estado, Casa Civil e Secretarias de Planejamento e da Administração e da Previdência. As equipes trabalham no diálogo com os prestadores de serviço para aprimorar o termo de referência e mapeiam os deslocamentos dos servidores em todo o Estado para estabelecer o alcance do projeto.
COMPLIANCE – A Controladoria-Geral do Estado (CGE) também apresentou o cronograma de implementação do programa de Compliance na administração direta e reforçou junto aos secretários, diretores de autarquias e presidentes de empresas públicas a necessidade de observar as normas de integridade nas decisões.
O programa está sendo implementado as secretarias de Comunicação e de Cultura, de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, de Infraestrutura e Logística e Planejamento e Projetos Estruturantes. “Esse plano é um mapa, um roteiro que o secretário deve utilizar na gestão da sua pasta considerando o código de ética”, explicou.
Siqueira também destacou que a apresentação teve como intuito reforçar o compromisso da alta administração estadual com o programa. “Precisamos alimentar ele periodicamente. As ferramentas são justamente comunicação e treinamento. Vamos incessantemente comunicar os gestores de que eles precisam respeitar a ética e a integridade na tomada das decisões”, completou.
LINHA DE DEFESA - Gilberto Antonio de Souza Filho, assessor da CGE, afirmou que a população reivindica transparência e por eficiência e tem intolerância à corrupção. Segundo ele, com o programa, o Paraná passa a ter três linhas de defesa contra desvios de conduta: a primeira composta pelos grupos setoriais administrativos das secretarias; a segunda, por agentes do núcleo de integridade e compliance, vinculados às pastas e monitores das ações da CGE; e a própria CGE como órgão que orienta e recebe as demandas da população.
Siqueira também destacou que a primeira fase de implementação atende a administração direta, mas que a segunda vai envolver órgãos da administração indireta. O deputado estadual Hussein Bakri, líder do Governo no legislativo, destacou que o projeto de lei que institui o programa em caráter permanente em todo o Estado deve ser votado nas próximas semanas na Assembleia Legislativa do Paraná.
CHINA E INFRAESTRUTURA – O governador Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, também apresentaram aos demais secretários os resultados da viagem à China, no fim de abril. Eles anunciaram que executivos da China Communications Construction Company (CCCC), maior empresa de infraestrutura do país, virão ao Paraná nos dias 13 e 14 de maio para conhecer o projetos do Estado.
Entre os projetos estão a engorda da orla de Matinhos, no Litoral, e a extensão da malha da Ferroeste de Cascavel até Foz do Iguaçu, encarada como o primeiro passo para a concretização do corredor bioceânico que passará pelo Paraná.
Ratinho também celebrou os bons resultados da Ferroeste, que alcançou o maior faturamento da história em um único quadrimestre: R$ 12,4 milhões, crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.


Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

sexta-feira, 26 de abril de 2019

2019: UMA NOVA ARBITRAGEM NO BRASILEIRÃO?

    Raphael Claus, o melhor apito do futebol brasileiro nas últimas 3 temporadas - foto: Fox Sports

Começa nesta sexta-feira, o principal torneio do futebol brasileiro, o denominado Brasileirão da CBF. No que concerne ao desempenho qualitativo da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), responsável pela direção das partidas das Séries A, B, C, D e a Copa do Brasil na temporada que passou,sem nenhuma maldade, foi abaixo da crítica.

Apitos, bandeiras, árbitros adicionais e os quartos árbitros, foram useiros e vezeiros em descumprir o preceituado nas REGRAS DE FUTEBOL, as orientações e circulares da CA/CBF e do The IFAB. Tivemos algumas rodadas tanto na Série A como na B, onde a situação descambou para um autêntico "MISTIFÓRIO".

Pois bem, a temporada passada faz parte do passado, e uma nova se inicia nesta noite.

Diante da ausência de qualidade e da insegurança explicitada pela confraria do apito, nos últimos dois anos, e como não houve mudança significativa na CA/CBF, na Escola Nacional de Arbitragem de futebol - Enaf, e o Diretor do Departamento de Arbitragem, foram confirmados, é impraticável qualquer opinião sobre os acontecimentos que poderão ou não acontecer, no  principal torneio da CBF nos próximos 8 meses.

Faço a afirmação em tela porque, todos os setores acima mencionados, participaram diretamente da formação e capacitação do atual quadro nacional de árbitros da CBF. O que significa que são responsáveis pelo fracasso do modelo de gestão aplicado aos homens de preto da entidade.

