quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Neófitos salvaram a "pele" da arbitragem em 2015

    Heber Roberto Lopes (FIFA/SC), obteve 9,8 no Uruguai x Colômbia

O ano de 2015 no que tange a arbitragem do Campeonato Brasileiro apresentou várias deficiências nos pilares técnico, tático, físico e psicológico. Deficiências que precisam ser corrigidas paulatinamente a partir de 2016, já que, a credibilidade das tomadas de decisões dos nossos apitos e bandeiras nunca esteve num nível tão baixo como nesta temporada.  Faço a observação em tela, porque daqui há sete rodadas teremos o epílogo do principal torneio da CBF, e nos primeiros meses do ano que vem começa o calendário de competições do futebol pentacampeão.

Esperar que os homens de preto das federações de futebol que compõe a Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf), sejam submetidos à correção nas federações é pedir o que elas nunca fizeram e até porque a maioria dessas entidades não possui pessoas capacitadas para esse mister. Traduzindo: na próxima temporada, a cartolagem, os clubes, os atletas, o torcedor e a imprensa irão conviver salvo exceções, com as mesmas mazelas expostas este ano pela confraria do apito brasileiro.

Mas se um contingente expressivo de árbitros e assistentes escolados, evidenciaram erros na interpretação e aplicação das Regras de Futebol, alguns jovens promissores que também cometeram pequenos, médios e graves equívocos, conseguiram se sobressair e deixaram um alento positivo ao setor do apito para o ano que se avizinha.

Lapidados com extremo cuidado pela CA/CBF, os neófitos do apito, Bráulio da Silva Machado (Asp/Fifa/SC), Bruno Arleu de Araújo (CBF-2/RJ), Luiz Teixeira Rocha (CBF-1/RS), Marielson Alves Silva (CBF-1/BA), Thiago Duarte Peixoto (Asp/Fifa/SP) e Rodolpho Tóski Marques (CBF-1/PR), são os destaques da arbitragem brasileira na temporada 2015 e, por conseguinte, livraram a “cara” da confraria dos homens de preto que laboram nas competições da CBF de um vexame inominável.

PS (1): Marielson Alves Silva (CBF-1/BA), se mantiver a mesma postura tática, física, técnica e psicológica que apresentou nos últimos jogos, sobretudo, no confronto Flamengo/RJ 0 x 2 Coritiba/PR, no domingo (25), em Curitiba, na partida Coritiba/PR x São Paulo/SP, abre a porta da frente da CBF para ser o novo Asp/Fifa em 2016.

PS (2): Heber Roberto Lopes (Fifa/SC), obteve a melhor nota da arbitragem que atuou na primeira e na segunda rodada das eliminatórias da Copa do Mundo, envolvendo as equipes da América do Sul. O indigitado apito recebeu 9,8, na direção de Uruguai x Colômbia. Recordista em partidas da Série (A) do Campeonato Brasileiro, apitou até o momento (305 confrontos), Roberto Lopes, há três anos atrás foi desprezado pelo “paupérrimo” futebol paranaense.

PS (3): Rodolpho Tóski Marques (CBF-1/PR), está num crescente extraordinário. Suas belíssimas atuações estão ancoradas nos cursos que participou na Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF), e nos diálogos que trava e nas orientações que recebe do professor Sérgio Corrêa da Silva, sondado a fazer parte do futuro Comitê de Arbitragem da Fifa.        

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ex-árbitro defende Mourinho e critica FA: «É preciso ser-se consistente»

O Chelsea não aceita as explicações da federação inglesa de futebol (FA) sobre os motivados que levaram o organismo a suspender José Mourinho por um jogo e a aplicar uma multa de 50 mil libras (cerca de 68 mil euros) ao treinador português. 
Por conseguinte, o clube londrino já avançou com um novo recurso e não pretende desistir enquanto não a suspensão ao treinador português não for levantada, segundo noticia o Daily Mirror.


A sustentar a argumentação do Chelsea estão as declarações de outros treinadores como Arsene Wenger (Arsenal) e Neil Lennon (Bolton), cujas críticas à arbitragem não mereceram mão severa da FA tal como aconteceu com Mourinho.


