segunda-feira, 29 de junho de 2015

Árbitros da Copa América assinam manifesto em apoio a Amarilla

Nesta segunda-feira (29), trinta  e assistentes que participam da Copa América divulgaram um manifesto em apoio aos paraguaios Carlos Amarilla, Rodney Aquino e Carlos Cáceres, suspensos pela Associação Paraguaia de Futebol por suspeita de participação em esquema de manipulação de resultados que envolve a partida entre Corinthians e Boca Juniors na Libertadores de 2013.
O brasileiro Sandro Meira Ricci, Emerson de Carvalho e Fabio Pereira assinam o documento.
No comunicado, os árbitros dizem repudiar "todo tipo de medida baseada em presunções" e oferecem "apoio e solidariedade aos colegas afetados, que consideramos pessoas dignas e íntegras".
Eles também rebatem as acusações que pesam sobre o trio paraguaio.
"Rechaçamos que a falibilidade humana (muitas vezes perceptível apenas em imagens de televisão) esteja direcionada a distorcer os princípios do Jogo Limpo."
ENTENDA O CASO
Um programa de TV argentino exibiu no domingo (21) escutas telefônicas que mostram gravações da chamada "Máfia do Futebol", que está sob investigação local. Uma das conversas exibidas levanta suspeitas sobre a arbitragem de Carlos Amarilla, que em 2013 prejudicou o Corinthians no duelo contra o Boca Juniors na Libertadores.
O diálogo em questão – ouça os áudios aqui – envolve Julio Grondona, então presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), que morreu em 2014, e Abel Gnecco, representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol e se dá em 17 de maio de 2013, dois dias depois do Boca eliminar o Corinthians em pleno Pacaembu. Na ocasião, o paraguaio Carlos Amarilla foi questionado pelos corintianos por dois gols anulados e um pênalti não assinalado.
Na conversa gravada, Gnecco relata como foi a decisão pela escolha do juiz paraguaio.
"Estive falando com Alarcón [Carlos Alarcón, representante paraguaio na Comissão de Árbitros da Conmebol] e ele me disse: [...] 'Estão querendo o Amarilla aí na Argentina?' Veja, se querem eu não sei, eu quero. Coloque ele e deixe de me encher o saco. Alarcón, ponha ponha o Amarilla e deixe de me ferrar. Bom, foi assim, ele colocou e bom... E saiu bem porque, bem, tem de ser assim", disse Gnecco a Grondona.
A conversa é uma das 11 reveladas pelo programa de TV, que teve acesso às escutas usadas em uma investigação que começou em 2012 e teria investigado de sonegação de impostos em negociações de jogadores a manipulações no futebol. Embora a apuração seja anterior à divulgação do escândalo da Fifa, a presença de Grondona une os dois casos, já que o argentino era vice-presidente da entidade internacional e foi citado no inquérito que prendeu sete cartolas em Zurique, José Maria Marin entre eles.
ESCUTAS TELEFÔNICAS
Conversa entre Grondona e Abel Gnecco indicam que argentinos teriam escolhido árbitro de Corinthians x Boca Juniors, em 2013
Os personagens:
Jorge Adorno/Reuters

Carlos Amarilla
* Árbitro paraguaio
* Atuou na Copa do Mundo de 2006
* Foi criticado por sua arbitragem no jogo de volta entre Corinthians e Boca Juniors pelas oitavas de final da Libertadores de 2013, no Pacaembu
* Deixou de marcar um pênalti para o Corinthians e anulou gol legal da equipe alvinegra
* Ele admite ter cometido erros, mas nega que tenha favorecido o Boca Juniors
Jorge Adorno/Reuters

Julio Grondona
* Ex-presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino)
* Morto em 2014, é investigado por envolvimento no escândalo de corrupção no futebol revelado pela Justiça americana
* Comandou a federação argentina de 1979 até sua morte
* Começou a carreira de dirigente ao fundar o Arsenal de Sarandí, em 1956
* Também foi dirigente do Independiente, entre 1962 e 1979
Abel Gnecco
* Diretor da escola de árbitros da AFA
* Representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol (Confederação de Futebol da América do Sul)
A conversa:
(17 de maio de 2013, dois dias depois do Boca Juniors eliminar o Corinthians da Libertadores)
LEIA MAIS Em:http://www1.folha.uol.com.br/esporte  

domingo, 28 de junho de 2015

Conmebol: Mudanças na arbitragem?