Além do exposto, o novo diretor da CA/CBF, Leonardo Gaciba, não apresentou nenhum projeto para oxigenar a melhora da (Senaf) em 2019.  "Será que vamos ter mais do mesmo?"

PS: O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - liberou na última década, milhares de Cartas Sindicais [11.114] - às diferentes categorias de trabalhadores de todo o Brasil. Os árbitros de futebol, ficaram dormindo em "berço explêndido". Não conseguiram criar um único sindicato. O  único que foi criado, o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Ceará, conseguiu a Carta Sindical, via os sindicalistas, Airton Nardelli (PR) e Ciro Camargo (RS) - filiados a União Geral dos Trabalhadores - (UGT). (UGT) que deu uma força considerável na obtenção da aludida carta ao Ceará.

PS: (2): Isente-se de qualquer responsabilidade em relação as ações sindicais, a atual diretoria da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) - que tomou posse no dia 2 de novembro de 2018

PS (3): Atletas, CBF, clubes, cartolas, Federações de Futebol, [técnicos - leia em - 
https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ESPORTES/551425-COMISSAO-APROVA-DESTINACAO-DE-PARTE-DOS-DIREITOS-DE-TRANSMISSAO-DOS-JOGOS-DE-FUTEBOL-PARA-TREINADORES.html, preparadores físicos, médicos e as TVs, se organizaram em sindicatos e federações. Todos sem exceção, estão faturando muito dinheiro na trilhardária locomotiva que gere o futebol brasileiro. Já a confraria do apito, pelo andar da carruagem, vai continuar ocupando como sempre ocupou, a "última poltrona" da indigitada locomotiva. Traduzindo: "VAI CONTINUAR BRIGANDO POR ESCALAS".

segunda-feira, 22 de abril de 2019

VAR: TREINAMENTO “EM CIMA DO LAÇO”, DEIXOU A DESEJAR

    Crédito: FIFA

O Árbitro Assistente de Vídeo – VAR na sigla em inglês, foi autorizado pelo (The IFAB), em 5 de março de 2016.
Enquanto a CBF postergou ao máximo,  concomitantemente, a implementação do VAR e o treinamento à arbitragem, o primeiro mundo do futebol, mandou ver sobre a ferramenta tecnológica, que tem como alvo auxiliar a arbitragem a dirimir lances que fujam do seu campo visual.

1)     A principais potências do futebol mundial construíram centros e/ou salas especiais, com a infraestrutura necessária para o funcionamento do VAR. 2) Pesquisaram e contrataram empresas de ponta, e profissionais com conhecimento de excelência para qualificar os instrutores. 3) Sob a supervisão de técnicos, engenheiros, instrutores com Know-how internacional no (VAR), treinaram à arbitragem em média de 3 a 6 meses, com dezenas de testes (Offline).  4) Implantaram suporte adequado nas arenas, onde acontecem os espetáculos futebolísticos para receber , cabos, fios, câmeras, luzes, etc... 6) Iniciaram gradativamente, os testes ao vivo, observando as deficiências, objetivando as correções necessárias, com o intuito de alcançar o melhor resultado. 8) A partir do momento que tiveram a certeza de que tudo estava em ordem, implantaram nas suas competições.

Dado o planejamento acima, as principais ligas de futebol, sobretudo as europeias, atualmente, quando acionados o VAR e o árbitro central, em lances que estão catalogados no Protocolo do (The IFAB), a definição da jogada analisada sai em regra geral, em um minuto e trinta segundos.
Já a CBF implantou o VAR em julho de 2018, nas quartas de final da Copa do Brasil, e treinou em uma semana, um grupo restrito de árbitros. O mesmo procedimento foi adotado com a arbitragem nos regionais das Federações de Futebol, que utilizaram o VAR - e também com aproximadamente (120) árbitros que irão manejar o VAR no Campeonato Brasileiro de Futebol.
Como o VAR é uma ferramenta incipiente, de alta tecnologia e requer instrutores com conhecimento de excelência e treinamento continuado aos árbitros, as dificuldades e as paralisações de (3’50), que observamos nos jogos dos torneios regionais neste início de 2019, devem persistir no Campeonato Brasileiro nesta temporada.

PS: a UEFA, após seis meses de treinamento intensivo ao seu quadro apitos, está utilizando o VAR nas quartas de final da Liga dos Campeões e na Liga da Europa de 2019.

