domingo, 24 de maio de 2015

Definida a arbitragem da Copa América


O Comitê de Arbitragem da (Conmebol) Confederação Sul-Americana de Futebol, presidida pelo Dr. Carlos Alarcón, que é membro da Comissão de Árbitros da Fifa, anunciou neste domingo (24), os homens de preto que irão laborar na Copa América no Chile a partir  do próximo dia 11 de junho.

Confira os apitos selecionados pela Conmebol: Carlos Vera (Equador), Dario Ubriaco (Uruguai), Enrique Cáceres (Paraguai), Enrique Osses (Chile), José Argote (Venezuela), Nestor Pitana (Argentina), Raul Orosco (Bolívia), Victor Carrillo (Peru), Sandro Meira Ricci (Brasil) e Wilmar Roldan (Colômbia).

PS: A designação do brasileiro Sandro Meira Ricci (foto/Fifa/SC), atesta mais uma vez de maneira irretocável, a excelente performance que vivencia o indigitado árbitro, confirma o seu Know how e o conceito de alto nível que goza junto aos dirigentes da Conmebol e da Fifa. Meira Ricci, é o melhor árbitro da América do Sul na atualidade, e, ao lado de Enrique Osses e Nestor Pitana, forma a espinha dorsal da arbitragem da (CFS).  

Luxa aprova rigor com reclamações contra arbitragem: "Fica muito feio"


Técnico do Flamengo elogia Conaf e considera “fantástica” a decisão da entidade de passar a escalar árbitros das sedes das partidas, e não de localidades neutra.

O início do Campeonato Brasileiro deixou claro que os critérios de arbitragem mudaram – e os cartões se multiplicaram. O número de advertências aplicadas pelos árbitros nessas duas primeiras rodadas (17) foi mais de quatro vezes superior aos dois primeiros jogos do torneio de 2014 (quatro). E o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo, achou bom. Ele lembrou que a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (Conaf), presidida por Sérgio Corrêa, avisou sobre aorientação, que tem como objetivo principal coibir as ostensivas reclamações contra a arbitragem nos gramados.

Mas não foi só isso que agradou ao técnico do Flamengo. A CBF, em uma medida por economia e credibilidade, desistiu de escalar árbitros de localidades neutras nas partidas para passar a escolher os dos locais onde os jogos se realizam. A prática ainda não foi adotada para a terceira rodada do Brasileiro, mas deverá ser em breve. Outra bola dentro da Conaf, segundo Luxemburgo:

- (A questão dos cartões) Foi uma orientação do Sérgio Corrêa, passou para nós como os árbitros atuariam, seriam mais rigorosos, para acabar com essa coisa de três, quatro jogadores peitarem o árbitro. Fica muito feio. Outra coisa que achei fantástica é jogo com clube de São Paulo e Rio poder alguém de São Paulo e Rio apitar. Tem de ser bom árbitro. 


O futebol brasileiro começou muito essa desconfiança quando passaram a tirar o árbitro do estado do clube que estivesse envolvido. Os grandes centros de futebol são Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, então esses árbitros não podem perder o privilégio dos grandes jogos. Podem ser bons ou ruins, mas não são desonestos – disse o treinador.

O que não agrada – mas também não tira o sono – são os resultados em campo nas primeiras duas rodadas. Luxemburgo, porém, considera normal e vê o Flamengo no caminho certo. Diz não ver nada fora do comum no que está acontecendo, com as cobranças e críticas, e convoca a torcida.

- O Brasileiro é o campeonato mais difícil do mundo, eu acho. As demais equipes são fortes, não são frágeis. Claro que estou acompanhando tudo que acontece e não vejo nada diferente do que sempre vi no futebol. Estamos no caminho certo, confio no grupo, a importância de o torcedor acreditar, nós aqui temos de ser firmes e não tenho dúvida que a coisa vai caminhar bem.

