quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Markus Merk é o melhor do século


                                                        
                                          Markus Merk, ladeado por MarcioRezende e Simon
O árbitro alemão Markus Merk (foto), surpreendeu e foi eleito pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) como o principal árbitro do século XXI. Merk superou nomes mais famosos como Jorge Larrionda, do Uruguai (2º), e o italiano Pierluigi Collina (apenas o 7º) para ficar com a liderança.
Odontólogo famoso na Alemanha, o árbitro ficou conhecido por ter apitado a final da Eurocopa de 2004 entre Portugal x Grécia. Na ocasião, muita expectativa ficou em cima de sua atuação, já que Otto Rehhagel, alemão técnico dos gregos, era seu cliente particular. Merk acabou elogiado após a partida.
Entre os brasileiros, o melhor colocado foi o ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas, que ficou apenas na 34ª colocação. Outros árbitros brasileiros lembrados foram Carlos Eugênio Simon (39º) e Sálvio Spinola Fagundes (44º).
Fonte: Lancepress

Lista dos 10 melhores árbitros do século 21
1.º Markus Merk (Alemanha), 135 pontos
2.º Jorge Luis Larrionda (Uruguai), 108
3.º Óscar Julián Ruiz (Colômbia), 104
4.º Frank De Bleeckere (Bélgica), 98
5.º Massimo Busacca (Suíça), 96
6.º Lubos Michel (Eslovénia), 96
7.º Pierluigi Collina (Itália), 94
8.º Roberto Rosetti (Itália), 91
9.º Kim Nielsen (Dinamarca), 84
10.º Howard Webb (Inglaterra), 80

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Congresso de grandeza dos homens do apito

O seminário patrocinado e desenvolvido conjuntamente pela Fifa e Conmebol, na semana que passou, foi coroado de ingente sucesso. Foram convidados 23 árbitros e 11 árbitros assistentes, que foram instruídos em técnicas e examinados nas áreas teóricas e física, e também submetidos a uma avaliação kinesics (prevenção de lesões) e antropométrica (composição corporal) ou índice de massa corpórea.
Hábitos profissionais
"Ambos os testes e avaliações foram exigentes, pois o nível atual dos jogos assim exige. Nosso trabalho é oferecer todas as ferramentas técnicas, físicas e estruturais, que possibilitem tanto nos árbitros como nas mesmas associações, hábitos profissionais de cuidados físicos e de nutrição, treinamento, capacitação e pleno conhecimento das Regras
do jogo de Futebol ", disse Massimo Busacca, chefe de Arbitragem da Fifa.
Professores de elite
O curso foi conduzido pelo Dr. Carlos Alarcón, presidente da Comissão de Árbitros da (Conmebol e membro da comissão dos Árbitros da Fifa) - participaram como instrutores, Massimo Busacca, responsável pelo departamento de Árbitros da Fifa, Oscar Julian Ruiz, Jorge Larrionda e o sr. Jorge Romo, integrantes da Comissão de Arbitros da entidade que controla o futebol no planeta e Esfandiar Baharmast, Instrutor Fifa.
Allan Costa Pinto
Heber Roberto Lopes almeja ser escolhido
para atuar na Copa de 2014.
Em outras áreas
O treinamento físico foi de responsabilidade dos instrutores em treinamento físico da Fifa, Alejo Perez Leguizamón e Cristian Rosen, enquanto o bacharel em Cinesiologia (Ciência que versa sobre os movimentos do corpo humano), Gustavo de Renzis e o Bacharel em Nutrição Desportiva, Marcos Martinez, contribuíram segundo as suas profissões, com dados importantes e análise técnica, para, no fim melhorar o nível da arbitragem.
Rumo ao Brasil
Depois de participar deste seminário os instrutores do RAP e do departamento de arbitragem da Fifa estarão em contato permanente com os apitos e assistentes, observando suas atuações. E durante os próximos meses os ajudarão a se manter preparados para melhorar as suas deficiências e corrigir suas falhas. A corrida no apito para a Copa do Mundo de 2014, na América do Sul já começou.
Fonte: Revista Árbitros/José Borda
PS (1): na expressão do evento acima mencionado, noticiamos a presença de Heber Roberto Lopes (foto), um dos mais eficientes árbitros na atualidade do futebol brasileiro. Diante do que resultou naquele evento, a ele, se almeja ser escolhido pela Fifa para a Copa de 2014, resta desertar do futebol paranaense e hospedar-se num centro mais destacado do futebol brasileiro, sob pena de perecer nesta área profissional em razão da pobreza que significa o futebol do Estado do Paraná no conceito nacional. Este aspecto negativo, por certo, vai bater de frente com a grandeza técnica do indigitado árbitro. Ou se
manda, ou morre!
PS (2): além de Heber Roberto Lopes, participaram do evento da Conmebol, os árbitros Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS) e Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP). Paulo Cesar de Oliveira (Fifa/SP), outro candidato ao Mundial de 2014, não foi convidado para o Seminário.

