quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Banco detona gestão de clubes: Corinthians atrasado, São Paulo na 'vala comum' e "até quando" dinheiro do presidente no Palmeiras


© Gazeta Press Jogadores do São Paulo e Flamengo entram em campo com faixa do protesto do Bom Senso
Em mais uma edição da sua análise anual das finanças no futebol, o Itaú detonou a gestão dos clubes brasileiros. Em um estudo de mais de 160 páginas divulgado nesta semana, o banco privado avaliou como foi o ano de 2013 para os 20 times da Série A do Brasileiro (mais Vasco, Portuguesa e Ponte Preta) e fez duras críticas aos dirigentes que comandam as equipes. 
Para começar, "Dinheiro na mão é vendaval" é o título do texto, que já foi mais otimista nos anos passados (2011: "Como o mundo das finanças enxerga o futebol"; 2012: Clubes apresentam evolução econômico-financeira; 2013: "Não falta dinheiro"). Para cada um dos 23 clubes, o Itaú deu um título para resumir o balanço, utilizando as demonstrações contábeis de cada um e considerando também acontecimentos mais recentes. 
Dentre as avaliações, vale destacar logo de cara o que a instituição financeira escreveu a respeito do Palmeiras. Com mais de R$ 90 milhões colocados por Paulo Nobre no alviverde, o estudo admite que a política deu certo para tirar o time da segunda divisão, mas questiona ao final: "até quando o presidente colocará dinheiro no clube?".
O banco faz também uma ironia fina com o Corinthians, com quem também é duro na análise. Ao resumir a gestão pela frase "Encantador de Serpentes", o estudo explica que a direção alvinegra se vendeu como moderna quando não foi nada disso.
"Mais que isso, por algum momento fez acreditar que se tratava de uma gestão moderna, quando na realidade realizava as práticas mais comuns e antigas da gestão do Futebol", afirma, além de falar sobre o não pagamento de impostos e deixar uma pergunta: "Mas como ficam os clubes que pagam em dia?".
Logo na introdução, a Área de Crédito do Itaú BBA, setor responsável pela pesquisa, diz que os cartolas do futebol brasileiro não deram atenção para as categorias de base, que só pensaram na torcida durante a administração e ainda fala que gastaram muito mal - um dos exemplos citados foi o do São Paulo, que tem na folha de pagamento seis laterais esquerdos (Álvaro Pereira, Clemente Rodriguez, Carleto, Cortez, Reinaldo e Henrique Miranda). O clube do Morumbi é ainda classificado como na "vala comum".
"Completando este cenário, vários clubes continuaram a utilizar velhas práticas de gestão financeira do Futebol, como atraso de contribuições e impostos relacionados aos salários dos atletas, o que de certa forma se constitui numa vantagem financeira em relação aos clubes que pagam em dia", afirma o estudo.
"Os clubes precisam reforçar investimentos nas Categorias de Base, captando melhor, orientando melhor, retendo mais e colocando-os para atuar, pois esta é uma alternativa substancialmente mais barata e de melhor solução financeira para o clube. Parafraseando Keynes, a manter este padrão de gestão, no longo prazo os clubes estarão todos mortos".
Veja abaixo, os títulos para o resumo do ano de cada equipe e as perspectivas projetadas pelo banco para este ano, que está quase no final.
Corinthians: Encantador de Serpentes
"É possível que tenha que reduzir investimentos, seja mais eletivo e busque redução de custos. Já faz muita receita recorrente, de forma que é um movimento mais fácil de fazer que clubes com receita bem menores. Em contrapartida, em breve iniciará os pagamentos da dívida no Arena Itaquera, e isto consumirá parte importante das receitas com Bilheteria, retirando ainda mais dinheiro do Futebol. A realidade é sempre mais difícil do que se imagina, ou se vende".
São Paulo: Na vala comum
"Clube que gera muito mas gasta muito e mal, o São Paulo precisa rever sua gestão esportiva e financeira, afinal, além de não conquistar títulos ainda deteriora seus números e sua saúde financeira. Não é à toa que vimos na mídia informações sobre novas antecipações de cotas de TV, necessidade de venda de atletas para fechar as contas de 2014 e supostos atrasos de salários. Costuma não acabar bem".
