quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O árbitro e as exigências de atleta

Referee_Mark_Geiger_advantageInstrutores de arbitragem preconizam que um árbitro deve estar posicionado a cerca de 17 metros da jogada para tomar as melhores decisões. E a melhor maneira de estar tão próximo da bola no desenrolar da partida durante os 90 minutos é uma só, correr. Em cada partida os árbitros chegam a percorrer de 10 a 12 quilômetros no campo de jogo enquanto acompanham os lances com a devida proximidade. A média dos jogadores fica em 11 quilômetros por jogo, mas geralmente eles se posicionam em determinadas zonas de atuação menores, o que os permite ter pequenos descansos. geiger-referee Comparado com outros esportes, o futebol exige mais de árbitros e atletas. Veja o comparativo com as médias de distâncias percorridas. Baseball: 100 metros – os atletas desta modalidade não são conhecidos por correr muito, ao contrário, praticamente não se movimentam durante uma partida. Futebol Americano: 2 km – a média na Liga Norte-americana (NFL) registra cerca de 11 minutos de jogo ativo de fato. Os “receivers” e os “cornerbacks” são os que mais correm durante uma partida. Basquete: 4,6 km – esporte bem intenso, mas disputado em uma quadra de dimensões reduzidas. O recorde na temporada de 2014 foi Jimmy Butler do Chicago Bulls, com uma média de 5 km por partida. Tênis: 5km – Durante a partida mais longa da história, em Wimbledon em 2010, estima-se que John Isner e Nicholas Mahut correram cerca de 10 quilômetros cada durante as 11 horas e 5 minutos de jogo. Futebol: 11 km – futebol é um dos esportes coletivos que mais exigem fisicamente, com uma média de distância percorrida bem alta, além da alta intensidade. Os meio campistas são os que mais correm, podendo superar os 14 km em uma partida. “Quanto mais próximo da jogada, maior credibilidade temos em nossas decisões” – comentou Mark Geiger, árbitro de 39 anos dos EUA que apitou a Copa do Mundo 2014 no Brasil. “O jogo é muito rápido, damos muitos tiros curtos e fazemos muitas corridas longas para estar sempre próximos da jogada”. Geiger é profissional desde 2004 e é o primeiro árbitro norte-americano em uma Copa do Mundo desde 2002. Ele acredita que sua disciplina e preparação física o ajudaram a estar pronto para atuar em alto nível. No ano de 2014 ele aumentou seus treinamentos, usando técnicas como a “tempo”, tiros curtos e “fartlek” para se preparar, estando apto a caminhar, trotar e correr ao menos 10 km em cada partida. Como árbitro profissional em tempo integral, Geiger atua pela MLS (Liga Norte-americana) e trabalha para a PRO (Professional Referee Organization) – Organização dos Árbitros Profissionais – uma empresa com a missão de qualificar os árbitros na América do Norte. Parte dessa melhoria vem da evolução do vigor físico dos árbitros, por isso a entidade contratou 3 anos atrás o preparador físico e ex-jogador Matt Hawkey. “O corpo humano é extremamente complexo. Ele não sabe se você é um árbitro ou um jogador”, comenta Hawkey, que é um dos 5 treinadores de árbitros dedicados no mundo. “Eu me preocupo com os níveis de força, explosão, aeróbico e anaeróbico em cada arbitro”. A partir dessa avaliação, ele monta um programa de treino individual para cada árbitro empregado pela PRO. De acordo com Hawkey, se você que estar apto fisicamente para atuar em alto nível, seu corpo precisa estar preparado para lidar com frquentes tiros curtos e intensos por 90 minutos ou mais. Um outro desafio é que as decisões mais críticas durante uma partida acontecem quando o árbitro está mais cansado.
