segunda-feira, 24 de abril de 2017

A ARBITRAGEM BRASILEIRA ESTÁ “ACOELHADA”?

Questionado a respeito das reiteradas simulações que os atletas praticam no transcurso de uma partida de futebol, o maior árbitro de futebol de todos os tempos, o italiano  Pierluigi Collina (Foto), e atual presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, afirmou que se tratava de um câncer que, deveria ser extirpado do futebol.

Inquirido sobre as ações do árbitro para amenizar ou lancetar esta prática nefasta, que empana o brilho do futebol, Collina foi enfático: “O árbitro tem que estudar o comportamento dos atletas que são dados a este tipo de conduta - e avisar antes do jogo ao capitão da equipe ou aos próprios jogadores, que não irá tolerar tal atitude”.

Caso aconteça, o infrator será advertido com cartão amarelo - conforme preceituado na Regra 12 – Faltas e incorreções. [Tentar enganar o árbitro, fingindo que sofreu uma lesão ou uma falta] – (simulação).
Mas para isso acontecer,  disse Collina: “É imperativo que o árbitro tenha uma boa acuidade visual, ótimo preparo físico, excelente posicionamento, conhecimento da regra e discernimento se foi ou não [simulação] – e, coragem para exercer sua função precípua num confronto de futebol, que é o de punir o infrator ou infratores de acordo com o espírito das REGRAS DE FUTEBOL".
Diante do exposto acima, pergunto: Por que os árbitros do futebol brasileiro tem se ACOELHADO, e são permissivos com este tipo de jogada que corre a solta nos campeonatos regionais, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro da CBF?
É medo de não ser escalado nas próximas rodadas? O bico da arbitragem faz falta no orçamento doméstico? Há alguma recomendação das comissões de arbitragem para tolerar este comportamento antidesportivo? Falta respaldo das comissões de arbitragens das federações e da CBF para os apitos cumprirem a regra?

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Solicitação é desproposital

                                                                          Crédito:  ZERO HORA/RS

A Nota de Repúdio expedida pela Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Paraná (Apaf/PR), contrária a contratação de arbitragem de outras federações para as semifinais e finais do Campeonato Paranaense de 2017, está robustecida de razão.
Nesta temporada o quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol (FPF), teve um comportamento extraordinário em todos os jogos, até as partidas de volta das semifinais, que, acontecem no próximo domingo (23).
Não teve erros de interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL de grande monta. Aconteceram pequenos equívocos  imperceptíveis - e só percebidos por quem tem o domínio das regras.
A solicitação está fora de propósito e na nossa opinião  os clubes devem prestigiar os apitos e bandeiras, que irão laborar nos confrontos das semifinais do próximo final de semana.
Esta é uma oportunidade à arbitragem da Casa Gêneris Calvo, demonstrar sua capacidade e, por extensão, independência e profissionalismo, assim que a bola rolar no domingo no Couto Pereira em Curitiba, e no Café em Londrina.
Deu “CHABU” no Recife (1)
A propaganda em cima da Federação Pernambucana de Futebol no que concerne a investimento em arbitragem é forte. Mas quando chega no “frigir dos ovos”, ou seja, nas semifinais e na decisão do campeonato da terra do Frevo, o quadro de árbitros local é preterido em detrimento dos homens de preto de outras federações. No final de semana que passou, na primeira semifinal entre Sport x Náutico, os apitos e bandeiras pernambucanos, ficaram vendo o clássico pela TV ou na arquibancada. Quem apitou foi o carioca Wagner Nascimento Magalhães.
Deu “CHABU” no Recife (2)
No prélio da volta, domingo na Arena Pernambuco, o clássico dos clássicos, como é denominado Náutico x Sport, será dirigido por Anderson Daronco – foto -(FIFA/RS). O que significa que a confraria do apito de Pernambuco, vai ficar novamente na arquibancada ou vendo pela TV, o terceiro mais antigo clássico do futebol brasileiro. Das duas uma: Ou o investimento anunciado na arbitragem pernambucana é falacioso, ou então, o investimento está sendo aplicado equivocadamente.
Universidade do apito
Na terça-feira (18), o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, anunciou a criação da Portugal Football School, um projeto de Ciência e Ensino Superior dedicado à formação contínua e/ou requalificação de dirigentes, treinadores, árbitros de futebol etc... Maiores informações no site da entidade portuguesa. Os lusos seguem os passo da UEFA, que tem em Nyon (Suíça), o mais completo Centro de Excelência de Formação de Arbitragem e capacitação continuada dos homens de preto.