PS (2): a Premier League, na temporada 2019/2020, também ira usar o VAR, que foi testado na recém-findada Copa da Inglaterra. 

PS (3): na Europa a sala do VAR fica numa central. No Brasil, o VAR está alocado em salas no interior dos estádios ou em alguns casos, em contêineres do lado de fora das arenas.   


       



quarta-feira, 10 de abril de 2019

ARBITRAGEM: SÓ UMA “BALA DE PRATA” SALVA GACIBA



O anuncio feito pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo, na troca de comando na direção da arbitragem da entidade, sai Marcos Marinho e assume Leonardo Gaciba (foto), teve o impacto similar ao relâmpago que sai do oriente e chega no ocidente. 

A notícia desmilinguiu-se, assim que o próprio Caboclo confirmou que, a exceção de Marcos Marinho, que irá para um conselho da entidade, os demais membros da Comissão de Árbitros irão permanecer nos seus cargos.
  
Explico (1): os membros aos quais o presidente da CBF se referiu, estão alocados há vários anos em diferentes setores da arbitragem brasileira. Lembro que a cada crise, no setor do apito nas últimas temporadas, ao invés de uma oxigenação na CA/CBF, a opção utilizada foi a “dança das cadeiras”. O que significa que estão desgastados.   

Explico (2): os membros aos quais o presidente da CBF se referiu, criaram e/ou implementaram na última década no setor de arbitragem da CBF, o departamento de arbitragem, a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), o tutor, inspetor, observador de árbitros, delegado especial, analista de campo, analista de TV, Radar, pilar técnico, pilar físico e pilar mental, visando a melhora na qualidade das tomadas de decisões da arbitragem, que atua nos torneios da CBF. “Deu chabu”.

Com os membros aos quais o presidente da CBF se referiu, e a parafernália acima, a arbitragem que compõe a Relação Nacional de Árbitros de Futebol – CBF - atingiu um estágio de decadência qualitativa e uma ausência de credibilidade, como há muito tempo não se vê no futebol brasileiro. 

Diante do que se lê neste articulado, somente teremos as transformações que a arbitragem brasileira necessita para recuperar a qualidade e a credibilidade, se Leonardo Gaciba tiver consigo, “uma bala de prata”.

  



