terça-feira, 24 de maio de 2016

Testes rigorosos à arbitragem

                                                                Foto: CONMEBOL

A arbitragem selecionada pela CONMEBOL e CONCACAF para a Copa América Centenário do EUA, que será realizada no período de 3 a 26 junho próximo, inIcia os preparativos para a competição na quinta-feira (26), na cidade de Chicago (EUA). Logo após a apresentação dos trios de árbitros, instrutores de arbitragem membros da CONMEBOL e da CONCACAF abrem o seminário derradeiro aos homens de preto que irá até o dia 31 deste mês.

Os instrutores irão ministrar no Workshop aos apitos e bandeiras treinamento prático (no campo de jogo), técnico (conhecimento sobre as REGRAS DE FUTEBOL) e o temível teste físico da FIFA que será efetivado sob os olhares imutáveis dos preparadores físicos designados pela instituição internacional.

Além disso, a arbitragem da Copa América Centenário dos EUA atuará em competições amistosas e receberá um sumário do pré-jogo e pós jogo. Durante a preparação, além do teste físico,  árbitros e assistentes serão submetidos a dois testes. O YoYO e o Ariet.

Nunca é demais lembrar que uma semana antes do Mundial no Brasil, no Centro de Treinamento do ex-atleta de futebol (Zico), no Rio de Janeiro, Massimo Busacca, o diretor de arbitragem da FIFA, convocou a arbitragem selecionada para a Copa e aplicou o teste YoYo. Na ocasião, a arbitragem sul-americana com duas ou três exceções, protagonizou um “fiasco inominável no aludido teste.   

Já o teste Ariet consiste na realização do árbitro e assistente realizarem o maior número de vaivéns alternados, que, se deslocam para a frente e lateralmente entre duas linhas a uma distância de 20 metros. O objetivo deste teste é avaliar a eficiência na realização das fases de alta intensidade com o tempo reduzido de recuperação. O teste em tela, guardada as devidas proporções é o mesmo que se aplica aos atletas que praticam atletismo.

Me chamou a atenção uma nota postada no site da Conmebol: “As associações membros, no caso específico da arbitragem, tem a responsabilidade de assegurar que todos os árbitros cheguem ao evento em ótimas condições físicas”. Pergunto: A CBF preparou ou deu o suporte necessário na parte física ao trio de arbitragem, Heber Roberto Lopes (FIFA/SC) e os assistentes Bruno Boschilia (FIFA/PR) e Kleber Lucio Gil (FIFA/SC)?

O questionamento é pertinente porque, embora soubesse com sete anos de antecedência que seria sede do Mundial, no período pré-seletivo para a Copa do Mundo no Brasil, nada menos que três árbitros indicados pela CBF, foram reprovados no teste físico da FIFA. Aliás, é bom lembrar que em todos os teste físicos da FIFA onde teve a presença de instrutores internacionais nos últimos dez anos, a arbitragem brasileira teve reprovações.

PS: Encerrado o seminário, a arbitragem receberá a escala da primeira rodada e aguardará o desfecho das próximas designações.

PS (2): De todas as análises que ouvi da imprensa esportiva de Curitiba, sobre o desempenho da arbitragem, no jogo Atlético/PR 1 X 1 Atlético/MG, na Arena no último domingo, fiquei impressionado com o equilíbrio, a sobriedade e a responsabilidade com que emitiu sua opinião, o jornalista Édson Luiz Militão da Gazeta do Povo.  



segunda-feira, 23 de maio de 2016

Workshop de Futebol Feminino na sede da CONMEBOL

      O presidente do Comitê de Arbitragem da CONMEBOL e membro do Comitê de Arbitragem da FIFA, Carlos Alarcon de camisa azul à direita com uma folha de papel na mão.

No Auditório da Confederação da Sul-Americana de Futebol, em Luque, Grande Assunção, começou nesta segunda-feira 23 de maio de Futebol Feminino organizado pela CONMEBOL em conjunto com a FIFA.

Na abertura do mesmo, Gorka Villar, Diretor Geral da Confederação, saudou os presentes destacando: "Queremos começar a construir uma organização que nos permite alcançar objetivos. Temos dar às meninas e adolescentes, através de um plano de desenvolvimento, os meios para elas demonstrem seus talentos e possam participar ativamente do futebol".

