sexta-feira, 19 de outubro de 2018

ARBITRAGEM: A VERDADE INEXORÁVEL


Os acontecimentos envolvendo a dinâmica de funcionamento e interpretação do Árbitro Assistente de Vídeo - Var na sigla em inglês, e algumas decisões equivocadas do árbitro Wagner Nascimento Magalhães, na partida final da Copa do Brasil, na quarta-feira que passou,  provocaram diferentes reações e comentários das pessoas que gravitam no futebol brasileiro.

No que tange a confraria do apito, as justificativas para "amainar" os erros de Wagner Magalhães, foi a "eterna e surrada" desculpa de que o árbitro erra e/ou se equivoca porque não é PROFISSIONAL - como são os demais segmentos do futebol.

O que significa que, o árbitro não tem tempo para estudar as Regras de Futebol, se preparar fisicamente, psicologicamente e dedicar-se exclusivamente ao labor do apito como os atletas que se dedicam em tempo integral aos seus clubes.  E, por conseguinte, os homens de preto recebem pecúnia inadequada pelo trabalho que exercem.

Além do exposto acima, apitos e bandeiras reclamam que não recebem o direito de arena, o direito de imagem e nenhum percentual das três logomarcas, que a CBF explora na sua vestimenta. Logomarcas que rendem milhões de reais anualmente a CBF.    

Não é verdade. O árbitro do futebol brasileiro está inabilitado juridicamente e sem representatividade política para reivindicar a REGULAMENTAÇÃO da sua atividade, o direito de arena, o direito de imagem, a participação de um percentual palatável nas logomarcas alocadas no seu uniforme, melhores taxas e diárias e de condições para apresentar um trabalho a altura do futebol que se pratica no século 21, por culpa exclusiva dos próprios árbitros - e das entidades de classe que os representam. 

A arbitragem ficou inabilitada porque, ao invés de criar uma FEDERAÇÃO como fizeram os atletas e os técnicos de futebol, mantiveram as associações de árbitros que são consideradas entidades de recreação e lazer. Ou seja, não possuem legitimidade jurídica e capilaridade política para pleitear as reivindicações que os homens de preto necessitam.

Ou busca-se a CARTA SINDICAL para novos sindicatos (atualmente são quatro, CE, PR, SP e RIO G. do Sul), visando a criação da Federação dos Árbitros de Futebol, ou então tudo vai continuar como está. A lei é clarividente: São necessários CINCO SINDICATOS PARA SE FUNDAR A FEDERAÇÃO. 
   

Na questão da REGULAMENTAÇÃO da sua atividade junto ao Congresso Nacional, nunca ouvi ou li nos últimos cinco anos, uma única movimentação da categoria ou das associações e dos quatros sindicatos nesse sentido. 

Não há outro caminho - cria-se a FEDERAÇÃO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL, e ruma-se para Brasília - porque é lá que os temas REGULAMENTAÇÃO DA ATIVIDADE DO ÁRBITRO, direito de arena e o direito de imagem, tem que ser discutido e trabalhado juridicamente e politicamente para ser aprovado.   

Já o percentual das propagandas exploradas pela CBF nas camisas dos árbitros, que atuam nas suas competições, e já tem decisão da Justiça em primeira instância favorável para a arbitragem, é imperativo acompanhar passo a passo cada movimentação nos próximos meses.

É esse o legado que a futura diretoria da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), que tomará posse nos primeiros dias de novembro, irá receber. Sem deixar de nominar que, dos seiscentos membros da Seleção Nacional de Árbitros (Senaf), mais de quinhentos estão inadimplentes com a entidade.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: A quem interessa não criar a Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol no Brasil?

PERGUNTAR NÃO OFENDE (2): A quem interessa não criar mais sindicatos de árbitros de futebol?

