terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Números do vídeo-árbitro animam International Board. VAR deverá ser utilizado no Mundial 2018

                     Crédito- Bundesliga
Os testes com o vídeo-arbitro (VAR) realizados na Europa geraram alguma polémica, mas apesar das controvérsias, a International Board (IFAB), entidade que controla as regras do futebol, faz um balanço positivo, algo que deverá facilitar o uso da tecnologia no Mundial2018, a realizar-se no verão, na Rússia.

Desde março de 2016, o VAR foi utilizado em mais de 800 jogos com resultados positivos, garantiu a IFAB, que vai decidir em março se o sistema será utilizado no próximo mundial de futebol.

"A filosofia inicial foi respeitada. Queríamos um mínimo de interferências no jogo e um máximo de benefícios", explicou um porta-voz da entidade durante conferência telefónica.
Em 8 por cento dos jogos, o VAR teve "um impacto decisivo no resultado final" e a cada quatro jogos "um impacto positivo", segundo o balanço.

Numa altura em que alguns protagonistas do mundo do futebol duvidam da eficácia do recurso por quebrar o ritmo e a fluidez do jogo, a IFAB indicou que o tempo perdido com recurso ao vídeo-arbitro representa menos de um por cento do tempo total da partida. O número é muito menor se comparado com o tempo desperdiçado com faltas, marcação de cantos e pontapés de baliza.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

The IFAB REFERENDA A IMPLEMENTAÇÃO DO ÁRBITRO DE VÍDEO


DE PRIMEIRA: Terminou há pouco a reunião do (The IFAB) em Zurique, na (Suíça). A entidade após analisar os mais de oitocentos jogos realizados em mais de vinte competições diferentes em todo o planeta, referendou o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV).
    Massimo Busacca, à esquerda de Pierluigi Collina (foto) ao centro e David Elleray de branco a direita, participaram da reunião do (The IFAB) nesta segunda (22/1) - Crédito: The IFAB 

Porém, a decisão final da implementação ou não do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), no Mundial da Rússia e nas demais competições, será tomada na 132ª Reunião Geral Anual do (The IFAB), que será realizada em Zurique, em 3 de março de 2018 e será presidida pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.

NÃO TEREMOS “NENHUM DIRIGENTE” VINCULADO AS FEDERAÇÕES OU CBF NA DIRETORIA

Da esquerda para a direita, Salmo Valentim e Marco Antonio Martins - foto: Sinbaf.com


ENTREVISTA SALMO VALENTIM


Se tudo acontecer como o previsto, nas primeiras semanas de abril do ano em curso, o advogado, economista, administrador de empresas, sindicalista, ex-árbitro de futebol da Federação de Pernambuco e atual tesoureiro da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (ANAF), assumirá o comandado da principal instituição da confraria do apito brasileiro, a Anaf.

Considerado a principal liderança da arbitragem do futebol nordestino, e respeitadíssimo em diferentes esferas do sindicalismo em outras regiões do país, Valentim entende que chegou a sua vez de assumir o cargo de presidente da ANAF. A seguir, sua entrevista.

O sr. foi árbitro e presidiu a comissão de arbitragem da Federação Pernambucana de Futebol, e atualmente é tesoureiro da Anaf. Por que quer ser o presidente da Anaf?

Por reunir todas as condições possíveis e por haver sido, presidente do sindicato dos árbitros de Pernambuco, Presidente da CEAF/PE, vice - presidente da ANAF por quatro anos, e tesoureiro nos últimos oito anos. Além de esperar o momento certo, ao longo de dezessete anos.

Por que Pernambuco não conseguiu a Certidão de Registro Sindical (Carta Sindical) à arbitragem, mesmo com o sr. militando há tempo nas lides sindicais?

Sai do sindicato em 2008 - já se passaram dez anos, e por ter renovado o estatuto da entidade, onde só dá direito a um mandato de dois anos, com uma única reeleição. No meu mandato, foquei em adquirir uma sede própria e cumpri esta meta, apesar de todas as dificuldades encontradas.

Já definiu quais serão os nomes e qual é o perfil exigido na sua ótica, para ser diretor da Anaf na sua gestão?

O único nome que está definido é o meu vice- presidente. Arilson Bispo da Anunciação. Os demais nomes, serão discutidos com a futura diretoria.