PERGUNTAR NÃO OFENDE: Salmo Valentin, diretor da comissão de árbitros da Federação de Futebol de Pernambuco, após a designação de dois quartetos neutros para o clássico dos clássicos vai pedir demissão? Valentin faz parte, da plêiade de diretores da Anaf que, vivem pendurados em cargos, prebendas e/ou sinecuras nas federações de futebol.

PS: Após a postagem desta coluna, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), divulgou a escala de árbitros para as partidas de volta das semifinais do Campeonato Paranaense, que acontecem no domingo. Prevaleceu o bom senso e, sobretudo, a (FPF) com esta atitude, valoriza a arbitragem local. Resta esperar que todos, apitos e bandeiras deem demonstração de grandeza e que os confrontos Londrina x Atlético/PR e Coritiba x Cianorte, sejam decididos pelos artistas do espetáculo, os jogadores.



PS (2): Numa demonstração inequívoca de transparência das suas ações à frente do Comitê de Arbitragem da Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF), Wilson Luiz Seneme e seus congêneres, designaram para comandar Atlético/PR x Flamengo/RJ, na quarta-feira (26), na Arena da Baixada, pela partida de volta da Libertadores, José Argote (foto acima) - (FIFA-VENEZUELA). O árbitro em tela e o paraguaio Enrique Cáceres, são considerados os dois melhores apitos Sul-americanos da atualidade.








quarta-feira, 19 de abril de 2017

NOTA DE REPÚDIO


A APAF/PR vem a público REPUDIAR a atitude de determinadas diretorias ao requererem, junto a Federação Paranaense de Futebol, que árbitros de fora do estado do Paraná sejam escalados para as partidas decisivas do Campeonato Estadual 2017.
Importante esclarecer, que desde o ano de 2002, não houve a escalação de qualquer árbitro de fora do quadro estadual nas competições organizadas pela FPF, posto que a arbitragem do Paraná é séria, competente e sempre atua com total imparcialidade! 
Causa-nos estranheza este pedido, visto que não houve ao longo da última década qualquer interferência da arbitragem que porventura tenha influenciado no resultado dos campeonatos, notadamente em partidas envolvendo quaisquer equipes da capital.
Informarmos ainda que a arbitragem não possui qualquer vínculo com a Federação Paranaense de Futebol, posto que os membros do quadro atuam como prestadores de serviço, não estando sujeitos a qualquer ingerência ou pressão da Entidade de Administração do Desporto.
Portanto, esta Associação Profissional de Árbitros de Futebol REPUDIA e DISCORDA desta solicitação, considerando-a despropositada, oportunista e com a flagrante intenção de denegrir a imagem dos árbitros do estado e tentar de alguma forma impor pressão sobre os mesmos.
Orgulhamo-nos desta honrosa função que desempenhamos, a qual fazemos com total isenção e imparcialidade! Esta Associação é formada por profissionais capacitados e aptos que sempre contribuem para o bem do desporto e, em hipótese alguma admitiremos este tipo de atitude adotada por qualquer clube de futebol.
A Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná esclarece que respeita o trabalho sério desenvolvido por muitos dirigentes e gestores esportivos, todavia não admite que o caráter e a imparcialidade de seus membros sejam colocados em dúvida, de forma leviana e covarde por quem procura colocar em terceiros a culpa por um suposto fracasso ou insucesso de suas equipes. 
Reiteramos nosso compromisso com a arbitragem e com o futebol paranaense, onde garantimos a todas as equipes do estado, a certeza de terem árbitros imparciais, isentos e que jamais terão qualquer influência voluntária no resultado de suas partidas!

