sábado, 27 de agosto de 2016

Árbitros estabelecem padrões elevados

    Pierluigi Collina diretor de árbitros da UEFA comandou o seminário de verão da arbitragem europeia


A reunião de Verão dos árbitros europeus de topo da UEFA enalteceu a qualidade das arbitragens no UEFA EURO 2016, com os juízes a serem desafiados a elevar ainda mais os padrões na próxima época. 

O impressionante desempenho da arbitragem no UEFA/EURO 2016 foi um reflexo da qualidade dos árbitros por toda a Europa – e a época 2016/17 possibilita aos juízes do continente a oportunidade de aumentarem os padrões de qualidade.

Sessenta e seis árbitros masculinos – incluindo os 18 que estiveram no EURO – e 16 árbitras estiveram esta semana em Nyon para a reunião anual de Verão da UEFA, que serviu de preparação para a nova temporada, bem como constituiu uma oportunidade para fazer a avaliação do passado recente, incluindo o EURO decorrido em França.
“Penso que os árbitros do EURO, os árbitros assistentes e os árbitros de baliza merecem todos os parabéns”, disse aos presentes o líder da arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina. “Todos concordaram que o nível da arbitragem foi excelente. O nível no EURO 2012 já havia sido alto, mas os árbitros de 2016 colocaram-no ainda mais acima.”
As equipas de arbitragem do EURO foram cuidadosamente preparadas pela UEFA e pelo seu comité de arbitragem, com um ‘workshop’ antes do EURO e avaliações de qualidade rigorosas, ao mesmo tempo que foram dadas instruções claras sobre a tomada de decisão e a interpretação das leis aos jogadores e treinadores das 24 selecções em reuniões ocorridas antes do arranque da prova. Além disso, estiveram em França analistas de jogo para ajudar os árbitros sobre as tácticas e as características dos jogadores das equipas cujos jogos dirigiram.
Para Collina, o resultado positivo da arbitragem no EURO 2016 não ocorreu por acaso. “Houve um conjunto de razões”, disse. “A organização da UEFA foi fundamental para o desempenho positivo e a preparação foi excelente. O empenho foi também muito alto – com os árbitros a trabalharem muito e os resultados foram visíveis. Os árbitros da UEFA foram uma equipa vencedora – e a sua qualidade reflecte-se em todos os árbitros europeus, incluindo aqueles que dirigem jogos nos escalões inferiores.”
O presidente do Comité de Arbitragem da UEFA, Ángel María Villar Llona, partilhou uma perspectiva semelhante: “Sempre disse que todos os actores teriam de estar bem para a competição decorrer bem – e as equipas de arbitragem da UEFA fizeram um trabalho fantástico. Agora, isto já pertence ao passado e estamos ansiosos pela nova época. Peço aos árbitros que sejam consistentes, determinados e que estejam prontos para lidar com a pressão que lhes é exercida.”
Os principais árbitros da Europa preparam-se para dirigir os jogos das principais competições de clubes da UEFA e de qualificação para o Campeonato do Mundo 2018, enquanto as femininas terão pela frente a época da UEFA Women's Champions League e o UEFA Women's EURO 2017, na Holanda, no próximo Verão.
Por Mark Chaplin/Uefa.com
De primeira: Nos próximos dias a FIFA irá realizar no seu campo de treinamento que está sendo preparado em Zurique (Suíça), o primeiro treinamento com o (AV) árbitro de vídeo. Até o momento, Holanda, Portugal e o EUA realizaram o aludido teste em Offline.

 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Anaf: Qual é o custo-benefício?

Foto: Anaf

Se eu fosse árbitro de futebol de qualquer federação de futebol do Brasil e/ou da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf), e a associação ou sindicato não preenchesse os requisitos necessários estabelecidos na legislação trabalhista em favor da categoria que pertenço, invocaria o artigo 8º, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil, pelo qual "é livre a associação profissional ou sindical", sendo certo, ainda, que: [o seu inciso V estabelece que "ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato"].

Feito o preâmbulo acima, pergunto aos árbitros e assistentes da (Renaf): Quais são os motivos que levam os mesmos a manter-se associados a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), e ainda “concordarem” com o desconto de 5% das suas taxas de arbitragem? 

Se o apito ou bandeira for denunciado no (STJD) Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o que é muito raro, lá tem um advogado para defender os homens de preto, pago com o seu dinheiro  – não é dinheiro da Anaf. Ponto. A partir daí, nos últimos três anos não houve nenhuma conquista em benefício da classe que maneja os apitos e as bandeiras do futebol pentacampeão via Anaf.

