sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Árbitros e assistentes recebem treinamento da Fifa

Créditos: Divulgação/FPF-PE
O árbitro brasileiro na Copa do Mundo FIFA e membro do quadro da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Sandro Meira Ricci (em pé à direita), partilhou com os árbitros do Estado a experiência adquirida durante o Mundial. Nesta sexta-feira (29), ele repassou o mesmo material que foi utilizado como preparação para a Copa.
Utilizando muitos vídeos, Sandro conversou com os árbitro e assistentes da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol de Pernambuco (Ceaf-PE) sobre situações que ocorrem nas partidas. Todas as imagens foram selecionadas pela FIFA.
- Eu fiquei muito feliz quando recebi o convite da comissão de árbitros. É um prazer compartilhar informações com meus amigos. Foi uma oportunidade para trazer todo o conhecimento que foi repassado para a gente durante a Copa do Mundo", afirmou Meira Ricci. "Somos multiplicadores do conhecimento e é através disso que vamos a campo e podemos aplicar a regra de maneira mais uniforme - completou.
Nessa quinta-feira, Sandro atuou pela primeira vez no Estado após o Mundial. Ele foi o quarto árbitro na partida Sport x Vitória, na Ilha do Retiro, pela Copa Sul-Americana. "É o meu desejo continuar trabalhando firme, para me capacitar e me condicionar para o processo que vai ser longo até a Copa de 2018", declarou.
Após o treinamento, o árbitro conheceu o painel da FPF em homenagem aos árbitros FIFA. "É uma iniciativa inédita da Federação de Pernambuco, que resolve numa sala de imprensa homenagear os árbitros internacionais do quadro. É uma demonstração clara da maneira séria e humana com o presidente Evandro olha para o quadro", afirmou.
O presidente da Ceaf-PE, Erich Bandeira, agradeceu a presença de Sandro e ressaltou a importância do treinamento. "Nenhuma federação teve este privilégio. Com o curso da FIFA, Sandro ajuda a melhorar a qualidade da arbitragem. Esse foi um dos propósitos da vinda dele para o nosso quadro", comentou.
Sandro Meira Ricci tem 39 anos é funcionário público e fez o curso de arbitragem em 2003. Ele está no quadro da FPF desde março de 2012. Está na FIFA desde 2011. Foi árbitro da última final da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes.

Árbitros: Condições físicas é o essencial



Antes de optar pelo fim do teste de Cooper que consistia em 12 minutos de corrida e alguns tiros de 50 metros em sete segundos e 200 metros em trinta segundos, que foram extintos por serem considerados obsoletos em função das profundas transformações que sofreu o futebol na parte física, a Fifa orientava as associações, confederações e federações filiadas a entidade, a exercitarem seus árbitros, intelectualmente e fisicamente, sempre que possível.

Posteriormente, a partir de 2012, com a implementação de uma nova metodologia no teste físico (ver acima), a recomendação da Fifa foi de que o teste com padrão universal, deveria ser realizado quatro vezes ao ano para árbitros e árbitros assistentes que são membros da relação internacional.

Faço o preâmbulo acima, porque na coluna anterior dado o seu conteúdo que abordou o histórico vergonhoso de reprovações dos árbitros brasileiros que compõe o quadro da Fifa, nos testes físicos, houve algumas contestações contra a coluna. Reprovações que remontam a 2010, e desde então, nenhuma atitude eficaz foi colocada em prática pela direção da CBF para estancar essa deficiência.

Fui pesquisar e na pesquisa identifiquei que a CA/CBF e as Comissões de Arbitragem das Federações de Futebol do Brasil, não movimentam seus árbitros e assistentes como o preconizado pela Fifa.

A pesquisa detectou que a maioria das federações realiza a pré-temporada no início do ano objetivando o campeonato local e, posteriormente, nenhum procedimento é realizado no sentido de requalificar o quadro de árbitros para o restante da temporada,  sobretudo na parte física. Já a CA/CBF, não vem realizando os quatro testes anuais recomendados pela Fifa, aos membros da lista internacional de arbitragem.