Caso seja eleito, sua diretoria terá árbitros em atividade nas federações de futebol e na CBF?

Sim, pretendemos ter alguns árbitros em atividade na nossa gestão.

Como ter uma entidade independente para pleitear os direitos à confraria do apito, se a Anaf atualmente tem vários de seus dirigentes vinculados as federações de futebol e a CBF, onde exercem diferentes funções?

Na nossa gestão, não teremos nenhum dirigente vinculado a qualquer cargo nas federações ou na CBF.

O sr. vai permitir que este tipo de situação no mínimo antiética, continue?

Os árbitros estão ansiosos por mudanças, e não entraremos para continuar sendo o mais do mesmo.

As categorias trabalhistas que possuem uma FEDERAÇÃO, além de serem reconhecidas pela (CLT) e a Constituição brasileira, têm representatividade política. O caso mais recente é a conquista do percentual de 1,5%, de direito de arena obtido pela Federação dos Técnicos de Futebol do Brasil aos treinadores do nosso futebol. A Anaf vai continuar no atraso, sendo Anaf?

Faremos o possível para dar continuidade com uma melhor qualidade de gestão. E esses assuntos, serão amplamente debatidos com todos os segmentos do futebol brasileiro. Não há mais espaço para a arbitragem ficar fora das grandes discussões e melhoria do nosso futebol.


As associações de árbitros de acordo com a (CLT) e a própria Constituição, são entidades com fins recreativos. Ou seja, associações não possuem representação jurídica e política. O sr. dará enfase na criação de novos sindicatos, visando a criação da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL?

Faremos debates de todas as possibilidades - precisamos ter credibilidade e força coletiva, para então, construirmos as pontes necessárias para alcançarmos os objetivos da classe.

Qual é a sua posição em relação ao direito de arena à arbitragem?

Estarei visitando todos os estados brasileiros e discutiremos a questão. Tenho meu posicionamento definido - porém, vou ouvir toda a categoria para montarmos uma estratégia que viabilize os meios necessários para alcançarmos esta conquista legítima à arbitragem.

E sobre o direito de imagem para a categoria do apito?

É outra situação que não pode mais ser protelada. Vamos discuti-la abertamente, inclusive com a imprensa esportiva do nosso futebol.

Há mais de duas décadas, a CBF estampa no uniforme da arbitragem que atua nas suas competições, diferentes logomarcas de multinacionais e obtém lucros que ultrapassam a casa dos milhões de reais. O árbitro é focalizado em média numa partida pela TV, entre (sessenta e sessenta e cinco vezes). É justo na sua opinião a arbitragem não ter participação no lucro neste tipo de publicidade?

Hoje um repasse muito pequeno para a entidade, quando estivermos amadurecidos no assunto e totalmente unidos como um todo, aumentaremos este percentual sem sombra de dúvida.

Como sindicalista nato que é, o sr. não vê algo análogo a escravidão na situação acima nominada?

Não vejo desta maneira, vejo hoje a categoria dispersa e sem união, o que propicia a imposição de qualquer medida.

Atualmente, um universo de trezentos árbitros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), deixaram de pagar suas contribuições à Anaf. Segundo informações, há muita insatisfação com o modus operandi da diretoria da entidade. Qual será a metodologia a ser empregada pelo sr. e congêneres, para convenceres esse expressivo contingente a contribuir novamente com a Anaf?

Discutiremos o problema com a categoria. Nenhuma entidade de classe se mantém sem contribuições dos seus associados. E os árbitros precisam entender isto. Alguns atacam quem lhes defende - mas silenciam, com quem tira os seus direitos.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

DIA “D” DO ÁRBITRO DE VÍDEO?

   Gianni Infantino, presidente da FIFA, em evento do (AV) na cidade de Bari (Itália) - Crédito: FIFA
 
Na próxima segunda-feira (22), o (The IFAB) reunir-se-à em Zurique, sede da FIFA, para a 132ª Reunião Anual de Negócios, com o objetivo específico de avaliar todos os experimentos realizados até o momento sobre o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV).

Na aludida reunião, os cientistas da Universidade KU Leuven da (Bélgica), irão apresentar relatório circunstanciado a parte de todos os testes que a instituição acompanhou, e, dados de todos os países que realizaram testes sobre a indigitada tecnologia e em quais competições o (AV) foi testado, desde março de 2016. 
 
