sábado, 25 de abril de 2015

Chile inaugurará na Copa América nova lei contra violência no futebol

O Congresso chileno aprovou nesta quarta-feira uma nova lei contra a violência que terá punições mais duras para aqueles que transgredirem a norma que será apresentada durante a Copa América, que iniciará em junho.

"O Congresso já despachou o projeto, que nas próximas semanas ficará em condições de ser promulgada como Lei da República e começará sua aplicação durante a Copa América", indicou um comunicado do Estádio Seguro, entidade estatal que tem ao seu cargo o cumprimento da lei.

A nova norma modifica a Lei de Violência nos Estádios, que passará a se chamar " Lei de Direitos e de Deveres para o futebol profissional". Fortalece as penas para os torcedores que transgredirem o regulamento, tanto nos jogos locais como também na Copa América, que se jogará entre 11 de Junho e 4 de Julho.

 A Lei proíbe a entrada aos jogos de futebol por até quatro anos aos torcedores que cometem delitos ou infrações, e acreditará  70.000 dólares em multas aos organizadores dos jogos como as equipes profissionais que não cumprirem com a norma.

Também, incorporam-se sanções por discriminação ou xenofobia, enquanto que os clubes poderão aplicar o direito de admissão contra algum torcedor, o qual será aplicado para o resto das equipes de futebol do torneio local ou às seleções da Copa América.

As punições serão aplicadas não só em partidos de futebol, como também quando ocorra agitação nos treinamentos, traslados das equipes ou celebrações. Por isso, serão dadas maiores atribuições aos governos regionais, podendo ser proibido a realização de qualquer tipo de espetáculo de futebol. Deste modo, a polícia chilena será ‘super vigilante’ quanto ao cumprimento da norma.
 
Em setembro de 2012, Chile teve a sua primeira lei de violência nos estádios para a prevenção e punição de atos de vandalismo em lugares esportivos. Devido ao aumento de distúrbios ocasionados pelos times opostos, principalmente das equipes mais populares: Colo Colo e Universidad do Chile.
Texto: AFP
Edição: conmebol.com

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Aprimorar-se é imperativo



Carlos Alarcón, presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol e o mais longevo membro do Comitê de Árbitros da Fifa, Massimo Busacca, o diretor técnico dos homens de preto da Fifa, Mike Riley, o presidente da Comissão de Arbitragem da Premier League (Inglaterra), Pierluigi Collina, o mandatário da confraria do apito da Uefa, Sérgio Corrêa da Silva, presidente da CA/CBF e Vitor Pereira, o homem que comanda os juízes e bandeiras da Federação Portuguesa de Futebol, pelo andar da carruagem decidiram agir em parceria neste início de 2015.

Observando a Circular nº 017/2015/CA/CBF, notei que as normas e diretrizes ali inseridas independente das (17 Regras de Futebol) - estão sendo aplicadas pelos árbitros nas competições da Conmebol, da Fifa, e, principalmente da Uefa (Liga dos Campeões e Liga da Europa) sem paternalismo. 

Leiam a determinação da Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) às esquadras que estão nas quartas de final da Uefa Champions League: “impeçam seus jogadores de cercarem os árbitros para reclamar durante as partidas das nossas competições”.
O recado foi dado pelo diretor de arbitragem da entidade que rege o futebol europeu, o ex-árbitro Pierluigi Collina. Atlético de Madri, Barcelona, Bayern de Munique, Juventus, Monaco, PSG, Porto e Real Madrid ficarão responsáveis em repassar a nova diretriz aos seus atletas.

A Uefa está cada vez mais preocupada com o gesto que se tornou tendência não só no futebol europeu, como mundial: após um árbitro marcar falta ou mostrar cartão, imediatamente é cercado por um grupo de atletas, que passam a cobrá-lo de maneira forte.

Saindo na frente, a CA/CBF elaborou e distribuiu a indigitada circular aos árbitros e assistentes da (Renaf) Relação Nacional de Árbitros de Futebol/CBF – com as determinações que devem ser colocadas em prática nas competições da CBF, com o objetivo precípuo de desenvolver e aprimorar o futebol brasileiro e, por consequência, a própria arbitragem.

Mas, pelo que observei nos últimos dias, os conservadores que imaginam que ainda estamos na época do telégrafo, do mimeógrafo, do fax, do telefone que para completar a ligação tinha que ligar primeira para uma central telefônica, da máquina de escrever não receberam com simpatia a circular da CA/CBF.

