segunda-feira, 20 de agosto de 2018

COLLINA NA CONMEBOL

A CONMEBOL anuncia no seu site, que, Pierluigi Collina, o presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, eleito seis vezes consecutivas o melhor árbitro de futebol do planeta, será o principal preletor do seminário sobre o (Árbitro Assistente de Vídeo - VAR em inglês), que a entidade irá realizar, no período de 7 a 9 de setembro próximo. O evento ocorrerá na cidade de Luque, nas circunvizinhanças de Assunção.
         Crédito: FIFA

Com know-how inquestionável como árbitro, o economista Collina, além da palestra sobre a dinâmica de funcionamento do VAR, e o seu desempenho na última Copa do Mundo da Rússia, vai dissertar sobre os ajustes que o VAR deve sofrer, visando a sua perfeição.

Collina também irá falar e orientar a confraria do apito Sul-americano, sobre as recentes modificações introduzidas nas Regras de Futebol, que entraram em vigor recentemente.    

Além do exposto acima, a CONMEBOL irá requalificar os apitos e bandeiras da instituição a respeito do VAR, ou seja, os recentes ajustes que aconteceram durante o Mundial da Rússia, já que, o presidente Alejandro Dominguez, confirmou que a exemplo de 2017, a CONMEBOL irá utilizar o VAR nas quartas de final da Copa Sul-Americana, Copa Libertadores, Recopa Sul-americana desta temporada,  e na Copa América de 2019.
  Crédito: Football  Talks

ad argumentandum tantum - Aqui neste espaço, sugeri em várias oportunidades ao longo dos últimos anos, que a CBF convidasse Massimo Busacca e Pierluigi Collina (foto acima) para preletores de um seminário à arbitragem brasileira. Não deram a mínima. 

ad argumentandum tantum (2) - Os inteligentes que comandam o futebol brasileiro, e, aqueles que gravitam em torno da arbitragem da CBF, ao invés de buscar intercâmbio com pessoas do nível de Busacca e Collina, visando capacitar nossos apitos e bandeiras, preferiram mantê-los na "vanguarda do atraso".

ad argumentandum tantum (3) - Ainda bem que na CONMEBOL tem gente como Alejandro Dominguez, pessoa comprometida com os interesses do futebol Sul-americano e, por extensão, com a qualidade dos homens de preto de América do Sul.   

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Clique no link a seguir e acompanhe a programação que terá Pierluigi Collina com atração principal - http://www.conmebol.com/es/workshop-sobre-la-implementacion-del-sistema-var-con-la-presencia-de-pierluigi-collina

terça-feira, 14 de agosto de 2018

ARBITRAGEM: "TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES"


A escalada de erros de interpretação e aplicação das Regras de Futebol da confraria do apito, que labora no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF nesta temporada, teve um hiato de pouco mais de trinta dias, em função da Copa do Mundo da Rússia.

Hiato que deve ter proporcionado a CA/CBF e a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), dar uma ajustada na máquina que manuseia os apitos e bandeiras na aludida competição - ajustada, no sentido de trabalhar as principais deficiências dos homens de preto, que vinham sendo perpetradas rodada após rodada no principal torneio da CBF.

Se existiu algo para melhorar o desempenho dos apitos e bandeiras ninguém sabe - porque não houve notícia. E, se aconteceu alguma requalificação, não surtiu efeito esperado porque, os erros voltaram a acontecer em maior profusão em vários jogos.

O que está se observando de concreto, é a repetição nos sorteios dos mesmos árbitros e assistentes, que vêm errando sistematicamente na interpretação das regras, desde a primeira rodada da competição. 

Já a CA/CBF, departamento de arbitragem e a escola nacional de arbitragem de futebol, se mostram inertes com os acontecimentos - e a impressão que se tem é que estão em "final de feira".

Falo em "final de feira", porque a partir de 2019, teremos novo presidente no comando da CBF e quem sabe, uma nova diretoria e, por extensão, uma profilaxia total no setor de arbitragem da entidade, cujo simbolo maior é o continuísmo. 

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

ÁRBITRO DA TV, DELEGADO, RADAR OU VAR?

