quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O melhor da América do Sul

     Sandro Ricci é o melhor árbitro do mês de fevereiro da Conmebol
O conceituadíssimo site de arbitragem, http://internationalreferee.blogspot.com.br/2016/02/ranking-conmebol-edicion-febrero-2016.html, tem por norma reiterada, mês a mês durante cada temporada, atualizar o Ranking dos árbitros de futebol que laboram nas competições da (Conmebol) Confederação Sul-Americana de Futebol. Na edição deste mês de fevereiro, a liderança no que tange aos árbitros da elite da Conmebol, aponta o brasileiro, Sandro Meira Ricci (FIFA/SC).


A presença de Meira Ricci no topo do Ranking não me surpreende – explico: gostem ou não, o referido apito é o único da CBF que vem participando desde 2012 das principais competições internacionais sob a jurisdição da Conmebol e da FIFA. E o seu desempenho é considerado satisfatório pelos observadores internacionais das entidades mencionadas.

Tanto é verdade que o Comitê de Arbitragem da Fifa, via seu diretor principal Massimo Busacca, convocou  Sandro Ricci para participar de um Workshop no próximo mês de abril nos EUA com vistas à Copa do Mundo de 2018.

Como as federações de futebol mantém a composição das comissões de arbitragens em regime “ad aeternum”, idem nas escolas de formação e requalificação dos árbitros e não há investimentos financeiros, fica difícil surgir novos talentos vocacionados para o mister do apito.

PS: Enquanto o árbitro brasileiro ficar circunscrito as fragilizadas associações de árbitros, dificilmente será criado um  projeto de desenvolvimento que permita o seu crescimento além das fronteiras do País.      

Acompanhe os melhores Referee’s de fevereiro/2016
1.) Sandro Ricci, Brasil, 295 puntos (-5)
2.) Wilmar Roldán, Colombia, 254 puntos (-14)
3.) Nestor Pitana, Argentina, 244 puntos (+0)
4.) Victor Carrillo, Perú, 242 puntos (-5)
5.) Enrique Osses, Chile, 235 puntos (+0)
6.) Enrique Cáceres, Paraguay, 209 puntos (+0)
7.) Carlos Vera, Ecuador, 192 puntos (-5)
8.) Julio Bascuñan, Chile, 190 puntos (-5)
9.) Daniel Fedorczuk, Uruguay, 163 puntos (-5)
10.) Heber Lopes, Brasil, 153 puntos (-14)
11.) Roddy Zambrano, Ecuador, 149 puntos  (+0)
12.) Dario Ubriaco, Uruguay, 148 puntos (+0) 
13.) Ricardo MarquesBrasil, 147 puntos (+0)
14.) José Argote, Venezuela, 140 puntos (+0)
15.) Mauro Vigliano, Argentina, 130 puntos (+0)
16.) Andres Cunha, Uruguay, 127 puntos (+0)
17.) Patricio Loustau, Argentina, 125 puntos (+0)
18.) Raúl Orosco, Bolivia, 125 puntos (-5)
19.) Diego Abal***, Argentina, 109 puntos  (+0)
20.) Adrian Vélez, Colombia, 108 puntos (+0)
21.) Leandro Vuaden, Brasil, 105 puntos (-7)
22.) Oscar Maldonado*Bolivia, 91 puntos (+0)
23.) Juan Soto, Venezuela, 87 puntos (-7)
24.) Omar Ponce*, Ecuador, 87 puntos (+0)
25.) German Delfino*, Argentina, 87 puntos (+5)
 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sindicalismo rudimentar (fim)

    Os resultados das reuniões de trabalho e congressos da ANAF ainda não surtiram efeito à confraria do apito brasileiro.
Durante onze anos o Projeto de Lei Nº 6405/2002, que foi formatado por idealistas e juristas de alto relevo e tinha como escopo regulamentar a atividade do árbitro de futebol no Brasil e propiciar condições ao homem do apito de ser um profissional independente, para exercer o seu labor, perambulou pelas diferentes comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em Brasília.