Árbitro à procura de nutricionista (final)

staurus.com.br

Teve fortíssima repercussão entre a confraria do apito em âmbito local e além das fronteiras brasileiras a matéria anterior, inclusive, suscitou discussões no Seminário da Conmebol para árbitros, realizado na semana que passou em Assunção (Paraguai). O Seminário teve a participação do chefe do Departamento de Arbitragem da Fifa, Massimo Busacca e do presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol, Dr. Carlos Alarcón Rios.

Os árbitros que participaram do evento em Assunção, foram submetidos a medição do (IMC), o temível Índice de Massa Corpórea, que mede o nível de gordura corporal do ser humano. Essa  medida foi desenvolvida na Bélgica pelo estatístico e antropometrista, Adolphe Quételet.  É calculado dividindo o peso do indivíduo em kilos pelo quadrado de sua altura em metros.

Como o tema causou variadas discussões, voltei a conversar com  um especialista em  nutrição,  que me prescreveu: o árbitro de futebol deve ingerir alimentos com pouca gordura, evitando transtornos intestinais durante a atividade física. Quanto mais gorda a refeição, maior será o tempo para recuperar seus reflexos e sua energia mental.

Nunca comer demais, pois isso, ao invés de melhorar o rendimento, prejudica o trabalho do estômago e, por extensão, nutre mal o organismo e enfraquece o cérebro, cuja energia é requerida para o trabalho mais pesado do estômago. Excesso de alimento proporciona letargia e lentidão, por permanecer no trato digestivo por um tempo acima do normal. Recomenda-se que,  no dia do jogo, o quarteto de árbitros alimente-se, pelo menos, três horas antes do início da partida. Realizar uma boa hidratação antes, durante e após o jogo. Ingerir, sem excessos carboidratos e líquidos durante o prélio, sobretudo no intervalo.

A ingestão, além de repor a perda da água  com a produção de suor, diminui  o gasto de energia do músculo e, por conseguinte, a fadiga e seus efeitos negativos sobre a  execução de suas tarefas.    
Porém, dependendo de sua estratégia nutricional, pode ser contraproducente: consumir carboidratos e proteínas, na forma líquida ou sólida, na hora seguinte a atividade física, para repor a energia e a recuperação muscular e dos níveis de glicose.

Níveis baixos de energia provocam alterações nas funções hormonais, metabólicas e imunológicas, além de afetar a saúde dos ossos. Também é desaconselhável o uso de bebidas alcoólicas  e de cigarro antes, durante e após a partida.  Não obstante as recomendações nominadas,  é imperativo que o árbitro não altere a sua rotina alimentar na véspera do jogo. Não experimente nada que o seu organismo não está habituado a consumir e, por conseqüência, deve manter a alimentação que o seu organismo está acostumado ao dia a dia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Má campanha do Tricolor pode fazer FPF cair no ranking da CBF


Irapitan Costa/PARANA/ONLINE
A postura da Federação Paranaense de Futebol, que desde o início se mostrou intransigente com qualquer possibilidade de antecipação da Divisão de Acesso, para facilitar o calendário do Paraná Clube, pode ter reflexos em todo o futebol paranaense. No ano passado, a FPF foi a federação que menos cresceu entre as sete primeiras colocadas do ranking da CBF. Um reflexo imediato do desempenho pífio de Paraná e Atlético nas Séries B e A do Brasileiro, respectivamente. Até mesmo as federações catarinense (9ª) e cearense (10ª) fizeram mais pontos ao longo da temporada 2011.
Por mais que muitos deem pouca importância ao ranking, ele define número de vagas na Copa do Brasil e na Série D do Brasileiro. O próprio Paraná Clube, nos últimos anos, só entrou na Copa do Brasil por conta de sua 23ª posição no ranking. Na mesma posição desde que caiu para a Série B, o Tricolor já é seriamente ameaçado pelo Ceará, que encurtou para dois pontos a vantagem do time paranaense. Em 2012, Paraná e Atlético estarão na Série B, enquanto a federação pernambucana, principal concorrente da paranaense no ranking, terá Náutico e Sport de volta à Série A.