Na apresentação do RADAR (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem), a CBF alegou que, a partir de então, a Comissão de Arbitragem da entidade incrementaria a busca pela formação de uma identidade para a arbitragem brasileira. 
   Radar quando da sua apresentação - Crédito: Kin Saito/CBF

A CBF a época, reuniu um grupo de pessoas para delinear a estruturação do novo processo de análise de desempenho dos árbitros, que incluiria a avaliação por meio de analistas de TV e de campo. Pessoas que foram treinadas especificamente para esse fim.

O objetivo da nova plataforma, era obter dados estatísticos e imagens, para avaliar os árbitros da Seleção Nacional de Árbitros (Senaf). O novo sistema tinha por escopo auditar e analisar as qualidades e aspectos a melhorar de cada árbitro e assistente na Série (A), do Campeonato Brasileiro de Futebol. 

Um banco de dados, ficaria responsável pela compilação do perfil de cada profissional do apito, com gráficos para cada item e informações objetivas e rápidas, que contribuiriam, para a evolução da arbitragem. 

O mecanismo segundo a CBF, geraria dados individuais e globais para a CA/CBF. Em síntese: O Radar faria uma compilação do relatório do delegado da partida e/ou de campo e do árbitro da televisão. 

Dezessete meses se passaram do anuncio do RADAR - e não se conhece nenhuma mudança significativa na qualidade da arbitragem brasileira, que labora nas competições da CBF. Pelo contrário, houve aumento substancial dos erros na interpretação e aplicação das Regras de Futebol. 

Clique no link a seguir e leia, o que disse a CBF por ocasião do anúncio do Radar -  https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/estruturacao-do-processo-de-analise-de-desempenho

Diante do exposto acima, pergunto: Quanto custou à CBF o Radar? Quais são os valores que a CBF gastou e gasta para treinamento das pessoas que manuseiam o Radar semanalmente? Quanto custa o deslocamento com taxas, diárias, passagens dos delegados de campo que atuam na Série (A) do Brasileirão? Qual é o valor despendido aos profissionais que veem e relatam os problemas da arbitragem pela televisão? 

Tenho certeza que o montante financeiro aplicado semanalmente pela CBF na parafernália acima mencionada, é inferior ao VAR (Árbitro Assistente de Vídeo). Porém, os resultados das tomadas de decisões errôneas da arbitragem no campo de jogo, e os consequentes prejuízos ao futebol brasileiro têm sido inomináveis. 
                            Crédito: FIFA

PS: O VAR (Árbitro Assistente de Vídeo), é resultado de um estudo científico, que vem sendo desenvolvido desde 2010, por pessoas com ingente capacitação. Porque do contrário, o The IFAB não teria autorizado o experimento, e a FIFA não o utilizaria na principal competição do planeta - a Copa do Mundo. E, por derradeiro, expõe o comprometimento da FIFA e do The IFAB com o futebol e seus adeptos.  

PS (2): Na nossa opinião, queiram ou não, o VAR irá substituir paulatinamente, o ser humano na direção de um prelio. Quem viver verá!, como preconizava mestre Boleslau Slyviani (Boluca).

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

"ANTES TARDE DO QUE NUNCA"

"Antes tarde do que nunca", diz um antigo adágio popular. Apesar da recusa dos clubes da Série (A), que, disputam o Campeonato Brasileiro, contrários a implantação do Árbitro de Vídeo (AV), ter acontecido em abril do ano em curso, somente agora em agosto, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) se manifesta de maneira efetiva sobre o imbróglio. 
      Foto:  João Moretzsohn / CBF

Em entrevista ao site - https://esportes.r7.com/futebol/arbitragem-culpa-clubes-por-ausencia-do-var-no-brasileirao-05082018 - o atual presidente da Anaf, Marco Antonio Martins, faz duras críticas a cartolagem brasileira, no que concerne a ausência da aludida tecnologia no auxílio à confraria do apito, no principal torneio da CBF.

Não deixa de ter validade os reclamos da Anaf. Porém, deveria ter ocorrido, assim que o tal "Conselho Técnico Arbitral" da primeira divisão do futebol brasileiro vetou o VAR - veto que veio sob o argumento de que o custo econômico seria alto para a realidade do nosso futebol.

