Valdir Bicudo - O filósofo da Arbitragem

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Assessor e delegado de arbitragem tem que ser neutro

Os dirigentes do Grêmio/RS estão reclamando que o sexteto de arbitragem da (FPF) Federação Paranaense de Futebol, que laborou na partida realizada no sábado que passou, no Olímpico, entre Grêmio/RS 0 x 1 São Paulo/SP, fez “tietagem” perante o arqueiro Rogério Ceni da esquadra do Morumbi.

O vice-presidente da equipe gaúcha, Nestor Hein confirmou a informação, que foi dada por funcionários do clube à direção gremista, e detonou, em conversa com o ESPN.com.br.
Sérgio Corrêa, diretor da CA/CBF informou que se houve esse tipo de comportamento de algum membro da arbitragem, é para os gaúchos formalizarem via documento.

O sexteto de árbitros designado pela CA/CBF era na sua plenitude da (FPF). Felipe Gomes da Silva/RJ (Asp/Fifa),Bruno Boschilia/PR (Asp/Fifa), Ivan Carlos Bohn/PR (CBF/1), Fabio Filipus/PR (CBF/1), Leandro Junior Hermes/PR (CBF/1) e Paulo Roberto Alves Junior/PR (CBF/2). Não acredito que vivenciando situação dificílima na CA/CBF, para serem escalados na Série (A), os homens de preto da (FPF), tenham cometido tamanho despautério. 

Exceto o "descuido" do assistente Bruno Boschilia, na marcação do impedimento inexistente do atacante Barcos, da equipe dos Pampas, o desempenho dos árbitros do Paraná foi muito bom numa partida de altíssima dificuldade.

O assessor de arbitragem da partida em tela, foi Anderson Carlos Gonçalves da (FPF). Sua designação sim, não obedeceu o bom senso. O delegado especial e o assessor de arbitragem escalados pela CBF, por uma questão de independência no momento de confeccionar o relatório e avaliar o desempenho dos homens do apito, não deve ser da mesma localidade dos árbitros. Porque situações como essa queiram ou não, colocam sob “suspeita” o relato do assessor ou do delegado.

Tem que ser neutro. Erroneamente e teimosamente a CA/CBF vem mantendo esse comportamento. Equívoco que tem contribuído de forma significativa para “aprofundar” a escalada interminável dos erros dos apitos e auxiliares da (Renaf) nas competições da CBF.Foto:CBF
   Equipe de delegados e assessores de arbitragem da CBF, responsáveis pela avaliação dos árbitros no Brasileirão/2014
PS: Aliás, o quadro de delegado especial e de observadores de árbitros da CBF, dado o desempenho “pífio” de juízes, bandeiras e árbitros assistentes adicionais deveria ser extinto. Ou então ser reformulado na sua essência.     

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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Arbitragem: Uma profilaxia ou "né variétur"


Não satisfeito com a lambança proporcionada pelos árbitros no atual Campeonato Brasileiro, sobretudo, no lance de bola na mão e mão na bola dentro da área penal e as explicações que vieram da CBF sobre o tema, procurei obter informações mais detalhadas da situação que provocou inúmeras interpretações e exposições que nada acrescentaram ao problema.

Diante do exposto, contatei um ex-árbitro e dois ex-assistentes Fifa, que participaram de várias competições internacionais da Conmebol e de Copa do Mundo. Questionei-os se a didática ministrada recentemente no curso aos apitos brasileiros na Granja Comary (RJ), pelos instrutores Conmebol/Fifa, Jorge Larrionda e Oscar Ruiz, difere das demais proferidas aos árbitros de outros países Sul-Americanos.

A resposta do triunvirato chegou nesta manhã (7/10) e foi lacônica: As instruções, normas, orientações, circulares ou memorandos da Conmebol, são em consonância com as determinações da Fifa. Se os demais árbitros Sul-Americanos e os do futebol brasileiro, receberam as mesmas recomendações dos instrutores nominados em relação ao tema, e lá tudo está transcorrendo normalmente, está configurado que no Brasil, alguém da CA/CBF se equivocou ou tentou inventar algo que não devia.