ASSOCIACÃO PROFISSIONAL DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL - APAF/PR


terça-feira, 18 de abril de 2017

MODELO DE GESTÃO DA ANAF EXAURIU


Cantada em prosa e verso como um “autêntico sucesso”, a 43º reunião de trabalho da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), realizada na cidade de Rio Branco no (Acre), no final de semana que passou, expôs de maneira inexorável as vísceras de um modelo de gestão anacrônico que há sete anos comanda a entidade.

Modelo que levou apenas dez dos vinte e sete dirigentes da Anaf ao Acre. Modelo de gestão, cujo “modus operandi”, reúne duas vezes ao ano em diferentes capitais do país, as custas da categoria dos homens de preto - (deslocamento aéreo, hotéis, refeições, traslados), os três sindicatos e as associações e pouco ou quase nada produziu em benefício dos seus associados.


Modelo que fracassou na petição do direito de arena à arbitragem. Modelo que não conseguiu avançar na ação do direito de imagem até o momento. Modelo que não teve competência para equacionar a questão das publicidades estampadas na vestimenta da arbitragem, que labora na Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (SENAF/CBF).

Modelo que não conseguiu criar nenhum sindicato ao longo de sete anos. Modelo que não deu um passo na direção da criação da Federação Brasileira de Árbitros de Futebol. Modelo que tem pautado em todas as reuniões de trabalho e/ou congressos a regulamentação da profissionalização da classe, ainda não regulamentada. Aliás, não se conhece nenhuma ação da Anaf neste sentido no Congresso Nacional, local onde o tema deve ser peticionado, negociado politicamente e aprovado pelos deputados e senadores. Não há outro caminho quanto a regulamentação da atividade do homem de preto.

Modelo que ao invés de aproximar apitos e bandeiras da Anaf está os afastando cada vez mais. Tanto é verdade que está em voga um crescente movimento da arbitragem para não pagar a taxa de anuidade a entidade – é um movimento “velado”, que visa inclusive o cancelamento dos 5% das taxas da arbitragem da (SENAF).

O atual modelo de gestão da Anaf é similar ao modelo empregado nas escolas de formação de árbitros e nas comissões de arbitragens das federações de futebol - ou seja, O CONTINUÍSMO. 2018 é o ano da mudança, ou então, o árbitro de futebol do Brasil continuará sendo manejado tal qual gado no “CURRAL.”

PS: Ao fazer valer sua valorização como profissional do apito - o oficial da Marinha do Brasil, Marcelo de Lima Henrique (foto), foi torpemente agredido. Equilibrado, inteligente e consciente do seu cargo nas Forças Armadas e seu compromisso com a arbitragem na Federação de Futebol do Rio de Janeiro e na CBF, Marcelo Henrique expôs suas razões e desapareceu de cena. Nesta quarta-feira (19), o indigitado apito comanda um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, pela Copa do Brasil - Corinthians/SP x Internacional/RS.

PS (2): A designação de Ricardo Marques Ribeiro, para Paraná Clube/PR x Vitória/BA, também na quarta - é o prenúncio de que as duas equipes devem se preocupar em jogar futebol e esquecer a arbitragem.




segunda-feira, 17 de abril de 2017

"Tudo como dantes no quartel de Abrantes”

Reunidos na sexta-feira Santa e no sábado, na cidade de Rio Branco no (Acre), na 43ª “reunião de trabalho”, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) com a presença de dez dirigentes - o total de diretores da entidade é (27) - com exceção do anúncio de um seguro de vida celebrado pela CBF aos árbitros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (SENAF), que irão atuar no Brasileiro deste ano, não apresentou nenhum fato novo e nem decidiu nada de relevante à confraria do apito brasileiro.

Para se ter uma ideia do fracasso da “reunião de trabalho, o diretor de RELAÇÕES SINDICAIS da Anaf, Ciro Camargo, um dos homens fortes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), do Rio G. do Sul, responsável em dar suporte e acompanhar a evolução da Certidão do Registro Sindical da arbitragem (Carta Sindical), perante o ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Brasília, contatado por este colunista, afirmou que não foi convidado para a “reunião de trabalho”.

