segunda-feira, 23 de abril de 2018

SEM COMBATER AS CAUSAS, ARBITRAGEM NÃO MUDARÁ


A exemplo da primeira rodada do Campeonato Brasileiro da CBF, a segunda também, teve problemas com erros de arbitragem. Na rodada inicial os apitos contribuíram decisivamente para mudar os resultados de duas partidas. Nos jogos do final de semana que passou, a contribuição para mudar o resultado de Palmeiras/SP x Inter/RS, veio através do assistente Silbert Sisquim (CBF/RJ). Sisquim, levantou a bandeira acusando posição irregular do atacante Leandro Damião, que não aconteceu e impediu o gol de empate do Colorado dos Pampas. 
Pouco mais de 24 hrs se passaram e falar o que diz a Regra 11 – Impedimento, e qual deveria ser o comportamento do bandeira em tela a respeito do lance é uma insensatez. Todos já mostraram e falaram.
O “X” da questão é saber o porquê neste 2018, a CA/CBF e a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol – Enaf, não ministraram treinamento prático no campo de jogo aos assistentes a respeito da REGRA 11 – IMPEDIMENTO. 

Três estados onde consultei a arbitragem da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), fui informado que, a CA/CBF e a Enaf, quando estiveram por lá, realizaram aula de vídeo, teste teórico e teste físico. Mas, não teve teste prático nem aos bandeirinhas e aos apitos.
Aqui começam as causas dos erros, que vêm sendo perpetrados pelos homens que manejam os apitos e as bandeiras na principal competição da CBF. Estamos falando dos assistentes. Se não teve praticidade aos assistentes da CBF, naquela que é considerada a mais sibilina regra do futebol, é óbvio que, os árbitros também estão na mesma toada.
    Crédito: FIFA
Excesso de teoria nos cursos, analista de campo não se sabe o que é feito dos relatórios dos mesmos, Radar, falta de intercâmbio com instrutores internacionais de outras culturas, sobretudo a europeia, ausência de prática no campo de jogo à arbitragem da (Senaf),(treinamento com categorias de base), criando e/ou provocando as inúmeras situações, que podem acontecer no transcurso de um prélio, a falta de ousadia, a politicagem, o continuísmo e a presença de pessoas sem a devida capacitação na CA/CBF, a ausência de liderança na categoria dos homens de preto, e daqueles que estão comandando a arbitragem brasileira há algumas décadas, estão conduzindo a confraria do apito brasileiro a uma curva declinante ano após ano.
O caminho para mudar o quadro de pobreza técnica e descrédito que aumenta ano após ano, em relação ao quadro nacional de arbitragem da CBF, passa de maneira imperativa pela renovação da comissão de arbitragem, da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, que deve ser composta por pessoas com um novo modelo de gestão, com criatividade, projetos de curto, médio e longo prazo, sem vícios e de uma nova Seleção Nacional de Árbitros. Porque não se fazem mudanças com o continuísmo, politicagem e critérios que nem sempre atendem a meritocracia.

PS: Enquanto a CBF contestava o protocolo do (The IFAB), e anunciava que estava buscando parceiros no mercado que nunca apareceram para a implementação do Árbitro de Vídeo (AV) no futebol brasileiro, as principais potências do futebol mundial realizaram oitocentos testes com o (AV). Nesta segunda (23), sob a regência do árbitro da final da Copa do Mundo de 2014, Nicola Rizzoli (foto), a Federação Italiana de Futebol, reuniu árbitros, imprensa, atletas, dirigentes e exibiu relatório dos testes realizados e reafirmou, a importância da indigitada tecnologia no auxílio a arbitragem para dirimir lances polêmicos. 

ad argumentandum tantum - Após ler a entrevista do ex-árbitro e comentarista da Rede Globo, Arnaldo Cezar Coelho, no APITO NACIONAL, não tenho mais dúvidas de que a arbitragem que atua no Brasileirão da CBF, alcançou o fundo do poço. Resta saber quem vai tirá-la de lá.



sexta-feira, 20 de abril de 2018

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

        Crédito: FIFA

A recente eleição para a presidência da CBF abre pouquíssimas perspectivas de mudanças na melhora do futebol brasileiro. Se analisado o conjunto da próxima diretoria, é nítido que foi feito uma acomodação para amainar qualquer processo de oposição ao presidente eleito, Rogério Caboclo.