Palmeiras: As aves aqui não mais gorjeiam
"Considerando que o clube continua sem patrocínio master, que as demais receitas permanecem estáveis, e que o clube não é um grande vendedor de atletas, resta ajustar os custos para tentar fazer com que sobre mais dinheiro no caixa. Mas é Ano do Centenário, e na avaliação equivocada dos dirigentes, em anos assim o clube precisa vencer mais que em outros. Resultado esperado é aumento dos custos, política descontrolada de gastos e mais problemas no futuro.
O Palmeiras se mantém no círculo vicioso e 2014 tem todos os ingredientes para ser mais um ano difícil em termos financeiros. Até quando o presidente colocará dinheiro no clube?".
Santos: A canoa virou
"O Santos sai da condição de clube equilibrado, com gestão financeira cuidadosa e passa a ingressar o rol de clubes com gestão de Torcedor. O resultado é gastar mais do que deveria, elevar custos sem contrapartida de Receitas recorrentes e, consequentemente, elevar endividamento e colocar em risco seu fluxo de caixa. Não parece nada saudável o caminho que o clube adotou. 2014 tende a ser ainda pior".
Flamengo: Nadando contra a maré
"Com investimentos limitados o clube fica distante de ter um elenco com muitas alternativas. Vai ter que continuar utilizando as categorias de base, tradicionalmente forte reveladora de talentos, e usar de contratações cirúrgicas para manter um elenco minimamente competitivo. O difícil, além de lidar com uma torcida que quer sempre títulos, é competir contra clubes que ainda se utilizam das velhas práticas de gestão esportiva".
Fluminense: A independência necessária
"É sempre difícil falar do Fluminense em função das ações tomadas pela Unimed e que não transitam pelo balanço do clube. Do que vemos temos um clube mais redondo, aparentemente mais organizado. Mas que precisará começar a pensar em caminhar com as próprias pernas. Hoje, se isto fosse uma necessidade, o clube se colocaria numa situação bastante inferior à vista nos últimos anos".
Botafogo: A luz no fim do túnel é de um trem
"As piores possíveis. O Botafogo terá que buscar alternativas de receita cada vez mais difíceis, certamente vai onerar ainda mais seu futuro com Adiantamentos e se não fizer um corte de custos profundo, encontrará o trem pela frente".
Vasco: Não há terra a vista
"O ano de 2014 tende a ser muito difícil para o Vasco. O clube carrega o peso de anos de dívidas acumuladas e da necessidade de atender aos anseios de uma das maiores torcidas do Brasil. Como equilibrar isto? Esta é o enigma da nau. Acreditamos em outro ano difícil e que será sucedido por outros anos difíceis".
Atlético-MG: Nem tudo que reluz é ouro
"2014 tende a ser bastante difícil. Pode conseguir alguma receita adicional com o Estádio novo, mas precisará recorrer a venda de atletas e reduzir custos se quiser diminuir o esforço para fechar suas contas".
Cruzeiro: Os Caçadores estão chegando
"O clube manteve sua base, seu treinador, fez mais alguns investimentos e possivelmente aposta na força da torcida e na obtenção de resultados esportivos para sustentar sua estratégia. Não dá para saber até quando isto funcionará, mas sempre há chance do castelo de cartas ruir a qualquer momento. Esportivamente tem chances elevadas de sucesso em 2014, como vemos até o momento no Campeonato Brasileiro".
Internacional: Acabou-se o que era doce
"A situação apresentada para início de 2014 não é confortável. Há mais desafios e menos gordura para queimar. O clube precisará apertar os custos se quiser voltar a viver uma situação confortável em termos financeiros, além de continuar a constante busca de atletas para serem vendidos. A vida do Internacional não deve ser fácil em 2014".
Grêmio: Avalanche
"Nada animadoras. Não há sinal de que as receitas devem crescer, mas os Custos são de longo prazo. Ainda há a necessidade de pagar o que ficou de 2013. Logo, 2014 tende a ser um ano de dificuldades financeiras caso não tenha conseguido enxugar os Custos".