No Workshop participam: Tatjana Haenni, representante do Futebol Feminino da FIFA (FIFA Deputy Director e Head of Women's Football), e Rebecca Smith, gerente de competições femininas da FIFA.

O Departamento de Desenvolvimento de Futebol Feminino da Confederação, a cargo de Lorena Soto, abordará várias questões ao longo do dia. Entre os pontos destacam-se: Estrutura de Ligas, Evento de promoção de Clubes, Governança no Futebol Feminino (Novas reformas), Marketing e Promoção.

Por outra parte, o Departamento de Competições da Instituição, encabeçada por seu diretor, Hugo Figueredo, fez uma apresentação sobre os próximos mundiais femininos da FIFA e suas respectivas eliminatórias.

A reunião também participam o Diretor de Desenvolvimento da CONMEBOL, Gonzalo Belloso; Daniel Bañales, oficial técnico de Desenvolvimento da FIFA; Roberto Vargas, Oficial de Desenvolvimento da FIFA e pela Comissão de Arbitragem da CONMEBOL, seu Presidente, Carlos Alarcon.

A agenda continuará amanhã, terça-feira, 24 de maio, com outros assuntos, entre eles o calendário internacional de futebol feminino, a transferência e agentes de jogadoras.


PS: No mês de fevereiro anunciaram aqui no Brasil que o ex-árbitro Wilson Luiz Seneme, seria o novo diretor da arbitragem da CONMEBOL. Após quatro meses, Alarcon continua no cargo realizando o que sempre fez, trabalhando pela arbitragem Sul-Americana. Já Seneme, está tendo que conviver e engolir o maior "mico" da sua vida como homem vinculado a arbitragem. É assim que funciona o futebol brasileiro.
  

Arbitragem é o reflexo da desorganização

                                                                 
Estádios com arquibancadas vazias, gramados em péssimo estado, equipes em ruina financeira e a maioria dos jogos da primeira e segunda rodada com nível técnico de baixíssima qualidade, acoplada a crise econômica que assola os diferentes setores da economia brasileira, retratam com raro brilhantismo, a realidade do início do outrora melhor campeonato de futebol do planeta, o Campeonato Brasileiro patrocinado pela CBF.

Repito, é a realidade inexorável do futebol brasileiro há muito tempo, mas, foi “escamoteada” pelo clima de oba-oba da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Realidade que aflorou definitivamente nesta temporada, e, dado os fatos aqui nominados não há e não haverá milagre que mude o perfil do nosso futebol este ano.

Quem teve o privilégio de assistir pela TV as competições de futebol da Europa neste 2016, observou organização impecável, gramados em excelentes condições para a prática do futebol, estádios lotados e arbitragens de alto nível. Repito, quem viu as competições da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália – sabe do que estou falando.

Campeonato da Bundesliga e Copa da Alemanha, campeonato espanhol e Copa do Rei da Espanha, campeonato francês e Copa da França, Premier League e Copa da Inglaterra e campeonato Italiano e a final da Copa da Itália – deram um exemplo de organização que deveria ser implementada no futebol pentacampeão, independente das nossas peculiaridades.

Quanto a qualidade das tomadas de decisões da arbitragem brasileira neste lusco-fusco de Campeonato Brasileiro, apitos e bandeiras estão expondo com precisão milimétrica, a falta de investimentos, de instrutores na formação e requalificação da arbitragem e o descaso, marca registrada das federações de futebol no que tange ao setor do apito. Lembro que os árbitros que estão laborando nas competições da CBF, são cedidos pelas federações.

Portanto, algumas tomadas de decisões equivocadas dos homens de preto neste limiar do Brasileirão, que, estão sendo contestadas pelos cartolas, atletas e a imprensa que na sua maioria com pequenas exceções, é ignorante na interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL, é originária da desorganização e do desleixo que grassa no futebol pentacampeão. Arbitragem que na nossa opinião, está em consonância com a mediocridade que se viu nas duas primeiras rodadas do outrora maior torneio de futebol do mundo.   