Afirmavam os apitos e dirigentes das associações de árbitros que eram e continuam sendo a maioria antes da regulamentação, que, a condição “sine qua non” para se obter qualidade, uniformidade e credibilidade nas tomadas de decisões da arbitragem no campo de jogo, somente seria possível a partir do reconhecimento e/ou da sua profissionalização.

Pois bem, no dia 10 de outubro de 2013, a presidente Dilma Rousseff, via Decreto Lei Nº 12867, aprovou de maneira precária a lei que normatizou a carreira do homem que maneja o apito e as bandeiras do nosso futebol. Regulamentação que foi aprovada sem nenhum benefício à arbitragem. A lei diz: o árbitro é profissional. Ponto.
  
Antes da profissionalização já existiam três sindicatos de árbitros de futebol que possuíam a Certidão de Registro Sindical (Carta Sindical) – Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Como já decorreram dois anos da profissionalização e não se vê nenhuma evolução, na semana que antecedeu o Carnaval, fizemos uma pesquisa perante a Secretaria de Relações do Trabalho/Coordenação Geral de Registro Sindical/Cadastro Nacional de Entidades Sindicais do ministério do Trabalho e Emprego, objetivando saber os motivos de tamanha pobreza no “sindicalismo” dos homens de preto.

E a resposta da pesquisa venho mediante certidões exaradas pelos órgãos aqui mencionados de que, na atualidade estão ativos junto àqueles órgãos, os três sindicatos que já existiam antes do Decreto Lei Nº 12.867/13.

O fato em si explicita inexoravelmente que desde então os dirigentes das associações e dos três sindicatos de arbitragem que se reúnem duas vezes ao ano, em diferentes cidades do País em reuniões de trabalho e congressos da arbitragem brasileira, não avançaram um milésimo na direção das melhorias necessárias à confraria do apito fora das quatro linhas.

Mas o incrível é que os dirigentes dessas associações, agindo tal qual um mitômano, afirmam terminantemente que são sindicatos quando não são. Toda e qualquer categoria trabalhista no Brasil, enquanto não estiver na posse da Certidão de Registro Sindical, não pode se intitular sindicato - é o que nos foi dito. O que há é uma expectativa de se tornar sindicato - desde que a documentação esteja em dia e, a posteriori, seja expedida a Carta Sindical. Portanto, quem não tem a Carta Sindical e se intitula sindicato, está cometendo CRIME previsto no Código Penal Brasileiro.

As certidões as quais este colunista teve acesso dos demais candidatos a receberem a futura Carta Sindical, diz que: Sindicato dos Árbitros de Futebol de Alagoas – situação - (Solicitação de Registro Sindical – Não válida) - Sindicato dos Árbitros de Futebol da Bahia – (Solicitação de Registro Sindical – (Não válida) – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal – (Solicitação de Registro Sindical – documentação encontra-se na Coordenação Geral de Registro Sindical)  Sindicato dos Árbitros de Futebol do Mato Grosso – Sindamat – (solicitação da atualização das informações sindicais foi considerada não válida) – Sindicato dos Árbitros de Futebol de Minas Gerais – (solicitação de atualização das informações sindicais foi considerada não válida) – Sindicato dos Árbitros de Futebol de Santa Catarina – (solicitação de Registro foi considerada não válida).

Detalhe: No caso de Santa Catarina, a documentação apresentada estava em descompasso com a legislação vigente. Foi dada entrada com nova documentação que está sendo analisada e desde que atenda a legislação, entrará na ordem cronológica para ser expedida a Carta Sindical.

Portanto, não se trata de apostar no quanto pior, melhor ou achincalhar quem quer seja -, pois com o cenário que você que é  árbitro de futebol acaba de ler, o direito de arena, de imagem, a verba das logomarcas que são exploradas pela CBF nas mangas e nas costas das camisas da sua indumentária, serão revertidas à arbitragem no dia de são nunca.
        