Uma posição partilhada pelo antigo árbitro Mark Halsey: «Fiquei tão irritado quanto o Chelsea e Mourinho porque o castigo é pesado de mais para a infração. Em relação ao que Mourinho disse sobre ser o único a ser castigado pela FA, penso que tem razão. A prova está à vista de todos.»

Em declarações ao site Ref.com, Halsey acrescentou: «Já não sabemos que esperar da FA e penso que o sentimento é generalizado. Uma multa de 50 mil libras é muito, muito excessivo. Arsene Wenger veio criticar Mike Dean e nada foi feito, nem sequer foi castigado. É preciso ser-se consistente.»

Fonte: http://abola.pt/nnh/ver.aspx?id=577934

Opinião do Apito do Bicudo: Diferentemente do futebol brasileiro onde impera a leniência com a indisciplina, via o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que traz no seu conteúdo o "VERGONHOSO" incentivador da violência chamado de [EFEITO SUSPENSIVO] aos atletas que infringem o indigitado código, na Inglaterra o buraco é mais embaixo e àqueles que procedem à margem da verdadeira Justiça Desportiva são exemplarmente punidos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Continuísmo: A "Praga" da arbitragem brasileira

Diferentes setores do futebol brasileiro descontentes com a sequência de erros da arbitragem, sobretudo, na Série (A) do Campeonato Brasileiro, trabalham ininterruptamente pela saída de Sérgio Corrêa da CA/CBF. O problema da arbitragem nacional não está localizado na comissão e muito menos em Corrêa. Não fora a realização de inúmeros cursos, seminários e painéis nos últimos anos pela CA/CBF, sob a regência de Sérgio Corrêa, a arbitragem brasileira já teria ido para o beleléu.

O buraco é mais em baixo. A problemática tem início nas federações de futebol - de onde a CBF empresta apitos e bandeiras. Dentre os obstáculos que tem contribuído para a precária qualidade de juízes e bandeirinhas, destaco a formação e o continuísmo das comissões de árbitros das federações.

Querem alguns exemplos? Há quanto tempo, o Cel. Marinho está à frente do comando do decadente quadro de árbitros da Federação Paulista de Futebol? Há quanto tempo, Luiz Fernando Moreira gere os destinos da confraria do apito da Federação Gaúcha de Futebol sem nunca ter apitado uma partida de futebol profissional? Há quanto tempo, Jorge Rabello dirige o decadente setor da arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e ao mesmo tempo preside o sindicato dos árbitros de futebol da ex-cidade maravilhosa? Há quanto tempo, Afonso Vitor de Oliveira é o diretor da comissão de árbitros da Federação Paranaense de Futebol? Há quanto tempo, Wilson Paim (ad aeternum) está dirigindo o paupérrimo quadro de arbitragem da Federação Bahiana de Futebol? Podia ir mais à frente, mas paro por aqui.

Pergunto: Quantos árbitros e assistentes (Top de linha), os dirigentes acima nominados revelaram ao futebol pentacampeão desde que assumiram a direção das comissões das federações mencionadas até os dias atuais? Além da ultrapassada pré-temporada, quantos cursos, painéis, seminários de requalificação, quantos intercâmbios com as demais federações, com a Conmebol ou a Uefa foram efetivados pelas entidades aqui citadas em benefício dos seus quadros de arbitragem?  

O segundo óbice que tem proporcionado “inestimável” contribuição à precária qualidade dos árbitros em todo o País, encontra-se nas escolas de formação de arbitragem. A maioria desses organismos, sofre ingerência dos dirigentes das comissões e em alguns casos há pessoas que nunca apitaram uma partida de futebol de pelada de menino de conjunto habitacional, ministrando curso. Some-se ao exposto, a didática incorreta aplicada nos cursos de formação, e a consequente desatualização dos “professores” em relação às Regras de Futebol e as diretrizes que devem ser repassadas à arbitragem.

A terceira problemática que tem substanciado a derrocada do árbitro do futebol brasileiro, atende pelo nome de dirigentes de associações e sindicatos. Tornou-se regra encontrarmos sindicalistas ocupando cargos nas federações de futebol e na CBF como: membro da comissão de arbitragem, membro da comissão de segurança pública, assessor e/ou relações públicas, assessor de árbitros da federação, professor da escola de formação de arbitragem, tutor, assessor, delegados de arbitragem da CBF, vice-presidente disso ou daquilo. Pode? 