Uma somatória de fatores que, em médio prazo, poderão colocar em xeque a 5ª colocação da FPF no ranking da CBF. Com uma visão menos provinciana, as federações de São Paulo e Minas Gerais preferem realizar suas principais divisões no início do ano. Assim, garantem calendário perene aos filiados que a representam nas diversas competições nacionais. O resultado disso pode ser medido em números. Ano a ano, a Federação Paranaense de Futebol vai ficando mais distante dos quatro primeiros lugares do ranking. Pernambucanos e baianos, agradecem.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uefa encerra curso com mensagem aos apitos


A Uefa reforçou uma série de mensagens fulcrais aos seus árbitros de topo, a se prepararem para o longo trabalho que aí vem com as fases eliminatórias da Champions League e da Uefa Europa League.
No final dos cursos que ocorreram esta semana em Antalya, na Turquia, foi pedido aos árbitros para protegerem os jogadores, defenderem a imagem do futebol, agirem de forma apropriada enquanto embaixadores da Uefa e reportarem de imediato à entidade qualquer tentativa de corrupção ou de viciação de resultados de que sejam testemunhas – ou mesmo de que sejam alvo.
 


Além disso, os árbitros foram  lembrados, por parte de um dos directores da arbitragem da Uefa, Hugh Dallas, das directrizes veiculadas pela UEFA no arranque da temporada. Não deve haver contemplações perante situações de amontoados de jogadores ou em que estes pressionem os árbitros, bem como perante quaisquer entradas violentas ou comportamentos que estejam em descompasso com as leis do jogo.
"É importante proteger os jogadores – eles querem sentir-se seguros dentro do terreno de jogo", salientou Dallas. "Vocês são uma espécie de polícia dentro de campo e têm o dever de garantir que os encontros aconteçam de acordo com as regras. Tentem, também, agir de forma preventiva – não esperem que algo aconteça para atuarem, procurem tentar evitar que aconteça."
Foi feito ainda um apelo aos árbitros para que ajam contra jogadores que exageram no contacto físico para colocar um adversário em dificuldades. "Estejam atentos, avisem os jogadores", lembrou Dallas. "Façam com que eles percebam que vocês sabem o que eles estão a fazer." Igual atenção deve ser dada às simulações. "Se os jogadores simulam", destacou o antigo árbitro escocês, "devem ser punidos, seja em que zona do terreno for."
O curso centrou-se em particular na importância que tem para os árbitros uma preparação cuidadosa dos jogos que vão apitar, em especial do ponto de vista táctico. Um posicionamento correcto – estar no sítio certo na altura certa – é determinante para que os juízes tomem as decisões mais acertadas dentro de campo.
Espera-se que os árbitros representem a Uefa de forma apropriada quando viajam  para os jogos para os quais forem destacados, bem como antes e depois deles. "Mostrem profissionalismo durante todo o tempo", apelou Dallas. "Vocês estão a representar a Uefa e a vossa federação nacional, e estão a representar-se a vocês mesmos e às vossas famílias – assegurem-se de que são profissionais dentro e fora de campo. Nunca sabem quem pode estar sentado atrás de vocês no avião. Vocês são facilmente reconhecidos, por isso tenham cuidado quando viajam pelos aeroportos com os uniformes das vossas federações."
Dallas reiterou igualmente os perigos das redes sociais. "Algo pode parecer muito inocente e facilmente tirado do contexto", explicou. "Vocês fazem parte do futebol do mais alto nível porque são árbitros internacionais, por isso tenham cuidado."
As apostas e os resultados combinados estão a ser alvo de uma forte luta por parte da Uefa e das federações nacionais que a integram, entre outros. "Pedimos-vos que estejam atentos e, sempre que se deparem com algo suspeito, devem de imediato comunicar à Uefa", prosseguiu Dallas. "Os árbitros são alvos fáceis, por isso não demostrem vulnerabilidade."
O antigo árbitro conversou ainda com o Uefa.com sobre o objectivo destes cursos de Inverno agora concluídos. "Levamos a cabo dois cursos diferentes, um para árbitros de elite e outro para os novos árbitros internacionais que chegam agora à família da Uefa", disse. "Procuramos relembrar aos nossos apitos de que devem ter uma abordagem consistente, com a qual os clubes e os jogadores contam, e é também importante mostrar aos novos árbitros os padrões exigidos. O futebol ao mais alto nível necessita de árbitros de alto nível – e a futura geração de árbitros está à altura."
"Penso que cursos como este mostram que podemos aprender uns com os outros e com a sua experiência", acrescentou. "Os árbitros mais jovens podem aprender com os mais experientes, enquanto os mais experientes podem oferecer o seu apoio e mostrar o caminho que os novos árbitros devem seguir."