Ao deixarem de observar as orientações da Fifa num quesito importantíssimo que é o físico aos homens de preto, a CA/CBF e suas congêneres nas federações estaduais, contribuem para o fracasso das tomadas de decisões destas personagens, que no trilar ou não do apito, ou no levantar ou não de uma bandeira decidem os destinos de um embate de futebol.   

Outro dia, o ex-árbitro Pierluigi Colina, atual diretor de arbitragem da Uefa, questionado sobre a taxa de reprovação no teste físico da Fifa dos apitos europeus, respondeu que é zero. Só na América do Sul é que o pessoal reclama que é duro. O teste é duro? “É, mas se você quer entrar na história, tem de trabalhar bastante, disse Collina".

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Acredite se quiser: Heber reprovou!

            Foto: Fifa.com  - Heber Roberto Lopes com a bola a seus pés

Quando indicou o ex-árbitro Wilson Luiz Seneme da Federação Paulista de Futebol, para o processo seletivo que a Fifa realiza com os árbitros com vistas a Copa do Mundo, a CBF e sua (CA)Comissão de Arbitragem sabiam de antemão do histórico de reprovações de Seneme nos testes físicos.

Renitentemente a sua designação foi mantida e o “fiasco” foi gigantesco. Primeiro, Seneme foi reprovado em setembro de 2013, na sede da Fifa em Zurique, sob os olhares imutáveis do preparador físico dos homens de preto da Fifa e da Uefa, Werner Helsen, P.h.D em Educação Física pela Universidade de Louvre na Bélgica. Posteriormente, o “vexame” se repetiu sob a supervisão do professor Crishian Rosen (Argentina), que também é preparador físico da entidade internacional.

Logo a seguir, seu compatriota Leandro Vuaden (Fifa/RS) a segunda opção do apito para a Copa do Mundo no Brasil, submetido ao mesmo teste da Fifa em Assunção (Paraguai), foi fragorosamente reprovado. Passado alguns dias, Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), a terceira indicação para a arbitragem que estava no grupo pré-selecionado para o Mundial de 2014, convocado para o temível teste físico da instituição que controla o futebol no planeta, “rodou feio” na cidade de Mendoza (Argentina).

Segundo informações que me foram repassadas a época, Roberto Lopes sepultou naquela oportunidade suas chances de continuar fazendo parte do grupo da confraria do apito internacional, que teria o privilégio de participar da Copa.

Este ano a CA/CBF realizou o teste físico padrão Fifa aos árbitros e assistentes da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf) - e um contingente expressivo reprovou. Posteriormente, na cidade de Itajaí (SC), num final de tarde foi efetivado novo teste e todos foram aprovados.

Na manhã desta terça-feira (26), no Centro Desportivo da Aeronáutica, na cidade do Rio de Janeiro, local selecionado pela CBF para realização de uma das etapas do Curso Futuro III RAP-Fifa - de acordo com informações do jornalista Pedro Paulo de Jesus, o árbitro Heber Roberto Lopes e o assistente Cleriston Clay Barreto (Fifa/SE) reprovaram no teste físico.

Diante do histórico reiterado de reprovações “vergonhosas” nos testes físicos dos nossos juízes e bandeirinhas, principalmente nos testes internacionais pergunto: Quem é o preparador físico dos homens de preto que compõe a (Renaf) e qual é a metodologia que vem sendo empregada, já que o “fracasso” neste tipo de teste tornou-se rotina? Quais são os critérios usados pela CA/CBF, quando da convocação dos denominados “homens da elite” do apito nacional para um teste físico da Fifa? Quais são os treinamentos ou apoio que é dado aos apitos e bandeiras da (Renaf) nos seus estados de origens? Qual é o posicionamento da CA/CBF em relação as federações estaduais que não possuem professor de educação física e não movimentam seus árbitros, ou seja, deixam a coisa à la vonté? A CA/CBF tem um projeto que objetive equacionar essa situação que envergonha e avilta a arbitragem brasileira?  
 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Candidatos à Fifa

                                            Heber Roberto Lopes, com Spray na cintura

Conforme anunciado recentemente, os árbitros Paulo Cesar de Oliveira e Wilson Luiz Seneme, ambos da Federação Paulista de Futebol, encerraram a carreira como membros do apito e, por extensão, da CBF e do quadro internacional da Fifa.