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Clique no link do The IFAB e fique sabendo quais são as entidades esportivas que estão utilizando o VAR neste 2018 - https://twitter.com/theifab

PS: Lembrando que a CBF implementou o VAR neste 2018, apenas nas quartas de final da Copa do Brasil.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

O QUARTETO "FALHOU", A SOLUÇÃO É O VAR

      Crédito: KNVB

Na palavra do presidente da CA/CBF, Marcos Cabral Marinho, no manual das Regras de Futebol 2017/2018, há um trecho que chama a atenção:"O sistema de avaliação das arbitragens foi aperfeiçoado. Cada arbitragem, agora, é acompanhada duplamente, por meio de Analistas de Desempenho de Vídeo - ADV e Analistas de Desempenho de Campo - ADC, cujos registros são feitos novo Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem - RADAR, com o que a CA/CBF terá elementos comparativos de avaliação e, assim, aperfeiçoará todo o processo. Para tanto, foram realizados cursos de formação de instrutores e analistas, que, tanto quanto os árbitros, serão acompanhados para que evoluam e aperfeiçoem o processo como um todo". Incluo aqui, os denominados delegados, que a CBF designa em todas as partidas.

Apesar dos esforços da CBF, algo falhou nos sistemas acima nominados, que, tinha por objetivo, a melhora e/ou aperfeiçoamento das tomadas de decisões da confraria do apito, que labora no Campeonato Brasileiro de Futebol sob a jurisdição da entidade, que rege o principal torneio do futebol pentacampeão mundial.

A escalada interminável de erros de interpretação e aplicação das regras, perpetrados pela arbitragem, sobretudo, na Série (A), alcançou níveis nunca antes observado.

Cartolas, clubes, atletas, técnicos de futebol, a imprensa e os torcedores pedem mudanças significativas no modelo de gestão que comanda a arbitragem no futebol brasileiro - e a implementação do Árbitro Assistente de Vídeo - VAR na sigla em inglês. 

A última personagem de relevo que sugeriu mudanças na arbitragem brasileira, foi o técnico do Inter/RS, Odair Hellmann. No domingo que passou, após o prelio Inter/RS 3 x 1 São Paulo/SP, disputado no Beira-Rio, Hellmann foi enfático: "Alguma coisa precisa ser feita. É inadmissível continuarmos presenciando os erros e os prejuízos que a arbitragem vem causando aos clubes". "Precisamos ajudar os árbitros - porque não implantar o VAR nessa reta final do Brasileirão, disse Hellmann".

A sugestão do treinador do Colorado dos Pampas, faz sentido. A sua equipe foi prejudicada no primeiro tempo da indigitada partida, quando a jogada que culminou naquele que seria o gol de empate do Internacional, foi anulada pela árbitra assistente, Neusa Ines Back, que assinalou impedimento, que não aconteceu.

Diante da sequência de erros que aumentam de rodada para a rodada no Campeonato Brasileiro, é chegada a hora de a CBF dar cabo na parafernália composta pelo Analista de Campo, Analista de Televisão, Radar e o dito delegado da partida.

Se a atual direção da CBF, deseja que a arbitragem não interfira nos resultados dos jogos, e empane a lisura do Brasileirão, urge que seja implantado imediatamente, o Árbitro Assistente de Vídeo, nas rodadas que faltam para o termino do aludido torneio. Porque o quarteto acima, imposto pela CBF para otimizar o desempenho dos homens de preto, não alcançou os objetivos. 


PS (1): A FIFA deu sinal verde para experimentos do Árbitro Assistente de Vídeo em março de 2016. O primeiro teste ao vivo foi realizado no amistoso entre Itália x Espanha. A FIFA na época, optou por uma equipe de arbitragem holandesa, para realizar o primeiro teste ao vivo, já que a KNVB (Holanda) é a líder internacional em termos do VAR.

PS(2): Já o primeiro teste ao vivo na Holanda envolvendo clubes, aconteceu durante a partida Ajax Amesterdão x Willem II Tilburg KNVB Cup.