Tanto a FIFA como o (The IFAB), disponibilizarão relatórios detalhados a respeito do (AV), incluso as principais áreas de aprendizagem e experiência durante os dois anos em que o experimento foi testado.

Após análise e avaliação de todos os dados e informações relevantes do (AV), os membros do (The IFAB), decidirão pelo encaminhamento a Assembléia Geral Ordinária (AGM) se o ÁRBITRO DE VÍDEO deve ser implementado no futeboL, e em quais competições deve ser utilizado.

Na mesma reunião sera avaliado o impacto das alterações feitas nas REGRAS DE FUTEBOL, implementadas em 2017/18, e as emendas propostas para a temporada 2018/2019.

Também será objeto da reunião a atualização de outra experiência, que vem sendo realizada que é a quarta substituição em partidas que tenham prorrogação – bem como, o uso de equipamentos eletrônicos e de comunicação na área técnica, e a atualização sobre o desenvolvimento do Programa de Qualidade FIFA, para sistemas eletrônicos de desempenho e rastreamento.

Nesta reunião, será aprovada a pauta para a próxima Assembleia Geral Anual do (The IFAB), que acontecerá em Zurique (Suíça), no dia 2 de março do ano em curso. Reunião que poderá determinar modificações nas regras que regem o futebol dentro das quatro linhas para a temporada 2018/2019. Ou então, novos experimentos.

Novas alterações se aprovadas, somente a partir de 1º de junho de 2018.

Fonte: (The IFAB)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

OS MELHORES INSTRUTORES?

                                                                   Crédito: PP

No dia (15/1), este Blog noticiou que o quadro de analistas, observadores, delegados e, sobretudo o de instrutores da CBF, é o mesmo há vários anos e necessita urgentemente de uma oxigenação.

Algumas horas após o post do aludido texto, recebi mensagens no WhatsApp com alguns questionamentos, e a afirmação de que, as pessoas que desempenham a atividade de instrutor de arbitragem na CBF, são consideradas as melhores do futebol Sul-americano.

Quando falamos em renovação nesta área, foi substanciado no fato concreto de que a arbitragem brasileira, vem dando sinais explícitos de decadência ano após ano, nos torneios da CBF.

Basta ver o desempenho pífio da confraria do apito no Brasileirão das Séries A, B, C e D, Copa do Brasil e outros campeonatos do ano que passou.

Tanto é verdade que em 2017, nenhum (apito) foi revelado. Ressalte-se que não foi por falta de calendário e de tempo. Tivemos competições da CBF de fevereiro a dezembro do nominado ano.

A CBF tem um departamento de arbitragem, que é dirigido por Sérgio Corrêa. Tem uma comissão de árbitros que é comandada por Marco Marinho, que não é árbitro formado e nunca apitou um jogo de menino de conjunto habitacional – e, como membros da comissão, os ex-árbitros, Alício Pena Júnior, Ana Paula Oliveira (foto) e Cláudio Cerdeira - todos atuando como instrutores.

Além do exposto, Manoel Serapião Filho e Nilson de Souza Monção, são os responsáveis pela Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf) - e também desenvolvem, a atividade de instrutores.

É clarividente o descompasso entre aqueles que são tidos como os “melhores instrutores”, e os resultados que os mesmos vem sendo apresentando na requalificação da arbitragem do futebol pentacampeão mundial.

É público e notório, que quem indica o árbitro e/ou assistente ao quadro nacional da CBF, são as federações. Porém, quem dá as condições aos membros da (Senaf) com cursos, seminários, testes físicos, material didático, etc…, para serem escalados, são as pessoas acima nominadas.

ad argumentandum tantum – Pelo andar da carruagem, urge a CBF rever, o conceito do adjetivo melhor.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

“MAIS FALSAS QUE NOTA DE TRÊS REAIS”



  David Elleray, diretor do Painel Técnico consultivo do (The IFAB) - Foto: FIFA

Ao questionar a metodologia e a duração das pré-temporadas, que foram realizadas pelas federações de futebol, em conjunto com associações e sindicatos de árbitros de futebol neste inicio de 2018, aqui neste espaço, recebi várias críticas.

Diatribes que vieram das vozes do atraso, que tentam desesperadamente continuar manejando a confraria do apito, com métodos do século 19, apesar de estarmos vivenciando o século 21.