Matt-Hawkey
Matt Hawkey
“Nos últimos 15 minutos os jogadores e o árbitro estão cansados, mas você precisa continuar”, diz Geiger. “Diversas vezes eu terminei a partida sem forças de tanto correr”. O trabalho de Hawkey tem sido de garantir que Geiger tenha energia e força de sobra para os momentos críticos até o final da partida. Para isso ele programou uma série de atividades físicas intervaladas que exigem mais do que uma partida de futebol. “Eu vou estimular o Mark e dar o máximo de si, pois quero ver a sua resposta”, cita o treinador. “Já perdi a conta do tanto que ele me xingou pelos treinos puxados” – se diverte Hawkey. Um treino típico para Geiger envolve uma série de tiros curtos com pouco ou nenhum tempo de recuperação entre eles. Seguido de um exercício de agilidade ou exercício mental para garantir que seu cérebro fique afiado quando seu corpo estiver cansado. Estes exercícios exigem que o árbitro se movimente aleatoriamente à esquerda, direita, para frente e para trás, com foco nos movimentos de um companheiro, enquanto lançam e pegam uma bola. O programa de treino foi desenhado não apenas para dar vigor, mas também para melhorar a recuperação. Durante a temporada da MLS, Geiger trabalhar em pelo menos 3 jogos por mês, sem considerar os torneios internacionais. Suas pernas precisam estar relaxadas, tudo isso enquanto viaja pelo país e o mundo afora. Se você acredita que possui o vigor de um árbitro de futebol, o preparador físico sugere tentar completar um teste físico padrão FIFA, que é um dos muitos requisitos para trabalhar em jogos de nível internacional. O teste requer que se complete 6 tiros de 40 metros em até 6,4 segundo, com 1 minuto e meio de recuperação entre eles. Após 10 minutos de recuperação, é necessário completar 20 repetições na pista, que inclui uma corrida de 150 metros em 30 segundos e uma caminhada de 50 metros em 40 segundos. É um exercício “fartlek” que compreende 4 km em 22 minutos, atingindo uma velocidade média de 18 km/h. “Mas para mim, esse é o mínimo da exigência física para ser um árbitro. Nossas exigências são maiores que estas”, enfatiza Hawkey. “Por este motivo Geiger passou com facilidade nos testes da FIFA e cumpriu bem seu papel na Copa do Mundo”. “Existe muita pressão. Há muitas câmeras nessas partidas e todas as decisões serão analisadas sob um microscópio. Procuramos manter o foco e acreditar nos nossos treinos físicos e técnicos, e ter fé queu tomaremos as decisões corretas”. Geiger finaliza dizendo que “os jogadores merecem árbitros de qualidade. Se quisermos cumprir bem nosso papel, temos que dar um passo à frente e atender às expectativas. É muito importante estarmos no topo da forma física”.