PS (3): O grupo de árbitros da UEFA, que está participando do seminário sobre o VAR em Zeist, nas próximas semanas vai a Madri na Espanha e, posteriormente, a Lisboa em Portugal.

PS (4): Portanto, não é coincidência que a KNVB esteja realizando a primeira sessão de treinamento de VAR aos apitos europeus. "Tudo começou aqui na Holanda", diz Jaap Uilenberg, vice-presidente do Comitê de Arbitragem da UEFA. 

A ÚLTIMA: A Federação Mexicana de Futebol, anunciou na quarta-feira (17), que após 9 meses de testes, a entidade irá implementar o Arbitro Assistente de Vídeo - VAR, a partir da 17ª rodada do seu campeonato oficial. 

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

APÓS PORTA ARROMBADA,TRANCA DE FERRO

   Crédito: FIFA

Os gravíssimos erros da arbitragem que atuou no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF, de 2017, influenciaram sobremaneira o desfecho da competição. Os gravíssimos erros da arbitragem que está atuando, no Campeonato Brasileiro de 2018, também têm influenciado os resultados dos jogos da Série (A). 

Os erros de interpretação e aplicação das Regras de Futebol, pela confraria do apito em escala ascendente a exemplo do ano que passou, vem desde a primeira rodada.

Aliás, não lembro de uma única vez nesta temporada em que, os homens de preto que atuam no principal torneio da CBF, não tenham sido a "atração", diga-se de forma negativa.

Feito o preâmbulo acima, o futebol brasileiro foi surpreendido na tarde da quarta-feira que passou, horas antes da primeira partida decisiva da Copa do Brasil, de que a CBF planeja utilizar o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR na sigla em inglês), na reta final do Campeonato Brasileiro deste ano.

A surpresa advém porque, a mesma CBF ficou dois anos consecutivos contestando o protocolo estabelecido pelo The IFAB e a FIFA para o VAR - contestação que os membros de arbitragem da CBF, fizeram em diferentes veículos da imprensa brasileira. 

E mais recentemente os clubes que disputam a Série (A) do Brasileirão, rechaçaram o VAR no torneio de maior visibilidade da entidade alegando o alto custo financeiro.

Não é estranho a CBF mudar de posição repentinamente? Será que a direção da CBF, e o setor de arbitragem mudaram de ideia e decidiram acatar o protocolo do The IFAB sobre o VAR, antes contestado por eles? 

A resposta é simples: A FIFA, a UEFA, a CONMEBOL, a Premier League na Copa da Inglaterra e na Copa Carabao, a MLS (EUA), a Confederação de Futebol da Oceania, a Confederação Asiática de Futebol, a Bundesliga (Alemanha), a LA LIGA (Espanha), a Federação Italiana de Futebol, a Federação Francesa de Futebol, a Federação de Futebol da Turquia, e a KNVB (Holanda),  estão utilizando o VAR há um bom tempo. 

E todos obedecendo rigorosamente o protocolo do The IFAB sem contestação. A CBF ficou sozinha. E se implantar o VAR neste Brasileirão, será a última a fazê-lo. 

PS: Ao anunciar o VAR há 10 rodadas do fim do Campeonato Brasileiro de Futebol, a CBF tenta "escamotear" a escalada interminável de erros perpetrados pelos apitos e bandeiras escalados pela entidade, contra os clubes e, por conseguinte, contra o futebol brasileiro.

PS (2): Ao anunciar o VAR há 10 rodadas do fim do Campeonato Brasileiro de Futebol, a CBF decreta a inutilidade de toda a parafernália que ela mesmo criou nos últimos anos, para melhorar o desempenho da arbitragem. Analista de campo, Radar, árbitro de TV, inspetor, delegado especial e/ou de jogos. 

ad argumentandum tantum - A parafernália descrita acima,  foi criada pela CBF para incrementar o desempenho qualitativo da Seleção Nacional de Árbitros (Senaf). Deu "chabu".

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

O QUADRO CBF/FIFA É O IDEAL?