Aliás, mesmo que o "dito conselho" aprovasse a implementação do Árbitro de Vídeo no Brasileirão deste ano, teríamos sérios problemas. A maioria dos estádios não estavam capacitados para receber a parafernália técnica, que o (AV) requer para sua instalação.

Acoplado a deficiência dos estádios, a arbitragem do quadro nacional da CBF também não possuía as condições de manejar o (AV) - já que é público e notório, que um pequeno contingente do quadro de árbitros da CBF, foi treinado para manusear a indigitada ferramenta no ano passado. 

Um segundo grupo de apitos e bandeiras com maior número de participantes, foi submetido ao curso do Árbitro de Vídeo, durante a Copa do Mundo da Rússia, quando o Brasileirão estava paralisado. 

Segundo informações, da atual Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), menos de cem árbitros estão aptos a manejar a ferramenta do VAR no futebol brasileiro. Atualmente, a Senaf tem aproximadamente seiscentos integrantes entre apitos e bandeiras. 

Se os cartolas da CBF e dos clubes mudarem de ideia de que, investimento na arbitragem não é despesa, quem sabe em 2019, teremos decisões da arbitragem mais próximas da realidade das Regras de Futebol. 

PS: Apesar de o The IFAB ter autorizado os testes e a implementação do Árbitro de Vídeo, desde 5 de março de 2016, somente agora em 2018, a CBF dá os primeiros passos para sua implantação. O que deixa caracterizado, que o VAR nunca esteve nos planos da CBF no que tange o Brasileiro de 2018.

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terça-feira, 31 de julho de 2018

VEM AÍ O VAR DA CBF

    CRÉDITO: DFB

O The IFAB autorizou o experimento com o Árbitro de Vídeo (AV) ou Var na sigla em inglês, no dia 5 de março de 2016. Desde então, vários filiados da FIFA, solicitaram autorização para realizarem testes com a aludida tecnologia. 

Alemanha, Austrália, China, Espanha,  EUA, França, Holanda, Itália, Inglaterra na [Copa da Inglaterra), a Conmebol na América do Sul e a FIFA em todos os seus torneios, inclusa a Copa do Mundo da Rússia, realizaram entre testes Offline e partidas ao vivo, algo próximo de novecentos jogos.

Os relatórios apresentados pela FIFA até este momento, sobre o desempenho e a eficácia do Var nas competições acima nominadas, alcançou índices de 98,7%. O que significa que o (AV), é imprescindivel daqui para frente no auxílio à arbitragem para captar lances que, fujam do seu campo visual e para a melhora do futebol em todos os aspectos.

Passados vinte e nove meses desde que o The IFAB autorizou a experiência com o VAR, a CBF nesta quarta (1/8), após uma série de contestações e tergiversações sobre o protocolo estabelecido sobre a tecnologia em tela, irá utilizá-la nas quartas de final da Copa do Brasil.

Durante vinte e nove meses, a CBF teve tempo para dotar os estádios da estrutura necessária onde será testado o VAR. Durante vinte e nove meses, a CBF teve tempo para escolher as empresas que irão gerar as imagens em consonância com o protocolo definido pelo The IFAB.

Durante vinte e nove meses, a CBF teve tempo para buscar profissionais com a qualificação necessária, para ministrarem o treinamento aos apitos, bandeiras e àqueles que irão manusear o VAR, nas partidas da Copa do Brasil.  

Resta-nos aguardar a bola rolar, e se necessária a intervenção do VAR, que ocorra em conformidade com o estabelecido pelo protocolo do The IBFA. 

Nada mais a dizer!, como escrevia o mestre Boleslau Slyviani (Boluca).

ad argumentandum tantum - Por que os árbitros que atuam no Campeonato Brasileiro da CBF, não punem a infração (abaixo) - a mais praticada pelos atletas - [discordar das decisões da arbitragem com palavras ou ações?]
    miseria.com.br

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segunda-feira, 30 de julho de 2018

SE NÃO SE REINVENTAR, ARBITRAGEM VAI FICAR ONDE ESTÁ

A partir do momento que se reinventou e planejou suas ações, a televisão atingiu níveis extraordinários de qualidade na sua programação, transmissão e, por consequência, na audiência, sobretudo, no que tange o futebol.