Fonte: Uefa.com

Três fatores para o sucesso dos árbitros

O poder físico, a visão e o carácter são os principais elementos que colocam os melhores árbitros europeus no topo da categoria, tendo sido um dos focos de discussão no curso de Inverno da UEFA, na Turquia.
Total disponibilidade corporal, mental e visual – três elementos indispensáveis para conduzir ao topo os melhores árbitros europeus. Todos eles fazem parte do curso de Inverno da UEFA para o sector, que decorre esta semana na Turquia. Actualmente, não é apenas importante tomar as decisões certas. Os árbitros têm que ser competentes em mais áreas. Vamos abordar as três.
Em primeiro lugar, atente-se, num jogo mais competitivo, ao elevado ritmo e velocidade nele exibidos. Salta a vista a necessidade de quem o dirige ter de estar numa grande condição física para conseguir estar à altura do desafio. O perito belga em condição física, Werner Helsen treina os árbitros para a UEFA. Na Turquia, a sua equipa tem analisado os árbitros, pesá-los, ver as suas percentagens de gordura e organizado um exame ao estado atlético de cada um deles, de maneira a que estejam prontos para os jogos que aí vêm das competições europeias.
"É, sem dúvida, o caso dos árbitros actuais, que nos tempos que correm, têm que ser atletas, tal como os jogadores”, disse Helsen ao UEFA.com. "Há muitos mais atletas no campo do que havia há uns anos. É fácil ver isso, do ponto de vista físico, atento o que é feito nos jogos de hoje. Se compararmos o futebol actual, em termos de desempenhos arbitrais, com o que era feito há cinco ou seis anos, vemos que mudou dramaticamente. Um exemplo é a corrida de alta intensidade, cujo volume dobrou entre 2003/04 e a época passada. Acreditem, pela primeira vez, por exemplo na Premier League inglesa, os árbitros fizeram mais corridas de alta intensidade que os jogadores."
"Um árbitro corre entre 10 e 13 quilómetros [durante um jogo]," acrescentou Helsen, "mas a maior diferença é o grande aumento do volume de corrida de alta intensidade e também o número de ‘sprints’, que também dobrou desde 2003. Actualmente, um juiz faz, aproximadamente, 50 por jogo, que é o mesmo que os jogadores fazem.”
Um dos dirigentes da arbitragem da UEFA, Hugh Dallas, falou no que o sector mudou desde a década de 1970. "Há muitas pessoas que ao verem agora a final do Campeonato do Mundo de 1970, pensam que há um programa com a televisão, pois o jogo parece estar a ser visionado em câmara lenta", afirmou. "Agora, no século XXI, vemos quão rápido o jogo é disputado. Temos que preparar os árbitros da mesma maneira que os clubes e as selecções preparam os jogadores.”
"Os árbitros podem ter o dobro da idade de um jogador, mas tem de estar fisicamente ao nível deles”, continuou Dallas, que dirigiu a final da Taça UEFA de 1999 e foi quatro-árbitro na final do Mundial 2002. Teve ainda a oportunidade de apanhar o início desta necessidade de apostar na melhoria da condição física na última fase da sua carreira."
"Penso que fui um dos primeiros árbitros que esteve envolvido na nova abordagem profissional da UEFA", explicou Dallas. "No final da minha carreira como árbitro, eu estava, provavelmente, em melhor forma que no início. Isto foi devido a esta nova atitude que fomos encorajados a adoptar. Estamos a ser analisados por peritos em condição física. Nada se pode esconder."
Agora o segundo elemento. No curso em Antalya, os árbitros são sujeitos a testes de visão. Têm de ser capazes de focar a visão nos incidentes, isolar os objectos que se estão a mexer e reagir ao movimento à volta deles. "Tem-se testado nos nossos árbitros, a sua capacidade de tomar decisões e também os aspecto físicos e psicológicos”, disse Dallas, "mas nunca percebemos quão importante é a visão durante os jogos”.
"O daltonismo pode ser um problema, mas não deixamos nada de lado. Temos especialistas para analisar o passado dos árbitros no que respeita à capacidade visual. E, até agora, não tem havido surpresas”.
Por fim, o último elemento. Os melhores árbitros têm de ter uma grande força mental para fazerem o seu trabalho com a máxima competência. O inglês Howard Webb é testado semanalmente na Premier League do seu país, onde é avaliado de perto por jogadores, treinadores, imprensa, televisão e público.
"Os juízes ingleses fizeram parte de uma investigação universitária sobre a vida de árbitro profissional de futebol”, disse Webb. "A principal conclusão foi que era fundamental ter uma grande robustez mental, capacidade de tomar decisões e auto-confiança."
"Isto é absolutamente decisivo”, acrescentou o árbitro da final do Campeonato do Mundo e de uma partida decisiva da UEFA Champions League. "Sem isso, o mais certo é não se chegar ao topo do jogo. Parte do jogo é perceber que as pessoas não vão muitas vezes concordar com aquilo que fazemos em campo. O jogo é cada vez mais rápido e exigente e há muita pressão. Aprendi durante algum tempo que temos de manter a crença em nós próprios”.
Em forma fisicamente, de boa visão e forte de carácter. Eis três principais componentes que dão aos homens do apito europeus a sua grande reputação no mundo do futebol.