    A arbitragem brasileira, está orfã há muito tempo de um árbitro com o dom, talento e a vocação de Heber Roberto Lopes (Foto)

Se analisarmos a carência de instrutores com a devida qualificação nas Regras de Futebol, e demais segmentos dos responsáveis pela formação dos árbitros, incluso falta de timing e feeling, para detectar nos futuros apitos e bandeiras quais são os detentores de dom, talento e vocação para o mister do apito, a partir das federações de futebol de onde a CBF requisita a arbitragem, o grupo atual CBF/FIFA, está de bom tamanho. 

Se observarmos que a CBF também não tem realizado os investimentos necessários na qualificação dos membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), com cursos de capacitação continuada na sua plenitude a todos os membros da (Senaf), o quadro FIFA/CBF encaixa-se dentro do aceitável.

Um exemplo característico da falta de investimentos da CBF na qualificação da arbitragem, diz respeito ao Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) - passados vinte e seis meses, desde que o The IFAB autorizou o experimento com o (VAR), a CBF ministrou treinamento sobre a essa tecnologia a um grupo minoritário de árbitros e assistentes. Há quem diga que foram treinados (85) membros. A Senaf tem 595 integrantes.

Acoplado ao exposto acima, a meritocracia no que concerne a ascensão e/ou manutenção de um árbitro ou assistente ao quadro da FIFA, foi deixada de lado nos últimos anos no futebol brasileiro. Caso específico de Luiz Flavio de Oliveira (FIFA/SP), em decadência técnica há mais de um ano, que continua com o escudo da FIFA. E outros que entraram e, posteriormente, sumiram tal qual um relâmpago que sai do Oriente e vai para o Ocidente. 

Portanto, diante da atual conjuntura que norteia os destinos da CBF e, por consequência,a CA/CBF, não há muito o que fazer no quadro de arbitragem da FIFA/CBF. Por ora, resta aguardar o final dessa gestão, e esperar medidas eficazes da próxima diretoria em abril de 2019.  

PS: Falando em nova diretoria da CBF, há um movimento em gestação dos principais clubes do futebol brasileiro, no sentido de que, a CBF promova mudanças significativas na Comissão de Árbitros da entidade e demais setores, em abril do ano que vem.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O ÁRBITRO DEVE CHEGAR PRONTO AO QUADRO DA FIFA?

     Crédito: UEFA

A resposta à epígrafe acima é NÃO. O questionamento surgiu no principal grupo de WhatsApp de arbitragem do país do qual participo, o {CORNETEIROS]. Questionamento que teve origem na escalada interminável de erros e/ou equívocos da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), que labora no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF.

O árbitro como todo profissional, independente da atividade que irá exercer após o término do curso, precisa de um processo de acompanhamento, orientação e requalificação até atingir a maturação. 

E, após alcançar a maturidade, apitos e bandeiras devem ser ser submetidos a avaliações a cada quadrimestre, como determina a FIFA, objetivando testar os seus conhecimentos na parte teórica e prática, no quesito físico e a capacidade cognitiva e coordenação motora.

As condições acima são sine qua non, porque a maioria das federações de futebol de onde a arbitragem do Brasileirão é egressa, não possui instrutores de excelência e não aplicam o disposto no parágrafo anterior.  

Isso demanda um projeto de curto, médio e longo prazo - pessoas altamente qualificadas da arbitragem, para realizarem as tarefas acima e um bom investimento financeiro.

E como as federações e a CBF não têm realizado à arbitragem da (Senaf), na sua plenitude, o preceituado, a confraria de preto vem perpetrando há mais de um ano, erros em cima de erros em prejuízo do futebol brasileiro.