Vozes do atraso que fingem não enxergar que o futebol atingiu níveis de modernidade estratosféricos em todos os setores – incluso a arbitragem – arbitragem, que vem sendo conduzida pela cartolagem do nosso futebol, tal qual gado no “CURRAL”.

E, para comprovar nossa análise em coluna pretérita sobre as reuniões de três dias, que a maioria das federações de futebol, associações e sindicatos de árbitros - tiveram a “pachorra” de anunciar como pré temporada, fomos pesquisar junto a fonte fidedigna como eram realizados esses eventos, quando do seu inicio.

A primeira temporada de árbitros do futebol brasileiro, teve a chancela da Federação Paulista de Futebol, em 1995, com duração de 21 dias. Com a participação de árbitros e assistentes concentrados durante esse período.
A pré-temporada acontecia em três períodos diários (manhã, tarde e noite) - com preparação física, aulas praticas e teóricas (Regras de Futebol e Legislação), palestras de dirigentes, jornalistas, atletas e ex-atletas, treinadores, preletores do (Tribunal de Justiça) TJD e preparadores físicos, entre outros.
Pela manhã preparação física e aulas práticas no campo. A tarde, palestrantes diversos. No período noturno, trabalho intensivo das Regras de Futebol, visando a aproximação de critérios nas tomadas de decisões e legislação.
PS: As informações sobre a implementação da primeira pré-temporada à arbitragem e sua metodologia, foi obtida através do professor Gustavo Caetano Rogério, que foi membro da comissão de arbitragem e professor da Escola de Formação de Árbitros da Federação Paulista de Futebol, e membro do Comitê de Arbitragem da CONMEBOL.

PS (2): Gustavo Caetano Rogério, além do notório conhecimento sobre o tema arbitragem, foi quem descobriu o último árbitro do futebol paulista na cidade de Cruzeiro (SP), com dom, talento, vocação, feeling e timing. Paulo Cesar de Oliveira, atual comentarista de arbitragem da Rede Globo.

PS (3): Diante do que se leu neste articulado e com as profundas metamorfoses que sofreu o futebol em todo o planeta, nos últimos vinte e três anos, dá para mencionar o acontecido como pré-temporada, e esperar uma arbitragem com qualidade nos campeonatos regionais?

ad argumentandum tantum – Questionado a respeito das pré-temporadas à arbitragem neste início de ano, um ex-árbitro da FIFA me disse: São mais falsas do que nota de “três reais”. 

ad argumentandum tantum (2) - Quando é que o futebol brasileiro, irá convidar a personagem de David Elleray, responsável pela reformulação das REGRAS DE FUTEBOL para uma palestra aos seus árbitros?

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

QUADRO DE INSTRUTORES TEM QUE SER RENOVADO



Tenho reiterado aqui neste espaço, que, a arbitragem brasileira precisa sair do estágio de letargia em que se encontra. O exemplo mais recente, foi a conquista dos treinadores de futebol, através da Federação Brasileira de Treinadores de Futebol, que pleiteou perante o Congresso Nacional, o percentual de 1,5% como direito de arena àquela categoria. Fato que será consumado em breve.

Mas não é correto nos atermos exclusivamente a confraria dos homens de preto. Recebo do diretor de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, via WhatsApp, a notícia de que a entidade irá realizar nos próximos dias, curso de requalificação aos instrutores de árbitros da entidade.

Aqui está na nossa opinião, um dos “gargalos” que vem atravancando o desenvolvimento da produção dos homens que manejam os apitos e bandeiras do nosso futebol. É um setor que não evoluiu – a exemplo da CA/CBF, da Enaf, dos observadores, delegados especiais e analistas, são sempre os mesmos. Não há renovação.

Há vários “instrutores” atualmente na CBF, que não são árbitros e nunca dirigiram uma partida de pelada de menino de conjunto habitacional. Fato idêntico, acontece com o diretor da CA/CBF, Marcos Marinho. Ou seja, são “teóricos”.

E, os que foram árbitros no passado, e atuam nas funções acima nominadas, deixaram-se contaminar pela “teoria”. Nas federações de futebol, o quadro é similar ao da CBF.