Perdeu! Técnico da Turquia se irrita com árbitro e tem celular confiscado

Um fato inusitado ocorreu nos primeiros minutos do amistoso realizado na tarde desde domingo entre Inglaterra e Turquia, que serve como preparação para as duas seleções para a Eurocopa. Pouco depois do primeiro gol da partida, marcado pelo inglês Harry Kane aos sete minutos em posição de impedimento, o treinador turco Fatih Terim chamou a arbitragem e sacou o seu celular, mostrando o replay do lance e reclamando que havia irregularidade na jogada.

domingo, 22 de maio de 2016

Testes do (AV), só depende do Board

       Reunião do (The IFAB) em Amsterdã -   Foto: FIFA.com
Na quinta (19) o The International Association Board (The IFAB) reuniu-se em Amsterdã (Holanda), onde se discutiu diferentes situações sobre as RGRAS DE FUTEBOL e do árbitro de vídeo (AV). Na mesma cidade, no período de 18 a 20, a Associação de Futebol da Holanda (KNVB) realizou o primeiro seminário sobre o (AV) com a presença de membros do (The IFAB). O secretário do órgão Lucas Brud, confirmou que o evento estava sendo realizado na sede da (KNVB), numa deferência a instituição que há dois anos vem realizando o experimento com o (AV). A citação de Brud à (KNVB), desmente a tese de que o (AV) foi ideia de outros setores do futebol mundial. Aliás, a principal presença convidada para o aludido evento pelo (The IFAB) e a (KNVB), foi o ex-atleta de futebol Marco Van Basten. 

Na entrevista que concedeu a imprensa internacional, Van Basten disse que: "O futebol dentro do campo está muito rápido e a arbitragem encontra dificuldades em observar e decidir em conformidade com a regra determinados lances. O (AV) desde que bem lapidado, será uma ferramente importantíssima no sentido de tornar as decisões do árbitro mais justas, afirmou".

Pelas informações recebidas ficou decidido que: o (The IFAB) espera ter uma decisão a respeito das associações, confederações, federações e ligas que desejam realizar a experiência com o (AV) até o final deste mês. O (The IFAB) irá supervisionar cada experiência de perto, com o apoio do Departamento de Tecnologia e Inovação de Futebol da FIFA.

Isso ficou definido para incluir um estudo de pesquisa envolvendo os organizadores participantes da concorrência, fornecedores da tecnologia e um instituto independente, escolhido ou universidade para se concentrar não só sobre os resultados da arbitragem útil, mas o efeito sobre o jogo em si e as impressões das várias partes interessadas.

O Workshop da semana que passou, vem na sequência da decisão histórica pelo (The IFAB), no último dia 5 março, que, abriu o caminho para a realização de experimentos . Reuniões e workshops adicionais irão acontecer nas próximas semanas. O objetivo é proporcionar à todos os participantes e organizadores do experimento, tempo hábil para entender todos os procedimentos e detalhes experimentais.

"Este workshop foi apenas o começo. Esperamos que, no prazo de dois anos, com todas as informações e os dados disponíveis para nós, tudo que é útil será analisado por um organismo independente e o (The IFAB) irá tomar uma decisão em 2018 ou 2019 ", concluiu Lucas Brud, secretário do órgão.

A reunião foi presidida pelo Chefe do Executivo da FA, Martin Glenn, uma vez que próxima Assembleia Geral Anual da IFAB (AGM), será realizada na Inglaterra em março de 2017. O Painel contará mais uma vez antes da AGM, Tudo que é a única vez as Leis do Jogo pode ser alterada.