É óbvio que sem as medidas aqui nominadas, exigir que um árbitro e/ou assistente do outrora melhor futebol do mundo, chegue 100% no quadro da FIFA, é algo impossível.

ad argumentandum tantum - Em 2010, a UEFA instituiu o Centro de Excelência de Arbitragem (CORE) em Nyon - (Suíça) - Entidade considerada pela FIFA, como referência na formação, acompanhamento, orientação e requalificação dos homens que, manejam os apitos e as bandeiras do futebol europeu.    

ad argumentandum tantum (2) - Após serem avaliados cientificamente no (CORE), nos quesitos exigidos num árbitro Top de Linha, árbitros e assistentes são promovidos ao quadro da FIFA. Posteriormente, são novamente acompanhados, orientados, submetidos a cursos de capacitação continuada até alcançarem a maturação. A CBF deveria adotar medida similar ao quadro da (Senaf). Teríamos uma arbitragem com melhor qualidade e, por extensão, com credibilidade.

ad argumentandum tantum (3) - O bom árbitro Wagner Reway e o assistente Danilo Manis, estiveram no Centro de Excelência de Arbitragem da UEFA.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

REBAIXAMENTOS E PLATITUDES

Quem se ater a realizar um exercício de memória, verá que a atual Comissão de Arbitragem da CBF inovou após o "tsunami" de erros de interpretação da Regra XIV - tiro penal (pênalty) - perpetrado pela confraria do apito na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, no final de semana que passou.

Explico: Num pretérito não muito distante, a cada "crise" de arbitragem, a CBF incontinenti fazia um "rodízio" entre os membros da comissão do apito. Trocavam-se apenas as funções, e todos ficavam belos e faceiros nos seus cargos.

Só que os tempos e as coisas mudaram. Sem um projeto de formação de excelência aos apitos e bandeiras, desde as federações de futebol, onde tudo começa e, posterior acompanhamento, orientação e requalificação, acoplado a evolução do futebol nos diferentes setores, a arbitragem brasileira ficou para trás. O resultado disso é que a dança das cadeiras usada para "amainar" as "crises" se exauriu.

O que significa que nos últimos tempos, a dita CA/CBF mudou de tática - e optou a cada lambança dos homens de preto no Brasileirão, em "rebaixar" apitos, assistentes, o quarto árbitro e os árbitros assistentes adicionais, para atuarem na Série B do Campeonato Brasileiro.

Só que o tiro saiu pela "culatra". Os erros e/ou equívocos da arbitragem no principal torneio da CBF, se acentuaram, e o "descambo" se consumou na rodada do último final de semana. Foram três 3 pênaltis inexistentes, sendo dois fora da área penal. Um horror.

Mas a CA/CBF não perdeu tempo - correu incontinenti atrás do prejuízo. A prática adotada pelo setor que comanda a arbitragem brasileira, para explicar a hiperbólica sequência dos erros da arbitragem, foi a platitude.

E, pelo andar da carruagem, (ne varietur) ou seja, nada se será mudado, já que, a administração da CBF está chegando ao fim - a partir de abril do ano que vem, teremos nova diretoria no comando do futebol brasileiro.

ad argumentandum tantum - Como a CBF vivencia um "final de feira", resta aos clubes, a imprensa, aos atletas e ao torcedor, ficar torcendo para que abril de 2019, chegue o mais rápido possível.

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

UM, DOIS, TRÊS, QUATRO

O futebol brasileiro se notabilizou em todo o mundo pelo dom, talento e vocação dos seus jogadores. Dom, talento e vocação que, são explícitos em jogadas e terminam em gols de magnitude, nos diferentes campeonatos existentes no território brasileiro. 

Mas o talento, o dom e a vocação do craque brasileiro, sobretudo na feitura de belos gols, vem sendo substituído por uma personagem, que tem a missão precípua de interpretar e aplicar as REGRAS DE FUTEBOL - e manter o equilíbrio dos espetáculos futebolísticos -  seu nome:o ÁRBITRO.

Feito o introito acima, explico: Pelo segundo ano consecutivo, vivenciamos no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF, a interferência dos apitos e bandeiras se sobrepondo aos atletas e decidindo os prelios, através dos erros de arbitragem. O fato teve início em 2017, e acentuou-se neste 2018.