No que concerne a arbitragem brasileira é imperativo que, o futuro presidente promova modificações em todas as áreas.

Porque é clarividente o desgaste das pessoas que estão a frente do comando do apito da CBF, há mais de uma década. Tem gente que está lá,  desde os tempos de Ivens Mendes.  Desgaste que tem como epicentro o modelo de gestão adotado pela CA/CBF, e demais departamentos.

Desgaste que propiciou e vem propiciando ano após ano, a ausência total de credibilidade das tomadas de decisões da arbitragem brasileira na interpretação e aplicação das regras.

E a prova cabal é o total desrespeito impingido pelos cartolas, clubes, a imprensa (nos comentários) e os torcedores à confraria do apito das federações de futebol e da (Senaf/CBF). Ninguém respeita o árbitro, os assistentes, os assistentes adicionais e o quarto árbitro.

As cenas de indisciplina deploráveis dos atletas, cartolas e técnicos contra as decisões dos homens de preto no Campeonato Brasileiro do ano que passou, e, muitas delas repetidas nos campeonatos regionais, na Copa do Brasil e no início do campeonato brasileiro de 2018, atestam de maneira irretocável que algo precisa ser feito no campo da nossa arbitragem.

PS: Tomei conhecimento e li posteriormente, que, a direção da Anaf marcou presença na recém-eleição da CBF. A Anaf tem o dever ético, legal e moral de se posicionar em relação ao continuísmo que grassa no setor de arbitragem da CBF, e em defesa da categoria que representa.

PS (2): Caso não se manifeste, a Anaf irá contribuir substancialmente para o “continuísmo”, e, o empobrecimento qualitativo da nossa arbitragem, e, por conseguinte, prestará “RELEVANTE DESSERVIÇO”, àquele importante setor do futebol detentor de cinco Copas do Mundo.


PS (3): Apesar do continuísmo e do ingente fracasso da atual gestão do comando da arbitragem da CBF, o árbitro Wagner Nascimento Magalhães (RJ) e seus assistentes, são dignos de reconhecimento pela postura profissional exibida, no prelio São Paulo/SP 2 x 2 Atlético/PR, pela Copa do Brasil na quinta (19).


quarta-feira, 18 de abril de 2018

COVERCIANO A PENÚLTIMA ETAPA

Sandro Meira Ricci revendo lance no monitor em jogo que teve o (AV) - Crédito: FIFA


Parte do contingente dos (36) árbitros e dos (63) assistentes pré-selecionados para o Mundial da Rússia, que inicia na segunda quinzena de junho, estão reunidos desde a segunda (16), nos arredores de Florença (Itália) - mais especificamente em Coverciano, onde serão realizados os últimos ajustes, antes da bola rolar no território do czar, Vladmir Putin.

Seminário que está sendo comandado pelo presidente do Comitê de Árbitros da FIFA, e o diretor do departamento de arbitragem da entidade internacional, Massimo Busacca.

A arbitragem que vai laborar na Copa, foi divida em dois grupos. O primeiro, é composto por integrantes da UEFA e da CAF (África). O segundo, será formado pelos apitos e bandeiras da AFC (Ásia), CONCACAF (América do Norte e Central), CONMEBOL (América do Sul) e OFC (Oceania).

Na tarde desta quarta (18), a imprensa teve acesso ao campo do Centro Técnico de Coverciano, e acompanhou parte do treinamento realizado pelos homens de preto no campo de jogo. Inclusive, a dinãmica de funcionamento do Àrbitro de Vídeo (AV).
O treinamento do (AV) foi dirigido pelo ex-árbitro da Fifa/Itália, Roberto Rosseti, que é o responsável pelo setor do (AV) aos árbitros internacionais da entidade que controla o futebol no planeta.