Painel Consultivo de futebol
Gijs de Jong (Holanda, KNVB), Shaka Hislop (Trinidad & Tobago), Christian Karembeu (Nova Caledónia), Wynton Rufer (Nova Zelândia), Andreas Rettig (Alemanha, DFL)

Painel Consultivo Técnico

Neale Barry (The FA), Jean-Paul Brigger (FIFA), Massimo Busacca (FIFA), William Campbell (Irish FA), Lim Kee Chong (Maurícias), Pierluigi Collina (Chefe UEFA de Arbitragem), David Elleray (O IFAB) Brian Hall (CONCACAF Diretor de Arbitragem), Ray Ellingham (FA de Gales), John Fleming (Scottish FA), Jorge Larrionda (Uruguai, a FIFA Comité de Arbitragem), Shamsul Maidin (AFC Chefe de Arbitragem), Manoel Serapião Filho (Brasil). Participaram como observadores do (FIFPro), os senhores Tijs Tummers e John Bramhall.

sábado, 21 de maio de 2016

Anaf cumpriu com a sua obrigação

  
 O que impede a Anaf de se posicionar e solicitar um "naco" à arbitragem, sobre as logomarcas nas mangas das camisas e nas costas da arbitragem da Renaf junto a CBF? - foto: Geraldo Bubniak


  • A Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) postou no site da entidade como conquista “expressiva”, o fato de a CBF ter implementado nas suas competições a partir deste ano, a equiparação das taxas de arbitragens e o aumento das diárias da confraria do apito que labora nos seus torneios.
  • É óbvio que trata-se de um reconhecimento da CBF aos homens de preto que tiveram na Anaf a sua porta-voz. É clarividente também que se a Anaf não exercesse o seu direito de reivindicar melhorias de trabalho e financeiras a categoria, acredito que dificilmente a conquista seria alcançada.
  • Mas elevar o aumento em tela como conquista da Anaf, associações e sindicatos da categoria há uma diferença do planeta terra ao planeta plutão. Menos Anaf...menos Anaf... – A Anaf cumpriu seu dever precípuo de instituição representativa dos homens que manejam o apito e as bandeiras. Ponto.
  • Conquista expressiva será se a Anaf conseguir reverter o merecido direito de arena à categoria do apito, que foi ao BELELÉU por falta de capacitação na formatação jurídica e pelo noviciado político do representante escolhido pela Anaf em Brasília, quando do trâmite do aludido direito.


    *Conquista expressiva será se a JUSTIÇA determinar a concessão do merecido direito de imagem à arbitragem.  Cuja ação está sendo patrocinada pela Anaf com dinheiro que é descontado das taxas de arbitragens dos juízes e bandeirinhas que atuam em todas as competições da CBF.


    *Conquista expressiva será se a Anaf se posicionar em relação aos patrocínios alocados nas mangas e nas costas das camisas da arbitragem que atuam em todos os torneios da CBF - e, por consequência, obter não falo a totalidade, mas pelo menos um “naco” dos milhões de reais que recebe a CBF, revertidos na conta bancária dos árbitros da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf).



    *Conquista expressiva será se a Anaf indicar com isenção um representante junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva *STJD*, e não em conciliábulos. Trocado em miúdos: um representante no *STJD* que não faça proselitismo à arbitragem, mas, que não jogue contra os apitos.
     
    *Software acaba com assessores e delegados
  • A CBF adquiriu um Software para monitorar os deslocamentos e as tomadas de decisões da arbitragem no campo de jogo, no Campeonato Brasileiro da Série (A). Além de 100% da confiabilidade no conteúdo dos dados colhidos com a implantação dessa tecnologia, o que não acontecia com os assessores e delegados, a CBF livrou-se da indicação de dirigentes de associações e sindicatos de arbitragem que desempenhavam a função - e  economizará milhões de reais que deverão ser direcionados no aprimoramento das deficiências da arbitragem, fruto do trabalho efetivado pela inovação tecnológica adquirida pela entidade.
PS: Há um grupo de dirigentes dos grandes clubes do futebol brasileiro, que desejam há um bom tempo a troca no comando da (CA) Comissão de Arbitragem da CBF, atualmente dirigida pelo professor Sérgio Corrêa da Silva. O último episódio negativo envolvendo a arbitragem, aconteceu na quarta-feira (20), pela Copa do Brasil, entre Bahia/BA x América/MG. Se a (CA/CBF) continuar insistindo na designação de determinados árbitros e bandeiras, a situação vai ficar insustentável me afirmaram três dirigentes dos denominados grandes clubes do futebol pentacampeão. A “tropa” está articulada e aguarda os primeiros erros da arbitragem para ir falar com Marco Polo Del Nero, quando solicitará a cabeça de Corrêa da Silva.