As gravações telefônicas do ocorrido na partida Corinthians (Brasil) x Boca Juniors (Argentina), em 2013, envolvendo o ex-presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA), Julio Grondona, falecido recentemente, o membro da (AFA) no Comitê de Árbitros da Conmebol, Abel Gneco e o árbitro Carlos Amarila, devem provocar mudanças significativas na estrutura do organismo que designa os homens de preto do Futebol Sul-Americano, após a Copa América.

A informação vem de profissionais da imprensa esportiva que transitaram nos últimos dias pelos corredores do quartel general, onde estão hospedados os pouquíssimos cartolas do Continente Sul-Americano. A maioria dos dirigentes das associações, confederações e federações da América do Sul, está homiziada em locais incertos nos seus países de origem com medo de serem presos pelo (FBI) do EUA.
 
A alteração na composição do Comitê de Arbitragem se acontecer - poderá colocar fim no continuísmo – e, por extensão, abrir espaço para um representante do futebol brasileiro na formatação da nova comissão de árbitros da Conmebol.

Um profissional da mídia esportiva que está acompanhando a Copa América no Chile e com quem falei algumas vezes, me perguntou se o Brasil possui algum nome com densidade para indicar se houver a propalada alteração. Respondi de pronto: o ex-árbitro Wilson Luiz Seneme, personagem de conduta moral impoluta e com conhecimento macro em todos os aspectos da arbitragem Sul-Americana. 

         Brasileirão, o tempo de bola em jogo está crescendo

A Uefa e a Fifa estão entusiasmadas com as novas determinações que foram colocadas em prática pela arbitragem no Campeonato Brasileiro deste ano. Ou seja, não permitir que os atletas e dirigentes cerquem reiteradamente o árbitro, assistentes, e desaprovem as decisões dos homens de preto com palavras, gestões ou ações inadequadas durante, no intervalo e após as partidas sem punição. 

Tanto é verdade que o teipe de (13) jogos do Brasileirão na íntegra, será objeto de análise nas próximas semanas pelos dirigentes europeus. O confronto válido pela segunda rodada do Brasileirão entre Flamengo/RJ 2 x 2 Sport/PE, no Maracanã, foi o que mais chamou a atenção. Até o fechamento da 9ª rodada, realizada no final de semana que passou, a peleja em tela teve o maior tempo de bola em jogo - (1h06 e 13  segundos).

PS: Os méritos são direcionados para a CA/CBF, árbitros, assistentes, instrutores, assessores e delegados de arbitragem - apesar do árbitro Raphael Claus (Fifa/SP), não ter cumprido na íntegra as Regras de Futebol e a circular implementada pela CA/CBF, no jogo Coritiba/PR 1 x 0 Cruzeiro, na cidade de Curitiba.

PS (2): Os trânsfugas e os sediciosos tentaram desqualificar a arbitragem de Sandro Meira Ricci (FIFA/BRASIL), na partida Chile 1 x 0 Uruguai pela Copa América, na última terça-feira (16). Inclusive anunciou-se que Meira Ricci foi desligado do grupo dos árbitros da referida competição. Era mentira, sobretudo daqueles que não entendem patavina nenhuma das Regras de Futebol.

PS (3): Meira Ricci, é considerado o melhor árbitro do futebol brasileiro, da América do Sul e o nº (1) da arbitragem Sul-Americana no Ranking na Fifa. Ricci, está mais vivo do que nunca. Ele foi designado pelo Comitê de Arbitragem da Conmebol, para comandar amanha à noite (30), pela semifinal da Copa América, Argentina x Paraguai. 

PS (4): Marco Antônio Martins, presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (ANAF) e o vice-presidente da entidade, Salmo Valentim, estão a caminho de Santiago (Chile), onde devem chegar na tarde de hoje de carro. Ambos vão assistir as semifinais e final da Copa América e hipotecar apoio a trempe do apito brasileiro que está laborando na competição da Conmebol.    