Camargo, talvez não foi convidado porque cometeu um “erro gravíssimo”, que “melindrou” o presidente da Anaf, Marco Antonio Martins. Ciro, mostrou competência como sindicalista nato que é, no auxilio ao estado do Ceará para obter o que se chama no jargão sindical, de CARTA SINDICAL, aos homens de preto do futebol cearense. Lembro que em sete anos da atual administração de Martins a frente da Anaf, foi o único sindicato criado e sem a interferência da Anaf.
                          Crédito: Apito Nacional

Dada as informações obtidas em “Off” por este escriba, sobre os assuntos discutidos na aludida “reunião de trabalho” da Anaf, incluso o direito de imagem à categoria de preto que continua mais parado do que “água de poço”, os homens que manejam os apitos e as bandeiras do futebol pentacampeão, terão mais uma temporada sem nada a comemorar.

O que está provocando após sete anos de Martins e seu grupo a frente da Anaf, um forte movimento da arbitragem vinculada a Seleção Nacional de Árbitros de Futebol da CBF (SENAF), pelo não pagamento da taxa anual e dos 5% das taxas dos árbitros à Anaf.

PS (1): A Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Paraná (Apaf/PR,) não enviou representante à reunião de trabalho da Anaf no Acre. Por quê? Segundo um associado a diretoria da (Apaf/PR), quando se trata de gastar dinheiro dos associados que os elegeram, tem agido com lisura em cada centavo que é gasto. A atitude da diretoria Apaf/PR, é digna de reconhecimento.

PS (2): A designação de uma quarteto de arbitragem para dirigir SPORT/PE x NÁUTICO/PE, pela semifinal do Campeonato Pernambucano no domingo que passou, que teve no apito Wagner Magalhães (FIFA/RJ), atesta a fragilidade do quadro de árbitros da Federação Pernambucana de Futebol. Lembro que a comissão de árbitros da Federação Pernambucana de Futebol, é comandada pelo diretor da Anaf, Salmo Valentim.

PS (3): Pedi a um professor de educação física e amigo que reside na cidade Vendas Novas (Portugal), que me desse informações de como funciona a questão dos patrocínios nas camisas da arbitragem que atuam nas competições de elite da Federação Portuguesa de Futebol. E a resposta foi: Em contato com um ex-árbitro que fez parte do quadro principal da entidade portuguesa e da Fifa, lá não se coloca um pingo, que dirá uma letra na vestimenta dos árbitros sem consulta a associação dos árbitros e àqueles que irão propagar a publicidade, no caso os apitos e bandeiras.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: A quem interessa a continuidade da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf)?

sábado, 15 de abril de 2017

TESTES DECISIVOS

            Crédito: FPF/Portugal


A final da TAÇA DE PORTUGAL, que será disputada no próximo dia 28 de maio, entre as equipes do Benfica x Vitória de Guimarães, está sendo considerada pelo (The IFAB) como o jogo propulsor para o deslanche dos testes do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV).
Será a primeira vez que o (The IFAB) autorizará uma partida de futebol a utilizar o (AV) no modo ONLINE. O (AV) estará em contato com árbitro do nominado jogo, desde a sua entrada no campo até o apito final, e interferirá se necessário nos casos estabelecidos no Protocolo do (The IFAB). Aliás, quem não se propor a cumprir o Protocolo, não tem permissão para a realização do aludido teste.  
Nesta decisão, a exemplo do Mundial de Clubes no Japão, o árbitro central terá a presença de um aparelho de TV, que ficará postado na linha lateral, nas proximidades do quarto árbitro.
A Federação Portuguesa de Futebol já realizou nove testes com o (AV) no modo Offline, e vinha treinando seu quadro de arbitragem sobre o experimento - assim que obteve autorização para realizar o teste ao vivo, intensificou os treinamentos com os homens de preto portugueses no formato ONLINE.
Além dos adeptos das duas esquadras, já confirmaram presença na indigitada partida, o Staff da FIFA, do (The IFAB) e as principais empresas do ramo da tecnologia que estudam e desenvolvem ferramentas auxiliares à arbitragem a dirimir lances que fujam do seu campo visual.
O árbitro de Vídeo foi testado em 2016, nos confrontos Itália x França, Itália x Alemanha e no Mundial de Clubes da FIFA do Japão - em 2017, no amistoso França x Espanha e em alguns jogos da Taça da Holanda. Além disso, foi testado no Brasil, na Alemanha, Austrália e em jogos da terceira divisão da (MLS - EUA).
O The (IFAB) irá realizar uma análise definitiva sobre o experimento do Árbitro de Vídeo, na próxima Reunião Geral Anual da entidade que acontecerá em março de 2018.