É óbvio que há outros entraves que impedem a arbitragem de apresentar um labor de melhor qualidade, mas diante do quadro “doloroso” egresso das federações de futebol, os demais fatos são filigranas. Diante do que, não há como propiciar uma arbitragem que tome decisões próximas da uniformidade das Regras de Futebol.

PS: A proposição de inserir um membro da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), como integrante da Comissão de Arbitragem da CBF, é o caminho inexorável para subtrair o mínimo de credibilidade que ainda tem o árbitro no Brasil. E, por conseguinte, é a medida que vai propiciar o futuro funeral do árbitro do futebol brasileiro.

PS (2): Ouço e leio alguns nomes de ventríloquos que podem substituir Sérgio Corrêa, caso o mesmo deixe a CA/CBF. Mas se acontecer o que muitos desejam, por favor busquem nomes à altura para substitui-lo. Corrêa na atualidade está para a arbitragem brasileira, assim como Massimo Busacca está para a Fifa e Pierluigi Collina à Uefa.

PS (3): Sugiro nomes com Know-how a respeito da arbitragem nacional e internacional como, Carlos Eugênio Simon, José Mocelin, Renato Marsiglia, Sálvio Spínola e Wilson Luiz Seneme.

  

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Arbitragem profissional é uma falácia


Em entrevista concedida ao sítio Globo.com, o diretor da CA/CBF Sérgio Corrêa da Silva, afirma que apesar da Lei Nº 12.867/2013 ter regulado a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional, a aplicabilidade da lei em tela é inviável em função da atual conjuntura econômica, das leis que vigoram no País e outros senões que teriam que ser ajustados à realidade que vivemos. Concordo em gênero, número e grau com Sérgio Corrêa.

Faço coro a afirmação de Corrêa independente dos obstáculos por ele nominados, porque não há notícia de que a CBF, a Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), sindicatos, Entidades de Prática Esportiva (clubes), ou outro segmento do futebol brasileiro em alguma oportunidade tenha desenvolvido um estudo de alto nível neste sentido. O que se falou e se fala sobre a profissionalização do homem de preto no Brasil, sempre teve “efeito traque.”

Como falar em profissionalização do árbitro no Brasil, se a CBF desrespeita de maneira reiterada há mais de uma década, a confraria do apito brasileiro, quando não cumpre com a determinação da Fifa de repassar na íntegra os valores financeiros das diferentes logomarcas exibidas nas mangas das camisas em benefício da Arbitragem?

Como pensar em arbitragem profissional no Brasil, se a CBF a partir deste ano passou a “explorar” mais uma publicidade nas costas dos membros da Relação Nacional de Árbitros (Renaf), que atuam nas suas competições sem lhes repassar um único centavo?

É impossível imaginar uma arbitragem com profissionalismo e credibilidade, quando a CBF designa como assessores e delegados de arbitragem nas suas competições, integrantes das associações e sindicatos de árbitros por indicação dos presidentes das federações de futebol. 

O “status quo” anacrônico que comanda o futebol pentacampeão a partir das federações, a CBF e os sindicalistas que representam a categoria, além de não demonstrarem o menor interesse em mudar o quadro vigente ao longo dos anos, sempre lutaram desbragadamente para manter tudo como está. Ou seja, o árbitro que labora no futebol brasileiro sempre foi, é e será tratado como objeto descartável ou mercadoria de troca entre os mandachuvas do nosso futebol. 

Talvez daqui há cem anos, quando a maioria de nós já estivermos noutra vida, aqueles que aqui estiverem possam vivenciar uma transformação em todos os setores do futebol brasileiro, sobretudo, no setor da arbitragem.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

MLS prepara-se para testar o sistema vídeo-árbitro


Jeff Agoos apoia o uso da tecnologia no futebol
A MLS (eua) prepara-se para implementar, em caráter experimental, o sistema de vídeo-árbitro. De acordo com o jornal inglês "The Times", o objetivo passa por testar a tecnologia em 10 a 15 jogos não oficiais, disputados no final de outubro, em três áreas: gols, grandes penalidades e cartões vermelhos.