terça-feira, 30 de setembro de 2014

CBF não usa 'gol eletrônico' por custo alto


Por causa de R$ 648 mil o gol de Esquerdinha, do Goiás, não foi validado na partida contra o Santos na noite do último domingo (28).
A CBF decidiu não utilizar em seus campeonatos o sistema de câmeras que detecta quando a bola ultrapassa a linha do gol e que foi usado pela primeira vez em uma na Copa do Mundo no torneio disputado no Brasil este ano.
O pacote, que inclui 14 câmeras, um software que faz a leitura da jogada e relógio para o árbitro, que avisa se a bola ultrapassou a linha, está sem uso nos 12 estádios em que já há instalação efetuada e que seria necessário gastar R$ 10 mil por jogo para colocá-lo em funcionamento.
A Fifa deixou esses kits nas arenas que receberam jogos do Mundial após o término da Copa do Mundo, em julho.

Editoria de arte/Folhapress



A CBF avalia que seria injusto alguns locais terem a tecnologia e outros não, e entende ser caro fazer a instalação em vários estádios.
O Pacaembu, que recebeu a partida em que o Santos bateu o Goiás por 2 a 0 no fim de semana, por exemplo, não tem o equipamento. Portanto a CBF precisaria investir R$ 638 mil para compra e instalação dos equipamentos e mais os R$ 10 mil para poder utilizá-lo em cada partida que o estádio receber.
No lance do Pacaembu, o jogador do Esquerdinha chutou de fora da área, a bola bateu no travessão e ultrapassou a linha do gol. Nem o árbitro, nem seus dois assistentes (o da lateral e o que fica atrás da trave) perceberam e o gol não foi dado. No rebote, David ainda marcou "de novo", mas estava impedido.
"Tem que ter uniformidade. Não adianta ter na Arena do Corinthians, usando São Paulo como exemplo, e não ter no Pacaembu ou na Vila Belmiro. O custo é elevadíssimo [para instalar em todos os estádios]", disse Sérgio Corrêa da Silva, chefe da comissão de arbitragem da CBF.
Ele fez questão de ressaltar que essa não foi uma decisão de seu departamento, mas administrativa da entidade.
A Folha apurou que a CBF avaliou que teria que colocar, ao menos, em todos os estádios que recebem jogos das Série A e B. Já excetuando as 12 arenas que receberam partidas da Copa, seriam ao menos mais 30 estádios, muitos deles até sem condições de receber as câmeras, já que são instaladas na cobertura. 
 Sistema GoalControl utilizado pela Fifa na Copa do Mundo no Brasil
VALORES
Após a Copa, a Fifa informou que deixaria a tecnologia nos estádios que receberam jogos da Copa e que, durante um ano, pagaria a despesa para que fosse utilizada – os R$ 10 mil por jogo.
Na Arena da Amazônia, em Manaus, por exemplo, a tecnologia poderia ter sido usada em jogo da Série B entre Vasco e Oeste-SP, no dia 16 de setembro. O time paulista fez um gol em que a bola tocou em cima da linha, mas o árbitro viu ela entrar e deu o gol. O Vasco conseguiu empatar e o jogo acabou 1 a 1. 
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2014 A MATÉRIA EM TELA É DE AUTORIA DOS JORNALISTAS BERNARDO ITRI
DO PAINEL FC E MARCEL RIZZO DE SÃO PAULO - ESTE COLUNISTA É ASSINANTE DA FOLHA DE SÃO PAULO HÁ TRÊS DÉCADAS.