Os dirigentes, os clubes, os atletas, os técnicos, os preparadores físicos, os manager, os coaching, assim que se reinventaram e planejarem seus movimentos no futebol, todos sem exceção, alcançaram um patamar expressivo na qualidade da prestação de serviços que prestam. 

Além disso, são reconhecidos e remunerados como profissionais e estão ganhando muito dinheiro dos diferentes setores que transitam no futebol. Cada categoria aqui mencionada se reinventou, planejou e procurou o seu sindicato onde foi buscar seus direitos até consegui-los.

Enquanto isto, uma das principais personagens do futebol, o árbitro e as entidades de classe que representam a categoria dos homens de preto, estacionaram no tempo - ou melhor regrediram.

Regressão que está explicita no continuísmo anacrônico nas comissões de arbitragem das federações de futebol, nas escolas de formação de árbitros das federações, nas associações e sindicatos de árbitros e no acomodamento dos maiores interessados, os árbitros.

No que diz respeito as associações, sindicatos, escolas e comissões de arbitragem, quem está lá, só sai por decisão judicial, por doença ou então por morte.

Além do motivado, um contingente expressivo de dirigentes das associações e dos sete sindicatos da confraria do apito brasileiro, deixou-se cooptar pelas federações de futebol e a CBF - onde ocupam de maneira incompatível diferentes funções como: membro da comissão de árbitros, assessor, delegado especial, assessor de vídeo, tutor de arbitragem, relações públicas e até na área de segurança.

Diante do exposto, é óbvio que não há o menor interesse dos dirigentes das associações e sindicatos de arbitragem em se reinventar e planejar absolutamente nada, que possa propiciar melhora aos apitos e bandeiras em qualquer situação.
  
Reinventar-se significa mergulhar de corpo e alma em uma nova e melhorada versão de si mesmo. Se reinventar de verdade é difícil, mas vale a pena. Mas antes de tudo, é imperativo fazer um planejamento, reconhecer suas deficiências e jamais deixar de aprender. Se não se reinventar, a arbitragem vai ficar onde está.

PS (1): Coluna Painel/Esporte da Folha de São Paulo, do jornalista Marcel Rizzo desta terça (18), noticia que a direção da CBF quer punição rigorosa aos apitos e bandeiras que cometerem equívocos na interpretação e aplicação das Regras de Futebol na segunda fase do Brasileirão. Na indigitada coluna o trabalho da CA/CBF, comandada por Sérgio Corrêa é avaliado como bom pela cúpula da CBF.    

PS (2): O que não pode acontecer mais daqui para frente é a escalação de árbitros e assistentes de regiões do País que não possuem nenhuma tradição no futebol brasileiro. A fase de experiências e descobrimento de talentos já passou. 

PS (3): Se continuar no mesmo diapasão, a CA/CBF deve prestigiar os (10) apitos da Fifa, os (3) Asp/Fifa, Igor Benevenuto, Thiago Duarte Peixoto, Braulio da Silva Machado e ponto final. Dos novos os que me chamaram a atenção e demonstraram qualidades foram, Bruno Arleu de Araújo (CBF-2/RJ) com duas partidas na Série (A) e Emerson de Almeida (CBF-1/MG), que fez um excelente trabalho no confronto Sport/PE 2 x 2 Palmeiras/SP.  

PS (4): Na mesma coluna que tem a chancela do brilhante Marcel Rizzo, está noticiado que o presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), Marco Antônio Martins, solicitou audiência com os presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e do Senado Federal Renan Calheiros. O objetivo precípuo da audiência, visa explicar a importância dos 0,5% à confraria do apito brasileiro, que constava na Medida Provisória 671/2015 - cujo artigo foi vetado pela presidente Dilma Rousseff no último dia 4. 