O pessoal do contra não entendeu que a comunicação entre os seres humanos evoluiu estratosfericamente no século XX e está atingindo níveis assustadores neste início de século XXI. Tudo está mudando rapidamente - o rádio, a TV, o celular, a internet, o e-mail e mais recentemente o WatsApp – E, por conseguinte, as pessoas que habitam no planeta terra teem alterado sistematicamente seus hábitos. E, também, o futebol em todas as dimensões.

Diante do motivado, penso que além do conservadorismo, as contestações que estão sendo direcionadas à Circular 017/2015 - de 13 de abril do ano em curso, vêm de setores anacrônicos que sempre obtiveram vantagens com o modus operandi que se pratica no futebol brasileiro e, por conseguinte, desejam manter sob “controle” aquele que interpreta e aplica as Regras de Futebol, o árbitro.

PS: em assim agindo, Sérgio Corrêa da Silva, Nilson Monção, Alício Pena Júnior, Ana Paula de Oliveira, Manoel Serapião e Wilson Seneme, o sexteto que compõe a espinha dorsal da arbitragem brasileira, dá mostras inequívocas do comprometimento com o aprimoramento contínuo e qualitativo das tomadas de decisões do árbitro brasileiro 

Leia no anexo as normas que CA/CBF determinou aos árbitros da (Renaf) que atuarem nos torneios da CBF.  

Anexos





quarta-feira, 22 de abril de 2015

Conmebol parabeniza Comissão de Arbitragem da CBF pelo curso realizado em abril

Créditos: Divulgação

A Comissão de Arbitragem da CBF, através do presidente Sérgio Corrêa, recebeu uma carta da Conmebol, em que a entidade máxima do futebol sul-americano a parabeniza pela organização do curso para árbitros e árbitros assistentes realizado de 6 a 10 de abril em Pinheiral, no Rio de Janeiro.
Na carta, o presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol, Carlos Alarcón Rios, ressalta que o curso foi muito enriquecedor não só para os árbitros e árbitros assistentes mas também para os instrutores e dirigentes da arbitragem sul-americana.
Fonte: CBF

Anexos

  • Conmebol parabeniza Comissão de Arbitragem da CBF pelo curso realizado em abril 
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  • Opinião do Bicudo: O principal responsável pela efetivação do curso em tela - foi o instrutor Conmebol/Fifa e presidente da CA/CBF, Sérgio Corrêa da Silva. Ninguém no futebol brasileiro na última década colocou tamanha inteligência, estratégia, ousadia, e demonstrou tanto comprometimento com  a arbitragem do futebol brasileiro como Sérgio Corrêa. Acoplado ao motivado, ressalto a sua inquestionável liderança junto aos seus congêneres e, por extensão, perante a confraria dos homens de preto do nosso futebol.     


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Arbitragem decadente



A exemplo da primeira partida da Libertadores entre Corinthians x São Paulo, a Conmebol que já havia “esquecido” dos árbitros e assistentes da (FPF) Federação Paulista de Futebol que pertencem ao quadro da Fifa, voltou a “esquecê-los” novamente para o segundo confronto da mesma competição, que acontece na quarta-feira no Morumbi, às 22h. 

O “esquecimento” da Conmebol na verdade atendeu a uma solicitação da equipe do São Paulo, que já no primeiro prélio solicitou arbitragem neutra nos “bastidores”. Explico: árbitro e bandeiras de outro País.

A Conmebol decidiu prestigiar a confraria do apito brasileiro e designou Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG), para o prélio na Arena Itaquera, mas deu “chabu”. Marques Ribeiro equivocadamente deu prosseguimento a uma jogada em que houve falta de um defensor do Corinthians num meia do São Paulo, e na sequência saiu o gol da vitória do time do Parque São Jorge.

A insurreição do time do Morumbi logo após o acontecido contra os homens de preto da (FPF) foi total – Tanto é que na semana que passou, a diretoria do Tricolor deslocou-se até Luque, nos arredores de Assunção (Paraguai) e lá novamente fez severas críticas contra a escalação de árbitros do futebol paulista para a peleja da quarta-feira (22).

Sobrou para Sandro Meira Ricci (Fifa/SC), com a bola, o melhor árbitro do futebol brasileiro e o primeiro no Ranking da Conmebol e da Fifa em se tratando da CBF - dirigir o clássico denominado de Majestoso, que a outrora  arbitragem paulista chegou a ter quatro nomes de expressão ou mais para comandar - e hoje em função da decadência que vivencia no seu quadro de árbitros, não tem nenhum que seja aceito de forma pacífica. 