Fonte: Uefa.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pouco conhecido deu alegria

Leonardo Sigari Zanon  (foto), o árbitro de Atlético/PR  4 x 0  Roma/Apucarana,  superou minha expectativa e, por extensão, ultrapassou com folga  o desempenho de Rogério Menon da Silva. Sua atuação nos quesitos técnico, tático, físico e psicológico, os quatro  pilares exigidos pela Fifa  de um árbitro na condução de uma partida, teve laivos de perfeição.   Em se tratando da primeira apresentação em Curitiba, já que o nominado apito é do interior, e é pouco conhecido da comunidade esportiva paranaense,  num jogo envolvendo um clube de massa, sua arbitragem   foi auspiciosa. Nota, 9.0.
                                                          Foto: Apito do Bicudo
Edivaldo Elias da Silva, o apito de AC/Paranavaí 1 x 3 Coritiba FC, sofreu críticas nas tomadas de decisões em lances interpretativos, que acabaram gerando polêmica, sobretudo  nas pessoas que desconhecem as Regras do Jogo de Futebol. No entanto, agiu em consonância com as determinações da regra.  Seu posicionamento no lance em  que o arqueiro Vanderlei do Coritiba, puxou “espertamente” a bola para dentro do gol prostrado ao solo, impediu seu campo visual de tomar a  decisão adequada.  É  um lance muito difícil de ser visualizado pelo árbitro e o assistente, ainda mais quando o fluxo luminoso não é distribuído de maneira uniforme, o que é uma prática comum na maioria dos estádios com iluminação no futebol brasileiro. 
No lance do pênalti, agiu com acerto nas duas decisões. Houve a falta máxima dentro da área e a repetição do pênalti obedeceu a determinação da Regra XIV  (Tiro penal, pág. 100 - Regras do Jogo de Futebol/2011/2012).  Na página  99 do mesmo livro, está preconizado: O goleiro defensor, deverá permanecer sobre sua própria linha de meta, de frente para o executor do tiro penal e entre os postes de meta, até que a bola seja chutada. Porém, há  um entendimento na Fifa, que não está contido na regra, de que se o goleiro usar um pé de vantagem para tomar impulso,  essa ação é correta e os árbitros devem aceitá-la, o que não aconteceu no lance aqui discutido. Ótima arbitragem. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Árbitro deve consultar um nutricionista (1)

