segunda-feira, 21 de julho de 2014

Apitos: Reforma “monstro” é urgente

           Dr. Carlos Alarcón Rios, o mestre da arbitragem Sul-americana

Concedendo entrevista ao Jornal Marca da Cal, órgão oficial de informação do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Rio Grande do Sul (Safergs), na edição de nov/dez/2007, Armando Marques (in memoriam), quando questionado pelos jornalistas José Edi Silva e Moacir Souza, se teria sentido criar uma universidade de árbitros na América do Sul, respondeu: “Não, porque não temos professores à altura. E os instrutores Sul-americanos que existem são raros e precisam ser requalificados”.
Lembrei-me da expressão de Marques, assim que terminou a Copa do Mundo no Brasil, sobretudo, após analisar a atuação da arbitragem da Conmebol, incluso aí o trio de árbitros da CBF.  
Ato contínuo, liguei a um interlocutor no Rio de Janeiro que comentou sobre a arbitragem no Mundial, e perguntei a essa personagem qual era a sua avaliação sobre o desempenho dos homens de preto da Conmebol na Copa e ele me disse: “Os árbitros que foram treinados por instrutores  atualizados com o programa da Fifa, incluindo os pilares técnico, tático, físico, psicológico, médico, nutricional, e tiveram um bom fisioterapeuta, cometeram pequenos deslizes de interpretação e aplicação das Regras de Futebol”.
Não satisfeito com a resposta, voltei ao tema dos apitos da Conmebol e o meu interlocutor foi lancinante: “Quem não foi submetido ao processo em tela, teve dificuldades de entender a linguagem e o manejo das regras no momento de interpretá-las e aplicá-las em consonância com o texto e com o que foi determinado pela Fifa”.    
Ao final do diálogo, fiz a derradeira pergunta ao meu interlocutor. Qual é o futuro da arbitragem brasileira diante dos acontecimentos da Copa? Resposta: “Implementar um projeto de requalificação em caráter emergencial aos árbitros da Renaf – Relação Nacional de Árbitros de Futebol e gradativamente estender esse projeto as federações estaduais”. E os próximos cursos de formação de árbitros de futebol no Brasil, a preparação e o aprimoramento, devem passar por uma profunda reformulação. Se persistir a metodologia atual na formação dos novos apitos, além de colocar o árbitro brasileiro na vanguarda do atraso, em 2018, a CBF terá dificuldades para indicar um triunvirato de excelência na Copa do Mundo da Rússia.
PS: Os três instrutores de arbitragem de excelência mencionados pelo meu interlocutor que tem a América de Sul, foram Aristeu Leonardo Tavares, Carlos Alarcón, o mestre da arbitragem Sul-americana e o mais longevo membro do Comitê de Árbitros da Fifa e o diretor da CA/CBF, Sérgio Corrêa da Silva.    

Árbitros do Europeu Sub-19 traçam objetivos

"Arbitrar é absolutamente fantástico", disse o norueguês Tore Hansen, um dos 17 árbitros que aperfeiçoam as suas qualidades na fase final do EURO Sub-19, na Hungria.
por Ben Gladwell de Budapeste
Árbitros no EURO Sub-19 traçam objectivos
Os árbitros Enea Jorgji (Albânia) e Tore Hansen (Noruega) na Hungria ©UEFA.com
 