No último domingo,na partida Corinthians x Internacional, pelo Brasileirão, ao invés de os artistas dos espetáculo, no caso os jogadores, decidirem o aludido confronto, quem decidiu foi o árbitro assistente,Leone Carvalho Rocha.

Carvalho Rocha não observou, 1, 2, 3, 4 jogadores do Colorado Gaúcho em impedimento, no lance que redundou em gol marcado irregularmente por Leandro Damião, que fazia parte do quarteto impedido.


Mas o lance aqui mencionado foi apenas mais um, que vai fazer parte da estratosférica estatística, que vem solapando a credibilidade da confraria do apito que labora nas competições da CBF, pela segunda temporada consecutiva. 

De quem é a culpa? Leone Carvalho é apenas um detalhe nesse universo de erros, que os homens de preto vem perpetrando contra os clubes e, por conseguinte, contra o outrora melhor futebol do mundo.

A culpa é 100% da CBF porque, mantém como presidente da Comissão de Árbitros da entidade, Marcos Marinho que nunca apitou uma partida de futebol de pelada. A culpa é 100% da CBF porque, mantém no departamento de arbitragem da instituição, Sérgio Corrêa que nos últimos 10 anos a cada crise na arbitragem brasileira, apenas trocou de cadeira. 

A culpa é 100% da CBF porque, embora tenha uma Escola Nacional de Arbitragem de Futebol, não conseguiu revelar um único apito em 2017 - fato que deverá se repetir neste ano. E, não foi por falta de campeonatos e/ou jogos. 

A culpa é 100% da CBF porque, embora tenha arrecadação financeira volumosa, nunca elaborou um projeto de curto, médio longo visando descobrir e lapidar árbitros e assistentes promissores à arbitragem brasileira.

A culpa é 100% da CBF porque, embora tenha implantado ao longo dos anos, uma parafernália com o escopo de melhorar o desempenho qualitativo das tomadas de decisões dos apitos e bandeiras no campo de jogo como, analista de campo, analista de televisão, delegados de partidas e/ou especiais, instrutores, (Radar) Relatório de Análise de Desempenho, inspetores, tutores e o escambau, nossa arbitragem vivencia uma decadência nunca antes vista.

A culpa é 100% da CBF porque,ao verificarmos as páginas finais do Manual das Regras de Futebol 2017/2018, observaremos que vários seminários e/ou cursos foram realizados, para os membros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol/Senaf, desde 2006 até poucos dias e os resultados foram paupérrimos. 

Qual é a sugestão para mudar o cenário? REFUNDAR na sua totalidade o setor de arbitragem. da CBF. Buscar gente com qualificação no manuseio com o ser humano, ou seja, gestores de excelência. Escolher não mais que cinco novos nomes no mundo do apito, e formar uma nova comissão de arbitragem e Escola Nacional de Arbitragem de Futebol.

E, por derradeiro, criar uma nova Seleção Nacional de Árbitros de Futebol, onde a meritocracia se sobreponha a politicalha.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ESTÁ QUEBRADA A OMISSÃO E CONIVÊNCIA

Foram necessários 16 meses, para que um árbitro de futebol que atua no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF, na Série (A), cumprisse o preceituado na Regra 12 - Faltas e Incorreções - no que concerne [discordar das decisões da arbitragem com palavras ou ações] - durante o transcurso, no intervalo e após os prelios. 
         Crédito: CONMEBOL

O fato aconteceu na rodada do final de semana que passou, no Brasileirão, no clássico Santos 0 x 0 São Paulo. O autor do ato de dignidade e profissionalismo, foi o árbitro Ricardo Marques Ribeiro (foto/FIFA/MG).