Neste domingo, o Flamengo enfrenta o Avaí, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, na Ressacada. Luxemburgo tem dois desfalques para a partida: os atacantes Marcelo Cirino, que se recupera de edema na coxa esquerda, e Eduardo da Silva, que não viajou para Santa Catarina por conta de uma forte gripe.
Por Vicente Seda Rio de Janeiro/Globo Esporte


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Alento

Após divulgar a Relação Nacional de Árbitros de Futebol/Renaf/2015, a CA/CBF vem empregando uma nova dinâmica na designação dos trios de arbitragem (mesclando apitos e bandeiras, às vezes do mesmo estado), nas partidas do Campeonato Brasileiro da Série (A) e (B)a competição está no seu início e é óbvio que qualquer avaliação que se faça neste momento dos critérios de escala e do comportamento da arbitragem utilizado nas rodadas iniciais é prematuro. O que observei nas duas rodadas em tela em relação ao ano que passou,foi a diminuição dos equívocos dos homens de preto e critérios senão uniformes, próximos da uniformidade. 

Outro fato que me chamou a atenção está relacionado a supressão de cartões amarelos - prática muito utilizada pela arbitragem nas competições pretéritas. Houve uma queda considerável. Ao invés do cartão amarelo, sempre que possível, os homens de preto estão utilizando uma ferramenta que é uma das principais qualidades de um bom árbitro: o diálogo. 
Agora, o árbitro tem que ter excelente discernimento durante o transcurso do jogo, para entender se deve estabelecer um colóquio verbal com o atleta, puni-lo com cartão amarelo ou se necessário aplicar-lhe o cartão vermelho.

Acredito que essa maneira diferenciada da arbitragem de comandar as primeiras rodadas , tem a ver com os constantes cursos de requalificação da CA/CBF à confraria do apito da Renaf, em conjunto com a Conmebol e a Fifa.

Acopladas aos cursos, as TVs exibem semanalmente diferentes estilos de arbitragem praticados nos torneios da América do Sul ena Europa -o que substancia o árbitro inteligente a fazer uma compilação de paradigmas, ideias, sugestões e projetar apesar das inúmeras peculiaridades do futebol brasileiro, um modelo nas tomadas de decisões nos confrontos que vai dirigir.
                  Marcelo de Lima Henrique, com a bola nos pés
A trempe composta por Marcelo de Lima Henrique (foto), Thiago Duarte Peixoto e Sandro Meira Ricci na 1ª e 2ª rodada do Brasileirão, deram a “letra” de como deve proceder a arbitragem no campo com a bola em jogo. Resta esperar pelas próximas partidas quando então saberemos se os critérios dos homens do apito na longa caminhada do Campeonato Brasileiro, seguirá no mesmo diapasão.

PS: Perguntei a um conceituado diretor de Marketing os motivos de todos, repito, todos os programas esportivos lançados na televisão de Curitiba nos últimos tempos terem sucumbido e ele me respondeu: programação sem conteúdo, linguajar dos participantes com requintes de pobreza e a ausência de investimentos dos proprietários das TVs. 

PS (2): Perguntei de novo: Como se explica a longevidade do Globo Esporte? Resposta: dinamismo, profissionalismo e investimento maciço da RPC, vocabulário dos apresentadores em consonância com o telespectador e um conteúdo diversificado de esportes.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Peru: goleiro dá voadora em juiz pelas costas

Jogador tomou cartão amarelo, não gostou e agrediu covardemente o árbitro

Goleiro Pablo Insúa, do Union Perené, atingiu o árbitro Abrahan Castillo com uma voadora covarde
Goleiro Pablo Insúa, do Union Perené, atingiu o árbitro Abrahan Castillo com uma voadora covarde(YouTube/Reprodução)
O goleiro Pablo Insúa, do Union Perené, agrediu violentamente o árbitro Abrahan Castillo após ser advertido com cartão amarelo, na partida contra o Pichanaki, na Copa Peru, competição de acesso à primeira e segunda divisões do país. A agressão ocorreu no estádio Santa Ana, na região de Chanchamayo, e foi flagrada por um torcedor que acompanhava a partida. Insúa não concordou com o cartão amarelo e, covardemente, golpeou o árbitro com uma voadora pelas costas. O ato foi tão covarde que atletas dos dois times ajudaram o árbitro a se levantar, enquanto o goleiro tirava as luvas e deixava o gramado.
(Da redação)
Veja o vídeo  da agressão em: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Turco apita a final da Champions League