Assim que o último grupo terminar a preparação em Coverciano, Collina e Busacca irão anunciar a lista completa da arbitragem que irá atuar na Copa da Rússia.

Roberto Rosseti de agasalho preto em pé, observado o treinamento da arbitragem da Copa em treinamento sobre o (AV) - Crédito: Federação Italiana de Futebol

Perguntar não ofende: Quais foram os motivos que impediram a CBF de convidar Roberto Rosseti, para ministrar um curso a respeito do funcionamento do Árbitro de Vídeo, aos instrutores de arbitragem da instituição, e aos membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf)?

Perguntar não ofende (2): Faltou humildade, inteligência aos homens que comandam a arbitragem brasileira ou eles pensam que sabem tudo sobre o (AV)? Qualquer que seja o motivo, a arbitragem brasileira perdeu a oportunidade de convidar um expertise no tema em tela, e se qualificar para manusear com capacitação, uma tecnologia que veio para tornar as decisões do árbitro mais justas

segunda-feira, 16 de abril de 2018

'TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES"

Crédito: MHDB 
 
O comando da arbitragem da CBF vinha sendo questionado pelos cartolas do futebol brasileiro há muitos anos, por diferentes motivos. Dentre os quais, o continuísmo e a metodologia de treinamento que era repassada à arbitragem.

Desde a saída de Ivens Mendes, aquele setor sofreu pequenas mudanças. Tem gente que está lá desde os tempos de Mendes. Ou seja, as transformações foram tênues diante das exigências que eram necessárias, no que concerne as pessoas.

Em setembro de 2016, após um processo desgastante, Sérgio Corrêa deixou a direção da CA/CBF. Ato contínuo, Marcos Marinho foi designado para gerir a área do apito. 

Marinho é uma pessoa bem-intencionada, teórico e estudioso das Regras de Futebol - porém, ele não possui a formação de árbitro e nunca vivenciou na prática sequer, uma partida de futebol de pelada de menino de conjunto habitacional. Arbitro é 30% de teoria - o restante é praticidade no campo de jogo.

Com a saída de Corrêa era imperativo uma oxigenação, que passava pela constituição de uma nova comissão com novas ideias, novos projetos de formação, cursos de capacitação continuada e uma reformulação irrestrita no quadro da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf).

Reformulação que deveria ter como base inalienável, a meritocracia. E, por consequência, na formatação de uma nova Escola Nacional de Arbitragem de Futebol – Enaf.

Infelizmente não foi o que aconteceu. Marinho foi a única novidade, pois o continuísmo e o cardápio por ele repassado aos homens da (Senaf), teve conteúdo de 100% do seu antecessor.

O resultado é que, desde setembro de 2016, apesar de manter uma estrutura gigantesca e cara economicamente, composta pela Comissão de Árbitros, Escola Nacional de Arbitragem – Enaf, Departamento de Arbitragem, Radar, analistas de campo e alguns cursos à confraria do apito, os resultados negativos perpetrados pela arbitragem no campo de jogo, atingiram uma escalada que não para de crescer.

Dai que afastar os árbitros Wagner Reway (foto/MT) e seus congêneres, que, atuaram no jogo Vitória/BA x Flamengo/RJ e André de Freitas Castro no Vasco/RJ x Atlético/MG, e submetê-los a requalificação é uma medida paliativa da CBF.

Mas, se a CBF deseja uma vicissitude de excelência no modus operandi do árbitro do futebol brasileiro, deve realizar uma profilaxia em todos os setores da arbitragem, inclusive na sua Comissão  de Árbitros. Pois do contrário, tudo vai continuar como está.

ad argumentandum tantum - Você entraria num avião se o piloto não tem a especificação técnica exigida para comandar a aeronave? Ou sentaria numa cadeira de um consultório odontológico para extrair um dente, se a pessoa não fosse detentora da formação técnico profissional para tal função? Ou ainda, aceitaria ser submetido a procedimento cirúrgico neurológico, por um clínico geral se este não tem a especialização exigida para a aludida cirurgia? É por isso que somos contrários a presença de Marcos Marinho a frente de uma função tão sibilina, como é a direção da CA/CBF.

ad argumentandum tantum (2) - Em que pese o descrédito dos homens que manejam os apitos e as bandeiras, Rodolpho Toski Marques e Rodrigo D'Alonso tiveram atuações dignas de reconhecimento na primeira rodada da Série (A) do Brasileirão. 

ad argumentandum tantum (3) – Não basta ser ex-árbitro para comandar a CA/CBF. Tem que ter liderança e ser um excelente gestor. Quem se habilita?

sexta-feira, 13 de abril de 2018

ARBITRAGEM VAI SE “ACADELAR” NO BRASILEIRÃO?