Observando as primeiras rodadas dos diferentes campeonatos estaduais no que concerne à arbitragem pelo País afora, deparei-me com um fato que me chamou a atenção. A exibição de uma considerável saliência abdominal nos quartetos ou sextetos de árbitros. A primeira  certeza que veio a mente é de que as Comissões de Árbitros das federações não estão nem aí para o problema, e gerem suas competições de forma rudimentar a partir de um dos segmentos mais importantes do futebol, que é a arbitragem.

A segunda,  é de que os árbitros são os principais culpados por essa situação ao não se cuidarem adequadamente.  E a terceira retrata o mal desempenho da arbitragem nas competições da CBF, que iniciam-se este mês, como a Copa do Brasil. Dito isso, o corpo humano é formado a partir de uma matriz genética, através da qual ingerimos e respiramos. Em suma: logo, a alimentação, associada ao treinamento  técnico, físico e ao descanso, constitui fator primordial no desempenho do árbitro.

Com freqüência, as necessidades dos árbitros são deixadas de lado. Porém, exige-se dele uma excelente forma física e uma ingente capacidade de decisão. Diante disso, as planilhas de treinamento e nutricionais dos árbitros, inserido a hidratação durante o jogo, devem ser similares a dos atletas de futebol.
A qualidade e a dedicação do treinamento já não são suficientes para obter  o sucesso no futebol pós-modernidade. Uma ótima alimentação é de fundamental importância para atletas e também para a equipe de arbitragem atingirem um rendimento melhor e na saúde, além de desfrutar alimentos variados.

Em relação ao árbitro, de  acordo com nutricionista que consultei,  os alimentos devem ser consumidos antes da partida, na quantidade suficiente para o esforço físico que dele será exigido e, após a  realização do jogo,  na mesma quantidade necessária para recompor a energia consumida durante a partida.  Surgem, então, questionamentos: que tipo de alimentação devem consumir os árbitros? Em que momento? Qual a quantidade? A resposta é simples: depende das necessidades individuais. Apenas um profissional da área de nutrição poderá implementar uma estratégia nutricional, inclusive, com a ingestão de complementos dietéticos, se for o caso, sempre respeitando essa individualidade.
Algumas orientações básicas, no entanto, fazem-se necessárias: balancear  a alimentação através da ingestão  de grupos de alimentos  que guardam relação direta com o rendimento físico, (pães, massas e cereais), proteínas (carnes, leites e derivados de grãos), vitaminas e minerais (frutas, verduras e legumes).
Dr. Carlos Alarcón Rios
Foto: Revista Árbitros 
  
PS: acuso o recebimento do e-mail do professor doutor, Carlos Alarcón Rios, presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol, Instrutor  e Membro do Comitê de Árbitros da Fifa. O Dr. Alarcón, é um personagem que tem uma folha de serviços prestadas a arbitragem mundial, digna dos mais altos elogios. Sua peregrinação pelo planeta na formação, no acompanhamento e na aprimoração dos árbitros de futebol,  tem contribuido sobremaneira para a melhora e a unificação das tomadas de decisões dos árbitros.

Faltam 500 dias para a bola rolar

Quando falamos agora, no início de 2012, sobre a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, a impressão é de que ainda falta um tempo considerável até que 32 seleções cheguem ao país para disputar o troféu mais cobiçado do futebol. Mas, para viver uma boa parte desse clima de perto e ver a bola rolar num evento oficial do ciclo que leva até a Copa, os brasileiros precisam esperar menos de um ano e meio para a Copa das Confederações da FIFA.

No dia 15 de junho de 2013, o Estádio Nacional de Brasília receberá a partida inaugural do “Festival de Campeões”. Os vencedores dos títulos continentais de cada uma das seis confederações, a atual campeã mundial Espanha e o Brasil, como país-sede, se enfrentarão até a grande decisão do dia 30 de junho, no Maracanã. A competição ainda terá como sedes Belo Horizonte e Fortaleza. Recife e Salvador continuam sujeitas à aprovação final da FIFA e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da FIFA. O anúncio final da tabela de jogos do torneio e das sedes finais será em junho.