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Direito de Arena e fim do sorteio foram aprovados na comissão mista

A comissão mista do Congresso Nacional aprovou o texto do relatório apresentado pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ).
O relatório aprovado incluí o direito de arena para árbitros (0,5% da TV). O parecer também faculta o sorteio ou audiência pública (transmissão ao vivo) para escalação de árbitros.
O presidente da comissão, Sergio Peteção (PSD-AC), evocou o regimento interno da Casa e decretou aprovado o texto de Leite, com a supressão dos onze destaques que foram apresentados.
A sessão desta quinta-feira, 25, estava marcada para as 9h e começou com 15 minutos de atraso.
O texto de Leite vai ao plenário da Câmara e, em seguida, ao do Senado. Ele precisa passar pelo crivo das duas Casas até 17 de julho, data em que perde a validade.
A ANAF sob o comando do presidente Marco Antônio Martins e os Sindicatos realizaram esta semana uma grande mobilização em Brasília para defender a ampliação de direitos para a arbitragem. A aprovação do relatório, como a admissibilidade do direito de arena e o fim dos sorteios, são avanços para a efetiva profissionalização da arbitragem no Brasil.
A ANAF agradece os parlamentares que defenderam a causa da arbitragem e que se empenharam na aprovação da matéria.

PS: O deslocamento dos dirigentes da ANAF  ao Distrito Federal e as ações desenvolvidas junto aos deputados federais, visitando  o relator, o Exmo. Deputado Federal Otavio Leite (PSDB/RJ)- ciceroneados pelo ex-árbitro e hoje deputado federal Evandro Rogério Romam, uma das referências dos árbitros em Brasília, e os demais parlamentares que compõe a comissão mista do Congresso Nacional, - explicando, reivindicando, convencendo os nobres parlamentares da importância da aprovação das medidas reivindicadas aos homens de preto, é um atestado inequívoco do comprometimento de Marco Antonio Martins e seus congêneres com a confraria do apito brasileiro. 
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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Missão Brasília alcança objetivos

Presidente da ANAF com o deputado federal André Figueiredo
Presidente Marco Antônio Martins com o deputado federal André Figueiredo
A missão integrada por dirigentes da arbitragem que esteve esta semana em Brasília para uma série de encontros com parlamentares alcançou os objetivos planejados.
Espera-se que agora os contatos feitos na capital federal resultem em mais apoio para a causa da arbitragem que luta para se tornar efetivamente profissional no Brasil.
Reunião no Tribunal Superior do Trabalho
Reunião no Tribunal Superior do Trabalho
Na terça-feira, a delegação formada por representantes da ANAF e dos sindicatos foi recebida no Tribunal Superior do Trabalho pelo ministro Capote Bastos. O ministro está estudando a questão trabalhista que envolve a profissão de árbitro de futebol e surgem novas esperanças para a categoria a partir do TST.

A delegação foi recebida pelo deputado federal André Figueiredo, um dos artífices da aprovação da Lei da profissionalização.
Hoje foi dia de intensas negociações que precederam a votação do relatório do deputado Otávio Leite a MP 671.
O presidente da ANAF, Marco Antônio Martins, participou ainda em Brasília da reunião do grupo de trabalho que analisa propostas para o Sistema Nacional do Esporte.

Ricci abre as quartas de final da Copa América



O Comitê de arbitragem da Conmebol definiu os homens de preto que irão laborar nas quartas de final da Copa América. O primeiro confronto acontece na noite de hoje (24), em Santiago (Chile), entre Uruguai x  Chile, às 20h30, no estádio Nacional na capital chilena.

O jogo em tela será comandado por um trio brasileiro. O árbitro será Sandro Meira Ricci (foto/FIFA/SC), e os assistentes Emerson Carvalho (FIFA/SP) e Fabio Pereira (FIFA/TO).