Quem viu as duas partidas decisivas dos campeonatos Mineiro e Paulista, do final de semana que passou, e os demais campeonatos regionais das federações de futebol pelo país afora, assistiu a uma série de “aulas de cátedra”, ministrada pelos atletas, cartolas e treinadores do futebol brasileiro, de como infringir as Regras de Futebol sem ser punido.

Querem ver: 1) Atletas exibiram excelência na indisciplina, praticando reiteradamente o antijogo. 2) Interromperam os jogos a todo momento, simulando faltas que não aconteceram. 3) obstruiram as cobranças das infrações, posicionando-se a menos de 9,15 metros da bola. 4) Usaram e abusaram da conduta violenta. 5) agarraram os adversários dentro da área penal e nada aconteceu. 6) Desrespeitaram com gestos e/ou palavras, as decisões do árbitro e/ou assistentes. 7) Colocaram na “roda” a todo o momento, o árbitro, os assistentes e quando necessário, o quarto árbitro. 8) Jogadores, técnicos e cartolas apontaram inúmeras vezes, o dedo em riste na “cara” de todos os integrantes da arbitragem. Aliás, este tipo de comportamento foi linear em praticamente todos os campeonatos regionais.

Os treinadores na área técnica, “deitaram e rolaram” em cima da arbitragem - sobretudo, diante dos quarto árbitros, que mais pareciam uns bobões inertes.

Isto posto, o Campeonato Brasileiro começa hoje a noite (Séria B e amanhã a Série (A). A maioria esmagadora dos atletas, cartolas e técnicos que “deitaram e rolaram” em cima da arbitragem nos campeonatos regionais, estarão em ação a partir desta sexta (13).

PS: O diretor da Escola Nacional de Arbitragem – Enaf/CBF, Nilson Monção - nas palestras que realizou aos membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol, solicitou a todos que falem a mesma língua na interpretação e aplicação das Regras de Futebol. Resta aguardar a bola rolar rente a relva, e observar o desfecho dos acontecimentos.

ad argumentandum tantum – A paralisação de sete minutos e trinta e sete segundos, na partida Palmeiras/SP x Corinthians/SP, do último domingo, em que o árbitro Marcelo Aparecido de Souza (SP), assinalou penal inexistente em desfavor da equipe mosqueteira, ultrapassou as fronteiras do Brasil.

Ad argumentandum tantum (2) – Na verdade, faltou [autoridade] ao árbitro em tela para tomar a decisão correta e cumprir a regra. Autoridade que vem sendo colocada em "cheque", inclusive nas competições da CBF. E, por extensão, expôs a decadência da outrora melhor arbitragem do futebol brasileiro.

Simon: apitar o Brasileirão não é para os fracos

       Simon e o maior atleta de futebol de todos os tempos, PELÉ -    Crédito: MHDB

Competição mais importante do cenário nacional começa neste fim de semana, e os homens do apito terão muito trabalho após algumas polêmicas que ocorreram nos Campeonatos Estaduais.

No seu articulado, o maior árbitro do futebol brasileiro de todos os tempos, Carlos Eugênio Simon, traça um perfil dos acontecimentos negativos protagonizados pelos homens de preto nos Estaduais. E também ressalta a importância da arbitragem de excelência no Campeonato Brasileiro desta temporada.

E, por derradeiro, suas críticas corroboram nossos comentários, sobre o desempenho pífio dos apitos e bandeiras nos aludidos Estaduais. Lei a seguir, a opinião do único árbitro do futebol brasileiro a participar de três Mundiais consecutivos.