PS: No futebol brasileiro os (AAA) árbitros assistentes adicionais estão mais perdidos do que "cachorro" quando cai do caminhão de mudança, em que pese o manual de Regras de Futebol na página  120 especificar suas funções numa partida de futebol. Enquanto aqui o despreparo dos (AAA) aflora rodada após rodada do Brasileirão, a Uefa realizou no período de 24 a 26 do mês em curso, em Nyon (Suíça), sede da entidade, um curso de capacitação aos (AAA) da entidade europeia. A estrutura do evento teve como principal foco assistente de arbitragem adicional, exercícios práticos, tomada de decisão e exercícios do árbitro assistente adicional.     

CBF convoca clubes, imprensa e atletas

Ofício Circular nº 63/CA-CBF/14 Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2014
Da CA-CBF
Aos Clubes da Série A, via Federações.
Assunto: Reunião Técnica
Prezados (as) Senhores (as),
A CBF, através de sua comissão de arbitragem, convida os capitães (ou um jogador a ser indicado pelos responsáveis), dos 20 clubes participantes do Campeonato Brasileiro da Série A para uma reunião técnica que será realizada na quinta-feira, dia 2 de outubro, às 15 horas, no auditório da entidade. Os jogadores podem estar acompanhados. 
Solicitamos a gentileza de confirmar a presença para as providências cabíveis.
Na reunião, os árbitros sorteados para atuar na 26ª rodada da Série (A), que será quase toda realizada no sábado, em virtude das eleições – haverá apenas um jogo na quinta-feira - e mais instrutores de arbitragem vão debater e analisar de maneira didática as Regras do Futebol, em especial as orientações da Fifa referentes à mão na bola.
Serão apresentados 26 vídeos, mais oito analisados pela Fifa como decisões corretas de nossas competições.
Os representantes da imprensa se credenciarão na portaria da CBF a partir das 13 horas de quinta-feira.
Sendo só o que se apresenta para o momento, renovamos os votos de estima e distinta consideração. 

Local de reunião: Avenida Luiz Carlos Prestes, 130 • Barra da Tijuca • Rio de Janeiro, Brasil • CEP 22775-055
Telefones: 00 55 (21) 3572 1900 • Fax: 00 55 (21) 3572 1900 • cbf@cbf.com.br
Fonte: CBF

Novo procedimento para concussões

Novo procedimento para concussões
Álvaro Pereira, do Uruguai, levou uma pancada na cabeça durante o jogo do Campeonato do Mundo com a Inglaterra ©Getty Images
 