PS (5): O trabalho político que a Anaf vai realizar junto a Câmara Federal e o Senado da República a respeito do veto do 0,5%, deveria ter sido feito pela entidade e pelo deputado federal Evandro Rogério Romam (PSD/PR), assim que a MP em tela foi aprovada pelos deputados e senadores. Além disso, Anaf e Romam deveriam acompanhar o trâmite da referida MP até a Advogacia-Geral da União, que emitiu o parecer para o veto presidencial e, por derradeiro, a Casa Civil da Presidência da República, último estágio da MP 671/2015 antes de ser assinada pela presidente. Mas vamos lá, "antes tarde do que nunca".    

ada argumentandum tantum - o texto em tela,  foi publicado  aqui neste espaço em 17/8/2015.  Estou republicando para que você que é árbitro faça uma reflexão sobre o que mudou de lá para cá. Hoje, 30 de julho,  tem eleição da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf).

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

ARBITRAGEM: PROCURA-SE UMA "BÚSSOLA"

Discordar das decisões da arbitragem com palavras ou ações, é a infração "campeã" do Campeonato Brasileiro nesta temporada. Embora esteja configurado  na  Regra 12 [Faltas e Incorreções], que os jogadores que praticarem a infração em tela, devem ser advertidos com cartão amarelo, a arbitragem que atua no principal torneio da CBF vem postergando a aplicação da regra. 

Por que os árbitros não punem os infratores? Medo de não serem escalados? Omissão e conivência? Ou desconhecimento da regra?

Outra indisciplina em "voga" atualmente no Brasileirão, diz respeito ao comportamento dos técnicos na área técnica. O vocabulário proferido pelos treinadores e captado pelos microfones, que ficam em posição estratégica a beira do gramado e as imagens exibidas pelas TVs, atestam de maneira inexorável o desrespeito total desses profissionais, contra o quarteto de arbitragem.

Na 14ª rodada presenciamos várias ações no mínimo desrespeitosas dos técnicos, contra a confraria do apito. 

A mais contundente na nossa opinião, aconteceu no prelio Cruzeiro/MG x Atlético/PR, no domingo à noite no Mineirão.

Sobraram argumentos para o quarto árbitro solicitar ao árbitro Jean Pierre, a exclusão da área técnica do senhor Mano Menezes, da equipe mineira. Mas o quarto árbitro, fez "ouvidos moucos".

Treinador que é useiro e vezeiro nesse tipo de comportamento, ou seja, contesta veementemente as decisões da arbitragem perante o quarto árbitro.

Contestações, captadas pela TV e ouvidas pelo microfone da TV, que exibia a partida acima nominada. 

Agora, os fatos aqui narrados estão acontecendo desde meados do ano passado - a CBF que deveria tomar posição se calou e, a tendência é termos o acentuamento de tudo que foi dito acima. 

Resultado: Temos uma arbitragem omissa, acuada, sem ação e a procura desesperada de uma "bússola" que lhe aponte uma direção.
  Crédito: The Espectator

PS: O alto valor "econômico" alegado pela cartolagem dos clubes da Série (A), e a consequente recusa da implantação do Árbitro de Vídeo (AV) no Brasileirão de 2018, já propiciou vários prejuízos às equipes. A rodada do meio de semana que passou, e do último domingo, tiveram lances que se o (AV) estivesse em ação os prejuízos poderiam ter sido evitados. 

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quarta-feira, 18 de julho de 2018

SOB DESCONFIANÇA

Após o hiato em função da Copa do Mundo, o Campeonato Brasileiro de futebol da CBF, retorna a normalidade nesta quarta (18). 

Era para ser uma volta tranquila, mas os escândalos que vieram a tona antes da paralisação, envolvendo os últimos presidentes da CBF e os desdobramentos cujos rumos ninguém sabe quais serão, devem afetar sobremaneira a CBF na sequência e, sobretudo, o "inchado e fragilizado" quadro de arbitragem da entidade.

Arbitragem que vem tendo sua qualidade colocada em "cheque" desde meados do ano passado -  fato que vem se repetindo nesta temporada, e se acentuou nas primeiras doze rodadas da Série (A).