Desde a sua fundação, a Anaf vive em condições de itinerância. Cada presidente eleito carrega o que sobrou da administração anterior para a sua cidade de origem. Nunca se ouviu ou leu do atual presidente e dos que o antecederam, um projeto para compra de uma sede da entidade.

O Projeto de Lei Nº 6405/2002, que contemplava na sua plenitude a profissionalização do árbitro do futebol brasileiro, foi fatiado, descaracterizado e quando saiu de Brasília, saiu um verdadeiro arremedo. Ou seja, houve o reconhecimento da atividade do árbitro de futebol. Ponto. 

O direito de arena foi mal conduzido juridicamente e politicamente. Juridicamente faltou embasamento comprobatório segundo a (AGU) Advogacia Geral da União para a concessão do benefício à arbitragem. Politicamente, a questão de enorme relevância aos homens de preto, foi entregue ao ex-árbitro e hoje deputado federal Evandro Rogério Romam, marinheiro de primeira viagem na Câmara dos Deputados e o resultado foi um rotundo fracasso.

O direito de imagem, dá a dimensão exata da falta de um profissional no corpo diretivo da Anaf, com notório conhecimento sobre as leis vigentes no Brasil. Depois de ir parar inexplicavelmente no Juízo de Recife (PE), deslizou em mais duas esferas e hoje está na 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Aliás, no edital de convocação da reunião de trabalho da Anaf que ocorreu em Fortaleza na semana que passou, a entidade prometeu revelar aos que mantiveram suas assinaturas nesta querela como está a situação. A resposta está sendo aguardada.

A criação da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol, entidade que para ser criada exige cinco sindicatos com a Certidão de Registro Sindical (Carta Sindical), e significa a redenção da arbitragem brasileira, vem se arrastando há vários anos tal qual uma áspide se arrasta ao solo, mas não sai do lugar. Aqui neste fato, chegou-se a criar uma comissão há três anos em Porto Alegre (RS), formada pelos dirigentes Ciro Camargo, Helio Prado e Wagner Rosa. Não há notícia até este momento se houve avanço ou não sobre o assunto.

A respeito das logomarcas estampadas nas mangas e nas camisas da arbitragem da (Renaf), que labora nas competições da CBF, também não há nenhuma perspectiva à classe dos apitadores. Pelo contrário: a este respeito impera um “silêncio de cemitério” em período noturno.

Oxalá, a confraria do apito brasileiro desperte da letargia que está vivenciando a anos, para que no próximo encontro da Anaf que irá acontecer em novembro em Brasília, a categoria dos apitos e bandeiras encaminhem uma avalanche de “desfiliações” em massa da Anaf.    

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Afonso "NEVER MORE"

Afonso Vitor de Oliveira de camisa branca na primeira fila ao lado de Nelson Lemhkhmul de terno e gravata, de quem foi vice-presidente num período de 1997 a 2003.

A respeito do lembrete feito pelos dirigentes da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), na reunião de trabalho da entidade em Fortaleza (CE), à Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná, sobre a futura Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol, instituição que será criada mais cedo ou mais tarde, por ora é conjectura. Mas, a partir da sua existência, é óbvio que de acordo com a Constituição vigente no Brasil e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é clarividente que todas as associações ficarão a margem do processo.

É importante que apitos e bandeiras do futebol paranaense tomem ciência que, o quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol (FPF) não tem um sindicato na sua plenitude porque, o ex-presidente da associação dos árbitros e atual diretor da comissão de arbitragem da (FPF), Afonso Vitor de Oliveira, recusou peremptoriamente nos primeiros dias de 2007, a proposição que este colunista e o presidente do Sindicato Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná, Airton Nardelli lhe propuseram.

A nossa proposta foi no sentido da extinção da associação e ato contínuo, Afonso Vitor de Oliveira assumiria a presidência do sindicato sob duas condições: a primeira, Airton Nardelli seria o primeiro vice-presidente e a segunda, Luiz Carlos Pinto de Abreu, o presidente do Conselho Fiscal do sindicato. Na proposição, ficou estabelecida que os demais cargos seriam preenchidos de acordo com o entendimento de Afonso Vitor.

Como acredito que o diretor da comissão de arbitragem da (FPF) ainda não perdeu o juízo, não é mitômano e nem aderiu a prática do cinismo, penso que não irá negar o fato. Pois se negar, será desmascarado vertiginosamente por várias pessoas. Esta é a verdade de a arbitragem do Paraná ainda não ter uma entidade de peso como é o sindicato - o resto é conversa pra “boi dormir”.