Com o cenário descrito acima, a nossa arbitragem vem caminhando lentamente de maneira inexorável para uma catástrofe, gostem ou não. A prova cabal foi o Brasileirão de 2017, onde apitos e bandeiras usaram e abusaram do direito de tomar decisões em desconformidade com as regras. Competição que pela primeira vez, não revelou nenhum árbitro promissor.

PS: O Paraná tem um árbitro promissor, Rodolpho Toski Marques. Os gaúchos, Anderson Daronco. Os catarinenses no momento, não tem nenhum árbitro de futuro. Os cariocas rezam para Wagner Nascimento Magalhães dar certo. Os paulistas estão circunscritos a Raphael Claus. Os Mineiros, estão bem servidos com Ricardo Marques Ribeiro. Os goianos, com o excelente Wilton Pereira Sampaio. O (MT) acredita na sedimentação de Wagner Reway, mas ele precisa se ajudar. E o Pará, torce pela maturação de Dewson de Freitas. Acabou, não tem mais ninguém com características de apito promissor.

Ad argumentandum tantum – Não nominei a Região Nordeste, no que concerne a arbitragem, porque a impressão que se tem é de que, a CBF não dá importância aos árbitros e assistentes de lá. Árbitros com dom, talento e vocação há vários nos nove estados, que compõe a aludida região. Se a CBF tiver um mínimo de vontade, já que ano após ano, suas receitas vem crescendo, a entidade poderá firmar parceria com as federações da região e investir financeiramente, objetivando dotar as escolas de formação de árbitros do necessário, visando garimpar apitos e bandeiras promissores.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A PEDIDO



Comissão aprova destinação de parte dos direitos de transmissão dos jogos de futebol para treinadores


A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece novas regras para o trabalho dos técnicos de futebol. O texto aprovado é o substitutivo da Comissão do Esporte, com emendas, ao Projeto de Lei 7560/14, do deputado José Rocha (PR-BA).
 

Entre outros assuntos, a proposta altera a Lei Pelé (9.615/98) para modificar o chamado “direito de arena”, referente aos direitos de transmissão dos jogos, uma importante fonte de receita para clubes, atletas e federações.

Atualmente, a Lei Pelé prevê que 5% das receitas oriundas do direito de arena deverão ser distribuídas aos atletas profissionais participantes dos eventos desportivos.

O projeto propõe aumentar em 1,5 pontos percentuais a parcela a distribuir e destinar o montante à Federação Brasileira de Treinadores de Futebol. O relator na comissão, deputado Sandro Alex (PSD-PR), concordou com a medida.

O intuito é a valorização e a profissionalização da categoria, tão necessária em tempos em que o futebol se tornou em espetáculo meticulosamente planejado e extremamente lucrativo”, justificou.

Ele ressaltou que, segundo estimativas publicadas pela imprensa, grandes clubes chegaram a receber pelos direitos relativos aos jogos do Campeonato Brasileiro da Série A cerca R$ 170 milhões, cada um, no último ano.

A proposta restabelece a justiça social, uma vez que os treinadores também contribuem ativamente para os resultados dos times, durante os espetáculos, assim como antes e depois, com entrevistas e outras exposições na mídia. Por isso, é justo incluí-los na distribuição desses recursos”, acrescentou Alex.

Mudanças
 
Entre as emendas aprovadas pela comissão está a redução do período mínimo de contrato de trabalho de treinadores de seis para três meses. “Devido à dinâmica necessária aos campeonatos transmitidos pela televisão, esse prazo mínimo deve ser diminuído”, argumentou o relator.

Outra modificação aprovada altera a Lei do Treinador Profissional de Futebol (8.650/93) para assegurar o exercício da profissão de Treinador Profissional de Futebol àqueles que participem de cursos de formação de treinadores realizados pelos sindicatos da categoria, pela Associação Brasileira de Treinadores de Futebol (ABTF), pela Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF) ou por entidades por elas reconhecidas; e àqueles que possuam certificado emitido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A comissão também aprovou a inclusão de dois representantes dos treinadores – indicados pela FBTF e pela ABTF e, nos estados, pelas respectivas entidades sindicais – no Superior Tribunal de Justiça Desportiva e nos tribunais de Justiça Desportiva.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara Notícias
Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Marcelo Oliveira

PS (1): A FIFA e o (The IFAB) determinam que um jogo de futebol, disputado em qualquer canto deste planeta sobre o ordenamento das REGRAS DE FUTEBOL e demais diretrizes, não pode ser realizado sem a presença da equipe de arbitragem. Que é composta por (um) árbitro e (dois) árbitros assistentes.