segunda-feira, 25 de março de 2019

Delegadas e investigadoras reforçam presença da mulher na Polícia Civil



A Polícia Civil do Paraná abre nesta segunda-feira (25), às 14 horas, em Curitiba, as atividades da Semana da Mulher. O encontro segue até quarta-feira (27), com palestras gratuitas sobre violência doméstica para mulheres da comunidade e cursos de tiro e defesa pessoal às agentes de segurança pública. A Polícia Civil tem 992 mulheres nas suas unidades em todo o Estado, ocupando cargos de delegadas, investigadoras, escrivãs, papiloscopistas e de agentes de grupos de operações especiais.
A semana da mulher acontecerá na Escola Superior da Polícia Civil (ESPC). O objetivo do encontro é fomentar a integração do público feminino com os servidores estaduais e da Polícia Civil que atuam em defesa dos direitos da mulher. Nos dois primeiros dias as palestras são voltadas à comunidade e no terceiro as atividades são exclusivas às servidoras da segurança.
Desde 1991, todos os cargos da corporação podem ser ocupados por mulheres. O delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, afirma que critérios técnicos têm levado as mulheres a conquistarem postos importantes. “As mulheres conquistam pela qualidade do trabalho. Como a escolha para cargos se dá por critérios técnicos, cada vez mais elas ocupam lugares importantes e estratégicos dentro da Polícia Civil. Como exemplo, hoje temos delegadas mulheres que são chefes em subdivisões do interior, a Divisão de Homicídios é chefiada por uma mulher e toda a coordenação de inteligência é feita por mulheres, além disso elas estão em grupos especiais”, diz Rockembach.
Coordenadora das 20 delegacias da mulher do Paraná, Marcia Rejane Vieira Marcondes, avalia que a rede de atendimento às vítimas de violência doméstica evoluiu ao longo do tempo. “Os órgãos estão mais especializados. Não é mais aquele amadorismo de antigamente. É mais organizado. As mulheres também tiveram um amadurecimento. Antes elas esperavam cinco ou seis anos para denunciar a violência. Hoje agem mais rápido”, afirma.
Com 24 anos de carreira policial, Marcia também destaca o aumento da presença feminina nas unidades policiais. “Hoje temos mulheres em cargos de chefia na Polícia, o que não se via há 20 anos, então temos uma alteração importante”.
SONHO NA MIRA - Cinco em cada 10 mulheres da Polícia Civil do Paraná são investigadoras. Pela necessidade da função, as 464 investigadoras distribuídas nas unidades policiais têm como princípio serem “invisíveis” à sociedade, mas possuem papel essencial na elucidação de crimes e conclusão de inquéritos.
Foi dessa forma, sem saber muito do que o cargo exigia, que Daiani Fernandes, 34, abandonou a profissão na educação para ser “invisível”. O sonho de ingressar na área da segurança sempre existiu, já que o pai é servidor do Exército. Em 2009 Daiani foi aprovada na Polícia Militar e no ano seguinte conquistou o cargo de investigadora na Polícia Civil. Há cinco anos na função, Daiani diz ter cada vez mais clareza e comprometimento com o cargo. “Quando entrei não sabia muito da investigação, era mais uma vontade minha. Mas, hoje eu sou apaixonada pelo meu trabalho”.
Daiani também relata a relação positiva com outras servidoras da segurança, principalmente na atuação em delegacias da mulher. Ela afirma ser essencial a presença feminina nas delegacias e aponta diferenças. “O olhar da mulher é diferente, ela consegue planejar a longo prazo. Trabalhar com uma mulher organizando equipe é maravilhoso”.
A recepção da comunidade em relação às agentes também é diferente. Daiani diz que existe uma empatia quando a abordagem é feminina e encontra menos resistência em atividades comuns da função policial, como a entrega de intimação. “Eu acho que é um complemento. É importante a função dos homens e das mulheres. Mas, geralmente elas têm mais tato para conversar com as vítimas, principalmente se forem também mulheres.”
PIONEIRISMO - Sete mulheres fazem parte dos grupos de operações especiais da Polícia Civil no Paraná. São cinco lotadas no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), uma no Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e uma no Grupamento de Operações Aéreas (GOA). Bruna Roberta Mayer é uma das integrantes desse elenco e um exemplo de pioneirismo na carreira operacional da instituição.
A conquista da investigadora para uma vaga no curso de operações aéreas no Maranhão já seria um motivo para Bruna ser conhecida entre as colegas policiais. Após dois anos de treinamento intenso, a investigadora concorreu com 11 homens no processo seletivo realizado entre os servidores do Paraná e foi a única a passar nos testes.
A bateria de exames envolveu corrida de 10 quilômetros, barra fixa, natação por 12 minutos, subida de cabo sem auxílio de braços, salto de plataforma de 10 metros, teste de tiro, flexão de braços. “Eu tinha muita vontade de ir para o lado operacional da polícia e a oportunidade do GOA surgiu. Encarei o desafio com 11 homens e treinei muito para chegar a uma condição física de quase isonomia com eles. Não foi fácil”.
Com a formação no curso realizado no Nordeste, Bruna se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de operadores aerotáticos do GOA, o que lhe confere a função de trabalhar em aeronaves. Aos 13 anos de carreira policial, a ponta-grossense de 34 anos afirma estar realizada. “Pessoalmente é um trabalho que exige mais treinamento. Mas, é um sonho para mim estar na parte operacional e gratificante porque sou uma das mulheres que talvez abriu as portas para que outras mulheres tentem”.
Confira a programação da Semana da Mulher
Local: Escola Superior de Polícia Civil, localizada na rua Tamoios, 1200, Vila Izabel, em Curitiba
Segunda-feira (25)

14h: abertura com a desembargadora Lenice Bodstein
16h: palestra sobre feminicídio com a promotora de justiça Mariana Dias Mariano
Terça-feira (26)
8h: palestra sobre verificação de violência sexual com a delegada Marcia Rejane
10h: palestra sobre atendimento à mulher em situação de violência com a defensora pública Patrícia Rodrigues Mendes Eliana Lopes
13h30: palestra sobre rede de proteção à mulher vítima de violência com a coordenadora da rede, Gléri Bahia Mangger
15h30: palestra sobre medidas protetivas e sua aplicação prática com o juiz Augusto Gluszak Júnior de antigamente.


É mais organizado. As mulheres também tiveram um amadurecimento. Antes elas esperavam cinco ou seis anos para denunciar a violência. Hoje agem mais rápido”, afirma.


