quarta-feira, 25 de março de 2015

Justiça Comum é a solução

                                   Foto: Julio Cancellier/Anaf

Dois episódios envolvendo a arbitragem me chamaram a atenção neste mês de março. O primeiro, ocorreu no jogo Ipiranga x Grêmio pelo Campeonato Gaúcho. Na partida em tela, o técnico do Tricolor dos Pampas, Luiz Felipe Scolari, “qualificou” verbalmente, o árbitro da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Neto de “Chico Colorado”, que foi o responsável pela condução da partida. 

O Tribunal de Justiça Desportiva Gaúcho, ao invés de punir exemplarmente Scolari, que comandou a Seleção Brasileira no maior vexame da sua história numa Copa do Mundo  - (Alemanha 7 X 1 Brasil)-  aplicou uma simples e mínima multa. Três mil reais em cestas básicas. Felipão saiu ileso de punição rigorosa e Francisco Neto ficou com o “rótulo” de apito do Colorado dos Pampas.
  
Já o segundo fato, foi no domingo que passou, no Campeonato da Federação Baiana de Futebol. O árbitro Arilson Bispo da Anunciação, que dirigia o prélio Jacuipense x Juazeirense, foi agredido com um soco pelo atleta Meidson da Jacuipense, que o prostou ao solo, após a não marcação de um penal contra a equipe do agressor. 

Ambos os casos são recorrentes no futebol brasileiro, independente do nível do campeonato, da condição sócioeconôminca dos atletas, dos dirigentes e técnicos de futebol.

E os motivos pelos quais os fatos aqui mencionados se repetem  contra a arbitragem, são de conhecimento de todos que gravitam no futebol, inclusive dos leigos.

Aqueles que praticam ou desejam praticar algum tipo de agressão contra o árbitro ou assistentes no futebol brasileiro, tem o “aval” explícito do (CBJD) Código Brasileiro de Justiça Desportiva. (CBJD) que foi confeccionado para “flexibilizar” as penas dos que violam as Regras de Futebol dentro do campo de jogo e, por extensão, “laureia” atletas, técnicos e cartolas que vociferam agressões físicas e/ou verbais atingindo a honra dos homens de preto. 
 
Quem se ater a observar o histórico dos atletas, treinadores, preparadores físicos, médicos e dirigentes punidos, inclusive por agressões físicas nos últimos anos no nosso futebol, verá que a maioria esmagadora teve a pena reduzida, gozou do efeito suspensivo, foi absolvido ou a punição foi extinta. Este tipo de leniência vergonhosa, só existe no País pentacampeão de futebol.

Além do motivado, ressalte-se a formação dos tribunais esportivos das federações de futebol e da CBF. A indicação de pessoas para compor esses organismos, é feita pelos cartolas dos clubes de gente muita próxima a eles, da associação dos atletas das federações de futebol, dos árbitros e da Ordem dos Advogados. Dos citados aqui me inspira confiança a indicação dos árbitros e da OAB.

Diante do que se leu desde a primeira linha deste articulado, não resta outra alternativa aos árbitros que não seja a de  se organizarem através dos seus sindicatos em âmbito local e da Anaf em amplitude nacional, e sem flexibilização processarem na Justiça Comum os seus detratores/agressores.
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PS: Porto Alegre será transformada a partir desta sexta-feira (27) e sábado, na capital brasileira da arbitragem. Os gaúchos serão os anfitriões da Reunião Geral de Trabalho da (Anaf) Associação Nacional de Árbitros de Futebol. Associações e sindicatos da confraria do apito brasileiro, sob a regência de Marco Antonio Martins (foto) e seus congêneres, discutirão temas de relevância inerentes à categoria dos homens do apito para a temporada 2015.      

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