PS: Este texto me foi enviado pelo amigo Daniel Destro do prestigiadíssimo site - [https://refnews.wordpress.com] - Refnews - Arbitragem de futebol em foco - que me dá a honra de estar linkado no seu sítio.

Campeonato Paranaense está cada vez mais desvalorizado


Arbitral do Estadual realizado no final do ano passado. Foto: Felipe Rosa.
De acordo com a Pluri Consultoria, o Campeonato Paranaense deste ano está mais desvalorizado em comparação com o disputado no ano passado.
Segundo aponta o ranking, o Estadual deste ano tem valor de mercado de R$ 276,6 milhões. No ano passado, o Paranaense era avaliado em R$ 237,1 milhões.
A cada ano, o Estadual tem perdido o seu valor no Paraná. A Copa do Nordeste já havia ultrapassado o Paranaense e nesta temporada é a vez do Catarinense ser mais valorizado.
O estudo também aponta o Paulista como o estadual mais valorizado do Brasil, seguido pelo Carioca e pelo Mineiro.
Fonte:Paranaonline - http://www.parana-online.com.br/editoria/esporte

Com mascotes debilitados, OAB/SC lança campanha contra a violência no futebol

Evento foi realizado nesta quarta-feira em parceria com dez entidades

Com mascotes debilitados, OAB/SC lança campanha contra a violência no futebol Betina Humeres/Agencia RBS
Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Um furacão de andador, um leão desnutrido, um tigre de bengala. Os mascotes dos times do Campeonato Catarinense apareceram debilitados em uma peça publicitária para mostrar que quem mais perde com a violência nos estádios são os próprios clubes. Esse é o mote da campanha pela paz no futebol lançada nesta quarta-feira pela OAB/SC em conjunto com Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Federação Catarinense de Futebol, Associação de Clubes, Associação dos Cronistas Esportivos de Santa Catarina, Polícias Militar e Civil, ACAERT e Associação Catarinense de Imprensa.
— Futebol não é momento de explosão de idiossincrasias ou frustrações do torcedor. É um lugar de lazer de conforto espiritual e diversão — exemplificou o presidente do Avaí e presidente da Associação de Clubes de Santa Catarina a ser empossado nesta quinta-feira, Nilton Macedo Machado.
As entidades se uniram para pedir um basta aos recentes e frequentes casos de violências tanto nas arquibancadas como fora das praças desportivas, caso do incidente que vitimou o torcedor do Avaí em outubro de 2014, João Grah.
— Não podemos aceitar que essa situação se repita semanalmente. Temos que mudar a consciência e a cultura das pessoas. Se uma briga for evitada por essa campanha, já terá valido a pena — comentou Alexandre Monguilhott, presidente da comissão de direito desportivo da OAB/SC.
As instituições presentes no evento reforçaram que agora que Santa Catarina tem quatro times na Série A do Campeonato Brasileiro a importância do futebol catarinense cresceu significativamente, e essa seria uma ótima oportunidade para servir de exemplo para outros estados que também sofrem com violência entre torcedores.
A campanha terá peças veiculadas na internet, nas rádios, televisão e dentro dos estádios durante as partidas.
Fonte: Diário Catarinense

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Um seminário que conciliou as arbitragens (final)

    Da esquerda para à direita, árbitros Rodrigo D' Alonso, Heber Roberto Lopes, Braulio da Silva Machado e Ronan Marques da Rosa
O quarto palestrante do Seminário da Arbitragem Catarinense, foi o Vice-Presidente da Região Sudeste da (Anaf_) Associação Nacional de Árbitros de Futebol e presidente do sindicato dos árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior.

Alves Júnior dissecou sobre a Lei Nº 12.867/13, que reconheceu a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional. Com um discurso eloquente e ancorado na Constituição Federal, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o no ministério do Trabalho e Emprego.

O presidente em tela afirmou de maneira peremptória, que com a profissionalização da categoria dos homens de preto, as associações de árbitros de futebol que ainda existem pelo País afora, perderam totalmente a legitimidade, ou seja, não encontram amparo jurídico para representar os apitos nos arbitrais financeiros nos campeonatos das federações de futebol, perante o Tribunal Regional do Trabalho do seu estado, ou em qualquer outro evento. 

Arthur Alves Júnior, conclamou a categoria a dialogar com os presidentes de associações no sentido que todos busquem junto a Anaf, informações e suporte jurídico para a criação do sindicato.  
O árbitro Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), foi o próximo preletor e o seu tema foi Planejamento da Arbitragem. Heber iniciou com um preâmbulo da sua carreira, e, posteriormente, entrou no tema que lhe foi conferido.

Roberto Lopes falou das diretrizes que norteiam o quarteto de árbitros antes, durante e após a partida. A alimentação, o  meio de transporte até o local do jogo e local da hospedagem da equipe de arbitragem. Quantas camisas devem ser levadas pelos integrantes da arbitragem. 

A reunião técnica se possível nas dependências do hotel e, a seguir, antes do início do jogo no vestiário - quando são definidos os meios de comunicação que os árbitros irão utilizar entre si como: Sinais e/ou ações junto ao assessor/delegado da partida e o chefe do policiamento e a mídia. Critérios e que tipo de expressão corporal, linguagem será usada com os jogadores no campo de jogo. Como deve ser o comportamento e a expressão verbal do árbitro e dos assistentes - em lances inesperados no gramado e adjacências e com os demais membros da área técnica. 

As condições (clima dentro e fora do campo de jogo) – as equipes envolvidas e quais são os pontos positivos e negativos de cada esquadra.

Ao finalizar sua participação no aludido seminário, o melhor árbitro de todos os tempos do futebol do Estado do Paraná, que   por inépcia do futebol paranaense, hoje está dirigindo jogos da Federação Catarinense de Futebol, onde é venerado, citou os dez mandamentos primordiais que Massimo Busacca, o chefe de arbitragem  da Fifa, sugere àqueles que almejam atingir o quadro internacional da entidade que controla o futebol no planeta.
Confira abaixo.   
 
PS: A Federação Catarinense de Futebol tem (26) árbitras no seu quadro de arbitragem. Sendo que desse montante, duas pertencem ao quadro da Fifa e trabalham direto na Série (A) do Campeonato Brasileiro e nas demais competições da CBF. Nadine Câmara Bastos e Neusa Inês Back.