Inicia no próximo final de semana, dias 14 e 15 de abril, a competição de elite do nosso futebol: o Campeonato Brasileiro da Série A. A partir daí, estarão atuando em campo o que de o país possui de melhor em termos de atletas, árbitros, técnicos e demais profissionais envolvidos.

Quando falamos de arbitragem, se tomarmos como parâmetro os campeonatos estaduais, os árbitros e assistentes não terão vida fácil pela frente. Nestas competições voltaram a se repetir com indesejável frequência tentativas de pressão e condicionamento, com jogadores exaltados, cercando, discutindo e colocando o dedo na cara de árbitros e assistentes.

Também assistimos uma irritante catimba e a igualmente desonesta simulação de faltas, tentativas de ludibriar a arbitragem, que alguns saúdam como positivamente como símbolos da 'esperteza' do jogador brasileiro. Trapaça que pode ser traduzida na eticamente condenável "lei de Gerson: tem que levar vantagem em tudo, certo?

Exemplo ilustrativo de desequilíbrio foi a final do Campeonato Paulista, no último domingo (8 de abril), quando da anulação de um pênalti contra o Corinthians e a favor do Palmeiras gerou tumulto, que fez com que o jogo ficasse paralisado por oito minutos com os jogadores dos dois clubes cercando o árbitro Marcelo Aparecido de Souza e reclamando em tom inflamado.

Para efeito de comparação, observe-se o comportamento dos jogadores da Juventus, na última quarta-feira (11), nas quartas de final da Liga dos Campeões, quando na marcação de um pênalti para o Real Madrid, isso no último minuto de jogo.

A indignação dos atletas da Velha Senhora (em italiano Vecchia Signora, como também é conhecida a Juve) em nada se compara com o cerco à arbitragem promovido pelos jogadores na final do Campeonato Paulista.

O goleiro Buffon foi o mais irritado e recebeu cartão vermelho de imediato, por reclamação. Apitar jogos do Campeonato Brasileiro não é tarefa para os fracos. Além de profissionalismo, é necessário ter, como escreveu o maravilhoso compositor/cantor gaúcho, Lupicínio Rodrigues: "é preciso ter nervos de aço".

Boa sorte às mulheres e homens do apito e das bandeiras nesta jornada que se inicia no próximo semana e só acaba no último mês de 2018.


Fonte: Fox Sports  






quarta-feira, 11 de abril de 2018

RESPOSTA

    A esquerda, Wagner Reway, quando participou de seminário na UEFA em 2015 – Crédito: UEFA

Alguns maganos que estão há anos dirigindo a arbitragem brasileira, e contribuíram para que este setor atingisse o estado de pauperidade qualitativa que atingiu, não gostaram da expressão que utilizamos na coluna da terça (10/4).

Naquela ocasião, afirmamos que: “Embora estejamos no século 21, as federações de futebol e suas comissões de arbitragem e as escolas de formação de árbitros, e um contingente expressivo de apitos e bandeiras, ainda pensam e agem como se estivessem no século 19”. Ou melhor: Como subdesenvolvidos.

Vamos a alguns exemplos que comprovam nossa assertiva. Nos seminários que realiza ao quadro de árbitros na sua totalidade, a UEFA e os cinquenta e dois filiados da entidade, há mais de uma década utilizam a ciência e a tecnologia - sobretudo, na capacitação de árbitros e assistentes

Além disso, a carga horária da preparação física do árbitro da UEFA, é  considerada descomunal. E a prática no campo de jogo, ocupa mais de 70% do tempo dos seminários.

Maiores informações a respeito do noticiado acima, basta consultar o Centro de Excelência da Arbitragem da UEFA (CORE), em Nyon (Suíça) - ou então perguntar ao árbitro Wagner Reway (FIFA/MT), que participou de um seminário no (CORE) em 2015.
   Crédito: UEFA

Os analistas de arbitragem de campo da UEFA, são ex-árbitros selecionados minuciosamente, e têm que ter notório conhecimento das Regras de Futebol.  Além disso, sindicalista e quem nunca apitou uma partida de futebol não exerce a função de analista e/ou de vídeo.