PS: A presença de sindicalistas vinculados a Anaf, associações e/ou sindicatos de árbitros, para exercerem as funções de analista de campo, que tem um formulário novo, que é o Radar (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem), que vai analisar também todas as ocorrências de campo e o de analista de vídeo (TV), no Campeonato Brasileiro de 2017, se concretizada pela CBF, além de ser incompatível, quebra a lisura das avaliações do desempenho da arbitragem anunciada pela CBF.  E, por conseguinte, coloca SOB SUSPEITA, todas as análises efetivadas por este tipo de gente.

PS (2): Nunca é demais lembrar à confraria do apito brasileiro que, há uma plêiade de sindicalistas na arbitragem que agem como “PAU DE DOIS BICOS”.







sexta-feira, 14 de abril de 2017

Quanto custa o evento da Anaf no Acre?

           Crédito: Lucas Figueiredo/CBF


O questionamento acima deve ser feito pelos árbitros ao presidente e/ou representante do seu estado, que está participando da reunião de trabalho da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), na cidade de Rio Branco (Acre). E, por consequência, quais foram os resultados objetivos da aludida reunião à categoria do apito.
Sobretudo, em função da crise econômica que assola  o Brasil na atualidade, o que exige profunda reflexão de cada real a ser gasto, independente do segmento social que o cidadão pertença.  
A primeira pesquisa que realizei ao evento em tela na quarta (12), foi o custo da passagem aérea (ida e volta) - junto a duas empresas  do setor, até Rio Branco - em média R$ 3.200,00 per capita.
A segunda foi a diária do hotel onde está sendo realizada a reunião - disse a atendente à este colunista: gira em torno R$ 110.00 por pessoa, incluso apenas o café da manhã. A mesma atendente questionada sobre os valores de um almoço e jantar, afirmou que ambas não custam menos R$ 100.00, em Rio Branco.
Fazendo um cálculo aproximado, o deslocamento de uma pessoa, seguido das diárias, refeições, refrigerantes, suco e/ou cerveja, não sai por menos de R$ 4.000,00 a R$ 4.500,00.
E, por derradeiro, cabe duas perguntas: A primeira, quem paga a conta do dirigente sindical que foi à Rio Branco? Resposta: Você que é árbitro da CBF ou de uma das (26) federações de futebol do país, com suas contribuições. Salvo se a Anaf tiver um ou mais parceiros, para amenizar o bolso de quem está participando da indigitada reunião.
Quanto a segunda inquirição, quais foram os temas discutidos nessa reunião e que resultados propiciarão à categoria dos apitos e bandeiras do futebol pentacampeão?
PS (1): A presença de sindicalistas vinculados a Anaf, associações e/ou sindicatos de árbitros, para exercerem as funções de analista de campo, que tem um formulário novo, que é o Radar (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem), que vai analisar também todas as ocorrências de campo e o de analista de vídeo (TV), conforme foto acima, no Campeonato Brasileiro de 2017, se concretizada pela CBF, além de ser incompatível, coloca SOB SUSPEITA as avaliações.
PS (2): Nunca é demais lembrar à confraria do apito brasileiro que, há uma plêiade de sindicalistas na arbitragem que agem como “PAU DE DOIS BICOS”.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

SEM CAPACITAÇÃO, ARBITRAGEM GERA INSEGURANÇA E MEDO

              Foto: Globe Soccer/Dubai Sports Council


Observando os erros de interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL, que SOLAPA a arbitragem dos campeonatos regionais neste início de temporada, sobretudo nos pilares exigidos pela FIFA que, são o técnico, tático, psicológico e físico - e, o consequente, AFASTAMENTO de vários apitos e bandeiras em praticamente todas as federações de futebol, me veio a mente a farsa da pré-temporada realizada e alardeada pelas federações de futebol no último mês de janeiro.