PS (2): Faço alusão ao fato, porque ao observar a relação dos juízes e bandeiras convocados para a pré-temporada da (FPF) Federação Paranaense de Futebol, não encontrei nenhuma árbitra convocada para a pré-temporada. 

PS (3): Este fato acoplado aos demais aqui nominados ao longo dos últimos oito anos, explica a decadência que assola o comando do departamento de árbitros da (FPF) e, por extensão, o fraquíssimo quadro de arbitragem da casa Gêneris Calvo. Aliás, a principal notícia neste início de ano envolvendo a arbitragem da (FPF) - é o rebaixamento na CBF do árbitro Adriano Milczvski de CBF-1 para CBF-2.
Confira lista dos árbitros e assistentes da pré-temporada paranaense no link: http://www.federacaopr.com.br/Recursos/UserFiles/2015/Confirmadospre-temporada2015.pdf  

COAF ministra palestra para clubes da Série A

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), através da sua Comissão de Arbitragem (COAF-RJ), ministrou uma palestra no auditório da sede, na noite desta segunda-feira (26/01), para os técnicos e capitães das equipes da Série A do Campeonato Carioca 2015.

A palestra foi ministrada pelo professor Sérgio Cristiano, coordenador da comissão de ensino da COAF-RJ, instrutor técnico da CA-CBF e assessor de arbitragem da CONMEBOL, e também contou com a presença do presidente da COAF-RJ, Jorge Rabello.

A apresentação abordou os conceitos disciplinares a serem utilizados pelos árbitros em todas as divisões da competição, as mudanças no Regulamento Geral de Competições e o comportamento nas áreas técnicas. 

Também foram exibidos vídeos editados pela FIFA abordando a regra do toque da bola com as mãos, sobre regras do jogo e interpretações em lances importantes e capitais das partidas.

Agência FERJ
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Jorge Rabello explica as regras aos convidados (Crédito: Úrsula Nery/Agência FERJ)

domingo, 25 de janeiro de 2015

Um seminário que conciliou as arbitragens (2)



Sérgio Corrêa diretor da CA/CBF

O segundo palestrante do Seminário Catarinense de Arbitragem foi o instrutor/Fifa, Roberto Perassi. O instrutor Perassi falou sobre a (Regra XII) – Tocar a bola com a mão, que implica na ação deliberada de um atleta fazer contato na bola com as mãos ou braços.

A regra não mudou, acrescentou o indigitado instrutor, mas, devido a uma série de interpretações equivocadas da arbitragem em diferentes partes do planeta, a Fifa após uma série de estudos decidiu: Mão deliberada é o mesmo que a intenção do jogador de tocar a bola com a mão.

Já a ação deliberada consiste quando o jogador não se importa de assumir o risco de ser tocado pela bola, o único objetivo é cortá-la (bloqueá-la).
Equacionado os dois tópicos acima, Perassi falou sobre as distintas formas de utilização dos braços pelos jogadores. Posição natural/antinatural, o que explica a mão deliberada e ação deliberada.

A seguir foi elencado quando o árbitro deve punir ou não este tipo de infração. Quanto mais os braços estiverem abertos, maior o risco de sanção. Deve-se dar prioridade a ação de bloquear e posteriormente a distância e velocidade da bola. 

Sérgio Corrêa da Silva (foto), diretor da CA/CBF, instrutor Conmebol/Fifa, fechou o ciclo de palestras na sexta, afirmando que o futebol e a arbitragem sofreram profundas mutações.

A seguir, utilizando-se de argumentos, fatos, dados e vídeos concretos, os quais usou para reforçar e consignar o desenvolvimento da sua explanação, Corrêa falou sobre a formação do homem de preto, da disciplina, do treinamento e da capacitação continuada, e, que o árbitro deve questionar-se a si próprio como: Gosto do que faço?, tenho vocação, talento, quais são as minhas qualidades positivas e as que devo aprimorá-las?

O diretor da CA/CBF finalizou sua preleção exortando os árbitros no sentido de traçarem objetivos como: Desejo ser o melhor do meu Estado, do futebol brasileiro ou chegar à Fifa. Mas para isso se materializar, é imperativo se preparar diariamente, ler o manual das Regras de Futebol e as diretrizes da Fifa, CBF, Conmebol. Estudar inglês, ver o maior número possível de jogos, buscar entender a linguagem dos atletas e fazer uma leitura antecipada da partida que vai comandar, e cumprir as exigências que a função exige.
 