O vice-presidente da liga americana, Jeff Agoos (foto), afirma que "a MLS é um incentivador de toda tecnologia que ajude a melhorar o jogo, sem que esta interrompa o natural desenrolar do encontro".

"Os nossos estudos indicam que, dependendo do incidente em questão, existem de 40 segundos a um minuto para o árbitro poder consultar o vídeo. É tempo suficiente para poder tomar uma decisão", disse Agoos ao The Times.

A introdução do vídeo-árbitro no futebol tem sido um tópico recorrente durante as últimas épocas, justificando-se, de acordo com Jeff Agoos, com "a necessidade de o árbitro ter tanta ou até mais informação do que um qualquer adepto que vá ao estádio, que pode ver logo o lance no telemóvel".

"Não estamos à procura da perfeição, não existe. Há sempre um elemento humano envolvido. No entanto, o jogo está de tal forma rápido que é impossível que os árbitros o consigam acompanhar", concluiu o vice-presidente da MLS.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O substitutivo é “defeituoso”



Há mais de uma década a CBF explora propaganda nas mangas das camisas da arbitragem
A nova inserção da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) e do interlocutor político escolhido pela entidade, o deputado Evandro Rogério Romam (PSD/PR), no sentido de pleitear 0,5% via um substitutivo como direito de arena à confraria do apito brasileiro, contém ingredientes que poderão causar uma longa batalha judicial se levado em frente da forma como foi formatado. A opinião é de juristas ouvidos a respeito do tema por este colunista.

O direito de arena é o valor que as entidades envolvidas na realização dos jogos, como equipes, associações e federações, recebem pelas transmissões e direitos audiovisuais das competições. Segundo a Lei Pelé (Lei Nº 9.615/98), os atletas têm direito a um mínimo de 5% do total do valor negociado.
Por que sindicalistas e o deputado Romam não reivindicam os valores financeiros da logomarca das mangas das camisas à arbitragem como determina a Fifa?    
O caminho inicial adotado para viabilizar o benefício à arbitragem pela Anaf e Romam, a partir da Comissão de Esportes e, posteriormente, a Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania, é visto como corretíssimo. Porém, a proposta deixa alguns espaços jurídicos que serão questionados como por exemplo, de onde sairá o percentual de 0,5% aos árbitros. Se não for trabalhado juridicamente, politicamente e aprovado na lei a fonte que vai bancar o valor em tela, vai dar “chabu outra vez.
    Os patrocínios rendem milhões de reais à CBF, já os apitos e bandeiras "chupam os dedos"
Pergunto: A TV irá bancar o valor de 0,5%, quando é sabido que têm contrato com os clubes e a CBF até 2020? As Entidades de Prática Esportiva (ou clubes), que já receberam adiantamento da televisão segundo se comenta até o final de 2016, e nunca cederam um milímetro aos homens de preto, irão concordar que a fatia de 0,5% saia do seu bolo financeiro? A CBF que “explora” com a omissão dos sindicalistas do apito, três logomarcas nos uniformes dos árbitros há mais de uma década, sem nunca ter repassado um centavo à categoria vai arcar com o 0,5%? Aqui está o imbróglio, o resto é lero-lero.

PS: Por quê as entidades de classe que representam a confraria dos apitos brasileiros não reivindicam pelos menos parte dos milhões de reais, que a CBF arrecada anualmente com a propaganda estampada nas mangas das camisas e nas costas dos homens de preto que laboram no Campeonato Brasileiro, nas Séries (A, B, C, D, Copa do Brasil, Sub-17, Sub-20 e a Copa do Brasil?). É por temor de represálias, por desconhecimento do tema, ou tem alguém recebendo algum valor em nome da arbitragem?

domingo, 11 de outubro de 2015

Arbitragem: Modelo atual fracassou

Na última Copa do Mundo realizada em solo brasileiro, a Fifa realizou um minucioso processo pré-seletivo com os homens do apito como nunca havia realizado em se tratando de um Mundial. A entidade que controla o futebol no planeta usou a premissa de que quanto melhor preparado o árbitro, suas tomadas de decisões terão um índice maior de acertos e, por conseguinte, um menor número de erros.