“Para nós do Comitê Organizador Local, a Copa das Confederações da FIFA é muito mais do que um torneio preparatório para a Copa do Mundo da FIFA”, anima-se o ídolo Ronaldo Nazário de Lima, membro do Conselho de Administração do COL. “Estamos empenhados em preparar uma grande festa no ano que vem, um verdadeiro festival de campeões.”

Só entra campeão
Alguns desses campeões a que se refere Ronaldo – que venceu o torneio, na edição de 1997, na Arábia Saudita – já estão definidos. Além de Brasil e Espanha, três países conquistaram os títulos de suas confederações em 2011 e já garantiram vaga: o México, campeão da Copa Ouro da CONCACAF; o Japão, que venceu a Copa Asiática de Seleções e o Uruguai, vencedor da Copa América. Os demais participantes serão os campeões da Copa Africana de Nações de 2013, da Copa das Nações da Oceania de 2012 e da UEFA Euro 2012. As oito equipes serão divididas em dois grupos durante o Sorteio Final, que será realizado em São Paulo no dia 1º de dezembro.

“Acho que teremos aqui no Brasil o grupo de seleções mais forte desde a criação do torneio”, opina Ronaldo. “Será uma grande oportunidade para os torcedores brasileiros assistirem a um futebol de alto nível nos novos estádios e mostrarem ao mundo um pouco da nossa hospitalidade.”
Cada vez maior
Desde sua criação em 1992 – então, como a Copa do Rei Fahd, disputada na Arábia Saudita –, a Copa das Confederações da FIFA foi um sucesso de popularidade entre os torcedores e se mostrou mais uma valiosa ocasião para que grandes seleções se reunissem num torneio oficial. Desde a edição da Alemanha, em 2005, a competição se consolidou como um evento quadrienal, realizado no país-sede da Copa do Mundo da FIFA, um ano antes da mesma. O conceito deu tão certo que os 16 jogos da edição da África do Sul 2009 foram transmitidos ao vivo para 149 territórios, com uma audiência de 550 milhões de pessoas.
A Copa das Confederações da FIFA ainda merece um carinho especial por parte do público brasileiro por causa dos grandes resultados da Seleção Brasileira, que conquistou três das oito edições, inclusive as duas últimas. “Trata-se de uma competição importantíssima, uma prévia da Copa do Mundo da FIFA”, diz Ronaldinho Gaúcho, campeão da edição de 2005, ano em que foi eleito Jogador do Ano da FIFA pela segunda vez. “E esta próxima edição terá um gosto especial por ser no Brasil. Estou muito motivado por isso e espero disputar essa competição em 2013”, completou o atual camisa 10 do Flamengo.

Para celebrar essa contagem regressiva, a Copa das Confederações da FIFA já tem uma cara: o emblema oficial estampando um sabiá-laranjeira, uma das aves nativas brasileiras. Com isso tudo, já nem dá para achar que falta muito. Pouco depois do Sorteio Final, os ingressos começarão a ser vendidos e, dentro de exatos 500 dias, chega enfim uma hora que tanto se espera desde quando o país foi anunciado como sede, em 2007: a de ver os melhores do mundo jogando em solo brasileiro.
Fonte: Fifa.com