Acrescento um outro fato, talvez, o principal, para que o sindicato dos árbitros do Paraná não tenha sido reconhecido pela categoria do apito até a data presente - os reiterados desrespeitos da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), contra a Constituição do Brasil e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Se a Anaf decidir cumprir a Constituição e a CLT, quem deve representar a confraria do apito do Estado do Paraná nas reuniões e congressos é o sindicato. Basta formalizar o convite, o que até hoje nunca aconteceu.

PS: “Airton Nardelli, o presidente do sindicato dos árbitros/PR, é o autor da ação movida contra os desmandos que ocorreram na Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Paraná, no período de 1997 a 2003. O Judiciário paranaense deu ganho de causa à Nardelli, tanto na 21ª Vara Cível do TJ/PR, como na 18ª Câmara Cível de Desembargadores do Egrégio Tribunal de Justiça do Paraná. Se houver interesse, sobretudo dos árbitros mais novos da (FPF), a respeito desta querela e da tentativa de varrer a “sujeira” à época para debaixo do tapete do aludido desmando, procurem Nardelli que ele irá exibir “in loco” a documentação, as sentenças na íntegra e os nomes daqueles que tentaram aprovar a “maracutaia” nas assembleias da Apaf/PR”.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Árbitros, sindicalistas e dirigentes fizeram “forfait” na assembleia da Anaf

                                                                foto: RTP.pt

A 41ª Assembleia de Trabalho da Associação Nacional de Árbitros e Futebol (Anaf), realizada em Fortaleza (CE) no final de semana que passou, teve como características as mesmices dos últimos anos. Ou seja, o mesmo trololó das últimas reuniões, o que significa que de concreto mesmo a categoria vai continuar sem nenhuma perspectiva para o restante desta temporada e pelo andar da carruagem para o ano que se avizinha também.
  
Mas o acontecimento que chamou a atenção intramuros foi a ausência dos sindicalistas, já que dos vinte e seis estados e do Distrito Federal, apenas (16) compareceram ao evento da Anaf em Fortaleza. Sem contar que, nenhum árbitro ou assistente da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf), dirigentes da Federação Cearense de Futebol ou da CBF prestigiaram a indigitada assembleia.

Com uma pauta frágil que não elencou para discussão os principais problemas de interesse da confraria do apito brasileiro, e sem nenhuma conquista à categoria nos último três anos, a assembleia da Anaf em Fortaleza entra para os anais como um rotundo fracasso. 

Aliás, a arbitragem brasileira no campo sindical vivencia uma crise sem precedentes há muito tempo. Faltam sindicalistas da magnitude e do comprometimento com a classe, como Airton Nardelli (PR), Carlos Eugênio Simon (RS) e Ciro Camargo (RS).  

PS (1): A UEFA anunciou que todos os membros da arbitragem europeia que atuarem como quarto árbitro na temporada 2016/2017, na Liga da Europa e na Liga dos Campões, irão receber, setecentos e cinquenta euros de taxa, mais diárias desde o deslocamento da sua cidade de origem e passagens aéreas até o país onde será efetivada a partida. Em média, o quarto árbitro de lá, irá faturar o equivalente ao ganho de um árbitro da FIFA que apita a Série (A) do Campeonato Brasileiro.

PS(2): Pedro Proença (foto), presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, entrevistado pela Record (Portugal), a respeito da profissionalização da arbitragem disse: “É um processo que requer estudos e muita responsabilidade. Estamos a desenvolver tudo isto com várias pessoas versadas no tema profissionalização do apito e talvez, daqui há dois ou três anos tenhamos a concretização desse desejo”. 

PS (3): As críticas direcionadas contra o árbitro Bráulio da Silva Machado (Asp/FIFA/SC), pela sua atuação no prelio Atlético/MG 1 x 0 Atlético/PR, não encontram respaldo a luz das REGRAS DE FUTEBOL. O indigitado apito fez uma arbitragem com critérios e em consonância com o preceituado pela regras. Muita boa a arbitragem!   

PS (4): Nesta mesma Assembleia de Trabalho da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), realizada em Fortaleza, foi lembrado à Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Estado do Paraná  (Apaf/PR), que seria de bom alvitre haver um entendimento com o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Paraná que possui a Carta Sindical. Haja vista, a criação da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol, e, que associação não vota e não é reconhecida pela Federação - somente o sindicato detentor da Carta Sindical.


PS (5): Airton Nardelli, presidente do sindicato ao saber do fato, deixou clarividente que está aberto ao diálogo como sempre esteve - desde que, a arbitragem paranaense não tenha como intercolutor, o diretor da comissão de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, Afonso Vitor de Oliveira. Não há acordo com o sr. Afonso Vitor de Oliveira – na coluna de amanhã explico os motivos.