A maioria dos dirigentes da arbitragem europeia, a exemplo dos apitos e bandeiras, já receberam treinamento e participaram na prática do manuseio do árbitro de Vídeo (AV). Esclareço que nem todos os filiados da UEFA, estão usando o (AV) nas suas competições.

A Bundesliga (Alemanha), disponibilizou um centro de treinamento para dirigentes de arbitragem e árbitros se exercitarem com o (AV), durante toda a semana. Os árbitros de Portugal treinam fisicamente e manejam o Árbitro de Vídeo, três vezes por semana. Na MLS (EUA) e na KNVB (Holanda), o fato se repete.

O que propiciou que as ligas europeias e a MLS,  fossem responsáveis por 79% de todos os testes do (Árbitro de Vídeo, desde que o (The IFAB) autorizou o aludido experimento, em 2016.

Tanto é verdade que, no derradeiro seminário que a FIFA irá realizar aos árbitros selecionados para a Copa da Rússia, neste mês de abril, na cidade de Coverciano na (Itália), no que tange ao (AV), os principais lances a serem exibidos serão do futebol europeu e da MLS (EUA).

Não lembro de ter ouvido, lido ou visto que a CBF e suas filiadas, as (27) federações de futebol em algum momento nos últimos dois anos, realizaram algum procedimento similar para a arbitragem brasileira, conforme exposto neste articulado. 

PS: A CA/CBF e o departamento de arbitragem da entidade, quando se fala do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), tem por hábito, "rotar grosso". Só que na pesquisa que fizemos com um contingente de apitos e bandeiras, que compõe a Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), constatamos que, após dois anos da autorização pelo (The IFAB) do aludido experimento, pouco mais de 20%% dos mais dos quinhentos componentes da (SENAF), receberam treinamento na prática, uma única vez sobre a dinâmica de funcionamento do (AV). Os demais, segundo informações, não receberam treinamento. 

ad argumentandum tantum - Está ou não está atrasada a arbitragem brasileira no que concerne o (AV)? Se houver alguma dúvida, o espaço para comentários e/ou contestações no Blog está aberto.

terça-feira, 10 de abril de 2018

OBSERVAÇÕES

     A cada temporada, a arbitragem brasileira sente a ausência de árbitros com as qualidades de excelência de Carlos Eugênio Simon - Crédito: Fox Sports


O pênalti inexistente assinalado pelo árbitro Marcelo Aparecido de Souza (SP), contra o Corinthians, no confronto com o Palmeiras, na partida decisiva do campeonato paulista do último domingo, gerou discussões acaloradas e continua gerando sem que se busque identificar os motivos, que provocaram os acontecimentos que atrapalharam o desfecho daquela decisão.

O que precisa ser discutido são os fatos acontecidos, suas consequências e o que deveria ter feito o quarteto de arbitragem para evitar tamanho desgaste. 1) Ficou visível quando da marcação do pênalti, que o quarteto de preto de Palmeiras/SP x Corinthians/SP, ou não elaborou um plano de ação para ser aplicado naquele jogo, ou então esqueceu de colocá-lo em prática no momento do lance fatal.

2) A desculpa “esfarrapada” de que, o barulho da torcida atrapalhou a comunicação via rádio entre o árbitro e o quarto árbitro, Adriano de Assis Miranda é vergonhosa.

3) Bastava Marcelo Aparecido dirigir-se ao local onde estava Assis Miranda, posicionado há mais ou menos cinquenta metros de distância, quando do ocorrido - e ouvir sua opinião a respeito da infração que não existiu – e, ato contínuo, tomar a decisão correta. Ou seja, assinalar tiro de canto a favor do clube esmeraldino.

4) Dada a incerteza da marcação do penal, por que Marcelo Aparecido não foi imediatamente ao encontro do quarto árbitro para equacionar o imbróglio?

5) Por que o nominado árbitro realizou vários deslocamentos durante alguns minutos no campo de jogo, em sentido oposto do quarto árbitro, ao invés de ir ouvi-lo sobre lance em tela?