Árbitros e bandeiras pré-selecionados, foram submetidos dois anos antes do início da Copa, a exames com especialistas de alto nível na área de hematologia, cardiologia, neurologia, fisiologia, psicologia, tecnologia na linha do gol, educação física e testes físicos que retratam fidedignamente os movimentos dos profissionais do apito e da bandeira no campo de jogo durante o transcorrer de uma partida.

Além disso, foram efetivados uma gama de testes teóricos como provas em inglês sobre as regras, centenas de vídeos exibidos de jogadas selecionadas em distintas partes do campo envolvendo atletas e a arbitragem e atividades práticas. Com todo o aparato mencionado e com o que de melhor no apito entendeu a Fifa, num torneio de curta duração como é o Mundial, algumas decisões dos homens de preto deram “chabu”.

O Campeonato Brasileiro da Série (A) é a “jóia da coroa” da CBF e sua duração ultrapassa a casa dos oito meses. Portanto, guardada as devidas proporções, não é aceitável em hipótese alguma que a entidade que gere além da Série (A), as Séries (B, C, D, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Sub-17, Sub-20 e nos próximos meses a Copa Sul/Minas/Rio) - circunscreva os testes teóricos, práticos, psicológicos, físicos e dois testes da Conmebol à um grupo restrito de juízes e bandeiras como vem acontecendo sistematicamente. Esta prática está ultrapassada.

Explico: A CA/CBF realiza quatro cursos anuais à um contingente, repito, restrito da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf). Geralmente participam desses seminários, árbitros e assistentes da Fifa, alguns promissores e esporadicamente um ou outro apito do Ranking da entidade. Também é realizado nos Estados onde há membros da Renaf, um teste teórico e físico anualmente.

São suficientes as ferramentas acima disponibilizadas pela CBF para a arbitragem brasileira desenvolver um trabalho de excelência? Não! A evolução do futebol que foi transformado num grande negócio, acoplada a profissionalização dos atletas nas duas últimas décadas - e a ausência de investimentos financeiros e a precária formação do árbitro a partir da base, ou seja, das federações de futebol - e a maneira como os cursos de capacitação continuada que faz a CBF à arbitragem e a magnitude do Campeonato Brasileiro, exigem uma mudança significativa da instituição no setor do apito.

O primeiro passo na direção de um novo paradigma de arbitragem do futebol pentacampeão, deveria começar com a contratação de um órgão comprovadamente de excelência e independente como a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Instituição reconhecida no Brasil e no exterior dado os profissionais que compõe o seu quadro de funcionários.
 
A (FGV) elaboraria um projeto que contemple uma reformulação total e irrestrita na CA/CBF. Na Escola Nacional de Árbitros de Futebol (Enaf). No quadro de assessores e delegados de arbitragem da CBF, hoje “viciado” com a presença “nefasta” de sindicalistas e pessoas que nunca apitaram uma partida de futebol de pelada - e uma nova Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf), que atenda a meritocracia e extermine a "políticalha".

Projeto que deveria traçar um programa de requalificação trimestral do quadro de árbitros da CBF, contemplando todos os pilares - (técnico, tático, psicológico e físico). Aliás, o pilar físico, tornou-se um “drama” a ser suplantado pela arbitragem brasileira. Em todas as ocasiões que apitos e assistentes da CBF/FIFA foram submetidos ao teste em tela sob os olhares “imutáveis” dos instrutores da Conmebol ou da Fifa, houve reprovação. A prova cabal foi o “fiasco” proporcionado pelos três apitos indicados pela CBF ao Mundial no Brasil, com a reprovação de todos no teste físico.

No projeto deveria constar que cada estado deveria ter um instrutor sem vinculação com as federações, nomeado pela CBF para acompanhar, ministrar, desenvolver e dirimir dúvidas sobre lances de alta complexidade que porventura viesse a arbitragem se envolver. O instrutor deveria manter os árbitros e assistentes do quadro nacional e aqueles considerados promissores, atualizados com as regras e as diretrizes da CBF e da Fifa.

PS: Resta saber se há vontade da CBF em mudar o modelo de arbitragem existente que está ultrapassado, bem como implementar um novo que contemple as propostas acima e outras que a entidade entender. Pois do contrário, o trabalho do árbitro que labora nas competições da entidade que gere o futebol pentacampeão, continuará sendo deficitário e a credibilidade das suas tomadas de decisões colocadas sob suspeita a cada equívoco. 