A partida envolvendo Brasil x Paraguai, pelo mesmo torneio no próximo sábado, às 16h30, em Concepcion (Chile), vai ser dirigida pelo uruguaio Andrés Cunha, que terá como assistentes seus compatriotas, Mauricio Espinosa e Carlos Pastorino.   

terça-feira, 23 de junho de 2015

ANAF em Brasília

   Marco Antônio Martins à esquerda, ladeado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e inovação Aldo Rebelo.

Dirigentes da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (ANAF), sob a regência do presidente Marco Antônio Martins, estão em Brasília desde a última segunda-feira (22), com uma pauta extensa de reivindicações à confraria do apito brasileiro.

Dentre os itens reivindicatórios, a entidade que representa os homens de preto do futebol brasileiro, solicita a aplicação efetiva da Lei nº 12.867/13, promulgada pela presidente Dilma Roussef, que reconheceu a atividade do árbitro de futebol como profissional.

Além da inclusão de dispositivos que regulem a atividade no país, remuneração justa, fim do sorteio da arbitragem, possibilidade da instituição poder atuar na formação profissional e a implantação de um novo modelo de formação do homem que maneja o apito do futebol pentacampeão.

Na mesma pauta, a ANAF propõe que as comissões de arbitragem tenham independência em relação às federações de futebol e a CBF, com os segmentos indicando representantes.

Como entendo que as solicitações da ANAF são pertinentes deixo aqui algumas sugestões: não basta pedir independência às comissões. Tem que propor novos critérios na indicação das pessoas que formam esses organismos que devem possuir notória qualificação e sejam ex-árbitros.

O modelo empregado na indicação e a composição das comissões de arbitragem das federações com honrosas exceções, está em estado de putrefação – atende aos interesses nefastos dos presidentes dos clubes e das federações.

A qualidade do árbitro de futebol em todo o País atingiu os níveis de decadência que hoje vivenciamos, em função da implementação do continuísmo nas comissões e dos métodos anacrônicos utilizados na formação e requalificação do árbitro.   

A ANAF deveria sugerir um prazo de permanência dos personagens que irão fazer parte dessas comissões, limitado a quatro anos de permanência. Nenhum minuto a mais.

Outra medida significativa é a ANAF apresentar proposta que proíba a “vergonhosa” participação dos dirigentes das associações e sindicatos de árbitros, na formatação das comissões de arbitragem, tal com vem acontecendo sistematicamente em várias federações. É incompatível! No jargão sindical o nome dessa prática é "peleguismo".

Em todo o Brasil onde tem diretor, presidente da associação, do sindicato, com cargo na federação ou o presidente é árbitro em atividade, o quadro de árbitros está em processo de decadência.

E, para corroborar as nossas afirmações contidas neste texto, sugiro ao leitor que pesquise quantos árbitros promissores revelaram nos últimos dez anos a Bahia, Goiás, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo.       
   
Quanto aos demais pleitos como direito de imagem do espetáculo à categoria e direito à parcela dos recursos auferidos pelos espetáculos futebolísticos (renda, contratos de publicidade nos uniformes, televisionamento)  para fazer frente ao recrutamento, formação e aperfeiçoamentos dos árbitros profissionais, quem nos acompanha neste espaço é testemunha das inúmeras vezes que fizemos menção ao exposto à essa discrepância nas recentes colunas.

A ANAF também quer avançar na discussão sobre a relação trabalhista e o vínculo empregatício dos árbitros de futebol, já que os árbitros de futebol atualmente são considerados autônomos. Mas na prática são vinculados as federações/CBF, através das escalas, fornecimento de material esportivo, punições, remuneração e em alguns casos inclusive na formação.

A ANAF endente que os recursos financeiros obtidos com estas operações devem ser revertidos aos árbitros. Objetivando que as entidades e a categoria tenham recursos para investir na qualificação da arbitragem, com a realização de cursos, painéis, seminários e na própria preparação do árbitro.

Considerando que a CLT diz que o fornecimento de uniforme ao empregado gera vinculo empregatício, e como as entidades não admitem que possa haver este vínculo, entendemos portanto que, por coerência, os uniformes devem então ser de responsabilidade da própria arbitragem.