O Campeonato da Europa Sub-19 é uma oportunidade para alguns dos melhores jogadores europeus em ascensão mostrarem as suas qualidades – mas não apenas eles. "É uma grande oportunidade para mostrar as minhas qualidades como árbitro", disse o norueguês Tore Hansen, um dos 17 juízes escolhidos para a fase final.
Já estabelecidos a nível interno, e após terem ganho experiência valiosa em jogos da Uefa, os árbitros dão mais um passo nesta fase final. "Aqui tudo é planeado de forma perfeita", acrescentou Enea Jorgji, da Albânia. "Treinamos de manhã, depois temos reuniões e recebemos observações por parte dos observadores. A Uefa ajuda-nos bastante."
Para além do acompanhamento da entidade europeia, os árbitros também interagem entre si. "É como uma família para nós", disse Hansen. "Adoramos ter todo o apoio possível, e não há nada melhor do que ele vir de companheiros de profissão, com quem também aprendemos.
Em último caso, seguir as pisadas do árbitro italiano Nicola Rizzoli, que recentemente dirigiu a final do Campeonato do Mundo, é uma ambição comum. Rizzoli chegou a declarar que não há nada melhor do que arbitrar, e os árbitros presentes na fase final dos Sub-19 concordam.
"Arbitrar é absolutamente fantástico", disse Hansen. "Desenvolve-nos como pessoas e é difícil imaginar algo mais desafiante do que ser árbitro. Existe uma pressão muito grande, mas nós lidamos bem com ela e gostamos."
Jorgji escolheu ser árbitro em vez de jogar e não se arrepende. "Pratiquei futebol quando era jovem, mas por causa dos estudos não consegui vingar, então isto foi uma forma de continuar ligado à modalidade. No início, era uma espécie de divertimento, mas com o passar do tempo descobri que gostava cada vez mais de apitar futebol. De fato não esperava estar onde estou agora."
Depois de terem chegado aqui, os árbitros estão ansiosos por verem onde a arbitragem os vai levar de seguida. Hansen acrescentou: "Tem sido uma aventura para mim e aguardo com expectativa pelo próximo passo."
Fonte: Uefa.com

domingo, 20 de julho de 2014

Árbitros: Vem aí novas tecnologias

Nos próximos dias a Fifa deve receber propostas do uso da tecnologia, no que concerne no auxílio à arbitragem nas próximas competições da entidade. Os japoneses estão desenvolvendo um estudo com câmeras de altíssima definição, que são alocadas atrás de cada assistente e detectam impedimento em tempo real. São doze câmeras, ou seja, seis atrás de cada bandeira.
Experimento que vem sendo testado em competições amadoras e cujos resultados deverão ser exibidos a Fifa e a International Board dentro em breve, em Zurique, sede da instituição que controla o futebol no planeta.
A empresa norte-americana Google, desenvolveu o Google Glass denominado também como (óculos inteligente) em várias versões. Óculos que está sendo testado no tênis e experimentado recentemente pelo árbitro Hilário Grajeda (EUA)-foto/abaixo, numa partida de futebol, envolvendo as esquadras do MLS-All Stars x AS Roma (Itália). Esta tecnologia e os resultados das experiências segundo fui informado, deve chegar a Fifa nos primeiros dias de agosto.

Do outro lado do planeta, na província de Nagano (Japão), região conhecida como os “Alpes Japoneses”, a fabricante de impressoras  Epson, lança nos próximos meses a segunda versão dos óculos inteligentes da empresa, o Moverio BT – 200. Óculos que estão sendo submetidos a inúmeros experimentos e, de acordo com informações que recebi, deverão ser exibidos à Fifa, com vistas a auxiliar o homem de preto a equacionar lances que fujam do seu campo de observação durante um prélio de futebol.
Finalizando, no segundo semestre do ano em curso, a alemã GoalControl, a empresa responsável pela tecnologia na linha do gol no Mundial de Clubes do Marrocos no ano que passou, e na recém findada Copa do Mundo no Brasil, apresentará a Fifa os resultados obtidos nas duas competições, e novas tecnologias que foram desenvolvidas e contribuirão para elucidar lances polêmicos numa partida.

                  Sistema GoalControl
PS: Diante do acima exposto e dos erros cometidos pela confraria do apito internacional que laborou na última Copa, os próximos campeonatos da Fifa deverão vir acrescidos de novas tecnologias, e o árbitro de futebol inteligente, deve se preparar para manejá-las.   

sábado, 19 de julho de 2014

Árbitro marca 30% mais faltas em competições no continente do que na Copa do Mundo