PS (2):Porque para os problemas difíceis que enfrenta a arbitragem na atualidade não há soluções fáceis. Se houvessem, já estariam resolvidos. Portanto, implementar medidas parciais podem acomodar e adiar os transtornos momentaneamente, mas não os equacionam e podem até aumentá-los.

PS (3): “No dia 11 de outubro de 2013, portanto a dois  anos atrás, foi promulgada a Lei Nº 12.867, que regulou a atividade do árbitro de futebol no Brasil, tornando-o profissional. Desde então, todas as medidas anunciadas e levadas a efeito pelos “sindicalistas” à categoria, foram para o beleléu".   


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Confirmado: Blatter e Platini suspensos

© GETTY / MARTIN ROSE
Depois de várias contradições noticiosas, a Comissão de Ética da FIFA confirmou que os dois dirigentes estão impedidos de exercer qualquer atividade ligada ao futebol.

A suspensão tem a duração de 90 dias, aos quais poderão ser acrescidos por mais 45 dias, pelo que, pelo menos até final do ano, os presidentes da FIFA e da UEFA estão impedidos de lidar com o futebol.

Na base desta decisão está a investigação levada a cabo dentro da FIFA, na qual estão incluídas suspeitas sobre um suposto desfavorecimento do organismo por parte do seu presidente, que também teria pago, de forma ilícita, quase dois milhões de euros ao presidente da UEFA.

Além destes dois nomes, também Jérôme Valcke, antigo secretário geral da FIFA, foi atingido pela suspensão, ao passo que o ex-vice-Presidente Chung Mong-joon foi banido por seis anos, depois de irregularidades nas atribuições dos Mundiais de 2018 e 2022.
Fonte: http://www.zerozero.pt/news.php?id=162750
Texto por Luís Rocha Rodrigues

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Árbitros brasileiros realizaram curso na UEFA


Da esquerda para à direita, Danilo Maniz, Wagner Reway (árbitro) e Eduardo Cruz retornaram à Uefa
Três árbitros brasileiros participaram de um curso de consolidação na sede da UEFA, na Suíça, como parte de um intercâmbio entre CONMEBOL e UEFA. Eduardo Cruz, de Mato Grosso do Sul; Wagner Reway, de Mato Grosso e Danilo Manis, de São Paulo. O trio foi designado para apitar o jogo da segunda divisão da liga Suíça entre FC Aigle e FC Collex-Bossy.

O trabalho faz parte da programação do curso. Durante o intercâmbio os árbitros assistiram debates e realizaram treinos físicos e técnicos de meia intensidade. Além disso analisaram videos enviados pelos próprios participantes em etapas anteriores do curso.

Os assuntos abordados nos materiais foram localização, procedimentos para tomar a decisão correta, trabalho em equipe, deslocamento e linguagem corporal. Árbitros assistentes avaliaram temas como o trabalho em equipe (situações de dentro ou fora da área de pênalti, tocar na bola com a mão e infrações), posição adiantada, linguagem corporal, localização, concentração e manejo da bandeira.
Fonte: CBF


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Arbitragem: Falta gestão

A escalada interminável de erros de interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL, acoplada a ausência de uma boa acuidade  visual, da falta de entendimento e discernimento, de agilidade, destreza e flexibilidade de raciocínio pela confraria do apito no Brasileirão, derruba por terra todo e qualquer argumento que vem sendo dito reiteradamente rodada após rodada pela CA/CBF, assessores e delegados de arbitragem. 

Aliás, as explicações estão "caindo no vazio", dada a seqüência sistêmica de erros dos homens que manejam o apito e as bandeiras. Enquanto prevalecem suspeitas de interferência externa nas decisões da arbitragem, o que se vê é que não existe nenhum mecanismo da CBF para minimizar os erros primários dos árbitros e bandeirinhas, que estão acontecendo em todos os jogos. 
Os erros perpetrados pelos árbitros e assistentes, “alguns crassos”, a cada partida passaram a ser o foco de todos os programas esportivos de forma negativa. Ressalte-se que a maioria dos erros cometidos pelos homens do apito e dos bandeiras, estão acontecendo em confrontos, cujo grau de dificuldades tem sido de pequena monta. Basta analisar o manual de regras nas págs. (137, 138 e 139 – classificação dos jogos quanto a dificuldade).