A saída dos indigitados homens de preto da Relação Nacional de Árbitros de Futebol da CBF e da lista internacional da Fifa, abriu espaço para dois nomes da confraria que compõe o quadro de (Asp/Fifa/CBF).

Se não surgir nenhuma novidade nos próximos meses, sobretudo política, e diante da anunciada renovação que fará a (CA/CBF) na Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf)- quando dezembro chegar, Anderson Daronco (Asp/Fifa/RS), Dewson de Freitas (Asp/Fifa/PA) e Raphael Claus (Asp/Fifa/SP), serão promvidos.

Faço a afirmação em tela, porque não há no universo do quadro nacional de árbitros da CBF neste momento e acredito que não haverá outras opções com as qualidades dos referidos árbitros, para completar a lista com os dez nomes que tem direito a CBF no quadro de arbitragem da Fifa.

Acrescento ao exposto, que além de serem jovens promissores, a trempe mencionada suplantou a inexistência de um projeto de excelência de formação, orientação, treinamento e aprimoramento das federações de futebol de onde são egressos.

PS (1): No domingo que passou, quando anunciou os homens de preto para comandar Grêmio x Corinthians, no Olímpico em Porto Alegre, o narrador Cleber Machado da Rede Globo enfatizou:  Árbitro, Heber Roberto Lopes (Fifa/SC). Naquele momento, lembrei-me de que faz dois anos que o mencionado apito deixou o quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol e rumou para Santa Catarina.

PS (2): Desde então, em que pese o futebol do Paraná contar com dez árbitros na Renaf/CBF, a (CA) Comissão de Arbitragem da instituição que gere o futebol brasileiro, nunca mais designou um dos nossos apitos para dirigir um prélio da magnitude da partida disputada nos Pampas.

PS (3): Pelo contrário, sabedora da decadência que assola o quadro de árbitros da (FPF), a CA/CBF colocou nossos apitos e bandeirinhas num plano secundário a levantar a placa de quarto árbitro na linha de meio campo, atrás das metas na função de Árbitro Assistente Adicional ou então de vez em quando na Série B, C e D do Campeonato Brasileiro.   

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ANAF realiza assembleia de trabalho em São Paulo

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A ANAF está realizando em São Paulo assembleia de trabalho com árbitros e presidentes de sindicatos. A cerimônia de abertura ocorreu em um auditório lotado na sede da Federação Paulista de Futebol.
O futuro secretário geral da entidade, Almir Alves de Melo, foi o mestre de cerimônia. A mesa foi composta pelos dirigentes Marco Martins, presidente da ANAF, Arilson Bispo da Anunciação da Bahia, Roberto Braatz do Paraná, Arthur Alves Junior de São Paulo e por Giulliano Bozzano, diretor jurídico da entidade.
Em seu discurso, Marco Martins agradeceu a presença de todos e repassou aos presentes que sua administração é resumida em três etapas, a primeira era reorganizar a entidade, depois capitalizar a mesma e por último, próxima etapa, brigar por conquistas e direitos dos árbitros.