Das duas uma: Ou os instrutores contratados para as pré-temporadas não eram detentores do Know how que a arbitragem precisava ouvir, ou então os árbitros e assistentes não tiveram a capacidade cognitiva de entender, o que lhes foi repassado por esses instrutores, na sua maioria com diploma da FIFA.

Além dos equívocos contumazes de interpretação e aplicação das regras, o árbitro do futebol pentacampeão, independente de ser das federações, CBF, CONMEBOL/FIFA, convive há mais de uma década reiteradamente com reprovações no TESTE FÍSICO PADRÃO FIFA.
 
A propósito do temível TESTE FÍSICO PADRÃO FIFA, e dos constantes erros da arbitragem, lembrei-me da frase vociferada pelo presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina (foto acima), há poucos dias no FOOTBALL TASK.

Disse Collina (foto acima): “O arbitro de futebol que almeja atingir o topo da arbitragem do seu país, e chegar ao quadro da FIFA e quem sabe a um Mundial, tem que se preparar tal qual um atleta do século 21, independente das circunstâncias”.

O que significa que o árbitro da atualidade tem que buscar meios para incrementar sua capacitação. Capacitação que começa pela sua federação de origem, incluso a comissão de arbitragem, a escola de árbitros, a associação e/ou sindicato da arbitragem local.

Capacitação que deve estabelecer no cotidiano do árbitro a sua forma de alimentação, a carga de exercícios físicos e horário adequado para praticá-lo e fazer do livro REGRAS DE FUTEBOL o seu livro de cabeceira de cama.

Além do exposto, ver jogos de futebol de diferentes culturas para entender como equacionar as inúmeras situações que irá enfrentar no comando de uma partida. Deve aprender um segundo idioma, ler as diretrizes da FIFA, do The IFAB e da entidade onde labora como árbitro.
 
É esta cultura que está faltando ao árbitro do nosso futebol para minimizar os erros de arbitragem. Terminado o curso de formação, lamentavelmente a maioria são escalados aleatoriamente sem acompanhamento - não recebem orientação dos acertos e erros que cometeram nos jogos e dificilmente são submetidos a um processo de requalificação.

Quando ascendem a jogos de maior envergadura, o resultado na maioria das vezes é pifio. Questionados sobre as atuações medíocres, árbitros e seus representantes, alegam que não sobra tempo para se preparar e a arbitragem não é profissional.
 
Estas argumentações são totalmente descabidas porque, antes de fazer o curso o candidato a árbitro e os que já exercem a função, sabem de cor e salteado de todas as dificuldades inerentes a quem labuta nesta atividade.
 
PS: A respeito da arbitragem de Rodolpho Toski Marques no clássico, Paraná Clube 0 x 0 Atlético/PR, não há nenhum reparo a fazer. Toski Marques com equilíbrio, apitou o clássico como se estivesse comandando uma partida da Série (A) do Campeonato Brasileiro.


QUANTO CUSTA E QUEM PAGA AS REUNIÕES DE TRABALHO DA Anaf? Resposta nesta quinta-feira no APITO DO BICUDO.
 

Árbitros paranaenses participaram de Treinamento promovido pela CBF


A Comissão de Arbitragem da CBF promoveu entre os dias 04 a 08 de abril, na cidade de Curitiba-PR, o Programa de Treinamento Nacional da Arbitragem. Participaram das atividades árbitros e assistentes paranaenses que irão compor a Seleççao Nacional de Árbitros de Futebol(SENAF/2017). 
 
Os testes teóricos aconteceram no Hotel Lancaster em Curitiba, e as práticas no campo do S.O.B.E. Iguaçú. Já a avaliação física foi efetivada na pista de atletismo da Universidade Positivo, com o apoio da APAF-PR e da Federação Paranaense de Futebol, através da Escola de Arbitragem Victor Marcassa e da Comissão de Arbitragem.