Como todos são ex- Mundialistas, perguntei individualmente se procede a informação de que a recomendação dada por Larrionda está em vigência nos campeonatos europeus desde 2011. A resposta foi positiva. Tanto é verídica que ela foi aplicada na Copa do Mundo no Brasil pela arbitragem, me disse a trempe de ex-árbitros.

Termino a discussão sobre a questão com a certeza de que se a direção da CBF almeja a credibilidade do árbitro que atua nas suas competições, deve aproveitar o final de ano e promover uma profilaxia em todos os setores da arbitragem brasileira, cujo comportamento, está em descompasso com o “modus operandi” dos apitos europeus, os mais qualificados do planeta.   

Profilaxia que deve lancetar o continuísmo que grassa na comissão de arbitragem, no quadro dos delegados especiais e observadores de árbitros da entidade que há muito tempo são os mesmos. E, finalmente, fazer um pente fino na lista da (Renaf)  Relação Nacional de Árbitros de Futebol, que está “inchada”, viciada de “apadrinhamento” com excesso de quantidade, porém de baixíssima qualidade.   

PS: Caso contrário é "né variétur". Ou seja, nada será mudado.  
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Árbitro relata mau comportamento das torcidas no Atletiba


e
Diogo Souza - 06/10/2014 
Lineu Filho
Ricardo Marques Ribeiro comandou o clássico Atletiba do último sábado.
O árbitro Ricardo Marques Ribeiro relatou na súmula do clássico Atletiba o mau comportamento das torcidas de Coritiba e Atlético, no jogo do último sábado, disputado no Couto Pereira.
Segundo a arbitragem, os torcedores do Verdão jogaram rolos de papel higiênico em direção ao túnel do vestiário do Atlético. O fato ocorreu ao final do primeiro tempo e ao fim do jogo.
Ribeiro também relatou que viu a torcida do Furacão jogando duas bombas em direção ao cordão de isolamento da Polícia Militar no estádio. Ainda de acordo com o árbitro, este fato foi confirmado pelo chefe do policiamento interno do duelo.

Rádio Ao Vivo

Confira a programação completa da 98FM

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Notícias do apito

Belíssima atuação
Cruzeiro/MG 2 X 1 Internacional/RS, foi um jogo que exigiu decisões dificílimas da arbitragem. Pênalti, impedimentos com altas doses de complexidade e lances que colocou em cheque a coordenação psicomotora do árbitro Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ) e seus assistentes.  Mesmo assim, ressalto a coerência dos homens de preto na utilização uniforme na interpretação e aplicação adequada das Regras de Futebol.

Que venha a tecnologia (1)
Nessa partida, o meia Alex do (Inter), desferiu portentoso chute que bateu na parte de baixo do lado direito do poste do arqueiro Fabio do Cruzeiro, com a bola correndo alguns centímetros em cima da linha meta. Faltou muito pouco para a bola ultrapassar a linha. Dado a violência do chute e a forma como a bola deslizou sobre a linha de meta, dificilmente o árbitro assistente adicional captaria visualmente, se ela ultrapassou ou não a linha na sua totalidade. Faltou pouco para termos um novo “rolo” no futebol brasileiro.

Que venha a tecnologia (2)
A Fifa em função da Copa do Mundo no Brasil, equipou as doze sedes onde foram realizadas as partidas com a tecnologia GoalControl. No entanto, a CBF alegando alto custo financeiro para manter os equipamentos que ficaram como legado ao futebol brasileiro, declinou da sua continuidade.
 Sistema GoalControl está instalado nos estádios utilizados na Copa
 
Que venha a tecnologia (3)
O legado inclui 14 câmeras, um software que faz a leitura da jogada e relógio para o árbitro, que avisa se a bola ultrapassou a linha ou não, está sem uso nos 12 estádios em que já há instalação efetuada e que seria necessário gastar R$ 10 mil por jogo para colocá-lo em funcionamento. A entidade internacional deixou esses kits nas arenas que receberam jogos do Mundial após o término da Copa do Mundo, em julho.