E para corroborar o que estamos falando do quadro da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), na última segunda (16), no jogo Vasco/RJ x Bahia/BA, em São Januário, pela Copa do Brasil ao final da partida, novamente a arbitragem foi atacada de  maneira "grotesca".  

Atletas do Vasco da Gama que terminaram jogando aquela partida, o banco de reservas, comissão técnica e o escambau, partiram para cima do árbitro Rafel Traci e demais membros da arbitragem. Foram cenas inaceitáveis e indignas para o principal torneio da CBF que dificilmente terá punição dos infratores.

É sob o clima de desconfiança na qualidade das tomadas de decisões da confraria do apito da CBF, que reiniciamos o futebol brasileiro nesta quarta-feira.
   Crédito: DFB - Bundesliga

ad argumentandum tantum - O VAR ou Árbitro de Vídeo para o bom entendedor, nada mais é do que um protótipo que sofrerá ajustes e irá substituir o árbitro de futebol na direção de uma partida, num futuro que pode acontecer na Copa do Mundo de 2026. Quem viver verá!     

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

ARBITRAGEM: IRANIANOS FORAM OS MELHORES

São pouquíssimas as pessoas que conseguem detectar, imaginar e trabalhar no seu intelecto a dimensão e a importância da realização de uma Copa do Mundo de futebol, e os interesses financeiros estratosféricos dos diferentes setores que gravitam e participam diretamente e indiretamente desse espetáculo.

No universo acima mencionado, encontra-se a arbitragem - à quem é conferido autonomia exclusiva, mesmo com a presença do Árbitro de Vídeo (AV) - ou VAR, sigla em inglês para vídeo assistant referee, para aplicar e interpretar as Regras de Futebol de acordo com o espírito do jogo, segundo sua opinião.

Observei durante a Copa a maioria dos (64) prelios. E, por extensão, as tomadas de decisões da arbitragem não só em relação a aplicação e interpretação das regras - mas, sobretudo, o equilíbrio no momento de decidir e os índices de acertos, que é o que tem significado numa arbitragem. 
    Foto: minhatorcida.com.br

Na nossa opinião, o trio de arbitragem que se encaixou dentro das normas estabelecidas pelo Comitê de Árbitros da FIFA, que atuam nas suas competições, foi a trempe composta pelo árbitro Alireza Faghani (Foto/FIFA/IRÃ), e seus compatriotas Mohammadreza Mansouri e Reza Sokhandan. Foram perfeitos! 


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sexta-feira, 13 de julho de 2018

RICCI, EMERSON E VAN GASSE, MISSÃO CUMPRIDA

                                                      Crédito: Minhatorcida.com

A participação da arbitragem brasileira na Copa do Mundo da Rússia, que se encerra no próximo domingo, composta pelo árbitro Sandro Meira Ricci e os assistentes Emerson Carvalho e Marcelo Van Gasse (foto), é digna de reconhecimento.
Independente da belíssima atuação da trempe acima nominada no mundial em tela, lembro que foram eles representaram com galhardia nos últimos seis anos a confraria do apito do nosso futebol - em todas as competições da CONMEBOL e da FIFA.
Dada as constantes mutações do futebol e na arbitragem, acredito que, dificilmente o futebol brasileiro conseguirá no que concerne ao setor do apito, repetir o feito extraordinário das pessoas aqui mencionadas.
PS: No seu site, a CBF quando fala do Árbitro de Vídeo ou (VAR na sigla em inglês), deixa a impressão para quem desconhece os fatos de que, a entidade descobriu a “pólvora”.
PS (2): Não é verdade. Enquanto as principais potências futebolísticas do planeta já utilizam o VAR há mais de dois anos, a CBF, apesar do The IFAB ter autorizado o experimento com o VAR, desde março de 2016, até o momento não implementou a aludida tecnologia nas suas competições. O que coloca a arbitragem da CBF na vanguarda do atraso.

Parafraseando o jornalista Zé beto: Para não esquecer, que Carlos Eugênio Simon, atual comentarista de arbitragem da Fox Sports, foi o único árbitro do futebol brasileiro a participar de três Copas do Mundo consecutivas – 2002 (na Coreia do Sul/Japão, 2006, na Alemanha e 2010 na África do Sul).

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