Estiveram presentes o Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Cel. Marcos Marinho, os instrutores Milton Otaviano e Cleiber Elias Leite - o instrutor físico Paulo Camello, os vice-presidentes da FPF Amilton Stival e Hélio Camargo, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF Afonso Victor de Oliveira, o membro Anderson Gonçalves e o diretor da Escola de Arbitragem José Gildásio.

Dentre os diversos conteúdos abordados destacam-se a padronização da arbitragem nacional, leitura e posicionamento, técnica de arbitragem, impedimento, mão na bola e bola na mão, trabalho em equipe e faltas táticas. Além destes, os árbitros foram submetidos a avaliações físicas, teóricas e análise de vídeos.

Os árbitros e assistentes aprovados irão compor a SENAF/2017, podendo trabalhar em competições Do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
Fonte – APAF/PR - Foto: FIFA.com

PS: Todos os árbitros e assistentes da Federação Paranaense de Futebol, pertencentes a (SENAF), selecionados para os testes teóricos foram aprovados. Já no testesico, padrão FIFA, a exemplo da arbitragem gaúcha tivemos árbitros reprovados.

domingo, 9 de abril de 2017

UM SINDICATO EM CINCO ANOS

   O sorriso de Marco Antônio Martins, contrasta com a escassez de conquistas dos homens do apito - Crédito: MHDB

Na entrevista que concedeu ao G1 da Rede Globo, na sexta-feira (8/4), o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Ronaldo Nogueira afirmou que, a sua Pasta está realizando uma profilaxia nos sindicatos de trabalhadores em todo o pais e, por extensão, irá implementar normas no sentido de evitar duplicidade de sindicatos em algumas categorias.
Mas o que chamou nossa atenção na entrevista do ministro do Trabalho, foi a quantidade de concessões de CERTIDÕES DE REGISTRO SINDICAL (CARTA SINDICAL), nos últimos cinco anos às categorias trabalhistas em todo o Brasil.
Acompanhe os números: em 2012, 692 sindicatos  conseguiram a CARTA SINDICAL. 2013, 382. 2014, 471. 2015, 278 e 2016, 403 sindicatos obtiveram a CARTA SINDICAL. Totalizando 2.226 sindicatos, que obtiveram a indigitada carta, às diferentes categorias trabalhistas. Já a arbitragem em CINCO ANOS, obteve apenas uma CARTA SINDICAL, a do CEARÁ.
Carta Sindical que saiu por vontade e desprendimento dos sindicalistas da União Geral do Trabalhadores (UGT), e dos sindicalistas João Lucas (CE) e Ciro Camargo (RS).
Diante do exposto pergunto: Será que a arbitragem dada a sua importância para a realização de uma partida de futebol, é tão insignificante para o ministério do Trabalho que só conseguiu UMA CARTA SINDICAL EM CINCO ANOS?. E como todos sabem, sem a interferência da Anaf.
Aliás, Santa Catarina, de onde o presidente da Anaf Marco Antonio Martins é originário, tentou obter o aludido documento em duas oportunidades junto ao (MTE) – porém, a documentação foi devolvida por estar em descompasso com a legislação exigida. Documentação que foi apresentada pela maioria das entidades da arbitragem, e continha os mesmos erros de Santa Catarina.
Os questionamentos que ficam são: Por que num universo que criou 2.226 sindicatos nos últimos cinco anos, não se criou ao menos o número de sindicatos exigidos por lei (5), para se criar a Federação Brasileira de Árbitros de Futebol? Quem fim levou e/ou quais foram os resultados, apresentados pela COMISSÃO criada pela Anaf para este fim em Porto Alegre (RS), onde este colunista estava presente?
Ou será que é interessante ao STATUS QUO que gere o futebol brasileiro, manter a Anaf e, por extensão, continuar controlando os homens de preto do futebol no “CURRAL”, tal qual gado?  
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Marco Antonio Martins, presidente da Anaf, terá a HOMBRIDADE de discutir os números aqui relatados e dar uma satisfação à categoria que o elegeu? Quem é que orientou e/ou orienta os filados da Anaf, a preencher a documentação solicitando a CARTA SINDICAL perante o (MTE)?
PS: A quem interessa a continuidade da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf)?
PS (2): Que fim levou o deputado do apito?