Que venha a tecnologia (4)
A Fifa informou que deixaria a tecnologia nos estádios que receberam jogos da Copa e que, durante um ano, pagaria a despesa para que fosse utilizada – os R$ 10 mil por jogo.
Na Arena da Amazônia, em Manaus, por exemplo, a tecnologia poderia ter sido usada em jogo da Série B entre Vasco x Oeste-SP, no dia 16 de setembro. O time paulista fez um gol em que a bola tocou em cima da linha, mas o árbitro Paulo Schleich Vollkopf (CBF-1/MS) viu ela entrar e deu o gol. O Vasco conseguiu empatar e o jogo acabou 1 x 1. 

Tarde demais (1)
O ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, um dos raros apitos que tem seu nome grifado em ouro na sede da Fifa, com o Know-how de ter participado de três Mundiais consecutivos, no seu Blog no sábado que passou, afirma: A CBF deveria ter convidado o instrutor/Fifa Jorge Larrionda, antes do início do Brasileirão e não na 26ª rodada do Brasileiro, para  instruir os nossos apitos sobre o lance de bola na mão ou mão na bola.

Tarde demais (2)
Para Simon, precisou-se que os árbitros da (Renaf) marcassem tantas penalidades inexistentes neste campeonato para que essa reunião acontecesse. Até porque disse Simon: Acho "estranho" que a recomendação da Fifa sobre esse tipo de lance esteja em vigor desde 2011, e somente agora despertou a atenção dos dirigentes e árbitros do futebol brasileiro. O ex-Mundialista com essa afirmação, faz coro a este colunista que tem reiterado aqui neste espaço, o “atraso” descomunal que vivencia o setor do apito da CBF.

Internautas perguntam
Recebo e-mails me perguntando os motivos da demora de CA/CBF não ter repassado à arbitragem a orientação correta sobre o lance de bola na mão ou mão na bola. Prometo que vou encaminhar o questionamento ao diretor da comissão de árbitros da CBF, Sérgio Corrêa da Silva, e na sequencia responderei o porquê.

Icone da arbitragem fez falta
Carlos Alarcón, presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol e o mais antigo membro do Comitê de Árbitros da Fifa, está no Uruguai, onde ministra o Curso (RAP/Fifa) à confraria do apito uruguaio. Considerado o PhD das Américas no que tange as Regras de Futebol, Alarcón fez muita falta no curso realizado no Brasil que originou a lambança da bola na mão ou mão na bola. 

O sofrimento de um apitador
A designação pela CA/CBF de Adriano Milczvski, árbitro da Federação Paranaense de Futebol e membro da (Renaf/CBF) - pela oitava vez em 2014 - como quarto árbitro, no jogo Coritiba/PR X Criciúma/SC, expõe de maneira inexorável a fragilidade do quadro de árbitros da entidade e, por consequência, do setor de arbitragem da (FPF). Lembro que nos últimos oito anos além de não revelar um único (apitador), a comissão de arbitragem pelo jeito "esqueceu" de preparar os apitos do Paraná que compõe a Renaf, em grau de igualdade aos demais árbitros do País. Se o leitor passar os olhos no site http://www.cbf.com.br/arbitragem/relacao-de-arbitros, verá que este colunista tem razão.




 
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domingo, 5 de outubro de 2014

Sem liderança arbitragem paranaense vai sucumbir

Promovido recentemente ao quadro de Asp/Fifa/CBF, o árbitro assistente Bruno Boschilia da (FPF) Federação Paranaense de Futebol, envolveu-se em duas situações de equívocos de interpretação e aplicação das Regras de Futebol em quinze dias.

A primeira aconteceu na partida Santos/SP x Goiás/GO, quando o meia esquerdinha da equipe de Goiânia, chutou a bola que ultrapassou a linha de meta na sua plenitude (Gol!). Naquela ocasião, o assistente em tela e o árbitro assistente adicional Ricardo Marques Ribeiro não viram a bola entrar.