     Cüneyt Çakir com a bola aos pés, tendo à sua esquerda o sueco Jonas Ericksson que será o quarto árbitro e à direita o argentino Messi.
Pierluigi Collina, o diretor de arbitragem da Uefa, deu conhecimento ao universo do futebol nesta terça-feira (18), do árbitro que irá comandar a final da Champions League no próximo dia 6 de junho, entre Juventus/Itália x Barcelona/Espanha no estádio Olímpico de Berlim (Alemanha).

A partida do ano do Continente Europeu, que será transmitida para 186 países, além das duas melhores esquadras da Europa do ano em curso, ganhou um componente a mais. O árbitro Cüneyt Çakir (foto/Fifa/Turquia), um dos melhores apitos da última Copa do Mundo e o mais completo apito da Europa e do mundo na atualidade.   
 

 

Raio-X da arbitragem

No Couto Pereira
Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), o apito de Coritiba 2 x 0 Grêmio, não precisou colocar em prática durante o transcurso do nominado prélio nenhuma medida mais austera.  Não foi necessário em função da fragilidade técnica da partida, e, também porque manteve desde o início até o último segundo um estilo personalista, na condução do confronto em tela. Ótima arbitragem. Quando digo personalista, falo em estilo único.
No Serra Dourada
A insurreição da direção do Atlético Paranaense contra a designação de Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), para dirigir a partida contra Goiás bateu na trave. Equilibrado, sóbrio e agindo como um autêntico profissional da arbitragem, Roberto Lopes não foi visto em campo. Aliás, desde que deixou o futebol paranaense, o indigitado árbitro cresceu em todas as esferas, quer em âmbito nacional e nas competições da Conmebol.
Na Arena Itaquera
Marcelo de Lima Henrique(Especial/PE), pelo segundo ano consecutivo é o árbitro que permite até a rodada do final de semana que passou, o maior tempo de bola em jogo em se tratando de Brasileirão. Sua atuação no Corinthians/SP 1 x 0 Chapecoense/SC, comprovou a exuberante fase que vivencia, sobretudo, após deixar a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.  
No Orlando Scarpelli
O neófito Thiago Duarte Peixoto (foto/Asp/Fifa/SP), em que pese a decadência que assola o quadro de árbitros da Federação Paulista de Futebol, na partida matinal do domingo pela Série (A - Figueirense/SC 0 x 0 Vasco da Gama/RJ, comprovou que a CA/CBF foi felicíssima quando decidiu pela sua promoção neste ano. Duarte Peixoto exibiu uma prática de arbitragem, similar a que os árbitros da Uefa aplicam semanalmente nas Liga da Europa e na Liga dos Campeões.
O melhor da rodada
Bem posicionado, adotando a diagonal como mote principal e saindo dela quando necessário, ou seja, indo ao encontro das jogadas de maior agudez e com isto demonstrando aos atletas concentração total no jogo, Thiago Duarte, utilizou com precisão a arbitragem preventiva que consiste: (no diálogo, no olhar, na utilização da expressão corporal e uma linguagem que todos os que estavam participando da partida conseguiram entender). Foi o melhor árbitro da segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Resta saber se conseguirá manter a excelente performance que apresentou nas duas partidas iniciais na Série (A) do Brasileirão.
  