Da esquerda para à direita, trio da Fifa/SC que participou do seminário. Nadine Câmara Bastos, Heber Roberto Lopes e Neusa Inês Back
PS: O Seminário de Arbitragem realizado pelo Sindicato dos Árbitros de Futebol de Santa Catarina (Sinafesc) em parceria com a Federação Catarinense de Futebol no final de semana que passou, superou os níveis de excelência. A partir do local da hospedagem, do atendimento e da logística formada e designada pelo presidente da Anaf e do Sinafesc Marco Antonio Martins. Acrescento ainda, o conteúdo qualitativo de alta propulsão dos preletores que participaram do evento. 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Um seminário que conciliou as arbitragens


Invocando a presença de Deus, o criador dos céus, da terra e de tudo que nela há, o presidente do Sindicato dos árbitros de Futebol de Santa Catarina e da Associação Nacional de Árbitros de Futebol, Marco Antonio Martins (foto), fez a abertura do 13º Seminário da Arbitragem Catarinense, na sexta-feira que passou.
O evento em tela está sendo efetivado na cidade de São José (SC), Região Metropolitana de Florianópolis – e será ultimado na noite deste sábado (24). Após a solenidade de abertura, foram nominadas as autoridades que estavam presentes, dirigentes da Federação Catarinense de Futebol (FPF), dos cento e oitenta e três árbitros de Santa Catarina, apitos de várias federações, CA/CBF, instrutores da Conmebol, Fifa e da CBF.
Na sua fala, Marco Antonio Martins agradeceu a presença de todos e enfatizou a razão precípua do seminário, que visa requalificar e aproximar os critérios das tomadas de decisões da confraria do apito catarinense no Campeonato Estadual - que terá início no próximo sábado, e, por extensão, nas competições da CBF do ano em curso.
O primeiro preletor do seminário da sexta-feira, Nilson Monção, vice-presidente da CA/CBF, falou sobre as causas do erro humano na arbitragem que acontecem em muitas ocasiões, em função da falta de percepção, das limitações da visão, da imprudência, da ausência de comunicação entre os membros da arbitragem, da hierarquia entre o quarteto de de árbitros, da elaboração incorreta do plano de trabalho em equipe no vestiário, e, porque o árbitro e os assistentes não lêem com a devida atenção as Regras de Futebol diariamente.
Monção finalizou sua palestra exibindo dois vídeos para reflexão dos presentes: O primeiro foi sobre acidentes aéreos e o segundo sobre equívocos de arbitragem.
Traduzindo: O erro é inerente a natureza humana, porém, o quarteto de arbitragem que observou atentamente as situações exibidas, ler e aplicar adequadamente o que está prescrito no manual das Regras de Futebol e Sinais de Trânsito do Árbitro de Futebol, irá reduzir substancialmente os erros no campo de jogo.
PS: Estou participando do seminário a convite da (FCF) e do Sindicato dos Árbitros de Futebol de Santa Catarina. As demais palestras e acontecimentos relataremos na próxima segunda-feira.





quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Começa nesta sexta o 13º Seminário da Arbitragem Catarinense‏

Começa nesta sexta-feira (23), em São José, o 13º Seminário da Arbitragem Catarinense. O evento voltado à qualificação dos árbitros e assistentes que atuarão nas competições em 2015 terá a presença do chefe da arbitragem nacional,o instrutor Conmebol/Fifa, Sérgio Corrêa, e outros convidados, como o presidente da FCF, Delfim de Pádua Peixoto Filho.

Realizado pelo Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Santa Catarina - Sinafesc, com o apoio da Federação Catarinense de Futebol - FCF, Associação de Clubes, Associação Nacional dos Árbitros de Futebol - ANAF e Prefeitura de São José (FUNESJ), o Seminário termina no sábado, com diversas palestras sobre a aplicação e interpretação das regras oficiais do futebol, situações de jogo e aspectos éticos, psicológicos, físicos, que a função requer.

No seminário também serão homenageados dos árbitros catarinenses Paulo Henrique de Godoy Bezerra, Jefferson Schmidt, Edmundo Nascimento e o assistente Angelo Bechi, que estão encerrando a carreira na CBF. Apenas Bezerra deixará por completo a arbitragem pois os demais seguirão atuando na Federação Catarinense de Futebol. 