PS (2): Quem dá autorização para todas as ações desde o início que adentra o campo de jogo até o final num prelio? A ARBITRAGEM. Portanto, a importância do trio de árbitros para o sucesso não de uma partida, mas de qualquer competição futebolística, passa indubitavelmente pelo crivo dos homens que manejam os apitos e as bandeiras.

PS (3): Quem pleiteou e conseguiu o percentual de 1,5% de direito de arena aos treinadores do futebol brasileiro, foi a FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS TREINADORES DE FUTEBOL. Se fosse associação em hipótese alguma teriam alcançado o objetivo.

Ad argumentandum tantum – Todas as categorias trabalhistas que têm uma FEDERAÇÃO, são reconhecidas juridicamente pela (CLT), a Constituição brasileira e são detentoras de representatividade política. Já as categorias sem FEDERAÇÃO,caso específico dos árbitros de futebol, que teimam em se manter vinculados as associações, são tratados como se fossem “filigrana”. O que significa que, vão continuar “comendo na mão das federações de futebol e da CBF” -, e explorados de forma análoga a escravidão, como acontece nos patrocínios alocados na vestimenta da arbitragem. 

ad argumentandum tantum (2) - Até quando associações e sindicatos de árbitros de futebol, compactuarão com a farsa montada pelas federações de futebol, no que diz respeito as reuniões de três dias, que foram transformadas em pré-temporadas?  Aqui está um dos motivos pelos quais o futebol brasileiro não revelou nenhum árbitro na temporada de 2017, e porque, O ÁRBITRO DE FUTEBOL NO BRASIL é tratado pelos diferentes setores do futebol, como algo sem importância.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SUGESTÕES AO FUTURO PRESIDENTE DA ANAF


Se não houver mudança de rumo quando abril chegar, haverá eleição na Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf). Eleição que até o momento tem apenas um pré-candidato definido, Salmo Valentim (ao centro), que ocupa atualmente o cargo de diretor financeiro da entidade.

Valentim foi árbitro de futebol da Federação Pernambucana, é economista, sindicalista e afirmou à este colunista, que se preparou para a sibilina missão de presidir a instituição que representa a confraria do apito brasileiro.

Dado que dificilmente surgirá outro nome com densidade e apoio político à presidência da Anaf, aproveito a oportunidade para sugerir ao futuro presidente, algumas ideias que se manejadas com desvelo irão propiciar benefícios almejados e merecidos à categoria que irá presidir.

1) Formar uma diretoria com nomes de excelência, que, esteja comprometida com a elaboração de um projeto que insira a arbitragem do futebol brasileiro no seu devido lugar, dada a sua importância na direção de um prelio. 2) Diretoria que deve ter um diretor jurídico com notório conhecimento nas leis trabalhistas, na Constituição do país e demais situações de interesse dos árbitros. 3) Diretoria que deve ter um diretor de Marketing a ser escolhido pelos seus congêneres. 4) Definido o homem do Marketing, este deve buscar junto as empresas de material esportivo e em outros canais, verbas publicitárias exclusivas para a arbitragem. Há mais de duas décadas, os homens que manejam os apitos e as bandeiras, são explorados com propagandas milionárias nos seus uniformes e não recebem um real em troca.

5)Verbas que terão um percentual destinado à Anaf, um percentual para requalificação da arbitragem e um percentual que será rateado entre a categoria. 6) Escolher uma pessoa altamente qualificada para estabelecer liame político e jurídico na Câmara dos Deputados e no Senado Federal em Brasília, objetivando pleitear o direito de arena e de imagem para a classe do apito. Direitos já conquistados por diferentes segmentos da bola, sendo o mais recente, o percentual de 1,5% como direito de arena aos técnicos do futebol brasileiro. 7) Viabilizar em médio e longo prazo, mecanismos para adquirir uma sede para a Anaf. 8) E, por derradeiro, a principal de todas as medidas da futura diretoria: Providenciar em caráter emergencial, a documentação do quinto sindicato, visando preencher os requisitos exigidos para a criação da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL.