Notícias do apito


  • Arbitragem pragmática (1)
  • Corinthians 5 x 2 Goiás, na quinta-feira (21), efetivado em São Paulo, exibiu a versatilidade, a qualidade e o planejamento que o trio de arbitragem composto pelo excelente Marcelo de Lima de Henrique (Fifa/RJ) e seus assistentes Luiz Claudio Regazone e Gilberto Stina Pereira, traçaram para a nominada partida.
  • Arbitragem pragmática (2)
  • O prélio teve vários lances de alta complexidade e exigiu tanto do árbitro como dos auxiliares, interpretações e aplicações instantâneas das Regras de Futebol. Quando isto acontece é sinal de que a coordenação psicomotora (agilidade, destreza e flexibilidade de raciocínio) e o campo visual do trio de árbitros, está focado única e exclusivamente no trabalho que estão realizando.
  • Meio de semana foi positivo
  • Aliás, a 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi a que apresentou o menor número de equívocos da arbitragem na atual temporada. Houve uma melhora considerável no posicionamento dos árbitros com a bola em jogo (tático) - e os assistentes além de seguirem na mesma toada do apito no quesito posicionamento, deram demonstrações clarividentes de que se plugados exclusivamente no jogo que estão atuando, irão diminuir substancialmente os erros na marcação do impedimento.
  • Curso Fifa para árbitros (1)
  • A CBF realiza na próxima semana com a participação de 32 árbitros, via Escola Nacional de Arbitragem de Futebol – ENAF -  o Curso Futuro III RAP-FIFA. O evento acontecerá no período de  25 de agosto a 2 de setembro próximo, na Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro.
  • Curso Fifa para árbitros (2)
  • Este importante acontecimento faz parte do programa de desenvolvimento da CBF e contará com a presença de importantes personalidades da arbitragem internacional, entre os quais aparecem os Instrutores Fifa, Jorge Larrionda, Wilson Seneme, Antonio Pereira, o preparador físico da Fifa, Cristian Rosen, Carolina Colman, a oficial de Desenvolvimento de Arbitragem da entidade internacional, para América do Sul,  entre outros instrutores renomados do país.
  • Curso Fifa para árbitros (3)
  • O Programa de Assistência à Arbitragem (RAP) se concentra na formação dos instrutores de árbitros e especialistas técnicos comprometidos ativamente com a formação de árbitros e árbitros assistentes de elite e promissores das associações arbitrais. Dentro da agenda da semana serão realizadas diferentes atividades: treinamento com a súmula eletrônica (Conmebol e CBF), avaliações físicas, teóricas (nos idiomas português, espanhol e inglês), além de aulas teóricas e práticas. 
  • Curso Fifa para árbitros (4)
  • A CA-CBF enfatizará alguns pontos aos participantes, tais como os aspectos disciplinares dos jogadores e integrantes das comissões técnicas, contato físico e tempo de bola em jogo.
  • Recuperação do tempo perdido, etc.E, por último, será feita uma análise das equipes especiais de arbitragens que estão sendo utilizadas na Série A do Campeonato Brasileiro.
  • Diferença significativa
  • A atitude da Comissão de Árbitros e da CBF é louvável. E os personagens que irão ministrar o curso em tela, possuem credenciais inquestionáveis sobre o tema arbitragem. No entanto, quem observou a forma de atuar da arbitragem europeia na última Copa do Mundo, e nas diferentes competições da Uefa, verá que há um hiato no manejo das regras e dos critérios adotados pelos homens de preto do Velho Continente e da América do Sul.
  • Estudo em conjunto
  • Se a Confederação Brasileira de Futebol deseja melhorar a qualidade e exteriorizar transparência nas tomadas de decisões da confraria do apito brasileiro, deveria implementar um intercâmbio com os instrutores da Uefa. Porque, quer queiram ou não, eles estão num patamar bem mais elevado e poderiam  quantificar nossos árbitros com um  Know-how diferenciado sobre o comportamento e as decisões que o árbitro e o assistente devem adotar nas diferentes porfias que irão dirigir.
  • Isolamento perigoso
  • Com a recente profissionalização do árbitro de futebol no Brasil e com a globalização que norteia todos os destinos dos diversificados segmentos da sociedade mundial, é inaceitável que a arbitragem brasileira fique circunscrita a América do Sul. Quem não trocar informações e não buscar requalificação independente da área de atuação está fadado ao insucesso.
  • Vamos convidá-los
  • Já imaginaram um seminário aos árbitros da (Renaf), com as presenças de Pierluigi Collina, atual diretor de arbitragem da Uefa, eleito seis vezes consecutivas o melhor árbitro do mundo, do escocês Hugh Dallas, instrutor de árbitros da entidade europeia, de Mike Riley, ex-árbitro Fifa e atual presidente do Comitê de Árbitros da Premier League (Inglaterra) e do ex-árbitro inglês, David Ellery (foto), diretor do Centro de Excelência de Árbitros da Uefa (Core)?