PS: Dada a Constituição Federal de 1988 no Brasil e a regulamentação da atividade sindical, o Decreto Lei Nº 12867/2013, que reconheceu a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional, as associações de árbitros não tem  nenhum amparo jurídico para representar uma categoria profissional onde exista sindicato. As associações não são reconhecidas pelo ministério do Trabalho e Emprego, pela CLT, pelo Art. 8º da Constituição e pelo Tribunal Superior do Trabalho. 

PS (2): A ANAF é aceita como representante da categoria dos juízes e bandeiras, porque é ela a mentora que está viabilizando a documentação para a criação da futura Confederação Brasileira dos Árbitros de Futebol. Documentação que está sob análise final no ministério do Trabalho e Emprego. 

PS (3): Pela aptidão e a dedicação descomunal que vem desenvolvendo em todo o processo desde que assumiu o comando da ANAF, Marco Antônio Martins, deve ser o presidente da Confederação Brasileira dos Árbitros de Futebol. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Arbitragem vai a Brasília defender suas propostas

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Dirigentes dos sindicatos e da ANAF estarão em Brasília nesta semana para defender as reivindicações da arbitragem e apresentar aos parlamentares os principais eixos de luta da categoria.
Diversas audiências foram agendada com deputados e senadores para contemplar os interesses da arbitragem na tramitação das matérias que versam sobre o esporte.
Participam da missão liderada pelo presidente da ANAF, Marco Antônio Martins, o diretor tesoureiro Salmo Valentim, o vice-presidente e presidente do Sinafesp, Arthur Alves Junior, João Lupato (MS), Luiz Carlos Camara Bezerra (RN), Arilson Bispo da Anunciação (BA), Marcelo Alves (MT), Carlos Castro (RS) e Jamir Carlos Gomes (DF).
Centrado em questões como a profissionalização, respeito, união e organização, a ANAF defende a regulamentação efetiva da Lei da Profissionalização, com a inclusão de dispositivos que regulem a atividade no país, remuneração justa, fim do sorteio de arbitragem, possibilidade da entidade poder atuar na formação profissional e a implantação de um novo modelo de arbitragem para o futebol brasileiro.
A ANAF defende como modelos de arbitragem um sistema em que haja independência das Comissões de Arbitragem em relação as Federações e Confederações, com os segmentos indicando representantes.
Um dos objetivos dos contatos em Brasília é firmar na legislação um dispositivo que regulamente aos árbitros de competições oficiais do futebol profissional serem remunerados pelo direito de imagem do espetáculo.
A ANAF sustenta que é necessário que os árbitros, os sindicatos e associações estaduais e a entidade nacional dos árbitros devam ter direito à parcela dos recursos auferidos pelos espetáculos futebolísticos (renda, contratos de publicidade, televisionamento)  para fazer frente ao recrutamento, formação e aperfeiçoamentos dos árbitros profissionais.
Outra questão temática é pelo fim do sorteio dos árbitros em competições oficiais e necessidade da criação de uma Comissão de Arbitragem autônoma, independente e representativa dos diversos segmentos representativos do futebol.
A ANAF também quer avançar na discussão sobre a relação trabalhista e o vínculo empregatício dos árbitros de futebol, já que os árbitros de futebol atualmente são considerados autônomos. Mas na prática são vinculados as federações ou Confederação, através das escalas, fornecimento de material esportivo, punições, remuneração e em alguns casos inclusive na formação.
A entidade quer também o direito de comercialização no fornecimento dos uniformes e patrocínio, haja vista que hoje as entidades que administram o desporto são responsáveis pelos contratos de fornecimento dos uniformes da arbitragem e também pelos patrocínios dos mesmos.
A ANAF endente que os recursos obtidos com estas operações devem ser revertidos aos árbitros. Objetivo é que as entidades e os árbitros tenham recursos para investir na qualificação da arbitragem, com a realização de cursos, treinamentos e na própria preparação do árbitro.
Considerando que a CLT diz que o fornecimento de uniforme ao empregado gera vinculo empregatício, e como as entidades não admitem que possa haver este vínculo, entendemos portanto que, por coerência, os uniformes devem então ser de responsabilidade da própria arbitragem.
Fonte: ANAF