Com a atitude digna e profissional do árbitro em tela, espera-se que daqui para frente, a Comissão de Arbitragem da CBF dê respaldo, e exija o mesmo modus operandi da confraria do apito que atua nos torneios da entidade.

ad argumentandum tantum - No período de 8 a 15 de setembro, a CONMEBOL, sob a regência do presidente Alejandro Dominguez e do Comitê de Árbitros da instituição, presidido por Wilson Luiz Seneme, realizou o terceiro seminário de requalificação do VAR (árbitro assistente de vídeo), à arbitragem Sul-Americana.

ad argumentandum tantum (2) - Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Árbitros da FIFA, que foi o principal preletor do seminário, ao final, teceu loas a organização e sobre o conteúdo do Workshopp da CONMEBOL. Fica a "dica" para a CBF de como organizar um seminário de excelência a respeito do VAR à arbitragem brasileira. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

NADA A COMEMORAR

Comemorar é verbo transitivo direto e significa: trazer à lembrança; recordar, memorar, fazer comemoração, realizar cerimônia de evocação de (um fato, um acontecimento, uma pessoa etc.). Isto posto, no dia 11  de setembro é comemorado, o dia do árbitro de futebol na República Federativa do Brasil.
          Crédito: FIFA
Dada a importância do árbitro no contexto de uma partida de futebol, já que, o (The IFAB) e a FIFA preceituam que, sem a sua presença, um prelio não pode ser realizado, o dia 11 era para ser motivo de efusiva comemoração no pais do futebol à confraria do apito. Mas não é!

Independente da cultura tacanha, que grassa nos diferentes setores do outrora melhor futebol do mundo de que, o árbitro é o responsável na maioria das vezes pela derrota do perdedor, há outros fatores de maior relevância que impedem que, no dia de hoje, ocorra algum tipo de comemoração no seio dos homens de preto.

Vamos aos fatos que corroboram nossa assertiva: 1) O árbitro do futebol brasileiro, em que pese estarmos no século 21, após sua formação, que na maioria das vezes é precária, não recebe o acompanhamento, a orientação e a requalificação necessária, para prestar um serviço de excelência, quando designado para apitar um jogo. 

2) O árbitro do futebol brasileiro é maltratado, incompreendido e é obrigado, a conviver na maioria das vezes, ao menor erro de interpretação das Regras de Futebol, com a pecha de ladrão, gaveteiro, incompetente, fdp.... sem ninguém a defendê-lo. 

3) Enquanto a maioria dos principais centros futebolísticos do planeta, dispensam tratamento ao árbitro e os remuneram como um autêntico profissional, o futebol brasileiro, dá ao homem que maneja o apito e as bandeiras, pecúnia incondizente com a sua importância. 

4) Ao árbitro do futebol brasileiro foi negado o direito de arena, o direito de imagem, e a participação de um percentual digno, nos lucros estratosféricos que a CBF aufere das duas logomarcas estampadas na indumentária dos apitos, que laboram nos seus torneios. 

5) O Congresso Nacional, negou ao árbitro do futebol brasileiro, o direito de ter a sua atividade REGULAMENTADA.


6) Ao contrário dos atletas, técnicos, preparadores físicos, da televisão, dos cartolas e dos clubes que se adequaram a modernidade do mundo globalizado, se organizando em sindicatos, confederações e federações, o árbitro do nosso futebol parou no tempo. Ou como queiram, ficou brigando por escalas.

7) Enquanto os segmentos acima nominados evoluíram, a arbitragem brasileira ao invés de se organizar em sindicatos e buscar a criação da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol, ficou circunscrita as associações, que são consideradas entidades de recreação e lazer. Associações que não têm capilaridade política e jurídica.


8) Apesar de estarmos vivenciando transformações diárias no mundo que gravita o esporte das multidões, o árbitro do futebol pentacampeão mundial de futebol, ainda não teve DISCERNIMENTO para entender a sua importância e de que, em muitas oportunidades é utilizado com mercadoria de troca entre a cartolagem do futebol brasileiro.

ad argumentandum tantum - Diante do que se leu acima, falar em conquistas ou em comemoração à categoria do apito, neste dia 11 de setembro, é no mínimo algo risível