PS: Sem a FEDERAÇÃO, o árbitro de futebol no Brasil, vai continuar sendo “manejado” tal qual “gado no curral” - e ocupará ad aerternum, o último lugar na trilhardária locomotiva que comanda o futebol pentacampeão mundial. 

Perguntar não ofende: Até quando as federações de futebol, associações e sindicatos de arbitragem, terão a "PACHORRA" de chamar de pré-temporada, a reunião de três dias, que está sendo realizada aos seus quadros de arbitragens neste janeiro de 2018?  

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Salmo Valentim anuncia candidatura à presidência da ANAF



O ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Pernambuco, Salmo Valentim, anunciou, na noite desta segunda-feira (08), a sua candidatura à presidência da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). O anúncio foi realizado durante reunião de pré-temporada dos árbitros pernambucanos para o Campeonato Pernambucano 2018.

 
Estiveram presentes no evento os membros da Ceaf-PE, Emerson Sobral, Eric Bandeira, Chico Domingos, Barbara Gayo, Neide Zaidan, e o ex-árbitro e atual presidente do Sindicato dos árbitros do Amapá, Carlão, além do jornalista do site Voz do Apito, Pedro Paulo.
    Da esquerda para a direita Salmo Valentim e Marco Antonio Martins dirigentes da Anaf - Crédito: Apito Nacional
 
Salmo contou com o apoio de todos os presentes no encontro, como também com o irrestrito suporte da Federação Pernambucana de Futebol (FPF). A ideia do economista é trazer a sede da ANAF para Pernambuco – ação prevista no estatuto da entidade - e unir a arbitragem brasileira estreitando relações com o intuito de criar força em benefício dos árbitros de todo país.

Nesses últimos seis meses eu vim pensando no que fazer e tomei a decisão de vir aqui e começar por Pernambuco e, hoje, eu lanço a minha candidatura à presidência da ANAF no meu Estado”, disse.

Salmo também falou que já vem trabalhando e pensando em formas para melhorar a arbitragem no Brasil com transparência nas ações executadas e diálogo com as federações, comissões e árbitros. “Eu tive uma conversa com todos os estados brasileiros e dos 27 estados nós já temos 25 consolidados com os presidentes de sindicatos - a grande maioria da arbitragem - e com 19 presidentes de comissão que eu também tenho escutado para poder saber da necessidade de cada um”, informou.

APOIO
Eu não tenho dúvidas que Salmo será um dos melhores presidentes que a ANAF já teve”. Essa frase foi dita por Emerson Sobral, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf-PE), durante o lançamento da candidatura de Salmo Valentim à presidência da ANAF.

Sobral acredita que a decisão do ex-comandante da Ceaf-PE em se lançar presidente à ANAF foi feita na hora certa. “Cada coisa tem seu tempo. Eu acho que esse momento é um momento em que Salmo se encontra no melhor do amadurecimento político e pessoal e vai com certeza poder gerir a arbitragem nacional com outro olhar e de outra forma”, disse.

 
Ele já passou por todos os postos, foi árbitro, presidente de sindicato, presidente de comissão de arbitragem, já foi diretor da ANAF. Ele passou por todos esses ambientes e sempre conduziu com muita competência”, finalizou.
Fonte: Federação Pernambucana de Futebol


Opinião do Apito do Bicudo – Se deseja de fato e de direito a valorização da confraria do apito brasileiro, a primeira notícia alvissareira que o pré-candidato a presidência da Anaf Salmo Valentim, deve noticiar a classe, seria a implantação da sede da Anaf no Rio de Janeiro e/ou Brasília. Porque é nestes locais aonde acontecem e se desenvolverão os fatos de interesse da categoria de preto.


Tornou-se corriqueiro a cada eleição, a sede da Anaf ser removida para o estado de origem do presidente eleito, visando atender os seus interesses profissionais. Com este tipo de comportamento fica difícil não dar razão as mais de duas centenas de apitos e bandeiras da (SENAF), que se negam a contribuir financeiramente com a Anaf. 

ad argumentandum tantum - Até porque, a recente Reforma Trabalhista, acabou com a contribuição sindical obrigatória, o que matou financeiramente os sindicatos de todo o país, com raras exceções. 

PS: Na manhã desta terça-feira (9), Salmo Valentim ligou à este colunista e na conversa que mantivemos, ajustamos uma entrevista ao Blog para a próxima semana.