A UEFA vai implementar imediatamente um novo procedimento em caso de concussões em todas as suas provas, sublinhando a preocupação com o bem-estar dos jogadores. 
Na reunião realizada em Nyon, o Comitê Executivo da Uuefa aprovou um novo procedimento para lidar com concussões que será implementado com efeito imediato nas competições da entidade.
No caso de suspeita de uma concussão, o árbitro deverá parar o jogo durante um máximo de três minutos de forma a permitir que o jogador seja avaliado pela sua equipa médica. Um jogador só poderá continuar a jogar se o médico confirmar especificamente junto do árbitro que o jogador está em condições de prosseguir.
O Comitê Executivo concordou que este procedimento seja incluído nos regulamentos da Uefa o mais rapidamente possível:
"Em caso de suspeita de uma concussão, o árbitro deverá parar o jogo para permitir que o jogador seja avaliado pela sua equipa médica. Este procedimento não deverá demorar mais de três minutos, a não ser que a lesão seja de um gravidade tal que obrigue a que o atleta seja tratado ou imobilizado no campo de jogo para ser transferido imediatamente para o hospital (por exemplo, no caso de uma lesão na coluna vertebral).
"Um jogador que sofra um ferimento na cabeça que exija a avaliação da existência de uma possível concussão só poderá continuar em jogo após avaliação e confirmação específica do médico da equipa junto do árbitro de que o jogador está em condições de continuar."
O Secretário-Geral da Uefa, Gianni Infantino, explicou os motivos que levaram a esta decisão. "Temos de dar prioridade à proteção da saúde dos jogadores", destacou. "O Comitê Executivo levou em linha de conta um relatório do Comitê de Medicina e decidiu que, em casos de concussão durante os jogos, o árbitro deve interromper o jogo por um máximo de três minutos de forma a permitir que o médico da equipe avalie o jogador e determine se ele está em condições de regressar à partida."
Infantino acrescentou: "Será o médico da equipe, e exclusivamente o médico da equipe, que terá a responsabilidade e a obrigação de decidir se um jogador pode regressar ao campo, se o atleta está em condições de jogar ou se deve ser substituído. É muito importante preservar a saúde dos jogadores, por isso esta medida será aplicada com efeito imediato em todas as nossas competições."
O presidente do Comitê de Medicina da entidade europeia, Michel D'Hooghe, saudou esta iniciativa: "A implementação das diretrizes para casos de concussão é mais um passo em frente no trabalho contínuo da Uefa para uma proteção ideal dos jogadores durante os encontros e para salvaguardar a sua saúde e bem-estar. Estou muito satisfeito por esta iniciativa ter sido aprovada pelo Comitê Executivo para que se torne uma prática comum em todos os jogos organizados pela Uefa."
Outra resposta positiva às novas disposições veio do responsável pela arbitragem na Uefa, Pierluigi Collina. “Estou satisfeito sobre o novo procedimento em caso de concussões ser implementado esta semana, poucos dias depois de ter sido aprovado pelo Comitê Executivo da Uefa", disse. "Na minha opinião, o novo procedimento dá aos árbitros uma visão clara sobre quem tem a decisão final sobre se um jogador pode continuar a jogar ou tem de sair do campo - é a equipa médica e mais ninguém. Espero que isto leve à melhoria da saúde e da segurança dos jogadores em geral.”
Fonte: Uefa.com

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Após erro grave, árbitros de lado do gol ganham prêmio e entrarão na Copa do Brasil

REGINALDO CASTRO/Gazeta Press
Goiás Reclama Árbitro Santos Gol Entrou Campeonato Brasileiro 28/09/2014
Jogadores do Goiás reclamam: bola entrou muito, mas árbitro não viu
Os árbitros adicionais não foram punidos pelos erros graves que vêm cometendo nos jogos do Campeonato Brasileiro. Muito pelo contrário. Nesta segunda-feira, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) informou que os juízes de linha, aqueles que ficam bem ao lado do gol, passarão a apitar também na Copa do Brasil.
A decisão da entidade ocorre um dia um dia depois do árbitro Ricardo Marques Ribeiro não ver um gol claro do Goiás na derrota por 2 a 0 para o Santos, no Pacaembu, na falha de arbitragem mais grave da rodada do Brasileirão.
A escala de arbitragem das quartas de final, inclusive, já foi divulgada pela entidade que rege o futebol brasileiro. 
Nos jogos desta quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), Cleisson Veloso Pereira e Renato Cardoso da Conceição, ambos de Minas Gerais, estarão em Botafogo x Santos, no Maracanã. Felipe Duarte Varejão e Élvis Siqueira de Almeida, do Espírito Santo, trabalham em Cruzeiro x ABC, no Mineirão.
Mais tarde, às 22h, Francisco Carlos do Nascimento e Francisco de Assis Almeida Filho, do Ceará, ficam responsáveis por América-RN x Flamengo, na Arena das Dunas, enquanto Wagner do Nascimento Magalhães e Wagner dos Santos Rosa, do Rio de Janeiro, cuidam de Corinthians x Atlético-MG, na Arena Corinthians.
Será a primeira vez que a Copa do Brasil terá árbitros dos lados dos gols. Nas quatro fases anteriores do torneio, apenas trios de arbitragens trabalharam nas partidas.
Fonte: Francisco De Laurentiis, do ESPN.com.br