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
Sandro Meira Ricci, o árbitro brasileiro na Copa do Mundo, esteve no Bate-Bola da ESPN Brasil. Durante o programa (veja o vídeo abaixo), perguntamos a ele a razão pela qual o número de faltas que assinala foi muito inferior no torneio de seleções do que costuma marcar em competições dentro do Brasil ou na América do Sul.
Getty
Sandro Ricci estreou na Copa no duelo França 3 x 0 Honduras: média de faltas mais baixa
Sandro Ricci estreou na Copa no duelo França 3 x 0 Honduras: média de faltas mais baixa
A diferença não é pequena. Tomando por base dez certames dentro do nosso continente, temos uma média de infrações assinaladas que é cerca de 30% superior à que ele mesmo registrou no Mundial aqui no país. A marca alcançada na Copa equivale a apenas 56% da média de faltas de Ricci no seu maior "pico", a Copa do Brasil 2012 (veja abaixo).
Sandro Meira Ricci alega que 'ambiente' da Copa pesa na mudança de critério da arbitragem
O árbitro deu sua explicação para tamanha disparidade, que por sinal não é uma exclusividade dele. Números tão distintos são comuns em arbitragens brasileiras dentro de casa e fora dela. Sandro Meira Ricci alega que o ambiente em si e a participação dos jogadores pesam nessa mudança de critério. Mas também fica claro que as orientações diferentes implicam em mais faltas ou menos faltas. Árbitros têm "sócios" nas faltas.
Sandro Meira Ricci na Copa:
França 13 x 14 Honduras = 27 faltas
Alemanha 11 x 17 Gana = 28 faltas
Alemanha 11 x 20 Argélia = 31 faltas*
* em 120 minutos de futebol

Sandro Meira Ricci — médias de faltas:Série A 2011 — 36,0 Libertadores 2012 — 38,5 Copa do Brasil 2012 — 46,0 Série A 2012 — 35,3 Série B 2012 — 34,6 Libertadores 2013 — 32,5 Copa do Brasil 2013 — 33,0 Série A 2013 — 34,0 Libertadores 2014 — 41,0 Série A 2014 — 33,3 Média dos 10 certames — 36,4
Copa do Mundo 2014 Média geral de faltas — 30,1 Média de Sandro Ricci — 28,6** 
calculando o número proporcional, já que uma das três partidas teve prorrogação, a média cai para 25,8 faltas por jogo
Fontes: Footstats e Fifa/ESPN

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Arbitragem: O Mundial de 2018 já começou


         Foto: Conmebol
  • A Copa de 2018 que será efetivada na Rússia, teve inicio para árbitros e assistentes que almejam chegar até lá, assim que o excelente árbitro italiano Nicola Rizzolli, trilou seu apito ao final de Alemanha x Argentina.
  • A Fifa, embora tenha declarado a opinião pública que gostou do desempenho da arbitragem no Mundial, decidiu que vai incrementar e organizar cursos e seminários já existentes para instrutores, árbitros e árbitros assistentes em nível regional, nacional e internacional. Além disso, planejar e instituir programas de treinamento que preparem árbitros e assistentes para os mais importantes torneios da entidade.
  • Além de um programa de requalificação mensal dos árbitros e assistentes que estiveram no Brasil e que estão dentro do limite da idade e corresponderam as expectativas, a entidade lançará nos próximos meses um projeto para lapidar novos apitos e bandeirinhas, com alto potencial e com perspectivas de atingirem o campeonato na Rússia.  
  • A CA/CBF, dado o vergonhoso desempenho protagonizado nos testes físicos da Fifa, pelos ex-árbitros Leandro Vuaden e Wilson Luiz Seneme, que foram sumariamente desligados do processo da Copa do Mundo que passou, deveria romper as fronteiras do País e fazer uma estadia em Nyon (Suíça), sede da Uefa. Lá, os membros da direção da arbitragem nacional, além de realizarem um intercâmbio produtivo no setor do apito, iriam conhecer o Centro de Excelência de Arbitragem da Uefa (CORE).
  • O (CORE) é uma instituição que tem como objetivo estudar e desenvolver cientificamente as capacidades técnicas e a condição física dos jovens árbitros promissores, que demonstram qualidades para no futuro se tornarem árbitros da Uefa e da Fifa.
  • Além de Sandro Meira Ricci, que em 2018 terá 44 anos e realizou um ótimo trabalho na Copa que findou, o futebol brasileiro na nossa opinião, deveria planejar e implementar um projeto  de requalificação continuada, que encampe os árbitros Anderson Daronco, 33 anos, (Asp/Fifa/RS), Ricardo Marques Ribeiro, 35 anos (foto/Fifa/MG) e Wilton Pereira Sampaio, 33 anos (Fifa/GO). Em assim agindo, quando chegar o momento da indicação da arbitragem para os teste definitivos, os árbitros brasileiros estarão em condições de atender as exigências da entidade internacional.    
  • PS: A persistir a metodologia errônea, arcaica, decadente, empregada na formação dos novos árbitros pelas (26) federações estaduais, os novos juízes e bandeiras, serão formados e surgirão com os vícios dos demais. E a renovação da arbitragem brasileira, não terá o conjunto de características necessárias para termos um quadro de apitadores de excelência.    
  • PS(2): A frase, “Arbitrar bem é sentir o jogo para possibilitar o seu desenvolvimento natural, somente interferindo para cumprimento das regras e, especialmente, do seu espírito”, não é de autoria da Fifa. Mas sim, de Manoel Serapião Filho e a colaboração de Sérgio Corrêa da Silva e Luiz Cunha Martins.  