Na sexta-feira no Castelão, em São Luis, no prelio Sampaio Correa/MA 2 x 2 Botafogo/RJ, Série (B), três gols surgiram de lances irregulares. Um absurdo! Não vai acontecer nada. Nas próximas rodadas, o trio de árbitros deste jogo, formado por Rodrigo Raposo, Fabio Pereira e Jose Nascimento Júnior serão escalados novamente como se nada tivesse acontecido.

No sábado à noite no Morumbi, São Paulo//SP 1 x 0 Atlético/PR, O árbitro Igor Junio Benevenuto e o assistente Kleber Lucio Gil, deram “inestimável” contribuição no desrespeito as regras e ao contido na circular/orientação de 22/05/2015.

Benevenuto foi omisso e conivente com Paulo H. Ganso, que utilizou de força excessiva contra seu adversário, o meia Crysan do rubro-negro da Baixada (aplicando-lhe um “carrinho” por trás). Jogada maldosa (punível com expulsão, não cabe outra interpretação porque a disputa ocorreu apenas entre os dois jogadores e mais ninguém e aconteceu dentro do campo visual de observação do árbitro) - carrinho que alijou o atleta da equipe paranaense de continuar jogando. Crysan teve que ser retirado de maca porque não conseguiu se locomover.

Lucio Gil, assinalou impedimento numa jogada envolvendo o meia Rogério do Tricolor do Paulista, quando havia um defensor do Atlético, no mínimo a três metros a frente do atleta paulistano. Sabe o que vai acontecer? Nada, nas próximas partidas todos serão designados novamente e tudo continuará como “Dantes no quartel de Abrantes”.

Para fechar a tragédia da 29ª rodada da Serie (A) envolvendo os homens do apito e das bandeiras, Chapecoense/SC 5 x 1 Palmeiras. UM HORROR!, construído pelos artífices, Jailson Macedo Freitas, árbitro e Ivan Carlos Bohn, assistente. Dois lances de fácil interpretação e aplicação das regras. O primeiro na expulsão do atleta Egidio do Palmeiras. Egidio tocou exclusivamente na bola, porém, no contato físico que teve com o atacante Willian Barbio da equipe catarinense, este caiu ao solo.  Não aconteceu nada.

Serenados os ânimos após seis minutos de paralisação e “avisado” pelo quarto árbitro, que o defensor esmeraldino havia tocado apenas na bola, Jalison Freitas, voltou atrás como determina a Regra (5), pág. 32 que diz: “O árbitro somente poderá modificar uma decisão se perceber que a mesma é incorreta ou, a seu critério, conforme uma indicação de um assistente ou do quarto árbitro, sempre que ainda não tiver reiniciado o jogo ou terminado a partida”.

E, para corroborar a “quizumba” que solapa a arbitragem brasileira, até o excelente bandeira Bohn da Federação Paranaense de Futebol, talvez desligado momentaneamente do jogo na Arena Condá, inventou de apontar um impedimento que não existiu do mesmo W. Barbio.

Faltam nove rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro - a “jóia da coroa” da CBF, e pouco ou nada se pode fazer para evitar a continuidade dos gravíssimos erros que estão sendo cometidos pela arbitragem. O caminho a ser trilhado pela CA/CBF, assessores, delegados de arbitragem e os homens de preto é o diálogo com troca de sugestões, discussões de lances na “zona negra” do campo de jogo sobretudo na (área penal) e muita concentração nos próximos jogos.

E, por derradeiro, que a CBF que vivencia dias difíceis em função dos inúmeros problemas de conhecimento da opinião pública, entenda de uma vez por todas, que a pré-temporada realizada pelas federações de futebol e os cursos ministrados pela CBF à arbitragem na Granja Comary, estão ultrapassados e há a imperiosa necessidade de se repensar e colocar em prática um novo modelo de gestão ao árbitro do futebol pentacampeão.  

PS: A circular de autoria da CA/CBF de maio de 2015, que vem sendo descumprida na Serie (A e B) pela arbitragem neste Brasileirão está neste link: http://www.cbf.com.br/arbitragem/comissao-oficios-circulares/orientacoes-para-temporada-2015-e-oficio-circular-026#.VhFs4exViko