No Beira-Rio
Inter/RS 1 x 0 Avaí/SC, teve um lance dificílimo para a arbitragem definir se a bola ultrapassou ou não a linha de meta na sua totalidade. Na verdade foi um teste de acuidade visual que envolveu o árbitro Igor Junio Benevenuto (Asp/Fifa/MG), e o assistente Fabrício Vilarinho (Fifa/GO). Acuidade visual é o grau de aptidão do olho, para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
Belíssimo trabalho em equipe
Neste confronto, o atacante Anderson Lopes do Avaí desferiu certeiro e potente chute à meta do colorado dos Pampas -  aí surgiu a mão magnífica do goleiro colorado Muriel que em cima linha do gol, evitou um prejuízo para a arbitragem e, por extensão, para o futebol brasileiro. A bola não passou a linha de meta na sua plenitude, mas, a impressão para muitos foi de que a bola entrou. Observei o posicionamento do árbitro Benevenuto pela TV e do bandeira Vilarinho que acompanhou a jogada em toda a sua extensão. Brilhante trabalho em equipe da dupla em tela.
Incremento na tecnologia
O ex-atleta de futebol Luis Figo, candidato a presidência da Fifa no pleito do próximo dia 29, afirmou na semana passada que a tecnologia é cada vez mais importante em todas as áreas da  vida do ser humano e, por conseguinte, no futebol e sobretudo no auxílio à arbitragem. Se eleito presidente da entidade internacional, falou que pretende estudar novas formas de a tecnologia ajudar o árbitro e seus assistentes não só na linha do gol (GLT), mas, em outras situações, sem mexer na essência do futebol.
Legado desprezado  
A Fifa e a GoalControl deixaram nos estádios que sediaram a Copa do Mundo no Brasil, toda a tecnologia utilizada durante o Mundial. A CBF apesar dos lucros astronômicos que vem obtendo ano a ano, alegou custos financeiros elevados e abdicou da tecnologia na linha do gol. O que configurou-se num verdadeiro gol contra a arbitragem brasileira. A Premier League (Inglaterra) e a KNVB (Holanda), ao contrário da CBF, pela terceira temporada consecutiva estão utilizando a Goal-Line Technology (GLT) nos seus torneios com absoluto sucesso.
Não há interesse
Se a CBF tivesse interesse numa arbitragem com níveis de excelência nos seus torneios, deveria aplicar parte do montante das logomarcas das três multinacionais estampadas nos uniformes dos árbitros e implementar a (GLT) como auxílio à arbitragem. Digo isto porque, os valores repassados pela CBF desses patrocínios à arbitragem é “VERGONHOSO”, “ESPÚRIO.”  Multinacionais que pagam uma fortuna considerável à entidade do futebol brasileiro, e exploram em conjunto com a CBF, as meias, as bermudas e as camisas dos juízes e bandeiras da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf).  
Para inglês ver (1)
Promulgada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de outubro de 2013, a Lei nº 12.867, que reconheceu a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional, caminha a passos gigantescos para se tornar mais uma lei inócua. Ou seja: não produziu e dificilmente produzirá os efeitos pretendidos.  Quando da sua promulgação, foi afirmado que os árbitros teriam direitos. Poderiam negociar acordos coletivos, taxas e participação em patrocínios, entre outros itens. Até a presente data nada aconteceu e os principais culpados são os próprios árbitros.
Para inglês ver (2)
A empolgação da categoria foi de tal monta, que alguns afirmaram que com a profissionalização a relação CBF x arbitragem mudaria. Não mudou nada. Pelo contrário: Qual é o valor do contrato e o tempo de duração das logomarcas das multinacionais que os garotos propaganda - (árbitros, assistentes e o quarto árbitro), exibem nos uniformes  das competições da CBF e qual é a quantia repassada aos membros da Renaf?
Na Europa é diferente
Diferentemente dos homens de preto do futebol pentacampeão que são explorados “escandalosamente”, as confrarias do apito da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal, compartilham com as suas federações o lucro obtido com as logomarcas exibidas nos seus uniformes.