O segundo episódio com Boschilia envolvido, aconteceu no último sábado no Olímpico, entre Grêmio/RS 0 X 1 São Paulo. O indigitado assistente, equivocadamente marcou impedimento do atacante Barcos da equipe gaúcha. Equivocou-se porque a bola que chegou até o atacante gremista, veio do atleta Souza da esquadra do Morumbi. Portanto, não houve impedimento. Erro que ajudou a “apimentar” os ânimos dos jogadores do Grêmio e da torcida Tricolor contra a arbitragem.

Das duas uma: Ou ele está com deficiência na coordenação psicomotora (agilidade, destreza e flexibilidade) e a acuidade visual, ou então a função cognitiva de Boschilia precisa ser submetida a uma requalificação.  Foto: futebolparanaense.net
       Bruno Boschilia de terno recebendo o escudo de Asp/Fifa em dezembro/2013
Dado os acontecimentos reiterados com o assistente do Paraná, caberá a Escola Nacional de Arbitragem (Enaf/CBF), tomar as providências necessárias em relação ao fato, porque Bruno Boschilia é um sujeito com potencial futurista.  

Deixar a cargo da (FPF) tão importante missão é um salto no escuro, já que a entidade paranaense foi acometida de um continuísmo anacrônico, nunca antes visto num setor de relevância como é a arbitragem.  

Tanto é verídica a afirmação, que há oito anos o quadro de árbitros da (FPF) não revela um árbitro (apito). Nesse mesmo período não indicou nenhum juiz para o processo pré-seletivo de Asp/Fifa/CBF. Não houve indicação porque não tinha candidatos com os requisitos exigidos para o teste e, por consequência, para exercer a função.

Os (10) árbitros e (16) assistentes que compõe a (Renaf/FPF) -  pelo segundo ano consecutivo não são vistos nas partidas de ponta do Campeonato Brasileiro. A exceção é Felipe Gomes da Silva, que já veio do Rio de Janeiro com o escudo de (Asp/Fifa). 

PS: Os apitos e bandeiras paranaenses da Renaf/FPF, precisam construir uma liderança local e, posteriormente, buscar aproximação com a direção da CBF. Porque do contrário, continuarão a vivenciar a saga de serem designados esporadicamente na Série B, C, D e nas funções de quarto árbitro na linha do meio de campo e árbitros assistentes adicionais atrás da linha de meta.       
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Raio - X da arbitragem


No Couto Pereira
No manual Sinais de Trânsito do Árbitro de Futebol, de autoria do Dr. Edson Resende de Oliveira, uma das raras personagens que militam e ainda mantém lucidez nas suas ações quando o tema é arbitragem -  está preceituado: O árbitro inteligente comunica-se de diversas maneiras com os atletas, técnicos, assistentes, membros da aérea técnica, quarto árbitro e os (AAA) árbitros assistentes adicionais, antes e durante as partidas.

Os meios de comunicação que o homem de preto deve utilizar são o olhar, a fala, a expressão corporal, o apito e a advertência verbal. A Fifa define essas ações como arbitragem preventiva. Essa comunicação deve ser gradual, ou seja, iniciar pelo diálogo e se necessária na aplicação do cartão amarelo e quando for imperativo, a exibição do cartão vermelho ao jogador infrator. Em assim agindo diz a Fifa, o árbitro antecipa-se as diferentes situações que poderá se defrontar num prélio de futebol.

Ricardo Marques Ribeiro (foto/Fifa/MG) – o árbitro que dirigiu Coritiba/PR 1 x 0 Atlético/PR, no sábado que passou, demonstrou em todas as cento e noventa e sete tomadas de decisões ao longo do indigitado clássico, perfeita sintonia com as orientações que constam no indigitado livro.

Sintonia, discernimento e equilíbrio, que expôs aos 22’ da primeira fase do clássico, quando a bola foi na direção da mão do defensor Lucas Claro do Coritiba, que estava com a mão bem próxima ao abdômen. Não houve pênalti.

Além do exposto, fez valer o espírito das Regras de Futebol, aplicando-as com sabedoria e valorizou sobremaneira o tempo de bola em jogo. Arbitragem perfeita!
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