Collina fala aos novos apitos da Uefa

Os novos árbitros internacionais da Europa,  estão sendo submetidos a uma riqueza de conselhos inestimáveis no seminário, que tem como palestrante, o ex-árbitro, Pierluigi Collina (foto), em um curso da Uefa na Turquia.
Collina, que assumiu o comando dos maiores dispositivos elétricos no mundo e do futebol europeu durante a sua própria carreira distinta, está agora disponibilizando sua vasta experiência como diretor de arbitragem da Uefa. Ele transmitiu os seus conhecimentos essenciais,  mesclado com os 43 recém-chegados novos apitos vindos de 28 associações nacionais européias, no Curso Uefa 21- Introdutório para Árbitros Internacionais, na cidade mediterrânea de Antalya.
                                                                    Foto: Uefa.com
"É um grande privilégio para vocês", disse Collina aos árbitros. "Estar entre os apitos no topo do mundo - é também uma grande responsabilidade.  Você tem que se orgulhar e você tem que ser comedido.  Os senhores irão fazer parte do topo do futebol mundial.
"O árbitro tem que tomar decisões importantes no campo de jogo,  e  muito rapidamente - em meio segundo, sob pressão - e você tem que estar pronto para assumir a responsabilidade", acrescentou. "Esteja preparado para lidar com crises - você tem que estar preparado, porque se a decisão é importante, ela pode ter grandes implicações.  Suas tomadas de  decisões serão discutidas, analisadas e questionadas.  O árbitro top de linha tem que estar pronto para lidar com essa pressão..."
Os recém-chegados à lista Fifa, foram informados sobre a necessidade de buscar constantemente melhorias e conhecer seus pontos fortes e fracos. "Você sempre pode aprender", disse Collina. "Tente melhorar o tempo todo e não tenha medo de mudar." Os árbitros foram instados a criar seu próprio sucesso através da preparação diligente. "Se você não se preparar, o fracasso virá imediatamente", enfatizou o italiano, que é o árbitro que obteve por seis temporadas o título de melhor apito de futebol do mundo, através da Federação Internacional de Histórias e Estatísticas do Futebol, órgão reconhecido pela Fifa. 
No curso, os árbitros foram orientados sobre várias situações, incluído aprender o máximo possível sobre as duas equipes à frente de um jogo - táticas, jogadores, suas  características, como  jogam ou jogaram as equipes em determinadas situações. "Isso vai ajudá-los - um bom árbitro é capaz de ler o jogo que está apitando", disse Collina. "É importante entender como um jogo pode ser jogado e se  preparar e estudar como jogam as equipes,  os atletas problemáticos e o comportamento do público."
Collina também pediu que os árbitros  protejam o jogadores contra jogo brusco grave, e para se proteger de mobbing jogador, reiterando a mensagem da Uefa dadas aos árbitros no início desta temporada .
Fitness e foco são as principais armas no arsenal de um árbitro de elite. Collina deu o exemplo do 1999 -  Uefa Champions League, o prélio Manchester United FC x  FC Bayern München - que ele apitou - quando o clube inglês veio de trás para ganhar o troféu com dois últimos suspiros objetivos. Collina lembrou sua necessidade de permanecer na bola  mesmo quando a fadiga foi rastejar dentro do seu corpo.  "Às vezes, tudo pode ir bem até o final de uma partida, e então você num segundo pode cometer um erro", disse ele. "Você tem que ficar lúcido, focado e concentrado do início ao fim - para estar em forma o suficiente,  para tomar decisões quando e principalmente for atingindo pelo cansaço físico e mental."
Collina concluiu uma hora fascinante na sua palestra, lembrando os participantes de suas responsabilidades em termos de imagem. "Você tem que inspirar outras pessoas", disse ele. "A melhor coisa que acontece é  quando alguém decide ser um árbitro por causa de  outro árbitro como exemplo.  Os árbitros  top de linha são modelos para jovens  no seu país, e as pessoas observam isto  diariamente. O mesmo procedimento acontece com os atletas famosos. Portanto,  é imperativo os senhores cuidarem de si mesmos todos os dias. A imagem que o árbitro passar a sociedade é a imagem que todos os desportistas terão de você, afirmou Collina. 
"O objetivo final para um árbitro é para ser aceito - quando jogadores e treinadores confiam num Referee, mesmo se ele tomar uma decisão errada, as insurreições serão moderadas.   É uma questão de preparação, personalidade e confiabilidade.  Aprenda com seus erros e faça auto-crítica da sua atuação a cada jogo.  Sempre há espaço para melhorias. Quando você cometer um erro, olhe para a frente,  busque a recuperação e volte mais forte. "
À frente da apresentação além de  Collina, participou pela Uefa, o primeiro vice-presidente da entidade,  Şenes Erzik, que  abriu o curso e felicitou os jovens árbitros. "Todos  merecem estar aqui", disse ele. "Vocês tem  trabalhado numa atividade  extremamente difícil no futebol.  E a  Uefa está determinada e empenhada em oferecer-lhe as possibilidades daquilo que melhor dispomos neste setor.  Vocês estão aqui para compartilhar experiências e aprender.  Não há limite para a aprendizagem -... É o trunfo.  Desejo-lhes todo o sucesso  em suas carreiras, finalizou Erzik.