Com 24 anos de carreira policial, Marcia também destaca o aumento da presença feminina nas unidades policiais. “Hoje temos mulheres em cargos de chefia na Polícia, o que não se via há 20 anos, então temos uma alteração importante”.
SONHO NA MIRA - Cinco em cada 10 mulheres da Polícia Civil do Paraná são investigadoras. Pela necessidade da função, as 464 investigadoras distribuídas nas unidades policiais têm como princípio serem “invisíveis” à sociedade, mas possuem papel essencial na elucidação de crimes e conclusão de inquéritos.
Foi dessa forma, sem saber muito do que o cargo exigia, que Daiani Fernandes, 34, abandonou a profissão na educação para ser “invisível”. O sonho de ingressar na área da segurança sempre existiu, já que o pai é servidor do Exército. Em 2009 Daiani foi aprovada na Polícia Militar e no ano seguinte conquistou o cargo de investigadora na Polícia Civil. Há cinco anos na função, Daiani diz ter cada vez mais clareza e comprometimento com o cargo. “Quando entrei não sabia muito da investigação, era mais uma vontade minha. Mas, hoje eu sou apaixonada pelo meu trabalho”.
Daiani também relata a relação positiva com outras servidoras da segurança, principalmente na atuação em delegacias da mulher. Ela afirma ser essencial a presença feminina nas delegacias e aponta diferenças. “O olhar da mulher é diferente, ela consegue planejar a longo prazo. Trabalhar com uma mulher organizando equipe é maravilhoso”.
A recepção da comunidade em relação às agentes também é diferente. Daiani diz que existe uma empatia quando a abordagem é feminina e encontra menos resistência em atividades comuns da função policial, como a entrega de intimação. “Eu acho que é um complemento. É importante a função dos homens e das mulheres. Mas, geralmente elas têm mais tato para conversar com as vítimas, principalmente se forem também mulheres.”
PIONEIRISMO - Sete mulheres fazem parte dos grupos de operações especiais da Polícia Civil no Paraná. São cinco lotadas no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), uma no Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e uma no Grupamento de Operações Aéreas (GOA). Bruna Roberta Mayer é uma das integrantes desse elenco e um exemplo de pioneirismo na carreira operacional da instituição.
A conquista da investigadora para uma vaga no curso de operações aéreas no Maranhão já seria um motivo para Bruna ser conhecida entre as colegas policiais. Após dois anos de treinamento intenso, a investigadora concorreu com 11 homens no processo seletivo realizado entre os servidores do Paraná e foi a única a passar nos testes.
A bateria de exames envolveu corrida de 10 quilômetros, barra fixa, natação por 12 minutos, subida de cabo sem auxílio de braços, salto de plataforma de 10 metros, teste de tiro, flexão de braços. “Eu tinha muita vontade de ir para o lado operacional da polícia e a oportunidade do GOA surgiu. Encarei o desafio com 11 homens e treinei muito para chegar a uma condição física de quase isonomia com eles. Não foi fácil”.
Com a formação no curso realizado no Nordeste, Bruna se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de operadores aerotáticos do GOA, o que lhe confere a função de trabalhar em aeronaves. Aos 13 anos de carreira policial, a ponta-grossense de 34 anos afirma estar realizada. “Pessoalmente é um trabalho que exige mais treinamento. Mas, é um sonho para mim estar na parte operacional e gratificante porque sou uma das mulheres que talvez abriu as portas para que outras mulheres tentem”.
Confira a programação da Semana da Mulher
Local: Escola Superior de Polícia Civil, localizada na rua Tamoios, 1200, Vila Izabel, em Curitiba
Segunda-feira (25)

14h: abertura com a desembargadora Lenice Bodstein
16h: palestra sobre feminicídio com a promotora de justiça Mariana Dias Mariano
Terça-feira (26)
8h: palestra sobre verificação de violência sexual com a delegada Marcia Rejane
10h: palestra sobre atendimento à mulher em situação de violência com a defensora pública Patrícia Rodrigues Mendes Eliana Lopes
13h30: palestra sobre rede de proteção à mulher vítima de violência com a coordenadora da rede, Gléri Bahia Mangger
15h30: palestra sobre medidas protetivas e sua aplicação prática com o juiz Augusto Gluszak Júnior
Quarta-feira (27)
8h: palestra sobre inovações legislativas com a delegada Eliete Aparecida Kovalhuk

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br
Fotos: AEN/PR