Opinião do Apito do Bicudo: Em função do continuísmo que grassa na CA/CBF, da decadência técnica dos juízes no momento de (interpretar e aplicar as Regras de Futebol), da incapacidade dos assistentes na marcação correta do impedimento, da ausência de critérios dos árbitros na sinalização das faltas e na aplicação do cartão amarelo, da ineficácia dos "árbitros assistentes adicionais" no Campeonato Brasileiro do ano em curso, o quadro da (Renaf) atingiu o fundo do poço. Aliás, a arbitragem brasileira está lá há muito tempo. Alemanha 7 x 1 Brasil, no último mês de julho, "escamoteou" por alguns dias a verdade que ora aflora de maneira inexorável.      

Arbitragem: A situação é caótica

                            Foto: Valdir Bicudo
Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), um dos poucos árbitros que ainda não tinha se equivocado no atual Campeonato Brasileiro e no sábado à noite (27), teve atuação exuberante na partida São Paulo/SP 1 x 3 Fluminense/RJ, é a mais recente vítima da falta de projeto, de critério e da desorganização que grassa na comissão de arbitragem da CBF.  

“Estranhamente”, Marques Ribeiro após o jogo no Morumbi, rumou para Santos/SP, onde no domingo (28), foi “premiado” para exercer a função de (AAA) árbitro assistente adicional, no jogo Santos/SP x Goiás/GO.

Um verdadeiro absurdo! Um árbitro Fifa/Conmebol designado para ser (AAA), como é Ricardo Marques Ribeiro. Como estudioso da arbitragem nunca vi a Uefa escalar um árbitro top de linha para atuar nessa função. Repito: Não basta ser Fifa. Tem que ser considerado "top de linha". (AAA) é aquele personagem que fica postado na linha de fundo do mesmo lado de cada assistente, e a cada prélio do Brasileirão demonstra que está mais perdido do que cão quando cai do caminhão de mudança.

Como Marques Ribeiro só apita partidas e não tenho conhecimento de que árbitros da Fifa/Renaf, tenham sido submetidos desde a implementação dos (AAA) a treinamentos para exercer a função com presteza, é óbvio que só podia acontecer o que aconteceu.

E aconteceu assim: Aos 18’ da segunda etapa de Santos x Goiás, o meia Esquerdinha da esquadra de Goiânia, desferiu portentoso chute contra a meta santista, a bola bateu no travessão, ultrapassou totalmente a linha de meta (gol!) – e  incontinenti, retornou ao campo de jogo.

Ricardo Marques que estava postado na linha de fundo na meta onde sucedeu a jogada, numa distância de três a cinco metros,  não captou a bola cruzar a linha do gol na sua totalidade. Falhou sua coordenação psicomotora (agilidade, destreza e flexibilidade de raciocínio). Bruno Boschilia (Asp/Fifa/PR), o assistente onde ocorreu o lance fatídico, também não captou a bola cruzar a linha de meta na sua totalidade.  

Mas a fase dos homens de preto da Renaf é lúgubre. No Beira-Rio, no Internacional/RS 4 x 2 Coritiba/PR, aos 31’ da primeira fase, o chileno Aránguiz do Colorado dos Pampas, foi lançado em completo impedimento e logo a seguir, cruzou para o colorado Alex que fulminou o segundo gol contra as redes da equipe paranaense.

PS: Mesmo vivenciando uma situação caótica nunca antes vista no comando e no desempenho da arbitragem do Campeonato Brasileiro, ainda tem árbitro que está comprometido com as Regras de Futebol, com os clubes, com a imprensa, com os atletas, com a ética e, principalmente, com o torcedor. Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ) - no centro com a bola aos pés e sua equipe que comandaram o prélio Atlético/PR 1 x 0 Corinthians, na Arena da Baixada, um dos mais notáveis palcos do futebol mundial, são dignos de distinção pelo excelente trabalho que realizaram.

domingo, 28 de setembro de 2014

Fifa convoca árbitros para a Copa de 2018.