Durante o seminário, haverá a entrega dos diplomas aos novos árbitros catarinenses, formados pela Escola Catarinense de Arbitragem Gilberto Nahas, uma parceria do Sinafesc com a FCF. O curso teve duração de quatro meses e as aulas aconteceram nos polos de Balneário Camboriu e Criciúma, com alunos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

O presidente do Sinafesc, Marco Antônio Martins, lembrou que as parcerias com a Federação, Comissão de Arbitragem e demais entidades ligadas ao futebol catarinense são importantes para viabilizar as atividades preparatórias da temporada. “O nosso objetivo é fortalecer a unidade e trabalhar para que tenhamos em 2015 uma arbitragem valorizada e bem preparada”, frisou Martins.


   Heber Roberto Lopes (Fifa/SC) - com a bola ao centro será um dos preletores do seminário catarinense.

Ainda durante o seminário serão apresentados os uniformes da arbitragem de Santa Catarina, com um novo design e novos patrocinadores.

O 12º Seminário Catarinense da Arbitragem de Futebol realizado no ano passado foi considerado pelos participantes e pela organização como o melhor da história do sindicato, pelo elevado número de inscritos (cerca de 200 árbitros e assistentes) e pela qualidade das palestras.

As atividades da arbitragem catarinense começaram no último final de semana, com os testes físicos e teóricos na cidade de Itajai.  No sábado foram aplicadas as avaliações e testes para os árbitros assistentes e no domingo os testes para os árbitros, seguidos das avaliações teóricas. A expectativa da Comissão de Arbitragem da FCF é que este tenha sido um dos testes com menor índice de reprovação.

Nos dias 29, 30 e 31 de janeiro, os árbitros e assistentes que atuarão no Campeonato Catarinense 2015 foram convocados para novas atividades técnica e física, em Nova Veneza, no sul do estado. Trata-se da pré-temporada da arbitragem catarinense, que é realizada com o incentivo do presidente da FCF, Delfim de Pádua Peixoto Filho, como forma de deixar a arbitragem em perfeitas condições para iniciar seus trabalhos no retorno do calendário de competições oficiais.

PROGRAMAÇÃO DO 13º SEMINÁRIO DA ARBITRAGEM CATARINENSE

Local: Hotel Kennedy Executive, Kobrasol - São José (SC)

SEXTA-FEIRA  23/01/2015

12h00min – Credenciamento dos árbitros no Hotel Kennedy Executive

15h00min – Palestra: Nilson Monção – Vice-presidente da CA/CBF (Fatores que contribuem para o erro fatal ou não)

16h00min – Palestra: Roberto Perassi – Instrutor FIFA (Tocar a bola com a mão)

17h00min – Palestra: Arthur Alves Junior – presidente do SAFESP (Profissionalização da Arbitragem)
         
18h00min – Parada para o Café 

18h30min  - Formatura Escola de Árbitros Gilberto Nahas

19h30min - Jantar livre

20h30min  – Abertura Oficial
- Dr. Delfim Pádua Peixoto Filho – Pres. FCF
- Marco Antônio Martins - Pres. ANAF/SINAFESC
- Sergio Corrêa da Silva – Presidente da CA/CBF
(Autoridades Presentes)

21h00min – Palestra: Sergio Corrêa da Silva - Presidente da CA/CBF (Arbitragem Atual e Tendências para o Futuro)

SÁBADO – 24/01/2015

07h00min – Café da manhã

09h00min – Palestra: Dr. Mario Bertoncini - Tribunal de Justiça Desportiva 

10h00min - Palestra: Heber Roberto Lopes - FIFA (Planejamento da Arbitragem)

11h00min – Palestra: Roberto Perassi – Instrutor FIFA (Regra 11 e seus conceitos)

12h00min - Almoço livre

14h30min  -  Espaço Reservado a FCF
- Dr. Delfim Pádua Peixoto Filho – Presidente da FCF
- Dr. Rodrigo Capela – Jurídico da FCF
- Comissão de Arbitragem da FCF (Luiz Carlos Espindola, Fernando Lopez, Vayran da Silva Rosa, Junior Moresco)

16h30min- Jolmerson de Carvalho – Instrutor Físico – Certificado FIFA (Preparação Física do Árbitro)

17h15min - Assembleia Geral SINAFESC 

18h00min - ENCERRAMENTO