PS: Sandro Meira Ricci foi convocado pelo Comitê de Arbitragem da Conmebol na última sexta-feira, para participar do seminário de excelência que irá acontecer em Santiago (Chile), no período de 8 a 12 de maio próximo, com vistas a preparação para Copa América, que será efetiva em solo chileno a partir de junho.

PS (2): A decadência que atinge o quadro de árbitros da Federação Paulista de Futebol não é exclusiva. Volto ao tema na próxima coluna onde vou elencar as demais federações de futebol que estão no mesmo caminho e iremos apontar as causa e os efeitos dessa derrocada.

PS (3): Decadência que não "poupou" nem mesmo um dos mais conceituados árbitros da CBF/Conmebol, Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS), que submetido ao teste físico da CBF/FIFA em Porto Alegre (RS), foi reprovado. Com a palavra Luiz Fernando Gomes Moreira, o diretor do departamento de arbitragem da Federação Gaúcha de Futebol. 

Damião não vê influência de árbitro na derrota do Cruzeiro; Marquinhos esbraveja: 'Palhaçada

Heber Roberto não marcou falta de Edcarlos em lance com Damião, para revolta dos cruzeirenses
Leandro Damião estava presente no lance polêmico que originou a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro no clássico deste domingo, pela semifinal do Campeonato Mineiro. O atacante disputava a bola com Edcarlos e foi atingido rosto por um chute, mas o árbitro Heber Roberto Lopes não marcou falta. Na sequência, o Galo conseguiu o gol da virada no Mineirão, marcado por Lucas Pratto, aos 43 minutos do segundo tempo, e eliminou o time celeste. 

O centroavante diz que Edcarlos deveria ser expulso, caso a falta fosse marcada, mas minimiza a influência do árbitro no resultado da partida. "Se o juiz desse a falta, acho que Edcarlos seria expulso, pois ele era o último homem. Mas não dá para falar. Não dá para resumir a partida nesse lance do árbitro. Claro que ele errou, mas nós também. Nós falhamos, e eles marcaram os gols. Saímos na frente, precisávamos só do empate, mas não conseguimos”, comentou.

Já o atacante Marquinhos reclamou da atuação de Heber Roberto Lopes no clássico. O camisa 30 do Cruzeiro protestou contra a não marcação de falta em Leandro Damião e chamou a decisão do árbitro de palhaçada.
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Raio - X da arbitragem



Para o bom árbitro não existem zonas do campo de jogo com maior ou menor importância. Não existe critérios diferenciados para as infrações cometidas pelos atletas dentro da área penal e as perpetradas fora da grande área. Um árbitro top de linha aplica e interpreta corretamente as Regras de Futebol e como guardião das leis do jogo, faz que os jogadores que estão participando desse prélio cumpram as regras. E quem ousar descumprir as suas determinações deve ser punido de acordo com o preceituado na lei.
  
Um bom árbitro exibe equilíbrio, dentro e/ou fora do campo de jogo, usa a inteligência nas tomadas de decisões, demonstra frieza, age com imparcialidade, em determinadas circunstâncias é educado e polido, mas quando necessário é enérgico nas suas decisões para manter a autoridade e demonstrar aos atletas, à imprensa, aos dirigentes e ao público que é ele quem está com o comando da partida.

Um bom árbitro aplica de maneira inteligentemente os quatro pilares exigidos pela Fifa na condução de um grande espetáculo que são: 1)técnico - (interpretação e aplicação das Regras de Futebol em consonância com o preceituado pela Fifa). 2) Tático - posicionamento no campo com a bola em jogo e fora de jogo. Abandona a diagonal quando necessário e se posiciona o mais próximo possível dos lances de maior envergadura e, posteriormente, retorna à base, ou seja à diagonal. 3) Físico – Desloca-se em baixa, média e em alta velocidade do início ao final da partida sem desleixar um segundo. 4) psicológico. Expõe equilíbrio nas tomadas de decisões e, sobretudo, nos momentos de grande tensão (quando pressionado por atletas, membros da área técnica) etc... durante a partida.

PS: Edivaldo Elias da Silva (foto), o árbitro da segunda partida pela semifinal do Campeonato Paranaense, Coritiba 3 x 0 Londrina, no domingo que passou, apresentou e desenvolveu com eficiência as características e qualidades acima nominadas. Excelente arbitragem.