PS: A configuração “sindical” atual da arbitragem brasileira é lastimável, os rumos do sindicalismo se perderam. Apitos e bandeiras descontam das suas taxas a cada partida em âmbito estadual ou nacional, anual ou mensalmente mensalidades que servem para tudo, menos para defender seus interesses. O sindicalismo glorioso do passado se transformou num sindicalismo “rudimentar” em que bajuladores e assessores valem-se de seus cargos não para garantir os seus direitos, mas para obterem vantagens pessoais, exercendo cargos nas federações de futebol e na CBF. A exceção deve se tornar regra: o sindicato e/ou associação deve responder aos anseios de seus associados. Você acredita que seu sindicato ou sua associação trabalham por você?

PS (2): Se o padrão da arbitragem da Liga Sul/Minas/Rio repetir a qualidade de "excelência" exibida na segunda rodada da aludida competição, em curto espaço de tempo, os cartolas derramarão "lágrimas de sangue". 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

SINDICALISMO RUDIMENTAR


De acordo com certidões obtidas por este escriba perante os órgãos acima nominados, apesar do árbitro da República Federativa do Brasil ter a sua atividade regulamentada desde outubro de 2013 como profissional, somente os Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo estão com situação ativa, ou seja, regularizadas - os demais estão em descompasso total com a legislação lá no ministério do Trabalho e Emprego. Destaque-se que os três sindicatos que estão ativos, foram criados antes do advento da profissionalização. Após a regulamentação nenhum sindicato foi criado.

Dadas as consultas que estamos fazendo via e-mail junto aos dirigentes da maioria esmagadora das associações, até porque, só pode se denominar sindicato quem recebe o aval dos organismos elencados acima, publicaremos a matéria na quarta-feira.

PS: Na foto acima, a exceção do ex-árbitro Marcio Resende de Freitas, o segundo da esquerda para à direita, todos os demais estiveram ou estão envolvidos no "sindicalismo" que se pratica em "benefício" do árbitro do futebol brasileiro nos últimos anos. 

PS (2): A (Conmebol) Confederação Sul-Americana de Futebol, convocou no diomingo que passou (7), via CBF, para participarem do Campeonato Sul-Americano Sub-17 feminino, que será efetivado na Venezuela, no período de 1 a 20 de março próximo, o melhor apito feminino do futebol brasileiro, a árbitra Edina Alves Batista (FIFA/PR), da (FPF) Federação Paranaense de Futebol e as assistentes Nadine Scharam Bastos (FIFA/SC) e Tatiane Sacilotti (FIFA/SP). 


PS (3): Dois erros primários na segunda rodada na Copa Sul/Minas/Rio. No confronto Figueirense/SC 2 x 1 Atlético/MG, o penal assinalado contra o Galo das Alterosas pelo árbitro Leandro Vuaden foi “vergonhoso”. Não foi penal nem aqui e nem na Conchinchina. A bola chutada pelo catarinense Guilherme Queiroz, atingiu o antebraço de Ed Carlos (Atlético Mineiro), que estava com o braço colado ao corpo. UMA VERGONHA! Chamem o instrutor Roberto Perassi, por favor, para explicar o que é ação de bloqueio.


PS (4): No prélio Grêmio/RS 1 x 0 Coritiba/PR, no lance que originou o gol do Grêmio/RS, na cobrança do tiro de meta havia um atleta do Grêmio dentro da área penal (Luan). A Regra XVI no item procedimento determina que: na cobrança do indigitado tiro, todos os adversários deverão estar postados fora da área penal até que a bola entre em jogo, ou seja, ultrapasse na sua totalidade os limites da referida área. Esperar o que da arbitragem da Liga Sul/Minas/Rio, cujos dirigentes "sindicais" agem como (mitômanos), ao se autodenominarem sindicatos quando na verdade são associações? Como acreditar nesse povo que comete CRIME previsto no Código Penal Brasileiro se não possuem a Certidão de Registro Sindical? Como levar a sério essa arbitragem sem a chancela da CBF?