6) A partir do momento que teve a certeza de que o pênalti não existiu, porque Marcelo Aparecido que foi empurrado, seguro pelo braço e havia levado de dedo em riste no rosto de vários atletas do Palmeiras e Corinthians, não puniu os atletas infratores?

O resumo dos acontecimentos da decisão do domingo que passou, no campeonato paulista é: Embora estejamos no século 21, as federações de futebol, e suas comissões de arbitragem e as escolas de formação de árbitros, e um contingente expressivo de apitos e bandeiras, ainda pensam e agem como se estivessem no século 19. Ou melhor: Como subdesenvolvidos.

ad argumentandum tantum - Ganha um "picolé" quem souber o paradeiro daquele que foi ALÇADO como o deputado do apito - deputado que prometeu defender os interesses da confraria do apito na Câmara Federal, mas até hoje nada de substancioso fez pela categoria. Será que ele tomou [doriu e depois sumiu?] 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

ARBITRAGEM “ACUADA

    A cada final de ano, fica restrita a qualidade de apitos com as qualidades de Heber Roberto Lopes no futebol brasileiro -  Crédito: CONMEBOL


Se há um legado negativo que a arbitragem que laborou no Campeonato Brasileiro de 2017, deixou para seus congêneres e foi absorvida na essência na temporada 2018, nos campeonatos regionais das federações de futebol, foram a omissão e conivência com o antijogo, a prática da conduta violenta e as duas infrações que se transformaram em PANDEMIA durante os jogos, nos intervalos e no seu final, que é a de discordar das decisões da arbitragem com palavras e/ou gestos e concomitantemente colocar o árbitro na RODA.

As cenas sem retoque, foram exibidas semanalmente em praticamente todos os campeonatos regionais. Nenhum árbitro dos jogos que vi, escapou de levar de dedo na “cara” e de ser rodeado por vários atletas. Houve casos em que técnicos e dirigentes, também participaram da orgia” de desrespeito à arbitragem.

As últimas imagens desrespeitosas exibidas que presenciei, comprovando a omissão e conivência dos apitadores com as infrações acima nominadas, aconteceram nos dois confrontos entre Palmeiras/SP x Corinthians/SP e Cruzeiro/MG x Atlético/MG.
Observando a indisciplina reiterada, sobretudo dos atletas, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento sobre as regras, sabe que a categoria do apito está acuada e sem respaldo de ninguém- para exercer sua missão precípua de guardião das REGRAS DE FUTEBOL. Resumo da ópera: Árbitro que cumprir as regras, no outrora melhor futebol do mundo, não apita mais!” É uma lástima!

A imagem que foi mostrada ontem a noite e está sendo exibida do futebol brasileiro, em todos os programas esportivos do planeta - são os oito minutos e trinta e sete segundos de paralisação, no choque Palmeiras/SP x Corinthians/SP, na decisão do campeonato paulista do domingo que passou -naquela ocasião, o árbitro Marcelo Aparecido, assinalou pênalti contra a equipe do Parque S. Jorge, que não aconteceu.

Nas inúmeras imagens exibidas, o árbitro em tela, aparece cercado, empurrado por vários atletas e levando de dedo em riste na “cara”.  Deveria de acordo com a regra, advertir verbalmente e/ou mostrar cartão amarelo e se necessário aplicar o cartão vermelho. Nada aconteceu.  QUE VEXAME!

ad argumentandum tantum – No próximo final de semana inicia o principal torneio da CBF, o Campeonato Brasileiro. Com pequenas exceções, atletas, técnicos, cartolas e a arbitragem serão os mesmos que, estiveram frente a frente nos regionais. Dá pra sentir que o cenário dificilmente irá mudar.

ad argumentandum tantum (2) - O que relatamos aqui neste espaço, retrata com precisão que a formação e capacitação do árbitro do futebol brasileiro, está em descompasso com a realidade exigida da arbitragem do século 21.