Na sexta-feira que passou, a Fifa convocou vinte e quatro árbitros do Continente Europeu para participarem do primeiro seminário com vistas a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. O seminário acontecerá de 18 a 22 de novembro próximo em Zurique, sede da entidade internacional
Os homens de preto selecionados já receberam um caderno especial onde constam as atividades que serão ministradas pelos instrutores internacionais. Estão previstos teste teóricos, físicos “o tendão de aquiles” dos árbitros brasileiros que possuem um histórico “vergonhoso” de reprovações que remonta a  2006, exames médicos, atividade prática no campo de jogo (interpretação e aplicação das Regras de Futebol, coma presença de jogadores), ou seja o pilar técnico.
No que diz respeito ao teste físico há um adendo especial que foi distribuído aos árbitros chamados para o aludido seminário. Além do seis tiros de 40 metros em 5,8 segundos e dos vinte sprints de 150 metros em no máximo trinta segundos, a confraria do apito vai ser submetida ao “temível” teste Yoyo.
O teste Yoyo foi aplicado aos árbitros que participaram do Mundial do Brasil, uma semana antes do início da Copa e o resultado para os apitos e bandeiras Sul-Americanos foi desastroso.
O Yoyo é considerado uma ferramenta importante porque permite aos instrutores de arbitragem avaliar a capacidade individual do árbitro. Já que exige esforços intermitentes e mostra situações reais do que acontece numa competição esportiva. Esse tipo de teste já é aplicado por preparadores físicos dos clubes profissionais da Europa aos atletas desde as categorias de base. E, por consequência, vem sendo utilizado pela Uefa nas provas físicas aplicadas aos seus juízes e bandeirinhas. O inventor do Yoyo foi o fisiologista Jens Bangsbo (Dinamarca).  
Isto posto, como diz Fernando Gomes, é de bom alvitre que a Comissão de Arbitragem da CBF, dê início ao processo de treinamento dos nossos árbitros e assistentes com potencial de participarem do processo pré-seletivo à Copa de 2018. Porque logo a seguir, serão convocados os apitos e bandeiras da Concacaf, Ásia, África e os Sul-Americanos.
Em assim agindo, a melhor “arbitragem do planeta” segundo o diretor da CA/CBF Sérgio Corrêa da Silva, terá tempo suficiente de se preparar, se aprimorar e não poderá alegar desconhecimento do programa estabelecido pela Fifa aos árbitros brasileiros.

PS (1): O alerta se faz necessário porque a arbitragem brasileira desde 2006, possui um histórico de reprovações nos testes físicos da Fifa. Tanto é verdade que Wilson Luiz Seneme, Leandro Pedro Vuaden e Heber Roberto Lopes, os indicados para a Copa de 2014, sucumbiram fragorosamente no indigitado teste. E, como prova insofismável, há pouco mais de vinte dias, o árbitro Heber Roberto Lopes (Fifa/SC) e o assistente Cleriston Barreto (Fifa/SE), sob os olhares imutáveis do instrutor/Fifa, Jorge Larrionda, “rodaram feio” no teste em tela.

PS (2): A CBF, através de sua comissão de arbitragem, convoca os representantes da imprensa e os capitães dos 20 clubes participantes do Campeonato Brasileiro da Série A para uma reunião técnica que será realizada na quinta-feira (2/10), às 15 horas, no auditório da entidade.
Na reunião, os árbitros sorteados para atuar na 26ª rodada da Série (A), que será quase toda realizada no sábado, em virtude das eleições – haverá apenas um jogo na quinta-feira - e mais 30 instrutores de arbitragem vão debater e analisar de maneira didática as Regras do Futebol, em especial as orientações da Fifa referentes à mão na bola.
Serão apresentados 26 vídeos, mais oito analisados pela Fifa como decisões corretas de nossas competições. Os representantes da imprensa se credenciarão na portaria da CBF a partir das 13 horas de quinta-feira.