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dirigentes que cobram renovação na seleção estão no poder há até 40 anos

  • Leandro Moraes/UOL
    José Maria Marin, presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, seu sucessor em 2015 José Maria Marin, presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, seu sucessor em 2015
  • Danilo Valentini/UOL/SÃO PAULO
O impacto provocado pela goleada de 7 a 1 aplicada pela Alemanha contra o Brasil, há uma semana, foi a gota d´água para que algumas das figuras mais influentes e menos conhecidas do futebol brasileiro clamassem pela demissão de Luiz Felipe Scolari e, principalmente, por uma renovação generalizada na seleção. Quem clama por mudanças e novos ares, porém, são justamente dirigentes que estão entranhados na estrutura da CBF por até 40 anos: os presidentes das federações estaduais.

Foi o que aconteceu logo no dia seguinte ao massacre imposto pela seleção alemã, a futura campeã da Copa de 2014. Delfim Pádua Peixoto Filho, presidente da Federação Catarinense de Futebol há 29 anos, foi aos microfones para declarar que Felipão "está ultrapassado, obsoleto". Nos bastidores, ele e outros presidentes não deixaram de cobrar de forma enfática ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, que havia chegado a hora da mudança. Um pedido que o responsável pela administração do futebol brasileiro não tem como não levar em conta.

Porque são os 27 presidentes das federações e os 20 presidentes dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro que são os responsáveis pela escolha do presidente da CBF e, indiretamente, dos caminhos que serão percorridos pela seleção brasileira. A trombada contra a Alemanha no Mineirão, entretanto, despertou uma série de críticas à forma como a gestão do futebol brasileiro vem sendo executada.

O último alerta foi feito nesta segunda (14) pelo jogador Paulo André, o representante mais atuante do Bom Senso FC, movimento que prega mudanças na gestão da modalidade no país. O ex-zagueiro do Corinthians atacou o fato de que são os presidentes das federações estaduais que têm pressionado o presidente da CBF, José Maria Marin, a promover a renovação no futebol brasileiro. Para isso, listou dirigentes que comandam sua entidade há até quatro décadas. No total, são 16 dirigentes que comandam o futebol em seus estados há mais de dez anos.
Fonte: http://copadomundo.uol.com.br

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O homem nunca é perfeito, muito menos serão os árbitros de futebol

                                                       Fifa.com

A Fifa após a Copa do Mundo na África do Sul, anunciou e desenvolveu um processo de preparação dos homens de preto que vieram ao Mundial no nosso País, utilizando das mais sofisticadas ferramentas tecnológicas e humanas disponíveis no planeta na atualidade, com vistas a minimizar ao máximo os erros da arbitragem nas tomadas de decisões nas sessenta e quatro partidas disputadas.