ad argumentandum tantum (3) - Quando teve a oportunidade de ser protagonista no experimento do Árbitro de Vídeo (AV), o futebol brasileiro contestou o protocolo do (The IFAB) – inclusive realizou dois testes com desempenho medíocre. Após a aprovação do (AV) na Copa da Rússia, a CBF em parceria com duas federações de futebol, fez dois testes que não resultaram em nada. Tanto é verdade que, não saiu um ponto dos testes nos principais sites de repercussão internacional.   

sexta-feira, 6 de abril de 2018

A COPA DA TECNOLOGIA

    Crédito: Getty imagem


Quando a bola rolar no prélio de abertura da Copa do Mundo da Rússia, no dia 14 de junho do ano em curso, entre, Rússia x Arábia Saudita, no estádio Estadio Luzhnikí, a tecnologia exibirá  o que nunca se viu no futebol desde os primórdios


Na arbitragem, teremos o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV) - tecnologia considerada revolucionária pela FIFA,  no auxílio aos homens do apito a dirimir os denominados lances polêmicos.


O (AV) a princípio, deverá ser acionado quando ocorrer as quatro situações abaixo. Ou ainda em novos lances que foram ajustados pelo (The IFAB), e serão definidos no seminário à arbitragem selecionada para o Mundial, que será realizado neste mês de abril, na cidade de Coverciano (Itália), conforme estabelecido no Protocolo do (The IFAB).


1) Gols: O (AV) auxilia o árbitro a determinar se houve alguma infração ou irregularidade no gol. Como o jogo já estará parado, não há impacto no jogo.

2) Pênaltis: A função do (AV) é garantir que não houve nenhum erro claro na atribuição (ou não atribuição) do pênalti.

3) Cartões vermelhos: O (AV) irá se certificar que não houve erro claro na expulsão (ou não expulsão) do jogador.

4) Identidade errada: Caso o árbitro dê cartão amarelo ou expulse o jogador erroneamente ou tem dúvidas sobre o jogador a ser punido. O (AV), assim, irá informar o jogador correto a ser punido, se é o caso.


O Árbitro de Vídeo antes de ter sua implementação aprovada na Copa do Mundo, foi testado em mais de oitocentos jogos, em vinte competições diferentes.

Realizaram os testes do (AV) e continuam testando as seguintes instituições: Bundesliga (Alemanha), Federação Francesa de Futebol, KNVB (Holanda), Federação Italiana de Futebol, Federação Portuguesa de Futebol, MLS (EUA), a FIFA em dois amistosos, e nos Mundiais de Clubes em 2016/2017, no Mundial Sub-20 da Coréia do Sul e na Copa das Confederações da Rússia em junho de 2017.

Ressalte-se que o contingente selecionado para o Mundial, apitos, bandeiras, quarto árbitros e aqueles que irão desempenhar as funções de ÁRBITRO ASSISTENTE DE VÍDEO, receberam treinamento uniforme nos quatro seminários realizados pelo Comitê de Árbitros da FIFA.

PS: Mas a tecnologia não ficará restrita ao (AV) na Copa da Rússia, no que concerne ao campo de jogo e suas circunvizinhanças. Estima-se que, observando o deslocamento da arbitragem, dos atletas, dos membros da área técnica e das pouquíssimas pessoas que terão o privilégio de circundar nas vizinhanças do gramado, haverá entre (36 a 40 câmeras e microcâmeras).

PS (2): Não citamos o futebol brasileiro sobre o (AV) porque, a CBF além de contestar em algumas ocasiões o Protocolo do (The IFAB), realizou dois testes cujos resultados foram um rotundo fracasso. E, por derradeiro, na reunião do “Conselho Técnico” da principal competição da entidade, o Campeonato Brasileiro desta temporada, os clubes de maneira “inteligente”, “rechaçaram”  a tecnologia do (AV).

ad argumentandum tantum - Na mesma toada das suas congêneres, a Federação Paranaense de Futebol, vem realizando anualmente há mais de uma década, cursos de formação de árbitros. O nó da questão é que a entidade não conseguiu revelar um único apito promissor para a FIFA, desde então. O último apito revelado pelo futebol parananese com densidade nacional, foi Rodolpho Toski Marques, em 2006, por Nelson Orlando Lehmhkul.