No entanto, ultimado o maior evento esportivo do futebol mundial, o principal legado que a confraria do apito internacional que laborou na Copa do Mundo no Brasil deixou, é de que os erros de arbitragem são decorrentes das limitações físicas naturais de percepção visual e tornam-se inevitáveis porque provêm de humanos.

Uma contribuição que julgo importante, que a categoria de apitadores exibiu em todas os jogos, foi no quesito dos acréscimos. Apenas um prélio, Alemanha 7 x 1 Brasil, o árbitro não acresceu o tempo de bola parado. Nos demais, a média foi de quatro a seis minutos de recuperação de tempo perdido. Em assim agindo, a arbitragem da Copa propiciou que tivéssemos 58 minutos de bola em jogo, tempo superior ao da Copa na África do Sul, que foi de quatro minutos a menos.

Até porque entendo que o árbitro que não adicionar (quando for o caso), os minutos em que a partida é paralisada torna-se conivente com o furto que é efetivado ao público presente e aquele que pagou via Pay-per-view.

Nicola Rizzoli (foto/Fifa/Itália), o árbitro da final da Copa entre Argentina 0 x 1 Alemanha, comandou com brilhantismo e eficiência a grande decisão. No tempo normal e na prorrogação, foram 237 tomadas de decisões com pequenos equívocos técnicos, táticos e psicológicos. 

PS: A trempe de arbitragem brasileira que atuou na Copa do Mundo no Brasil, formada pelo árbitro Sandro Meira Ricci e os assistentes Emerson Carvalho e Marcelo Van Gasse, em que pese os cartolas das federações estaduais que estão eternizados no poder, do amadorismo empregado no setor das arbitragens e da falta de investimento financeiro e material, do anacronismo e do continuísmo vergonhoso que impera nas comissões de árbitros dessas entidades, nas escolas de formação dos homens do apito, nas “associações e sindicatos dos apitadores do futebol brasileiro”, é digna de elogios pelo ótimo desempenho nos três jogos que atuou. INFO estatísticas Copa 2014 (Foto: infoesporte) Fonte das estatísticas da Copa:http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo  

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Antecedentes de quem vai apitar a Copa é de ouro

A designação de Nicola Rizzolli (foto/Fifa/Itália),com a bola a seus pés, para a dirigir a final da Copa do Mundo de 2014, no próximo domingo, às 17h no Maracanã, quebra a tradição de neutralidade da Fifa, na escalação da arbitragem na final dos seus torneios.
Digo isto porque quem acompanha futebol e se ater as últimas decisões dos Mundiais, vai observar que o Comitê de Árbitros da entidade internacional a não ser quando envolve países do mesmo Continente, sempre primou pela indicação de árbitros de nações diferentes.

                            Fifa.com
Pesquisando, constatei que Pierluigi Collina (Fifa/Itália), na Copa do Japão/Coréia do Sul em 2002, foi uma das exceções, quando dirigiu com brilhantismo Brasil 2 x 0 Alemanha.
Feito o preâmbulo acima, nesta sexta-feira, Massimo Busacca, o Chefe do Departamento de Árbitros da instituição internacional, anunciou que Nicolla Rizzolli (Fifa/Itália), é o árbitro indicado pelo Comitê de Arbitragem que irá comandar o prélio final da Copa do Mundo, entre Alemanha x Argentina.
Rizzoli é cria do maior árbitro de futebol de todos os tempos do futebol mundial, o ex-árbitro e atual diretor de arbitragem da Uefa, Pierluiggi Collina, que encerrou sua carreira em 2005.
Como Collina e Busacca são contemporâneos e amigos de longa data, é óbvio que a opinião e o Know How do ex-árbitro italiano, foi um fortíssimo componente no momento da escalação do jogo final da maior competição esportiva do planeta.
PS: Pierluiggi Collina, apitou a última partida de futebol profissional da sua carreira, em 18/6/2005, envolvendo as equipes do Parma x Bolonha pelo Campeonato Italiano. Neste mesmo ano, a Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), o elegeu como o melhor árbitro de futebol do mundo e o alemão Markus Merk, como o segundo melhor na modalidade do apito.